Páginas

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Alerta Total

Alerta Total


O irresponsável começo de corrida eleitoral

Posted: 10 Aug 2017 03:46 AM PDT


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A Crise Estrutural continua. A recessão, idem. Temer também, do jeito que dá... A politicagem toca "reformas" que podem causar mais prejuízos políticos e econômicos. Todas as classes sociais sofrem com a violência, a insegurança e a impunidade. A maioria perde a paciência, porém ainda não reage com força suficiente para deflagrar mudanças. É neste cenário de incertezas que embarcamos em um irresponsável começo de campanha eleitoral antecipada de 2018.

Está escancarada a temporada de brutais ataques verbais e de traições programadas, temperadas com muito populismo e mentiras. Com pouquíssima chance de vitória – porque sua rejeição é gigantesca -, Luiz Inácio Lula da Silva (ultimamente quietinho) disputará o Palácio do Planalto por puro desespero. Sob risco de várias condenações, mas aproveitando que o tal "transitado em julgado" vai demorar muitos anos para se efetivar, Lula terá "direito" a entrar na corrida presidencial. Afinal, tudo é possível no Brasil que tem um deputado presidiário – durante o dia "legisla" e à noite dorme na cadeia. Por que um Presidente não pode fazer o mesmo na terra sob domínio do Crime Institucionalizado?

Além do companheiro $talinácio, já são candidatos declarados ao lugar de Michel Temer, com alguma chance eleitoral: Jair Bolsonaro, Ciro Gomes e Álvaro Dias. João Dória é, por enquanto, o candidato envergonhado. Como o PSDB, merecidamente, está mais perdido que freira no prostíbulo, a candidatura do prefeito paulistano já nasce morta e ainda sofrerá muita sabotagem. O Sindicato das Galinhas já protesta contra o abusivo uso de ovos contra Dória. O mercado eleitoral ameaça inventar um candidato com o perfil doriano, porém sem vínculo político-partidário tradicional, mas com muita força midiática. Nada custa ficar de olho em um Luciano Huck...

Nas redes sociais, quem desponta como grande favorito é Jair Bolsonaro. A mídia tradicional faz o diabo para impedir que ele tenha o mínimo espaço. No entanto, não dá para brigar com a realidade. Bolsonaro hoje representa o canal de insatisfação contra a insegurança e a impunidade. A grande dúvida é se um candidato de um partido pequeno, o "Patriota", aguentará tanta pressão contrária, junto com uma previsível sabotagem. Bolsonaro tem muita força no mundo virtual da Internet – que hoje tem mais influência que a velha televisão. Á pensou se o Supremo Tribunal Federal condená-lo por aquela farsa do estupro verbal da petista Maria do Rosário? Uma reação surpreendente pode deflagrar o processo de mudança no Brasil.

Por enquanto, é irresponsável antecipar a eleição de 2018. A politicalha não se importa com isto. Levará o troco do eleitorado, com sede de vingança contra tanto corrupto profissional.

Canalhice pura  



Franco atirador


Constrangimento



Colabore com o Alerta Total

Os leitores, amigos e admiradores que quiserem colaborar financeiramente com o Alerta Total poderão fazê-lo de várias formas, com qualquer quantia, e com uma periodicidade compatível com suas possibilidades.

Nos botões do lado direito deste site, temos as seguintes opções:

I) Depósito em Conta Corrente no Banco do Brasil.
Agência 4209-9, C/C: 9042-5, em favor de Jorge Serrão.

II) Depósito em Conta Poupança da Caixa Econômica Federal ou em agências lotéricas: 2995 013 00008261-7, em favor de Jorge Serrão.

OBS) Valores até R$ 9.999,00 não precisam identificar quem faz o depósito; R$ 10 mil ou mais, sim.

III) Depósito no sistema PagSeguro, da UOL, utilizando-se diferentes formas (débito automático ou cartão de crédito).

IV) Depósito no sistema PayPal, para doações feitas no Brasil ou no exterior.

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 10 de Julho de 2017.

Sem assunto, miro no Defunto

Posted: 10 Aug 2017 03:22 AM PDT


"País Canalha é o que não paga precatórios"

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Dei tratos à bola; espremi o bestunto.

O que mais falar de um regime defunto?

A Onça o que espera; que viremos presunto?

Enfiar-nos-ão pela goela impostos até nos tornar uma Venezuela? Cidadãos estejamos a postos.

Toda maldade traz a sequela.

Pro vampiro, suco de ciriguela; pro boiola, suco de graviola.

O fedor do cão egresso já é indisfarçável.

O do judas ciário é de carne podre.

O desgoverno naufraga, vítima de opróbrio e praga.

Na república do faz de conta, os estragos são de grande monta.

Até o dia do tumulto, da revolta do povo inculto, não vê seu fim o bandido estulto.

Eleicães, instituicães e outras besteiras são vãs tentativas de o sol tapar com peneiras.

Já está combinada a senha. Uma singela musiquinha que da sabedoria popular se herda:

Chamaram o meu boi de espalha merda!

O defunto vai cantar para subir!


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Fica o dito pelo não dito

Posted: 10 Aug 2017 03:41 AM PDT


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Victor Abramo

É tiro e queda. Ninguém escapa da imensa sabedoria contida nos ditados ou nos chamados ditos populares. Também pudera, são necessários muitos e muitos séculos de observação para alcançar tamanho nível de conhecimento sobre a natureza humana e descobrir, por exemplo, que devagar se vai ao longe e o apressado come cru ou pega as sobras. Tal método é mesmo pau pra toda obra e tão certo quanto dois e dois são quatro. Afinal, há muito mais segredos entre o céu e a terra do que pressupõe nossa vã filosofia.

Pra início de conversa é preciso entender que beleza não põe mesa e que laranja madura, na beira da estrada, tá bichada ou tem marimbondo no pé, o que equivale a dizer que é preciso desconfiar de toda facilidade para não acabar metendo os pés pelas mãos ou botando os carros à frente dos bois. Por isso observar criteriosamente o que acontece ao redor é tão importante, pois tá na cara que uma imagem vale muito mais do que mil palavras.

Também não pense que dá para levar tudo a ferro e fogo. Tenha sempre em mente que muito provavelmente a persistência sempre levará vantagem sobre a brutalidade, do mesmo modo que água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Mudar a natureza das coisas nunca é fácil, pois pau que nasce torto cresce e morre torto. O que absolutamente não quer dizer que não possa ter seu charme, já que para quem de fato ama, o feio bonito lhe parece.

Tenha certeza de que em nosso dia a dia sempre está em vigor a lei da ação e reação, e por isso mesmo quem com ferro fere com ferro será ferido, ou pior, vai parar sete palmos abaixo da superfície da terra, metido naquele paletó de madeira. O melhor mesmo pra quem pratica essa observância natural é agir com generosidade, pois quem dá aos pobres empresta a Deus e é dando que se recebe. Será? Confesso que tenho cá minhas dúvidas.

De vez em quando as coisas parecem fora de lugar, assim como muitas vezes em casa de ferreiro se usa espeto de pau. Não, definitivamente ninguém deve cair no perigoso atoleiro do menosprezo, pois em terra de cego o caolho é rei e manda e desmanda ao seu bel prazer, ditando regras como aos amigos mais chegados o arquivamento do processo. E aos inimigos, todo o rigor da lei.

Só não acredito mesmo é nessa coisa de que os últimos serão os primeiros e um dia você, assim como eu, chega lá. Desconfio que o sentido óbvio desse dito tenha se perdido ao longo do tempo, e na realidade seja os últimos serão os primeiros a desistir e quem está na frente, estes sim, chegam lá, seja esse lá aonde for e custe a passagem quanto custar.


Pronto. Acabei de dizer que nem mesmo a imensa sabedoria popular está imune a mudanças. Aliás acho que o termo imune é o ó do borogodó desse mundo virtual do Século XXI, pois me faz lembrar da persistência da famigerada imunidade parlamentar e, via de regra, remete a um ditado popular que, adaptado aos dias de hoje, ficaria mais ou menos assim: ladrão de gravata que rouba ladrão de gravata fere o decoro, enche o bolso e sempre escapa.

Diante de tudo o que aqui foi dito, e ditado, fica a nítida impressão de que só nos resta partir para uma grande mobilização nacional com o intuito de provar que, sim, a união faz a força e a voz do povo é a voz de Deus. Quem sabe dessa forma mostramos de uma vez por todas a essa corja de larápios que o que aqui se faz, aqui se paga, e não aceitamos cheque de contas em paraísos fiscais, cartão de crédito em nome de laranjas, dólares encontrados na cueca de quem quer que seja e muito menos panetones.


Victor Abramo é Jornalista.

Manifesto contra a Bandidolatria

Posted: 10 Aug 2017 03:20 AM PDT


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por vários autores

Manifesto sincero ao povo brasileiro de alguns profissionais do Direito realmente preocupados com as vítimas e a segurança pública.

Nós, operadores do Direito realmente preocupados com a segurança pública, com o direito de ir e vir das pessoas, com a vida das pessoas de bem e não só dos bandidos, preocupados especialmente com as vítimas e não só com seus algozes, queremos revelar certas verdades a você, cidadão que sustenta o Estado e tem se enganado com ele e com certas entidades, certos professores, certos  "especialistas" e outros que parecem não querer que você saiba de certas coisas. Mas você saberá agora que muita coisa do que você tem sido induzido a pensar NÃO É VERDADE! VOCÊ TEM SIDO ENGANADO!

Você pensa que estão fazendo um novo código penal para diminuir a IMPUNIDADE e melhorar a segurança pública, mas o que está em andamento torna a LEI PENAL MAIS BRANDA e ainda dá salvo-conduto a desordeiros e terroristas fazerem o que quiserem sem responderem na Justiça.  É O QUE ELES CHAMAM DE REFORMA DO CÓDIGO PENAL: QUE SÓ VAI AUMENTAR A IMPUNIDADE...

Você pensa que estão preocupados com os crimes nas ruas, os assassinatos, os assaltos, com a impunidade, mas eles estão tentando tirar criminosos perigosos da prisão e colocá-los nas ruas, aumentando o perigo para os cidadãos e alegando presídios cheios, enquanto ao mesmo tempo são contra construir novos presídios parecendo que querem continuar a ter a mesma alegação pra continuarem soltando. É O QUE ELES CHAMAM DE DESENCARCERAMENTO: BANDIDOS SOLTOS E VOCÊ PRESO EM CASA COM MEDO, OU CORRENDO RISCO NA RUA.

Você pensa que eles se preocupam com sua vida, mas criaram uma audiência que resultou no aumento daqueles casos em que o marginal perigoso é imediatamente solto e faz outras vítimas nos dias seguintes.  É O QUE ELES CHAMAM DE AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA.

Você pensa que estão fazendo mudanças no Código de Processo Penal para que ele facilite a apuração da verdade, e que se evite impunidade, e que se evite o deboche da justiça, e que se dê algum consolo à família das vítimas.  Mas o que estão fazendo é PROIBIR que o Ministério Público possa expor certas verdades.  É colocar número par de jurados e decretar que o empate pode absolver, para aumentar as chances de salvar assassinos. É permitir que a defesa fale duas vezes enquanto o MP só fala uma.  É proibir que se leiam depoimentos do inquérito que foram produzidos antes das testemunhas serem ameaçadas, antes delas estarem com medo, antes delas serem compradas... É O QUE ELES CHAMAM DE PROCESSO PENAL DEMOCRÁTICO: DEVIAM CHAMAR DE PROCESSO PENAL DEMOCIDA (AQUELE QUE EXTERMINA O POVO).

Você pensa que estão fazendo uma lei para evitar o abuso de autoridade de qualquer um, mas ELES ESTÃO MESMO É FAZENDO UMA LEI QUE SÓ ATINGE PROMOTORES, POLICIAIS E JUÍZES e voltada a garantir que qualquer criminoso faça represálias sem fundamento contra quem ousar promover justiça. É O QUE ELES CHAMAM DE NOVA LEI DO ABUSO DE AUTORIDADE: SÓ VAI ATINGIR A  AUTORIDADE  QUE ATUA DE FORMA JUSTA E EFICIENTE.

Você pensa que eles querem Democracia e Justiça, mas eles criam uma proposta de Lei, VIOLANDO A CONSTITUIÇÃO, para punir promotores e juízes que deles discordarem, acusando-os da indefinida conduta – que serve pra tudo, quando se quiser—de violar prerrogativas da classe-- e ainda permitindo que, contra a Constituição, uma corporação possa fazer procedimentos inconstitucionais contra promotores, juízes e policiais.  É O QUE ALGUNS CHAMAM DE GARANTIR AS PRERROGATIVAS DA CLASSE: PARA QUE SE POSSA CONSTRANGER PROMOTORES, JUÍZES E POLICIAIS E DEIXÁ-LOS COM MEDO DE CONTRARIAREM VOLUNTARISMOS ILEGAIS E CHICANAS E TORNA A CLASSE A MAIS PODEROSA E DIFERENCIADA DO PAÍS...

Você pensa que eles querem garantias para você, cidadão, mas eles só querem que não haja punições de verdade, só querem garantir criminosos... É O QUE ELES CHAMAM DE GARANTISMO, NO BRASIL: QUE TEM GERADO CADA VEZ MAIS IMPUNIDADE DA FORMA QUE APLICAM.

Enfim, você pensa que eles querem te proteger, mas QUASE TODAS AS MEDIDAS SÃO PARA PROTEGER CRIMINOSOS E GARANTIR IMPUNIDADE.
Pelas obras e pelos frutos você verá melhor quem é quem: PRESTE SEMPRE ATENÇÃO. Em breve falaremos mais, revelaremos mais, explicaremos mais. Este é só o primeiro dos manifestos.

"Quem poupa o lobo sacrifica as ovelhas" (Victor Hugo)

Bandidolatria mata.

Desencarceramento mata.

Impunidade mata.

ASSINAM:

1. Adriana Costa MPRS
2. Adriana de Farias Pereira MPF
3. Adrianni Fátima Falcão Santos Almeida MPGO
4. Adriano Alves MPM
5. Adriano Dutra Gomes de Faria  MPMG
6. Ailton Benedito de Souza MPF
7. Alencar José Vital  MPGO
8. Alessandra Bastian da Cunha MPRS
9. Alexandre Schneider MPF
10. Alexandre Sikinowski Saltz MPRS
11. Allan Sidney do Ó Souza MPMT
12. Amanda Giovanaz MPRS
13. Ana Carolina de Quadros Azambuja MPRS
14. Ana Cláudia Lopes MPMG
15. Ana Cristina Carneiro Dias MPMS
16. Ana Cristina Silva MPM
17. Ana Maria Saldanha Gontijo MPRO
18. André Costa MPRS
19. Andrea Bernardes de Carvalho MPDFT
20. Andrea Silva Uequed MPRS
21. Andrei Mattiuzzi Balvedi MPF
22. Andréia Hermínia Aliatti MPRS
23. Antônio Kepes MPRS
24. Antonio Sergio Cordeiro Piedade. MPMT
25. Assuero Stevenson pereira Oliveira MPPI
26. Bárbara Pinto e Silva MPRS
27. Bill Jerônimo Scherer MPRS
28. Bruna Maria Borgmann MPRS
29. Bruno Amorim Carpes.MPRS
30. Bruno Bonamente MPRS
31. Bruno Stibich MPRJ
32. Camila Santos da Cunha MPRS
33. Carlos Frederico Oliveira Pereira MPM
34. Carmem Elisa MPRJ
35. Carmem Lúcia Garcia MPRS
36. Caroline Gianlupi MPRS
37. Cassiano Marquart Corleta MPRS
38. César Danilo Ribeiro de Novais MPMT
39. Charles Emil Machado Martins MPRS
40. Christiane Monerat MPRJ
41. Clarisier Morais MPF
42. Cláudia Lúcia Bonetti MPRS
43. Cláudia Rodrigues de Morais Piovezan MPRS
44. Cláudia Rodrigues MPRS
45. Cláudio Rafael Morosin Rodrigues MPRS
46. Cláudio Rogério Ferreira Gomes MPMS
47. Cristiano Salau Mourão MPRS
48. Daniel Barbosa Fernandes MPRS
49. Daniel Sperb Rubin MPRS
50. Daniela Tavares da Silva Tobaldini MPRS
51. Debora Balzan MPRS
52. x-x-x-x-x
53. Denise Sassen Girardi de Castro MPRS
54. Diego Pessi MPRS
55. Diogo Gomes Taborda MPRS
56. Diogo Hendges MPRS
57. Dirce Soler MPRS
58. Divino Donizette MPF
59. Domingos Sávio Tenório de Amorim MPF
60. Douglas Araújo MPF
61. x-x-x-x-x-
62. Eduardo Buaes Raymundi MPRS
63. Eduardo Paes Fernandes  MPRJ
64. Eugênio Paes Amorim MPRS
65. Evandro Lobato Kaltbach MPRS
66. Fernanda Soares Pereira MPRS
67. Fernando César Sgarbossa MPRS
68. Fernando de Araujo Bittencourt
69. Fernando Freitas Consul MPRS
70. Flávia Ferrer MPRJ
71. Flavio Eduardo de Lima Passos MPRS
72. Frederico Carlos Lang MPRS
73. Frederico César Batista Ribeiro MPMT
74. Gisele Ferrarini Advogada SP
75. Gleade Pereira Souza Maia MPMT
76. Goiaci Leandro de Azevedo Júnior MPSP
77. Graziela Vieira Lorenzoni MPRS
78. Guilherme Martins de Martins MPRS
79. Gustavo Fava Ferrari MPRS
80. Henrique Golin  MPGO
81. Ione de Souza Cruz MPM (aposentada)
82. Isabel da Costa Franco Santos MPRS
83. Ivonete Bernardes MPMT
84. Jackeliny Ferreira Rangel  MPMG
85. Jader Costa Professor de Direito Penal
86. Janine Rosi Faleiro. MPRS
87. Janor Lerch Duarte
88. João Pedro Togni. MPRS
89. Joel Oliveira Dutra MPRS
90. José Antônio Varaschin Chedid Juiz de Direito SC
91. José Carlos Borsói Advogado SP
92. José Eduardo Coelho Corsini. MPRS
93. José Garibaldi E.S. Machado MPRS
94. José Leão Júnior MPF
95. Júlia Flores Schütt MPRS
96. Juliana Maria Giongo MPRS
97. Karina Mariotti MPRS
98. Karine Camargo Teixeira MPRS
99. Karla Dias Sandoval Mattos Silva MPES
100. Katie de Sousa Lima Coelho MPDFT
101. Laís Liane Resende MPMT
102. Leo Mario Heidrich Leal MPRS
103. Leonardo Faccioni Vargas Advogado
104. Leonardo Giardin MPRS
105. Leonardo Giron MPRS
106. Letícia Elsner Pacheco de Sá MPRS
107. Lisiane Villagrande Veríssimo da Fonseca MPRS
108. Lívia Luz Farias MPBA
109. Lúcia Helena de Lima Callegari MPRS
110. Luciana Medeiros Costa MPDFT
111. Luciano Alessandro Winck Gallicchio MPRS
112. Ludmila Lins Grilo Juíza-MG
113. Luís Alexandre Lima Lentisco MPMT
114. Luís Carlos Prá MPRS
115. Luiz Antonio Barbara DiasMPRS
116. Luiz Eduardo de Oliveira Azevedo MPRS
117. Luiz Felipe Carvalho MPM
118. Manoel Figueiredo Antunes MPRS
119. Marcelo Araújo Simões. MPRS
120. Marcelo Augusto Squarça MPRS
121. Marcelo Machado Advogado SP
122. Marcelo Ries MPRS
123. Marcelo Tubino Vieira MPRS
124. Marcelo Vicentini Advogado RS e ex-professor da PUCRS e UFRGS
125. Marciel Backes
126. Márcio Abreu Ferreira da Cunha MPRS
127. Marcio Roberto Silva de Carvalho MPRS
128. Márcio Schlee MPRS
129. Marcos Eduardo Rauber MPRS
130. Marcos Reichelt Centeno MPRS
131. Maria Emília Moraes Araújo MPF
132. Maria Ester Henriques Tavares MPM
133. Mariana Coelho Brito MPGO
134. Matheus Macedo Cartapatti MPMS
135. Michele Taís Dumke Kufner MPRS
136. Mônica Marques MPRJ
137. Nathália Swoboda Calvo MPRS
138. Orlando Brunetti Barchini e Santos MPSP
139. Patrícia de Oliveira Robortella Advogada SP
140. Paulo Estevam Araújo MPRS
141. Rafael Thomas Schinner MPRJ
142. Rafaela Hias Moreira Huergo MPRS
143. Raphael Perisse MPF
144. Raquel Marconi Advogada
145. Renata de Andrade santos  MPMG
146. Renata Lontra de Oliveira MPRS
147. Renata Pinto Lucena MPRS
148. Renato Barão Varalda MPDFT
149. Renato Teixeira Rezende MPMG
150. Roberto José Taborda Masiero MPRS
151. Robson Jonas Barreiro MPRS
152. Rodrigo Curti MPAC
153. Rodrigo de Magalhães Rosa MPDFT
154. Rodrigo Luiz Bernardo Santos MPF
155. Rodrigo Mendonça Pinto dos Santos MPRS
156. Rodrigo Merli Antunes MPSP
157. Rogério Leão Zagallo MPSP
158. Rômulo Paiva Filho MPMG
159. Ronaldo Lara Resende MPRS
160. Ruth Kicis Torrents Pereira MPDFT
161. Sandra Caramello dos Reis Advogada SP
162. Sergio Cunha de Aguiar Filho. MPRS
163. Sérgio Fernando Harfouche MPMS
164. Sérgio Luiz Rodrigues MPRS
165. Sheila Tavares Advogada SP
166. Silvia Regina Becker Pinto MPRS
167. Silvio Miranda Munhoz MPRS
168. Sílvio Rodrigues Alessi Júnior MPMT
169. Simone Sibílio do Nascimento MPRJ
170. Stefano Lobato Kaltbach MPRS
171. Susana Cordero Spode MPRS
172. Thomás Henrique de Paola Colletto MPRS
173. Tomás Busnardo Ramadan MPSP
174. Ursula Catarina Martins Micherian Advogada SP
175. Vera Bogalho Frost Vieira MPMS
176. Vercilei Lino Sirena MPRS
177. Walmor Alves Moreira MPF/SC
178. Werner Dias de Magalhães MPSP
179. Wesley L. Vaz  MPMG
180. Wesley Miranda Alves MPF
181. Yeda Christina Ching San Fillizola Assunção Juíza RJ

A Conceitualização do Socialismo

Posted: 10 Aug 2017 03:18 AM PDT


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Defesa da Tese de que, nos dias de hoje, ser um conservador autêntico significa ser revolucionário. (Desconheço o autor)

---------------------

O impacto catastrófico das políticas de livre mercado no Leste, a deterioração da Social-Democracia e o reexame da experiência stalinista proporcionam parâmetros capazes de gerar novas propostas revolucionárias ou progressistas. Não obstante, a nova política não deve basear-se apenas  em interesses econômicos e organizacionais, mas também em princípios éticos. A rigor, a Esquerda só terá sentido como força política se resistir à tentação do individualismo do livre mercado e voltar a conservar os vínculos de classe, comunidade e tradições como elementos essenciais a uma ação coletiva.

Existem pelo menos 4 formas distintas de conceitualizar a experiência socialista:
                   1) os modelos; 2) as utopias e os sonhos; 3) as experiências históricas; 4) as experiências contemporâneas.

O problema fundamental dos modelos é que eles extrapolam o contexto mundial histórico no qual se desenvolve um determinado processo político. O caso da União Soviética é clássico. Por várias décadas a URSS constituiu-se na experiência modelo  da revolução e da construção socialista  para importantes setores da Esquerda. Países com diferentes estruturas de classe, modelos históricos, sistemas estatais e tradições culturais e políticas viram-se forçados a ajustar-se à nova ordem estabelecida em outubro de 1917: uma classe operária fundada nos sovietes e organizada por um partido de vanguarda.          

Da mesma forma, países com diferentes recursos e dimensões geográficas, diferentes especializações produtivas e inserções em economias regionais e globais foram obrigados a adequar-se à industrialização fundada na produção de bens de capital. O resultado final foi desastroso. Nenhum partido foi capaz de fazer uma revolução ou construir uma economia viável a partir da adoção do modelo soviético. Revoluções comunistas bem sucedidas como as da China e do Vietnã comprovam essa afirmação: ambas desviaram-se profundamente dos ditames de Moscou.

Hoje em dia, é comum os esquerdistas referirem-se ao Socialismo como utopia  ou sonho: como uma trama de relações e condições ideais que contestam criticamente o presente. As utopias estão desvinculadas das realidades atuais e os que sonham  com elas provam ser incapazes de combinar as condições de lutas de hoje com um caminho rumo a uma utopia futura. As utopias estão também desvinculadas dos processos sociais contemporâneos.

Muitas pessoas sonham com utopias durante os fins de semana, mas empregam nos dias úteis as suas energias para trabalhar em consonância com os objetivos e meios do sistema vigente. Assim, as utopias servem para que os indivíduos separem suas ações diárias de seus ideais futuros. Em certo sentido, a especulação utópica serve como uma luva aos interesses conservadores, por ser uma confissão de sua impotência para mudar o presente e, portanto, incapaz de apresentar opções progressistas.

Falar de utopia significa desvincular, abdicar da responsabilidade de oferecer opções progressistas hoje. A principal função da utopia é terapêutica, pois permite ao indivíduo - geralmente um intelectual - manter uma identidade distinta da dos conservadores e, ao mesmo tempo, submeter-se à sua dominação.
                 
                   - O Planejamento e o Estado

O planejamento central estendeu-se pelo mundo inteiro por intermédio das corporações multinacionais, ao mesmo tempo em que os meios de comunicação de massa celebram a morte  do planejamento central nos antigos países comunistas. Os críticos do planejamento central nunca mencionaram  as ineficiências  do planejamento central privado. Muito pelo contrário, a reestruturação global planejada centralmente  foi aclamada como uma inovação que remete a uma nova etapa avançada do Capitalismo. A diferença crucial entre o Socialismo e as multinacionais diz respeito a quem planeja, para que planeja  e através de que meios o faz, não importando saber se o planejamento central é anacrônico ou um fracasso.

O planejamento socialista democrático centralizado determina as necessidades sociais básicas da população e aloca os recursos econômicos para a sua satisfação. Em contrapartida, o planejamento capitalista centralizado investe em áreas que asseguram os maiores lucros aos donos do capital.

No outro extremo da escala, o planejamento socialista democrático reflete o poder da sociedade civil ou das novas classes hegemônicas de operários, agricultores e consumidores na configuração da distribuição econômica, contrariamente ao planejamento central comunista, que subordinava a sociedade civil às exigências do aparelho estatal. Compreender a relação da sociedade civil com o Estado é fundamental para distinguir entre o planejamento democrático e o planejamento comunista. Em ambos os casos, a criação e implementação do plano dependerão da legitimidade da respectiva autoridade, isto é, do fato de ter ela sido eleita democraticamente ou designada por via burocrática.

                   - Repensando o Stalinismo

Poder-se-ia argumentar que o socialismo foi um fracasso retumbante, universalmente reconhecido nesse sentido.

Em todo o Leste Europeu e nos países sucedâneos da União Soviética, o enorme contraste entre a queda brusca da receita, a criminalidade descontrolada, os exércitos de desempregados, as aviltantes pensões pagas aos aposentados e o estado de prosperidade de outrora, a segurança pessoal e a estabilidade no emprego durante o regime comunista, sugerem a necessidade de uma reflexão sobre as virtude da política do livre-mercado promovida pelos governos ocidentais e seus adeptos nas esferas regionais e locais.

Do ponto de vista teórico, fica claro que a vitória política do Ocidente e o predomínio do livre-mercado constituem uma regressão histórica; basta observar as sangrentas guerras étnicas, o persistente e total saque das economias, o desperdício do trabalho qualificado e científico e a deterioração da vida pública.

Há experiências históricas positivas, que em perspectiva histórica comparativa assinalam claramente as vantagens da propriedade social - inclusive sob condições burocráticas - sobre as condições existentes no regime de livre-mercado. Pedir uma reavaliação do Stalinismo não significa defender o antigo regime repressor, mas destacar a experiência social positiva que serve como referência na criação de um novo regime político: o fato de que a propriedade social produz efetivamente conseqüências favoráveis, contrariamente ao Capitalismo.

Esse raciocínio pode ser ampliado. Foram as medidas positivas de bem-estar social dos países comunistas  que impulsionaram os países capitalistas ocidentais a formular programas de bem-estar para enfrentar a concorrência ideológica com o Leste.

Não é mera coincidência o fato de que a eliminação da alternativa comunista de promoção de bem-estar levou os regimes ocidentais a desmantelar seus programas de bem-estar social. O sentido mais profundo da derrota do Comunismo é o ataque frontal a uma classe operária politicamente desarmada e enganada. Declarou-se que o bem-estar social comunista era inoperante, que os regimes policialescos - Stalinismo -  e o Estado de bem-estar eram a mesma coisa e que toda a experiência histórica não-capitalista foi um desastre absoluto.

É chegado o momento de acabar com essas fraquezas intelectuais, essas posições doutrinárias e a-históricas, porque no Ocidente há poucas experiências de democracias sociais  que persistem como pontos de referência para a revitalização de práticas socialistas democráticas.

                   - A Decadência da Social-Democracia

Hoje em dia são muitos os que falam do pós-comunismo e da necessidade de renovar as idéias socialistas e pensam em uma Social-Democracia liberal, que tem sido vacilante desde os primeiros anos do século. A Social-Democracia atravessa hoje uma profunda transformação em sua vertente do Sul da Europa, embora não exclusivamente lá.

Não me refiro somente às mudanças nos programas socioeconômicos, à sua adaptação à austeridade neoliberal e aos corte sociais, mas principalmente à sua decadência ética. É possível reconstituir as mudanças políticas nos últimos 40 anos, desde as primeiras lutas destinadas a melhorar as condições das classes operárias para estimular a cidadania, até os mais recentes esforços de subordinação do trabalho e desmantelamento do Estado do bem-estar em nome do livre-mercado.

O rumo tomado pela Social-Democracia na direção do Liberalismo tem sido acompanhado pela perda do idealismo, da obsessão pelo poder, pelo enriquecimento pessoal e pelos vínculos com os ricos e poderosos. Daí para a malandragem, as ligações com a máfia e os especuladores é um pequeno passo. Os escândalos de corrupção maciça que atingiram os partidos social-democratas na Espanha, na França, na Itália e na Alemanha refletem a profunda relação entre a política e a ética.

A Social-Democracia do Sul da Europa estebeleceu vínculos com banqueiros, especuladores imobiliários e gangsters  e não com capitalistas produtivos responsáveis pela criação de indústrias geradoras de empregos. Depois da transição da Social-Democracia para o Liberalismo, veio a transição para a fraude política.

Os rituais das convenções partidárias foram mantidos, De um modo perverso, procurou-se preservar o simulacro de uma fachada social-democrata. Há fotos de líderes socialistas espanhóis envolvidos em fraudes gigantescas, cantado a Internacional. Sérias acusações pendem contra Betino Craxi, Felipe Gonzalez, Alan Garcia, Carlos Andrés Perez ou detentores de cargos elevados por eles nomeados.

A decadência ética da Social-Democracia é hoje um fato de primeira grandeza. Além de adaptar-se à economia liberal, comprometeu-se a tal ponto em termos morais que quaisquer esforços para reciclar suas fórmulas moribundas devem ser descartados.

                   - Conservadorismo e Revolução Contra a Modernidade Liberal

Ser um conservador autêntico nos dias de hoje significa ser revolucionário. Valendo-se de todos os recursos disponíveis, o Liberalismo de livre-mercado lançou um ataque maciço contra os países, as comunidades, as classes sociais e até mesmo contra a família. A transferência de recursos financeiros, do capital e, principalmente do trabalho para novos centros de concentração dizimou as economias nacionais.

Cresceram e prosperaram os centros internacionais onde operam os circuitos financeiros e econômicos mais importantes, ao passo que estão desprovidas de riqueza, trabalho e benefícios sociais as províncias, as cidades onde vive a classe operária. O tradicional arrocho das economias nacionais no espartilho foi substituído por um gigantesco poder internacional. O mercado nacional é um apêndice das estratégias econômicas adotadas pelo Estado Imperial e pelas empresas multinacionais. A república passou a ser subordinada ao império, as províncias da periferia converteram-se em sucessão de regiões empobrecidas e dominadas pelas metrópoles urbanas. Assim, a conservação da república contra a tentação imperial seria uma postura revolucionária.

O mercado internacional, força propulsora do Liberalismo, destruiu as comunidades e o tecido social na sua íntegra. Então, ser revolucionário significa preservar a comunidade contra a investida da modernidade  do livre-mercado.

A decisão das corporações multinacionais de transferir suas operações no exterior para outras regiões ou de transformar a sua atividade em serviços financeiros foi a força mais destrutiva que se abateu sobre bairros, famílias e comunidades inteiras. As doutrinas do livre-mercado minaram toda e qualquer relação não-vinculada ao mercado. Em decorrência da restrição da oferta de empregos na indústria, grandes comunidades urbanas converteram-se em áreas desertas do ponto de vista social.

Há uma relação direta entre a desindustrialização e o trabalho mal-remunerado, o desemprego, a desagregação familiar, a gravidez na adolescência, o elevado índice de criminalidade e a proliferação das drogas. Nesse sentido, conservar a família e a comunidade significa engajar-se na luta contra a modernidade do livre-mercado.

Em resumo, o paradoxo atualmente mais evidente afirma que ser revolucionário requer ser conservador, ou seja, defender a solidariedade comunitária e de classe bem como o estabelecimento de relações pessoais profundas contra a modernidade do livre-mercado, baseada em indivíduos atomizados, no consumismo e em relações transitórias. Sem estes vínculos primários e secundários, não se pode levar a cabo qualquer movimento progressista ou ação sociopolítica coerente.

O segundo paradoxo reside no fato de que uma parcela substancial dos intelectuais de Esquerda critica as doutrinas políticas do livre-mercado, embora cultive seus valores e adote um estilo de vida derivado dessas doutrinas. Para enfrentar a hegemonia do livre-mercado é essencial reconhecer esse paradoxo e esforçar-se para inibir as suas conseqüências negativas.

Em todo o mundo, particularmente na América Latina, pode-se vislumbrar no horizonte um crescimento dos movimentos que desafiam grandemente as doutrinas liberais. As condições socioeconômicas e políticas geram uma enorme gama de opções políticas, desde as reformistas pragmáticas até os movimentos revolucionários sociopolíticos. Neste contexto objetivo, uma questão fundamental é a elaboração de uma resposta subjetiva coerente. Os diversos traumas que minaram as experiências socialistas já não são mais os poderosos fatores de há poucos anos.

O impacto catastrófico das políticas de livre-mercado no Leste, a deterioração da Social-Democracia e o reexame da experiência stalinista proporcionam parâmetros capazes de gerar novas propostas revolucionárias ou progressistas. Não obstante, a nova política não deve basear-se apenas em interesses econômicos e organizacionais, mas também em princípios éticos. A rigor, a Esquerda só fará sentido como força política se resistir à tentação do individualismo do livre-mercado e voltar a conservar os vínculos de classe, comunidade e tradições como elementos essenciais a uma ação coletiva.

O QUE NÃO É O SOCIALISMO

É mais fácil definir o socialismo especificando o que ele não é. O socialismo não é, segundo LESZEK KOLAKOWSKI:

uma sociedade na qual é crime ser irmão, filho ou cônjuge de um criminoso;
uma sociedade na qual alguém possa ser infeliz porque diz o que pensa, e um outro possa estar feliz porque não diz o que pensa;
uma sociedade em que alguém possa estar melhor ainda porque não pensa nada sobre coisa alguma;
um Estado cujos soldados são sempre os primeiros a penetrar no território de um outro país;
um Estado em que qualquer um possa ser condenado sem julgamento;
um Estado em que qualquer cidadão é potencialmente suspeito de alguma coisa;
um Estado cujos dirigentes se nomeiam, eles próprios, aos seus cargos, e nomeiam seus parentes para outros cargos;
um Estado que não permite a seus cidadãos viajarem para o exterior;
um Estado cujos vizinhos amaldiçoam a geografia;
um Estado que produz excelentes armas e péssimos sapatos;
um Estado em que os advogados de defesa estão sempre de acordo com o promotor;
um Estado que dita aos pintores as regras de como pintar e outorga prêmios a autores que não sabem escrever;
uma Nação que oprime outras Nações;
uma Nação que é oprimida por uma noção;
um Estado que obriga todos os seus cidadãos a terem a mesma opinião sobre Filosofia, Política Externa, Economia, Literatura e Moral;
um Estado cujo governo define os direitos do cidadão, mas a cujos cidadãos é vedado definirem os direitos dos governos;
um Estado em que cada um é responsável por seus ancestrais;
um Estado que assina pactos com criminosos e comete crimes para adaptar sua ideologia a esses pactos;
um Estado que gostaria de ver o seu Ministro do Exterior determinar a opinião pública de toda a humanidade;
um Estado em que toda vontade dos cidadãos é conhecida por seus governantes antes deles formularem qualquer pergunta;
um Estado em que os filósofos e os poetas dizem a mesma coisa que os generais e ministros, sempre um pouco depois destes;
um Estado em que as plantas das cidades são segredos de Estado;
um Estado em que os resultados das eleições são sempre previstos com exatidão;
um Estado que detém o monopólio mundial do progresso e bem-estar;
um Estado em que qualquer cidadão ou qualquer grupo humano pode ser transplantado para outra área residencial, sem qualquer consulta;
um Estado que acredita ser o único em condições de salvar a humanidade;
um Estado que sabe que sempre tem razão;
um Estado que crê que nenhum outro possa resolver melhor nenhum dos problemas existentes;
um Estado que determina quem pode criticá-lo e como;
um Estado em que o governo pode, a cada dia, rejeitar o que afirmou na véspera, acreditando e fazendo crer aos seus cidadãos que nada mudou.

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Da Justiça a clava forte