Anastasia, inabalável, assiste ao ato final de Cardozo
Cobertura em tuitadas.
Aquecimento:
– Lula acusou Janot de ingratidão. Dilma fez igual com Anastasia. PT
cobra tolerância com crimes em retribuição a cargos ou verbas de Estado.
– Teori Zavascki afasta Eduardo Cunha do mandato na Câmara. Governo
lamenta perder fator de contaminação do futuro governo. Temer é só
alegria.
– Com afastamento de Cunha, Cardozo e Bancada da Chupeta vão
espernear mais do que o habitual, porque os crimes de Dilma são
indefensáveis.
Sessão matinal da comissão do impeachment desta quinta-feira (5):
– Cardozo repete teatro para eximir Dilma de responsabilidade, que é
prevista na Constituição, na “direção superior da administração
federal”.
– Cardozo tenta eximir Dilma da responsabilidade por R$ 6,5 BILHÕES
de aumento da dívida em 2015, que fechara 2014 em R$ 52,2 BI! É
patético.
– Cardozo ignora que havia 39(!) pedidos de impeachment contra Dilma –
nenhum deles elaborado por Cunha, que apenas acolheu o mais robusto.
– Cardozo queria que Anastasia falasse no relatório do mimimi contra
Cunha, que é puro discurso político do PT e nada tem a ver com denúncia.
– Cardozo, que despreza parecer do TCU, agora cobra sua necessidade:
“Por que não ‘espera-se’?” Porque A LEI NÃO EXIGE, Cardozo. Que teatro!
– Cardozo diz que STF adotou como parâmetro caso Collor, refutando a
si próprio, que cita como parâmetro o caso Getúlio. Legal, Cardozo.
– Rejeitar ou ignorar 38 pedidos de impeachment, para Cardozo, é
certo. Aceitar um é “desvio de poder!”, “desvio de finalidade!”,
“vingança!”.
– RELEMBRO: Voto vencedor de Barroso na decisão de 2015 do STF sobre
rito de impeachment REJEITOU suspeição de Cunha. Cardozo ignora.
– Papel de Cunha em acatar denúncia e encaminhá-la para votação em
comissão e plenário foi meramente institucional, Cardozo.
#AceitaDilmaVez.
– Cunha podia, segundo Barroso, “exercer suas funções… com base em
suas convicções político-partidárias”. Não há prova de outra coisa. Só
choro.
– Janot elencou 11 manobras de Cunha para atrapalhar investigações.
Nenhuma é o acolhimento do impeachment, mas Cardozo vai espernear no
STF.
– Cardozo justifica criação de decretos de crédito sem autorização do
Congresso alegando que receita caiu? Incompetência justificando o
crime?
– Cardozo: “É impossível que alguém governe dessa forma.” Como
Gleisi, desafia: “quero ver quem consegue governar assim” – sem cometer
crimes.
– Cardozo insiste na tese de “mudança de entendimento” do TCU, já
desmascarada pelo procurador Júlio Marcelo. É só cortina de fumaça.
– Cardozo: “Que empréstimo é esse que não tem acordo entre as
partes?” É o empréstimo fraudulento que Dilma força bancos federais a
fazerem.
– Ufa, acabou o teatro de Cardozo. Desce o pano.
– Simone Tebet (PMDB-MS): “Eu não sei se a defesa quer nos iludir ou iludir a si própria.” As duas coisas, senadora.
– Simone Tebet (PMDB-MS) diz lamentar atuação de Cunha por motivo
distinto da defesa: por ele ter restringido a denúncia contra Dilma.
Exato.
– Dilma, Cardozo e Bancada da Chupeta deviam agradecer a Cunha por
limitar denúncia a crimes de 2015. Eles, sim, são os verdadeiros
ingratos.
– Magno Malta (PR-ES) me repete: “Janot enumera crimes de Cunha para
pedir o afastamento dele e os crimes não têm nada a ver com os de
Dilma”.
Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil
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