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sábado, 13 de maio de 2017

Alerta Total




Alerta Total


  • Que banqueiro teme a deduragem de Palocci?

  • Acessos Intermitentes de Idiotice

  • Um mito que se apaga

  • Lula da Silva e Adolf Hitler – um aviso sobre o futuro do Brasil

  • O lado mais escuro dos escândalos dos últimos anos

  • O Marxismo e a Cultura do Ocidente



Posted: 13 May 2017 05:23 AM PDT





Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net


Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net




Quem será a "importante figura do mercado financeiro" que atuava no financiamento de campanhas eleitorais – agora tremendo de medo de ser denunciada na "colaboração" premiada do temido Antônio Palocci Filho? Até agora alvo de dois processos que correm na 13ª Vara Federal com o juiz Sérgio Moro, o poderoso "consultor" Palocci tem tudo para ser o mais importante delator da Lava Jato. Chamado de "Italiano" na delação da Odebrecht, Palocci foi responsável por administrar repasses aos esquemas do PT no valor de R$ 128 milhões, entre 2008 e 2013.




Por ter sido ministro da Fazenda de Lula, ministro da Casa Civil de Dilma, coordenador de arrecadação para campanhas do PT e membro do Conselho de Administração da Petrobras, Palocci é o arquivo-vivo do maior escândalo de corrupção "nunca antes visto na História desse País" – como diria o cada vez menos poderoso chefão $talinácio. Palocci vai partir para a delação que pode ser a danação definitiva da petralhada. Quem teme a deduragem de Palocci? Todos os principais controladores do "mecanismo" do Crime Institucionalizado.




Por enquanto, o troféu de melhores delatores foi roubado da turma da Odebrecht pelo casal de marketeiros das campanhas eleitorais petistas. João Santana e Mônica Moura estão arrasando com as reputações dos ex-Presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Vana Rousseff. A baiana Mônica escancarou geral: "Minha garantia era Lula". O casal confidenciou que se referia a Dilma pelo apelido de "Tia" e Lula tinha o codinome de "Pavarotti" (por causa da barba parecida com a do tenor italiano).




Além de revelar como Lula ajudou na arrecadação de campanha para o falecido presidente venezuelano Hugo Chavez (companheiro do Foro de São Paulo), João Santana se disse "profundamente arrependido de tudo" e resumiu que "todos violam a democracia com a prática generalizada do caixa dois eleitoral". Santana até citou uma espécie de "cartel" entre os partidos para manter gastos de campanhas semelhantes, para não chamar atenção da fiscalização (que, comprovadamente, é falha).




A mulher de João Santana acabou com aquela questionável imagem da "Dilma Honesta" (vendida pelos acusadores do "golpe" contra a "Presidenta". A delatora revelou alguns crimes que comprovam como Dilma tentou obstruir a "justiça" na Lava Jato. Mônica Moura citou que Dilma: 1) avisou ao casal quanto eles seriam presos; 2) batizou de "Iolanda" (em homenagem à esposa do general-presidente Costa e Silva) o e-mail secreto com o qual ambas trocavam mensagens operacionais; 3) sugeriu a mudança das contas de propinas da Suíça para Cingapura; 4) foi beneficiada pelo pagamento de R$ 170 mil em gastos pessoais, principalmente de beleza e estética; 5) além de ter agido por orientação da Odebrecht para anular provas da Lava Jato.




As inconfidências de Mônica Moura aumentaram ainda mais a importância do delator Palocci. Segundo a marketeira, Palocci cuidava da arrecadação, porém a decisão final sobre valores acertados era sempre de Luiz Inácio Lula da Silva. Mônica contou que Palocci até "pechinchava", mas o acerto final da grana era decidido pelo "chefe, que era Lula". João Santana também confirmou que todas as decisões sobre pagamentos dependiam da "palavra final do chefe". Se Palocci confirmar o que confidenciaram os marketeiros, Lula será definitivamente arrasado na Lava Jato.




Até agora, Lula e seus advogados negam que Palocci seja o intermediador de pagamentos que teriam o PT e Lula como beneficiários diretos. Palocci era defendido até ontem por um dos estrategistas da defesa de Lula. No entanto, o advogado criminalista José Roberto Batochio decidiu abandonar a defesa de dois casos de acusação contra Palocci na vara do Moro. Batochio seguirá na defesa de Lula – que divide com o escritório de Roberto Teixeira (um dos melhores amigos do ex-Presidente desde os tempos de sindicalista).




Quem assume a defesa e vai negociar a temida delação de Palocci é o escritório do advogado Adriano Bretas, de Curitiba, cujo sócio é o também advogado Tracy Reinadeti. Ambos são especialistas em "transação penal". Palocci quer reduzir suas previsíveis condenações a 30 anos de prisão, fornecendo nomes, endereços e operações realizadas com sua participação. Palocci puxa cadeia desde setembro, quando foi pego pela Operação Omertá da Polícia Federal. Palocci divide a cela com Renato Duque – outro delator que ferrou Lula recentemente... Por ironia, a "famosa lei do silêncio no linguajar mafioso italiano" será quebrada se Palocci realmente soltar a língua para a Força Tarefa da Lava Jato...




Uma das condições prioritárias para aceitar a conversa com Palocci é que ele desista do pedido de habeas corpus que o ministro Luiz Edson Fachin decidiu passar para decisão final dos 11 ministros que formam o plenário do Supremo Tribunal Federal. Palocci deve ter se convencido a partir para a delação em função da inevitável danação com as revelações do casal João e Mônica, bem como a recente Operação Bullish contra o ex-presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e os irmãos Joesley e Wesley Batista, do grupo J&F, que controla o frigorífico JBS e até o Banco Original (criado por Henrique Meirelles).




Eis o motivo do cagaço de banqueiros e empresários que trabalharam com o "consultor" Palocci. Aliás, que excelente nome de remédio para prisão de ventre... Palocci tem poder de desarranjar a máfia tupiniquim do Crime Institucionalizado que escraviza os brasileiros. A confirmação da delação de Palocci é uma benção simbólica no Dia 13 de Maio - data da Libertação da Escravatura, pela Princesa Izabel, em 1888.




Lula ameaçando Moro?







O cara deve mesmo se sentir "o chefão" para fazer uma ameaça direta como essa ao juiz Sérgio Moro, no depoimento de 10 de maio, com direito a erro de concordância verbal:




"Espero que esta nação nunca abdique de acreditar na Justiça. Estes mesmos que me atacam hoje, se tiverem sinais de que eu serei absolvido, preparem-se... Porque os ataques ao senhor vai (sic) ser muito mais forte, quem sabe até"... (impossível compreender o final da ameaça)




Mentira do além







Ponto futuro

















Piada cibernética







O índio vai ao cartório e o funcionário pergunta:




- Em que posso ajudá-lo senhor?




- Índio quer mudar de nome.




- Mas senhor, os nomes indígenas são parte de suas raízes culturais. Tem certeza que deseja mudá-lo?




- Sim! Índio ter certeza. Índio não vê mais sentido em ter esse nome…




- Bom, sendo assim… Qual é o seu nome atual?




- Grande Nuvem Azul Que Leva Mensagem Para Outro Lado Da Montanha e Do Mundo.




- E como o senhor deseja se chamar?




- Whatsapp!




Em tempo: o indígena é da tribo dos Hiperconectados...




Nova versão de Lula para o PowerPoint do MPF







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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.


© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 13 de Maio de 2017.




Posted: 13 May 2017 05:17 AM PDT





Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net


Por Carlos Maurício Mantiqueira




Mesmo as pessoas mais inteligentes e cultas estão sujeitas a sofrer minutos de idiotice.




O fenômeno pode ser explicado por interferências momentâneas em seu juízo perfeito, motivadas por indisposição física, forte emoção ou causas externas como temperatura ambiente, ruído, vento, etc.




Hoje em dia, ver alguém brilhante considerar a hipótese de um bêbado debochado voltar à primeira magistratura do país é presenciar um insulto ao nosso povo e a nossa dignidade.




É achar que entre mais de duzentos milhões de brasileiros não haverá quem ponha cobro neste festival de horrores.




Falta de honra, respeito a si próprio, à família e à inteligência alheia, vem um anticristo continuar sua obra demolitória dos valores mais caros aos verdadeiros patriotas.




Sem aguerrimento, os garantes máximos da Pátria hesitam em cumprir com seus de deveres constitucionais.




Para os que têm fé, nada nos abala.




Sabemos do grande destino reservado ao Brasil por Deus, profetizado por São João Bosco.




Lembro, finalmente, que também é santo Dom Nuno Alvares Pereira (São Nuno de Santa Maria) o Condestável que lutou por sua gente, e ao tomar o hábito carmelita, fê-lo sobre sua armadura invicta, "acaso a Pátria ainda me necessite".






Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.




Posted: 13 May 2017 05:15 AM PDT





Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net


Por Renato Sant'Ana




Depois da exibição de Lula em Curitiba - entre outros desvarios, transferindo responsabilidades à finada esposa - é oportuna a frase de Gilberto Buchmann: "Se Lula é operário, então Sílvio Santos é camelô!". Ora, foi na onda do próprio mito que ele preparou a encenação: Lula segue tentando impingir o mito do operário que chegou à presidência, como se isso pudesse representar superioridade moral ou mesmo justificar seus delitos.




No congresso do PT, 05/05/17, como de hábito, recorreu à técnica de "desqualificar o outro para afirmar-se pessoalmente": atacou a imprensa, desdenhou Jair Bolsonaro e, por fim, depreciou a campanha do prefeito paulistano, João Doria, dizendo: "Um almofadinha, um coxinha ganha as eleições em São Paulo se fazendo passar junto ao povo mais humilde por João Trabalhador. Se encontrarem com ele por aí, perguntem se ele já teve uma carteira profissional assinada."




A resposta veio sob medida! Sem demora, por meio de suas redes sociais, Doria respondeu ao suserano do PT: exibindo a carteira de trabalho, chamou Lula de mentiroso, covarde e desinformado. João Doria trabalha desde menino. Mas Lula não sabia (para variar...).




Com o ataque rasteiro, Lula, além de ofender o povo paulista, que elegeu Doria já no 1º turno, mostrou que não tem respeito pelas instituições, alvejando o prefeito. Aliás, quando foi que se viu o PT respeitar o resultado de uma eleição? Em regra, petistas não reconhecem a legitimidade de ninguém que não seja "companheiro". É sempre a lógica do "nós contra eles". Quem não apoia o PT é inimigo: atacado em sua reputação e, se possível, destruído.




Mas houve, desde sempre, quem o conhecesse bem. "Bon vivant" foi a expressão irônica usada por Emílio Odebrecht e Golbery do Couto e Silva para designá-lo. O empreiteiro viu, em Lula, o colaboracionista para controlar os seus empregados (e para obter outros favores quando virou presidente); o general soube logo que ele seria útil para barrar a liderança de Leonel Brizola. Ambos perceberam o que Ulysses Guimarães traduziu com maestria: "o mau de Lula é que ele parece gostar de viver de obséquios".




Aos 26 anos, Lula iniciou a carreira de pelego e nela permaneceu por longo tempo, atraiçoando trabalhadores para, nalguns casos, impedir greves e, noutros, acabar logo com elas, fazendo o jogo dos patrões. Depois, iniciou uma trajetória como "personagem de uma narrativa" e chegou à Presidência da República.




O jurista Hélio Bicudo, na qualidade de ex-amigo (que o conheceu na intimidade), bem antes de surgirem as denúncias de enriquecimento na Lava Jato, já havia antecipado que Lula é hoje um dos homens mais ricos do Brasil. Agora executivos das grandes empreiteiras, em especial da Odebrecht, vêm indicando os MILHÕES de propina drenados para a conta dele, confirmando o que disse Bicudo.




À medida que documentos dão a conhecer a sua verdadeira história, o mito desaparece. Se, por um lado, ainda é grande a legião dos iludidos (dos que, contra todas as evidências, acreditam na farsa do operário pobre e virtuoso que chegou à presidência), por outro são cada vez mais numerosos os que já não se deixam enganar e percebem o PT, que Lula personifica, como o maior embuste político da história de nossa pobre república. Para estes, a realidade apagou o mito.




Sugestão de leitura:




O livro "Assassinato de Reputações - Um Crime de Estado", de Romeu Tuma Junior, Editora Topbooks.






Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.




Posted: 13 May 2017 05:14 AM PDT





Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net


Por Milton Pires




Entre 1923 e 24, Adolf Hitler ficou preso durante 264 dias nesta cela. Foi acusado de alta traição e defendeu-se aos berros num tribunal presidido por canalhas fazendo da audiência um comício em que foi, inclusive, aplaudido.




Entrou na prisão por ordem de juízes corruptos ou covardes, numa Alemanha destruída, sem futuro, com uma população desesperada pela inflação, pela miséria e pela criminalidade.




Quando saiu, elegeu-se com a maior votação de toda História do país até então e mergulhou a Alemanha numa jornada de destruição e loucura que marca seu povo até hoje.




Tenho a impressão de que a mesma coisa vai acontecer com Lula aqui no Brasil: vai para cadeia condenado por Sérgio Moro e pelo TRF-4, será solto por um STF de bandidos e vai voltar, em 2018, como "salvador da Pátria" eleito por uma sociedade de ignorantes, de marginais ou de indiferentes obrigados a votar em máquinas eletrônicas que podem ser fraudadas - o que sobrou do Brasil vai ser, finalmente, destruído.






Milton Simon Pires é Médico. Editor do Ataque Aberto.




Posted: 13 May 2017 05:12 AM PDT





Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net


Por Paulo Akiyama




De alguns tempos pra cá, o povo brasileiro tem se deparado com inúmeros escândalos. A cada dia, um novo personagem surgiu e na sequência, tomamos ciência de que um outro montante de valores foi desviados.


Falavam inicialmente de milhões, o que já assustava a todos. Agora, a palavra da moda é bilhões. E mais bilhões.




Falavam de desvios de contratos da Petrobrás, depois iniciou-se uma nova operação da Policia Federal investigando corrupção no CARF, em seguida fala-se em TCU, TCE´s e até em TCM´s. Fala-se de escândalos na administração pública de todos os cantos.




Estes e mais outros desvios e demais, eu chamo de "o lado da luz dos escândalos", porque da LUZ? Porque é claro (de claridade), todos podem ver e analisar. Está estampado em todos os jornais, revistas, jornais televisivos, radio transmitidos, blogs na Internet, Youtube, facebook, twiter, além dos meios de comunicação em massa.




Porém, e aquilo que chamo de lado escuro? O que ninguém consegue ver em razão da enorme escuridão que protege. Como lidar com isto?


Como nos filmes de ficção, temos o lado escuro da força. O lado mal, como se o da luz não fosse mal.




Com os desvios de tantos recursos (pelo menos o montante que temos conhecimento), quantas pessoas inocentes foram morreram por falta de recursos nos hospitais públicos para atendimento? Quantos passaram de estado estável em suas doenças para estado crítico? Quantas crianças deixaram de receber alimentos na escola? E os que não receberam medicamentos? Além dos milhares de motoristas e passageiros que sofreram acidentes por falta de manutenção nas estradas estaduais, federais e municipais, que não estão entregues aos consórcios privados?




Violência, óbitos por balas perdidas, de policiais. Quais outros crimes foram originários do lado escuro dos escândalos? O crime ambiental de Mariana e suas vítimas e aqueles que até hoje sofrem os efeitos colaterais da contaminação. As nossas fronteiras frágeis, por onde passam de tudo, desde armas, drogas até cigarros. O sistema penitenciário, com enormes rebeliões, mortes, facções criminosas comandando os presídios.




Vejam, são poucos itens que relacionados e que per si falam muito. Após os escândalos das mortes nas rebeliões dos presídios, houve veiculação de novos comentários na mídia? Resposta: Não.




O que muito espanta é que ao invés de buscarem jogar os holofotes na área escura, na busca de iluminar a todos os males que a população brasileira está sofrendo, omitem cada vez mais. Cria-se novos caminhos de desvio do principal. Delações premiadas, que ocupam 90% dos profissionais da imprensa para assistirem 900 horas de vídeos. A cada minuto de cada vídeo, uma nova ramificação da corrupção surge e com isto, aumenta o lado escuro.




Será que o meu entendimento esta errado? Venho me perguntando isto há anos, desde o início das aparições de corrupções escandalosas, como por exemplo o mensalão.




Estes corruptores e corrompidos poderiam ser tipificados como assassinos? Como malfeitores que causaram tanta desgraça a tantas famílias? Resposta: Não podem.




Nosso ordenamento jurídico não acolhe este tipo de crime como sendo um crime. Não há tipificação. Porém, não sendo uma forma legal de tipificarem estes malfeitores, ao menos há uma forma moral de condená-los.




A população brasileira deve, no ano que entra, analisar muito bem quem será seu candidato a cargos políticos. Somente no próximo ano? Respondo: não, a partir de agora, todos sabem exatamente o que "correu" por trás de tanta política, um mar imenso de corrupção. Um mar imenso de dinheiro. Dinheiro este tirado do meu, do seu e da carteira de todos nós. Dinheiro que poderia ter sido aplicado na saúde, na previdência, na educação, na alimentação, nos medicamentos a população, nas melhorias de nossas rodovias, ferrovias, transportes urbanos. Reformar o sistema penitenciário, de forma a manter os presidiários que praticaram crimes hediondos separados daqueles que cometeram crimes de menor peso, não por entender que não são criminosos, mas para ter um caminho de ressocialização daqueles que são permeáveis a isto.




As universidades estaduais e federais estão em crise sem precedentes. Não há investimento em pesquisas, desenvolvimento, e principalmente ao básico.




As escolas de ensino fundamental não possuem condições de abrigar a quantidade de alunos, não há merenda escolar, e quando há, mais um escândalo, ou não tem merendeira, ou o estoque está com a data de validade vencida, ou tem um político ou pessoas envolvidas com políticos se aproveitando e ganhando "por fora".




Imaginem quando abrirem as contas do BNDES, o banco que deveria estar financiando o empresário brasileiro, para criação de frentes de trabalho, financiou obras faraônicas em países alienígenas ao nosso, com o simples intuito de gerar riqueza para poucos em detrimento de milhões de pessoas.


Ainda há por surgir muito mais escândalos. Quem sabe e escalão que deixarão o povo ainda mais revoltado. Pergunto: ainda mais do que já estão? Respondo: sim, certamente ainda há muito por vir. Estranhamente as delações da Odebrecht não foram, ao menos o que se veiculou, claras em todos os escalões dos poderes de nosso país. Não podemos esquecer que temos 3 poderes, e por enquanto o mais atingido foi somente um poder. Pergunto: ao longo destes anos não houve mais nenhum favorecimento em relação a outros poderes?




Precisam, nossa imprensa, se desvincularem de interesses e virarem os holofotes para ao menos iluminar parte do lado escuros.




Quantas vidas foram tiradas e que poderiam ter uma oportunidade se parte destes recursos desviados fossem aplicados de maneira mais eficaz e objetiva.




Não precisaríamos agora de uma reforma da previdência. Quantos devedores da Previdência foram beneficiados pela não cobrança por parte do poder público? Quanto isto significaria no caixa da previdência à época.


E os fundos de pensão? Aliás, e tudo o que significa concentração de recursos financeiros?




Há muito por vir. Há muito por nos revoltarmos, principalmente porque, certamente manobras serão feitas para evitar que a parte com luz aumente e a população não possa enxergar.




Assusta-me tanta hipocrisia, defesas escancaradas de malfeitores, ladrões do povo, pessoas que com seus atos provocaram tantas perdas a população brasileira. Entendam, não falo aqui de perdas financeiras, mas de perda de vidas, dignidade. Tiraram a dignidade do povo brasileiro.






Paulo Eduardo Akiyama é formado em economia e em direito 1984. É palestrante, autor de artigos, sócio do escritório Akiyama Advogados Associados, atua com ênfase no direito empresarial e direito de família.




Posted: 13 May 2017 05:11 AM PDT









Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net


Por Carlos I. S. Azambuja




"A religião é o suspiro da criatura esmagada pela desgraça, a alma de um mundo sem coração, assim como o espírito de uma época sem espírito. É o ópio do povo" (Karl Marx)



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O marxismo não ocupa mais um grande espaço na cultura do Ocidente, nem mesmo na França ou na Itália, onde uma parte importante da intelligentsia se filia abertamente ao stalinismo. Em vão se procuraria um economista digno desse nome que possa se qualificar de marxista no sentido estrito do termo.




Em O Capital, uns percebem o pressentimento das verdades keynesianas, outros, uma analise existencial da propriedade privada ou do regime capitalista. Nenhum deles prefere as categorias de Marx às da ciência burguesa, quando se trata de explicar o mundo atual. Da mesma forma, em vão se procuraria um historiador importante cuja obra reivindique para si o materialismo dialético ou dele decorra.





Nenhum historiador, nenhum economista, é verdade, pensaria exatamente como pensa, caso Marx não tivesse existido. O economista ganhou consciência da exploração ou ainda consciência do custo humano da economia capitalista, e pode-se merecidamente agradecer a Marx por isso.




O historiador não se atreverá mais a fechar os olhos às realidades humildes que dirigem a vida de milhares de pessoas. Não se tem mais a ilusão de compreender uma sociedade ignorando-se a organização do trabalho, as técnicas de produção e as relações entre as classes. Mas daí não resulta que possamos entender as modalidades da arte da filosofia com base em tais ferramentas.



Em sua forma original, o marxismo permanece atual no conflito ideológico do nosso tempo. Condenação da propriedade privada e do imperialismo capitalista, convicção de que a economia de mercado e o reino da burguesia tendem, por conta própria, ao fim, rumo à planificação socialista e ao poder do proletariado, esses fragmentos soltos da doutrina são aceitos, não só pelos stalinistas e seus simpatizantes, mas pela imensa maioria dos que se dizem progressistas. A inteligência, dita de vanguarda – e que jamais leu O Capital – adota quase espontaneamente esses preconceitos.



Ultrapassado no plano científico, e mais atual que nunca nio plano das ideologias, o marxismo, tal como é hoje em dia interpretado, impõe-se a qualquer interpretação da História. As pessoas não vivem catástrofes comparáveis às que sacudiram a Europa no Século XX sem se interrogar sobre o sentido desses acontecimentos trágicos ou grandiosos. O próprio Marx procurou as leis pelas quais funciona, se mantém e se transforma o regime capitalista. Nem as guerras, nem as revoluções do Século XX têm a ver com a teoria que Marx menos demonstrou do que sugeriu. Nada impede que se conservem palavras – capitalismo, imperialismo, socialismo – para designar realidades que se tornaram outras. E as palavras permitem não explicar cientificamente o curso da História, mas dar-lhe um significado previamente fixado. Dessa maneira, as catástrofes se transfiguram em meios de salvação.



Em busca de esperança em uma época desesperada, os filósofos se contentam com um otimismo catastrófico.



Na época da social-democracia alemã e da II Internacional, a teoria da autodestruição do capitalismo era vista como essencial para o dogma. Eduard Bernstein foi condenado como revisionista pelos Congressos/Concílios da Internacional por ter posto em questão um dos argumentos-chave dessa teoria: a concentração do capital. Mas o dogmatismo não ia além da teoria e da estratégia que dela decorria: a revolução final da dialética do capitalismo. Na ação cotidiana, as divergências de opinião no interior de cada Partido, ou entre os Partidos nacionais, permaneciam legítimas: a tática não se incluía na história sagrada. Não é mais o que acontece sob o stalinismo.



Par reconciliar os acontecimentos de 1917 com a doutrina, foi preciso abandonar a idéia de que a História percorre as mesmas etapas em todos os países e decretar que o Partido Bolchevique russo é o representante qualificado do proletariado. A tomada do Poder pelo Partido e a encarnação de um ato prometeico (*) através do qual os oprimidos rompem as suas cadeias.




Toda vez que o Partido conquista um Estado, a Revolução progride, mesmo que os proletários em carne e osso não se reconheçam no seu Partido e na Revolução. Na III Internacional é a identificação do proletariado mundial com o Partido Bolchevique que constitui o objeto primário da fé. O comunista, stalinista ou malenkovista é, antes de tudo, alguém que não faz distinção entre a causa da União Soviética e a causa da Revolução.



A história do Partido é a história sagrada, que conduzirá à redenção da humanidade. Como o Partido poderia participar das fraquezas inerentes às obras profanas? Todo indivíduo, mesmo bolchevique, pode se enganar. O Partido, de certa maneira, não pode e nem deve se enganar, uma vez que diz e cumpre a verdade da História. Ora, a ação do Partido se adapta a circunstâncias imprevisíveis. Militantes, igualmente dedicados, se opõem quanto à decisão a tomar ou quanto à decisão que seria preciso tomar.




Tais controvérsias dentro do Partido são legítimas, à condição de não pôr em causa a delegação do proletariado ao Partido. Mas, quando este último está dividido em trono de um assunto de grande importância, como a coletivização da agricultura, uma das tendências representa o Partido, isto é, o proletariado e a verdade da História, e a outra – a oposição vencida – trai a causa sagrada. Lenin nunca teve dúvidas quanto à sua missão, que, para ele, não se separava da vocação revolucionária da classe operária. A autoridade absoluta que um pequeno número, ou um só homem garante para si sobre "a vanguarda do proletariado", resolve a contradição entre o valor absoluto que se atribuiu, pouco a pouco, ao Partido e os desvios da ação engajada em uma história sem estrutura.



Um Partido que sempre tem razão precisa, permanentemente, definir a linha justa entre o sectarismo e o oportunismo. Onde se situa essa linha? A igual distância de dois recifes, o do oportunismo e o do sectarismo. Só que esses dois recifes foram originalmente definidos por um decreto da autoridade que, simultaneamente, define a verdade e os erros. E esse decreto é forçosamente arbitrário, definido por um indivíduo que soberanamente decide entre as pessoas e os grupos. A distância entre como o mundo seria, se a doutrina original estivesse certa, e o mundo tal como se apresenta, torna a verdade dependente das decisões equívocas e imprevisíveis de um intérprete qualificado pelo Poder.



O texto acima resumido foi transcrito do livro "O Ópio dos Intelectuais", escrito por Raymond Aron e publicado em 1955 – antes, portanto, da invasão da Hungria pelos tanques soviéticos - . Raymond Aron (1905-1983) foi um filósofo, professor e ideólogo francês. É autor de "As Etapas do Pensamento Sociológico" e "O Marxismo de Marx",entre outros livros.



(*) relativo a ou próprio de Prometeu, um dos titãs da mitologia grega, que teria roubado o fogo do Olimpo para dá-lo aos homens. Por esse motivo Zeus o castigou, acorrentando-o a um rochedo do Cáucaso para que um abutre bicasse permanentemente seu fígado.






Carlos I. S. Azambuja é Historiador.




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