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quarta-feira, 16 de março de 2016

Grampos indicam que Dilma agiu para tentar evitar prisão de Lula | Brasil | Notícias | VEJA.com









































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  • Grampos indicam que Dilma agiu para tentar evitar prisão de Lula


  • 16/03/2016 às 18:59 - Atualizado em 16/03/2016 às 20:07

  • Presidente Dilma Rousseff concede coletiva de imprensa em Brasília (DF) nesta quarta-feira (16) (Adriano Machado/Reuters)


Grampos da Polícia Federal, feitos com autorização do juiz federal Sergio Moro, indicam que a presidente Dilma Rousseff agiu para evitar a prisão do ex-presidente Lula pela Lava Jato, nomeando-o Ministro da Casa Civil. O juiz Moro incluiu hoje no inquérito que investiga o ex-presidente um audio em que Dilma telefona para Lula - o número discado é de um assessor do ex-presidente, usado frequentemente por ele e o único grampeado, segundo os autos - e explica que encaminhará a ele um "termo de posse", a ser usado "em caso de necessidade". O cargo de ministro concede ao seu ocupante foro privilegiado, no Supremo Tribunal Federal (STF). O diálogo foi gravado hoje às 13h32.

Pouco mais tarde, por volta das 16h, Dilma Rousseff concedeu entrevista coletiva em que negou enfaticamente que a nomeação de Lula tivesse por objetivo garantir-lhe o foro no STF e tirar seu caso da alçada de Moro. Dilma afirmou que a transferência do processo de Lula para o Supremo não lhe traria qualquer proteção especial e qualquer ideia em contrario seria mera intriga das "oposições", incomodadas com a ideia de que o retorno do ex-presidente ao Palácio do Planalto fortaleceria o seu governo.

"Então, por trás dessa afirmação de que seria se esconder, estaria uma desconfiança da Suprema Corte do país? É isso que as oposições querem colocar? A única diferença que existe em ser investigado na primeira instância ou na última é quem é a corte que manda investigar. Prerrogativa de foro não é impedir a investigação, é fazê-la em determinada instância e não em outra", afirmou Dilma.



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Dilma - mais uma vez deixando de lado o figurino de presidente para assumir o de juíza - prosseguiu dizendo que toda a investigação em torno de Lula era "muito estranha", uma vez que ele já havia negado ser proprietário do tríplex no Guarujá e do sítio em Atibaia, e que essas suas explicações deveriam ser consideradas "suficientes".

A divulgação do audio desmente o seu discurso.


  • Confira a seguir a transcrição da conversa:


  • (intervalo - música de ramal)
  • DILMA: Alô.
  • LILS: Alô.
  • DILMA: LULA, deixa eu te falar uma coisa.
  • LILS: Fala querida. "Ahn"
  • DILMA: Seguinte, eu tô mandando o "BESSIAS" junto com o PAPEL pra gente ter ele, e só usa em caso de necessidade, que é o TERMO DE POSSE, tá?!
  • LILS: "Uhum". Tá bom, tá bom.
  • DILMA: Só isso, você espera aí que ele tá indo aí.
  • LILS: Tá bom, eu tô aqui, eu fico aguardando.
  • DILMA: Tá?!
  • LILS: Tá bom.
  • DILMA: Tchau
  • LILS: Tchau, querida



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TAGs:Operação Lava Jato
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