AS CRUZADAS | |
O descalabro de Maomé IV sultão do Império Otomano
Posted: 31 Jul 2017 01:30 AM PDT
continuação do post anterior: A libertação da Hungria invadida pelos muçulmanos Uma das principais consequências da derrota de Mohács para os turcos foi a perda da Eslavônia. Reunindo-se após a fuga, o exército muçulmano começou a proclamar que a culpa cabia ao Grão-Vizir Solimão, "o Trapaceiro". Este astuto, percebendo que oferecendo riquezas aos soldados conseguia acalmá-los, fugiu para Constantinopla. Os amotinados elegeram Siawusch Paxá como novo Grão-Vizir e enviaram uma petição ao Sultão, na qual pediam a deposição de Solimão. Quando Maomé IV confirmou a nomeação de Siawusch, os amotinados exigiram a execução de Solimão e se puseram imediatamente em marcha contra Constantinopla. A perplexidade de Maomé IV foi imensa. Para aplacar a fúria dos insurrectos, o Sultão condescendeu e enviou ao acampamento a cabeça do antigo Grão-Vizir. Não obstante, os rebeldes continuaram avançando, pedindo depois a cabeça de todos os altos funcionários que lhes desagradavam. Em Constantinopla havia urgente necessidade de troca no trono. O subgovernador turco Koproli e os chefes religiosos muçulmanos depuseram então Maomé IV, substituindo-o por Solimão, seu irmão mais velho. Maomé IV resignou-se à sua sorte, enquanto Solimão II, muito apreensivo e vacilante, subiu ao trono em 9 de novembro de 1687. Com a chegada dos amotinados a Constantinopla, a cidade esteve durante algum tempo exposta a todos os horrores praticados por uma sublevação soldadesca. Os rebeldes exigiam a cabeça de seus adversários; se lh'a entregavam, exigiam dinheiro; se este lhes era concedido, reclamavam postos e empregos. E foram aceitas todas as suas imposições. Indignado com aquela situação, o agar chefe dos Janízaros apunhalou o principal promotor da rebeldia, mas foi feito em pedaços pelos amotinados. Quando o próprio Siawusch tentou restabelecer a paz, seu palácio foi cercado e assaltado, sendo ele morto pelos mesmos que o haviam escolhido. Constantinopla esteve durante alguns dias na situação de cidade tomada de assalto. Em nenhum motim anterior de soldados ocorreram fatos tão escandalosos.
Mas, naquela fase, muitas províncias haviam seguido o exemplo da capital, Constantinopla, que entrou em caos.
Coroação de José I na Hungria
Os imperiais aproveitaram essas turbulências e avançaram rapidamente, conquistando a fortaleza do rebelde Tököly. Ao mesmo tempo, Tebas caiu em poder dos venezianos, e pouco depois Knin, na Croácia. Alba Regia foi recuperada no ano seguinte, após um século e meio de domínio turco. O Marquês Luís de Baden-Baden penetrou na Bósnia e derrotou o seu paxá em Derventa. Carlos de Lorena se dirigiu à Transilvânia e fez anunciar ao príncipe Miguel Apaffy que esperava um recebimento amistoso, a libertação de seu país dos turcos. Havia alguns anos que se discutiam tratativas de paz com a Transilvânia. Apaffy permaneceria em seu posto e, se aceitasse, haveria liberdade religiosa, além de muitas outras concessões. Com a chegada do exército imperial às fronteiras, a decisão precisava ser tomada. Em 27 de outubro de 1687 ajustou-se em Blaj uma aliança entre o Imperador austríaco Leopoldo I e o príncipe Apaffy. Em 31 de outubro realizou-se em Bratislava uma Dieta, convocada por Leopoldo I. Como resultado dessa assembleia, José, o primogênito do imperador, com apenas nove anos, recebeu o título de Rei da Hungria. Em 9 de dezembro de 1687, o Primaz húngaro Jorge Szelepcsényi, Arcebispo de Esztergom, teve aos 90 anos a felicidade de colocar a coroa de Santo Estêvão na cabeça do descendente dos imperadores.
Hungria finalmente libertada
Na batalha, 7.000 morreram e 1.300 foram aprisionados. O terror por tantas derrotas foi tão grande, que o sultão enviou mensageiros de paz. Para completar a vitória, Leopoldo I anunciou anistia geral para todos os que voltassem a obedecer ao rei. Tököly, líder dos húngaros aliados dos turcos, temendo uma deserção geral, tentou impedi-la com o terror: 15 nobres foram empalados, 10 enforcados e 96 foram decapitados. Em vão! Entre as tropas rebeldes, a deserção foi enorme. Dentro de 35 dias, 14 condes, 17 condados e 12 cidades livres reais juraram fidelidade ao rei. Mais do que poder político, conquistar a Hungria era para os muçulmanos uma porta para a destruição da Cristandade. Belgrado não pôde gozar por muito tempo de sua liberdade. Pouco depois, a cidade foi novamente dominada pelos inimigos. Em futuro post será exposta a batalha definitiva. Notas:
(Autor: Ivan Rafael de Oliveira, CATOLICISMO).
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