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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

A Aparição de La Salette e suas Profecias: Os Apóstolos dos Últimos Tempos comentários de Plinio Corrêa de Oliveira 24






A Aparição de La Salette e suas Profecias: Os Apóstolos dos Últimos Tempos comentários de Plinio Corrêa de Oliveira 24




Os Apóstolos dos Últimos Tempos comentários de Plinio Corrêa de Oliveira 24


Posted: 17 Jan 2016 11:30 PM PST





  • Queda dos anjos rebeldes. Pieter Bruegel, detalhe


















continuação do post anterior: Os Santos dos Últimos Tempos — comentários de Plinio Corrêa de Oliveira 23










São Luís Grignion nos fala agora especificamente dos Apóstolos dos Últimos Tempos:





"Deus quer, finalmente, que Sua Mãe Santíssima seja agora mais conhecida, mais amada, mais honrada, como jamais o foi" (tópico 55).




Dizíamos acima que, nos últimos tempos, Nossa Senhora seria mais conhecida e mais amada. Neste tópico São Luís Grignion nos afirma que é agora, isto é, no tempo dele. Portanto, sua época já participa dos últimos tempos.





"E isto acontecerá, sem dúvida, se os predestinados puserem em uso, com o auxílio do Espírito Santo, a prática interior e perfeita que lhes indico a seguir" (tópico 55).




Eis o papel histórico da devoção que prega. É o meio pelo qual os predestinados da graça podem adquirir este espírito e colocar-se de acordo com a sua vocação. É a devoção que até aí conduz.





"E, se a observarem com fidelidade, verão então claramente, quanto lho permite a Fé, esta bela Estrela do Mar, e chegarão a bom porto, tendo vencido as tempestades e os piratas. Conhecerão as grandezas desta Soberana, e se consagrarão inteiramente a seu serviço, como súditos e escravos de amor" (tópico 55).




Será que antes de São Luís Grignion – poder-se-ia perguntar – ninguém conheceu Nossa Senhora?




Maria Santíssima não levou antes dele ninguém a bom porto? Será que Ela não fez manifestar na Igreja, antes dele, as suas grandezas?




Seria absurdo admiti-lo. Por que então ele apresenta estas coisas como típicas do seu espírito? É porque elas serão mais reais nas almas formadas em sua escola de espiritualidade do que em qualquer outra.




O que já é verdade de todos os santos, de todos os que seguem a doutrina da Igreja, sê-lo-á muito mais ainda dos que seguirem a espiritualidade de São Luís Grignion.




Ele aqui apenas insinua o que irá dizer mais tarde: a devoção que ensina e os princípios mariais que inculca não são acessíveis ao conhecimento de qualquer homem.




Conhecer bem Nossa Senhora, praticar esta devoção, é uma predestinação, é uma graça especial, não comum. Esta não é uma devoção para qualquer pessoa, mas apenas para alguns predestinados.




É uma graça especialíssima, que Deus reserva para os últimos tempos. Por isso, mais tarde ele dirá que, para compreender esta devoção e praticá-la verdadeiramente, é preciso ter recebido um chamado muito especial.




O restante do tópico contém uma série de promessas sobre as quais não há comentários especiais a fazer.



Serão como flechas



"Mas quem serão esses servidores, esses escravos e filhos de Maria? " (tópico 56).




Aqui segue a descrição dos Apóstolos dos Últimos Tempos:





"Serão ministros do Senhor, ardendo em chamas abrasadoras, que lançarão por toda parte o fogo do divino amor. Serão sicut sagittæ in manu potentis (Sl. 126,4) flechas agudas nas mãos de Maria todo-poderosa, pronta a transpassar seus inimigos" (tópico 56).




A devoção a Maria Santíssima, segundo São Luís Grignion, está aliada à combatividade. Não se trata apenas de fazer "cordeirinhos de Cristo Rei".



Serão ascetas, colados a Deus e à Sua Igreja



"filhos de Levi, bem purificados no fogo das grandes tribulações, e bem colados a Deus" (tópico 56).




É importante observar o grau de união a Deus, que está prometido. E só há um meio de estar colado a Deus: é estar colado à Igreja de Deus. Estar colado significa estar unido sem qualquer interstício, sem vácuo algum; é estar preso por todas as aderências possíveis à Igreja de Deus.




Este é o sentido que ele nos quer dar, inculcando o espírito de devoção à Igreja Católica.








  • Queda dos anjos rebeldes. Pieter Bruegel, detalhe



"... que levarão o ouro do amor no coração, o incenso da oração no espírito, e a mirra da mortificação no corpo" (tópico 56).




É a idéia da ascese, da austeridade, da virtude dura, mortificada.



Serão o bom odor de Jesus Cristo para os desapegados



"... e que serão em toda parte, para os pobres e pequenos, o bom odor de Jesus Cristo; e para os grandes, os ricos e os orgulhosos do mundo, um odor repugnante de morte" (tópico 56).




O que são, na linguagem da Escritura, os pobres e os pequenos? Não são os sequazes dos demagogos modernos.




Ser pobre e pequeno é ser pobre de espírito, é ser desapegado. Para esses é que é bom odor a presença dos servidores de Maria.



Serão o terror do demônio



"Serão nuvens trovejantes" (tópico 57).




Não são zéfiros nem brisas amenas, que trazem o bom odor das sensações emocionantes e românticas para as almazinhas adocicadas. São nuvens tonitroantes, que voam pelos ares.




A imagem é majestosa, grandiosa. Reflete, em contraposição à suavidade de certo tipo de religiosidade sentimental, a grandeza, o poder e a cólera de Deus. A nuvem trovejante é a nuvem carregada, na qual o raio se forma, e da qual é lançado.





"... esvoaçando pelo ar ao menor sopro do Espírito Santo" (tópico 57).




Uma atmosfera cheia de nuvens trovejantes, a esvoaçar do Oriente ao Ocidente, não reflete absolutamente o clima carregado de otimismo que em certos ambientes se encontra.





"... que, sem apegar-se a coisa alguma nem admirar-se de nada, nem preocupar-se, derramarão a chuva da palavra de Deus e da vida eterna. Trovejarão contra o pecado" (tópico 57).




Não se trata, portanto, de pregar bondade contra o pecado.





"... e lançarão brados contra o mundo, fustigarão o demônio e seus asseclas, e, para a vida ou para a morte, transpassarão lado a lado, com a espada de dois gumes da palavra de Deus (cfr. Ef. 6, 17), todos aqueles a quem forem enviados da parte do Altíssimo" (tópico 57).




São batalhadores eficacíssimos, que têm a espada de dois gumes da palavra de Deus.




Os apóstolos que São Luís Grignion assim descreve são homens de um poder verdadeiramente terrível, que causam ao demônio um medo capaz de desfazer as suas tramas. Argutos, perspicazes e vigorosos, esses apóstolos são o protótipo do verdadeiro católico.







continua no próximo post: Verdades fundamentais da devoção à Santíssima Virgem — comentários de Plinio Corrêa de Oliveira 25















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