A Aparição de La Salette e suas Profecias: Como será o Anticristo? |
Como será o Anticristo?
Posted: 07 Aug 2017 01:30 AM PDT
Continuação do post anterior: Beato carmelita: a convergência ecumênica favorece o ambiente para a ditatorial religião universal do Anticristo Em todas as considerações sobre eventos futuros, o Beato Palau amava as verdades vistas de frente, solidamente ancoradas, respeitando as anfractuosidades da vida concreta, por mais duras ou complicadas que fossem. Ele analisava as hipóteses ponderada e minuciosamente, prestes em tudo a corrigir o que fosse necessário para fazer reluzir melhor a verdade. Ele sabia objetar contra seus próprios raciocínios e fazia seu o melhor dos contra-argumentos. Nada de mais contrário a ele do que as simplificações fáceis ou os panoramas alegremente descolados da realidade ou do razoável. Por isso mesmo abordava os assuntos mais delicados e complexos, que pedem a mais cautelosa e matizada resposta. Entre esses temas complicados ele incluía o saber discernir de modo prudente, mas preciso, o perfil do Anticristo, para o qual a Revolução prepara os caminhos. Seus escritos refletem a diversidade de opiniões existentes sobre o assunto entre os melhores intérpretes tradicionais das Escrituras.
O Catecismo da Igreja Católica sobre o Anticristo
Promulgado em 11 de outubro de 1992
pela Constituição Apostólica FIDEI DEPOSITUM Fonte: site da Santa Sé, Primeira Parte, segunda seção, capítulo II
A ÚLTIMA PROVA DA IGREJA
"675. Antes da vinda de Cristo, a Igreja deverá passar por uma prova final, que abalará a fé de numerosos crentes. "A perseguição, que acompanha a sua peregrinação na Terra, porá a descoberto o «mistério da iniquidade», sob a forma duma impostura religiosa, que trará aos homens uma solução aparente para os seus problemas, à custa da apostasia da verdade. "A suprema impostura religiosa é a do Anticristo, isto é, dum pseudo-messianismo em que o homem se glorifica a si mesmo, substituindo-se a Deus e ao Messias Encarnado." (...) "677. A Igreja não entrará na glória do Reino senão através dessa última Páscoa, em que seguirá o Senhor na sua morte e ressurreição. "O Reino não se consumará, pois, por um triunfo histórico da Igreja segundo um progresso ascendente, mas por uma vitória de Deus sobre o último desencadear do mal , que fará descer do céu a sua Esposa. "O triunfo de Deus sobre a revolta do mal tomará a forma de Juízo final, após o último abalo cósmico deste mundo passageiro." Mas essa paródia blasfema de Cristo poderia se realizar num indivíduo ou também num grupo: "O Anticristo é o triunfo do diabo e do pecado em guerra contra Cristo e sua Igreja no terreno da política e da força brutal. Não espanta, pois, que em muitas ocasiões ele chame de Anticristo ao conjunto da Revolução e seus seguidores, considerando-os um só ente moral, ou uma só pessoa mística: "O Anticristo é o império do mal sobre a terra, protegido, escudado, e auxiliado pelos poderes políticos dos reis.
O demônio é um puro espírito e, enquanto tal, não pode ser percebido fisicamente pelos homens. Para fazer-se adorar por uma humanidade ateizada e carnal na etapa última da Revolução, ele precisa se manifestar através de algum ser visível e palpável. O demônio, então, escolheria um ser humano no qual faria transparecer suas energias infernais como sendo "divinas". Seria uma paródia extrema e blasfema da Encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Por causa disso é estigmatizado como Anticristo. De onde sairia esse demiurgo? Assim responde, falando sobre os revolucionários iniciados nas artes que manipulam energias ocultas: "Esses homens têm suas escolas normais ou lojas (...) e nelas os demônios se tornam visíveis não enquanto tais, mas sob a aparência de anjos de paz, guardiães dos interesses sociais. Dessas lojas sairá treinado o Anticristo. (...) Terá, pois, íntimas relações com formas de satanismo tipo Nova Era ou certas "medicinas alternativas" mais ou menos empapadas de parapsicologia ou ocultismo. Procederá da estirpe de Judas enquistada na Igreja? Não encontramos no bem-aventurado nada que permita afirmá-lo ou negá-lo taxativamente. Inspirado na segunda carta de São Paulo aos Tessalonicenses (II Tes, 1-12), o bem-aventurado apontava que o Anticristo teria talento para enganar com fantasias falazes, cativar com ilusões enganosas e fazer fulgurar sedutoramente a mentira.
Veja o comentário de Santo Tomás de Aquino a essa epístola em: O Anticristo, segundo Santo Tomás de AquinoPor isso aparecerá como um mago ou grande ilusionista, que fascinará e/ou deixará perplexas as almas através de influxos comunicados pelo rei da ambiguidade infernal. Essa faculdade enfeitiçadora voltar-se-á especialmente para aqueles que não caíram nas rédeas da Revolução. Inclusive suas imposturas prodigiosas poderão ser confundidas com virtude, ou derivadas de poderes como os eclesiásticos podem conferir: "O Anticristo será o mago mais famoso e célebre que jamais houve" ("Milagros del espiritismo", El Ermitaño, Nº 138, 29-6-1871), dizia. Ser-lhe-á concedido um breve tempo para tentar os últimos fiéis, segundo o bem-aventurado. ![]() Sobre a personalidade do Anticristo, São João Damasceno ensina: "Não será o diabo encarnado, mas sim um homem filho da fornicação, que será formado no segredo e estabelecerá subitamente seu reino. De início fingirá santidade; mas logo arrancará a máscara e perseguirá a Igreja de Deus" (São João Damasceno, La fé ortodoxa, IV, 26, Patristiche Texte und Studien, Berlin-New-York, 12, p. 232-234, apud, Écrits sur l'islam – Présentation, commentaires et traduction par Raymond Le Coz, Les éditions du Cerf, París, 1992, 269 págs., p. 90). Antes desse grande enganador se exibir descaradamente aos últimos homens de fé, o Beato Palau também designava com o rótulo de Anticristo o corpo moral da Revolução que lhe prepara o advento: "A Revolução é todo o poder político dos governos da terra, e sua cabeça é o Anticristo. Olhando para o Anticristo, as revoluções anteriores – Revolução protestante, Revolução Francesa, Revolução bolchevique e Revolução de Maio de 68 – se reconhecerão nele e sentir-se-ão interpretadas e realizadas. Isso lhe atrairá a confiança das diversas formas de revolucionários, inclusive dos indispostos entre si, que se aglutinarão em torno de sua maléfica figura. As falsas religiões descobrirão nele traços da divindade que adoram e em volta dele se dará uma convergência ecumênica universal. Quando se revelará ele aos homens? Virá em nossos dias? Ou só veremos a manifestação de alguma prefigura? O bem-aventurado achava que a marcha extremamente avançada da Revolução prepara diretamente sua iminente aparição.
Porque Deus, na sua misericórdia – dizia ele –, enviaria alguém revestido da missão de Elias profeta, para converter as nações e lhes conceder um derradeiro período de paz e de ordem. Quase meio século antes das aparições de Nossa Senhora em Fátima, o bem-aventurado pressentia profeticamente aquilo que Nossa Senhora anunciou aos três pastorzinhos: depois de grandes castigos corretivos, o mundo se converterá e terá paz. Quer dizer, virá o reino triunfal do Imaculado Coração de Maria.(Cfr. Antonio Augusto Borelli Machado, Fátima – Mensagem de tragédia ou de esperança?, ArtPress, SP, 46ª ed., 1997). Nesta perspectiva, tudo o que toca ao Anticristo está num suspense. Para tentar decifrá-lo, o Beato Palau voltava sua mente para os mistérios que envolvem o grande profeta do Carmo e sua vinda futura para combater o próprio Anticristo. |
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