A Prefeitura de São Paulo divulgou o seguinte em seu site oficial:
Como parte da campanha global para redução da violência armada, a Prefeitura de São Paulo, em parceria com Instituto Sou da Paz, promove na próxima quinta e sexta-feira, 8 e 9 de junho, uma campanha de entrega voluntária de armas. Cerca de 40 mil pessoas morrem vítimas de armas de fogo no Brasil por ano, e muitas destas mortes poderiam ser evitadas se não fosse a presença de uma arma.
Com o mote Silence the guns, que dialoga com a realidade brasileira, a IANSA – International Action Network on Small Arms (Rede Internacional de Ação sobre Armas de Pequeno Porte, em tradução livre), realiza entre 5 e 12 de junho a Week of Action (Semana de Ação), em que anualmente organizações de todo o mundo promovem atividades pró redução da violência armada.
A cidade de São Paulo tem centenas de postos de recebimento fixos cadastrados, onde os cidadãos podem entregar voluntariamente suas armas durante todo o ano, mas nesta semana quatro postos da Guarda Civil Metropolitana (GCM) estarão especialmente preparados para receber a população: dois na Zona Sul (Vila Mariana e Santo Amaro), um na Zona Norte (Santana) e um na Zona Leste (Aricanduva/Formosa).
Para início de conversa, a informação que abre a notícia é falsa: a de que campanhas para "redução da violência armada" tem a ver com coleta de armas.
A razão é que os cidadãos dispostos a sair matando os outros simplesmente não estão entre aqueles que entregam as armas. Somente caem nessa conversa os cidadãos que não tem por objetivo sair matando os outros, apenas se defenderem.
Desta feita, a campanha é mentirosa do início ao fim, principalmente quando temos o fato de que a violência só está aumentando desde que se estabeleceu o desarmamento de civis no Brasil. Com isso, os criminosos violentos são estimulados a praticar mais violência, principalmente pela certeza de que suas potenciais vítimas estarão desarmadas.
O mapa da violência também mostra que a violência atinge principalmente as faixas mais pobres da população. Em suma, o desarmamento transforma cidadãos pobres em potenciais vítimas de crimes bárbaros.
É absurdo que João Doria tenha permitido uma campanha junto com uma ONG de extrema-esquerda como o Instituto Sou da Paz, que vem lançando discursos dissimulados em nome de ideias totalitárias. Na Venezuela, por exemplo, é fácil para as Forças Especiais de Maduro matarem o povo desarmado.
O bizarro é que a extrema-esquerda que foi à campanha de "coleta de armas" com a prefeitura está pronta para demolir sua gestão, uma vez que não manifestam nenhum apreço a um modelo desestatizante de governo (pois dependem de tetas estatais).
Mesmo ciente disso, Doria se alia a esse tipo de gente e despreza aquela parte da direita que o apoia. É uma afronta desarmar o povo quando o que estamos exigindo é o direito à autodefesa.
Como se a afronta não fosse pouca, ninguém teve qualquer notícia de se os seguranças de João Doria entregaram suas armas na campanha. Quer dizer: o povo deve estar desarmado, mas não seus seguranças.
E agora, Doria, como essa contradição pode ser explicada?
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Da Justiça a clava forte