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domingo, 22 de outubro de 2017

Alerta Total

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A “Intervenção” via Bolsonaro?

Posted: 21 Oct 2017 04:10 AM PDT


Entrevista de Jair Bolsonaro ao site O Antagonista


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

"A Intervenção Militar poderá vir, mas através de um militar eleito". Esta previsão de Jair Bolsonaro eletrizou ontem o mercado financeiro e as redes sociais. O presidenciável, que agora começa a ser levado a sério, antecipou ao jornalista Cláudio Dantas, do site O Antagonista, que pensa em contar com pelo menos cinco generais em seu eventual governo. Bolsonaro já escalou, de imediato, o General de Exército Antônio Hamilton Martins Mourão: "Não há dúvida de que ele terá uma vaga no meu governo. Ele é aquela figurinha carimbada".

Essa nova tese de uma "Intervenção", através da escolha pelo voto em Jair Bolsonaro para o Palácio do Planalto, tem tudo para botar fogo no fla-flu eleitoral de 2018. As pesquisas medem, porém não revelam, de propósito, que a intenção de votar em Bolsonaro cresce tanto quando a "tese da Intervenção", em suas duas modalidades: a Militar (diretamente, o que é menos provável) ou a Constitucional (apoiada pelos Generais, porém tocada por imposição da vontade popular, cujas pré-condições estão sendo alimentadas para ocorrer). Agora, Bolsonaro antecipa, abertamente, que, se vencer, terá a legitimidade do voto para decretar a Intervenção.


Os membros da zelite tupiniquim insistem em fazer a leitura errada do fenômeno Bolsonaro. Eles insistem na burrice de tentar carimbar Bolsonaro como um personagem caricato e maluco de extrema direita. Os críticos sem noção da realidade não compreendem que Bolsonaro corporifica algumas das mais fortes vontades do eleitorado: a tentativa de apostar em um candidato corajoso e com honestidade para promover mudanças no Brasil. Mesmo que tal desejo seja ilusório, Bolsonaro leva vantagem sobre os demais adversários, justamente porque é deputado federal há vários anos, porém até agora não surgiram denúncias de participação em armações políticas ou esquemas de corrupção.


Até agora, Bolsonaro não tem falado besteira – ao contrário dos críticos emocionais dele. Bolsonaro é hoje um indivíduo perseguido pela máquina judiciária. O Ministério Público Federal o denunciou ao Supremo Tribunal Federal por aquela polêmica política idiota gerada pela deputada petista Maria do Rosário. Todo mundo sabe que Bolsonaro não fez "apologia ao estupro", e todo mundo também viu que foi Maria do Rosário quem o xingou de estuprador. Injustamente, Bolsonaro se tornou réu no Supremo Tribunal Federal – só que não por crime de corrupção...


Do jeito que o filme do STF ficou queimado com o Caso Aécio Neves, qualquer punição injusta imposta a Bolsonaro tem tudo para provocar uma reação inimaginável de indignação na maioria da sociedade. É imprevisível qual será o ato de revolta a uma decisão política, ideológica e, porque não dizer, estúpida da Corte Suprema contra Bolsonaro. Imagina a interpretação legal permitir que o réu e condenado Lula da Silva possa disputar a Presidência da República, enquanto uma decisão suprema condena Bolsonaro e o tira da disputa?  


O sistema fará de tudo para sabotar Bolsonaro. Seu principal calcanhar de Aquiles é não ter uma base partidária confiável que lhe garanta a indicação para disputar a eleição. Apesar disto, o nome de Bolsonaro está popularmente consolidado como candidato com potencial para a vitória. Bolsonaro incorpora o tema da Segurança (na ordem do ano eleitoral). Muito corretamente, Bolsonaro tem dito que não basta combater a corrupção, mas sim definir mecanismos que impeçam a ação dos corruptos, preventivamente. Aí fica aberto o caminho para um debate sobre mudanças estruturais.


Bolsonaro levará seus adversários e inimigos ao desespero se entrar fundo no debate sobre mudanças na estrutura do Estado-Ladrão brasileiro. A reinvenção do Brasil, pela via da Intervenção Constitucional, é um assunto imprescindível. Começam a amadurecer as pré-condições para as mudanças desejadas. As lideranças das Forças Armadas clamam pelo amplo debate para a formulação de um Projeto estrutural de Nação para o Brasil.


O candidato Jair Bolsonaro tem a obrigação de marchar nesse sentido. O candidato Ciro Gomes, por iniciativa de seu ideólogo Roberto Mangabeira Unger, promete entrar no debate sobre o que chama de "Projeto Interno Forte". Os segmentos pensantes da sociedade brasileira precisam ir além da mera futrica ideológica, polarizada na falsa batalha com os rótulos imprecisos de direita e esquerda. Já passou da hora de definirmos que Brasil queremos e podemos construir.


Felizmente, está sendo questionada a hegemonia institucional criminosa na máquina estatal brasileira. A maioria da sociedade não suporta mais o Estado-Ladrão. No entanto, ainda é preciso debater as soluções práticas e concretas para a afetiva implantação de um Estado Democrático, baseado na segurança do Direito, no respeito e obediência consciente a leis que tenham mais legitimidade que (a mera) legalidade.


Por isso é fundamental a formulação de uma nova Constituição. A tarefa não é para políticos profissionais. É uma missão para cidadãos que dominem conceitos políticos, econômicos e sociais corretos. Temos de ir muito além do mero fla-flu eleitoral... Do contrário, em 2018, vamos repetir o mais do mesmo.  


Quem lidera?



Abolição temerária



Bem chutado



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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 21 de Outubro de 2017.

Tauba Até

Posted: 21 Oct 2017 04:07 AM PDT


"País Canalha é o que não paga precatórios"

              

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Carlos Maurício Mantiqueira


Um grupo de franceses em visita ao Brasil se interessou em conhecer "Tôbate"no vale do Paraíba.


Conforme a cultura tal a pronúncia.


No momento, a classe política procura uma "táuba" de salvaCão, até ver passar o "perigo".


Os galos eram do Périgord. Aqui, o perigo, gordo.


Enquanto dona Onça hiberna, procuram se esconder na caverna. Mas a maioria se Lascaux.


Pagarão o pato (confit de canard) e terão seu fígado transformado em patê (foie gras).


Não pensem, amáveis leitores, que também não vejo o show de horrores.


Inconformado com a tardança (ou a "tar da onça" em dialeto caipirês).


Uma hora a tal bichana (que se finge de vegana) resolve entrar na dança.


Serão sopas sobre méis, pros G20 e pros G10.


Cáspite! Alvíssaras! diremos. Talvez não seja a ideal mas é a que temos.



Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Esclarecendo a Confusão do Voto Nulo

Posted: 21 Oct 2017 04:06 AM PDT


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Renato Sant'Ana


"Se a família do candidato votar nele, ainda que o restante da população

anule o voto, ele estará eleito."


Vá saber com que propósito, circula na rede uma campanha de DESINFORMAÇÃO, pregando o voto nulo e difundindo a ideia totalmente falsa de que anular o voto pode forçar uma nova eleição e impedir que os candidatos atuais concorram novamente. E ainda atribuem a mentira ao juiz Sergio Moro!


A verdade é que basta um número irrisório de votos para a eleição ser válida. Se a família do candidato votar nele, ainda que o restante da população anule o voto, a eleição será válida e ele estará eleito.


É o art. 224 do Código Eleitoral que regula o assunto: se a JUSTIÇA ELEITORAL anular mais da metade dos votos, então uma nova eleição será marcada. Atenção! É de votos anulados pela JUSTIÇA ELEITORAL que o dispositivo está falando! Nada tem a ver com o ato voluntário de o eleitor anular seu voto!


Quando ocorre? A JUSTIÇA ELEITORAL anula, por exemplo, os votos de candidato irregular. Imaginem que se elegeu para prefeito municipal alguém que se registrou com o nome de Policarpo Quaresma. Depois, foi descoberto que o nome era falso, um expediente para ocultar a verdadeira identidade por motivos ilícitos.


Nesse caso, o eleitor foi enganado, pensando escolher uma pessoa, quando, de fato, estava votando noutra. Daí, todos os votos de Policarpo Quaresma serão anulados. Contudo, apenas se ele recebeu mais da metade dos votos válidos é que vai ser marcada uma nova eleição. E os outros candidatos, frise-se, poderão concorrer novamente.


Em suma, VOTO NULO VOLUNTÁRIO JAMAIS ANULA ELEIÇÃO! Para que banalizar o uso das redes sociais com bobagens?


Mais, a quem interessará divulgar a patacoada do "voto nulo"? Quem vai tirar proveito, se um grande contingente da população acreditar na mentira? Veja aqui um vídeo que elimina qualquer dúvida:




Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

A Ditadura do Proletariado, segundo Marx

Posted: 21 Oct 2017 04:04 AM PDT



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Carlos I. S. Azambuja        


Como plagiador, Marx ultrapassou os limites da pura desonestidade. De Marat, se apropria da frase "o proletariado nada tem a perder, exceto os seus grilhões". De Heine, "a religião é o ópio do povo". De Louis Blanc, sacou a fórmula "de cada um segundo suas capacidades, a cada um segundo suas necessidades". De Shapper, tirou a convocação "trabalhadores de todo o mundo, uni-vos", e de Blanqui, a expressão "ditadura do proletariado". Até mesmo sua obra bem acabada e vertiginosa, O Manifesto Comunista (1848, em parceria com Engels), é um plágio vergonhoso de O Manifesto da Democracia, de Victor Considérant, escrito cinco anos antes.

A opção da via democrática ao socialismo e o abandono do princípio da ditadura do proletariado como expressão do poder político da classe operária é um debate teórico que se desenrola, há anos, no Movimento Comunista Internacional, pois é considerado aquilo que constitui a chave do marxismo-leninismo: a teoria de Estado.

A fase, ou etapa, do Estado de todo o povo, conforme definição constante da Constituição stalinista de 1936, ou do socialismo desenvolvido, segundo a Constituição de 1977, apresenta formas inéditas de Estado, sem explicação e nem fundamentação teórica desde a perspectiva da teoria marxista. Ou seja, significa uma etapa a mais entre o capitalismo e o comunismo, introduzida pelos ideólogos do Kremlin.

É sabido que Marx assinalou que "entre a sociedade capitalista e a sociedade comunista existiria um período de transformação revolucionária da primeira na segunda". Esse período de transformação do capitalismo em comunismo seria denominado socialismo, ou "primeira fase da sociedade comunista".

A caracterização do socialismo como primeira fase da sociedade comunista é fundamental para compreender seu alcance e limitações.

Ao assinalar que essa fase intermediária entre o capitalismo e o comunismo levaria, ainda, "o sinete da velha sociedade", Marx reconheceu que, necessariamente, persistiriam elementos da velha sociedade capitalista em luta com aqueles elementos que seriam expressão da nova sociedade: a comunista. Persistiria existindo o direito burguês, que prosseguiria regendo o caráter da distribuição da riqueza social: "a cada um segundo o seu trabalho". Persistiria a exploração do trabalho assalariado, a exploração da classe operária e a sua força de trabalho.

O socialismo, ao eliminar a propriedade privada sobre os meios de produção, terminaria, apenas, com uma das formas de exploração do homem pelo homem. Na medida, porém, em que a força de trabalho continuasse sendo encarada como uma mercadoria e o salário como o seu equivalente, o trabalho seria, ainda, assalariado. Persistiriam as classes sociais e a luta de classes continuaria sendo o motor da História. Persistiria o Estado como "expressão da dominação de uma classe sobre as outras". Haveria, porém, uma mudança fundamental no caráter de classe e no tipo de Estado que possibilitaria a transformação revolucionária da sociedade capitalista em comunista. Segundo Marx, "a esse período corresponderia também um período político de transição, cujo Estado não poderia ser outro senão a ditadura revolucionária do proletariado", expressão tomada de Louis Auguste Blanqui.

Karl Marx assinalou ainda que uma das finalidades da sua obra – "O Capital" – foi a de "encontrar a lei econômica que regularia o movimento da sociedade moderna" e que "ainda que uma sociedade haja encontrado o caminho da lei natural com auxílio da qual se movimenta, jamais poderá ultrapassar e nem descartar, por decreto, as fases naturais de seu desenvolvimento. Poderá, unicamente, encurtar ou mitigar as dores do parto".

Dentre as leis atribuídas a Marx, uma delas assinala que "a luta de classes conduz necessariamente à ditadura do proletariado (...) e que essa mes
ma ditadura nada mais é que o trânsito a uma sociedade sem classes".

A questão fundamental em torno da ditadura do proletariado não é tanto a necessidade de uma maior ou menor violência ou coerção sobre a burguesia expropriada, nem do maior ou menor grau de liberdade ou democracia. A questão central é definir se a revolução indolor, pacífica e democrática pregada por Gramsci, significa e constitui somente uma mudança da classe que exerce a dominação do Estado, ou se exige um novo tipo de Estado que tenha como objetivo a absorção da sociedade política pela sociedade civil, a não separação entre esta e o Estado, e o fim da divisão entre homens que governam e homens que produzem, condições fundamentais para o desaparecimento do Estado e o trânsito à sociedade comunista.

O socialismo não é, portanto, um modo de produção autônomo como o é o capitalismo, e nem um Estado acabado. Então, o que é o socialismo?

O socialismo, no dizer de Marx, seria apenas um período político de transição e de luta "
entre os elementos que buscam restabelecer e perpetuar a velha sociedade, que morre, e os elementos da nova sociedade, que nasce". A tendência ao avanço ou ao retrocesso estaria condicionada por múltiplos aspectos, dos quais o Estado seria um dos fundamentais, uma vez que, para que essa sociedade realmente cumprisse suas funções de sociedade de trânsito ao comunismo, o Estado não poderia ser outro que não o da ditadura do proletariado.

Lênin, por sua vez, justificou esse período de transição – ditadura do proletariado – e atribuiu a inevitabilidade de nele persistirem o direito burguês e um poder coercitivo, ao fato de que, ao saírem da sociedade capitalista, "os homens não estão ainda preparados para trabalhar para a sociedade sem sujeição a nenhuma norma de direito, e porque, também, não existem as premissas econômicas para essa mudança". Todavia, por outro lado, assinalou Lênin, "a organização comunista do trabalho social (...) baseia-se, e cada dia mais se baseará,
na disciplina consciente dos próprios trabalhadores (...) Essa nova disciplina não cai do céu e não é conseguida apenas com boas intenções. Ela surge exclusivamente das condições materiais da grande produção capitalista, e o portador, o veículo dessas condições materiais, é uma classe histórica determinada, criada, organizada, agrupada, instruída, educada e aguerrida pelo grande capitalismo. Essa classe é o proletariado".

Conclusão de tudo isso: no período de transição denominado socialismo – fase inferior do comunismo – deveriam ocorrer uma série de condições que assegurassem o desenvolvimento social à fase superior. Uma das condições é a de que o Estado surgido da revolução deveria ser 
um Estado com capacidade de extinção. A sociedade reorganizar-se-ia de forma tal que permitiria suprimir a divisão entre governantes e governados visando estabelecer uma única condição: a de homens que produzissem e, ao mesmo tempo, atendessem às funções de governo.

A forma organizativa que permitiria conjugar o Estado com a produção, teria por base um Estado organizado sobre conselhos operários, organismos desde os quais a classe produtora administraria os meios de produção e exerceria as funções de Estado, deliberaria, decidiria e executaria. Os órgãos máximos de poder seriam as assembléias de fábricas. Os delegados dos conselhos regionais e nacionais seriam demissíveis em qualquer momento. Qualquer semelhança com a Lei 8243 é pura coincidênia...

O aparato burocrático do Estado iria, assim, desaparecendo progressivamente. A estrutura hierárquica das empresas e a administração pública desapareceriam também, as tarefas administrativas seriam simplificadas ao máximo e iriam perdendo seu caráter político.

A máxima democracia operária seria acompanhada da mais ampla liberdade de pensamento, de reunião, de organização e de expressão. A Justiça não seria um aparato independente da população, na medida em que seria exercida através dos próprios órgãos de Poder. Os órgãos de repressão e coação seriam eliminados por desnecessários.

A fusão do ensino técnico e superior com a produção permitiria a educação permanente e ininterrupta dos produtores. Um novo tipo de vida criaria as condições necessárias à emancipação da mulher da escravidão doméstica para tornar efetiva sua igualdade ao homem, tanto em seu papel produtivo como na vida social.

Agora comparemos tudo isso que Marx imaginou com aquilo que em seu nome foi implantado na ex-União Soviética, e que ainda persiste em Cuba e na Coréia do Norte.  


Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

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Da Justiça a clava forte