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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Eu Político






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  1. Diário Oficial traz exoneração de Lula e mais 27 ministros

  2. Fé e Política. Senadora Ana Amélia deu um Show na votação do Impeachment.Explica detalhadamente e no Popular o que são as "Pedaladas fiscais" para as Pessoas simples

  3. Discurso completo de Fenando Collor durante votação do Impeachment 11/05/2016

  4. Fé e Política. Magno Malta discurso histórico Comovente e Verdadeiro pelo "sim' pelo impeachment de Dilma

  5. Impeachment se tornou real. E agora?

  6. Argentina é o primeiro país a declarar que “respeita” a mudança no Brasil

  7. Justiça determina afastamento de Ruy Muniz do cargo de prefeito

  8. Deputado que venceu 12 vezes na loteria em 14 dias pode assumir presidência da Câmara

  9. Deputados falam de desafios do governo Temer após afastamento de Dilma

  10. Jucá diz que impeachment serve para evitar naufrágio

  11. Senado abre processo de impeachment contra Dilma Rousseff



Diário Oficial traz exoneração de Lula e mais 27 ministros


Posted: 12 May 2016 01:11 PM PDT


O Diário Oficial desta quinta-feira registra a exoneração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Inácio do cargo de ministro-chefe da Casa Civil e de outros ministros.

O ato foi assinado por Dilma Rousseff, com data de 11 de maio, portanto, anterior ao afastamento dela da presidência da República, que foi aprovado nesta quinta-feira pelo Senado.




Apesar de nomeado em 16 de março, dias depois de ter sido conduzido à Polícia Federal para prestar depoimento nas investigações da Operação Lava-Jato, Lula estava com a posse suspensa por decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF).




O fato de Dilma ter assinado o ato na quarta-feira indica que estava convencida de que seu afastamento seria aprovado pelo Senado. Além de Lula, Dilma exonerou outros 27 ministros. O presidente interino, Michel Temer, deve anunciar na tarde de quinta-feira sua equipe de ministros.




Fonte: Zero Hora


Fé e Política. Senadora Ana Amélia deu um Show na votação do Impeachment.Explica detalhadamente e no Popular o que são as "Pedaladas fiscais" para as Pessoas simples


Posted: 12 May 2016 01:01 PM PDT





Discurso completo de Fenando Collor durante votação do Impeachment 11/05/2016


Posted: 12 May 2016 12:47 PM PDT


Comparações entre duas gerações e dois impeachment´s. Senador Collor alfineta e se vinga com palavras!















Alvo de processo de impeachment em 1992, o ex-presidente e senador Fernando Collor de Mello (PTC-AL) usou os 15 minutos que teve direito para relembrar seu processo de impeachment, fazer críticas ao sistema presidencialista, a própria lei do impeachment e ao governo de Dilma Rousseff, mas continuou a deixar em suspense qual será o seu voto sobre o encaminhamento do julgamento da presidente.


"Ruínas de um governo". Foi assim, que o ex-presidente começou seu discurso. A expressão, esclareceu o próprio Collor, foi tirado do documento que pediu o seu impedimento e se referia a texto do jurista Rui Barbosa.


"Em 1992 bastaram menos de quatro meses entre a denúncia e a decisão de renunciar. No atual, já foram oito meses, e podem ser mais seis até o final. O rito é o mesmo, o rigor, não. O parecer que hoje discutimos possui 128 páginas, o mesmo parecer de 1992 continha meia página, com apenas dois parágrafos. Em 1992 fui instado a renunciar, na suposição de que as acusações fossem verdadeiras. Me utilizei de advogados particulares, dois anos depois fui absolvido de todas as acusações no Supremo Tribunal Federal", afirmou.


Collor criticou duramente o governo do PT e disse até que chegou a alertar a presidente sobre o risco de impeachment.


"Constatamos que o maior crime de responsabilidade está na irresponsabilidade pelo desleixo com a política, pelo desleixo com a economia de um país, no aparelhamento do estado que o torna inchado. Nas obstruções de ações da Justiça. É crime de responsabilidade a irresponsabilidade com o país. Não foi por falta de aviso. Falei dos erros da economia, da excessiva intervenção estatal, da falta de diálogo com o parlamento. Nas minhas poucas oportunidades com a presidente, sugeri uma reconciliação com seu governo e com a classe política. Alertei sobre a possibilidade de impeachment".


Collor aproveitou para criticar a lei 1079/50, que estabelece o impeachment e afirmou que parte dos problemas e da instabilidade política do Brasil é fruto do sistema presidencialista – para Collor, o parlamentarismo é a alternativa.

"Não existe fórmula mágica dentro do nosso presidencialismo. Ainda mais com uma lei nos moldes da 1079, a ressurrecta [que ressurgiu], que dá margem às permanentes ameaças a qualquer governo. Não há como recuperar esse modelo de coalizão, cooptação e fisiologismo que envergonham a classe política?", disse.


"O todo dessa obra em ruína tem também um pano de fundo invisível: o sistema presidencialista. São 127 de crises e insurreições, convivemos com revoluções, enfrentamos ditaduras civis e militares. De 1926 até 2011, nenhum presidente transmitiu o cargo ao sucessor pelas mesmas regras do antecessor. Não podemos mais rechear nossa história com deposições, suicídios e impedimentos. Não há como recuperar esse modelo de coalizão, cooptação e fisiologismo que envergonham a classe política".

Elogiado

Ao finalizar o discurso, o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) elogiou o discurso e o "resgate histórico" de Collor, considerando de "altíssimo nível" e aproveitou para também criticar a lei 1079/50. "É um fator de desestabilização".

Histórico

Fernando Collor sofreu impeachment em 1992 – depois de aprovado na Câmara dos Deputados, seu processo chegou ao Senado no dia 1º de outubro. No dia seguinte, o então presidente foi afastado, assim como pode ocorrer com Dilma Rousseff na noite desta quarta-feira.

O julgamento de Collor ocorreu em dezembro – o ex-presidente chegou a renunciar para tentar evitar o impeachment e a perda de seus direitos políticos, mas, por 76 votos a 3, perdeu seu mandato e a foi declarado inelegível a cargos políticos por oito anos.




Fé e Política. Magno Malta discurso histórico Comovente e Verdadeiro pelo "sim' pelo impeachment de Dilma


Posted: 12 May 2016 12:29 PM PDT


Senador Magno Malta, intrépido Parlamentar que defenestra a Dilma.Ele sabe dos valores nacionais e as artimanhas dos criminosos. Bravo Nobre Senador!











"Em discurso feroz, Magno Malta diz que Brasil tem que 'amputar perna cheia de gangrena'

O discurso do senador Magno Malta (PR/ES), nono a discursar na sessão de admissibilidade do impeachment de Dilma Rousseff, era um dos mais aguardados na tarde desta quarta-feira, no Senado. Depois da "pegadinha" na votação do processo pela comissão especial da Casa, quando leu o voto do ministro Jacques Wagner durante o impeachment de Fernando Collor, em 92, como se fosse o seu, Magno arquitetou sua fala com um tom apontado como escatológico nas redes sociais.


"O Brasil é como um corpo diabético, febril, com uma perna cheia de gangrena, pronta para ser amputada", disparou o parlamentar, lembrando que vem "de uma família de diabéticos", citando inclusive tias que tiveram membros amputados em decorrência da doença.


rapaz, o magno malta no corredor do pronto socorro é aqueles que senta do lado de desconhecido e conta o historico medico da familia inteira

Malta atacou Lula, afirmando que o Brasil sofreu um "golpe de marketing" petista: "Ele aparou a barba, tirou a covinha do rosto". O senador também responsabilizou o PT por atacar valores caros a ele, citando a pauta da legalização do aborto: "Eles destruíram os valores da família".


Rei das metáforas

A comparação exótica não é um recurso, digamos, surpreendente na trajetória de Magno Malta. Em março de 2015, em um discurso inflamado no plenário do Senado, Malta tratou o governo Dilma como se fosse um "motorista bêbado sem habilitação".

À época, o senador afirmou que não sabia "em qual Dilma" deveria acreditar, mencionando a campanha vitoriosa da presidente na disputa eleitoral de 2014 com a proposta de ajuste fiscal feita meses depois."




Impeachment se tornou real. E agora?


Posted: 12 May 2016 11:18 AM PDT


Eu já havia dito que o Impeachment não é tudo, mas sem ele todas as coisas necessárias nunca seriam resolvidas. Estamos alegres? Sim é claro, pois pedimos isto insistentemente. É tudo? Claro que não, muitas coisas há de serem feitas. O PMDB salvará o Brasil? Não. Não se esqueçam que eles eram a prostituta do PT. Não nos alegramos porquê o Temer chegou no Poder, alegramos porquê o PT enfraqueceu consideravelmente.





Com isto alguns Projetos insanos irão parar pelo caminho, até algumas coisas se encaixarem. Com isto também todos os Políticos de uma forma geral (exceto o PT) irão pensar um pouco mais antes de cometerem certos crimes eleitorais e outras insanidades mais.




O PMDB é corrupto sim e não é o impeachment que irá curá-lo de forma plena. O PSDB também não é um parceiro dos Brasileiros, nunca foi. Mas nenhum Partido se iguala ao PT. Nosso foco de guerrilheiros foi alcançado, ainda que forçadamente aliançando com gente duvidosa como Cunha e outros.




Como os que estudam sabem, o PT não morreu de forma definitivo. Ele tem suas bases ainda instaladas em algumas Pastorais, unidades estudantis, Sindicatos, Conselhos, Partidos Fisiológicos e Ong's. E muita coisa que o PT defendeu faz parte dos projetos do Temer e de muitos novos Ministros como o José Serra .




Então, nossa preocupação ainda continua, mas não devemos esquecer que mesmo assim somos vitoriosos. O Partido mais influente hoje se tornou o PMDB e isto pode atrapalhar a democracia. Todos os Políticos têm que entender que não são interesses pessoais deles ou estrangeiros que devem ser postos em Pauta, mas as reais necessidades nacionais.




Continuaremos a lutar para termos um Brasil melhor!


Argentina é o primeiro país a declarar que “respeita” a mudança no Brasil


Posted: 12 May 2016 08:23 AM PDT


O Governo argentino foi o primeiro a demonstrar publicamente seu respeito pela nova situação brasileira, em que o vice-presidente Michel Temer assumirá interinamente a presidência. "Diante dos fatos registrados no Brasil, o Governo da Argentina manifesta que respeita o processo institucional em curso e confia em que o desenlace da situação consolide a solidez da democracia brasileira", diz nota oficial da chancelaria emitida no começo da manhã desta quinta-feira, pouco depois de o Senado aprovar a tramitação do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O gesto foi muito medido em sua forma e momento, e aparentemente combinado com Temer. Se Macri contatar o presidente interino nas próximas horas, algo que teria lógica depois desse comunicado tão rápido, seria um gesto definitivo de respaldo.




"O Governo Argentino continuará dialogando com as autoridades constituídas a fim de seguir avançando com o processo de integração bilateral e regional" conclui o texto, rapidamente publicado pela chanceler Susana Malcorra na sua conta no Twitter.




A Argentina vem se empenhando em barrar nos organismos regionais a tentativa de alguns países, como Bolívia e Venezuela, de aplicar a cláusula democrática contra Brasil. Macri a todo momento se negou a falar em "golpe" no gigante sul-americano, ao contrário do que fizeram Evo Morales e outros mandatários esquerdistas. Agora, dá um passo a mais no seu apoio implícito a Temer, uma pessoa com quem tem uma proximidade ideológica muito maior do que com Rousseff. Apesar disso, o Governo argentino está inquieto, porque teme que o Executivo de Temer seja frágil e instável.




Macri chegou ao cargo há poucos meses, convivendo com uma crise inédita em seu principal sócio comercial e político. O presidente argentino havia desenhado uma estratégia de política externa que ficou muito prejudicada. Apesar das diferenças ideológicas, e de Rousseff e principalmente Lula terem apoiado enfaticamente a candidatura do peronista Daniel Scioli na última disputa presidencial, Macri apostou desde o primeiro momento por um pacto com o Governo brasileiro. Foi o primeiro país a visitar, e estreitou laços com Brasília desde o primeiro dia de mandato. Tentou acelerar com Rousseff o pacto UE-Mercosul e buscou inclusive convencê-la a aplicar a cláusula democrática contra a Venezuela.







Fonte: El País


Justiça determina afastamento de Ruy Muniz do cargo de prefeito


Posted: 12 May 2016 07:57 AM PDT


O Tribunal Regional Federal emitiu na tarde desta quarta-feira (11) um mandado de medida cautelar, determinando o afastamento de Ruy Muniz (PSB) do exercício do cargo de prefeito de Montes Claros (MG). Segundo a decisão, o prefeito afastado fica ainda proibido de entrar nas dependências da prefeitura municipal ou de qualquer outro órgão a ela ligado. O pedido de afastamento foi feito pela Polícia Federal e Ministério Público Federal, mas ainda cabe recurso.




Ruy Muniz recebeu a notificação da Polícia Federal no hospital onde permanece internado, após passar mal no Presídio Regional na tarde de terça-feira (10). O vice-prefeito José Vicente (PMDB) e o Presidente da Câmara, Marcos Nem (PSD), também foram notificados.




Segundo o desembargador federal, Ney Bello, um dos pontos indicados para a decisão foi em virtude de Ruy Muniz continuar despachando de dentro da cadeia pública. "A permanência do acusado no exercício de cargo de prefeito tem gerado forte instabilidade institucioanal, verdadeiramente prejudicial ao regular funcionamento da coisa pública".




Fonte: G1


Deputado que venceu 12 vezes na loteria em 14 dias pode assumir presidência da Câmara


Posted: 12 May 2016 07:55 AM PDT


Com o afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara Federal, e o cerco político contra Waldir Maranhão (PP-MT) que assumiu o cargo na semana passada, o deputado Fernando Giacobo (PR-PR), poder ser o novo presidente da Casa. Ele agora é o vice-presidente interino.




Diferente dos dois, Giacobo não é investigado na Operação Lava Jato. Por outro lado, já foi réu no Supremo Tribunal Federal (STF) em três ações, que foram prescritas, e ganhou na loteria 12 vezes em um período de 14 dias, em 1997.




Maranhão pode não ter condições de se sustentar no cargo por também ser investigado na operação Lava Jato e pela pressão política sofrida após tentar anular o a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Maranhão foi citado pelo doleiro Alberto Youssef, delator do esquema investigado na Lava Jato, como tendo recebido pagamentos mensais que variavam de R$ 30 mil a R$ 50 mil.




Além disso, ele também responde a dois outros processos no STF. por lavagem de dinheiro e ocultação de bens. No caso da saída de Maranhão do cargo, Giacobo poderia se tornar o novo presidente e ao mesmo tempo ficar mais visado no cenário político nacional.







Fonte: Paraná Portal


Deputados falam de desafios do governo Temer após afastamento de Dilma


Posted: 12 May 2016 07:53 AM PDT






Depois da aprovação, pelo Senado, da admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff por 55 votos a 22 e o seu afastamento por 180 dias, as atenções estão voltadas para os desafios que Michel Temer vai enfrentar para tocar a sua agenda legislativa depois que assumir a Presidência da República.




Os debates no Plenário do Senado duraram mais de 20 horas e foram acompanhados de perto por um grupo de deputados.




Encerrada esta fase, parlamentares de partidos favoráveis ao impeachment afirmam que o Congresso dará a governabilidade necessária a Temer, enquanto a nova oposição promete questionar a agenda do presidente que assume agora como interino.




Cotado para o Ministério do Meio Ambiente, o líder do PV, deputado Sarney Filho (MA), avaliou que Temer busca fazer um governo de coalização nacional e, por isso, terá apoio suficiente para as suas propostas. "A Câmara está muito receptiva a esse governo, que reúne as condições para fechar o mandato e criar as condições para que o próximo governo possa fazer o Brasil crescer", afirmou.




Sarney Filho avalia que, uma vez afastada, Dilma não será absolvida pelo Senado. "A simples mudança do governo já vai dar um suspiro para todo mundo e acredito mesmo que, a partir daí, vai ser muito difícil a presidente Dilma Rousseff conseguir condições para voltar", opinou.




Economia e credibilidade

O passado legislativo de Temer – que foi presidente da Câmara em três ocasiões – vai ser fundamental para melhorar a relação entre Planalto e Congresso, disse o deputado Moroni Torgan (DEM-CE). "É uma chance única para Temer mostrar para o País que está reunindo uma equipe boa, pensando em resgatar a credibilidade do País e cortar despesas", analisou.




Moroni ressaltou que não acredita em qualquer medida imediata para aplacar a crise durante o governo provisório. "Não esperem de um governo de transição a solução de todos os problemas, é um governo para reverter a tendência de uma queda ainda maior", disse. O parlamentar adiantou que o DEM não vai apoiar, por exemplo, a recriação da CPMF. "O nosso partido é contrário a aumento de impostos".




A exemplo de Torgan, o deputado Danilo Forte (PSDB-CE) também vê no governo de Michel Temer uma oportunidade. "Vamos estrear um novo momento e a relação política [entre Planalto e Congresso] que estava tão aviltada, tão destroçada e combalida, agora terá uma oportunidade de construir novos rumos para o País", afirmou.




O foco, segundo ele, deve ser o resgate da credibilidade para permitir o aumento dos investimentos em infraestrutura. "Não podemos viver na bravata de anunciar novas obras, novos investimentos, sem ter os recursos para permitir a execução", avaliou. Para isso, afirmou Danilo, será necessário rever a meta fiscal do governo, sanear as finanças, e tocar reformas como a previdenciária e a tributária.




PT na oposição

O PT afirma que não vai reconhecer o governo Temer. "Um governo fruto de um golpe é um governo que não tem legitimidade", disse o deputado Paulo Pimenta (PT-RS). O deputado disse que o partido vai ficar contra até se Temer apoiar os projetos enviados ao Congresso pela presidente Dilma Rousseff, como a Desvinculação das Receitas da União ou a recriação da CPMF, a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira. "Nenhum projeto, nenhuma iniciativa deste governo, será reconhecida por nós. Ele terá a nossa mais absoluta oposição", resumiu. Pimenta foi vice-líder do governo Dilma no Congresso.










Para o deputado Glauber Braga (Psol-RJ), Temer vai ampliar a crise ao se aproximar do empresariado em detrimento dos direitos dos trabalhadores. Braga se refere ao documento chamado "Uma Ponte para o Futuro", plataforma ideológica divulgada pelo PMDB. "Esse novo governo quer implementar um programa que não sairia vitorioso nas urnas de maneira nenhuma, com um programa de governo que quer acabar, entre outras coisas, com a política de valorização do salário mínimo", afirmou.




Braga, no entanto, reconhece que algumas propostas de Temer terão apoio da maioria da Câmara dos Deputados. "O que nós estamos vendo é um grande acordão em torno do governo Temer e um balcão de negócios de cargos liderados pelo PMDB", criticou.




Já o líder do PCdoB, deputado Daniel Almeida (BA), disse que Temer não reúne as condições necessárias para apresentar qualquer processo transformador com um Congresso fragmentado. "Ele está tendo dificuldade de montar a equipe. A base aqui é muito fluida, ele não tem condições de se colocar como uma alternativa para reunificar essa base", disse. Almeida também acredita que o governo Temer terá dificuldades na aprovação de seus projetos. "A base que ele tenta formar é uma base puramente fisiológica", criticou.




Fonte: Câmara Notícias


Jucá diz que impeachment serve para evitar naufrágio


Posted: 12 May 2016 04:18 AM PDT


Aliado de primeira hora do vice-presidente Michel Temer e cotado para comandar o ministério do Planejamento na nova composição, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) foi o penúltimo senador a discursar na tribuna. O peemedebista defendeu o impeachment da presidente Dilma Rousseff comparando o caso à história do transatlântico Titanic.




"Quando um comandante coloca em risco a tripulação e a carga do navio é possível que a tripulação troque o comandante", disse. "Durante este ano, o povo brasileiro, o PMDB e vários partidos viram que não era preciso esperar que o titanic batesse no iceberg e que era possível mudar a rota do navio e que para mudar a rota do navio era preciso mudar o comandante. Foi isso e é isso que estamos fazendo", argumentou.







Já eran quase 6h desta quinta-feira (12) quando o senador Romero Jucá (PMDB-RR), um dos defensores do rompimento da aliança com o PT, disse que o partido foi para as eleições de 2014 dividido, mas que ajudou a eleger Dilma. "42% do partido foi contra essa coligação. Eu fui um deles", disse.




Fonte: Terra


Senado abre processo de impeachment contra Dilma Rousseff


Posted: 12 May 2016 03:51 AM PDT






Por 55 votos a 22, o Senado decidiu, às 6h34 desta quinta-feira (12) abrir processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, por entender que há indícios suficientes de que ela cometeu crime de responsabilidade, infringindo a Constituição Federal e a Lei 1079/1950.




Na manhã desta quinta-feira (12), o primeiro secretário do Senado, senador Vicentinho Alves (PR-TO), levará ao Palácio do Planalto a notificação da decisão do Senado. A própria Dilma Rousseff deverá receber o documento. Levará também uma notificação comunicando ao vice-presidente Michel Temer que ele é o governante em exercício.




Assim, Dilma se afasta do cargo por um prazo máximo de 180 dias, período em que os senadores concluirão esse processo e decidirão se efetivamente ela cometeu crime de responsabilidade. Michel Temer deve assumir ainda nesta quinta-feira a Presidência da República. Dilma Rousseff manterá direitos, como residência no Palácio da Alvorada, salário integral e uma equipe de funcionários para auxiliá-la.




Durou 20 horas e 34 minutos a sessão deliberativa extraordinária que resultou na admissibilidade do processo de impeachment. Ao abrir os trabalhos às 10h, a primeira providência do presidente do Senado, Renan Calheiros, foi pedir "serenidade e espírito público" do Plenário, lembrando que aquele era um momento histórico, que deveria estar acima de paixões partidárias.




— Tentem deixar de lado disputas regionais ou partidárias. Evitem votar movidos por passionalidades oriundas dos momentos pretéritos ou presentes ou por mera motivação partidária. A questão que se coloca é uma só: existem indícios de cometimento de crime de responsabilidade pela senhora presidente da República no ano de 2015 que justifiquem abertura de processo com seu consequente afastamento? — ponderou Renan.




Durante a sessão, cada senador teve até 15 minutos para usar a tribuna, a maioria justificando seu voto com argumentos concernentes à situação econômica enfrentada pelo país.




Relator do parecer oriundo da Comissão Especial do Impeachment, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) explicou, às 5h45, que este processo de impedimento do governante não decorre de crime de natureza penal.




— Os crimes comuns estão na órbita do direito penal, os crimes de responsabilidade estão na ordem jurídico-administrativa — afirmou ele.




Anastasia citou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para embasar o entendimento de que o impeachment não é da competência do Judiciário, mas do poder Legislativo, sendo o juiz constitucional dessa matéria o Senado Federal, que age amparado na Lei 1079/1950, a qual regulamentou dispositivos da Constituição de 1946.




O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, também teve 15 minutos para defender a presidente, alegando que a acusação lançada contra a chefe do Executivo não se ampara em fatos reais consistentes com crime de responsabilidade praticado pela presidente da República.




— Não existe crime de responsabilidade caracterizado nesse processo. Eu desafio qualquer um dos senhores e das senhoras a ler o relatório do senador Antonio Anastasia e ver onde está demonstrada a relação de causa e efeito entre decreto e rompimento de meta fiscal. Não há — disse ainda o ministro.




Ele sustentou que foi a queda de receita que sinalizou que a meta fiscal não poderia ser atendida pelo governo. E terminou sublinhando que, se for consumado o processo de impeachment, "haverá um golpe que manchará a nossa historia".




Antes de abrir a votação pelo painel eletrônico, Renan Calheiros disse que, nesse processo, o Senado se pautou estritamente pela responsabilidade que as circunstâncias impõem, observou que a história fará suas interpretações sobre este momento e afirmou que caberá ao povo brasileiro a palavra final.




Encerrada a votação, Renan também convocou reunião da Mesa Diretora da Casa para as 16h desta quinta-feira, à qual comparecerá o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, para conduzir o processo que se inicia.




Fonte: Agência Senado



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