Videversus
Delcídio do Amaral pede ao STF para permanecer mais tempo em São Paulo
Janot se manifesta a favor do perdão da pena de Roberto Jefferson
Presidente do PT em São Paulo diz que Moro 'tentou inflar manifestações'
Juiz marca audiência do ex-delegado federal comunista Protógenes de Queiroz
Procuradoria Geral da República diz que Eduardo Cunha tinha gastos milionários em lojas de luxo no Exterior
Governadores vão a Brasília mas não selam acordo sobre dívida com União
Sem apoiar outro republicano, Ben Carson oficializa fim de candidatura
Grupo celebra condução coercitiva de Lula na Avenida Paulista
Lava Jato investiga repasses a quatro filhos de Lula
Dilma defende Lula e ataca 'vingança' de Delcídio na TV
A sexta-feira de Lula: de manhã na Polícia Federal, à noite no palanque
Lula ataca o juiz Sérgio Moro e convoca os petistas às ruas: "A jararaca está viva"
STF nega pedido para parar investigações contra Lula
Unafisco vê motivo para suspender a isenção tributária do Instituto Lula
Supremo deve publicar acórdão sobre rito do impeachment nos próximos dias
Pesquisa revela que 68,8% não votariam em Lula
Dinheiro sujo para Instituto Lula chegou a filhos de Lula
Ministério Público Federal suspeita que palestras ao custo de U$ 200 mil encobriram propina a Lula
Lula tentou reagir à Polícia Federal e à ordem judicial, dizendo que só sairia de casa algemado para ir depor
Marina Silva ressurge, oportunisticamente, dizendo defender investigação de Lula na Lava Jato e cassação de Dilma
Movimentos pró-Lula estudam chamar manifestação provocativa para o dia 13 na Paulista
Petista Jaques Wagner é hostilizado em restaurante de Brasília
Nancy Reagan, ex-primeira dama dos Estados Unidos, morre aos 94 anos
Bolívia construirá centro de pesquisa nuclear com apoio da Rússia
Delcídio do Amaral pede ao STF para permanecer mais tempo em São Paulo
Posted: 06 Mar 2016 10:15 PM PST
A defesa do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) pediu ao Supremo Tribunal Federal para esticar até o próximo dia 22 a autorização para que ele permaneça em São Paulo para exames médicos. Este é o segundo pedido de afastamento que o senador faz após ter sido solto, em 19 de fevereiro. Delcídio está afastado do trabalho no Senado desde o fim de novembro do ano passado. No dia 23, ele solicitou 15 de licença médica e foi à São Paulo fazer exames. Segundo seus advogados informaram ao longo da semana, alguns dos procedimentos médicos foram muito invasivos e ele estaria ainda inabilitado para retomar os trabalhos. O pedido será analisado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato. Na semana passada, o ministro liberou Delcídio para permanecer na capital paulista até esta segunda-feira (7), quando apresentou um atestado alegando transtorno de ansiedade. A ampliação da viagem foi solicitada pelos advogados que apontaram problemas do senador com diabetes. O pedido acontece um dia depois de vazar que Delcídio fechou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República e teria citado a presidente Dilma e o ex-presidente Lula, além de vários políticos. O senador está em prisão domiciliar, tendo autorização para sair para trabalhar no Senado, mas tem que se recolher em casa à noite e nos dias de folga. Se estiver licenciado ou afastado do cargo, não pode sair sem autorização judicial. Ele ficou preso por três meses acusado de atrapalhar as investigações da Lava Jato. De acordo com documentos divulgados pela revista "IstoÉ", o senador revelou aos investigadores que o ex-presidente mandou subornar o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, em troca de seu silêncio. O senador, afirma a revista, também diz que Dilma Rousseff tentou por três vezes interferir na Lava Jato com a ajuda do ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Em uma delas, teria usou sua influência para evitar a punição de empreiteiros, ao nomear o ministro Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça. Em seu relato, Delcídio cita outros senadores e deputados, tanto da base aliada quando da oposição.
Janot se manifesta a favor do perdão da pena de Roberto Jefferson
Posted: 06 Mar 2016 10:12 PM PST
Em parecer ao Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se manifestou a favor do perdão da pena do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), de 7 anos e 14 dias de prisão, por envolvimento no esquema de corrupção do mensalão. Para o procurador-geral, ele se enquadra no decreto de indulto natalino que foi assinado pela presidente Dilma Rousseff no fim do ano passado. Pelas regras do indulto, o beneficiado fica livre de cumprir o restante da pena e de outras medidas judiciais, como se apresentar à Justiça periodicamente.
O indulto está previsto na Constituição e é tradicionalmente concedido pelo presidente da República no Natal e leva em consideração critérios que são pré-estabelecidos pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, ligado ao Ministério da Justiça. Entre as regras para o perdão estão cumprimento da pena em regime aberto, condenações menores que oito anos, não reincidentes e, se reincidentes, desde que tenham cumprido um quarto da pena. A concessão do benefício não é automática. No mensalão, o ministro do Supremo, Luís Roberto Barroso, relator da execução das penas do caso, vai analisar se os requisitos estão preenchidos. O petebista denunciou o mensalão à Folha em junho de 2005. A entrevista abriu a maior crise do governo Lula e levou à queda do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, acusado de comandar o esquema de compra de apoio no Congresso. Jefferson foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, foi preso em fevereiro de 2014 e solto em 16 de maio de 2015. Atualmente, cumpre pena em regime aberto no Rio de Janeiro.
Presidente do PT em São Paulo diz que Moro 'tentou inflar manifestações'
Posted: 06 Mar 2016 10:10 PM PST
O presidente do PT de São Paulo, Emídio de Souza, afirmou que com a ação de sexta-feira (4) que o juiz Sérgio Moro "tentou inflar as manifestações do dia 13", contra o PT e a presidente Dilma Rousseff. " Mas o efeito será contrário. Vamos fazer manifestações maiores ainda", afirmou ao deixar a sede do PT, no centro de São Paulo.
De acordo com ele, Moro também tenta "constranger" a ministra Rosa Weber e o Supremo Tribunal Federal, que decidirá nos próximos dias de quem é a competência para investigar o ex-presidente Lula, do Ministério Público Federal ou do Ministério Público Estadual. Ainda segundo Emídio, a Polícia Federal "deu uma resposta" à troca do ministro da Justiça
Juiz marca audiência do ex-delegado federal comunista Protógenes de Queiroz
Posted: 06 Mar 2016 09:55 PM PST
O juiz Alessandro Diaferia, da 1ª Vara Federal Criminal em São Paulo, designou para o dia 20 de abril uma audiência admonitória (advertência) ao réu Protógenes Pinheiro de Queiroz, ex-delegado da Polícia Federal, referente à execução penal da sentença condenatória revista pelo Supremo Tribunal Federal em setembro de 2015. A audiência foi designada para o cumprimento de procedimento em que o réu condenado ao regime aberto recebe a leitura dos termos constantes na decisão e é comunicado sobre a necessidade de cumprir as condições da pena que lhe foi imposta. O não comparecimento à audiência poderá implicar a expedição de mandado de prisão, quando o juiz faz uma análise de conversão da pena podendo ocorrer eventual regressão de regime. Protógenes Queiroz foi condenado pela 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo em novembro de 2010 pela prática dos crimes de violação de sigilo funcional e fraude processual na chamada "Operação Satiagraha". A pena privativa de liberdade em regime aberto foi substituída por restritivas de direitos. A condenação foi revista pelo STF em setembro de 2015, em razão do executado ter se diplomado como deputado federal após o julgamento. Protógenes foi deputado pelo PCdoB, mas conseguiu se reeleger. Em outubro de 2015, ele foi demitido do cargo de delegado federal pelo Ministério da Justiça.
Procuradoria Geral da República diz que Eduardo Cunha tinha gastos milionários em lojas de luxo no Exterior
Posted: 06 Mar 2016 09:53 PM PST
A nova denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), revela que o peemedebista manteve gastos milionários com lojas de luxo, hotéis e restaurantes de alto padrão no Exterior, entre 2012 e 2015. A acusação mostra despesas de cartão de crédito ligado a contas secretas de Eduardo Cunha e familiares durante viagens a países como Estados Unidos, França, Itália, Portugal, Suíça, Rússia, Espanha e Emirados Árabes. Essas contas receberam depósitos que somam R$ 23 milhões. Segundo a Procuradoria, entre agosto de 2014 e 2 fevereiro de 2015, as despesas de cartões de crédito de Eduardo Cunha, sua mulher, a jornalista Claudia Cordeiro Cruz, e sua filha, Danielle Dytz da Cunha, somaram US$ 156,2 mil (R$ 626 mil).
Chamou atenção dos procuradores uma passagem de Eduardo Cunha por Miami (EUA) no final de 2012, quando foram desembolsados R$ 169,5 mil (US$ 42.258), em sete dias. Os gastos incluem, por exemplo, duas diárias de US$ 23 mil no Hotel The Perry, US$ 3,5 mil na loja Ermenegildo Zegna, US$ 1,5 mil na Giorgio Armani, além de US$ 1,2 no Restaurante Joes Stone Crab. Na época, ele declarou receber salário de R$ 17,7 mil. Em fevereiro de 2013, quando era líder do PMDB na Câmara, ele gastou em cinco dias US$ 1 mil no hotel The Dolder Grand e mais R$ 3,6 mil no Hotel Baur Au Lac, que ficam em Zurique (Suíça) e mais US$ 5,9 mil no Hotel Crillon, em Paris. Há ainda despesa de US$ 5 mil na Chanel e de US$ 8 mil na loja de sapatos masculinos Pravda Abbigliamento. Em abril de 2014, Eduardo Cunha gastou US$ 5 mil para se hospedar no Burj Al Arab, primeiro hotel sete estrelas do mundo, em Dubai. A hospedagem foi escolhida para uma parada durante viagem de uma comitiva da Câmara para a China. Após conquistar a presidência da Câmara impondo uma derrota ao governo Dilma Rousseff, em fevereiro do ano passado, Eduardo Cunha também realizou viagem internacional, pagando US$ 15,8 mil no Hotel Plaza Athenee, US$ 1,4 restaurante Paço D' Arcos, em Portugal, além de US$ 8 mil na loja de roupas masculinas Textiles Astrum France. A acusação aponta que as despesas pessoais foram custeadas por propina de contratos da Petrobras na África e são "completamente incompatíveis como os rendimentos lícitos declarados do denunciado e seus familiares". Eduardo Cunha teria recebido mais de R$ 5 milhões em propina para garantir o esquema de corrupção na Petrobras e atuar na Diretoria da Área Internacional para facilitar e não colocar obstáculo na compra do campo de Benin – ao custo de R$ 138 milhões para a estatal. Essa é a segunda denúncia apresentada pela Procuradoria contra Eduardo Cunha no Supremo Tribunal Federal. Ele é acusado dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Além desses crimes, a denúncia também acusa o deputado de crime de falsidade ideológica eleitoral por omissão de rendimentos na prestação de contas eleitoral. Se a ação for aberta, a Procuradoria quer a perda do mandato parlamentar. A Procuradoria Geral da República pede ainda que seja aplicada multa de pelo menos R$ 20 milhões por danos morais pelos crimes envolvendo o esquema, além do repasse de R$ 9 milhões que foram bloqueados das contas na Suíça.
Governadores vão a Brasília mas não selam acordo sobre dívida com União
Posted: 06 Mar 2016 09:47 PM PST
Em meio a todo o esforço de gerenciamento da crise política no Palácio do Planalto, acentuada na sexta-feira (4) pela condução coercitiva de Lula, ministros de Estado e a presidente Dilma Rousseff estiveram reunidos com quase todos os governadores do País para negociar um plano de auxílio aos Estados. Era esperado que um acordo sobre a dívida de Estados e municípios fosse selado, mas não se chegou a um consenso sobre as contrapartidas a serem exigidas pelo governo de Dilma. Outras reuniões devem acontecer nas próximas semanas. De acordo com o ministro Nelson Barbosa (Fazenda), está na mesa a proposta de alongar em vinte anos o prazo para que Estados honrem seus débitos com a União, e em dez anos, com um prazo de carência de quatro anos, o prazo para dívidas contraídas no BNDES. Para Barbosa, a fraca atividade econômica e o atual cenário político pedem uma resposta rápida sobre reequilíbrio das contas dos Estados e municípios, o que vai implicar em corte de gastos por parte desses entes. "Eu acho que a situação econômica que estamos passando exige respostas rápidas e eu tenho certeza de que o contexto político, os parlamentares e governadores, estão todos interessados na recuperação mais rápida da economia. Então, nós vamos conseguir construir um consenso sobre essas propostas". Os Estados têm feito uma verdadeira força-tarefa para costurar esse acordo. A grande maioria deles enfrenta sérios problemas de caixa, em que falta dinheiro inclusive para pagamento da folha de salário de servidores públicos. No total, a dívida de Estados e municípios com a União é de R$ 463 bilhões. Em contrapartida, a União exige que os entes da federação se comprometam com um ajuste severo das contas públicas, que contemple principalmente corte no funcionalismo e nos gastos previdenciários, as maiores fontes de despesas dos Estados. Ao esticar o prazo para pagamento da dívida, o ministério da Fazenda estima que dará um respiro de R$ 36 bilhões aos Estados e municípios. O governo estuda uma trava para que esses recursos poupados não sejam usados em gastos correntes, e sim em investimento. "Esse auxílio não deve ser somente uma medida de curto prazo. Ele deve ser uma oportunidade para se avançar também nas reformas estruturais. Para que a economia brasileira se recupere mais rapidamente, temos o desafio de agir rápido em questões estruturais". O governo quer enviar ao Congresso o que chama de "reforma fiscal de curto prazo" ainda neste mês. Essa reforma, mais urgente pois tenta aliviar a economia neste ano, inclui a criação de uma tolerância fiscal para frustração de receitas federais, corte de gastos e a negociação com Estados e a recriação da CPMF. O governador do Mato Grosso, Pedro Tasques, disse ser totalmente contrário à CPMF, nem que as receitas do imposto sejam divididas entre Estados. "Não vou vender minha consciência, nem a dos meus eleitores".
Sem apoiar outro republicano, Ben Carson oficializa fim de candidatura
Posted: 06 Mar 2016 09:44 PM PST
Ao oficializar sua saída da disputa pela candidatura do Partido Republicano, Ben Carson evitou endossar outro nome para as eleições presidenciais deste ano nos EUA. Na quarta-feira (2), após um mau desempenho nas prévias da Superterça, o neurocirurgião já tinha dito que não via "caminho político" para continuar no páreo.
"Ainda que eu esteja saindo da campanha, vocês sabem que há muitas pessoas que me amam. Elas só não poderão votar em mim", disse, durante conferência com representantes de diversos grupos conservadores do país, a Conservative Political Action Conference, em Maryland: "Mas está tudo bem. Não é um problema. Eu continuarei envolvido em tentar salvar a nossa nação". Embora não tenha endossado nenhum outro nome, Carson disse que uma disputa prolongada entre os republicanos enfraqueceria as chances do partido contra o democrata escolhido para concorrer à Casa Branca. Somente Hillary Clinton e Bernie Sanders disputam a candidatura do Partido Democrata: "Precisamos entender que nós, Republicanos, não somos nossos próprios inimigos. Não podemos nos dar ao luxo de dar essa munição aos democratas".
Posted: 06 Mar 2016 09:41 PM PST
Ex-assessor do Planalto pagou reforma de sítio em dinheiro
PF faz operação na casa do ex-presidente Lula, na Grande SP
5 de 42
Fabio Braga/Folhapress
No fim de 2010, quando Lula ainda era presidente da República, o assessor dele, Rogério Aurélio Pimentel, realizou pagamentos em dinheiro vivo para quitar despesas de obras realizadas no sítio em Atibaia (SP) que é frequentado pelo petista e seus familiares, segundo um fornecedor de serviços, Pimentel foi uma das pessoas conduzidas para prestar depoimento à Polícia Federal em São Paulo na 24ª fase da Operação Lava Jato deflagrada na sexta-feira (4). A força-tarefa do caso aponta a suspeita de que Lula seja o real dono da propriedade rural, que está registrada em nome de dois sócios do filho mais velho do petista. Segundo Carlos Rodrigues do Prado, dono da pequena empreiteira Rodrigues do Prado, que foi a executora de trabalhos no sítio, o então auxiliar do presidente Rogério Aurélio Pimentel fez repasses em espécie em favor da construtora que totalizaram R$ 167 mil entre o fim de 2010 e meados de janeiro de 2011. Questionado onde era possível encontrar o ex-assessor presidencial, o dono da pequena empresa respondeu: "Pergunte ao Lula". Pimentel deixou o posto de funcionário do gabinete pessoal de Lula em fevereiro de 2011, quando as obras no sítio já tinham acabado. A informação foi confirmada no depoimento do engenheiro da Odebrecht, Frederico Barbosa, à força-tarefa da Lava Jato. Barbosa também trabalhou na obra. A oitiva dele foi usada pelo Ministério Público para embasar a 24ª fase da operação. No testemunho, Barbosa apontou Emyr Diniz Costa Junior, diretor de Contratos da Construtora Norberto Odebrecht, como o superior da empresa que pediu a atuação dele nas obras do sítio. O engenheiro também afirmou que a Odebrecht forneceu e pagou 15 funcionários para reforçar a equipe de Prado nos serviços no imóvel. "Frederico relatou que ele e sua equipe foram remunerados, durante o período em que trabalharam no sítio, pela Odebrecht", segundo a representação da Procuradoria. Segundo ele, Pimentel "disponibilizava recursos para pagar despesas imediatas com prestadores de serviços. Ele deixava dinheiro em espécie dentro de um móvel do sítio, para o depoente pagar prestadores de serviço". Barbosa relatou que o ex-assessor de Lula também fez pagamentos de produtos na loja de materiais de construção fornecedora para as obras no sítio e quitou despesas de aluguel de equipamentos. Patrícia Nunes, proprietária da loja à época, afirmou que a Odebrecht bancou parte das obras no sítio, que consumiram cerca de R$ 500 mil (R$ 700 mil, em valores atualizados) só em materiais. Nunes disse que os pagamentos dos produtos eram feitos por um homem que levava os valores em espécie separados em envelopes pardos dentro de uma mala. O relato do engenheiro da Odebrecht indica que esse homem era Pimentel. O ex-auxiliar também orientou os acabamentos da obra, segundo Barbosa. Pimentel foi o responsável por receber a mudança da família de Lula que saiu do Palácio da Alvorada e foi entregue no sítio no início de 2011. No Palácio do Planalto, Pimentel chegou a dividir sala com Freud Godoy, ex-segurança e amigo de Lula, também vizinho no Edifício Solaris, no Guarujá, aquele do triplex.
Grupo celebra condução coercitiva de Lula na Avenida Paulista
Posted: 06 Mar 2016 09:36 PM PST
Um grupo de manifestantes contrários ao governo e ao PT reuniu-se na noite de sexta-feira na Avenida Paulista para comemorar o fato de a 24ª fase da Operação Lava Jato ter sido focada nas investigações contra o ex-presidente Lula, que foi conduzido coercitivamente para depor à Polícia Federal. Centenas de pessoas se reuniram na Avenida Paulista, em frente ao Masp. O grupo cantava palavras de ordem e levou o boneco Pixuleco para a manifestação. Havia representantes de partidos de oposição, como o Solidariedade. Os manifestantes saudaram a Polícia Federal e o juiz federal Sergio Moro, responsável pela Lava Jato em Curitiba. "Nós precisamos de povo, de todos que quiserem participar. Não é o momento de um movimento querer aparecer mais que os outros", disse a voz que puxou a execução do hino nacional. O grupo ficou reunido até as 19h40, com autorização da Polícia Militar.
Lava Jato investiga repasses a quatro filhos de Lula
Posted: 06 Mar 2016 09:34 PM PST
Quatro filhos de Lula receberam repasses por meio do Instituto Lula e também da empresa de palestras do pai, a LILS. As transferências desses recursos também são alvo de investigação nesta 24ª fase da Operação Lava Jato, desencadeada na sexta-feira (4). Segundo o Ministério Público Federal, grandes empreiteiras investigadas na Lava Jato por desvio de recursos por meio de contratos com a Petrobras seriam as maiores doadoras do Instituto Lula e também as que mais efetuaram pagamentos para a LILS palestras, empresa cujo nome é formado com as iniciais do nome do ex-presidente.
As investigações recaem sobre os filhos Fábio Luis, Sandro Luis, Luis Claudio e Marcos Claudio, segundo despacho do fim de fevereiro do juiz Sergio Moro, que conduz os processos da Lava Jato em Curitiba. Os maiores valores teriam sido repassados a Fábio Luis Lula da Silva, em um montante de R$ 1,349 milhões para a G4 Entretenimento e Tecnologia Digital Ltda., que pertence a Fábio, por serviços prestados ao Instituto Lula, entre 2012 e 2014, segundo os procuradores da força-tarefa da Lava Jato. Em sua decisão, Moro diz que a G4 "recebeu valores vultosos" do Instituto Lula, mesmo o magistrado chamando a atenção para o número reduzido de empregados da empresa. "A causa desses pagamentos deve ser esclarecida", afirmou o juiz, na sentença que autoriza os pedidos de mandado de busca e apreensão feitos pela Polícia Federal e Ministério Público Federal tanto na G4 como em outras empresas de Fábio das quais ele é sócio –BR4 Participações Ltda., Gamecorp S/A., LLF Participações Eireli - EPP e FFK Participações Ltda. Quanto a Sandro Luis, sócio da Flexbr Tecnologia Ltda., a busca e apreensão foi autorizada, diz Moro, "para melhor apurar as causas dos valores recebidos pela empresa do Instituto Lula". Segundo a denúncia, a Flexbr, que tem ainda como sócios o filho de Lula Marcos Claudio e a nora Marlene Araújo Lula da Silva, receberam R$ 114 mil do Instituto Lula. A LILS Palestras é investigada por efetuar o pagamento de R$ 72 mil à Flexbr, além de outros R$ 227 mil ao irmão Luis Claudio no período de 2011 a 2013. Mais cedo, o procurador Carlos Fernando Lima –um dos integrantes do Ministério Público Federal na Operação Lava Jato– disse em Curitiba que a força-tarefa vai checar se as empresas G4 e Flexbr realmente prestaram serviços ao Instituto Lula. "Agora precisamos investigar se foram feitos [os serviços]", afirmou.
Dilma defende Lula e ataca 'vingança' de Delcídio na TV
Posted: 06 Mar 2016 09:31 PM PST
A presidente da República, Dilma Rousseff, fez um pronunciamento de 10 minutos na tarde de sexta-feira, transmitido por canais de televisão, para defender o ex-presidente Lula, seu antecessor e padrinho político, e rebater a delação premiada de seu ex-líder no Senado, Delcídio do Amaral. Ela afirmou que a condução de Lula à força na Operação Lava Jato era "desnecessária" e que as denúncias de Delcídio são "vingança" movida de maneira "imoral e mesquinha". Dilma foi alvo de panelaços durante a transmissão. "Quero manifestar o meu mais absoluto inconformismo com o fato de o ex-presidente Lula, que por várias vezes compareceu de forma voluntária para prestar esclarecimentos perante as autoridades competentes, seja agora submetido a uma desnecessária condução coercitiva para prestar outro depoimento", disse a presidente no Palácio do Planalto, em Brasília. "Num ambiente republicano e democrático, o protagonismo da Constituição sob orientação do Supremo Tribunal Federal constitui importante salvaguarda, segundo o entendimento de nossa Suprema Corte, o respeito aos direitos individuais passa, nas investigações, pela adoção de medidas proporcionais que jamais impliquem em providências mais fortes e gravosas do que as necessárias para o esclarecimento dos fatos". Em São Paulo, houve protestos em bairros nobres como Vila Leopoldina, Perdizes, Itaim Bibi e Higienópolis durante a fala de Dilma. No Rio, panelaços foram ouvidos em bairros de classe média como Barra da Tijuca e Copacabana. A presidente gastou a maior parte do tempo para rebater o acordo de colaboração premiada de Delcídio. Ela disse que está inconformada com o vazamento de trechos do que o senador se comprometeu a revelar ao Ministério Público Federal e indignada com as denúncias do petista. "É lamentável que ocorra o vazamento de uma hipotética delação premiada, que, se chegou a ser feita, teve como motivo único a tentativa de atingir a minha pessoa e o meu governo. Provavelmente, pelo imoral e mesquinho desejo de vingança e de retaliação de quem não defendeu quem não poderia ser defendido pelos atos que praticou", afirmou Dilma. Dilma disse que a Procuradoria-Geral da República arquivou a investigação sobre a responsabilidade de integrantes do Conselho de Administração da Petrobras, instância que presidiu, na compra desvantajosa da refinaria-sucata de Pasadena, nos Estados Unidos. Delcídio diz que ela sabia das irregularidades no negócio. "Observo que nas declarações atribuídas ao senador Delcídio nenhum elemento novo foi apresentado de forma a propiciar qualquer alteração dessa compreensão formada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com base em atas do conselho", disse Dilma: "O senador Delcídio não integrava nem a diretoria executiva nem o Conselho de Administração à época". Dilma também negou que seu governo tenha feito gestões junto ao Poder Judiciário para mudar os rumos e interferir na Lava Jato, beneficiando empreiteiros presos. Disse que a reunião relatada pelo senador, entre ela e o presidente do Supremo, ministro Ricardo Lewandowski, na cidade do Porto, em Portugal, serviu apenas para debater o reajuste de servidores da Justiça. A presidente rechaçou que tenha "negociado de forma imoral" a nomeação de ministros do Superior Tribunal de Justiça. "Jamais falei com o senador a esse respeito. Não teria nenhuma razão de pedir ao senador para conversar com um juiz. Não é um senador que participa da nomeação de ministros do STJ ou do Supremo. É subjetiva e insidiosa a fala do senador, se ela foi feita". Dilma afirmou ainda que "carece de qualquer credibilidade a afirmação de que o encerramento da CPI dos Bingos teria sido feito para beneficiar minha campanha presidencial", quatro anos antes da indicação dela para suceder a Lula como candidata nas eleições de 2010: "Não antecipei o fim dessa CPI dos Bingos. É um absurdo supor que eu, em 2006, sabia o que aconteceria em 2010".
A sexta-feira de Lula: de manhã na Polícia Federal, à noite no palanque
Posted: 06 Mar 2016 09:27 PM PST
Mortadeleiros do Partido dos Trabalhadores realizam na sexta-feira uma manifestação na sede do Sindicato dos Bancários, no Centro de São Paulo, em defesa de Lula, alvo principal da 24ª fase da Operação Lava Jato. O ato de desagravo transformou-se em palanque para o petista. O discurso tem o tom da pregação para convertidos. Na primeira parte da fala, o ex-presidente fez referências a seu passado de pobreza, ao fato de ter sido um metalúrgico eleito presidente - elementos onipresentes em suas manifestações públicas -, mas, sobre o tema do dia, seu depoimento à Polícia Federal, nenhuma palavra. O próprio Lula admitiu a tergiversação: "Até agora, eu só divaguei". A plateia riu. Lula ainda atribuiu as graves acusações que pesam contra ele e sua sucessora, a presidente Dilma Rousseff, ao preconceito. Contra ele, na versão de Lula, pesa o preconceito "das elites". Já contra a Dilma, o machismo. "Eu tenho orgulho, porque sou um metalúrgico, visto como machista a vida inteira, e tive a primazia, com a ajuda de vocês, de eleger pela primeira vez uma mulher presidente da República", afirmou. Estiveram presentes ao ato quadros petistas como o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o ministro Miguel Rossetto (Trabalho e Previdência Social), Rui Falcão e o senador Humberto Costa, além do ex-ministro Orlando Silva (PCdoB). Os mortadeleiros se dirigiram à sede do sindicato pouco depois do término da coletiva de imprensa do ex-presidente, em que Lula fez duros ataques ao juiz federal Sergio Moro e conclamou a militância a sair às ruas.
Lula ataca o juiz Sérgio Moro e convoca os petistas às ruas: "A jararaca está viva"
Posted: 06 Mar 2016 09:23 PM PST
Poucas horas após prestar depoimento à Polícia Federal em São Paulo, Lula concedeu entrevista coletiva na sede do diretório nacional do PT na capital paulista para dizer-se "ultrajado", "ofendido" e "magoado" com a decisão da força-tarefa da Operação Lava Jato de conduzi-lo coercitivamente para depor. Sem responder a perguntas dos jornalistas, Lula fez um discurso em que abusou do papel de vítima e proferiu duros ataques contra o juiz federal Sergio Moro, responsável por conduzir os processos da Lava Jato em Curitiba. O petista sugeriu que Sérgio Moro é arrogante e serve ao inimigo de sempre do PT: a imprensa livre: "O juiz poderia ter me convidado a prestar depoimento e eu iria, como já fui outras três vezes". Depois de proferir uma série de ataques a Moro e ao Ministério Público, chegando a dizer que o salário dos membros do Judiciário é custeado com o imposto pago pelas empresas investigadas no petrolão, como se isso obrigasse os membros da Justiça a serem gratos às empresas responsáveis por desvios bilionários de verba dos cofres da Petrobras, Lula afirmou que sexta-feira representará um marco para a história do PT. E que sairá em caravana pelo País a partir da semana que vem para "defender o partido": "Se quiseram matar a jararaca, não bateram na cabeça. Bateram no rabo, e a jararaca está viva como sempre esteve". Em um discurso para convertidos, Lula não usou sequer um segundo para dar explicações ao País sobre as graves acusações que pesam contra ele, como a de que enriqueceu à custa do Petrolão do PT. Aproveitou o tempo para chorar, pedir desculpas aos 'companheiros' do Instituto Lula, como Paulo Oakamatto, e à mulher, Marisa Letícia, pelos transtornos provocados pela operação de sexta-feira. Lula afirmou que, ao contrário dos agentes que foram à sua casa em São Bernardo, Marisa trabalha desde os 11 anos e não merecia passar por tamanho constrangimento. Em um recado direto a Moro e aos demais integrantes da força-tarefa da Lava Jato, afirmou que "antes deles, nós já éramos democráticos". Depois de discursar sobre a própria importância para a liberdade de expressão, Lula aproveitou para atacar os meios de comunicação - cujo controle é um sonho histórico do PT. Lamentou a "arrogância e prepotência" de Moro, um juiz que, segundo ele, está trabalhando em associação com a imprensa. "Hoje a primeira coisa que você faz é determinar quem é o criminoso. Depois que você coloca a cara dele na imprensa você cria os crimes que ele cometeu", afirmou. Reforçando o discurso petista de que o partido por trás do maior escândalo de corrupção já descoberto no país é, na verdade, vítima de uma conspiração da elite em resposta aos avanços sociais promovidos pela legenda, Lula afirmou: "É preciso criminalizar o PT". E continuou: "Ser amigo do Lula hoje é uma coisa perigosa". "A gente trabalhou durante todos esses anos para fazer com que as pessoas do andar de baixo subissem um degrau. E já haviam me avisado: 'Lula, você precisa parar de querer subir os do degrau de baixo, os do andar de cima não vão deixar você chegar lá'", afirmou. Lula ainda sugeriu que é um dos responsáveis pela autonomia que detêm hoje a Polícia Federal e o Ministério Público. Afirmou que "não se arrepende" disso, mas que ao Ministério Público cabe um alerta: autonomia requer responsabilidade. Ele disse também que, atualmente, quem mais precisa de autonomia é a presidente Dilma Rousseff: "Porque desde outubro de 2014 não querem deixar que ela governe o País". O ex-presidente afirmou reiteradas vezes que se sentiu um "prisioneiro" e que está magoado e indignado com o tratamento que recebeu na sexta-feira. "Nada justifica irem atrás dos meus filhos", disse. "Eu mereço um pouco mais de respeito deste País", prosseguiu. Para encerrar, Lula conclamou os petistas a erguerem a cabeça e saírem às ruas. "O que eles fizeram hoje foi fazer com que, a partir da semana que vem, eu saia por esse País em passeatas. Podem me convidar, quem quiser discurso de Lula, é só comprar passagem", disse. "Há muito tempo o PT estava de cabeça baixa. Há muito tempo todo dia alguém faz o PT sangrar. É preciso recomeçar. Vamos recomeçar".
STF nega pedido para parar investigações contra Lula
Posted: 06 Mar 2016 09:17 PM PST
A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, negou na noite de sexta-feira pedido da defesa do ex-presidente Lula para interromper as investigações contra ele e definir qual braço do Ministério Público estaria apto a apurar irregularidades atribuídas ao petista. Nos últimos dias, a defesa do ex-presidente havia recorrido ao Judiciário, com pedido de liminar, alegando ser alvo de duas apurações simultâneas, do Ministério Público de São Paulo e do Ministério Público Federal. Ele alegava que não deveria ser investigado na Lava Jato e pediu ao STF que decidisse onde o processo deve tramitar. Em seu despacho, a ministra disse que o Supremo é, sim, o foro competente para dirimir conflitos de competência dessa natureza, mas afirmou que, no momento, não é possível afirmar que haja duplicidade nas investigações. "Afastadas eventuais situações teratológicas, em princípio ao encerramento das investigações, quando bem delineados e esclarecidos os fatos, é que é possível identificar a existência de conteúdos conflitantes", disse. A magistrada destacou que o Ministério Público de São Paulo e o Ministério Público Federal, em Curitiba, não reconhecem haver conflito nas apurações envolvendo o ex-presidente Lula e afirmou que, "sob o ângulo objetivo, carece de plausibilidade a própria tese de que efetivamente foi configurado o conflito positivo de atribuições entre os Ministérios Públicos apontados na exordial". "Reputo que os crimes em apuração no procedimento instaurado pelo Ministério Público Federal, aparentemente, não se confundem com o objeto da investigação do Ministério Público do Estado de São Paulo. Ainda que de qualquer modo interseccionados e que, no curso ambas as investigações, tenham sido suscitadas questões pertinentes aos mesmos imóveis, vislumbro contemplarem objetivos distintos", completou ela.
Unafisco vê motivo para suspender a isenção tributária do Instituto Lula
Posted: 06 Mar 2016 09:13 PM PST
A confusão operacional e patrimonial entre o Instituto Lula e a empresa de palestras LILS, somada a pagamentos a empresas relacionadas com familiares do ex-presidente, como a empresa G4, pode gerar a suspensão da isenção tributária do instituto, de acordo com o presidente da Unafisco (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita), Kleber Cabral. A suspensão da isenção tributária, segundo ele, pode levar à cobrança dos tributos devidos. "Seria motivo para suspender a isenção do Instituto Lula, já que a empresa de palestras aufere lucros. Isso leva à suspeita de que o instituto funcione como uma ponte para o recebimento de vantagens indevidas", afirmou Cabral. No despacho que deu aval à ação de sexta-feira, o juiz Sérgio Moro informa que o Instituto Lula repassou dinheiro, entre 2012 a 2014, à empresa G4 Entretenimento e Tecnologia Digital Ltda, que tem como sócio-administrador Fábio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente, além de Fernando Bittar e Kalil Bittar. O juiz cita ainda a empresa de palestras do ex-presidente LILS. De acordo com o documento, a LILS efetuou pagamento à Flexbr Tecnologia Ltda., que tem o mesmo endereço da G4 e cujos sócios são outros filhos do ex-presidente, como Marcos Claudio Lula da Silva, Sandro Luis Lula da Silva e a nora Marlene Araújo Lula da Silva.
Supremo deve publicar acórdão sobre rito do impeachment nos próximos dias
Posted: 06 Mar 2016 09:11 PM PST
O ministro Luís Roberto Barroso, relator no Supremo Tribunal Federal da ação que definiu o rito do impeachment no Congresso, prevê para a semana que vem a publicação do acórdão do plenário sobre o caso. A exposição da ementa abre caminho para os ministros incluírem na pauta a análise dos recursos do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sobre o caso. A publicação do acórdão abre também o prazo para a interposição de novos recursos. Em uma ação em várias frentes na investida contra a presidente Dilma Rousseff, a oposição já estuda apresentar novos embargos que endossem os já interpostos pelo peemedebista. São três pontos principais de questionamento: os vetos à chapa alternativa e ao voto secreto para eleição da comissão especial que deverá analisar o pedido na Casa e a decisão de dar ao Senado poder para rejeitar o processo de impeachment mesmo após aprovação na Câmara. O presidente da Câmara já deixou claro que não irá dar andamento ao pedido de impeachment contra Dilma enquanto os embargos não forem julgados. Cunha também afirmou que a Casa ficará "paralisada" até que o STF esclareça os pontos questionados por ele e dê a última palavra sobre o caso. Por terem sido apresentados antes da publicação do acórdão, os embargos de Eduardo Cunha correm o risco de não serem analisados pelo Supremo. A Procuradoria-Geral da União, a Presidência e a Advocacia-Geral da União já se manifestaram nesse sentido, por considerarem os recursos de Cunha "intempestivos". O presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, chegou a afirmar que todas as dúvidas seriam dirimidas com a divulgação da decisão.
Pesquisa revela que 68,8% não votariam em Lula
Posted: 06 Mar 2016 09:09 PM PST
Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, um dos mais acreditados do País, indica que 68,8% dos eleitores não votariam "de jeito nenhum" em Lula para presidente, nas eleições de 2018, contra 16,2% que "sim, com certeza" o escolheriam novamente. A pesquisa, fechada na quarta-feira (2 de março), é anterior à condução coercitiva de Lula e à revelação da devastadora delação premiada de Delcídio do Amaral. A pesquisa apurou que 66,3% consideram as investigações da Lava Jato positivas, contra 24,8%. São indiferentes para 7,3% do total. A maioria aprova a Lava Jato, mas para 53,6% a corrupção no Brasil continuará como está. Já 36,8% têm esperanças na sua diminuição. O Paraná Pesquisas também verificou que apenas 50,2% sabem das manifestações do dia 13, pelo impeachment de Dilma. Foram entrevistados 2.022 eleitores em 160 municípios de 24 estados, entre 28 de fevereiro e 2 de março. A margem de erro é de 2%.
Dinheiro sujo para Instituto Lula chegou a filhos de Lula
Posted: 06 Mar 2016 09:07 PM PST
Quatro filhos de Lula receberam dinheiro por meio do Instituto Lula e da empresa de palestras do pai, a LILS. A força-tarefa da Lava Jato suspeita que o dinheiro é o mesmo transferido ao Instituto Lula por empreiteiras que roubaram a Petrobras, "triangulação" frequente em crimes financeiros. No total, as cinco empreiteiras "doaram" R$ 20 milhões ao Instituto Lula e R$ 10 milhões a LILS, do ex-presidente. Fábio Luis, Sandro Luis, Luis Claudio e Marcos Claudio são os filhos de Lula investigados pela Operação Aletheia, a 24ª fase da Lava Jato. Fabio Luis levou R$ 1,349 milhões para a G4 Entretenimento, que lhe pertence, por serviços prestados ao Instituto Lula entre 2012 e 2014. Sandro Luis, sócio da Flexbr Tecnologia, com o irmão Marcos Claudio e a nora de Lula, Marlene, receberam R$ 114 mil do Instituto Lula. A 24ª fase da Lava Jato ao menos sepulta as surradas referências a Lula como "apenas informante" ou "testemunha". Agora ele é oficialmente investigado por corrupção e lavagem de dinheiro. O ex-presidente Lula deveria ter aproveitado seu pronunciamento desta sexta-feira, após deixar a polícia, para responder às graves acusações que pesam contra ele, em vez de contar lorotas e fazer bravatas. (Claudio Humberto)
Ministério Público Federal suspeita que palestras ao custo de U$ 200 mil encobriram propina a Lula
Posted: 06 Mar 2016 08:59 PM PST
O Ministério Público Federal suspeita que as palestras do ex-presidente Lula no Exterior, pelas quais costumava receber cerca de 200.000 dólares de empreiteiras do Petrolão do PT, tenham sido uma maneira de "dissimular o recebimento de vantagens indevidas" no esquema de corrupção da Petrobras e compra de apoio político ao governo dele. A força-tarefa da Operação Lava Jato também lançou suspeita sobre doações feitas pelas mesmas construtoras ao Instituto Lula. "Considerando os dados colhidos no âmbito da Operação Lava Jato, há elementos de prova de que Lula tinha ciência do esquema criminoso engendrado em desfavor da Petrobras e também de que recebeu, direta e indiretamente, vantagens indevidas decorrentes dessa estrutura delituosa", afirmou o Ministério Público ao pedir a condução coercitiva do ex-presidente petista, realizada na sexta-feira. "Existem indícios consistentes de que o ex-presidente Lula, por meio de pessoas de seu círculo mais íntimo, o familiar, pode ter recebido vantagens indevidas de construtoras envolvidas nos ilícitos perpetrados em desfavor da Petrobras". O embasamento da 24ª fase da Operação Lava Jato partiu da movimentação financeira do Instituto Lula - entidade sem fins lucrativos - e da empresa dele, a LILS Palestras, Eventos e Publicações, da qual é sócio o presidente do Instituto, Paulo Okamotto. A Receita Federal e o Ministério Público afirmam que a entidade e a empresa de Lula se misturaram, e que funcionários registrados do Instituto trabalhavam para a empresa. "Há, portanto, evidente desvio de finalidade do Instituto Lula, entidade sem fins lucrativos, cuja estrutura muitas vezes confunde-se com a da LILS Palestras, entidade com fins lucrativos. Pode-se concluir que o instituto era utilizado não apenas como meio para o recebimento de recursos, ao que tudo indica, dissimulados de doações, como também emprestava sua estrutura, em completo desacordo com a finalidade jurídica por si sustentada, para possibilitar o funcionamento da LILIS Palestras", sustentaram os investigadores. O procurador federal Carlos Fernando dos Santos Lima disse que a força-tarefa está "verificando" se houve algum ato de governo vinculado a essas palestras, na Petrobras ou outros órgãos públicos, para favorecer as empreiteiras. Ele afirmou que o valor pago à LILS Palestras não é simples de precificar porque "palestra é um bem imaterial". Tanto o Instituto Lula quanto a empresa LILS receberam recursos milionários das maiores empreiteiras envolvidas no cartel que fraudou licitações na Petrobras: respectivamente, 20,7 milhões de reais e 10 milhões de reais. Os principais repasses de dinheiro partiram de Andrade Gutierrez, Odebrecht, Camargo Correa, OAS, Queiroz Galvão e UTC.
Para o Ministério Público Federal, os recursos são vantagens indevidas que podem ter sido transferidas a Lula - e depois repassadas pela LILS a empresas dos filhos dele e de assessores e colaboradores políticos de longa data. Conforme relatório de investigação, a empresa G4 Entretenimento e Tecnologia, de Fábio Luís, o Lulinha, Kalil Bittar e Fernando Bittar (laranja do ex-presidente no sítio de Atibaia), foi "de longe, dentre os destinatários dos recursos da entidade, a empresa que mais recebeu recursos" - 1,3 milhão de reais, entre 2011 e 2014. Outro filho de Lula, Luís Claudio Lula da Silva, recebeu da empresa de palestras do pai outros 227.138,85 reais, entre 2011 e 2013. A FlexBr Tecnologia, empresa de Marcos Claudio Lula da Silva, Sandro Luis Lula da Silva (ambos herdeiros de Lula) e Marlene Araújo Lula da Silva (nora do ex-presidente) levou mais 186.621,20 reais. "Algumas dessas empresas para as quais os valores foram repassados não possuíam empregados ou possuíam um quadro de empregados restrito, denotando a pessoalidade do destino do dinheiro", observou a força-tarefa. O Ministério Público Federal obteve cópias de notas fiscais, de e-mails trocados entre funcionários de Lula registrados pelo Instituto (mas que agiam em nome da empresa LILS Palestras) e das construtoras, além de minutas de contratos de uma série de palestras encomendadas. Agora, os investigadores querem apurar se elas de fato ocorreram - ou se os repasses de dinheiro constituem pagamento sem causa. A Lava Jato ouviu três executivos da OAS: o diretor financeiro Ricardo Marques Imbassahy, o diretor superintendente Carmine De Siervi Neto, e o presidente Fabio Hori Yonamime. Eles afirmaram que "não se recordam de ter sido noticiada palestra do ex-presidente Lula dentro da OAS ou custeada pela mesma no período em que estiveram no Grupo OAS". "A partir de tais depoimentos, reforça-se a hipótese de que a LILS Palestras, Eventos e Publicações Ltda possa ter sido usada para dissimular o recebimento de vantagens indevidas, utilizando-se de tais documentos tão somente para justificar os recebimentos de valores a partir do Grupo OAS", anotaram os procuradores da República. Os investigadores encontraram minutas de contrato da LILS Palestras em língua estrangeira e até sem especificação do serviço a ser prestado, como o tema da palestra. Por uma palestra realizada em 2011 no Hotel Hyatt Regency Trinidad, em Trinidad e Tobago, Lula receberia 200.000 dólares livre de impostos. O valor é o mesmo cobrado da OAS por outra exposição de Lula, na sequência, que seria realizada na Costa Rica. No Chile, em 2013, outra minuta de contrato também indica como custo bancado pela OAS o valor de 200.000 dólares. No mesmo ano, Lula teria ido a Quito, capital do Equador, por 400.000 reais - mais uma vez a pedido da OAS. Também há uma troca de mensagens referente a um evento ao qual Lula atenderia em Montevidéu, capital do Uruguai, mas a polícia não encontrou mais documentos sobre a viagem. "A falta de profissionalização dos serviços supostamente prestados pela LILS Palestras resta consubstanciada pelo fato de que funcionários do Instituto Lula apresentam-se como responsáveis pelo contato com a empresa contratante, cuidando de detalhes acerca da contratação e dos recebimentos de valores", observam os procuradores. O Ministério Público Federal também observa que o Instituto Lula pedia "aprovação da Odebrecht para emitir notas fiscais por serviços supostamente prestados, o que denota seu provável caráter de subterfúgio para o repasse de valores indevidos". Foram obtidas notas fiscais emitidas em 2014 no valor bruto de 479.041,92 reais referentes a serviços de palestra para a Odebrecht em Havana, capital de Cuba. A maior empreiteira do país também teria encomendado, no ano anterior, uma palestra de Lula em Santo Domingo, capital da vizinha República Dominicana, por 372.935,54 reais. As tratativas eram geralmente conduzidas por Alexandrino Alencar, executivo da Odebrecht que foi preso na Lava Jato, e Paulo Okamotto. Eles também combinaram uma palestra em Lisboa, Portugal, por 487.250,87 reais. A Odebrecht também teria custeado uma palestra na Venezuela, em 2011, por 359.281,44 reais. A Lava Jato observou que a empresa de Lula recebeu 402.993,67 reais da empresa QUIP S.A, "envolvida no repasse de vantagens indevidas ao ex-presidente entre abril de 2010 e maio de 2014". A sociedade de Lula com Okamotto manteve relacionamentos financeiros com a Telos Empreendimentos Culturais, empresa que recebeu 1,19 milhão de reais em patrocínio da Petrobras. O Instituto Lula teve a Telos como fornecedor em 2011 e pagou à empresa 42.776,13 reais. No mesmo ano, a Telos contratou a LILS Palestras e fez dois repasses de 691.720, 42 reais ao todo.
Lula tentou reagir à Polícia Federal e à ordem judicial, dizendo que só sairia de casa algemado para ir depor
Posted: 06 Mar 2016 08:41 PM PST
Em relatório assinado neste domingo (6), o delegado Luciano Flores de Lima, da Polícia Federal, afirmou que o ex-presidente Lula se negou, num primeiro momento, a sair de casa para prestar depoimento em uma sala do aeroporto de Congonhas, durante a 24ª fase da Lava Jato. O delegado Luciano Flores de Lima é originário de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, mas estava atuando em Cachoeira do Sul, antes de ser integrado à Operação Lava Jato. Ele é irmão do juiz federal Loraci Flores de Lima, que entrou como substituto no processo da Operação Rodin e assinou as sentenças. Esta foi uma operação político-policial realizada pela polícia política do PT, a Polícia Federal, sob comando do então ministro da Justiça, o peremptório petista "grilo falante" e poeta de mão cheia e tenente artilheiro Tarso Genro. O objetivo dele era amedrontar e encurralar todo o meio político gaúcho, e com isso ganhar o governo do Estado do Rio Grande do Sul. Ganhou, mas fez o pior governo da história do Estado, levado o Rio Grande do Sul à completa falência econômico-financeira. Lula disse para o delegado Luciano Flores de Lima que só deixaria seu apartamento "algemado". Luciano Flores de Lima foi o chefe da equipe policial que esteve no apartamento de Lula na manhã de sexta-feira (4) durante a Operação Alethéia, que investiga a relação do ex-presidente com empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção na Petrobras. A Polícia Federal chegou na casa de Lula às 6 horas de sexta-feira. A porta foi aberta pelo próprio, que então, na versão policial, foi informado da busca e apreensão no local e de que deveria acompanhar a polícia até Congonhas. "A fim de que sua saída do prédio fosse feita antes da chega de eventuais repórteres e/ou pessoas que pudessem fotografar ou filmar tal deslocamento", disse o delegado. Foi quando Lula, segundo ele, recusou-se a acompanhá-lo: "Foi dito por ele que não sairia daquele local, a menos que fosse algemado. Disse ainda que se eu quisesse colher as declarações dele, teria de ser ali", contou Flores de Lima. "Respondi então que não seria possível fazer sua audiência naquele local por questões de segurança, pois tão logo alguém tomasse conhecimento disso, a notícia seria divulgada e poderia ocorrer manifestações e atos de violência nos arredores daquele local, o que prejudicaria a realização do ato", informou o delegado, em documento tornado público pela Justiça Federal do Paraná. Pelo relato do delegado da Polícia Federal, Lula foi informado que, caso se recusasse a acompanhar a autoridade policial, seria então aplicada a condução coercitiva, ou seja, ele seria levado à força para depor. "Momento em que lhe dei ciência de tal mandado", diz Flores de Lima. Após conversar com seu advogado, Roberto Teixeira, por telefone, Lula concordou em seguir para o aeroporto. "Logo depois de ouvir as orientações do referido advogado, o ex-presidente disse que iria trocar de roupa e que nos acompanharia", afirma o relatório. A Polícia Federal diz que Lula entrou numa viatura "discreta", tendo sido orientado a ficar em posição atrás do motorista, "sem aparecer entre os bancos, pois assim impediria que qualquer pessoa que estivesse na rua conseguisse captar sua imagem". De acordo com o delegado, as perguntas e respostas do depoimento foram gravadas em áudio e vídeo para posterior transcrição. "Após a assinatura do termo (do depoimento), foi permitida a entrada no local de diversos parlamentares federais que batiam na porta e chegaram a forçar para entrar naquele recinto, durante a audiência", destacou Luciano Flores de Lima, o irmão do juiz federal Loraci Flores de Lima, de Santa Maria, que assinou as sentenças da Operação Rodin.
Marina Silva ressurge, oportunisticamente, dizendo defender investigação de Lula na Lava Jato e cassação de Dilma
Posted: 06 Mar 2016 08:22 PM PST
A ex-senadora e presidente do partido Rede, Marina Silva, ressurgiu oportunisticamente neste domingo para manifestar apoio às investigações da Operação Lava Jato e afirmar não ter visto irregularidades na condução coercitiva do ex-presidente Lula, levado por policiais federais para prestar depoimento na última sexta-feira (4). "Não podemos condenar o ex-presidente, mas não podemos desqualificar os indícios de corrupção", afirmou durante congresso da Rede em Brasília neste domingo (6). Marina Silva, a "Santinha da Floresta", defendeu que a Polícia Federal deve apurar informações sobre supostas condutas ilícitas do ex-presidente, de quem já foi ministra do Meio Ambiente, desde que seu direito de defesa seja assegurado. Que grande novidade.... "Ninguém está acima da lei. Temos que aguardar o andamento das investigações", disse ela. Que revelação!!! Candidata ao Palácio do Planalto derrotada em 2014, ela também disse esperar que o Tribunal Superior Eleitoral casse a chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer – obrigando, assim, a convocação de novas eleições. Claro, esse sempre foi o objetivo dela. Marina Silva também disse preferir que a presidente deixe o cargo pela via da cassação do mandato, e não por um eventual impeachment. "O impeachment cumpre a formalidade legal, mas não a finalidade que queremos. O melhor caminho é o processo no TSE, porque julga a chapa Dilma-Temer, devolvendo ao povo a possibilidade de corrigir um erro involuntário, pois foi induzido a ele", declarou. Para a ex-senadora, mesmo que o processo no TSE seja mais demorado que o da Câmara, é preferível esperar.
Movimentos pró-Lula estudam chamar manifestação provocativa para o dia 13 na Paulista
Posted: 06 Mar 2016 08:17 PM PST
Movimentos sociais, na verdade milícias petistas, pagas com dinheiro público que irriga o onguismo, estudam convocar para o dia 13 de março uma manifestação pró-Lula na avenida Paulista. O evento seria no mesmo dia e hora em que movimentos contra o governo, como o Vem Pra Rua, marcaram protestos contra o ex-presidente e a favor do impeachment de Dilma Rousseff, o que é uma nítida provocação e busca de confronto. Essas milícias do PT estão agindo ostensivamente como as SA de Hitler na Alemanha nazista. Nas conversas em redes sociais, discute-se a conveniência até de se usar roupa vermelha no dia, e também de desvincular a iniciativa do PT. O partido vê risco e já decidiu não se envolver na organização nem na divulgação dela, mas parte dele, é claro, a idéia de jerico. "Essa idéia está muito forte", diz João Paulo, dirigente da organização clandestina terrorista revolucionária MST. "Em alguns Estados já está praticamente decidido, como Brasília e Rio Grande do Sul", afirma: "Mas, se houver orientação nacional, todos os outros lugares mudam de data também". Segundo ele, já foi marcada reunião para o dia 9. Nela, os movimentos sociais vão decidir se antecipam as manifestações pró-Lula ou se elas ficam mantidas para o dia 18.
Petista Jaques Wagner é hostilizado em restaurante de Brasília
Posted: 06 Mar 2016 08:14 PM PST
O ministro petista Jaques Wagner (chefe da Casa Civil) foi alvo de hostilidades, neste domingo (6), em um restaurante em Brasília, quando almoçava com sua mulher, Fátima. No momento em que o ministro deixava o restaurante de comida japonesa uma mulher gritou na direção do petista: "Fora PT". Outros clientes aderiram aos ataques e gritaram "Fora!". O ministro, irritado, respondeu: "Seu mal-educado, fascista". A discussão foi rápida. O ministro chegou a ensaiar uma volta, mas sua mulher o levou para fora do restaurante. O incidente foi confirmado pela assessoria do político, que passou um posicionamento de Jaques Wagner sobre o episódio: "É preciso ter educação democrática, conviver com as diferenças sem discriminar ou ofender gratuitamente". Em São Paulo, outros petistas já foram hostilizados, entre eles os ex-ministros Guido Mantega (Fazenda) e Alexandre Padilha (Saúde). Rui Falcão, presidente do PT, também já foi hostilizado em Brasília.
Nancy Reagan, ex-primeira dama dos Estados Unidos, morre aos 94 anos
Posted: 06 Mar 2016 08:11 PM PST
Nancy Reagan
3 de 11
Mike Sargent - 15.ago.1988/AFP
Nancy Reagan, uma das mais poderosas primeiras-damas da história dos Estados Unidos, morreu neste domingo (6) de insuficiência cardíaca, em sua casa na Califórnia, aos 94 anos. Durante o mandato de seu marido, Ronald Reagan (1981-1989), ela teve papel relevante na nomeação e demissão de importantes assessores. Foi fundamental no desenho da estratégia de recuperação da imagem do presidente durante o escândalo Irã-Contras, a mais séria crise política de seu governo, ao defender que ele se desculpasse publicamente pelo episódio, ainda que de modo discreto. Desde que Reagan foi diagnosticado com o mal de Alzheimer, em 1994, e em especial após sua morte, 12 anos atrás, ela se tornou o principal símbolo do legado do marido, considerado o maior ícone do conservadorismo na política americana, respeitado mesmo entre adversários. Nos últimos 25 anos de vida, desfrutou de grande popularidade. Mas não foi sempre assim. Como primeira-dama da Califórnia (1967-1975) e nos anos de Casa Branca, foi frequentemente alvo de críticas pelo seu estilo tido como autoritário a ponto de ser apelidada de "Rainha Nancy". Idiossincrática, recusou-se a morar na residência oficial do governador da Califórnia e, em Washington, promoveu controvertida reforma, custeada por doações de empresas, na ala doméstica da sede do governo americano. Desde que seu marido foi vítima de um atentado, em 1981, Nancy começou a consultar a astróloga Joan Quigley, que dizia haver anunciado que aquele "seria um dia ruim" para o presidente. A primeira-dama passou a controlar a agenda de Reagan com base nas recomendações de Quigley, o que provocou diversos atritos com auxiliares do presidente, alguns dos quais acabaram deixando o governo por conta deles. Apesar de tão conservadora como o marido, Nancy adotou por razões pessoais algumas causas que atualmente são anátemas para os grupos de direita no espectro ideológico americano, como o controle sobre a venda de armas e o apoio estatal à pesquisa com células-tronco. Atriz de cinema até o casamento, Nancy era tolerante com estilos de vida liberais, como os adotados por seus dois filhos, Ronald, de 57 anos, e Patricia, de 63 anos. O filho se declarou ateu ainda adolescente e se dedicou ao balé antes de enveredar para a TV, onde manteve por anos um programa de entrevistas; a filha foi atriz e modelo, até posou nua para a revista "Playboy". Quando teve câncer de mama, em 1987, submeteu-se à mastectomia e foi a público incentivar mulheres a fazerem mamografias todo ano. Mas Nancy também teve suas cruzadas moralistas, como a campanha contra o uso de drogas e álcool por jovens que tinha como lema a frase que ela própria cunhou "Simplesmente Diga Não", famosa na década de 1980 na "guerra contra as drogas" do governo, que colocou na cadeia milhares de usuários. Embora Reagan tenha sido o único divorciado a chegar à Presidência, isso não chegou a afetar a imagem de Nancy, pois quase toda sua vida política foi passada com ela. Os dois se casaram em 1952, quando eram artistas de pouca expressão em Hollywood. Embora a princípio não tenha aprovado o ingresso de Reagan na política, ela se adaptou bem à nova atividade e foi fundamental para os êxitos que ele obteve. Ela será enterrada ao seu lado.
Bolívia construirá centro de pesquisa nuclear com apoio da Rússia
Posted: 06 Mar 2016 08:06 PM PST
Os governos da Bolívia e da Rússia assinaram neste domingo (6) acordos para a construção de um centro de pesquisa em tecnologia nuclear com fins pacíficos, que poderá ser o maior do tipo na América Latina. "Agora podemos garantir essas grandes obras de impacto com cooperação, da Rússia, às vezes da China, às vezes da Europa. Que bom seria se outras potências também estivessem presentes com investimentos e cooperação e não só com agressão e provocação", disse o ditador boliviano, o indio cocaleiro trotskista Evo Morales na sessão de assinatura dos contratos. O centro, cuja construção levará quatro anos, terá um custo total de US$ 300 milhões, tecnologia russa e ficará situada na cidade de El Alto, vizinha da capital La Paz. "Aplicaremos o máximo de esforço para que toda a experiência russa e todo o conhecimento que temos do setor nuclear seja utilizado neste centro, que será o melhor da América Latina", assegurou Sergey Kiriyenko, diretor da corporação russa Rosatom. O projeto tem três partes: médico, alimentar e pesquisa. Haverá um centro para o diagnóstico precoce do câncer, um espaço de pesquisa de segurança alimentar e um reator nuclear de investigação científica para fins pacíficos. "Seremos o último pais da América Latina a ter um centro como esse", prosseguiu Morales. O centro ficará sob comando de uma nova empresa estatal criada para este fim. Em fevereiro, a população da Bolívia negou, por meio de plebiscito, a possibilidade de Evo Morales concorrer a um quarto mandato.
You are subscribed to email updates from Videversus.
To stop receiving these emails, you may unsubscribe now.
- Email delivery powered by Google
- Google Inc., 1600 Amphitheatre Parkway, Mountain View, CA 94043, United States
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Da Justiça a clava forte