Alerta Total |
A dificuldade de reagir ao Crime Institucionalizado
Posted: 22 Jul 2017 05:47 AM PDT
Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Doença mental é a perda da liberdade de escolha. Se o conceito estiver correto, o Brasil parece um grande hospício a céu aberto, bem próximo da porta do inferno. O Governo do Crime Institucionalizado domina a sociedade. Explora e abusa do poder. Certamente, a bandidagem organizada se aproveita da baixa capacidade de reação do cidadão brasileiro contra o Estado-Ladrão e seus mecanismos de opressão e corrupção sistêmica.
A maioria dos brasileiros demonstra "ódio" aos políticos. Pelos discursos virulentos nas redes sociais, fica parecendo que a sociedade está mesmo em guerra aberta e direta contra os principais agentes da roubalheira. Na prática tal impressão é falsa. O Corrupto regime Capimunista Rentista manda e desmanda. Usa e abusa do excesso de regras em vigor. Aproveita-se também da falha judiciária – conseqüência natural da insegurança jurídica e da corrupção vigentes. Ok... A máquina estatal sacaneia e a reação é baixa ou inexistente? Sim... Lamentavelmente...
O Presidente da República acusado de corrupção nos pede paciência. Enquanto negocia a compra de um voto ou outro no Congresso, Michel Temer toma a decisão de aumentar os impostos que incidem sobre combustíveis. Tudo feito com apoio do ministro da Fazenda Henrique Meireles – aquele mesmo que, até outro dia, presidia a holding da dupla Joesley-Wesley, a mesma que ferrou o marido da bela Marcela... Curiosamente, não houve protestos populares contra a medida que é inflacionária e puxará vários preços para cima. Não foram ouvidas batidas de panela contra Temer...
O povo é bundamole? Parece que sim. A maioria esmagadora das pessoas não sabe e nem tem condições de reagir contra decisões do Estado-Ladrão. A cidadania brasileira é fraca. No fundo, não deseja mudanças de verdade. Prefere ficar sob as asas estatais da ladroagem. Muitas vezes até parece comparsa da corrupção. Os mais ousados apelam para a "Lei de Gérson" ("Gosto de levar vantagem em tudo, certo?"). O tal "pragmatismo cínico" fala mais alto. As pessoas de bem se intimidam, explodem para dentro delas mesmas e não conseguem organizar reações objetivas e democráticas contra a Oclocracia (governo dos ladrões).
Em vez de reagir, já começa a assumir o papel de "torcedor" - que mais interessa aos políticos. A galera fica entre o fica e o fora Temer. A esquerda perdida investe no retorno do réu-Lula, mas também aposta, timidamente, em outras candidaturas com filme menos queimado. Quem não é de canhota parece mais perdido que freira no puteiro ou puta no convento. A torcida é por candidaturas que prometem um paradoxo de maluco: "fortalecer ainda mais o poder estatal" para enfrentar os bandidos que estão na essência do modelo estatal criminoso.
Enfim, o debate sobre soluções reais para o Brasil não acontece de maneira ampla. O papo de arquibancada fica restrito a preferências pessoais por nomes em disputa. Cada um escolhe seu salvador predileto. O sistema não se importa com quem disputará a eleição no Cassino do Al Capone. Basta que o personagem jogue o jogo da corrupção, embora finja ser o político mais honesto do mundo, comprometido com o combate ao crime...
Nossa zelite da politicagem, que vive em outro planeta ou em outra dimensão, só deseja manter seu poder e mordomias. Por isso, deseja apenas que os eleitores otários lhe garantam o "emprego" por quatro anos de mandato, com direito a dezenas de assessores bem remunerados e todas as vantagens abusivas que a máquina pública oferece. Quem não for apanhado pelas lava-jatos da vida fica livre para reeleição. Quem for pego ainda pode recorrer judicialmente para concorrer normalmente...
O Crime compensa e segue hegemônico no Brasil. Eis a "normalidade institucional" (evocada até por servidores públicos que têm a missão constitucional de proteger a Nação de ameaças reais). E assim descaminha Bruzundanga... Até a hora que houver um acidente histórico, como uma explosão incontrolável de violência e terror, que force alguma reação ao desgoverno da bandidagem organizada em torno dos poderes estatais.
Compreensão fatal
Menosprezando
Ratos à solta
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A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento. © Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 22 de Julho de 2017. |
Mijou para trás
Posted: 22 Jul 2017 05:42 AM PDT
"País Canalha é o que não paga precatórios"
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira
InCãoformado com as críticas da oposiCão, nosso bichon frisé, disfarçado de pitbull, voltou ao poste para se desculpar.
Para muitos, como eu, foi a pá de cal.
Que era mixo já sabia; agora sei também que é covarde.
O episódio serviu apenas para cãoprovar dos bandidos o ódio.
Pela primeira vez, viram o que lhes espera; neste outono, no inverno ou na primavera.
Chegamos ao ponto de afastar a tese do "Ruim com ele, pior sem ele".
Estamos na era do "Tanto faz como tanto fez".
O lado bom da história é que a fúria das pessoas de bem ultrapassou o "point of no return".
Tarde o temprano a classe política entrará pelo cano.
A grande mídia se agarra no auto-engano.
Talvez um pouco incentivada por propinas à tripa forra.
Sugiro que montem um "bolão" esportivo com temas do desenlace.
Quem vai primeiro? Ou irão todos cãocomitantemente?
Quem vai ter coragem de morder dona Onça?
Não gosto da expressão "República de Curitiba" por referir-se apenas a uma parte do território nacional.
Na verdade, hoje, vivemos a "República do cú de boi".
O que mais explica a profanação petista de comparar Lula a Cristo?
Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.
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O Fascismo e Marxismo Cultural
Posted: 22 Jul 2017 05:41 AM PDT
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja
O texto abaixo é de autoria do Padre Paulo Ricardo.
Como visto na aula anterior, Marx já havia identificado uma problemática cultural na alienação do proletariado, ao dizer que a religião é o ópio do povo. Isso foi analisado de forma mais sistemática por Antonio Gramsci, que vivenciou toda a crise teórica do comunismo após a I Guerra. Esta crise do marxismo gerou 2 filhos: o fascismo e o marxismo cultural, cada um deles com uma proposta bastante clara para chegar aos seus objetivos de dominação.
O fascismo, que também é um filho bastardo do comunismo, foi o caminho encontrado por Mussolini e Hitler para implantar a revolução em suas nações. Ambos queriam a mesma coisa que Lênin e Stálin, ou seja, uma sociedade sem mercado livre, "justa", com "igualdade" e um Estado forte, obtido através de uma ditadura totalitária. Achavam que a ideologia de classe não era um chamariz atraente o suficiente para fomentar a revolução marxista. Hitler e Mussolini perceberam, na I Guerra, um sentimento patriótico que levou o povo a lutar, a defender os "interesses burgueses" e criaram o fascismo: enquanto o marketing de Stálin falava do proletariado, do trabalhador, da lógica de classes, Hitler e Mussolini falavam dos sentimentos nacionais, de raça, ou seja, dos princípios norteadores do fascismo.
Por outro lado Antonio Gramsci, grande propugnador do marxismo cultural, colocou como projeto para a implantação do socialismo e do marxismo a destruição lenta e gradativa da cultura ocidental. A esse processo Gramsci chamou de "modificação do senso comum". Para que houvesse o predomínio da mentalidade marxista, não havia a necessidade de uma grande estrutura que sustentasse o saber. Bastava apenas uma ideologia convincente, numa espécie de jogo de marketing. Para o marxismo, sem sombra de dúvida, não existe a verdade, mas um jogo de marketing.
Como visto, tanto o fascismo como o marxismo cultural faziam basicamente as mesmas coisas com a simples diferença de usar uma propaganda diferente para alcançar os mesmos objetivos. A mentalidade revolucionária funciona assim, "metamorfoseando" seu marketing de acordo com a época.
Por exemplo, Stálin pretendia implantar o socialismo através de uma sociedade ateia, marcada pela perseguição à Igreja; os novos marxistas perceberam que perseguir a Igreja é algo sempre danoso ao ideal revolucionário, pois quanto mais cristãos são mortos, mais mártires são criados e mais forte fica o cristianismo.Com o passar do tempo perceberam que o caminho mais seguro para mudar a mentalidade do mundo é o de entrar na Igreja e mudá-la, desde dentro[2].
Os marxistas sabem que a Igreja é sustentada por uma lógica burguesa, que tem "apego" ao certo e ao errado, ao moral e ao imoral e usarão isso contra ela. Eles não têm uma opinião clara sobre qualquer tema: quando algo ajuda a revolução, são favoráveis; quando atrapalha, abominam
Exatamente por isso, o marxismo tem um sistema racional versátil, revolucionário e dialético. Gramsci já alertava para a não existência do bem ou do mal, tendo como um de seus inspiradores a figura de Maquiavel, ao dizer que tudo aquilo que Maquiavel fez a favor do Príncipe, precisava ser feito a favor do partido comunista. Existe aquilo que é oportuno, aquilo que ajuda ou não a revolução. Tudo o que existe de realidade racional é fruto de uma criação humana. Não existe verdade, que determine um agir.
Isso é bastante coerente da parte dos marxistas, pois só haveria uma ordem a ser seguida no agir se houvesse um intelecto criador. Como são ateus, defendem que o intelecto criador não existe e, portanto, não há ordem a ser seguida ou verdade que determine o agir humano.
Só para esclarecer esta idéia, dizer que a ordem que existe no mundo não é obra de um Criador não foi mérito dos marxistas. Por incrível que pareça, a visão tradicional de que a ordem que existe no mundo é criacional, racional foi combatida por obra de um cristão piedoso chamado Immanuel Kant.
Para Kant, o mundo em si, os objetos, o númeno [4], o que está fora da mente humana é irracional, caótico. O que realmente existe é desconhecido, pois o homem só tem acesso a um fenômeno, que é compreensível ao intelecto graças às categorias mentais que condicionam (e possibilitam) o pensamento. Na Crítica da Razão Pura, por exemplo, Kant mostra que a ordem da física newtoniana não está no númeno, na coisa em si e também não foi colocada nas coisas pelo Criador. Na verdade, a ordem foi imposta à realidade pelo intelecto. A física de Newton funciona não porque o mundo é assim, mas porque a mente humana a fez assim. Kant, assim, é um grande exemplo de paralaxe cognitiva[5]. Resumindo, para Kant a realidade é absolutamente caótica e irracional. Quem cria a racionalidade é o intelecto humano.
O marxista também pensa dessa forma, não por concordar com o pensamento kantiano, mas por afirmar que a ordem imposta ao mundo irracional é a que traduz o interesse de uma classe, especificamente, o da classe burguesa. Segundo o marxismo, existe uma superestrutura (baseada na religião judaico-cristã, na filosofia grega e no direito romano) que justifica o status quo, a situação opressora na qual a sociedade se encontra. Esta superestrutura cria uma cultura que busca defender seus interesses de classe. As pessoas, inoculadas por esta cultura, passam também a defender os interesses da classe burguesa.
Concluindo, é necessário entender que os agentes da luta cultural possuem visões de mundo diferentes. Assim, para que a revolução cultural aconteça é necessário incutir na cabeça dos cristãos a ideia de que o cristão não odeia nada, de que ele deve defender a paz custe o que custar. A Igreja, à medida que vai assimilando as idéias revolucionárias, passa a ser uma sociedade igualitária e que, por engenharia social, quer implantar, neste mundo, uma terra sem males. Os marxistas sabem que sem transformação da religião numa força socialista, a revolução não irá acontecer.
Carlos I. S. Azambuja é Historiador.
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Da Justiça a clava forte