A Aparição de La Salette e suas Profecias: Beato carmelita: convergência ecumênica prepara a religião universal do Anticristo |
Beato carmelita: convergência ecumênica prepara a religião universal do Anticristo
Posted: 31 Jul 2017 01:30 AM PDT
Continuação do post anterior: A marcha alucinada do mundo e a rede de intercomunicação global O império ou república universal planetária, que o bem-aventurado Palau via se formar segundo planos luciferinos anticristãos, deverá ter como consequência e pilar fundamental o afloramento de uma religião universal. Há hoje um ecumenismo imprudente que parece caminhar para esse fim. "Oficialmente não haverá outra religião senão a do Estado. Um só Deus, uma só religião. Nela deverão se amalgamar todas as crenças, numa convergência caótica favorecida e até estimulada pelas transformações globalizantes que acontecerão na esfera temporal. Tudo isso sem muitas preocupações pela verdade ou pelo erro, pelo que é moral ou imoral, no ambiente consagrado pela expressão "ditadura do relativismo". Mas, previa o B. Palau, essa confluência de todos com todos não trará a verdadeira paz. Pelo contrario, disfarçada de conhecimento e compreensão recíproca entre religiões, seitas e filosofias, essa enxurrada ecumenista, na prática, espalhará a confusão e a inevitável discórdia da humanidade para atingir um paroxismo que beirará no desespero: "Unidos pelo vapor e pela eletricidade num mesmo vagão, ficarão o cristão, o mouro, o judeu, o protestante, o cismático, o missionário, a monja, o frade, a prostituta.
"Essa seita acaba de fazer um convite geral a todas as religiões por ordem dos espíritos superiores, para que todas, inclusive o catolicismo, se unam e constituam uma só religião sob a direção dela. Um século antes da perfuração do túnel debaixo do Canal da Mancha, o bem-aventurado comentou um projeto de unir a Grã-Bretanha ao Continente: "Pensa-se criar uma ponte gigantesca entre Calais e Douvres, que porá a Inglaterra em comunicação com o continente. Na inauguração do Canal de Suez, o bem-aventurado registrou outro indício premonitório dessa religião universal: "O canal de Suez já foi aberto para a navegação de todas as nações. No momento de comunicar o Mediterrâneo com os mares da Índia, as águas foram abençoadas simultaneamente por um sacerdote católico, um pope grego, um pastor protestante, um armênio, um ulema e um budista" ("El Istmo de Suez", El Ermitaño, Nº 58, 9-12-1869). Um século antes, o B. Palau discernia em gestos como esse – hoje repetitivamente banais – um ecumenismo imprudente, penetrado pelo espírito da Revolução. A religião planetária se estava gestando. Mas seu fim último não era levar todas as almas para a única Igreja verdadeira. Pelo contrario, urdia-se uma falsa convergência ecumênica que preparava para adorar Satanás como que habitando em alguma figura que se fará conhecer como único e sumo representante da Revolução. Como é que conceitos como "ecumenismo" podem ser distorcidos a ponto de transmitir o oposto do que significam? A este respeito veja-se a obra do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira Baldeação ideológica inadvertida e diálogo, Editora Vera Cruz, 5ª ed. 1974. "A palavra "ecumenismo" – explica o Prof. Corrêa de Oliveira – tem, de si, um sentido excelente. "No entanto, ela é susceptível também de um significado irênico. Admitidas todas as religiões como "verdades" relativas, postas entre si num diálogo hegeliano, o ecumenismo toma o aspecto de uma marcha dialética de todas elas para uma religião única e universal, integrada sinteticamente pelos fragmentos de verdade presentes em cada uma, e despojada das escórias das contradições atualmente existentes. "Visto assim, o ecumenismo é uma imensa preparação de todas as religiões, feita através do diálogo hegeliano, para, uma vez unificadas, entrarem em ulterior diálogo com a antítese comunista." (op. cit., p. 101).
O império da Revolução e o Anticristo
Para o clarividente Beato Palau, a república federal universal que estava sendo preparada consistiria num estado de coisas edificado em desafiante abstração do Criador. Contemplando a imensa – mas periclitante – Babel revolucionária, fruto de suas mãos, os homens seriam tomados de uma autossatisfação raiando na adoração. Essa república universal sem fronteiras e sem autoridades respeitáveis seria a realização mais ousada do "Não servirei!" de Lúcifer, entoado por vozes humanas. Surgiria um mundo que se levanta caprichosamente segundo leis dadas pelos homens a si próprios, desconhecendo a autoridade do Legislador Supremo. Assim sendo, o bem-aventurado estava certo de que os tempos do Anticristo profetizados no Apocalipse estavam se tornando realidade já na sua época, mas que haveria de atingir sua plenitude proximamente: "Aquilo que São João viu em visão profética [N.R.: Apocalipse] nós o olhamos com os nossos próprios olhos. Satanás, diz no capítulo XX, será desencadeado, sairá de seu cárcere e seduzirá as nações que vivem nas quatro partes do mundo Essa corrupção, sedução e apostasia é já um fato consumado" ("Antonia", El Ermitaño, Nº 81, 26-5-1870). O império ou república universal concretizaria o sonho do filho da perdição previsto por São Paulo na sua segunda epístola aos Tessalonicenses (II Tess, 1-12). Veja o comentário de Santo Tomás de Aquino a essa epístola em: O Anticristo, segundo Santo Tomás de AquinoComentando essa epístola, o Beato Palau escreveu: "No que se refere à vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo (...) antes deve vir a apostasia e deve se manifestar o homem da iniquidade, o filho da perdição, que se opõe e se insurge contra tudo o que se chama Deus ou é adorado, até se sentar no templo de Deus e se proclamar Deus a si próprio" (II Tes, II, 1-12). Na encíclica E supremi apostolatus, de 4 de outubro de 1903, São Pio X ensina: "Quem pesa estas coisas tem direito de temer que uma tal perversão dos espíritos seja o começo dos males anunciados para o fim dos tempos, e como que a sua tomada de contato com a terra, e que verdadeiramente o filho de perdição de que fala o Apóstolo (2 Tess 2,3) já tenha feito o seu advento entre nós, tamanha é a audácia e tamanha a sanha com que por toda parte se lança o ataque à religião, com que se investe contra os dogmas da fé, com que se tende obstinadamente a aniquilar toda a relação do homem com a Divindade! "Em compensação, e é este, no dizer do mesmo Apóstolo, o caráter próprio do Anticristo, com uma temeridade sem nome o homem usurpou o lugar do Criador, elevando-se acima de tudo o que traz o nome de Deus. "E isso a tal ponto que, impotente para extinguir completamente em si a noção de Deus, ele sacode entretanto o jugo da sua majestade, e dedica a si mesmo o mundo visível à guisa de templo, onde pretende receber as adorações dos seus semelhantes. "Senta-se no templo de Deus, onde se mostra como se fosse o próprio Deus (2 Tess 2,2)". (San Pio X, Encíclica E supremi apostolatus, in Escritos Doctrinales, Ediciones Palabra, Madrid, 4ª ed., 1975, 557 págs., pp. 19-21). Para os espíritos superficiais, desinteressados face à existência e aos objetivos da Revolução, a instalação desse poder de atração universal terá algo de repentino. Para dar uma ideia de um fato tão surpreendente, o B. Palau apelava para os exemplos das fulgurantes campanhas militares de Napoleão I e de Guilherme de Prússia. O mundo ainda não conhecia as conquistas desconcertantes de que a guerra psicológica revolucionária é capaz, nem os bruscos surgimentos de líderes políticos e mudanças da opinião pública operadas pelos meios de comunicação social: "O Anticristo vai nos pegar de surpresa – dizia. Continua no próximo post: Como será a pessoa do Anticristo |
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