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- Qual o custo do conchavo entre os Donos do Poder?
- Os Amigos da Etelvina
- Estado Sonegador
- O Verdadeiro significado da Glasnost
| Qual o custo do conchavo entre os Donos do Poder? Posted: 05 Oct 2017 03:27 AM PDT Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net O provável desfecho do Caso Aécio Neves deixou no ar a impressão esquisita de um conchavo entre Legislativo e Judiciário para dificultar a punição a poderosos denunciados por corrupção. A tendência é que a maioria dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal decida que medidas judiciais (cautelares) contra parlamentares dependam, previamente, de um aval dos senadores e deputados. Assim, afastamento de mandato, recolhimento noturno domiciliar ou até prisão provisória ou preventiva só serão homologadas pelo STF se a casa legislativa aprovar, em votação...A alegação é que o Poder Judiciário não pode interferir na atividade parlamentar sem autorização prévia do Congresso Nacional. O STF só resolverá o Caso Aécio na semana que vem. Antes, o corporativismo do Senado deve decidir que Aécio não merece ser punido com perda do mandato. Afinal, alega-se a tese de que não se pode afetar o mandato de um parlamentar que (ainda) não foi condenado em ação penal. O Caso Aécio quase ampliou a guerra de todos contra todos os poderes. No entanto, parece que Judiciário e Legislativo já articulam uma "composição", em nome daquela inexistente "normalidade" institucional...Tudo é tão normal em Bruzundanga que, em votação simbólica, a Câmara dos Deputados aprovou a criação de um Fundo Eleitoral de R$ 2 bilhões para a campanha de 2018. O "Fundão" deve ser sancionado até o final de semana por Michel Temer – um Presidente que recebe filas de deputados em busca da salvação do próprio mandato, conseguindo a salvação legislativa para não ser processado agora, sofrendo um processo de impeachment. O "Fundão" será abastecido por 30% do valor das emendas parlamentares de bancada previstas para 2018, além da compensação fiscal dada às emissoras de rádio e televisão pela veiculação de propaganda partidária eleitoral.O escorchante Fundo Especial de Financiamento de Campanha é apenas uma pequena parte do imenso custo imposto pelos conchavos entre os poderosos donos do poder no Brasil. Foi apenas mais um "golpe" praticado pelo Legislativo, com total apoio do Executivo, que não será contido pelo Judiciário e nem será abalado por algum grito abafado no Poder Militar. Alguma Velhinha de Taubaté acredita que o Ministério Público Federal e a Procuradoria Geral da República entrarão com alguma ação para questionar judicialmente o Fundão?Assim segue o Brasil, um País subdesenvolvido, dominado pelo Crime Institucionalizado, onde o rabo continua correndo atrás do cachorro raivoso... É por isso que vale a pena ler o livro do Príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança...Obama na área O ex-presidente americano Barack Obama estará hoje no Brasil como super-star do Fórum Cidadão Global, em São Paulo. Com ingressos esgotados que chegam a custar até R$ 7,5 mil, conseguir um lugar no auditório será uma tarefa difícil, até mesmo para profissionais da imprensa que desejam cobrir o evento. Amigos do Golpe Para profunda reflexão, o Alerta Total divulga a íntegra da nota oficial emitida pelo escritório de advocacia Carnelós e Garcia – que defende o Presidente Michel Temer: Forjada em narrativa confusa e inverossímil, a denúncia apresentada contra o Presidente da República pelo Ministério Público Federal é inepta. Trata-se de uma farsa em forma de acusação. Está amparada única e exclusivamente em declarações prestadas por delatores que se revelaram malfeitores confessos e em documentos que não trazem nem sequer indício da participação do sr. Michel Temer nos fatos descritos, até porque estes não dizem respeito à sua pessoa. Foi, assim, incapaz de apresentar suporte consistente à tese da pretensa existência de organização criminosa, que teria a finalidade de desviar recursos públicos para sustentação de projeto politico-partidário. Da mesma forma, é nenhuma a sustentação para a acusação de obstrução da investigação, aliás desmentida por áudio de conversa gravada e pelo alegado beneficiário de pagamentos para evitar delação. O que se constata é a imputação de prática de crime pelo simples exercício da atividade política, como se esta pudesse existir sem acordos partidários e tratativas visando à aprovação de projetos de leis, entre outros atos pertinentes. A pretexto de que o crime de organização criminosa tem natureza permanente, imputaram-se ao Presidente da República fatos anteriores ao exercício do cargo, o que é expressamente vedado pela Constituição. Um dos únicos fatos posteriores foi a nomeação de políticos integrantes do PP para cargos no governo, clara prova de que acusação tem por substrato a criminação da política. Ao apresentarmos hoje (4/10/2017) a defesa de Michel Temer à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara Federal, decidimos fazê-lo dentro do prazo mais conservador, respeitando os trâmites previstos pela CCJ e considerando que a contagem se dá pelo número de sessões, e não de dias corridos. Julgamos oportuno relembrar a recusa por essa egrégia Casa ao prosseguimento da primeira denúncia formulada contra o Presidente da República. À época da deliberação sobre a primeira defesa, não se conheciam fatos que viriam depois ao conhecimento público e que tornariam ainda mais evidentes os métodos sórdidos utilizados pelo então Procurador Geral da República e seus parceiros privados – a JBS – para atacar o Presidente. Essa segunda denúncia é apenas um desdobramento daquele processo viciado. O "arqueiro" resolveu buscar em outro bambuzal material para suas flechas, sem imaginar que os petardos que disparara antes teriam efeito bumerangue e acabariam por revelar os putrefatos meios de que se valera para alvejar Temer. Como diz o ditado popular, "a esperteza, quando é muita, vira bicho e engole o dono". Em sua busca frenética por comprometer Temer, os espertos empresários acabaram por gravar suas próprias conversas, mostrando a forma vil como pretenderam acusar o Presidente da República. Não perceberam que os relatos apresentados são pífios, incapazes de levar à caracterização de crimes e servem somente aos propósitos escusos daquele que deixou há pouco a chefia do MPF? Não se exigiu verossimilhança e nem mesmo indícios seguros do que seria dito. Bastava o enredo envolver Temer e foi disso que se tratou: construíram uma história "do Temer." Mais grave ainda. Extrai-se que, das conversas havidas entre os membros da organização que se associou ao antigo Procurador-Geral para acusar o Presidente, os delatores estiveram desde sempre sob orientação de membros do MPF, um dos quais, aliás, em verdadeira operação de agente duplo. Logo depois de deixar o cargo público, assumiu a condição de advogado dos mesmos delatores que orientara na produção de provas forjadas. Quando surgiram notícias sobre os primeiros resultados negativos de perícia oficial efetuada nas gravações, o ex-Chefe do MPF agiu para se proteger, e determinou célere "apuração dos fatos", já anunciando a possibilidade de romper o acordo que firmara com seus parceiros de empreitada. E, assim, os espertos negociadores da honra alheia puderam constatar que ajudar a disparar flechas pode ser perigoso, pois o manejador do arco pode inverter o curso dos petardos e atingir também seus auxiliares, caso eles se tornem uma ameaça ao projeto original. Fazemos igualmente referência à acolhida pelo ex-Procurador-Geral de delação feita por conhecido doleiro, envolvido em diversos escândalos passados, premiado outrora por delatar, mas que hoje se encontra preso por descumprir acordo de delação: sua palavra, centrada em depoimento de "ouvir dizer", só ganhou valor na medida em que venceu a concorrência aberta pelo ex-PGR para ver quem seria capaz de "entregar" o Presidente Temer, ainda que sua narrativa fosse fantasiosa e desprendida de provas. Confiamos que os parlamentares irão dar resposta à altura a essa indecência, rejeitando a autorização para que tenha sequência a denúncia fruto de tão sórdidos expedientes. Não se pode negar que a tramoia foi lançada exatamente no momento em que a economia nacional começava a mostrar sinais de recuperação, depois de anos sofrendo os efeitos da crise fabricada pelos dois mandatários anteriores. Importantes reformas estavam sendo votadas e aprovadas pelo Congresso Nacional. O golpe que visava a deposição do Presidente precisa ser novamente frustrado. O País necessita voltar à normalidade e seguir seu curso. Inapagável Colabore com o Alerta Total Os leitores, amigos e admiradores que quiserem colaborar financeiramente com o Alerta Total poderão fazê-lo de várias formas, com qualquer quantia, e com uma periodicidade compatível com suas possibilidades. Nos botões do lado direito deste site, temos as seguintes opções: I) Depósito em Conta Corrente no Banco do Brasil. Agência 4209-9, C/C: 9042-5, em favor de Jorge Serrão. II) Depósito em Conta Poupança da Caixa Econômica Federal ou em agências lotéricas: 2995 013 00008261-7, em favor de Jorge Serrão. OBS) Valores até R$ 9.999,00 não precisam identificar quem faz o depósito; R$ 10 mil ou mais, sim. III) Depósito no sistema PagSeguro, da UOL, utilizando-se diferentes formas (débito automático ou cartão de crédito). IV) Depósito no sistema PayPal, para doações feitas no Brasil ou no exterior. Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai! O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento. © Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 5 de Outubro de 2017. |
| Posted: 05 Oct 2017 03:20 AM PDT "País Canalha é o que não paga precatórios" Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net Por Carlos Maurício Mantiqueira Afinal, quem são os amigos da Etelvina? Seria o molusco que sempre CITO? O pum de boi do riacho (P)OX? Ou a mina da PARQUETINA? Como age a Santa InquisiCão? Rigor seletivo e intimidaCão. Quando dona Onça entrar em campo, seguirão em seu malvado trampo? Quem não sabe como funciona não pensa, não age e não questiona. Não entende PATAVINA (prima da citada acima). Quem pode pode! De tiranete a veneziano doge! Vestirá a carapuça ao iniciar-se a escaramuça? E como disse Tonto ao Zorro (quando este clamava por socorro: "Estamos perdidos!"). "Você cara pálida... Eu ser índio!" No meio do incêndio das instituicães, haverá farta distribuição de tapas e pães? Ou porão no saco a viola, esperando solução meia-sola? A limpeza será geral; guardemos o macuco no embornal. Façam suas apostas. Quem vai primeiro, após bulir no vespeiro? Vence quem disser para uma bela mina: Acertei no milhar! Porque o bilhão já foi roubado por algum comparsa do Estado-Ladrão. Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador e malandro agulha – que não fala besteira, principalmente quando dá show na gafieira. |
| Posted: 05 Oct 2017 03:19 AM PDT Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli Quando fazemos uma leitura crítica do estado brasileiro esfrangalhado e sucateado vamos chegar à segura conclusão no sentido de que se trata de um Estado sugador do contribuinte e ao mesmo tempo sonegador. O sugador retira do trabalho e do consumo os impostos que recolhe para a galhardia de poucos privilegiados e é, ao mesmo tempo sonegador: não tem retorno algum naquilo que pagamos. Sonega transporte, sonega saúde, sonega educação, sonega cultura, e principalmente honestidade, probidade, moralidade e um conjunto de regras na dicção da própria governabilidade. Fomos tremendamente enganados na eleição de 2014,um estelionato eleitoral, sem qualquer plano de voo,e mais grave ainda um projeto de poder que felizmente foi coarctado, mas não podemos ousar a ponto de vivermos de impeachment, em todas e quaisquer circunstâncias. Nenhuma democracia aguentará tanta instabilidade, e falta de juízo para que o parlamento se sobreponha a vontade popular e decida de acordo com seus valores. O governo eleito em 2014 não começou e corre o sério risco de não terminar, enquanto isso as instituições batem de frente. O STF impõe medida restritiva ao Senador, e o Senado reage para convocar sua força e deliberar se aceita ou não esse tipo de pronunciamento jurisdicional. A Constituiçao de 1988 é uma página virada da história brasileira, talvez a mais acintosa regra de não se governar. deu direitos para todos mas não atribuiu deveres, e assim a anarquia pode ser instalada a qualquer momento. Todos sem exceção estão descontentes desde o mais humilde trabalhador até o mais graduado. O Exército não quer calar e começa a demonstrar que poderá intervir se as instituições não forem capazes de resolver os problemas da sociedade civil. O Estado sugador, que nos traga goela abaixo e retira tudo pela via do aumento de tributos e impostos, agora em outubro aumentará as faturas das contas de energia elétrica, a pretexto de uma seca sem igual com os reservatórios praticamente no volume morto. O Brasil é empurrado como se fosse um gigante movido por um motor sem tração e com pouca bateria que falha mas não apaga. É a sensação que todos temos, ao passo que a midia diabólica joga quanto pior melhor. Assistimos as piores notícias e não importa de qual parte do planeta, se for matéria de má qualidade lá vem nosso jornalismo cotidiano invadindo nossos lares para dar em primeira mão, terremoto, maremoto, tornado, abalo, enfim toda qualidade censurável que visa a debelar valores e nos tratar com o complexo de vira lata. Precisamos criar meios e mecanismos autoprotetivos que iluminem nossos caminhos. Afinal de contas não é a corrupção o único vetor que nos salvará, e nos permitirá crescimento com desenvolvimento. As gerações estão sendo esmagadas e perdendo chances de ocupações no mercado de trabalho, milhares partindo para o exterior em direção à terra mãe, mas não é possível absorver todos que pretendem morar em Portugal ou qualquer outro lugar do planeta. Temos uma carga tributária ridiculamente sofrível, o maior valor para gastos em eleição mas ao mesmo tempo o pior conjunto de políticos do globo. Nossa mesquinha, egoísta e aloprada classe política somente se permite enxergar o umbigo e as mordomias que consegue usufruir do poder, sempre com gastança e dinheiro público farto e à vontade. Não é sem razão que o Estado Brasileiro, talvez um dos que mais arrecadem do planeta está falido, devendo 3 trilhões e com o sinal de que não obterá êxito no orçamento e na lei de diretrizes se não cobrar mais algum tributo ou imposto. Cobra-se muito, suga-se o sangue do contribuinte e a contraprestação é um Estado completamente sonegador de serviços públicos e de mínimas condições de vida digna. Ninguém grita, se rebela,cobra, protesta, faz greve, ao que tudo indica o povo desolado e alquebrado está acostumado ao cenário deprimente de nossa classe política: são 81 senadores e mais de cinco centenas de deputados federais. Pergunta-se para que, o que fazem, estão em Brasília terça, quarta e quinta, olhe lá, quando não voltam para casa e afirmam proximidade com as bases. O Estado desgrudou do cidadão e causticamente castigou o sentimento de ser brasileiro, de lutar pela pátria e a reconstrução da Nação. Oxala esses momentos plúmbeos e cinzentos dos dias atuais se transformem no elixir de um novo amanhã governado pelo bem comum e dirigido por cidadãos que olham pela Nação e visam a ter um vetor de Pátria amada. Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. |
| O Verdadeiro significado da Glasnost Posted: 05 Oct 2017 03:18 AM PDT Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net Por Carlos I. S. Azambuja O texto abaixo foi transcrito do livro "DESINFORMAÇÃO", escrito por ION MIHAI PACEPA – ex-Chefe do Serviço de Espionagem do regime comunista da Romênia e principal conselheiro do ditador Nicolae Ceauscescu. PACEPA desertou para os EUA em 1978 – e RONALD J. RYCHLAK, advogado e professor de Direito da Universidade do Mississipi -. Putin consolidou a Rússia como uma ditadura do Serviço de Inteligência, não uma democracia. ------------------------------- Em janeiro de 1972, o tirano Nicolae Ceauscescu retornou do Kremlin mais animado do que eu jamais o vira. - Você vai para Moscou – ele me disse no aeroporto, estendendo quatro dedos débeis em minha direção -. Estamos arranjando uma grande glasnost. Logo percebi que Ceauscescu tinha passado toda a sua viagem a Moscou conversando sobre estratégias de relações públicas com o líder soviético Leonid Brejnev e seu chefe da KGB, Yuri Andropov. Os dois soviéticos acreditavam que o Ocidente tinha alcançado o ponto histórico em que estava ansioso para encorajar o mais mínimo sinal de degelo em um líder comunista. Para testar essa conclusão, eles queriam construir a imagem de Ceauscescu e fazê-lo um grande sucesso de bilheteria no Ocidente, como um ensaio preparatório ao lançamento do mesmo truque com o homem do Kremlin. Você provavelmente acha que Mikhail Gorbachev inventou o conceito de glasnost para descrever seu esforço de levar a União Soviética "para longe do Estado totalitário e em direção à democracia, à liberdade, à abertura", como ele escreveu. Se for o caso, você não está sozinho. Toda a mídia e a maioria dos "especialistas", mesmo nos órgãos de Defesa ocidentais, também acreditam nisso – bem como o Comitê que deu um Prêmio Nobel da Paz a Gorbachev. Mesmo a respeitável Enciclopédia Britânica define glasnostcomo "política soviética de discussão livre de questões políticas e sociais. Foi instituída por Mikhail Gorbachev no fim dos anos 80 e deu início à democratização da União Soviética". O dicionárioMerrian Webster concorda. E o American Heritage Dictionary define glasnost como "uma política oficial do antigo governo soviético a enfatizar compreensão para com o debate de problemas e deficiências sociais". Mas a verdade é que glasnost é um velho termo russo para o ato de polir a imagem do governante. Originalmente significa, de maneira literal, fazer publicidade, isto é, autopromoção. Desde Ivan O Terrível, no século XVI, o primeiro governante a se tornar Czar de todas as Rússias, todos os líderes desse país valeram-se de glasnost para se promoverem, dentro e fora do país. Em meados dos anos 1930 – meio século antes da glasnost de Gorbachev, a enciclopédia oficial soviética definia glasnost como uma deturpação das notícias lançadas ao público: "Dostupnost abshchestvennonry obsuzhdeniyu, kontrolyu; publichnost", o que significa "a característica de ter se tornado acessível à discussão pública ou manipulação. Assim, desde os tempos que eu ainda era membro da comunidade da KGB, glasnost era vista como uma ferramenta de magia negra da desinfrmatzyia, e era usada para santificar o líder do país. Para os comunistas, só o líder importava. Utilizavam a glasnost para santificar o seu líder e para induzir hordas de esquerdistas ocidentais a acreditar nessa fraude. Glasnost é um dos segredos mais secretos do Kremlin e certamente uma das principais razões para manter os arquivos da Inteligência Estrangeira da KGB ainda hermeticamente fechados. A Guerra Fria acabou, mas as operações de glasnost do Kremlin parecem ainda estar em voga. Em agosto de 1999, apenas dias após Putin ter sido escolhido Primeiro Ministro da Rússia, o maquinário de dezinformatsiya da KGB, capitalizando o fato de que ele passara muitos anos na Alemanha, começou a retratá-lo como um líder europeizado – as reportagens bajulatórias deixavam de mencionar, entretanto, que ele tinha sido designado para a Alemanha Oriental, comunista – onde Putin, de fato, passara seus anos europeus. Soubemos que a Casa da Amizade Germano-Soviética local – chefiada por Putin durante seis anos – fora, na verdade, uma organização de fachada da KGB e que os agentes de Inteligência disfarçados que a administravam, tinham simplesmente trabalhado fora dos escritórios operacionais que a administravam tinham simplesmente trabalhado fora dos escritórios operacionais das sedes da STASI de Leipzig e Desdren. Até sentamos na cadeira de Putin, agora peça de museu. Aqueles prédios da STASI, similares a prisões tinham sido apartados até da vida normal e sem graça da Alemanha Oriental por guardas da STASI brandindo armas de fogo e flanqueados por cães de Polícia. Contudo, até hoje, o Kremlin sugere, de maneira reverente, que a experiência de Putin na Alemanha foi similar a de Pedro, o Grande, permitindo-lhe absorver o melhor da cultura européia. Ao fim da reunião de cúpula sediada em 2001, na Eslovênia, o presidente George Bush disse: "Olhei este homem – Putin – nos olhos. Achei-o muito sincero e confiável". Infelizmente, até o presidente Bush foi enganado pela glasnost. Putin consolidou a Rússia como uma ditadura do Serviço de Inteligência, não uma democracia. Em 2003, mais de 6 mil agentes da KGB, que haviam enquadrado milhões de pessoas como espiões sionistas, e atirado nelas, estavam administrando os governos locais e federal da Rússia. Quase metade dos mais altos cargos do governo era ocupada por ex-agentes da KGB. Seria como democratizar a Alemanha Nazista tendo a Gestapo como guia. Em 12 de fevereiro de 2014, Putin declarou que a morte da União Soviética fora "uma tragédia nacional de enorme escala". No entanto, a maior parte do mundo ainda o vê como um Pedro O Grande moderno. É esse o poder secreto da glasnost. |
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