Conforme o jornal O Tempo, a Rede Sustentabilidade protocolou nesta segunda (12), STF, uma reclamação pedindo a nulidade do julgamento TSE que absolveu a chapa presidencial Dilma Rousseff-Michel Temer. A ação solicita concessão urgente de liminar e a realização de um novo julgamento que leve em consideração as provas apresentadas pelos delatores da Odebrecht. O partido solicita também que os efeitos do processo do TSE sejam suspensos até que a reclamação vá a julgamento pelo plenário do STF.
"Cumpre destacar, ainda, que a decisão reclamada teve por efeito deixar de considerar uma série de provas que apontavam para graves irregularidades e ilícitos eleitorais, representativos de graves práticas de abuso de poder econômico e político, cujo imperioso enfrentamento é dever da Justiça Eleitoral e dos partidos políticos", diz a petição.
A coluna Painel publicou em abril:
Num momento de extremo desgaste para nomes tradicionais da política, a Rede, da ex-senadora Marina Silva, trabalha para atrair integrantes do Judiciário. O juiz Márlon Reis, um dos redatores da Lei da Ficha Limpa, deve concorrer ao Senado pelo Maranhão. A sigla também quer que o delegado aposentado da PF, Jorge Pontes, ex-Interpol, dispute vaga na Casa pelo Rio. Em passo ainda mais audaz, sonha filiar o chefe da PF, Leandro Daiello, e Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato.
De olho Os ministros do STF Ayres Britto e Joaquim Barbosa também são mencionados como alvos. Aliados dizem que Marina é extremamente cautelosa nas conversas e nunca faz sondagens.
Por dentro Integrantes do partido dizem que a ex-senadora apenas ressalta a importância de uma atuação política institucional. Essa linha de discurso teria sido usada por ela, por exemplo, em conversa com Dallagnol, há cerca de dois meses.
Aqui não Procurada, a assessoria da força-tarefa nega que Dallagnol tenha sido sondado. A assessoria de Daiello vai além e nega qualquer conversa nesse sentido.
Bom entendedor Em entrevista à coluna nesta quarta-feira (12), Marina Silva disse que "quem empurra as pessoas do mundo da Justiça ou da polícia para a política são os maus políticos"
Parece bem claro que é a reedição da "bandeira da ética" que o PT usou para chegar ao poder. A diferença, neste caso, é que o Novo PT (Rede) iria cooptar uma boa parcela de eleitores da direita ao incorporar o discurso "pró-Lava Jato". Restaria ao Bolsonaro tentar manter uma parte da direita - que normalmente luta contra a corrupção - ao seu lado.
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Da Justiça a clava forte