Páginas

quarta-feira, 15 de março de 2017

Videversus

Videversus


Deputado federal do PT vira réu na Lava Jato no STF

Posted: 14 Mar 2017 08:18 PM PDT


O deputado federal Vander Loubet (PT-MS) virou réu no Supremo Federal Tribunal nesta terça-feira (14). Loubet é sobrinho do ex-governador Zeca do PT (MS). Ele foi denunciado em dezembro pela Procuradoria-Geral da República por envolvimento em corrupção no esquema da Operação Lava Jato. O inquérito foi um dos primeiros abertos na Lava Jato a pedido da Procuradoria Geral da República, em março de 2015. Loubet é acusado de formar organização criminosa relacionada à BR Distribuidora, lavagem de dinheiro e de corrupção passiva no valor de R$ 1 milhão entre 2012 e 2014, junto a outras quatro pessoas: o ex-ministro Pedro Paulo Leoni Ramos, ligado ao senador Fernando Collor (PTB-AL); Ademar Chagas (cunhado de Loubet), Fabiane Karina Miranda (sócia de Chagas) e Roseli Loubet (esposa do deputado). A denúncia foi recebida por unanimidade pelos ministros da Segunda Turma do STF, da qual fazem parte o relator da Lava Jato, Edson Fachin, e os ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. Loubet e Chagas vão responder por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Leoni Ramos vai responder pelas duas primeiras acusações. As denúncias contra Fabiane e Roseli foram rejeitadas. A defesa de Loubet sustentou que a denúncia tem como base apenas "ilações e suposições" e não aponta indícios mínimos de participação dele nos atos criminosos. Além disso, a movimentação financeira entre Chagas e Leoni Ramos foi um empréstimo, segundo a defesa, e o deputado não sabia que parte do montante seria usado para quitar dívidas de sua campanha eleitoral de 2012. Já a defesa de Chagas afirmou que não há indícios de que ele tenha recebido qualquer valor da BR Distribuidora ou de outra empresa envolvida na investigação. A defesa de Leoni Ramos afirmou que haveria falta de justa causa para ação penal.

Lula depõe em Brasília pela primeira vez e fala em “massacre”

Posted: 14 Mar 2017 10:54 AM PDT


Pela primeira vez desde que foi tornado réu, o poderoso chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula prestou depoimento hoje à 10ª. Vara da Justiça Federal de Brasília, onde falou ao juiz Ricardo Augusto Soares Leite por cerca de 50 minutos. Acompanhavam Lula os advogados José Roberto Batocchio, Roberto Teixeira, Cristiano Zanin e Sigmaringa Seixas. A imprensa acompanhou o depoimento por monitores de vídeo instalados na sala de imprensa; fotos e filmagens foram proibidas. Além desse caso, ele é réu em mais duas ações penais na 10ª Vara de Brasília e em outras duas em Curitiba (PR), na vara do juiz federal Sergio Moro. Neste caso, Lula é acusado de embaraçar as investigações da Lava Jato porque teria se encontrado com o então senador Delcídio do Amaral (ex-PT, MS) para tentar articular os depoimentos de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras. A pena prevista para o crime é de 3 a 8 anos de reclusão, mais multa. Aparentando nervosismo, Lula reclamou do assédio da imprensa em torno da expectativa de sua prisão, a que chamou de "quase um massacre", e que a Lava Jato é assunto "no café da manhã, no almoço, no jantar, e até depois da novela". "Você sabe o que que é levantar todo dia achando que a imprensa está na porta de casa porque eu vou ser preso? É porque não sei quem delatou, 'o Lula vai ser preso'. Eu tenho dito, antes, durante e depois, os (acusados) que estão presos e os que vão ser presos, que tenha um empresário, um político que tenha coragem de dizer que um dia me deu R$ 10,00 que tenha coragem de dizer que um dia o Lula pediu cinco centavos para ele". Lula disse sentir-se "perseguido" nas investigações. Perguntado sobre sua renda mensal, Lula disse ignorar o número. Alegou que recebe cerca de R$ 6 mil reais como aposentadoria, doações dos filhos (investigados na Lava Jato) e ainda rendimentos do Instituto Lula (também sob investigação). "Acho que pode botar uns R$ 50 mil, estou tentando chutar. (…) Depois, meu advogado manda para os senhores direitinho. Mando por escrito". Lula se tornou alvo do processo após ser citado em depoimentos prestados pelo ex-senador Delcídio e Cerveró (ex-diretor da Petrobras) em acordos de delação premiada. Ele admitiu ter tido reuniões com Delcídio para discutir a Lava Jato, mas que jamais pediu a ele que tentasse interferir junto a Nestor Cerveró: "Doutor, só tem um brasileiro que podia ter medo de um depoimento do Cerveró, pela relação dele, que é o Delcídio. Eu não tinha relação com o Cerveró. Eu não tive medo. O Delcídio contou uma inverdade nesse processo" (…) "Não sei o que o Delcídio resolveu fazer com isso (a delação), certamente depois de preso alguns dias, a pessoa resolve jogar a culpa nos outros. Eu tive uma reação que eu sei que ele não gostou. (disse que) 'Esse cara é um imbecil, nem na morte você citaria um ministro da suprema corte'. Ele ficou chateado porque eu o chamei de imbecil". Quanto à nomeação de Cerveró para a diretoria da Petrobras, Lula disse inicialmente que a nomeação coube ao PMDB; depois disse que talvez tivesse sido feita pelo seu partido ou pelo ex-presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra (PT). "Eu quero defender a minha honra, é o valor mais importante que eu tenho", disse Lula. "Eu aprendi a andar de cabeça erguida. Para quem nasce na elite, não precisa de nada. Mas quem vem de baixo, não deixar colocar cangalho no seu pescoço, não é fácil", disse Lula.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Da Justiça a clava forte