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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Alerta Total


Alerta Total


Posted: 09 Aug 2017 03:04 AM PDT

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Será que ninguém notou que o Presidente Michel Temer e sua equipe estão usando e abusado de factóides para desviar a atenção sobre a pressão político-criminal e econômica? A cogitação sobre um aumento ainda maior no absurdo Imposto de Renda, com a criação de alíquotas ainda maiores para tungar os assalariados, foi apenas um teste para iludir a opinião pública. Imagina se os políticos iriam aprovar uma redução salarial contra o bolso deles mesmos? Puro humor negro dos gestores do mega-rombo nas contas públicas...

Oficialmente, Temer recuou do aumento na faixa de cobrança do Imposto de Renda que o vinha sendo estudado seriamente pelo time do Presidente paralelo Henrique Meirelles. Se o desgoverno do PMDB – uma continuidade menos truculenta e acuada do petismo – tivesse um mínimo de seriedade, teria a obrigação de corrigir a defasagem de mais de 80 por cento na tabela do "Imposto sobre salário" (que deveria ser o verdadeiro nome do IR, o mais canalha e inútil dos quase 100 tributos tupiniquins). Todo ano o Sindifisco reclama da sacanagem.

Um estudo feito pelos auditores fiscais da Receita Federal resume a safadeza tributária: "Ao não corrigir integralmente a Tabela do IR, o governo se apropria da diferença entre o índice de correção e o de inflação, reduzindo a renda disponível de todos os contribuintes. A correção da Tabela do IR pelo índice integral da inflação evitaria uma distorção comum na política tributária brasileira dos últimos 20 anos: o pagamento de mais imposto de renda, mesmo por aqueles que não tenham auferido ganhos reais. Esta é uma séria ofensa aos princípios da Capacidade Contributiva e da Progressividade, inscritos na Constituição Federal. É, portanto, uma política regressiva, desprovida de um senso maior de justiça fiscal e que, por estas razões, conduz à ampliação das desigualdades distributivas do País".

A conclusão do estudo do Sindifisco merece ser repetida por cada otário obrigado a pagar impostos extorsivos no Brasil: "O contribuinte está pagando mais Imposto de Renda a cada ano devido à defasagem na correção da Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física em relação à inflação oficial. A correção da Tabela do IR pelo índice inflacionário representa tão somente uma obrigação do Governo, no sentido de manter a mesma carga tributária de um exercício para outro. A não correção da Tabela do IR ou sua correção parcial em relação à inflação aumenta a carga tributária e penaliza de maneira mais acentuada o contribuinte de menor renda, notadamente a classe média assalariada. O Sindifisco Nacional defende a correção da Tabela do IR e respectivas parcelas a deduzir, bem como das demais deduções por dependente, pelo índice integral da inflação oficial".

Ninguém se iluda... O Desgoverno continua voraz arrecadador e irresponsável gastador. Por isso, se desistiu (?) de mexer no Imposto de Renda, a vanguarda temerária deseja subir mais impostos, além da recente facada na tributação sobre combustíveis – que tem efeito inflacionário cascata. Dane-se a recessão... É muito provável uma facada maior, cobrando Imposto de Renda sobre lucros e dividendos distribuídos a acionistas, inclusive de microempresas. Também pode ocorrer uma revisão da tributação sobre investimentos no mercado financeiro. Os rentistas vão querer comer o bolo do Temer...

O espantoso é como o brasileiro não se sensibiliza, de verdade, contra as absurdas cobranças de quase uma centena de impostos, taxas, contribuições, além de multas e outros casuísmos inventados pela burocracia para nos assaltar à tributo armado (modalidade hedionda de crime contra a ordem econômica, ainda não prevista no Código Penal do Brasil da Impunidade).

Por que não ocorre um "fogo e fúria" contra os abusivos impostos no Brasil? Talvez porque a maioria da nossa população ainda seja muito bunda mole ou dependente demais das tetas estatais? Ou porque a mídia (corrompida pela publicidade oficial) não ajude a alimentar o sentimento contido de revolta, já que a indústria da comunicação tem o vício da sonegação de impostos?

O fato concreto é que o Brasil precisa ser passado a limpo por uma Intervenção Institucional que redefina e reduza o tamanho e os gastos inúteis da máquina estatal, diminuindo drasticamente a absurda quantidade de impostos cobrados pelo Estado-Ladrão. Sem intervenção, continuaremos na mesma merda de sempre... Os corruptos seguirão rindo da nossa cara...

Lista de perseguidos


Maduragem temerária


Lava grana todo dia... Que agonia...



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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 9 de Julho de 2017.
Posted: 09 Aug 2017 03:00 AM PDT

"País Canalha é o que não paga precatórios"

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

O mais novo lambuzado com ovo, finge-se "amiguinho" do povo.

De quando em vez, o dono do circo de marionetes, precisa mostrar novos bonecos (e novos truques).

Terrível, como Ivan, regurgita ao primeiro zurro de zebra. O som irrita até o mais plácido comedor de chocolate e cão não morde se late.

Vestido o tempo inteiro com pele de cordeiro, se mostra menino bonzinho.

Em grupo de aves depenadas, seu bico mete aonde quer. Não há o que temer por hora, nem do vampiro nem de qualquer outra senhora, que de modo intermitente, surge da selva desmatada por consorte sem sorte.

Mar, inadvertidamente entrado até o limiar da fama, talvez se torne mar de lama, caso acorde por quem o povo clama.

Embora muitos incrédulos pensem morta ou trôpega a felina, a beira mar, mostra que das gentes tem estima.

Vamos esperando ver o fim de um ou outro Fernando (o que está ruim da cachola e o que está na gaiola).

Estamos com Floriano que a coisa não passa do fim do ano.

Os meninos já estão em seus postos. A fúria virá com aumento de impostos.

Bem dizia um antigo pirata: "Estupra mas não mata!"


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador e otário pagador de impostos.
Posted: 09 Aug 2017 02:58 AM PDT

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

O texto abaixo é a transcrição da orelha do livro A MALDIÇÃO DE STALIN, escrito por Robert Gellately (Professor de História da Cátedra Earl Ray Beck, na Universidade Estadual da Flórida. Seus livros foram traduzidos em mais de vinte idiomas e incluem os aclamados "Lenin, Stalin e Hitler, a Era da Catástrofe Social" e "Apoiando Hitler: Consentimento e Coerção na Alemanha Nazista", ambos publicados pela editora Record).--------------------
Quando, graças aos incríveis erros do Kremlin, o ataque alemão pegou a União Soviética desprevenida e a empurrou para a beira da derrota, Stalin logo teorizou que Hitler estava, sem querer, desempenhando um papel revolucionário. A destruição desencadeada pelos nazistas presentearia os comunistas com a primeira oportunidade genuína, desde a Primeira Guerra Mundial de retomar o antigo imperativo leninista de levar a revolução ao mundo.

Stalin e seus camaradas tentaram capitalizar a imensa paixão e os conflitos políticos da guerra. E, ao fazê-lo, foram fundamentais para o início da Guerra Fria e da corrida armamentista.

Nos anos 1950, já tendo se tornado em tudo um ditador, Stalin tendia a empregar o terror como método para governar, justificando-o como maneira de preservar a revolução dos ataques de seus inimigos internos e externos. Ao mesmo tempo fomentava um culto à liderança que o transformou em uma espécie de deus, a inspirar ativistas e simpatizantes ao redor do mundo.

Com base em numerosos documentos originais russos e outras fontes do Leste Europeu, liberados após o fim da União Soviética, além de muitos outros documentos alemães, americanos e ingleses, o historiador best-seller Robert Gellately delineia a origem dessa influência desde o seu período de incubação, durante os primeiros dias da Segunda Guerra Mundial, até a morte de Stalin, em 1955. Examina ainda o papel central desempenhado pelo ditador nesses anos, quando ele e seus seguidores batalharam para implementar o comunismo na Europa e em todo o mundo.

Na esteira da Segunda Guerra Mundial, e com sua ajuda, alguns discípulos impuseram em outros países regimes de estilo stalinista, que variavam apenas nos graus de severidade, repressão e violência. Em lugar algum, todavia, poderia qualquer desses sistemas permitir que liberdades democráticas sobrevivessem. De maneira que, bem depois da morte de Stalin, muitos milhões de pessoas agüentaram nos ombros seu legado como uma pesada cruz, ou como uma maldição. 

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

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