Páginas

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Videversus

Videversus



Morre aos 74 anos a atriz Rogéria, primeiro grande travesti brasileiro

Posted: 04 Sep 2017 10:23 PM PDT


A atriz e cantora Rogéria, primeiro grande travesti brasileiro, morreu na noite desta segunda-feira, no Rio de Janeiro. Rogéria estava internada desde 8 de agosto no Hospital Unimed-Rio devido a um quadro de infecção urinária. O hospital confirmou a morte em decorrência de um choque séptico. A artista estava com a saúde debilitada desde julho, quando chegou a ser internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) também com quadro de infecção urinária. 


Rogéria nasceu em 25 de maio de 1943, no Cantagalo, no Rio de Janeiro, como Astolfo Barroso Pinto. Assumiu nova identidade ao vencer um concurso de fantasias de Carnaval, em 1964. O público ovacionava: "Rogéria!". Na época, era maquiador e atendia por Rogério. Antes de se tornar Rogéria em definitivo, ouviu o conselho de Fernanda Montenegro, a quem costumava maquiar nos estúdios da TV Rio: "Arte independe de sexo. Se você tem talento, não custa nada tentar". 


Figura clássica do showbiz nacional, Rogéria conseguiu romper as fronteiras do gueto reservado aos chamados atores transformistas para brilhar no teatro, cinema e TV. Bem-humorada, se definia como a "travesti da família brasileira". Integrou o elenco de espetáculos como Alta Rotatividade e 7, O Musical. No cinema, fez filmes como O Homem que Comprou o Mundo (1968), de Eduardo Coutinho, O Gigante da América (1978), de Júlio Bressane, e Copacabana (2001), de Carla Camurati, em que interpretou ela mesma. Já na televisão, passou por novelas (Tieta, Paraíso Tropical e Duas Caras, entre outras) e séries (como Sai de Baixo, Brava Gente e Pé na Cova). 


No ano passado, ganhou uma biografia, "Rogéria – Uma Mulher e Mais um Pouco" (Sextante), de Marcio Paschoal. Recentemente, ela participou do filme "Divinas Divas", que apresenta a primeira geração de travestis do Brasil. O documentário foi dirigido por Leandra Leal e lançado em 22 de junho. Na TV, seus últimos trabalhos foram em 2015, no programa de humor Tá no Ar: A TV na TV e na novela Babilônia, em que interpretou a personagem Úrsula Andressa, ambos da Globo.

Saiba como e por que o acordo de delação premiada com a JBS pode e deve ser revisto

Posted: 04 Sep 2017 09:27 PM PDT


Rodrigo Janot explicou que decidiu abrir um processo para a revisão do acordo de colaboração premiada da JBS, depois que sua equipe identificou, no conjunto das 40 horas de gravações inéditas, uma conversa "gravíssima" entre dois delatores. O Antagonista revelou na semana passada que a Polícia Federal, ao fazer a perícia da conversa de Joesley Batista com Michel Temer, descobriu novas gravações no aparelho usado pelo empresário. A Polícia Federal informou a Procuradoria Geral da República, que questionou a JBS sobre essas gravações. Os delatores confirmaram a existência dos áudios, mas alegaram que não tinham identificado indícios de crimes – por isso, não entregaram num primeiro momento. 


A Procuradoria Geral da República solicitou então que fizessem uma nova análise com auxílio de advogados. Esses novos áudios foram entregues com os anexos na sexta-feira. Pelo visto, os delatores não perceberam a inclusão da conversa de 4 horas, gravada acidentalmente. É nessa conversa, segundo Janot, que os delatores falam da vida privada de autoridades. Sem saber saber que estavam gravando o próprio diálogo, eles mencionam crimes que não foram entregues na delação original, assim como o possível envolvimento criminoso de Marcelo Miller e de um integrante do Supremo. Janot disse que, alertado por uma procuradora auxiliar, ouviu o áudio ontem pela manhã e constatou diversas "insinuações muito graves sugerindo atos ilícitos na Procuradoria Geral da República e no Supremo, de forma clara e transparente". "É uma conversa franca e em linguagem livre entre dois colaboradores", afirmou. 


Segundo o procurador, o passo agora é "entender que conversa é essa e as referências que fizeram. Eles serão ouvidos, o direito de defesa será assegurado. Se houver o esclarecimento de que isso tudo não passou de um equívoco, que não passou de uma confusão, tudo bem. Caso contrário, o resultado pode ser a rescisão do acordo com a perda total da premiação". Mesmo que os delatores percam o benefício da premiação, as provas já entregues serão aproveitadas nas investigações e não evitarão novas denúncias, como a de Michel Temer. 


Rodrigo Janot explicou que é "muito grave" o áudio em que dois delatores conversam sem saber que estavam gravando o próprio diálogo. São quatro horas de bate-papo: "Mas há citações que sugerem atos ilícitos na PGR e no Supremo, de forma clara e transparente". Janot disse que há "agentes da Procuradoria Geral da República" e "agentes do Supremo" citados. Um deles é Marcelo Miller, o procurador que deixou a Procuradoria Geral da República para integrar o escritório que negociou a leniência da JBS. 


O procurador-geral da República afirmou também que o possível cancelamento do acordo com a JBS não muda em nada o cronograma da eventual segunda denúncia contra Michel Temer. Ele também adicionou que os benefícios da delação da JBS podem ser anulados, mas não as provas já apresentadas. Rodrigo Janot defendeu os benefícios concedidos, num primeiro momento, a Joesley e Wesley Batista, com base nas provas entregues na assinatura do acordo. As novas provas, porém, podem mudar isso: "Se os executivos da JBS erraram, pagarão por isso. Não se pode ludibriar o Ministério Público e o instituto da delação premiada. Ninguém prevalece acima da lei". 


Rodrigo Janot diz que, nas novas gravações, há indícios de que Marcelo Miller teria cometido crime. Janot diz que o Ministério Público Federal atuou de boa fé e que se ficar provada qualquer ilicitude o acordo será rescindido. Rodrigo Janot convocou a imprensa para dizer que determinou a abertura de investigação para apurar omissão de informações na delação da JBS. 


Ao voltar da China, Michel Temer deve autorizar seu advogado, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, a pedir a anulação da denúncia da Procuradoria Geral da República que acusou o presidente de corrupção passiva. Segundo Josias de Souza, "Temer e seus operadores políticos e jurídicos farão um ajuste na estratégia concebida para enfrentar a segunda denúncia" de Rodrigo Janot. A ênfase não será mais em desqualificar a denúncia, mas na "perda de credibilidade" do procurador-geral.


Já o ministro Marco Aurélio Mello reclamou do fato de Rodrigo Janot não ter identificado quais ministros do STF poderiam ser colocados sob suspeita com base no áudio omitido por delatores da JBS. "O ruim é quando não se nomina esses possíveis mencionados, porque ficamos todos nós sob suspeita. O comum do povo vai imaginar que os 11 ministros estão envolvidos", disse o ministro do Supremo. 


Joesley Batista e Ricardo Saud são os dois "delatores" da polêmica conversa que levou Rodrigo Janot a rever o acordo de delação premiada.


Clique aqui para ler a íntegra do despacho de Janot enviado ao ministro Edson Fachin e que ele distribuiu para a imprensa na coletiva que convocou no começo da noite desta segunda-feira em Brasília:

https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDUeU1uMGhFY3N3aWc/view?usp=sharing

CAIU A CASA DA DELAÇÃO PREMIADA DOS AÇOUGUEIROS CORRUPTOS DA FAMÍLIA BATISTA, JOESLEY E WESLEY

Posted: 04 Sep 2017 05:52 PM PDT

O procurador geral da República, Rodrigo Janot, nos seus últimos dias de mandato, convocou uma coletiva de imprensa no início da noite de hoje, em Brasília, para comunicar que há uma grande possibilidade de anulação da delação premiada de delatores da JBS, no caso específico, do açougueiro corrupto e corruptor Joesley Batista e seu executivo Ricardo Saud. Janot correu a avisar a imprensa porque a Polícia Federal, ao examinar o pen drive-gravador do açougueiro corrupto Joesley, com o qual gravou a conversa com o presidente Michel Temer, acabou encontrando mais quatro horas de conversas gravadas, que haviam sido deletadas, mas que foram recuperadas. Ou seja, foram omitidas na delação premiada, o que contraria o princípio legal da delação premiada. Ora, como há um conflito latente entre a Polícia Federal e a Procuradoria Geral da República, é tão certo como dois e dois são quatro que essas conversas sigilosas virão a público, apesar de o ministro Edson Fachin ter determinado o sigilo sobre as mesmas. É o tal caso de inutilidade jurídica. Então Janot correu a avisar, para tentar atenuar o grande desastre da atuação da Procuradoria Geral da República sob seu comando. É uma questão de dias, ou horas, para que as conversas sejam reveladas. Um ministro ao menos do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, já estrilou querendo saber das gravações, porque há nelas referências a ministros do Supremo e da própria Procuradoria Geral da República. Mais do que isso, parece que há envolvimento direto do próprio assessor braço direito de Janot, o procurador federal Marcelo Muller. A casa caiu, definitivamente. Se ocorrer a anulação da delação premiada, o açougueiro corrupto e corruptor Joesley Batista deverá ir para a cadeia. É simples assim. E ficarão desmoralizadas as denúncias contra o presidente Michel Temer. Também ficarão desmoralizados órgãos de imprensa que se atiraram com grande afã na luta pelo impeachment de Michel Temer, como Rede Globo e Folha de S. Paulo. Esperem, teremos emoções explosivas nas próximas horas e dias.

Posted: 04 Sep 2017 04:35 PM PDT


Pelo menos cinco seguranças de Lula espancaram funcionário da Caixa

O Antagonista entrou em contato com o delegado Ademar da Silva Canabrava, responsável pelas investigações do espancamento, na noite do último sábado, do funcionário da Caixa Econômica Herbert dos Santos Matos Júnior.

O fato ocorreu quando Lula chegava a um jantar com a "militância" no clube da Apcef em Teresina.

As investigações preliminares indicam que a vítima foi agredida com socos e pontapés por pelo menos cinco seguranças do ex-presidente.

Herbert deixou a UTI e recebeu alta do hospital hoje. Ainda não tem condições de fazer exame de corpo de delito.

Um filho da vítima registrou a ocorrência nesta tarde e contou ao delegado que o espancamento ocorreu por volta das 21h do último sábado e que o pai ficou em estado "bastante grave".

"Além de ser espancado em uma sala dentro do clube, seguranças do ex-presidente jogaram o homem em uma via pública. Ele só foi socorrido porque algumas pessoas que passaram pelo local viram a gravidade dos ferimentos", afirmou o delegado.

Ainda segundo informações que constam no boletim de ocorrência, Herbert foi agredido até ficar desacordado.

No meio da confusão, desapareceram um celular, um carregador de celular e os óculos da vítima.

"Vamos investigar, mas, ao que tudo indica, trata-se de um crime de lesão corporal grave e identificaremos os autores", disse o delegado a este site.


"Ele queria saber quem estava alugando o espaço e por quanto"

O deputado estadual Robert Rios, do PDT, é líder da oposição ao governo petista de Wellington Dias no Piauí.

O Antagonista conseguiu entrar em contato com ele.

"Esse cidadão que foi brutalmente espancado por seguranças do governador e do Lula foi até a porta do lugar onde seria o jantar para perguntar ao ex-presidente quem estava alugando aquele espaço e por quanto."

O deputado continuou, com base em relatos de quem viu tudo:

"Aí a turma começou a empurrar o camarada e o levaram para uma sala dentro do clube e o encheram de porrada."

Identificado como Herbert dos Santos Matos Júnior, a vítima é funcionário da Caixa e não queria aceitar que uma festa petista fosse realizada no clube do banco cujo fundo de pensão, a Funcef, foi saqueado pelo PT.

"Quando começaram a segurar os braços dele, ele chamou o Lula de 'o maior ladrão do Brasil'", continuou o deputado estadual.

O Antagonista entrou em contato com o hospital particular para onde Herbert foi levado. Ele passou o domingo na UTI com hematomas pelo corpo, principalmente nas costelas, na cabeça e na altura dos olhos. Recebeu alta há pouco.

Ministro Luiz Edson Fachin mantém sob sigilo negociações do açougueiro corrupto Joesley Batista com a Procuradoria Geral da República

Posted: 04 Sep 2017 03:47 PM PDT


O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, decidiu manter em segredo de Justiça os áudios que revelam conversas do empresário Joesley Batista e seus advogados durante o processo de negociação do acordo de delação premiada fechado com a Procuradoria-Geral da República. Os áudios foram recuperados pela Polícia Federal após a defesa do empresário retirar as gravações do pen drive que foi entregue aos peritos para comprovar a veracidade dos áudios que foram utilizados para basear as primeiras denúncias envolvendo as delações da JBS. 


Em decisão assinada no dia 30 de agosto e tornada pública nesta segunda-feira pela Corte, Fachin atendeu a um pedido dos advogados do açougueiro corrupto e corruptor Joesley Batista e entendeu que as gravações devem ficar sob sigilo. Para o ministro, as conversas dizem respeito a orientações dadas pelos defensores ao bilionário bucaneiro Joesley Batista durante o período de discussão sobre as "possibilidades de sucesso" do acordo de delação. A data das conversas não consta no processo e não é possível afirmar se elas ocorreram antes ou depois da reunião na qual o empresário gravou uma conversa com o presidente Michel Temer (PMDB), em março, no Palácio do Jaburu. O caso evidente é que esse empresário é um bandido contumaz, de alto coturno, corruptor permanente. 


"O conteúdo desse diálogo, ainda que aparentemente gravado por um dos interlocutores, ostenta caráter de indevassabilidade em razão do sigilo assegurado pela lei às comunicações entre advogados e clientes, naquilo que concerne ao exercício profissional", argumentou Fachin. O processo de obtenção dos benefícios de delação é questionado no Supremo pela defesa do presidente Michel Temer (PMDB). Na semana passada, os advogados do presidente recorreram ao plenário do Supremo contra a decisão do ministro Fachin que rejeitou pedido de suspeição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para atuar em investigação relacionada ao presidente que está em tramitação na Corte. Na quarta-feira, ao negar o pedido de suspeição de Janot, o ministro entendeu que não houve indícios de parcialidade do procurador durante as investigações. (AB)

O porto das facções, porto de Santos

Posted: 04 Sep 2017 02:55 PM PDT


A Polícia Federal descobriu que o Porto de Santos é dominado pelo PCC e prendeu 80 bandidos. O PCC utiliza o porto para despachar cocaína para Europa e África. "Há facções mais antigas, de outro ramo, operando no Porto de Santos", comentou jocosamente uma fonte deste site. (O Antagonista)


COMENTO - Há anos fiz matéria exclusiva, contando que a Interpol havia preso na Espanha a doleira brasileira (gaúcha) Maria de Fatima Stocker, que trabalhava para a máfia italiana Ndranghetta, operacionalizando os dinheiros para pagamento do tráfico de cocaína via Porto de Santos. No Brasil, Maria de Fátima Stocker, que morava em Londres (tinha cidadania suiça), tinha como correspondentes os mesmos doleiros que foram presos pela Operação Lava Jato, operando com os dinheiros desviados da Petrobras. Vale dizer, o dinheiro da Petrobras seria também para financiar o tráfico de cocaína para a Ndranghetta. Maria de Fátima Stocker está presa na Itália, em Roma, cumprindo pena. Sua família mora em Parobé, onde um irmão é vereador. A família inteira é originária do município gaúcho de Vicente Dutra, localizado no norte do Rio Grande do Sul, bem junto à fronteira com Santa Catarina.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Da Justiça a clava forte