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Lula, muito desanimado, confessa a peemedebistas que espera ser preso
Ministro do STJ autoriza a Polícia Federal a indiciar o governador petista Fernando Pimentel, de Minas Gerais
Remédios podem sofrer uma alta de até 12,5% no próximo dia 31
Senado pede que TCU faça auditoria patrimonial em Palácio do Planalto
Votação das contas da petista Dilma é adiada após sessão tumultuada
Supremo considera ilegal a nomeação do ministro da Justiça e manda Dilma demití-lo
Ministério Público paulista denuncia Lula à Justiça por lavagem de dinheiro
Moro autoriza acesso de Lula a processos da Lava Jato
Relator pede abertura de processo de cassação do senador petista Delcídio Amaral
Investigadores da Operação Lava Jato descobriram onde o Instituto Lula escondia seus arquivos
Morre Arellano Stark, chefe da temida "Caravana da Morte" do ditador chileno Augusto Pinochet
Lula, o maior reacionário do país, vai a Renan propor o pacto das elites em favor da impunidade
Lula, muito desanimado, confessa a peemedebistas que espera ser preso
Posted: 09 Mar 2016 07:30 PM PST
Foi amargo o café da manhã oferecido ao ex-presidente Lula pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB). Estava depressivo e "muuuuito para baixo", como acentuou um dos mais importantes senadores presentes ao encontro, que destacou o "clima de enterro". Lula manifestou o temor de ser preso por ordem do juiz Sérgio Moro, que, segundo ele, "força a barra" para isso. Ele pediu a reunião para expor aos aliados sua versão sobre as acusações contra ele. Lula permaneceu calado, durante a maior parte do café da manhã, e ao contrário de outros encontros do gênero, ele não sorriu uma só vez. O rompimento do PMDB com Dilma não foi tema do café da manhã, até porque não havia quorum: só apareceram quatro senadores do partido. Lula disse estar "muito preocupado" com a delação de Marcelo Odebrecht, por insistência do pai dele, Emílio. O ex-presidente acha que que Leo Pinheiro, da OAS, "foi obrigado" a fazer delação. E deixou claro que dessa ele também não sairá ileso. (Claudio Humberto)
Ministro do STJ autoriza a Polícia Federal a indiciar o governador petista Fernando Pimentel, de Minas Gerais
Posted: 09 Mar 2016 07:27 PM PST
O ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça, autorizou que a Polícia Federal interrogue o governador de Minas Gerais, o petista Fernando Pimentel, nas investigações da Operação Acrônimo e faça seu indiciamento caso ache pertinente. A decisão do ministro é de fevereiro, em resposta a um pedido da Polícia Federal. A Procuradoria Geral da República havia se manifestado contra a possibilidade de a Polícia Federal promover indiciamentos contra autoridades com foro privilegiado. Caso seja indiciado, o petista Fernando Pimentel passa a ser considerado formalmente investigado no caso. Posteriormente, porém, cabe à Procuradoria Geral da República mover a ação penal e incluí-lo como alvo caso veja indícios contra Fernando Pimentel. O chefe do Executivo mineiro é um dos principais alvos da Operação Acrônimo, que apura indícios de ilegalidades na campanha do petista ao Palácio da Liberdade, em 2014. A mesma investigação mira em suspeitas de compra de medidas provisórias e de favorecimento a empresas com empréstimos do BNDES, no período em que Fernando Pimentel comandava o Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, pasta à qual o banco de fomento é vinculado. O governador pode ser indiciado sob suspeita dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Remédios podem sofrer uma alta de até 12,5% no próximo dia 31
Posted: 09 Mar 2016 07:17 PM PST
O governo autorizará um reajuste acima da inflação para os medicamentos neste ano. A alta poderá ser de até 12,5% para anular o aumento de custo dos laboratórios com a conta de luz e o dólar alto, segundo cálculos feitos pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) com base em parâmetros oficiais. O número definitivo só será conhecido no dia 31 deste mês. Fontes do Ministério da Saúde afirmam que o percentual pode ser um pouco mais baixo, mas deve ser maior que o peso da inflação nas contas das famílias. Em meio ao processo de consulta pública sobre o tema, a Interfarma divulgou ontem comunicado em que diz que o reajuste será de até 12,5% e que o cálculo do governo mostra que a crise chegou ao setor. Se for confirmado, será o primeiro aumento acima da inflação em 11 anos, quando passaram a registrar os dados. Em todo esse período, os reajustes foram menores ou iguais ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No ano passado, a inflação oficial foi de 10,36%. Os medicamentos têm preços controlados pelo governo. O cálculo de reajuste leva em consideração a produtividade da indústria, que caiu. Por isso, o governo — diz a Interfarma — determinou uma única faixa de reajuste para o setor e não várias por medicamentos, como de costume.
Senado pede que TCU faça auditoria patrimonial em Palácio do Planalto
Posted: 09 Mar 2016 07:01 PM PST
O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (9) um requerimento para que o Tribunal de Contas da União realize uma auditoria patrimonial nos Palácios do Planalto e da Alvorada para averiguar possíveis desvios ou desaparecimento de bens pertencentes à União. O pedido foi apresentado pelo líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), e foi votado de forma simbólica já no fim da sessão plenária desta quarta-feira. Segundo o senador, a motivação para o pedido surgiu quando a Polícia Federal iniciou uma investigação para apurar a retirada de bens da sede do governo federal e da residência oficial da Presidência da República pelo chefão Lula ao fim de seu mandato. Durante a 24ª fase da Operação Lava Jato, realizada na última sexta-feira (4), que teve Lula como alvo, a Polícia Federal informou que a empreiteira OAS foi responsável pela mudança do ex-presidente de Brasília para São Paulo ao custo de R$ 1,3 milhão. Segundo Caiado, há suspeita, ainda, de que itens que pertencem à União tenham sido levados para um depósito. O requerimento não foi discutido pelos senadores e, como o TCU é órgão auxiliar do Congresso, ele terá que realizar a auditoria solicitada.
Votação das contas da petista Dilma é adiada após sessão tumultuada
Posted: 09 Mar 2016 06:31 PM PST
Mesmo pressionados por parlamentares da base governista, deputados da oposição conseguiram postergar para a próxima semana a votação das contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff na Comissão Mista de Orçamento do Congresso nesta quarta-feira (9). O adiamento foi acordado como parte de um pacto com a base aliada para que também não se votasse nesta semana o projeto de decreto que altera a correção das dívidas dos Estados, que se aprovado, gerará grandes perdas de recursos para a União. A proposta chegou a ser colocada em votação nesta quarta mas o governo conseguiu obstruir a votação. A intenção do governo era conseguir votar as contas nesta semana para não correr risco de o relatório do senador Acir Gurgacz (PDT-RO) ser rejeitado pela comissão. O parecer pede a aprovação das contas, com ressalvas, contrariando decisão do Tribunal de Contas da União que votou, por unanimidade, pela reprovação das contas. O TCU apontou 12 irregularidades, entre elas a ausência de contingenciamento para assegurar a meta de superávit fiscal do ano e as chamadas "pedaladas fiscais" – dívidas do tesouro nacional com bancos públicos e FGTS. Como não havia acordo para colocar o relatório em votação nesta quarta, houve confusão durante as discussões e até a Polícia Legislativa foi acionada para evitar agressões entre parlamentares. A oposição, mesmo em menor número, usou de instrumentos regimentais para barrar o avanço da proposta. Deputados do PSDB requereram a leitura das atas de reuniões passadas que ainda não haviam sido aprovadas. O ato é uma mera burocracia realizada no início das reuniões de colegiados do Congresso. Governistas, por sua vez, tentaram acelerar os trabalhos do colegiado para que fosse possível apreciar o parecer. Os deputados Izalci (PSDB-DF) e Domingos Sávio (PSDB-MG) chamaram o governo de "quadrilha" e "organização criminosa". "Queremos que o Brasil fique livre desta quadrilha", disse o mineiro. Em resposta, o líder do governo na comissão, deputado Paulo Pimenta (PT-RS) protestou: "Não vai ofender ninguém. Não fala mais isso". Diante do impasse, a sessão foi suspensa e seria retomada durante a tarde. No entanto, o acordo entre base a oposição acabou por cancelar a sessão. O Congresso é quem dá a palavra final sobre a aprovação das contas de um presidente. Dessa forma, os deputados e senadores decidirão se mantêm a decisão de Gurgacz ou se retomam o entendimento do TCU.
Supremo considera ilegal a nomeação do ministro da Justiça e manda Dilma demití-lo
Posted: 09 Mar 2016 03:19 PM PST
O plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu por unanimidade, nesta quarta-feira, contra nomeação do novo ministro da Justiça Wellington César Lima e Silva. Ele fica obrigado a deixar o cargo no prazo de 20 dias contados a partir da próxima segunda-feira. Os ministros da Supremo Corte consideraram que a escolha de Silva, que é procurador de Justiça do Ministério Público da Bahia, viola a independência do Ministério Público e fere preceitos definidos pela Constituição. É mais um gigantesco desastre do governo da petista Dilma e de seu chefe da Casa Civil, o petista baiano Jaques Wagner, dando um cabal exemplo da desordem em que a ORCRIM (organização criminosa) jogou o País. O principal argumento considerado pelos integrantes do STF é que o artigo 128 da Constituição estabelece que os promotores e procuradores de Justiça não podem "exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer outra função pública, salvo uma de magistério". Na tentativa de preservar a indicação de ministro da Justiça, Lima e Silva pediu exoneração do cargo de procurador-geral de Justiça do Estado da Bahia, mas permaneceu na carreira de procurador, o que, na avaliação do Supremo, não afasta a ilegalidade da nomeação. Os ministros não invalidaram os atos praticados tanto pelo ministro da Justiça quando pelos integrantes do Ministério Público que ocupam secretarias de Estado, mas definiu o prazo de 20 dias para que todos os Estados e o próprio Wellington Lima e Silva deixe o cargo. A remoção dos nomeados irregularmente só não será imediata porque o STF considerou ser necessário organizar uma transição e, nas palavras do presidente Ricardo Lewandowski, "minimizar eventual crise" na dança de cadeiras. Além de Wellington Lima e Silva, o governo já elencou pelo menos outros 19 cargos em que promotores e procuradores ocupam postos de confiança nos Estados de Mato Grosso do Sul, Tocantins, Piauí, Mato Grosso, São Paulo, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Alagoas, Bahia e Amapá. Com a decisão desta quarta-feira, todos terão de fazer a opção se preferem ser demitidos dos cargos de confiança, situação mais provável, ou se pretendem continuar nos quadros do Ministério Público. Embora o Ministério Público não seja um poder propriamente dito, o Plenário do tribunal concluiu no julgamento de hoje que a Constituição garante a independência funcional de seus integrantes, princípio colocado em xeque no governo porque Wellington Silva, membro do Ministério Público, seria subordinado à presidente Dilma Rousseff como ministro da Justiça. O Conselho Nacional do Ministério Público chegou a editar uma resolução derrubando um dispositivo de 2006 que impedia o acúmulo de funções públicas no Ministério Público, mas as restrições previstas na Constituição - e usadas nesta quarta-feira pelo STF - continuam em vigor. A resolução do CNMP foi duramente atacada pelo relator do caso, ministro Gilmar Mendes. "O Conselho Nacional do Ministério Público vem chancelando o afastamento dos integrantes do Ministério Público, independentemente de pertinência temática com o cargo a ser assumido. É uma mutação constitucional, um verdadeiro estupro constitucional por resolução", atacou o magistrado. Antes da Constituição de 1988, membros do Ministério Público podiam acumular funções públicas, mas Wellington César Lima e Silva ingressou nos quadros do Ministério Público da Bahia em 1991, ou seja, após a vigência da regra que impede a cumulatividade de cargos. "O que importa reconhecer é a independência do Ministério Público não apenas frente ao Poder Executivo, mas também frente aos demais Poderes. E tal independência, da forma como foi construída pelo constituinte de 1988, sem a menor sombra de dúvidas, qualifica-se como preceito fundamental, assim como é a independência entre os Poderes", alegou o PPS, autor da ação julgada hoje no Plenário do Supremo. "O exercício de funções fora do âmbito do Ministério Público é vedado no âmbito dos promotores e procuradores. A exceção única está expressamente anunciada e recai sobre funções de magistério. A vedação ao exercício de outra função pública vige ainda que o cargo seja colocado em disponibilidade. Enquanto não rompido o vínculo com a instituição, a vedação persiste. A Constituição claramente proibiu a ocupação de cargos públicos", disse Gilmar Mendes. "Ser ministro de Estado e secretário de Estado não deixa de ser, em alguma medida, uma atuação político-partidária. Além de sua subordinação à vontade do presidente, sua função é fazer valer o programa de governo do partido e da administração", afirmou o ministro Luis Roberto Barroso. "Assim como quem tem armas não pode ter poder político, quem tem poderes como o Ministério Público tem não pode estar ligados a politicas de governo", disse. Na primeira sustentação oral desde que assumiu a Advocacia-geral da União (AGU), o ministro José Eduardo Cardozo alegou que a nomeação do ministro da Justiça não poderia ser questionada por uma arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF), como a apresentada pelo PPS. Ele afirmou ainda que o fato de um membro do Ministério Público estadual, como Wellington Lima e Silva, ser ministro da Justiça não significa falta de independência e citou como exemplo o fato de integrantes do Ministério Público licenciados poderem ser deputados federais. Argumento semelhante foi utilizado pelo advogado Aristides Junqueira Alvarenga, da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), e pelo procurador-geral Rodrigo Janot. Segundo Janot, integrantes do Ministério Público podem assumir secretarias de governo ou outros cargos no Executivo desde que ocorra prévio afastamento do cargo e que as funções sejam compatíveis com as finalidades institucionais do Ministério Público. "Não parece razoável concluir que o exercício de funções do Ministério Público no Poder Executivo leva aquele a se submeter a este. Essa visão de que o exercício dessas funções seria inevitavelmente nocivo e contaminaria o Ministério Público parte da visão de errônea de vício, como se atuação dos agentes não pudessem ser correta e republicana", disse Janot.
Ministério Público paulista denuncia Lula à Justiça por lavagem de dinheiro
Posted: 09 Mar 2016 02:55 PM PST
O Ministério Público de São Paulo denunciou nesta quarta-feira o chefão Lula pelos crimes de ocultação de patrimônio, uma modalidade de lavagem de dinheiro, e falsidade ideológica. A denúncia foi apresentada nesta tarde pelo promotor Cássio Conserino, que comanda as investigações contra o petista. Outras quinze pessoas, incluindo a ex-primeira-dama, a galega italiana Marisa Letícia, e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, um dos filhos do casal, também foram acusadas. Segundo o Ministério Público, Lula é o verdadeiro dono do tríplex no Guarujá (SP), reformado pela construtora OAS. Conserino já havia informado que havia indícios suficientes para apresentar denúncia contra o ex-presidente. A denúncia contra o ex-presidente decorre da investigação de fraudes em negócios realizados pela Bancoop, cooperativa habitacional de bancários que deu calote em seus associados enquanto desviava recursos para os cofres do PT. A Bancoop quebrou em 2006 e deixou quase 3 000 famílias sem seus imóveis, enquanto viam, inermes, petistas estrelados receber seus apartamentos. Em abril do ano passado, a revista VEJA revelou que, depois de um pedido feito pelo chefão Lula ao então presidente da OAS, Léo Pinheiro, seu amigo do peito condenado a 16 anos de prisão no Petrolão do PT, a empreiteira assumiu a construção de vários prédios da cooperativa. O favor garantiu a conclusão das obras nos apartamentos de João Vaccari Neto, aquele mesmo que, até ser preso pela Operação Lava-Jato, comandou a própria Bancoop e a tesouraria do PT. A OAS assumiu também a reforma do tríplex de 297 metros quadrados no Edifício Solaris, de frente para o mar do Guarujá, pertencente ao chefão e a sua mulher, a galega italiana Marisa Letícia. A OAS desempenhou ainda o papel de "laranja" de Lula, passando-se por dona do tríplex. A manobra foi cuidadosamente apurada pelos promotores do Ministério Público de São Paulo, que trabalham a apenas quinze minutos de carro da sede do Instituto Lula. Durante seis meses, eles se dedicaram a esquadrinhar a relação entre a OAS e o patrimônio imobiliário dos chefes petistas. Concluíram que o tríplex no Guarujá é a evidência material mais visível da rentável parceria de Lula com os empresários corruptores que hoje respondem por seus crimes diante do juiz Sergio Moro, que preside a Operação Lava-Jato. Os promotores ouviram testemunhas e obtiveram recibos e contratos que colocam o chefão na posição de ter de explicar na Justiça as razões pelas quais tentou de todas as maneiras negar ser o dono do tríplex. Para os promotores, as negaças de Lula configuram o crime de lavagem de dinheiro.
Moro autoriza acesso de Lula a processos da Lava Jato
Posted: 09 Mar 2016 02:29 PM PST
O juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em primeira instância em Curitiba, liberou hoje à defesa de Lula o acesso aos processos referentes ao ex-presidente na Operação Aletheia, a 24ª fase da Lava Jato, em que o petista foi conduzido coercitivamente a depor à Polícia Federal em São Paulo. Segundo escreveu Moro no despacho, o sigilo "não é mais necessário e o levantamento é oportuno para garantir a transparência e ampla defesa". Além de autorizar o acesso aos processos, o magistrado atendeu a pedidos de familiares do ex-presidente e determinou que seja devolvido "eventual material apreendido que de plano não interesse a investigação". Marlene, Fátima e Renata, as três noras de Lula, enviaram petições ao juiz ontem para que fossem devolvidos laptops, celulares, ipads, pendrives e arquivos pessoais levados pelos policiais na sexta-feira passada. Também pediram devoluções de objetos apreendidos o Instituto Lula e as empresas Touchdown Marketing Esportivo e LFT Marketing Esportivo, ambas de Luís Cláudio Lula da Silva, filho de Lula investigado na Operação Zelotes pelo suposto envolvimento no esquema de venda de medidas provisórias no governo do pai. O Ministério Público Federal suspeita que Lula teve papel preponderante para que o esquema de corrupção investigado no petrolão pudesse ter movimentado milhões de reais em propina. Na avaliação do Ministério Público, "mais recentemente surgiram, na investigação, referências ao nome do ex-presidente Lula como pessoa cuja atuação foi relevante para o sucesso da atividade criminosa". Na Aletheia, a Polícia Federal investigou ainda possíveis irregularidades no pagamento de doações e palestras ao ex-presidente. As suspeitas são de que empreiteiras que integravam o clube do bilhão fizeram repasses de dinheiro desviado da Petrobras para reforma de um apartamento tríplex e de um sítio em Atibaia, e para a compra de móveis de luxo nos dois imóveis instalados no imóvel do Edifício Solaris, no Guarujá. Um dos eventos do processo cujo sigilo foi retirado hoje por Moro é um mandado de busca e apreensão na Cleber Batista Pereira Informática. Dez dias antes da deflagração da Aletheia, a empresa emitiu uma nota fiscal de 25.069 reais por serviços de informática prestados ao Instituto Lula. O documento foi encontrado na sala do funcionário Paulo André Cangussu, em meio a contratos da LILS Palestras com empreiteiras do petrolão, contratos de câmbio e passaportes diplomáticos de Lula vencidos. Segundo os procuradores Roberson Henrique Pozzobon e Athayde Ribeiro da Costa, "chama atenção o fato de que esses serviços tenham sido contratados nesse ano, período no qual investigações sobre o ex-presidente e o Instituto Lula vieram a público". A empresa efetuou o gerenciamento de contas de e-mail, serviços de backup de servidores em nuvem e administração de servidores Web. No mandado de busca e apreensão, Moro determinou que Cleber Batista Pereira, dono da empresa, "preste o auxílio necessário para que as buscas e extrações eletrônicas em sua empresa e no Instituto Lula sejam cumprida, inclusive se necessário fornecendo senha e acesso aos bancos de dados pertinentes". Ao cumprirem o mandado de busca e apreensão na sede do Instituto Lula, agentes da Polícia Federal e auditores da Receita Federal encontraram bem menos do que imaginavam. Não havia nenhum armário trancado à chave, um cofre estava vazio e as notas fiscais da entidade entre 2010 e 2015 não estavam mais nos arquivos do instituto.
Relator pede abertura de processo de cassação do senador petista Delcídio Amaral
Posted: 09 Mar 2016 01:45 PM PST
O senador Telmário Mota (PDT-RR), relator do processo de quebra de decoro aberto contra o ex-líder do governo petista, Delcídio do Amaral (PT-MS), defendeu nesta quarta-feira que o Conselho de Ética do Senado Federal abra formalmente processo de cassação contra o parlamentar. Segundo Mota, existem indícios claros de que Delcídio do Amaral praticou crimes ao ser flagrado, em conversa gravada por Bernardo Cerveró, discutindo meio de fuga e promessas de pagamento ao ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró. A atuação de Delcídio do Amaral tinha por objetivo, segundo o Ministério Público, impedir que o ex-dirigente da estatal fechasse acordo de delação premiada. Ao final, tanto Cerveró quanto o próprio Delcídio do Amaral, preso por mais de 80 dias e solto por ordem da Justiça, mas mantido em prisão domiciiar, se tornaram delatores e detalharam como funcionava o esquema criminoso instalado na petroleira. A delação premiada de Delcídio do Amaral, após ele próprio ter assegurado, reservadamente, a alguns senadores que não tinha fechado um acordo com a Justiça, deixou o governo e senadores em clima de pânico. Hoje no Conselho de Ética, não houve votação do relatório preliminar de Telmário Mota. O tema será retomado na semana que vem. "Não há preliminares que obstem o prosseguimento da apuração. A defesa não trouxe argumentos fáticos que permitam o arquivamento imediato da representação. O exame superficial dos diálogos mostra indícios de crime e consequente quebra de decoro. Impõe-se a admissão da representação", disse o relator. Já existe pedido para que a delação premiada de Delcídio do Amaral seja anexada ao processo de cassação assim que for confirmada pelo Supremo Tribunal Federal. Em dezembro, PPS e Rede ingressaram no Conselho de Ética com representação contra Delcídio do Amaral . Gravações feitas pelo filho de Cerveró, Bernardo, mostram Delcídio do Amaral negociando o pagamento de 50.000 reais mensais à família do ex-dirigente e até a fuga do ex-diretor para fora do País. Paralelamente, investigadores atribuem ao banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, o papel de bancar a mesada à família de Cerveró e pagar outros 4 milhões de reais ao advogado Edson Ribeiro, que atuava na defesa do ex-diretor e trabalhava para impedir a delação premiada. Os depoimentos do senador em colaboração com a Justiça, porém, apresentaram uma nova versão para os pagamentos. Segundo o senador, partiu do ex-presidente Lula, também investigado no Petrolão do PT, a ordem para comprar o silêncio de Cerveró. Segundo Delcídio do Amaral, Lula tinha pleno conhecimento do propinoduto instalado na Petrobras e agiu pessoalmente para barrar as investigações. Também em delação, o senador atribuiu à presidente Dilma Rousseff pleno conhecimento dos problemas da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, transação permeada pelo pagamento de propinas, além de ter tentado aparelhar o Superior Tribunal de Justiça para garantir a liberdade de grandes empreiteiros presos por ordem do juiz Sergio Moro.
Investigadores da Operação Lava Jato descobriram onde o Instituto Lula escondia seus arquivos
Posted: 09 Mar 2016 01:18 PM PST
O Instituto Lula lançou uma nota na tarde desta quarta-feira para protestar contra "a Polícia Federal, que exigiu, sob voz de prisão do técnico de informática, a senha do administrador das contas de e-mail @institutolula.org, o que não constava no mandado da justiça, que fazia referência apenas poucas contas de e-mail específicas", tendo assim acesso a todos os emails da instituição e indo "muito além do mandado original". Protestou ainda mais o instituto: "Mais do que isso. Ontem foi efetivamente violado o sigilo de cinco contas de e-mail, todas sem o respaldo legal de um mandato judicial. Os advogados entraram com uma petição junto ao juiz Sérgio Moro para "a devolução da senha do administrador para o fim desse abuso de poder contra o trabalho de uma entidade da sociedade civil brasileira". O Instituto Lula não sabe, mas a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão - até hoje mantido sob sigilo - no número 139 da rua Gonçalo Pedrosa, em São Paulo, porque descobriu que o endereço era usado para esconder documentos fundamentais para a investigação. O blog O Antagonista, que publica a notícia com exclusividade, informou: "Foram encontrados lá contratos de prestação de serviço firmadoa pela LILS Palestras com grandes empreiteiras investigadas na Lava Jato, contratos de câmbio, passaportes diplomáticos de Lula vencidos, boletos e NFs emitidas pelo instituto. Chamaram atenção dos investigadores NFs emitidas em fevereiro e março de 2016 em nome de Cleber Batista Pereira Informática ME, por serviços de gerenciamento de contas de e-mail, backup de servidores em nuvem e administração de servidores WEB. Desconfiados, os investigadores solicitaram a Sérgio Moro outro mandado de busca e apreensão na empresa de Cleber e o fornecimento de todos os dados, inclusive senhas, para acesso "integral" de dados/arquivos eletrônicos mantidos pelo Instituto Lula. O acesso aos bancos de dados mantidos pela referida empresa em favor do Instituto Lula é fundamental para o aprofundamento das investigações".
Morre Arellano Stark, chefe da temida "Caravana da Morte" do ditador chileno Augusto Pinochet
Posted: 09 Mar 2016 12:53 PM PST
Sergio Arellano Stark, general da reserva do Exército chileno, que comandou uma comitiva militar que matou 75 opositores semanas após a instauração da ditadura de Augusto Pinochet, morreu nesta quarta-feira, aos 94 anos. Arellano Stark liderou a chamada "Caravana da Morte", o caso que motivou o primeiro processo e a prisão domiciliar de Pinochet, do qual o ex-ditador foi absolvido finalmente por demência em 2001. Por ordem de Pinochet, Arellano liderou uma comitiva militar que semanas depois do golpe de Estado que depôs o governo socialista de Salvador Allende e instaurou a ditadura de Pinochet (1973-1990) percorreu o Chile em um helicóptero executando sumariamente 75 opositores. O ex-militar morreu em uma casa de repouso onde estava internado devido a uma deterioração associada a sua avançada idade. Pelo caso "Caravana da Morte", o juiz Víctor Montiglio condenou Arellano a seis anos de prisão, mas determinou que não cumprisse a pena em um recinto penal "devido ao seu deteriorado estado de saúde mental", depois de ser diagnosticado com Alzheimer. Pinochet, enquanto isso, após ser absolvido definitivamente neste caso, enfrentou outros processos judiciais, mas morreu sem ser condenado por nenhum deles em dezembro de 2006, aos 91 anos, devido a um infarto. A ditadura que liderou deixou mais de 3.200 vítimas, entre mortos e desaparecidos.
Lula, o maior reacionário do país, vai a Renan propor o pacto das elites em favor da impunidade
Posted: 09 Mar 2016 12:50 PM PST
O petista multiplamente investigado pela PF vai ao presidente do Senado para tentar conter a Lava Jato e o impeachment. Debochados
Por Reinaldo Azevedo - Vejam a capacidade que tem Lula de perverter a política. E isso demonstra por que chegamos ao estágio em que estamos. Investigado pela Polícia Federal, incapaz de explicar a sua relação com um sítio e com um apartamento; acuado pela denúncia de Delcídio do Amaral; cercado pela imoralidade encarnada pelo jeito petista de fazer política, Lula foi tomar café da manhã na casa de Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, investigado em seis inquéritos da Lava Jato. Foi lá fazer mimimi e se dizer perseguido pela Lava Jato. Um grupo de 20 senadores compareceu ao encontro. À saída, Renan o acompanhou até a porta e lhe deu uma Constituição de presente. É um escracho! O ato foi visto como uma crítica à Lava Jato, que estaria desrespeitando direitos assegurados pela Carta. Que eu saiba, quem violou a Constituição foi o Supremo, quando deu a uma comissão do Senado o poder de recusar o processo de impeachment, contrariando o disposto no Artigo 86, e quando decidiu ignorar o Regimento Interno da Câmara, tornando sem efeito a eleição legítima da comissão do impeachment. Eis Lula, o maior reacionário do Brasil! Ele foi a Renan propor o pacto das elites em favor da impunidade. Nunca antes na história "destepaiz" houve descaramento desse tamanho.
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Da Justiça a clava forte