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Israel
21/09/2015 às 4:24
ISRAEL – Logo vai ficar difícil para o petismo chamar de “antissionismo” o que tem tudo para ser antissemitismo mesmo!
A quantidade de desaforos que o Brasil produz contra Israel dá o que pensar. Parece que a suposta militância antissionista do governo petista assume tinturas, no fim das contas, de antissemitismo. Aliás, vamos ser claros: o antissemitismo costuma se dizer apenas um antissionismo por delicadeza eufemística, não é mesmo?
Qual é o busílis? O governo de Israel decidiu indicar Dani Dayan para embaixador no Brasil. O Palácio do Planalto, sempre por meio de Marco Aurélio Garcia, o ministro oficial dos Desastres Exteriores, fez chegar àquele país o seu descontentamento, já que Dayan, argentino naturalizado israelense, é considerado um representante dos colonos da Cisjordânia e não tem simpatias pela criação do estado palestino, defendido pelo governo brasileiro.
Vamos lá. O Palácio do Planalto tem todo o direito de gostar deste ou daquele. E de não gostar também. Mas, salvo engano, o embaixador de Israel no Brasil defenderá os interesses de… Israel em nosso país — que é o que costumam fazer os embaixadores, ora essa! Desde quando o representante de um estado é obrigado a abraçar a pauta daquele país para o qual é enviado? Isso é uma sandice!
É claro que há protocolos nessas coisas. Não é raro que dois países tenham dissensões, embora mantenham relações diplomáticas. É evidente que não se vai enviar para o território com o qual há um contencioso importante alguém que seja flagrantemente contrário a qualquer forma de diálogo e que só acredite na linguagem do confronto — que vem a ser o contrário da diplomacia.
Mas não é o caso. Ainda que o Brasil tenha as suas opiniões sobre o estado palestino — e tem, claro!, o direito a isso —, o representante de Israel em nosso território não tem de comungar dos mesmos princípios. Considerações dessa natureza expõem o primitivismo que hoje dá as cartas no Itamaraty.
Venham cá: o governo petista compartilha todos os pontos de vista do embaixador do Irã no Brasil? As opiniões dos embaixadores de Cuba e da Venezuela coincidem com as do Planalto? Acho que, nos três casos, prefiro nem saber a resposta. Ou melhor: acho que já sei.
O governo Dilma estrelou um vexame no ano passado quando, diante da escalada da violência entre israelenses e palestinos, emitiu uma nota em que censurou apenas Israel, ignorando os agressores palestinos e suas vítimas — judeus, é claro!
O vazamento das restrições ao nome do embaixador é mais uma das grosserias do governo brasileiro com um país amigo, ao qual os petistas se opõem de maneira sistemática. Dizer o quê? Os “companheiros” tratam aos pontapés a única democracia do Oriente Médio é a pão de ló todas as ditaduras muçulmanas. Isso os define. Por Reinaldo Azevedo
Tags: Israel, Itamaraty, Marco Aurélio Garcia
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05/06/2015 às 16:57
Ministério de Israel se manifesta contra ato antissemita na UFSM; imprensa do país noticia episódio
O Ynet, principal site de notícias de Israel, publicou um texto sobre o episódio explícito de antissemitismo ocorrido na Universidade Federal de Santa Maria. Fica evidente, até em razão da foto escolhida, que este blog foi uma das principais fontes da notícia. Para ler, clique aqui
O Ministério das Relações Exteriores de Israel se manifestou, segundo o Ynet: “Esse é um incidente muito sério, e a embaixada de Israel no Brasil e o Consulado em São Paulo, bem como a comunidade judaica, estão atuando para combater imediatamente a iniciativa indecorosa e racista. A rotulação de pessoas e a criação de lista-negra nos remete aos piores dias da história da humanidade. Nós esperamos que a comunidade acadêmica do Brasil se manifeste no repúdio a essa iniciativa”. Por Reinaldo Azevedo
Tags: antissemitismo, Israel
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19/11/2014 às 5:33
O atentado terrorista em Jerusalém e a má consciência que gosta de se solidarizar com cadáveres de judeus, mas que condena Israel quando o país reage a um ataque
Quatro rabinos e um policial foram assassinados por dois palestinos na sinagoga Kehilat Bnei Torah, no bairro ultraortodoxo de Har Nof, na parte oeste de Jerusalém. Eles faziam suas orações quando os primos Ghassan e Uday Abu Jamal invadiram o templo e mataram os cinco, ferindo outras sete pessoas. A dupla estava armada com uma pistola, facas e machadinhas. Mushir al-Masri, porta-voz do Hamas, classificou o atentado de “ato heroico”, emendando: “Nós temos todo o direito de nos vingar do sangue derramado por nossos mártires de todas as formas possíveis”.
Os religiosos mortos são Aryeh Kupinsky, Kalman Ze’ev Levine e Moshe Twersky, os três com cidadania também americana, e o israelo-britânico Avraham Shmuel Goldberg. Antes do ataque, eles gritaram o mantra do terror para horas assim: “Allahu akbar” (Deus é o maior, em árabe). O mundo repudiou o ataque, claro! Mas fiquemos atentos! Esse repúdio costuma existir até que Israel responda ao terror. Tão logo o faça, começa a gritaria contra o país.
O terrorismo palestino tenta uma espécie de “intifada branca”, não declarada. O objetivo parece ser espalhar o medo entre cidadãos comuns, de sorte que os israelenses nunca saibam de onde pode vir o perigo: de um ataque como o desta terça, de um atropelamento, de uma agressão imotivada em espaços públicos.
É preciso que a gente preste atenção à natureza do atentado: foi realizado na parte judaica de Jerusalém, que não está submetida a nenhuma forma de contestação. Não que um ato bárbaro dessa natureza se justificasse em qualquer outro lugar. É claro que não! Realizado onde se deu, no entanto, revela a natureza da causa.
A Frente Popular para a Libertação da Pelestina, grupo que o organizou, não contesta a presença de judeus na Cisjordânia ou reivindica o Estado palestino. Nada disso! Os terroristas querem o fim de Israel. Aquelas pessoas morreram porque eram quem eram: judeus.
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, prometeu revidar o ataque. De imediato, mandou demolir a casa em que moravam os terroristas, no bairro de Jabbar Mukabir, em Jerusalém Oriental, a 12 km da sinagoga, e prendeu 13 parentes da dupla. Netanyahu acusou o Hamas e o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, de incitar à violência. Barack Obama, sem ter o que dizer, disse nada: pediu que os dois lados sentem para conversar.
O que eu tenho a dizer? O óbvio: o Hamas e extremistas menores forçam uma outra intifada, nos moldes conhecidos, para chamar Israel para uma ação militar mais efetiva. Os celerados precisam de sangue para existir. O mesmo sangue celebrado pelo porta-voz do Hamas. Abbas, que celebrou um acordo com o grupo terrorista, assiste inerme à escalada da violência. E, tem razão Netanyahu, a incita com palavras ambíguas.
Se alguém acha que Israel vai deixar o ataque barato, é porque não conhece a natureza de um estado cercado por inimigos de todos os lados. Não vai. E, aí sim, a solidariedade de agora logo se transforma na condenação quase unânime aos israelenses. Por alguma razão secreta, ou nem tanto, há quem ache que judeus ficam bem no papel de cadáveres, enterrados por notas de solidariedade. Mas basta que Israel se defenda para que a vítima se transforme em algoz. Por Reinaldo Azevedo
Tags: Israel, terrorismo
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26/08/2014 às 17:47
Cessar-fogo por tempo indeterminado entra em vigor em Gaza
Na VEJA.com:
Representantes de Israel e grupos palestinos concordaram com uma proposta de cessar-fogo por tempo indeterminado, que pode significar o fim do conflito em curso na Faixa de Gaza. depois de cinquenta dias. O acordo deve reduzir, mas não acabar, com as restrições de circulação e comércio em Gaza, retomando em grande parte os termos do pacto de 2012, que acabou com um conflito de oito dias. Israel permitirá que materiais de construção e ajuda humanitária sejam enviados à região, de forma monitorada, para garantir que sejam utilizados apenas com objetivos civis. “Não estamos interessados em permitir que o Hamas reconstrua sua máquina militar”, disse um oficial israelense ao jornal The New York Times.
O Egito, intermediador das negociações, anunciou que a trégua teve início às 19 horas locais (13 horas em Brasília). A informação foi confirmada pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. Minutos antes, no entanto, pelo menos quinze foguetes foram lançados de Gaza contra o território israelense e um ataque com morteiro matou um israelense em Eshkol e deixou outros seis feridos. Moradores relataram terem ouvido explosões na região de Tel Aviv e o grupo Hamas reivindicou a responsabilidade pelo lançamento de um foguete contra a área. Sirenes alertando sobre ataques continuaram a ser ouvidas no sul de Israel mesmo depois do início do cessar-fogo.
Segundo a imprensa israelense, o acordo de cessar-fogo não inclui nenhuma das demandas do grupo terrorista palestino, como a de construção de um porto e um aeroporto em Gaza, a libertação de prisioneiros ou a transferência de recursos para a região. Essas questões devem ser discutidas depois de um mês, se a trégua for respeitada. Também neste período, Israel vai insistir na desmilitarização da Faixa de Gaza. O ministro da Justiça, Tzipi Livni, disse que “nenhuma conquista política significativa foi garantida ao Hamas, que é uma organização terrorista que não aceita nossa existência”. Acrescentou que o fim da operação militar israelense deve fazer parte de um “acordo mais amplo com os que buscam a paz”, segundo informação do jornal Haaretz.
Para Israel, o fim das restrições de circulação na região significaria caminho livre para os terroristas terem acesso a armamentos do exterior. Durante o atual conflito, o Hamas havia colocado o fim do bloqueio como condição para respeitar um cessar-fogo. Porém, nos últimos dias, Israel intensificou os ataques a Gaza, derrubando arranha-céus com escritórios, apartamentos e lojas.
Hamas comemora “vitória”
Mesmo sem ter suas demandas atendidas, o Hamas aproveitou para fazer propaganda e falar em “vitória” sobre Israel. O negociador do grupo nas conversas intermediadas pelo Egito, Moussa Abu Marzouk, afirmou que o acordo “encarna a resistência de nosso povo e é uma vitória para a resistência”.
Um porta-voz em Gaza alegou que o Hamas impôs um “bloqueio aéreo” em Israel, em referência àsuspensão de voos para o aeroporto Ben Gurion anunciada por várias companhias aéreas internacionais durante dois dias no mês passado. Disse ainda que israelenses que moram perto de Gaza e tiveram de deixar suas casas só podem voltar porque o grupo terrorista permitiu. Assim que o cessar-fogo entrou em vigor, milhares de pessoas foram às ruas em Gaza em resposta a mensagens de texto enviadas pelo Hamas pedindo que a ‘vitória’ do grupo fosse celebrada.
Israel iniciou no dia 8 de julho uma operação para conter o lançamento de foguetes contra seu território. Desde então, mais de 2.100 pessoas foram mortas do lado palestino, a maioria civis. Do lado israelense, 64 soldados e cinco civis foram mortos, incluindo a vítima desta terça-feira.
O governo americano declarou seu apoio ao acordo. “Esperamos muito que esse cessar-fogo seja durável e sustentável e coloque um fim aos ataques de foguete e morteiros e ajude a alcançar um fim duradouro ao conflito em Gaza”, anunciou o secretário de Estado americano, John Kerry, em comunicado. Por Reinaldo Azevedo
Tags: Faixa de Gaza, Israel
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21/08/2014 às 16:09
A confissão do Hamas: imprensa ocidental, incluindo a nossa — com as exceções de praxe — deveria sentir uma profunda vergonha
Escrevi há pouco um post sobre a crise na candidatura de Marina Silva em que me refiro à tendência de amplos setores da imprensa de pôr a torcida à frente dos fatos; o desejo acima das evidências. Por isso mesmo, esses, de quem falo, deveriam se envergonhar diante da confissão que fez Saleh al-Arouri, um dos porta-vozes do Hamas, em Istambul, na Turquia. Ele estava lá, pasmem!, para participar de um evento promovido pela União Internacional de Acadêmicos Islâmicos. Que coisa!
Numa gravação que veio a público, liberada pelos organizadores do evento, afirmou sobre o sequestro e morte de três adolescentes judeus: “Houve muita especulação sobre essa operação, alguns disseram que era uma conspiração. A vontade popular foi exercida em toda a nossa terra ocupada e culminou na operação heroica das Brigadas Al-Qassam, ao aprisionar os três colonos em Hebron”.
Aprisionar apenas? Os meninos foram sequestrados, baleados e tiveram os corpos queimados. Embora tudo apontasse escandalosamente para uma ação do Hamas, a imprensa ocidental, com raras exceções, insistia em fechar os olhos para o fato, ocupada que estava em condenar Israel. Como não lembrar aqui, neste ponto, o comportamento politicamente delinquente do Itamaraty?
Que se note: o Hamas praticou esses sequestros poucos dias depois de celebrar um entendimento com o Fatah, de Mahmoud Abbas, que comanda a Autoridade Nacional Palestina. É verdade: colonos judeus, em represália, sequestraram e mataram um adolescente árabe. Estão presos. Entenderam a diferença? É espantoso que um sujeito participe de uma conferência num país quase democrático, como a Turquia, confesse uma ação terrorista e saia de lá ileso.
Negociação com o Hamas, como pedem muitos? Qual? Sobre quais bases? Israel, com alguma frequência, negocia, sim, mas até a página 15: faz um enorme esforço para libertar cidadãos às vezes sequestrados pelo terror. Pode trocar um único soldado por centenas de terroristas presos, mas, depois, vai ao encalço dos facínoras.
E foi o que fez de novo. A aviação israelense matou, num bombardeio aéreo no sul de Gaza, os líderes terroristas Muhamad Abu Shamala, Raed al-Attar e Mohamad Barhum. Outras cinco pessoas morreram. Foi uma operação organizada pelo Shin Bet, o serviço secreto israelense.
Vamos ver: as forças de segurança de Israel sabiam que os três estavam lá, naquele edifício, tramando novas ações terroristas contra o país. Alguém tem alguma ideia melhor sobre o que deveria ser feito com eles? Fatos, fatos, fatos. Vamos aos fatos. O Hamas prometeu vingar a morte dos terroristas. Já sabemos como. A propósito: se Israel os tivesse poupado, o grupo agiria de outro modo?
Por Reinaldo Azevedo
Tags: Israel, palestinos
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21/08/2014 às 15:46
Hamas admite que grupo sequestrou e matou adolescentes judeus
Na VEJA.com. Volto no próximo post.
Uma autoridade do Hamas disse nesta quarta-feira que membros do grupo militante sequestraram os três adolescentes israelenses cujas mortes em junho provocaram uma espiral de violência que levou à atual guerra em Gaza, na primeira vez que o movimento islâmico reconheceu envolvimento no caso. Em uma conferência em Istambul, Saleh al-Arouri, autoridade do Hamas na Cisjordânia que vive exilado na Turquia, confirmou as acusações israelenses de que o grupo militante islâmico foi responsável pele sequestro dos adolescentes.
“Houve muita especulação sobre esta operação, alguns disseram que era uma conspiração”, disse al-Arouri a delegados durante reunião da União Internacional de Acadêmicos Islâmicos, na quarta-feira, segundo gravação divulgada pelos organizadores. “A vontade popular foi exercida em toda a nossa terra ocupada, e culminou na operação heroica das Brigadas Al-Qassam em aprisionar os três colonos em Hebron”, disse, referindo-se o braço armado do Hamas. Até então autoridades do Hamas se recusavam a confirmar ou negavam envolvimento.
Vingança
As Brigadas Al-Qassam prometeram nesta quinta-feira vingar a morte de três de seus comandantes, atingidos nesta madrugada por disparos da aviação de guerra israelense contra um edifício da cidade de Rafah, no sul de Gaza. Em um comunicado divulgado na internet, a milícia palestina disse que Israel “pagará um enorme preço pelo assassinato” de Muhamad Abu Shamala, Raed al-Attar, Mohamad Barhum e outras cinco pessoas.
A ação foi confirmada nesta manhã pelo exército israelense e comemorada pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que parabenizou o serviço secreto – Shin Bet – e as Forças Armadas. O chefe de governo disse que a ofensiva contra o território prosseguirá “até que Israel alcance seus objetivos de segurança”. A operação já deixou cerca de 2.050 palestinos e 67 israelenses mortos.
Os três comandantes morreram após a aviação de guerra israelense disparar cinco mísseis sobre uma casa na cidade de Rafah, vizinha à fronteira com o Egito, na qual os líderes do Hamas descansavam. Mohamed Abu Shamala e Raed al-Attar eram alvos prioritários de Israel, especialmente o primeiro, que de acordo com o serviço de inteligência participou da captura em 2006 do soldado israelense Gilad Shalit, que permaneceu cinco anos em poder das milícias palestinas até ser libertado em uma troca com prisioneiros. Por Reinaldo Azevedo
Tags: Israel, palestinos
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15 COMENTÁRIOS
13/08/2014 às 20:32
Um fio de esperança na guerra entre Israel e os terroristas do Hamas
As delegações de Israel e dos palestinos chegaram a um acordo na noite desta quarta-feira para estender o cessar-fogo por mais cinco dias. O governo israelense aceitou a proposta, ainda que, duas horas antes do cessar-fogo anterior, de 72 horas, dois foguetes oriundos de Gaza tenham caído em território israelense. A Força Aérea do país retaliou, sim, o ataque — e não abre mão de fazê-lo, está claro — sem que isso implicasse recusar a trégua. Um dos porta-vozes do Hamas, Sami Abu Zuhri, negou que o grupo fosse autor do ataque.
O Egito negocia uma proposta que contempla a amenização do bloqueio a Gaza, com algumas medidas urgentes e outras de mais longo prazo. De imediato, seriam abertos mais postos na fronteira e haveria uma ampliação da área destinada à pesca. Segundo fontes do governo egípcio, as divergências no momento são mais de redação do que de conteúdo. Tomara! Israel, por sua vez, deixou claro que não aceita o Hamas como interlocutor e que o negociador do outro lado tem de ser, necessariamente, Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina. Segundo essas mesmas fontes israelenses, informa o jornal El País, o Hamas abandonou a sua postura de “ou o fim do bloqueio ou nada” por “queremos uma mudança substancial na situação de Gaza”.
Pois é… Aí vêm dificuldades de várias ordens. Israel é uma democracia parlamentarista, e o governo é obrigado a submeter uma decisão dessa natureza ao gabinete. O primeiro-ministro, Benyamin Netanyahu, teme que a ala mais à direita do governo recuse o acordo já que diz não aceitar a negociação com “terroristas”. É o caso, por exemplo, do loquaz e cada vez mais influente ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman.
Vamos ver como o Hamas e a Jihad islâmica se comportam desta vez. Parece evidente que Israel considera ter feito ao menos o suficiente para essa incursão. Se, de fato, aceitar amenizar as condições do bloqueio, está dando um passo importante para o fim desta jornada ao menos. A ser verdade que o Hamas rebaixou a sua exigência, um armistício pode estar próximo. Até quando? Eis a questão.
O Hamas é cínico, e isso é apenas um fato. Afirma, por exemplo, não saber quem andou disparando foguetes contra Israel antes do fim da trégua anterior. É mesmo? Gaza é pouco maior do que a metade de Dois Córregos: 365 km² contra 632 km². Os terroristas, que controlam até o que se pensa no local, tentam fingir que é possível haver uma base de lançamento de mísseis sem que eles saibam. É uma piada macabra.
Mas vamos lá. Há um fio de esperança. Agarremo-nos a ele. Por Reinaldo Azevedo
Tags: Hamas, Israel
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21 COMENTÁRIOS
13/08/2014 às 17:55
Foguete lançado a partir de Gaza atinge Israel
Na VEJA.com:
Como ocorreu em outras tréguas temporárias na Faixa de Gaza, as hostilidades foram retomadas antes do fim do prazo com o lançamento de foguetes contra Israel. Nesta quinta-feira, a polícia israelense informou que um míssil atingiu o sul do território duas horas antes do fim do cessar-fogo. Pelo acordo que entrou em vigor na segunda-feira, a trégua de 72 horas terminaria apenas à meia-noite desta quinta, no horário local (18 horas de Brasília). O foguete caiu em uma área aberta perto de Ashkelon, sem deixar feridos, segundo a polícia de Israel. Segundo a imprensa israelense, o Hamas, grupo fundamentalista palestino que controla Gaza, negou ser responsável pelo disparo.
Durante o período de trégua, delegações palestinas e de Israel tentaram negociar, intermediadas pelo Egito, um cessar-fogo mais duradouro, sem sucesso. Os terroristas do Hamas insistem na suspensão do bloqueio a Gaza como condição para acabar com os ataques. Para Israel, acabar com as restrições significaria abrir caminho para o Hamas obter armas do exterior.
Israel lançou uma operação no dia 8 de julho para conter os disparos do Hamas contra seu território, e as tensões aumentaram na região desde então, obrigando o governo a avançar para uma ofensiva terrestre. Durante o cessar-fogo Israel retirou as tropas de Gaza. O conflito já deixou quase 2.000 palestino mortos, a maioria civis. Do lado israelense, 64 soldados e três civis também morreram em decorrência dos confrontos. Por Reinaldo Azevedo
Tags: Hamas, Israel
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19 COMENTÁRIOS
11/08/2014 às 22:47
Um erro do “Estadão”. E o dia em que discordei de uma autoridade israelense
Eis que leio no Estadão Online a seguinte informação (prestem atenção à parte grifada!). Na sequência, imagem da matéria:
“O presidente de Israel, Reuven Rivlin, telefonou na tarde desta segunda-feira, 11, para a presidente Dilma Rousseff pedindo desculpas pelas declarações dadas pelo porta-voz da chancelaria, Yigal Palmor, que, há duas semanas, chamou o Brasil de “anão diplomático” e disse que o Brasil estava se transformando em “um parceiro diplomático irrelevante, que cria problemas em vez de contribuir para soluções”. Em resposta às afirmações, o Brasil chamou para consultas o embaixador em Tel-Aviv, Henrique Sardinha, o que irritou o governo israelense, que disse ter ficado “desapontado” com a atitude do governo brasileiro.”
Há um erro importante de informação aí. Sério mesmo! Aconteceu justamente o contrário. O diplomata israelense só fez aquela declaração (no dia 24 de julho) depois que o Brasil chamou, no dia 23, para consultas o embaixador brasileiro em Tel Aviv. No mesmo dia, emitiu uma nota em que censurava apenas Israel pelo conflito. Aliás, é o que informava o próprio Estadão no dia 24 de julho 24 de julho:
Não estou dizendo que o erro é proposital ou que haja má-fé, mas sempre me impressiona a quantidade de erros da imprensa brasileira quando se trata de Israel. Não só no Estadão. Em todo lugar. E aí me vejo obrigado a questionar até que ponto isso não decorre de uma falsa “doxa”, de uma verdade firmada no preconceito, segundo a qual aquele país é um vilão a esmagar pobres vítimas, não é? Que fique claro: o diplomata reagiu à convocação do embaixador; não é a convocação que é uma reação à fala do diplomata. Agora vamos ao caso em si.
O pedido de desculpas
Dizem alguns bobos que concordo automaticamente com o governo de Israel, sempre!, não importa o que ele faça. Não é verdade, mas eu não me defendo do que dizem os idiotas ou do que pensa a meu respeito o vulgo. Eu sou um leitor do poeta Horácio: “Odi profanum vulgus et arceo. Favete linguis”. É fácil saber o que significa.
Pois bem. Reuven Rivlin, o presidente de Israel — que não é o governo do país, mas representa o Estado —, telefonou para a presidente Dilma e se desculpou pela fala de Yigal Palmor, da chancelaria, segundo quem o Brasil era um “anão diplomático”. Para ser mais preciso, afirmou o seguinte: “Essa é uma demonstração lamentável de por que o Brasil, um gigante econômico e cultural, continua sendo um anão diplomático”. E disse mais: “O relativismo moral por trás dessa atitude faz do Brasil um parceiro diplomático irrelevante, que cria problema ao invés de contribuir para solucioná-los”.
Palmor estava certíssimo. Ele reagia a uma decisão delinquente da política externa brasileira. O Itamaraty redigiu, então, uma nota criticando Israel por sua ação na Faixa de Gaza e não fez a mais remota menção ao fato de que o país estava sendo atacado pelos foguetes do Hamas. Para piorar, chamou o embaixador para consultas, o que significa um agravo ao outro país.
Assim, Palmor estava, obviamente, coberto de razão ao reagir daquela maneira. Era mesmo coisa de anão diplomático. E, cá entre nós, não foi a única decisão estúpida tomada pelo Itamaraty.
Segundo informa o Palácio do Planalto, Rivlin se desculpou pela reação do porta-voz e reafirmou a amizade de Israel com o Brasil. Em resposta, a presidente Dilma teria afirmado que seu governo repudia, sim, os ataques do Hamas, mas condena igualmente o que considera a reação desproporcional dos israelenses.
Eu ainda quero saber o que é “reação proporcional” num caso como esse, mas, de todo modo, indago: por que o Itamaraty não fez, então, essa afirmação naquela nota de 23 de julho? Por que preferiu transformar um lado — Israel — em vilão e o outro lado — o Hamas — em vítima?
Queriam me ver aqui a discordar de autoridades israelenses? Pois não! É o que faço agora. Certamente o presidente de Israel sabe o que é melhor para o seu país, mas, se foi como o Palácio do Planalto está anunciando, discordo do pedido de desculpas. Continuo a achar que é o governo brasileiro que deve desculpas ao governo israelense. Por Reinaldo Azevedo
Tags: Hamas, Israel, Itamaraty
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08/08/2014 às 4:03
Hamas rejeita prorrogar cessar-fogo; foguetes atingem Israel antes do fim da trégua; terroristas dizem que vão manter os ataques
Um terrorista do Hamas, com o rosto escondido, apareceu na Al Jazeera, informa o Jerusalem Post, para passar uma instrução aos negociadores palestinos no Cairo: ou Israel aceitava todas as condições do grupo para suspender os ataques com foguetes, ou eles deveriam abandonar a mesa de negociação. O Hamas exige o fim do bloqueio a Gaza e a libertação de pessoas ligadas ao grupo que foram presas na Cisjordânia em conflitos recentes. Não só isso: agora quer tambémconstruir um porto e um aeroporto. E tudo, claro!, sem se desarmar e sem mudar o seu programa, que prevê, como é sabido, a destruição do estado israelense. E aí… Vocês acham que Israel deveria topar essa conversa? Ou por outra: para suspender seus ataques com mísseis, o Hamas exige que o inimigo lhe franqueie condições de se fortalecer ainda mais, para voltar a atacar no futuro com ainda mais violência. É patético!
Os que insistem em transformar Israel no vilão da narrativa se esquecem de que esse Estado existe e existirá sempre, com paz ou com guerra. E, é evidente, a paz é melhor. Já o Hamas só existe porque a guerra existe. Sem ela, o que seria dele? É preciso dar uma resposta a essa pergunta caso se queira fazer uma abordagem honesta da questão.
Digamos, só para efeitos de pensamento — não é a minha proposta para a região — que Israel aceitasse voltar às fronteiras anteriores a 1967, com a criação do Estado palestino. O Hamas aceitaria? Deixaria de existir? O movimento se autodissolveria e se dedicaria, então, a governar o novo Estado, tentando garantir o bem-estar do seu povo? Qualquer pessoa com um mínimo de honestidade intelectual e de informação sabe que a resposta é negativa.
Que se registre: quatro horas antes do fim da trégua, dois foguetes oriundos de Gaza atingiram o território israelense. É assim que negociam os terroristas. O Hamas, que enfrentava crescente rejeição da população de Gaza, promoveu uma grande manifestação pública nesta quinta. Mushir al-Masri, um dos líderes terroristas, contribuiu para a paz com a seguinte fala: “Nossos dedos estão no gatilho, e nossos foguetes estão apontados para Tel Aviv”. O que lhes parece? Musa Abu Marzouk, outro representante do grupo, escreveu o seguinte no Facebbok: “A única garantia são as armas da resistência”.
Negociadores de Israel afirmaram que o país aceitaria, sim, prorrogar por mais 72 horas a trégua, conforme propôs o Egito, mas o Hamas recusou. E ainda anunciou que nem todos os seus túneis foram destruídos. Então tá. No atual estágio, o mais provável é que a guerra continue. Daqui a pouco, os cínicos e oportunistas começarão a derramar suas lágrimas de crocodilo pelas crianças palestinas. É claro que a morte de inocentes é um horror. É claro que é uma tragédia. Só que é preciso deixar claro quem são seus assassinos: os terroristas do Hamas e da Jihad Islâmica.
O terrorismo se fortalece com o sangue dos inocentes. Precisa vampirizar o povo palestino para que possa existir. Por Reinaldo Azevedo
Tags: Hamas, Israel
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112 COMENTÁRIOS
05/08/2014 às 5:02
Israel tira as tropas da Faixa de Gaza antes de início de cessar-fogo. E as facilidades do pacifismo
Um pouco de racionalidade na loucura? Quem sabe… Embora não tenha dado ainda a operação “Margem Protetora” como encerrada, Israel retirou de Gaza todas as suas tropas terrestres, antes ainda da entrada em vigor do cessar-fogo de 72 horas negociado pelo Egito, com o qual concordaram tanto as forças dos movimentos terroristas Hamas e Jihad Islâmica como as de Israel. A trégua teve início às 8h desta terça — 2h em Brasília. Representantes dos extremistas palestinos já estão no Cairo, para onde rumarão também negociadores israelenses. Os egípcios tentam fazer da trégua o começo de uma negociação de paz — ao menos para o conflito de agora. Israel anunciou que destruiu os túneis do Hamas, mas não dá como concluída a tarefa: “Ainda temos muitas missões para cumprir”, disse o porta-voz militar, Moti Almoz.
Cresce a pressão de países europeus contra Israel. O governo da Grã-Bretanha afirmou que pretende rever seus contratos de venda de armas e artefatos militares, embora não tenha falado em suspendê-los. Já o governo da Espanha anunciou a suspensão mesmo, embora o volume negociado seja irrisório. O governo francês, por sua vez, afirmou que é preciso parar com o “massacre” na Faixa de Gaza.
Já tratei do assunto aqui muitas vezes e não mudei de ideia porque não há fatos que o justifiquem. É claro que uma tragédia está em curso em Gaza. A questão é saber o que o governo israelense poderia ter feito para evitá-la. Alguém dirá: “Basta suspender o bloqueio a Gaza…”. É mesmo? Perguntem por que o islâmico Egito não faz a mesma coisa. A questão de fundo é saber o que o Hamas fará se e quando ele for suspenso. Hoje, é fácil saber: iria se armar ainda mais. Pode-se ir mais longe: “É preciso acabar com os assentamentos na Cisjordânia…”. Salvo engano, o Hamas não quer apenas a Cisjordância e Gaza livres da presença judaica, mas toda a terra que eles consideram a grande Palestina — e isso inclui o Estado de Israel. O grupo só foi criado, diga-se, e optou pela ação terrorista porque se opunha e se opõe a qualquer forma de negociação com o “inimigo”.
É claro que ser “pacifista” em situações assim é sempre o mais fácil, não é? Como esquecer que Chamberlain foi saudado por milhares nas ruas quando voltou a Londres, depois de assinar com Hitler o tratado de Munique, em companhia do francês Daladier. Dois “pacifistas” em 1938… Churchill disse, então, uma das grandes frases daquele tempo: “Entre a desonra e a guerra, escolheram a desonra e terão a guerra”. Não estou comparando as duas situações. Só estou apelando a um fato extremo para exemplificar que nem sempre o que parece bom no momento é o mais desejável.
Eu defendo, é evidente, a existência de dois estados na área, o judeu e o palestino. Intransigências terão de ser vencidas de lado a lado. Ocorre que o terrorismo não é uma intransigência apenas: trata-se de uma forma de manter o permanente estado de guerra, que garante o statu quo dos… terroristas. A grande loucura do nosso tempo nessa questão está no fato de a lógica do terror — e suas estratégias — terem contaminado o juízo da diplomacia ocidental.
Poucos se dão conta de que o que se pede a Israel, hoje, no terreno militar, é que atue menos, o que só se pode fazer à custa de mais vítimas israelenses. Que governo faria essa opção? É preciso negociar e pôr fim à incursão a Gaza? É, sim! Mas o que é que se vai exigir dos terroristas? Por Reinaldo Azevedo
Tags: Faixa de Gaza, Hamas, Israel
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04/08/2014 às 16:01
Ataques matam um e ferem seis em Jerusalém
No Globo:
Dois ataques foram registrados em Jerusalém nesta segunda-feira, deixando um israelense morto e seis feridos, no que parece ser uma reação à ofensiva israelense na Faixa de Gaza. Os episódios de violência, descritos pela polícia como atos terroristas, ocorrem após o Hamas acusar Israel de violar uma trégua unilateral de sete horas e levaram ao reforço do policiamento na cidade. Imediatamente após o início do cessar-fogo temporário, um bombardeio sobre um campo de refugiados na Cidade de Gaza matou uma menina de 8 anos e deixou 29 pessoas feridas. Horas depois, Israel retomou a ofensiva contra Gaza, antes do fim do período estabelecido para a trégua humanitária. Enquanto foguetes continuam sendo disparados contra Israel, o Egito pressionou os palestinos para decretarem um cessar-fogo de três dias.
Em um bairro de judeus ultraortodoxos em Jerusalém, um homem dirigindo uma escavadeira atropelou um pedestre e virou um ônibus antes de ser baleado e morto por policiais. O pedestre morreu e mais cinco pessoas ficaram feridas — o motorista do ônibus, três passageiros e um policial. O motorista do trator foi identificado como Mohammed Naif Ja’abis, um árabe por volta dos 20 anos, morador de Jerusalém Oriental. Ja’abis deixou a área de construção, andou cerca de 50 metros e atingiu o israelense e o ônibus.
Militantes palestinos realizaram investidas semelhantes no passado usando veículos de construção civil. Mas embora a polícia afirme que ele já tivesse se envolvido em um problema de segurança anteriormente, a família negou que ele fosse um terrorista e considerou o episódio um acidente.
Algumas horas depois, perto da Universidade Hebraica de Jerusalém, um atirador abriu fogo ferindo um soldado gravemente no estômago. As forças de segurança realizam uma caçada na tentativa de deter o agressor, que fugiu em uma moto. “Suspeitamos que este foi um ataque terrorista”, disse Yossi Parienti, chefe de polícia de Jerusalém, ao Canal Dois. O caso levou a um reforço do policiamento em Jerusalém, com agentes de outras cidades sendo enviados para o local. A segurança será aumentada em bairros árabes e judeus onde possam ocorrer atritos. As autoridades alertaram para os moradores tomarem cuidado.
A área do porto de Tel Aviv também teve a segurança reforçada, após um homem ameaçar por telefone explodir uma bomba. O interlocutor, que não se identificou, afirmou que estava prestes a realizar um atentado, mas teria decidido recuar e voltar para sua casa, em Hebron.
(…) Por Reinaldo Azevedo
Tags: Autoridade Palestina, Israel
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04/08/2014 às 4:25
Manifestantes pró-Israel protestam em Copacabana
Manifestantes pró-Israel reúnem-se na Praia de Copacabana (Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo)
Por Lucas Altino, no Globo:
O domingo era de sol e lazer, mas milhares de cariocas optaram pelo ativismo. E lotaram ontem a Praia de Copacabana em um protesto convocado pela Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (Fierj) em prol da paz no Oriente Médio. Munidos de cartazes, os manifestantes exaltaram o direito de Israel à autodefesa e esclareceram: a comunidade judaica não é contra o povo palestino, mas contra os terroristas do grupo islâmico Hamas
“O mais importante é chamar a atenção de toda a população para o que está acontecendo. Há muitos anos sofremos com terroristas. Só teremos paz se o nosso parceiro também quiser. Não somos contra a Palestina, mas sim contra o Hamas”, explicou o presidente da Fierj, Jayme Salomão.
Segundo a entidade, 2.500 pessoas participaram da caminhada da altura da Rua Santa Clara em direção ao Leme. Cálculos da Polícia Militar, porém, estimaram em 1.200 esse número.
(…)
Por Reinaldo Azevedo
Tags: Israel
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01/08/2014 às 15:32
Israel X Hamas: A lógica do terror não distingue instalações civis e humanitárias de aparelhos de guerra
Quatro horas! Foi o tempo que durou o cessar-fogo de três dias entre as forças de Israel e as do Hamas, anunciado ontem por Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, e John Kerry, secretário de Estado dos Estados Unidos. Quem violou o acordo? O Hamas. Um destacamento de soldados israelenses foi atacado quando destruía um dos túneis construídos pelo grupo terrorista, atividade permitida nos termos estabelecidos pelo cessar-fogo. Um homem-bomba chegou a ser usado no ataque. Um soldado israelense de 23 anos, Hadar Goldin, foi sequestrado. Na retomada da reação aos ataques do Hamas, Israel bombardeou a cidade de Rafah, e pelos menos 35 pessoas morreram. Como sempre, os extremistas palestinos dizem que eram todos civis.
Eis aí a lógica e a moral do terror. Desde o começo da operação “Margem Protetora”, o Hamas vem se negando sistematicamente a concordar com uma trégua. Violou mesmo uma — humanitária, creiam — para a retirada de feridos. Na minha coluna de hoje, na Folha, aponto a delinquência intelectual e moral dos que ignoram o conteúdo do Estatuto do Hamas e tratam um grupo terrorista como se fosse mera organização de resistência. Lá está escrito, entre outras barbaridades: “A hora do julgamento não chegará até que os muçulmanos combatam os judeus e terminem por matá-los. E mesmo que os judeus se abriguem por detrás de árvores e pedras, cada árvore e cada pedra gritará: ‘Oh! Muçulmanos, Oh! Servos de Alá, há um judeu por detrás de mim, venham e matem-o”.
Torno público o conteúdo de um e-mail, de autoria de um médico que trabalha em Israel, que chegou a este jornalista. Prestem atenção:
“Não creio que os jornais brasileiros descrevam com detalhes o que se passa em Gaza. Das muitas histórias, quero descrever com pormenores um episódio instrutivo: terminou muito mal, mas podia ter terminado muito pior.
Um grupo de soldados precisava entrar num ambulatório-enfermaria da UNRWA — United Nations Relief and Works Agency for Palestinian Refugees. NOTA DO REDATOR: é a “Agência das Nações Unidas para a Ajuda aos Refugiados Palestinos”, que atua, é bom que saibam, em parceria com o Hamas. E não é de hoje. Sigo com o e-mail.
De acordo com as instruções, antes de entrar, mandaram um robô, pois o prédio poderia estar minado. O robô não mostrou nenhum sinal de explosivos. Aí os soldados mandaram um cachorro especialmente treinado para farejar pólvora e explosivos. Também não detectou nada. Aí os soldados entraram, e o prédio explodiu. As paredes desmoronaram. Por um verdadeiro milagre, “somente” 5 soldados morreram mas muitos, mais de duas dezenas, ficaram feridos, muitos deles gravemente. A investigação do Exército revelou do que se tratava: quando as Nações Unidas contrataram uma firma local para construir a enfermaria, os palestinos colocaram 12 sacos de explosivos — cada saco pesando 80 quilos — dentro das paredes do prédio. É isto mesmo: quase uma tonelada de explosivos!
Eu entendo perfeitamente que “à la guerre comme à la guerre”: até outro dia, havia pacientes palestinos sendo tratados num ambulatório-enfermaria das Nações Unidas, em Gaza, cujas paredes continham uma tonelada de explosivos: o Hamas tem os seus próprios métodos de calcular riscos versus benefícios.”
Retomo
Eis aí. Os inimigos contumazes de Israel, que se deixam contaminar pela ideologia, mas não pelos fatos, gostam de apontar as assimetrias nessa guerra. Elas são, antes de mais nada, de método. O Hamas não distingue instalações civis e humanitárias de instalações militares. Afinal, de acordo com o seu estatuto, “Israel existirá e continuará existindo até que o Islã o faça desaparecer, como fez desaparecer todos aqueles que existiram antes dele”.
Essa é a lei do terror. Essa é a lei dos que fazem da morte de civis a sua fortaleza. Israel tem o direito de se defender e vai se defender.
Por Reinaldo Azevedo
Tags: Hamas, Israel
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31/07/2014 às 19:38
Guerra entre Israel e o Hamas – Vamos dar a notícia direito!
Noticia-se mundo afora que Israel e Hamas aceitaram um cessar-fogo de 72 horas, negociado pelos Estados Unidos e pela ONU. Ok. É um fato, mas pode ser dito de outro modo, mais de acordo com a natureza desse fato. O Hamas aceitou o cessar-fogo desta vez, o que não tinha feito até agora. Sim, esse detalhe escapava ao noticiário majoritariamente anti-Israel. Era o movimento terrorista que se recusava a suspender os ataques. Afinal, para ele, quanto mais cadáveres, melhor; quanto mais mortos, melhor; quanto mais vítimas, melhor. É assim que facínoras caíram no gosto da estupidez politicamente correta.
Consta que a trégua é incondicional. Em situações semelhantes, no passado, ela sempre foi rompida pelo Hamas. Mesmo nesta jornada, combinou-se um cessar-fogo humanitário de algumas horas para atender algumas vítimas. Os terroristas não o respeitaram. Consta ainda que haverá negociações posteriores, encerrado esse período de três dias. Tomara! Se o Hamas insistir no tal “fim do bloqueio a Gaza”, no entanto, não haverá acordo. Como esquecer que, antes do início dessa nova incursão, eram os extremistas muçulmanos que estavam no ataque, sozinhos?
E por que o Hamas aceita agora o cessar-fogo, se é que vai levar a sério a palavra? Porque é claro que a situação em Gaza é dramática. Segundo a ONU, há 200 mil pessoas abrigadas em suas instalações e outro tanto na casa de parentes. O desavisado logo parte para o ataque: “Estão vendo? Israel só agride civis…”. Não! O Hamas é que, de forma declarada, infiltra-se entre os civis e transforma bairros em bases militares – e, portanto, em alvos militares também. É bom não esquecer: antes desse novo conflito, havia um clima de revolta contida contra o Hamas na Faixa de Gaza. O terror precisa de corpos para manter o poder.
A operação Margem Protetora está em seu 24º dia, a mais longa desde que Israel retirou militares e civis judeus de Gaza, em 2005. Depois disso, o Exército realizou outras duas operações: uma entre 2008 e 2009, que durou 23 dias, e outra em 2012, durante sete dias. Esta também é a operação que fez o maior número de soldados israelenses mortos desde a Guerra do Líbano. Por Reinaldo Azevedo
Tags: Hamas, Israel
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30/07/2014 às 3:06
O CIRCO DE HORRORES – Dilma volta a falar sobre conflito israelo-palestino e mete, de novo, a política externa brasileira no lixo, agora sob os auspícios do regime bolivariano, francamente antissemita
A presidente Dilma Rousseff participou nesta terça de um troço impossível: uma reunião de cúpula do Mercosul. A questão é simples: ou bem alguma coisa é de cúpula ou bem é do Mercosul. As duas palavras não podem compor uma unidade semântica. Convenham: reúnam-se Dilma, Cristina Kirchner, Nicolás Maduro e José Mujica… Tinha de tudo: anã diplomática, mulher transformista, domador com chicote e palhaço… O Mercosul é aquela estrovenga que impede o nosso país de firmar acordos bilaterais e que está ajudando a enterrar a indústria brasileira. O encontro aconteceu na Casa Amarilla, no Centro de Caracas. Os jornalistas foram proibidos de chegar perto do circo. Ninguém por ali gosta de liberdade de imprensa.
Entre as muitas irrelevâncias, houve, claro, espaço para dizer delinquências políticas sobre o conflito israelo-palestino. E tal honraria coube a Dilma, que não se dispensou de manchar mais uma vez a diplomacia brasileira. Disse ela: “Desde o princípio, o Brasil condenou o lançamento de foguetes e morteiros contra Israel e reconheceu o direito israelense de se defender. No entanto, é necessário ressaltar nossa mais veemente condenação ao uso desproporcional da força por Israel na Faixa de Gaza, do qual resultou elevado número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças”.
“Desde o princípio”, quando? A nota oficial do Itamaraty, junto com a ordem para o retorno do embaixador brasileiro em Tel Aviv, ignorava os ataques do Hamas. Sucessivos governos do PT, que puxam o saco de todas as ditaduras islâmicas, têm condenado Israel de forma sistemática.
Dilma nunca soube direito o que dizer sobre a maioria dos assuntos. Então candidata a presidente, em 2010, ela participou, no dia 14 de maio, em Brasília, da “Missa dos Excluídos”, que encerrou o 16º Congresso Eucarístico Nacional. Foi indagada sobre a legalização do aborto, à qual ela era francamente favorável. Disse o seguinte:
“Não é uma questão se eu sou contra ou a favor, é o que eu acho que tem que ser feito. Não acredito que mulher alguma queira abortar. Não acho que ninguém quer arrancar um dente, e ninguém tampouco quer tirar a vida de dentro de si”.
Entenderam. Na cabeça de Dilma, não havia diferença entre um feto e um dente estragado. É com essa propriedade que ela reflete sobre assuntos graves. E não foi diferente ao se pronunciar sobre a criação de um Estado palestino, segundo ela, uma “precondição para a paz”. Uau! Dilma acha que, primeiro, Israel deve permitir que os palestinos criem o seu estado, mesmo debaixo de foguetes e sob ataques terroristas. Aí, então, é só cuidar da paz. A diplomacia israelense foi suave ao chamar o Brasil de anão diplomático. O Mercosul divulgou uma nota no mesmo tom.
É uma ironia patética que essa declaração tenha sido feita na Venezuela. O bolivarianismo é francamente antissemita. Em 2009, Chávez expulsou o embaixador de Israel de Caracas sob o pretexto de protestar contra a incursão de então à Faixa de Gaza. Foi fartamente elogiado pelos terroristas do Hamas, do Hezbollah e pelo governo do Irã. Em 2012, um estafeta do chavismo publicou um artigo no site da Rádio Nacional da Venezuela com um ataque bucéfalo ao candidato da oposição, Henrique Caprilles Radonski, cuja família é de origem judaica, chamando-o de “porco”. Foi além e escreveu: “Este é o nosso inimigo, o sionismo que Capriles Radonski hoje representa, que não tem nada a ver com uma força nacional e independente”. O artigo incitava os venezuelanos a rechaçar “o sionismo internacional, que ameaça com a destruição do planeta que habitamos”. E, claro!, pedia votos para Chávez. É pouco? Os chamados círculos bolivarianos são infiltrados por militantes ligados ao Hezbollah, o movimento terrorista que governa o sul do Líbano. E o Irã segue sendo um dos principais parceiros do governo Maduro, como era de Chávez.
E nessa lata de lixo que a presidente Dilma mete a política externa brasileira. Por Reinaldo Azevedo
Tags: Governo Dilma, Israel, Itamaraty
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28/07/2014 às 16:31
Guerra israelo-palestina: Um dia sangrento e a ladainha macabra de sempre
O primeiro-ministro israelense, Benyamin Netanyahu, criticou o pedido incondicional de cessar-fogo feito pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU. E fez muito bem. Na prática, o Conselho ignora os ataques de que Israel é vítima e atribui ao país a responsabilidade única pelo conflito. Não dá mais para aceitar esse tipo de delinquência política.
Nesta segunda, cinco palestinos foram mortos no sul de Israel. Ataques a um campo de refugiados e a um hospital, em Gaza, fizeram pelo menos 12 mortos e 40 feridos. O Hamas acusa Israel. O governo israelense, por sua vez, nega a responsabilidade e diz que se tratou de fogo amigo: os mísseis teriam sido disparados pela própria Jihad Islâmica, um dos grupos terroristas que atuam em Gaza. Israel não costuma mentir sobre suas ações.
No dia com o maior número de baixas civis israelenses, quatro pessoas morreram no distrito de Eshkol em razão da queda de um míssil: oito outras estão feridas, quatro em estado considerado “crítico”, com risco imediato de morte, e quatro em estado grave. O Hamas comemorou com entusiasmo o seu feito, coisa que, obviamente, não vai chamar a atenção de ninguém, nem da ONU.
É uma tolice e uma perda de tempo imaginar que o esforço para isolar Israel, jogando contra o país a opinião pública mundial, irá demovê-lo de se defender. A hesitação em dar início à incursão terrestre em Gaza levava em conta o desgaste certo. Àquele que não resta alternativa a não ser se defender, a margem de manobra se estreita brutalmente.
Se Israel se vergasse a esse tipo de pressão, já não existiria como país. Também mentem os tolos — ou os de má-fé — ao sustentar que o país precisa do sinal verde dos EUA para se defender. A esta altura, está claro para a sociedade israelense que há um de dois caminhos: enfrentar o inimigo ou sucumbir. Parte considerável do mundo prefere fechar os olhos para os mísseis do Hamas, para a natureza da sua luta — que recorre a escudos humanos — e para seus propósitos: quer o fim de Israel. Está em seus estatutos.
A Israel cabe ficar de olhos bem abertos. Para enfrentar, inclusive, o hábil trabalho de manipulação de opinião pública que coloca o país como vilão. Por Reinaldo Azevedo
Tags: Israel
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25/07/2014 às 20:58
Israel e Hamas rejeitam plano de cessar-fogo proposto pelos EUA
Na Veja.com:
O gabinete de segurança israelense rejeitou por unanimidade nesta sexta-feira uma proposta de cessar-fogo na Faixa de Gaza apresentada pelo secretário de Estado americano, John Kerry, que tinha o objetivo de estabelecer uma trégua de uma semana no conflito que já deixou mais de 800 palestinos e trinta israelenses mortos. À agência Reuters, uma fonte diplomática israelense disse que o país quer realizar mudanças no plano antes de interromper a ofensiva. O Hamas também recusou a proposta.
Ao falhar em conseguir a trégua de cinco dias, que deveria começar no domingo, os Estados Unidos conseguiram, no entanto, uma pausa de 12 horas nas hostilidades, que deverá ter início às 7 horas da manhã deste sábado, pelo horário local, segundo uma fonte do governo americano revelou à agência Reuters. O Hamas também teria concordado com a pausa.
Neste sábado, Kerry participará de uma reunião em Paris com os ministros de Relações Exteriores do Catar, da Turquia, da França e da Grã-Bretanha, além da chefe da diplomacia da União Europeia, em mais uma tentativa de conseguir um cessar-fogo. O Catar e a Turquia têm sido intermediários dos Estados Unidos e do Hamas, considerado um grupo terrorista pelo governo americano e pela UE.
Kerry informou ainda que continuará em contato com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. “As lacunas foram reduzidas de forma significativa”, disse o secretário americano, tentando dar algum relevo aos seus esforços diplomáticos, que o levaram a visitar o Cairo, Tel Aviv, Jerusalém e a Cisjordânia ao longo da semana.
Uma das exigências de Israel para um cessar-fogo é que, durante o período de trégua, seja assegurado o direito de operar contra os túneis clandestinos em Gaza. Apesar da rejeição, o governo deixou a porta aberta para que a proposta seja melhorada e, consequentemente, aceita. O Hamas, por sua vez, tem insistido em um acordo mais amplo, que inclua o fim do bloqueio de Israel ao território. Embora não tenham sido divulgados integralmente, os termos da proposta de Kerry previam que as negociações entre as partes seriam mantidas para que um acordo permanente pudesse ser firmado.
Operação
A operação israelense com o objetivo de conter os disparos de foguetes a partir de Gaza contra o seu território chegou nesta sexta-feira ao 18º dia. Na Cisjordânia, cinco palestinos foram mortos e vários ficaram feridos em confrontos com forças israelenses durante manifestações contra a operação. O Exército de Israel foi colocado em alerta máximo na região, que foi declarada “dia de fúria” pelo Hamas, pela Jihad Islâmica e também pela Autoridade Palestina. Segundo autoridades israelenses, nas últimas 24 horas, oitenta foguetes foram lançados de Gaza contra Israel.
O ministro da Defesa de Israel, Moshe Yaalon, afirmou que a operação terrestre em Gaza, lançada no último dia 17, pode ser “significativamente ampliada” em breve, informou a agência Associated Press. O comunicado foi divulgado pouco depois de Kerry ter anunciado no Cairo o fracasso na tentativa de um acordo. O texto do gabinete de Yallon afirma que as tropas “devem estar preparadas”. Por Reinaldo Azevedo
Tags: Autoridade Palestina, EUA, Israel
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25/07/2014 às 15:54
O conflito israelo-palestino, os delinquentes e os cínicos
O Hamas e a Jihad Islâmica, que são grupos terroristas, e a Autoridade Palestina, reconhecida internacionalmente como governo legal dos palestinos, convocaram nesta sexta um “Dia de Fúria”, desta feita na Cisjordânia, o território controlado pelo Fatah, grupo ao qual pertence Mahmoud Abbas, presidente da AP. O esforço, como se vê, é para levar o caos da Faixa da Gaza, onde se dá a guerra entre Israel e o Hamas, para a Cisjordânia, que vivia dias naturalmente tensos, mas estava relativamente em paz. Que líder, com um mínimo de responsabilidade, faz essa escolha? Confrontos com as forças israelenses fizeram cinco mortos. Na Faixa de Gaza, a Al Aqsa, televisão controlada pelo Hamas, começou a divulgar canções pró-Intifada, pró-levante.
O confronto, até agora, já matou mais de 800 palestinos. São 36 os soldados israelenses mortos, maior número de baixas desde a Guerra do Líbano, em 2006. É lamentável? É. Faz-se necessário um cessar-fogo imediato? Sim. E quem não permite que isso aconteça? O Hamas, que é, desde sempre, a força agressora nesse conflito — pouco importa o que cada um de nós pense sobre a questão israelo-palestina. Para um cessar-fogo, o Hamas exige o fim do bloqueio a Gaza. Ora, isso é o que eles já pediam, usando essa reivindicação como justificativa para jogar seus milhares de foguetes contra Israel. Se, antes da reação militar, Israel não cedeu — no que fez muito bem —, por que cederia agora?
Contabilidade de mortos não confere superioridade moral a ninguém, especialmente quando um dos lados do conflito, como é sabido, recorre a escudos humanos. Israel hesitou em dar início à ofensiva terrestre — e tratei aqui desse assunto — porque é claro que o resultado seria terrível, dadas as características demográficas de Gaza e a forma de luta escolhida pelo Hamas, que não distingue civis de homens em guerra.
O governo brasileiro continua a produzir delinquências políticas a respeito. Marco Aurélio Garcia, assessor especial da presidente Dilma para assuntos internacionais, afirmou, por exemplo, que há um “genocídio” em Gaza. É ideologia rombuda misturada a ignorância. Acusar os judeus, que foram vítimas da tentativa de extermínio nazista — este, sim, genocida —, de tal prática é só uma das formas de negar o Holocausto. Mas nada me surpreende nessa gente.
Garcia, um prosélito vulgar de causas ruins, escreveu um texto com ataques a Israel num desses panfletos de esquerda de que se serve o governo. A política externa brasileira virou uma chanchada macabra. O Itamaraty, como se sabe, emitiu uma nota em que condena explicitamente a ação israelense, ignorando solenemente os ataques do Hamas. A chancelaria de Israel afirmou que a opinião do governo brasileiro era irrelevante. Indagado a respeito, Garcia diz que não responderia ao “sub do sub do sub”. A ignorância é sempre arrogante.
Se há mesmo vozes dispostas a falar em nome da paz, a única coisa sensata a fazer neste momento é apelar para que o Hamas aceite o cessar-fogo para que se possa abrir um corredor humanitário em Gaza para atender as vítimas. E termino com uma questão que pede uma resposta. O Hamas jogava milhares de foguetes em Israel sob o pretexto de pedir o fim do bloqueio a Gaza. Israel não cedia porque o grupo quer as fronteiras abertas para que possa se armar com o propósito de atacar o país. A situação estava se tornando insustentável, e uma nova incursão a Gaza seria fatal se os terroristas não suspendessem seus ataques. O mundo ficou calado diante da escalada do Hamas. Nesse contexto, o que restava a Israel senão se defender?
Os que se calaram antes diante da ação terrorista agora se dizem chocados com o número de mortos? Isso não é piedade, mas cinismo.
Por Reinaldo Azevedo
Tags: Israel
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24/07/2014 às 16:08
Israel reage a nota indigna do governo Dilma e diz que ela explica por que o Brasil é politicamente irrelevante. E está certo! Judeus brasileiros protestam contra Itamaraty
Nestes últimos 12 anos, o Brasil se acostumou à diplomacia de chanchada, à diplomacia circense, à diplomacia momesca. Um presidente brasileiro percorreu, por exemplo, ditaduras árabes e se abraçou a facínoras. Emprestou integral apoio a tiranos, enquanto o povo morria nas ruas. Flertou com aiatolás atômicos, negou-se a condenar homicidas em massa na ONU, apoiou e apoia protoditaduras latino-americanas. De A a Z, a política externa brasileira percorreu todos os verbetes da indignidade.
O auge da estupidez estava reservado para uma nota emitida nesta quarta. O Itamaraty publicou um verdadeiro repto contra Israel, hoje em guerra com o Hamas, e convocou o embaixador brasileiro em Tel Aviv. Para vergonha da história, o Ministério das Relações Exteriores emitiu a seguinte nota:
O Governo brasileiro considera inaceitável a escalada da violência entre Israel e Palestina. Condenamos energicamente o uso desproporcional da força por Israel na Faixa de Gaza, do qual resultou elevado número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças.
O Governo brasileiro reitera seu chamado a um imediato cessar-fogo entre as partes.
Diante da gravidade da situação, o Governo brasileiro votou favoravelmente a resolução do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas sobre o tema, adotada no dia de hoje.
Além disso, o Embaixador do Brasil em Tel Aviv foi chamado a Brasília para consultas.
Como já destaquei aqui, chamar de volta um embaixador é um ato hostil ao outro país. Observem que o governo do Brasil não censura, nessa nota, os ataques feitos pelo Hamas, tratando Israel como mero estado agressor.
Os israelenses reagiram com dureza e fizeram muito bem. Um país que luta contra inimigos poderosos não tem tempo para palhaçadas. Disse a chancelaria de Israel: “O comportamento do Brasil ilustra por que esse gigante econômico permanece politicamente irrelevante”. Segundo aquele governo, o nosso país escolheu “ser parte do problema em vez de integrar a solução”.
É uma reação à altura da indignidade da nota emitida pelo Brasil. Agora, Luiz Alberto Figueiredo, ministro das Relações Exteriores, tenta minimizar o mal-estar, afirmando que a discordância entre países amigos é rotina. Mas emenda: “O gesto que tinha que ser feito foi feito. O Brasil entende o direito de Israel de se defender, mas não está contente com a morte de mulheres e crianças”.
Não me diga! E quem está contente com a morte de mulheres e crianças? Se o Brasil entende o direito de Israel de se defender, deveria ter deixado isso claro na nota. Em vez disso, preferiu transformar o conflito numa luta entre o bem e o mal.
Judeus no Brasil também se manifestaram contra a estupidez. A Confederação Israelita do Brasil emitiu uma nota, que segue:
A Confederação Israelita do Brasil vem a público manifestar sua indignação com a nota divulgada nesta quarta-feira pelo nosso Ministério das Relações Exteriores, na qual se evidencia a abordagem unilateral do conflito na Faixa de Gaza, ao criticar Israel e ignorar as ações do grupo terrorista Hamas.
Representante da comunidade judaica brasileira, a Conib compartilha da preocupação do povo brasileiro e expressa profunda dor pelas mortes nos dois lados do conflito. Assim como o Itamaraty, esperamos um cessar-fogo imediato.
No entanto, a lamentável nota divulgada pela chancelaria exime o grupo terrorista Hamas de responsabilidade no cenário atual. Não há uma palavra sequer sobre os milhares de foguetes lançados contra solo israelense ou as seguidas negativas do Hamas em aceitar um cessar-fogo.
Ignorar a responsabilidade do Hamas pode ser entendido como um endosso à política de escudos humanos, claramente implementada pelo grupo terrorista e que constitui num flagrante crime de guerra, previsto em leis internacionais.
Fatos inquestionáveis demonstram os inúmeros crimes cometidos pelo Hamas, como utilização de escolas da ONU para armazenar foguetes, colocação de base de lançamentos de foguetes em áreas densamente povoadas e ao lado de hospitais e mesquitas.
Também exortamos o governo brasileiro a pressionar o Hamas para que se desarme e permita a normalização do cenário político palestino. Lamentamos ainda o silêncio do Itamaraty em relação à política do Hamas de construir túneis clandestinos, em vez de canalizar recursos para investir em educação, saúde e bem-estar da população na Faixa de Gaza.
A Conib também lamenta que, com uma abordagem que poupa de críticas um grupo que oprime a população de Gaza e persegue diversas minorias, o Brasil mine sua legítima aspiração de se credenciar como mediador no complexo conflito do Oriente Médio.
Uma nota como a divulgada nesta quarta-feira só faz aumentar a desconfiança com que importantes setores da sociedade israelense, de diversos campos políticos e ideológicos, enxergam a política externa brasileira.
Por falar em judeus brasileiros, a Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) e a Juventude Judaica Organizada (JJO) promovem nesta quinta-feira, 24 de julho, às 19h30, na Praça Cinquentenário de Israel, em Higienópolis, uma manifestação em favor da paz e pelo direito de Israel de se defender.
Meus caros, política externa é coisa séria. Não pode estar entregue a prosélitos de quinta categoria; não pode ser fruto da ação de camarilhas ideológicas. Qualquer pessoa de bom senso defende o imediato cessar-fogo. Mas este tem de nascer de um entendimento entre as partes em conflito. A cada foguete, entre os milhares, que o Hamas lança contra Israel, numa prática cotidiana, o movimento terrorista investe na guerra, não na paz. E isso a delinquência da política externa brasileira não reconhece. Por Reinaldo Azevedo
Tags: Israel, Itamaraty, palestinos
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