Ciência confirma a Igreja |
| A destruição de Jerusalém pelos babilônios exposta à luz do dia Posted: 23 Oct 2017 12:30 AM PDT
Arqueólogos israelenses exumaram camadas de entulho queimado que corroboram a narração bíblica da destruição de Jerusalém pelo exército do rei de Babilônia Nabucodonosor, no ano 587 a.C. – portanto, mais de 2.600 anos atrás. A descoberta foi comunicada pela Autoridade Israelense de Antiguidades (IAA), organismo máximo de arqueologia do país. O acontecimento está narrado no livro do Profeta Jeremias 52, 13-34. Ele indica que na tragédia o então rei de Jerusalém, Zedequias, foi levado cativo a Babilônia junto com a população da Cidade de Davi. Eles foram deportados para trabalhar nas megalomaníacas construções de Nabucodonosor, que incluíram uma reconstrução – em escala menor – da Torre de Babel. Nabuzardã, chefe da guarda babilônica, foi o encarregado do horroroso crime: 12. No sétimo dia do quinto mês, décimo nono ano do reinado de Nabucodonosor, rei de Babilônia, Nabuzardã, chefe da guarda e servidor do rei de Babilônia, penetrou em Jerusalém, Nas proximidades da muralha medieval de Jerusalém, os arqueólogos identificaram uma camada de destruição incluindo vários ossos, estatuetas, madeira queimada, sementes de uva, escamas de peixe e vasos de cerâmica cheios de cinzas e com sinais de queimaduras, informou o jornal "Jerusalem Post".
Os achados, segundo o IAA, "ilustram a riqueza e o caráter da atividade em Jerusalém, capital do Reino de Judá, e sua queda nas mãos dos soldados de Babilônia". Também apontam que a cidade tinha crescido muito. Entre os restos foi encontrada uma pequena estatueta de marfim, retratando uma mulher nua com uma peruca em estilo egípcio, talvez um amuleto ou ídolo. A estatueta sugere a decadência religiosa e moral da opulenta Jerusalém da época e torna compreensível o castigo que caiu sobre a cidade. As características da camada e os cacos cerâmicos associados a ela batem com o que se conhece a respeito do fim do século VI a.C., justamente o período do ataque babilônico. A estatueta, de tipo supersticioso, também fala da decadência do povo de Israel que, a exemplo de diversos outros episódios de sua longa existência, tendia a adotar falsos cultos ou crenças dos países vizinhos. O castigo foi tremendo. A cidade e o Templo de Salomão – o qual era seu orgulho e local único do sacrifício ao Deus verdadeiro – ficaram arruinados, sendo o povo submetido à maior humilhação em Babilônia, cidade símbolo da iniquidade. Porém, Deus não esqueceu a aliança que tinha feito com os Patriarcas. Enviou ainda seu profeta Daniel para tirar Israel do cativeiro e inaugurar a época de sua história que preparou o ambiente para a vinda do Messias.
Suas palavras, mutatis mutandis, poderiam se aplicar à situação do mundo e da Igreja hoje. Ele concluiu suas inspiradas Lamentações com a promessa de fazer penitência e a esperança do reerguimento para "reviver os dias de outrora". Aliás, como Nossa Senhora prometeu em Fátima mas falando para os nossos dias.
O arqueólogo Joe Uziel, diretor de escavações do IAA, explica os achados Reconstituição da conquista babilônica e da destruição do Primeiro Templo ou Templo construído por Salomão. Megalim Institute מכון מגלי"ם |
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