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segunda-feira, 25 de abril de 2016

A anti-imperialista Dilma pede socorro velado ao Império americano: não tem preço | Felipe Moura Brasil | VEJA.com



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Felipe Moura Brasil estreou este blog em 2013, após dez anos como cronista na internet. Idealizou e organizou o best seller de Olavo de Carvalho, "O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota". Autor da Editora Record, trabalha em dois livros previstos para 2016.

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  • A anti-imperialista Dilma pede socorro velado ao Império americano: não tem preço

  • Petista baixa o tom, mas envergonha o Brasil na ONU do mesmo jeito


  • Por: Felipe Moura Brasil 
  • 22/04/2016 às 14:00






O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) com manifestantes pró-impeachment em Nova York: pontuando a verdade

Orientada por Jaques Wagner, Dilma Rousseff teve de baixar o tom, conforme o esperado, após a tese do “golpe” ser desmascarada por ministros do STF.

Mesmo assim, ela não resistiu a encerrar sua ladainha na ONU sobre aquecimento global pregando que o Brasil não retroceda ao autoritarismo:


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  • “Não posso terminar minhas palavras sem mencionar o grave momento que vive o Brasil. A despeito disso, quero dizer que o Brasil é um grande país, com uma sociedade que soube vencer o autoritarismo e construir uma pujante democracia. Nosso povo é um povo trabalhador e com grande apreço pela liberdade. Saberá, não tenho dúvidas, impedir qualquer retrocesso”.

A palavra “impeachment” significa “impedimento”. A palavra retrocesso significa Dilma Rousseff.

É porque temos “uma pujante democracia” que ela está prestes a ser afastada da Presidência por 180 dias pelo Senado.

É porque temos “uma pujante democracia” que a Câmara dos Deputados fez a sua parte para impedir que o país retroceda ao autoritarismo de quem fraudou as contas públicas para se reeleger e assinou decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso.
Dilma ainda agradeceu “a todos os líderes que expressaram sua solidariedade”, o que só podia fazer de modo genérico (como José Eduardo Cardozo citando “juristas”) para dar a impressão de que eles são mais numerosos que os companheiros autoritários de sempre:

No caso: Nicolás Maduro (Venezuela), Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador), Raúl Castro (Cuba), Cristina Kirchner (ex-presidente da Argentina).

Oposição reage
O deputado de oposição José Carlos Aleluia (DEM-BA) viajou a Nova York para pontuar a verdade sobre o impeachment e o funcionamento das instituições brasileiras à imprensa internacional, em contrapeso às declarações de Dilma.

Ele compareceu à cerimônia na ONU, encontrou-se com manifestantes anti-Dilma nas ruas e seguiu para uma agenda de entrevistas, não sem antes celebrar o recuo da petista:

  • “STF pressionou, Congresso pressionou e Dilma acabou por recuar. Não deixa de ser mais um sinal de que a democracia tem funcionado muito bem, sim”.

Do Brasil, o presidente em exercício Michel Temer também tratara de fazer o contrapeso a Dilma em entrevista ao New York Times.

  • “Estou muito preocupado com a intenção da presidente de dizer que o Brasil é alguma republiqueta onde golpes acontecem”.

Não deixa de ser cômico, de fato, ver os “anti-imperialistas” históricos do PT pedindo desesperadamente socorro ao Tim Sam para fazer pressão pela manutenção do governo petista.

Nunca antes na história deste país…


Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil
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