Alerta Total
- Michel Temer como ele sempre foi e nunca será
- Será a Onça Responçável?
- O que virá depois?
- Trump, o Muro e as Deportações
- Ecocracia Indigesta
- Enquanto estado corta restaurantes populares, Alerj cota preços de bufês para almoços e coquetéis
- O menino rico de um país empobrecido
- A Desburocratização do Brasil
- O Presidente Renan, da República
- A Agenda Imoral do Congresso
- Epílogo do livro "Contra Todos os Inimigos", de Richard A. Clarke
Michel Temer como ele sempre foi e nunca será
Posted: 16 Nov 2016 01:31 AM PST

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
O documento "Artigo IV do Brasil", que faz parte do relatório anual do Fundo Monetário Internacional sobre a situação dos países membros, traz notícias ruins para Michel Temer. O FMI avalia que o Brasil estaria próximo de sair da recessão, mas que a recuperação será gradual e a atividade econômica deve permanecer fraca por um período prolongado. O FMI chamou a atenção para o risco de o governo Temer aumentar impostos se a arrecadação não melhorar.
O FMI atribui o problema brasileiro a fatores internos - e não a externos, como a tal volatilidade de mercado gerada pela vitória de Donald Trump para a presidência dos EUA. O FMI insiste que existe um risco de piora da incerteza política, em função das delações da Operação Lava Jato contra centenas de políticos de Brasília. Além do cenário interno complicado, o FMI destaca que o Brasil enfrentará problemas com uma desaceleração mais forte da economia da China, forçando um período prolongado de baixa expansão da economia mundial.
Para piorar, bastou uma entrevista arrumadinha no programa "Roda Viva" para desarrumar a imagem de Michel Temer. Ficou claro para todo mundo que o Presidente é refém da banda podre do PMDB - partido que ele presidia até outro dia, antes de ficar no lugar da Dilma (alguém lembra dela?). Desde o começo, ficou claro que Temer seria um "presidento-tampão" bem sucedido, se a economia desse respostas consistentes de retomada de crescimento.
Como a situação econômica não melhora, piora a de Temer e de seus aliados aloprados com a Lava Jato e outras inconfidências, investigações ou processos judiciais. Atualmente, existem 357 inquéritos e 103 ações penais envolvendo o absurdo foro privilegiado apenas no Supremo Tribunal Federal. A mais alta corte judicial brasileira foi transformada em um mero tribunal de primeira instância para o julgamento especial de políticos corruptos.
No Roda Viva, Temer se mostrou exatamente como ele sempre foi: um personagem perfeito para operar a política nos bastidores, mas não para ficar exposto diretamente em um cargo tão espinhoso quanto uma Presidência da República. Temer sempre pareceu lento na tomada de decisões diretas, objetivas e corajosas. Sempre passou a impressão de alguém vacilante - até quando os aliados petistas de até outro dia sabotavam sua atuação como vice da Dilma desde o primeiro mandato (alguém lembra disto?). Portanto, quem sonhou que Temer fosse promover alguma mudança acaba de morrer novamente na praia.
O sempre terrível FMI já tornou pública que a situação brasileira pode não melhorar. As esperadas e temerárias vacilações de Temer indicam que estamos indo de mal a pior. Detonou-se o PT, mas nada se fez de concreto para enterrar de vez o legado nazicomunopetralha. Tal missão seria impossível de ser feita por aliados deles. Apenas os mais tolos ou sem noção acreditaram em tal hipótese. Assim, na mesmice com tendência de piora, começa a se escancarar o caminho para um futuro retorno de uma petelândia reinventada.
Eis o preocupante legado de Michel Temer - que dificilmente ou nunca será o Presidente que o Brasil precisa de verdade.




Amigo secreto da petelândia

Resposta Desagradável

Do Peru
Sugestão de manchete dada pelo jornalista e professor Cal Francisco para a vitória da seleção brasileira, nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, no melhor estilo do falecido jornal Notícias Populares:
"Brasil pega o Peru de frente, enfia dois e dorme relaxado na ponta"
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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.
© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 16 de Novembro de 2016.
Será a Onça Responçável?
Posted: 16 Nov 2016 01:26 AM PST

Apelo do Manti diante da bela policial:
"Prenda eu que não sou ladrão"
"País Canalha é o que não paga precatórios".
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira
Será que a onça tem algo a temer? Ou ao contrário?
Está claro que o amigo não o era da felina.
Era, sim, do alheio. Em breve cumprir-se-á de todo mundo o anseio.
Temporada em Cannes, ninguém se iluda, ou mais furreca na meleca de grande papo (rima oculta arremessada por catapulta para atingir o grande filho da quase rima!).
Só um grade terremotário fa-lo-á saber que não é refratário a um estilo de vida assaz sedentário.
Cada dia mais neurastênico, o pobre analista escreverá o mínimo.
Se a coisa feder deveras, para todos, (federall) dirão que a culpa é da parda ou pintada, que não enquadrou a macacada (falo-i-a com simples bafo, nos poupando o desabafo).
Chega, ega, que te firifega, salamadurega, pela onça pega (ave passeriforme da fam. dos corvídeos (Pica pica), encontrada na Europa, Ásia, América do Norte e Norte da África, com cerca de 48 cm de comprimento, cabeça, dorso e bico negros e barriga branca; agácia, agássia).
A Ornitologia é bela, mas eu ainda prefiro a Marcela.
Se a Onça não for responsável será responçável e Zé Fini!
Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.
O que virá depois?
Posted: 16 Nov 2016 01:24 AM PST

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Roberto Gotaç
A imprensa tradicional possui com o público uma relação assimétrica.
Isto significa que os profissionais da opinião e informação, as fontes, são poucas e, leitores, ouvintes e espectadores constituem a plateia, com pequena e seletiva interação entre os dois domínios.
Com o advento da internet, tal formato se modifica e se instala uma espécie simetria caótica, se isso é possível, com a qual a sociedade ainda não sabe lidar, em virtude de não mais ser necessária a participação exclusiva dos poucos que antes constituíam a única janela através da qual era permitido ver o que se passava no mundo.
Atualmente, a informação está barata e, por isso, às vezes, mas nem sempre, possui pouco valor, podendo ter um número infinito de origens.
É como se o conceito de representação teatral se transformasse da configuração palco, atores, únicos transmissores da emoção, e plateia, para um outro no qual todos representariam, aplaudiriam ou reprovariam, dependendo dos estímulos vindos de vários cantos do teatro.
Assim como é difícil imaginar tal manifestação artística, não se consegue vislumbrar uma harmonia a partir da revolução atual da comunicação, quase instantânea e avassaladora.
A incógnita é: a imprensa convencional sobreviverá? Caso negativo, o que virá depois?
Paulo Roberto Gotaç é Capitão de mar e guerra reformado.
Trump, o Muro e as Deportações
Posted: 16 Nov 2016 01:23 AM PST

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira
A impactante vitória de Donald Trump nos Estados Unidos sem dúvida está causando agrado para uns, e desagrado para outros, trazendo à tona a complexa divisão das opiniões políticas que hoje sacodem não só aquele país, porém o mundo inteiro.
Em vista das primeiras declarações do presidente americano eleito, especificamente sobre as propostas que ele têm para a política das IMIGRAÇÕES ILEGAIS ou CLANDESTINAS que "incharam" a população daquele país à revelia das suas próprias leis, a grande indagação que se impõe no momento para que se tome uma posição sobre essa discussão é se um país deve, ou não, ser considerado uma extensão do próprio lar. Ou o lar deveria ser uma extensão do país?
Certamente o deslinde dessa "quaestiofacti" encaminhará a pessoa no sentido de apoiar, ou repudiar, as anunciadas restrições às imigrações não contempladas nas leis do "Tio Sam". Mas tudo indica que Trump se posicione ao lado daqueles que concluem que o país deve ser uma projeção ou extensão da própria cada onde a família vive. Essa deve ser a principal razão pela qual desde já ele está anunciando fortes restrições contra a imigração ilegal que tem causado um espantoso crescimento "artificial" da população americana.
Se de fato for essa a posição de Trump, o que ele está propondo em última análise não é mais nem menos do que dar ao seu pais o mesmo tratamento e a mesma proteção legal que são dadas às famílias americanas, como a inviolabilidade do próprio lar, e os direitos ínsitos à personalidade, como os direitos à privacidade ,à intimidade e às liberdades individuais, só limitadas nas liberdades dos outros e nas liberdades coletivas.
A grande questão que se impõe num primeiro momento é saber se Trump estaria, ou não, propondo algo que estivesse ao abrigo tanto das leis internas americanas, quanto do direito internacional, consubstanciado especialmente nas Resoluções mais importantes das Nações Unidas.
Sem dúvida as duas principais medidas anunciadas pelo vitorioso são válidas. Tanto a deportação de imigrantes ilegais, quanto a construção do anunciado "muro" na fronteira com o México para evitar a passagem de clandestinos estão de pleno acordo com os direitos ,no caso dos Estados Unidos, ou de qualquer outra nação, se fosse o caso, desde que autorizadas pelas leis internas.
Por outro lado, essas restrições impostas também não conflitariam com as disposições da DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS, proclamada pela Resolução nº 217 A (III) da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 10.12.1948. E não só não conflitam com os seus mandamentos, como além disso, deles tem total cobertura. Começa pelo art. 13,§ 1º,da citada "Declaração": "Toda pessoa tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado". Não seria possível outra interpretação desse dispositivo que não fosse a de entender o direito de locomoção e residência dentro do PRÓPRIO país de cada um, não em TODOS ou QUAISQUER países, à livre escolha do interessado, obviamente.
Mas a proposta do presidente eleito também está ao abrigo do art.21,§1º,da "Declaração": "A família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem o direito à proteção da sociedade e do Estado". Essa "invasão" de estrangeiros, ao arrepio das leis, certamente está configurando grave ameaça à família norte-americana, não só nos aspectos criminais, como registram as ocorrências policiais, mas também na maior limitação dos direitos dos americanos,inclusive no mercado de trabalho. Poderia se exigir dos Estados Unidos, ou de qualquer outro país, que "acomodasse" no meio da sua sociedade TODAS as pessoas do mundo que resolvessem ingressar com ânimo de permanência e clandestinamente dentro das suas fronteiras? Não parece nada razoável pensar no sentido afirmativo.
Outro artigo que por si só já justificaria o anúncio de Trump é o 22:" Toda pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social...". Significa dizer que compete exclusivamente a cada sociedade nacional o direito de definir os limites da sua própria SEGURANÇA SOCIAL, estabelecendo as suas fronteiras, por meio dos seus poderes constituídos. Se "invasores" de outras nacionalidades, tanto em tempo de guerra, quanto em tempo de paz, ameaçarem a segurança social do povo, evidentemente medidas repressivas à altura poderão e deverão ser adotadas.
Também não pode passar em "branco" no trato dessa questão o conteúdo do artigo 29,§ 2º,da "Declaração" : "No exercício dos seus direitos e liberdades, toda pessoa estará sujeita apenas às limitações determinadas por lei ...". Ora, essa disposição evidentemente não se limita somente aos residentes com autorização formal no respectivo país, mas também ,obviamente ,também aos residentes "informais", aos chamados "clandestinos" ,ou imigrantes ilegais. Significa entender que a imigração ilegal pode ser proibida por lei interna dentro das nações.
São válidas as duas principais medidas anunciadas pelo candidato vitorioso relativas à política das imigrações. O "muro" que seria construído na fronteira com o México impõe-se como medida de segurança porque não existe outra maneira razoável de impedir o ingresso diário de verdadeiras multidões humanas que ao arrepio da lei norte-americana ingressam em seu território, ainda mais considerando que as autoridades mexicanas fazem "vista grossa" sobre essa travessia. No caso sob exame, o muro teria a mesma "filosofia" de uma estabelecimento prisional, com a única diferença de ter uma "grade invertida", ou seja, não permitir o acesso de fora para dentro. Para que melhor se compreenda essa situação ,basta olhar para a "segurança pública" assegurada aos brasileiros, onde na verdade são eles os prisioneiros, não os bandidos.
Por conseguinte, o "muro" seria somente uma medida de segurança contra quem não respeita a lei. A pretensa "agressividade" dessa construção de engenharia poderia logo ser desmanchada pela certeza de não ser admissível a existência de uma cela de prisão sem grades. Não precisaria haver nem grades nem muros somente na visão utópica de que as pessoas usassem as suas liberdades com as restrições compatíveis,e respeitadas, em cada caso.
A mesma legitimidade que está presente na construção do "muro" acontece em relação à anunciada DEPORTAÇÃO de imigrantes ilegais. Esse imigrantes clandestinos atravessaram a fronteira furtivamente, sujeitando-se ao risco da expulsão desse país ,sem direito a qualquer reclamação. É evidente que todos os países têm obrigações de solidariedade, fraternidade, humanidade e cortesia com todos os outros países do mundo,e também compromissos com a humanidade. Mas quando há um conflito de interesses entre outros países do mundo e o próprio pais em questão, sem dúvida os interesses locais devem prevalecer. É exatamente isso o que Trump está fazendo, não só em sintonia com o seu direito/dever, como futuro Supremo Mandatário daquela país, mas principalmente na defesa do povo que legitimamente passou a representar.
Os países de certo modo são como as famílias. Assim como os casais não devem ter filhos além das suas capacidades de criação e sustentação, "jogando" para a sociedade o cumprimento de uma obrigação que deveria ser feita "em casa", também os países que não tiveram capacidade de "solucionar" os seus problemas sociais ,dando oportunidades, aproveitadas, ou não, aos seus nativos,não podem e não devem estar facilitando a EMIGRAÇÃO dos seus carentes para terras mais desenvolvidas que tiveram mais capacidade de organizar-se na prosperidade, "exportando" os seus próprios problemas para outros assumirem.
Mas enquanto os Estados Unidos finalmente atacam esse tipo de problema de frente, antes que seja tarde demais, já o mesmo não pode ser dito em relação a alguns países da Europa, que parecem ter atingido uma situação dramática quase irreversível, com a extrema tolerância que tiveram no passado recente com o ingresso de imigrantes ilegais, o que certo modo foi consolidado pelo TEMPO de omissão em enfrentar esse problema. Aos pouquinhos esses imigrantes ilícitos foram se "fundindo" com os próprios povos locais. E parece que os dois principais fatores que levaram a essa terrível situação, onde os estrangeiros que ali ingressaram irregularmente já estão mandando mais que os próprios nacionais, teria sido um diabólico "consórcio" feito entre as esquerdas, a demagogia e rapinagem política, que parece terem conseguido se infiltrar inclusive na ONU, que está dando cobertura às imigrações forçadas e ilegais, e que com essa atitude estaria ela própria passando por cima da sua própria "Declaração", de 1948.
Trump parece que tomou consciência dessa realidade que não condiz com a "biografia" da ONU, que tantos serviços já prestou à humanidade. Não quer seguir o exemplo de alguns países da Europa que se deixaram dominar por imigrantes que estão colocando em sério risco a grandeza europeia conquistada através dos séculos a "duras penas". Sem dúvida destruir é muito mais fácil e rápido do que construir.
E quanto ao Brasil? O Brasil certamente não fica para trás na política do atraso. Ele até "ganha". Por aqui o campo é completamente aberto para quem quiser vir,transitar e "ficar". Resumidamente, o país pode ser considerado o "cu da mãe joana", onde todo mundo entra, fica, manda e faz o que bem entende. O único problema é o ingresso no país. Mas entre os ingressos legais e ilegais, há mil maneiras de entrar dentro das fronteiras brasileiras sem qualquer obstáculo. Esse "direito" dos imigrantes clandestinos não tem paralelo no mundo. Basta colocar um pé dentro do território brasileiro e o "visto de permanência" (informal) estará assegurado.
Ademais, o "material" humano que tem vindo irregularmente ao Brasil não é da melhor qualidade, em termos de ajudar as prosperidades locais. Não trazem capitais nem qualificação para o trabalho que ajudasse o desenvolvimento,como antes ocorreu com as imigrações nos séculos XVIII e XIX, que só trouxeram desenvolvimento e prosperidade, e que foram as maiores responsáveis pelas riquezas hoje produzidas no pais, especialmente provindas da indústria, da tecnologia, e da produção rural.
Mas essa política "migratória" vivida especialmente no Brasil tem uma explicação lógica. Os seus maiores responsáveis, com assento na política, têm plena consciência que esse tipo de política sem dúvida é o melhor "combustível" para fazer com que a OCLOCRACIA (democracia deturpada) substitua a verdadeira democracia, e cuja principal matéria prima é a pobreza e a ignorância, que evidentemente ficam mais fortes com a inclusão desses novos contingentes humanos vindos clandestinamente, mas que logo, logo, conseguirão seus títulos eleitorais e poderão eleger os seus "padrinhos",que depois de eleitos jamais mexerão um só dedo para tirá-los da ignorância e da pobreza, por uma questão de mera... "sobrevivência".
Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.
Ecocracia Indigesta
Posted: 16 Nov 2016 01:21 AM PST

Não devemos aquiescer os ativistas, pois tem nas suas reivindicações interesses maiores que as causas que defendem.
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Claudio Belodi
Os futurólogos ambientalistas comemoram 2015 o ano de clima mais quente desde 1880.
Enumeram-se os culpados pela natureza: El Niño, emissão de gases do efeito estufa, desmatamento e urbanização. Em comento, o El Niño não é novidade a nenhum terráqueo moderno, com suas forças mais ou menos intensas, de tempos em tempos. Há também fenômenos parecidos em outras áreas oceânicas que contribuem para as nuanças climáticas.
Os gases do efeito estufa podem ter aumentado o CO2 na atmosfera, mas por outro lado vem impulsionando a conversão desse carbono em maior rapidez de crescimento da vegetação, quer seja ela natural ou cultivares para a alimentação. A maior presença de CO2 disponível não é um mal em si. O grande mal é os gases provenientes de combustíveis incombustos nas atmosferas urbanas, onde atualmente se concentra grande parte da população do planeta, com grande presença de particulados nocivos.
A urbanização é um grande mal, comparativamente aos séculos passados, dada a concentração do uso da água, de dejetos, de resíduos de toda ordem e hábitos consumistas desenfreados. Mas o maior mal é a reflectividade em razão da impermeabilização dos terrenos e da reflexão da luz solar pelas coberturas verticais e horizontais das edificações. A dissipação de calor pelo uso de energia elétrica é um dos fatores pouco discutidos, mas de efeitos relevantes. Portanto, os automotores elétricos são uma solução local, porém de efeitos deletérios em escala global.
O desmatamento, na prática melhora as condições de emissão de gases metanogênicos de poder muito mais agressivo que o dióxido de carbono. Não queremos com isso defender o desmatamento, tampouco a degradação da natureza, até porque nos biomas há outras vidas a serem preservadas, mas no balanço final, o carbono hoje lançado na atmosfera não destoa muito diferente se a superfície estivesse originalmente recoberta por florestas. O carbono artificial substituiu aquele gerado pela decomposição natural dos seres vivos – fauna e flora.
Voltando ao tema central, se em 1880, sem as grandes interferências humanas, com boa parte da população ruralizada, sem a concentração urbana, sem o consumo de combustíveis, quase sem industrialização e as florestas ainda intocadas, tivemos calor tão intenso quanto em 2015, quais as causas significativas que levaram ao registro de tamanho calor, que hoje os ambientalistas sufragam como princípio de cataclisma?
Por que em 1880 registrou-se calor tão intenso quanto em 2015? Por que em 2016 Nova Iorque registrou a segunda maior nevasca desde 1869?
A resposta é de que contra fatores da natureza a interferência humana ainda não tem significância. Tão verdade que no final de 2015 e início de 2016 ocorreram chuvas intensas e torrenciais e nevascas, mesmo atrasadas, de modo a recuperar mananciais que, na visão ambientalista, haveria que se esperar uma década para voltar à normalidade.
As anomalias climáticas não dependem e nunca dependeram de manter a naturalidade do planeta, pois o comportamento do clima é unicamente dependente de dois fatores: um intrínseco; o volume e a superfície do mar e, outro extrínseco; a intensidade solar. Portanto, tem pouca importância as mutações nos ambientes locais.
Esse tema será delineado em outro comentário, intitulado "Ambientalismo Improbus", já no prelo. Toda a celeuma que se causa em torno das mudanças climáticas tem a ver, na verdade, com interesses de "ONGueiros" que faturam alto dos governos, instituições e contribuições dos simpatizantes mal informados.
Claudio Belodi é Empresário no setor de Tecnologia e Arquitetura Ambiental.
Enquanto estado corta restaurantes populares, Alerj cota preços de bufês para almoços e coquetéis
Posted: 16 Nov 2016 01:20 AM PST

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carla Rocha e Leila Youssef
Enquanto o estado corta programas sociais como o de restaurantes populares, com refeições a R$ 2, no Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio, o menu de almoços e coquetéis é de dar água na boca. Na página da Alerj na internet, é possível conferir o bom gosto dos bufês com base em tomada de preços divulgada para obter cotações de mercado. Nesta segunda-feira, o órgão não revelou se a compra foi efetivada e que valores foram desembolsados.
Enquanto o estado corta programas sociais como o de restaurantes populares, com refeições a R$ 2, no Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio, o menu de almoços e coquetéis é de dar água na boca. Na página da Alerj na internet, é possível conferir o bom gosto dos bufês com base em tomada de preços divulgada para obter cotações de mercado. Nesta segunda-feira, o órgão não revelou se a compra foi efetivada e que valores foram desembolsados.
O café do tipo 'B' deve ter cappuccino e chocolate quente, além de chás variados. Nesses casos, porcelana sempre branca e um pedido extra: bomboniere de vidro. Os almoços, segundo a descrição que consta na planilha, são momentos que devem ser degustados com, pelo menos, duas opções de saladas, três de guarnições, duas de pratos quentes e duas de sobremesa a serem definidas pela contratante, ou seja, a Alerj. A única exigência, diferentemente dos outros eventos, é que seja disponibilizado um samovar. De prata, é bom frisar.
Para garantir que o serviço de almoço será bem prestado, uma vez por mês, o documento lista o menu. Os frios: canapé de dourado e banana da terra, camarão com chutney de manga, carpaccio de tucunaré ao molho azeitado, entre queijo selvagem com sementes brasileiras e ervas indígenas e ceviche de peixe branco com guacamole. Os quentes: bobó de camarão na barquete, espetinhos de mignon, dadinhos de tapioca ao molho de pimenta doce, vol au vent de bacalhau, entre outras delícias, como um sem número de miniquiches e tartares.
Pulando miniporções e saladas que nos tomaria muito tempo, dada a grande variedade, vamos aos pratos principais, com destaque para os peixes: cornucópia de linguado com aspargo ao beurre noir, bacalhau espiritual, bobó de camarão, robalo em crosta de queijo coalho e castanha de caju. E para não dizer que esquecemos o risoto, citamos o de aspargos com alcachofras ou de robalo com macadâmia ou ao coq au vin. Entre as 27 opções de sobremesas listadas para orientar possíveis fornecedores, vale registrar ao menos uma: torta de nozes com doce de leite Havana para não restar dúvidas de que, nas sessões gourmet da Alerj, não deve faltar quórum.
Carla Rocha e Leila Youssef são repórteres de O Globo, onde esta reportagem de conteúdo surreal foi publicada em 15 de novembro de 2016.
O menino rico de um país empobrecido
Posted: 16 Nov 2016 01:19 AM PST
"Caridade" - Primeiro video oficial do musico Mocambicano Kaliza, gravado em Maputo Mocambique no Teatro Gilberto Mendes(Gungu) com direcao de MG-Producoes.
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Matias Guente
Passa um pouco das 9 horas. Homens e mulheres com ar de preocupação e incredulidade fazem um círculo em volta de um corpo sem vida na Rua da Costa do Sol, no Bairro da Polana Caniço "B", nos subúrbios da capital Maputo. "O que é que aconteceu. O que aconteceu?", perguntavam os que se aproximavam do aglomerado. Uma jovem que, debilitada, caminhava naquela rua, caíra ali mesmo, desamparada e sem vida, causando choque nos transeuntes. A falecida chamava-se Nádia Fabião Hoguane, de 26 anos de idade, residente no Bairro Polana Caniço "B".
Há uma trágica ironia nesta morte. Nádia acabava de sair do Hospital Geral da Polana Caniço, onde não foi atendida porque não havia um aparelho para medir a tensão arterial. Foi aconselhada a ir medir a tensão arterial numa farmácia privada, para depois regressar ao hospital público. Sem forças, Nádia tentou caminhar até à farmácia, que fica na zona do "Componde", e morreu pelo caminho. Nádia era estudante de Contabilidade no Instituto de Transportes e Comunicações.
Tarde de sexta-feira. Duas viaturas luxuosas e desportivas entram na estação de serviço da "Total" na "25 de Setembro", zona nobre da cidade de Maputo. A alta cilindrada e o incomum das duas viaturas chamam a atenção. Uma viatura é da linhagem de luxo italiana: um Ferrari modelo
F12 Berlinetta. A segunda é do casamento automotor anglo-germânico: um Mercedes Benz McLaren modelo desportivo GT, também conhecido por "Road Model", que é encomendado por celebridades, visto que a sua principal linha de produção é para as pistas de corridas da Fórmula 1.
O Ferrari Berlinetta vermelho não tem chapa de inscrição. Mas o McLaren de cor laranja tem. É uma matrícula sul-africana domiciliada na província de Gauteng. A matrícula personalizada faz jus ao potente e luxuoso carro. Não tem o código do abecedário como as matrículas dos carros normais. É personalizada: "A BESTA GP" lê-se na chapa de inscrição da soberba unidade automóvel! Dos carros, saem jovens com menos de 25 anos. Um jovem forte de raça negra entre os seus companheiros de ascendência asiática faz diferença entre a turma. A forma como é venerado pelos seus amigos e pelos trabalhadores da estação de serviços cria-nos interesse.
Como as viaturas são incomuns nas ruas de Maputo e de África, as pessoas que passavam pela avenida paravam para fotografar as duas máquinas que normalmente são avistadas nas ruas de Hollywood, no cinema. "É o filho do Presidente", indica um jovem, apontando para o único jovem forte sem ascendência asiática, no grupo. Noite de sábado. O mesmo McLaren que atraiu curiosos na "25 de Setembro" estaciona em frente à porta de um dos mais badalados restaurantes de classe alta da Capital, ali ao lado do Hospital Central. Mais uma vez a viatura chama a atenção, porque torna-se singular no meio das restantes estacionadas no passeio daquele restaurante. O mesmo jovem forte sai acompanhado e entra para o restaurante, debaixo de comentários como "Veja aquele carro", "Será que é Lamborghine?", "É o filho do presidente Nyusi"
As realidades descritas no início, a que se passa no Bairro Polana Caniço "B", zona onde vive a maioria pobre, e a realidade "hollywoodiana" que se dá nos dois últimos casos, nas avenidas "25 de Setembro" e "Eduardo Mondlane", parecem espelhar dois países diferentes. Um país em que se morre na rua por falta de um tensímetro que custa 41 euros e um outro país em que um rapaz que não trabalha mas tem a sorte de ter um pai que controla os recursos do Estado num país do Terceiro Mundo anda num Ferrari Berlinetta que custa 5,6 milhões de randes. De acordo com uma cotação da "Continente", fornecedora portuguesa de material hospitalar, com o valor do Ferrari que o filho do Presidente da República conduz dava para comprar 11.408 aparelhos de tensão arterial e distribuir mais de 1000 aparelhos por cada uma das 11 províncias. É, de resto, sobre esta realidade de carências, onde falta água potável, comida, que o filho do Presidente da República tem estado a dar um verdadeiro espetáculo de ostentação.
Chama-se Florindo Filipe Jacinto Nyusi. É um nome a reter, porque o seu estilo de vida desmente qualquer discurso governamental de falta de dinheiro. Nasceu em Nampula e não deve ter mais de 27 anos. Se no regime de Guebuza pontificava Valentina, que aparecia em tudo quanto era negócio rentável, no regime de Nyusi a estrela é um rapaz que leva uma vida paralela à das celebridades do Ocidente. Se Cristiano Ronaldo teve de correr, transpirar, lesionar-se, para ter um Ferrari na sua coleção, o jovem Florindo Jacinto Nyusi só precisou de o seu pai dirigir um dos Estados mais pobres de África. Florindo Jacinto Nyusi está a fazer furor nas redes sociais com as suas máquinas de alta cilindrada. Na sua coleção está o Ferrari modelo F12 Berlinetta, o Mc Laren GT e a mais recente atualização por encomenda da alemã Range Rover: o Lumma clr rs V8. Todas são viaturas topo de gama e apenas compatíveis com economias saudáveis, que não é o caso de Moçambique.
O drama dos "ricos" dos países pobres A ostentação, em automóveis de luxo, do filho do Presidente da República encaixa perfeitamente na descrição do escritor angolano José Eduardo Agualusa (2007) na sua crônica "Os nossos ricos são uma fraude", em que o autor fala do drama dos "ricos" dos países pobres. O drama daqueles ricos que são produto da pobreza dos outros. Ora vejamos, de acordo com o "Top Gear", especialista inglesa de carros de luxo, um Ferrari ou McLaren chega a ter uma separação com o solo de apenas 10 centímetros no máximo. O que significa que uma viatura da Ferrari ou McLaren só pode andar num país onde as estradas não têm buracos. Qualquer desnível no asfalto e o carro sofre danos. Outro detalhe é o desenvolvimento rápido das viaturas devido à sua quilometragem. Saem de 0 a 100 quilômetros em menos de 3,6 segundos.
Em Moçambique, incluindo na capital do país, não há estradas sem buracos. Mais: não há espaço para os carros andarem à sua velocidade normal, devido ao engarrafamento e aos "My Loves" à mistura. O que quer dizer que as "Bestas" que transportam o filho de Nyusi vão pagar o preço do subdesenvolvimento.
Para ter uma ideia de quanto é que custa o luxo do filho do Presidente, o de Moçambique Moçambique contactou, na África do Sul e na Europa, agências de especialistas em carros de luxo e obteve as respectivas cotações que publica aqui em anexo. Por exemplo, a sul-africana "Fouch Motors", uma das mais conceituadas agências de venda de carros de luxo em Gauteng, informou-nos que um Ferrari F12/13 Berlinetta zero quiló- metros custa 5,6 milhões de randes. Em segunda mão, pode custar três milhões de randes. Não é para menos: tem um motor 6.3, potência de 740 cavalos, cilindrada 6.262 e velocidade máxima de 340 km/h. Sobre o McLaren GT, a viatura que o filho de Nyusi usa para fazer corridas, a mesma agência informou que a mesma custa 3,9 milhões de randes, em segunda mão, podendo atingir os 6 milhões de randes, quando tem zero quilómetros.
Eis as suas especificações técnicas: potência de 625 cavalos, cilindrada 3799, motor V 8 e velocidade máxima de 333 km/h. Em relação ao Range Rover Lumma, tivemos de solicitar uma cotação à própria subsidiária da Ranger, a alemã Lumma. Uma viatura atualizada, em segunda mão, com as especificações da viatura associada ao filho do presidente Nyusi, chega a custar 182.500 euros. O Estado Moçambicano atribui, por ano, 7 milhões de meticais a cada distrito como orçamento. É o valor de uma
viatura de passeio do filho do presidente do mesmo país.
Onde trabalha o filho de Nyusi? O Canal de Moçambique tentou por várias vias contatar Florindo Filipe Jacinto Nyusi, para saber se trabalha em algum lugar. Não conseguimos. De várias fontes ficamos a saber que o filho do presidente não tem nem sequer profissão. Não encontramos nenhum registro sobre isso. O único registro que a nossa investigação encontrou dá conta de que o filho do Presidente da República é sócio de uma até agora inexpressiva empresa denominada "Imográfica". O filho de Nyusi é acionista dessa empresa, com 25%. O resto é detido por uma outra empresa, denominada "Irmãos Moreira Limitada". A empresa tem como objeto social: consultoria, gestão, aquisição, alienação e constituição de empresas e de participações sociais; prestação de serviços de contabilidade e auditoria financeira; manuseamento de carga contentorizada; armazenagem e transporte de passageiros; e hotelaria e turismo.
A Presidência da República não quer falar do assunto. O Canal de Moçambique contactou a Presidência da República, para saber se os carros luxuosos que andam com o filho do presidente são do seu suor, ou se são presentes do Presidente da República?
O porta-voz do Presidente da República, disse que não está a par da ostentação do filho do presidente. "Lamento informar que não conheço o que me apresenta. Obrigado pela informação. Tomamos nota", respondeu o porta-voz do Presidente.
Matias Guente é Jornalista do Canal de Moçambique, onde o artigo foi originalmente publicado em 13 de novembro de 2016.
A Desburocratização do Brasil
Posted: 16 Nov 2016 01:18 AM PST

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ives Gandra da Silva Martins
Criada pelo Senado Federal, sob a presidência do ministro Mauro Campbell e relatoria do ministro Dias Toffoli, a Comissão de Desburocratização, que conta com participação de ilustres personalidades do meio acadêmico e administrativo, após inúmeras reuniões físicas e virtuais, aprovou texto de anteprojeto que será encaminhado aos senhores senadores.
A proposta da comissão, elaborada por Aristóteles de Queiroz Câmara, é de real simplificação, em nível de princípios gerais e normas cogentes, do emaranhado legislativo que torna a burocracia brasileira das mais complexas e ineficientes em todo o mundo.
A desconfiança do "administrador público" em relação ao "administrado", expressões que já demonstram um preconceito aristocrático dos detentores do poder, foi, através do tempo, criando mecanismos cada vez mais complicados para controlar a vida do cidadão, ao ponto de hoje ser preciso, para conseguir qualquer autorização governamental, de um especialista para orientá-lo.
O cidadão brasileiro deixou de ser o verdadeiro destinatário dos direitos e garantias constitucionais para, por força do confuso direito administrativo, tornar-se um autêntico escravo, ou como diria Diogo Leite de Campos, um "cidadão objeto".
À evidência, o excesso de controle e de desconfiança do poder público gera também maior corrupção, pois muitos agentes públicos usam do poder de dizer sim ou não, no prazo que desejarem, para obter vantagens indevidas. Quando se fala em "corrupção", de rigor, a figura correta seria "concussão", pois se trata de crime praticado pelo servidor público e não pelo cidadão.
O que se pretende no anteprojeto da comissão, da qual tenho a honra de participar, é simplificar a vida do brasileiro, a fim de que possa não ser um escravo de exigências burocráticas, mas o verdadeiro destinatário das normas constitucionais. O princípio dominante é que a administração nele confie e não, como atualmente, dele desconfie em todas as suas atividades.
A administração pública deve ser orientadora das condutas do cidadão, e não seu gendarme orwelliano.
Todo o anteprojeto é simplificador. Não se tira à Administração Pública o direito de administrar e ter no cidadão um participante, mas como colaborador e não, como atualmente, servidor não remunerado de obrigações inúteis.
O anteprojeto é denominado de "Estatuto da Desburocratização" e, nos seus 56 artigos, descomplica consideravelmente a vida da "pessoa não governamental", sem desguarnecer o poder público de instrumentos de controle não multiplicados inutilmente, mas instituídos em sua essencialidade.
Entre os princípios, o artigo 3º consagra a presunção de boa-fé do administrado (preferiria a expressão de cidadão ou residente) e valoriza a arbitragem nas divergências administrativas.
Certidões, declarações e documentos comprobatórios que, na atualidade são inumeráveis, para mostrar que o cidadão existe, são consideravelmente reduzidos, e o custo desta documentação, por ser bem menor, não representará mais pagamentos de emolumentos multiplicados, principalmente nas exigências de apresentação de documentos idênticos em locais diversos.
Os direitos da cidadania poderão ser exercidos com eficácia e não mais subordinados a uma rotina de indiferentes procedimentos burocráticos.
Da mesma forma, os bancos de dados, registros, assim como os processos e procedimentos, serão simplificados para facilidade de administração e do administrado. As sanções serão tanto aplicáveis a administrado como a administrador, que violem o estatuto ou as condutas nele postas.
Trata-se, pois, de uma proposta a ser examinada pelo Senado, depois de um longo trabalho da comissão. Espera, a comissão, que o Senado, que a criou, seja sensível ao trabalho pro bono de seus componentes, nesta busca de tornar a nação um país mais competitivo, com o Estado mais servindo ao cidadão, do que dele se servindo para manter estruturas de há muito ultrapassadas.
Ives Gandra da Silva Martins é Jurista.
O Presidente Renan, da República
Posted: 16 Nov 2016 01:15 AM PST

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Andreazza
Não há, na República brasileira, medalhão mais poderoso que Renan Calheiros. Verdadeiro mandatário do Brasil, ostensivo mandante no país, afronta o Judiciário, manipula o Legislativo para que se conforme de vez em porão para defesa dos interesses individuais de senadores e deputados, subjuga o Executivo e faz com que o Palácio do Planalto trabalhe para ele. E temos aí a cloaca que cavamos para a vida pública entre nós.
Há muitos pais para a criança. De início, Fernando Collor — a origem da compreensão de que, ainda menos que Alagoas, o Brasil pudesse ser uma continental Murici. Depois, Fernando Henrique Cardoso, príncipe do mensalão da reeleição, o intelectual que empoderou Calheiros ao fazê-lo ministro da Justiça. E então vieram Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, os governos petistas, e o paraíso para que Renan Calheiros fosse Renan Calheiros plenamente.
O senador terá sido — mais que Michel Temer — o oportunista-mor da sociedade entre PT e PMDB e, na prática, o agente que melhor compreendeu o trato entre as organizações e que, portanto, mais recursos acumulou para codificá-lo em linguagem e método. No curso do processo de impeachment, enquanto Eduardo Cunha cuspia seu voo curto de amador, Calheiros, homem voltado para baixo, deu impulso a seu movimento pendular próprio, oscilando de parte a parte, esparramando-se para qual fosse o futuro, ginástica por muitos compreendida como enigmática, mas que outra coisa não foi — justiça seja feita — que transparente. Ele venceu mais uma vez, venceria de qualquer forma — e a geleca moral em que consistiu seu triunfo pode ser resumida na solução inconstitucional que, em apropriada dobradinha com Ricardo Lewandowski, fatiou o gópi contra Dilma.
Não haverá passagem mais significativa do que são Renan Calheiros e o Congresso — que ele, mais do que presidir, governa — do que a crise que o fez declarar, agastado pela histeria bravateira de Gleisi Hoffmann, que intercedera junto ao Supremo Tribunal Federal para que o marido da senadora se livrasse de indiciamento. A reação imediata do plenário — de espanto, de perplexidade — não se deveu a alguma indignação ante o que se confessara. Não. O faniquito de patriotas como Lindbergh Farias outro não foi que o de um ser traído, manifestação de desespero ao ver exposta ao sol a baixaria do modus operandi daquela gente.
É isso, leitor. Baixaria. A isso se reduziram a vida pública brasileira e a noção de representatividade. Baixaria. Não aquela relativa a costumes e modos, a barracos, mas uma desdobrada em traficância, em pirataria, em troca de favores, em partilha de interesses pessoais. Todo aquele teatro, todos aqueles ataques entre senadores, que se chamam ao mesmo tempo de vossa excelência e de canalha; todas aquelas diferenças bradadas em suposto prol do debate público e, no entanto, todos (se há exceção, nenhuma capaz de incomodar para além da cena) associados na forma da questão, uma de várias, que os amarra e cala: a tal Polícia Legislativa, equipada para espionagem e contraespionagem, para que existe senão como milícia a serviço de cada um daqueles coronéis — os urbanos, inclusive?
Renan Calheiros quer legislar para coibir o abuso de autoridade — mas é, ele mesmo, a própria encarnação do abuso.
Chegamos, pois, ao dia em que o Supremo se deparou com a chance de normatizar o óbvio: que um réu naquela corte não poderia ser — nem por um instante — presidente da República. Uma questão para aplicação atemporal e impessoal, mas que, naquele momento, projetada a um futuro improvável, ainda assim poderia atingir Calheiros — o segundo na linha sucessória presidencial. Escrevi "futuro improvável" e explico: embora tenha contra si oito investigações no STF (apenas decorrentes da Lava-Jato) e uma denúncia, esta relativa a episódio de há quase dez anos, ele não é réu em qualquer delas — o Supremo está uma década atrasado em matéria desse senhor e, pois, uma década atrasado em matéria de Brasil — e é certo que não o será enquanto presidir o Senado e puder assumir a cadeira de Temer.
Afinal, quando a votação no STF contava com cinco votos a favor da escancarada decência, a depender de apenas um para que batido fosse o martelo, o ministro Dias Toffoli pediu vistas do processo e adiou a decisão.
Era certo — comentado publicamente — que isso aconteceria; falou-se que o Planalto interferira para tanto. Havia só a dúvida sobre que juiz faria o papel. A solução foi coerente, já que Lewandowski não estava presente. E Calheiros venceu mais uma vez — beneficiado por instrumentos constitucionais operados em detrimento do país.
Houve um tempo em que se falava de um baixo clero no Parlamento; mas isso já não faz sentido. É tudo baixo. Uma baixa casta de legisladores em causa própria, cujo líder não poderia ser outro senão Renan Calheiros. Ele — o STF permite — pode assumir a Presidência da República. Mas não precisa, presidente do Brasil de fato que é.
E vocês aí preocupados com Donald Trump e a democracia americana.
Carlos Andreazza é Editor de livros.
A Agenda Imoral do Congresso
Posted: 16 Nov 2016 01:13 AM PST

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gil Castello Branco
Diz o ditado popular que "quando a selva pega fogo, os bichos se unem". Diante do lamaçal que já veio à tona e do que ainda está por vir com a delação dos executivos da Odebrecht, deputados e senadores estão em flagrante ofensiva contra a Lava-Jato. A "pauta da imoralidade" consiste na aprovação de leis que podem anistiar o caixa dois, abrir brechas nos "acordos de leniência" para salvar empresários corruptos e enquadrar juízes e procuradores pelo "abuso de autoridade". O pacote das quatro medidas pró-corrupção também inclui protelar a votação de projetos que acabam com o foro privilegiado. O desmonte da Lava-Jato estará completo caso o Supremo Tribunal Federal invalide as escutas telefônicas por mais de 30 dias, mesmo quando autorizadas pela Justiça.
Quanto à anistia ao caixa dois, a má-fé está no ar. É bom lembrar que o caixa dois já é crime, há mais de 50 anos. O artigo 350 da Lei 4.737, de 1965, que instituiu o Código Eleitoral, determina prisão de cinco anos e multa para aqueles que omitirem ou prestarem informações falsas à Justiça Eleitoral. Mais claro, impossível. A malandragem de um grupo de parlamentares é tipificar, a partir de agora, o caixa dois como crime. Como a lei não pode ter efeito retroativo, as irregularidades praticadas antes da sua aprovação seriam automaticamente perdoadas.
Sem falar nas emendas de plenário que podem explicitar a anistia. Recentemente, em duas oportunidades, surgiram no plenário da Câmara propostas de perdão das falcatruas do passado. Por pouco, a mamata não foi aprovada, sem que sequer se soubesse o nome do bandido-autor e de seus cúmplices. Na próxima quinta-feira, será votado o relatório do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), sobre o projeto de iniciativa popular que abrange as dez medidas contra a corrupção e onde consta a criminalização do caixa dois. O deputado não acredita que a nova legislação crie oportunidades para a anistia geral. Eu não tenho a mesma convicção...
O projeto de lei sobre os "acordos de leniência" também faz parte da pauta imoral. O deputado André Moura (PSC-CE), líder do governo na Câmara, propõe a extinção de penas e processos contra empreiteiras e empresários envolvidos em casos de corrupção assim que os "acordos" sejam fechados pelas empresas com o Poder Executivo. O Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal não participariam da celebração. O projeto estava com "pedido de urgência" e seria votado às pressas, se não fosse a reação enérgica na semana passada dos procuradores da Lava-Jato.
Em outra frente, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, desengavetou projeto de 2009 que propõe punições para o abuso de autoridade que, de forma geral, ninguém discorda. O problema é que o parlamentar coleciona oito inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), sendo investigado desde 2007 por ter tido despesas pessoais bancadas pela construtora Mendes Junior, o que já não o credencia para defender esta tese. O texto contém artigos que podem intimidar a ação de policiais, procuradores e juízes ameaçando a Lava-Jato e outras operações do gênero.
O chamado "foro privilegiado" — que assegura o julgamento de autoridades pelo STF — também fomenta a impunidade. "O STF não tem estrutura, vocação e até mesmo gosto por esse tipo de processo", disse o ministro Barroso. Atualmente, existem 357 inquéritos e 103 ações penais envolvendo foro no STF. Segundo pesquisa da "Folha de S. Paulo", um terço das ações penais sobre congressistas com foro na Corte foi arquivado nos últimos dez anos por causa da prescrição dos crimes. Em vista da indignação da sociedade com a suprema letargia, nesta semana duas propostas limitando a abrangência do foro poderão ser votadas em comissões das duas Casas Legislativas.
As investigações da Lava-Jato e outras similares também poderão ser afetadas por julgamento no STF, ainda sem data marcada, que irá discutir a legalidade das escutas telefônicas por mais de 30 dias, mesmo quando autorizadas pela Justiça. É óbvio que, para desbaratar casos complexos de corrupção, escutas por 30 dias são insuficientes.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse que "a Lava-Jato envergou a vara da corrupção endêmica no país". De fato, a vara está envergada pelo peso dos peixes graúdos que foram fisgados e estão lutando desesperadamente para se livrar do anzol.
Enfim, a selva está em chamas, e as labaredas irão aumentar. É preciso ter muito cuidado com bichos assustados. Assim como os animais, os corruptos acuados são perigosos.
Gil Castello Branco é economista e fundador da organização não governamental Associação Contas Abertas gil@contasabertas.org.br
Epílogo do livro "Contra Todos os Inimigos", de Richard A. Clarke
Posted: 16 Nov 2016 01:12 AM PST

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja
Este livro é, como eu já disse no prefácio, minha história, de acordo com minha memória.
Foi ela que me ajudou a contá-la. Eu precisava contar a vocês que nós tentamos, tentamos arduamente deter o grande ataque da al Qaeda, que os profissionais que se sentavam à mesa do Grupo de Segurança Contra-Terrorismo se importavam, e teríamos dado nossa própria vida se isso pudesse ter evitado os ataques.
Tenho de admitir que, estridente como eu era em relação à ameaça da al Qaeda, não foi em protesto que pedi demissão quando minhas recomendações para bombardear a infra-estrutura da al Qaeda foram deferidas pela administração Clinton ou meus apelos por "ações urgentes" foram ignorados pela administração Bush.
Talvez eu devesse ter feito isso. Eu precisava contar a vocês por que acho que falhei, e por que acho que a América anda está falhando na abordagem à ameaça imposta por terroristas que distorcem o Islã.
Essa ameaça não é algo que possamos derrotar apenas com prisões e detenções. Nós precisamos trabalhar com nossos amigos muçulmanos para criar uma alternativa ativa para a perversão terrorista popular do Islã. Não é algo que possamos fazer no prazo de um ano ou de uma década. Não podemos sossegar, achando que estamos sendo bem sucedidos porque temos lidado com "a maioria dos líderes conhecidos da al Qaeda" ou porque nenhum ataque grande ocorreu nos últimos tempos. al Qaeda continua recrutando, auxiliada por nossa invasão e ocupação do Iraque. Enquanto o tempo corre, novos seguidores da al Qaeda vão ganhando força em muitos países.
O tempo está passando e, no entanto, perduram as vulnerabilidades e ataques em nosso território.
O terrorismo, que em momento algum foi abordado pelos candidatos presidenciais em 2000, será um tema importante na campanha de 2004.
Desde já, enquanto escrevo, antes dos candidatos serem definidos, o presidente Bush está dizendo ao pessoal que angaria fundos, ilogicamente, que merece dinheiro para a sua reeleição, porque "está combatendo os terroristas no Iraque, para que não tenhamos de combatê-los nas ruas da América".
Ele nunca salienta que nossa presença no Iraque nada faz para impedir terroristas de virem para a América, mas desvia fundos que deveriam ser empregados em nossas vulnerabilidades domésticas e só facilita o recrutamento terrorista. Não obstante, os apostadores de Las Vegas e sabichões de Washington acham que Bush será facilmente reeleito.
Dá medo imaginar quantos erros mais ele fará nos próximos quatro anos para fortalecer os seguidores da al Qaeda:atacar a Síria ou o Irã, solapar o regime saudita sem um plano para um sistema de governo que o suceda?
Uma semana antes do 11 de setembro escrevi que a presidência tinha que se decidir se a al Qaeda e sua rede eram apenas um incômodo para a grande superpotência ou se ela representava uma ameaça existencial; no caso da segunda alternativa, então teríamos que agir com a devida coerência.
Apesar do 11 de setembro e dos muitos ataques da rede da al Qaeda ao redor do mundo desde então, a maioria dos norte-americanos e daqueles que estão no governo norte-americano ainda acham que a grande superpotência não pode ser derrotada por uma gangue de fanáticos religiosos que querem uma teocracia global, um califado do Século 14.
Nunca subestimem o inimigo. Nosso atual inimigo está numa empreitada a longo prazo. Eles são espertos e pacientes. Derrotá-los demandará criatividade e imaginação, assim como energia. Essa será luta dos amigos da liberdade e das liberdades civis em todo mundo.
O que aconteceu àquela equipe que tentou fazer a Casa Branca de Bush prestar atenção na al Qaeda antes de 11 de setembro e depois ficou na Situation Room naquele dia, administrando o caos, embora achasse que a Casa Branca estava prestes a ser atingida por um avião seqüestrado. Onde estão Lisa Gordon-Hagerty, Roger Cressey e Paul Kurtz?
Todos eles deixaram o governo, frustrados. Eles nunca receberam um agradecimento formal do presidente, nunca foram reconhecidos elo que fizeram antes ou em 11 de setembro. Lisa está trabalhando com materiais nucleares nos EUA. Paul anda ocupado promovendo a segurança do espaço virtual. Roger e eu prestamos consultoria a empresas privadas preocupadas com segurança física e de informações; nós aparecemos regularmente na televisão, ainda tentando alertar sobre a al Qaeda.
E os outros? Mike Sheehan abriu mão de um emprego confortável para trabalhar no Departamento de Polícia de New York, como comissário-adjunto para antiterrorismo, para tentar proteger pessoalmente a cidade que ama. Ele pode ser visto em Wall Street ou na ponte do Brooklyn ou no túnel Lincoln checando as defesas. Randy Beers tornou-se Coordenador de Segurança Nacional da campanha de John Kerry.
Cressey, Beers e eu, estamos lecionando para alunos de pós-graduação, esperando que possamos ajudar a próxima geração de administradores de Segurança Nacional a entender o perigo de abordagens e unilaterais ao antiterrorismo. Alguns desses alunos podem, um dia, ter de tomar decisões difíceis para o nosso país na luta contra o terrorismo, pois essa batalha vai durar uma geração.
Como norte-americanos, cabe a todos nós sermos bem informados e conscienciosos, para ajudar nosso país a tomar decisões certas nesta época de duras provas.
Todos nós precisamos nos empenhar por aquela antiga promessa de "preservar, proteger e defender a Constituição dos Estados Unidos da América contra todos os inimigos".
Carlos I. S. Azambuja é Historiador.
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