Alerta Total |
- Suprema Jabuticaba: Réunan fica Presidente do Senado
- Supremo: 11 ministros, 11 cartas de Renan...
- Suprema Jabuticaba: STF pode manter Réunan no cargo, impedindo-o de substituir Temer eventualmente
- Bundesmoll
- Temer, desate o nó da gravata!
- Uma luz que se apaga
- O Papel do Parlamento
| Suprema Jabuticaba: Réunan fica Presidente do Senado Posted: 07 Dec 2016 12:38 PM PST Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net O plenário do Supremo Tribunal Federal optou pela suprema jabuticaba antecipada por este Alerta Total: decidiu que Renan Calheiros pode continuar ocupando a presidência do Senado, mas que, como é réu em ação penal, não pode figurar na linha de sucessão eventual do Presidente da República. Réunan é He-Man: comprovou que, nos bastidores, tem mesmo a força. O STF deu um presente de Natal para assassinar a esperança de se construir uma Democracia no Brasil, pelo menos com as atuais regras em vigor. Goleada de 6 a 3 para o craque Réunan! Réunan desobedeceu ordem judicial. Réunan cometeu claro desvio ético jurídico. Réunan avacalhou o instituto do judiciário, fugindo do oficial de Justiça que lhe entregaria a intimação do STF para deixar o cargo. Reúnam violou, vergonhosamente, os princípios elementares do estado democrático de Direito. O Ministério Público Federal saiu derrotado no caso em que um poder da República se recusou a cumprir uma ordem judicial, mostrando que alguns cidadãos podem realmente mais que outros para decidir quando e como podem obedecer aos mandamentos legais. Réunan comprovou que não tem o menor apreço pela ordem legal e constitucional. Réu em processo crime autorizado pela Corte suprema, Réunan é completamente desqualificado para presidir o Congresso Nacional e para permanecer na linha sucessória da Presidência da República, como presidente do Senado. Réunan agravou a crise institucional brasileira. Perguntinha idiota: um sujeito que comete tanta barbaridade ainda tem legitimidade de permanecer exercendo o cargo de senador? Claro que não! Mas a maioria do Supremo julgou que sim. Seus opositores deveriam ingressar com uma representação no Conselho de Ética contra Réunan. Pelas barbaridades que cometeu, mereceria perder o mandato. Acontece que o STF lhe deu uma blindagem suprema. Renan Calheiros tem de responder a outros inquéritos, principalmente os oito em que é investigado na Lava Jato. Réunan quis guerra. E venceu! O deboche institucional superou o senso democrático! Abriu-se um precedente gravíssimo: Renan e o Senado descumpriram ordem judicial. Será que os réus Zé ruelas terão "direito" a fazer o mesmo? Depois desse julgamento, Eduardo Cunha deve ter aprendido o que significa o tal "rigor seletivo". Ele sifu... Réunan foi poupado... Grande vitorioso na guerra de Réunan? O PT. O empenho pessoal de Jorge Viana, vice do Senado, foi decisivo para o Supremo Triunfo Jabuticaba do Cabeleira... República de Ladrões Nova edição atualizadada música de Sérgio Taboada – canção que constrange os políticos ladrões de Bruzundanga... Colabore com o Alerta Total Os leitores, amigos e admiradores que quiserem colaborar financeiramente com o Alerta Total poderão fazê-lo de várias formas, com qualquer quantia, e com uma periodicidade compatível com suas possibilidades. Nos botões do lado direito deste site, temos as seguintes opções: I) Depósito em Conta Corrente no Banco do Brasil. Agência 4209-9, C/C: 9042-5, em favor de Jorge Serrão. II) Depósito em Conta Poupança da Caixa Econômica Federal ou em agências lotéricas: 2995 013 00008261-7, em favor de Jorge Serrão. OBS) Valores até R$ 9.999,00 não precisam identificar quem faz o depósito; R$ 10 mil ou mais, sim. III) Depósito no sistema PagSeguro, da UOL, utilizando-se diferentes formas (débito automático ou cartão de crédito). IV) Depósito no sistema PayPal, para doações feitas no Brasil ou no exterior. Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai! O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento. © Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 7 de Dezembro de 2016. |
| Supremo: 11 ministros, 11 cartas de Renan... Posted: 07 Dec 2016 12:24 PM PST Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net Por Laércio Laurelli Quem comete um crime seja lá qual for, deve entender que haverá SEMPRE uma correção equivalente ou maior ao seu comportamento. É de salutar entendimento que a Suprema Corte de uma nação deva possuir o controle jurisdicional e o respeito em toda a dimensão do Estado. A partir do momento que ocorra um fato ofensivo grave, que possa deslustrar por não obedecer a uma decisão judicial provinda do Poder Judiciário, não só afeta a instituição, como também toda a nação e a soberania contaminando as demais organizações lideradas pelo Estado e o próprio Estado que passa a conviver em processo de inexistência de sua estrutura física, moral, produzindo divisões refletidas em seu grau de identificação de poder. A não resposta imediata a uma ofensa tipo ocorrida consoante à desobediência de não se cumprir uma ordem judicial, diante do enfrentamento promovido pelo criminoso Renan Calheiros, embora presidente do Senado Federal deveria o Supremo, resolver a questão imediatamente e, não adiar para o dia seguinte, como se estivesse acovardado em tomar decisão séria e direta ao seu ofensor, como por exemplo determinar a prisão preventiva. Nada de se fazer do pecador um SANTO. O escárnio e o deboche, por mais desculpas que se aplicará ao fato utilizando-se palavras enfeitadas, sempre haverá a decomposição de suas colunas que até o período da tarde do dia 06 de dezembro de 2016 eram a consagração histórica de uma grandeza infinita, o equilíbrio mesclada pela suntuosidade espiritual dada à configuração da suprema liberdade e respeito à sociedade e de seus méritos pelos relevantes serviços de suas decisões, de seus honrados Ministros e do fluxo de honra do Poder Judiciário do Brasil. Nada de fazer do pecador um SANTO. A situação torna-se tragicômica se Renan permanecer no cargo, for aprovado à insidiosa PEC 280 e o nobre Ministro sofrer um processo por abuso de autoridade em face de ter concedido "liminar" em desfavor do Renan. AINDA HÁ TEMPO MINISTRA PRESIDENTE CARMEN LUCIA. PENSEM NISTO! Laercio Laurelli, Desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo, é apresentador do programa Direito e Justiça em Foco. Patriota! |
| Suprema Jabuticaba: STF pode manter Réunan no cargo, impedindo-o de substituir Temer eventualmente Posted: 07 Dec 2016 01:42 AM PST Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net No dilema civilizatório entre a "Democracia ou a Guerra" (explicitado pela suprema magistrada Cármen Lúcia), os parlamentares brasileiros fizeram ontem a perigosa opção bélica. Desobedecendo a uma ordem judicial para que Réunan Calheiros fosse tirado da presidência do Congresso Nacional, uma mera resolução da mesa do Senado sacramentou o rompimento da ordem institucional no Brasil. O plenário do STF decide logo mais como fica a situação de Renan. A tendência é manter a liminar do ministro Marco Aurélio Mello contra Renan. O julgamento do caso Renan começa às 14 horas. A previsão é que o "jeitinho brasileiro" venha com uma solução que agrade aos gregos e ao alagoano. Depois das tradicionais guerrinhas de vaidade, a maioria ro STF deve sacramentar a liminar de Marco Aurélio. No entanto, Renan pode não ser formalmente afastado do cargo de presidente do Senado e do Congresso Nacional. O "Réu-nan" apenas ficaria impedido de ocupar a Presidência da República na ausência de Temer e do presidente da Câmara. Se isso ocorrer, Réu-nan se tornará um "Presidente Jabuticaba do Senado". Tão horroroso institucionalmente quanto o desrespeito claro do Senado a uma ordem judicial, comprovando que a turma do foro privilegiado está mesmo muito acima da lei e da ordem jurídica, foi a exposição da briga interna no STF. O ministro Gilmar Mendes chegou a sugerir a inimputabilidade ou o impeachment do colega Marco Aurélio, classificando de "indecente" a decisão monocrática contra Renan. O comentário de Gilmar foi leve como uma tonelada de chumbo: "No Nordeste, se diz que não se corre atrás de doido porque não se sabe para onde ele vai". Alvejado, Marco Aurélio reagiu com perplexidade: "Eu não posso acreditar. Sem comentários"... O ministro liberou sua decisão liminar para votação no plenário do STF. A decisão em caráter liminar foi dada por Marco Aurélio no curso da Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), que questiona se réus podem figurar na linha sucessória do presidente da República. Seis ministros já se manifestaram que não é possível, segundo a Constituição. O ex-poderoso Eduardo Cunha foi afastado da presidência da Câmara dos Deputados por tal motivo. No meio da confusão, o Presidente Michel Temer faz um jogo perigosamente esquisito. Ontem, teve reunião com Renan e Romero Jucá. No fundo, Temer não quer que Renan saia. Se sair, aceita negociar com o petista Jorge Viana. Temer não tem interesse que a briga entre o Legislativo e o Judiciário saia de controle. O objetivo único do Palácio do Planalto é aprovar a PEC dos Gastos. Sem isso, o governo Temer acaba, definitivamente, sem nem mesmo começar direito. Os semideuses do mercado enxergam a briga com apreensão, mas ficam na torcida para que tudo se resolva como sempre no Brasil: na base dos conchavos... Se a guerra se agravar, será "precificada"... Nós, os otários, pagaremos a conta como sempre... O substituto de Réunan deu ontem um show de teatralidade política de fazer inveja ao chefão $talinácio. Jorge Viana chegou ao Senado ao lado do "amigo" Renan. Admitiu até a hipótese de renunciar ao cargo, caso assumisse, em favor de Romero Jucá. Depois, o petista deu um pulinho no STF para conversas com os ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e José Dias Toffoli. Viana também conversou com a ministra-presidente Cármen Lúcia, que ontem repetiu um mantra em entrevistas que concedeu: "Prudência, prudência e prudência, para a pacificação". A ministra Cármen Lúcia que não se iluda. O parlamento alvejado pela Lava Jato não quer saber de pacificação com o Judiciário – e menos ainda com o Ministério Público. A guerra de todos contra todos, entre todos os poderes públicos, tende a se agravar. Talvez o final de ano proporcione alguma trégua. Mas assim que a delação premiada dos 77 executivos da Odebrecht for homologada pelo STF, a previsão é que "o bicho vai pegar"... O Brasil vive um momento de surrealismo político que só uma Intervenção Cívica Constitucional tem capacidade de solucionar. O resto é paliativo que pode alimentar ainda mais a crise institucional sem precedentes. O desgoverno do Crime Institucionalizado se reinventa... Apelação descabelada Reveja o artigo: Os perigos da judicialização de tudoDesafio ao Judiciário Documento no popular De que lado ficar? Imitando Réunan O amor continua lindo na cadeia? Jóia de piada... Colabore com o Alerta Total Os leitores, amigos e admiradores que quiserem colaborar financeiramente com o Alerta Total poderão fazê-lo de várias formas, com qualquer quantia, e com uma periodicidade compatível com suas possibilidades. 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Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento. © Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 7 de Dezembro de 2016. |
| Posted: 07 Dec 2016 01:36 AM PST "País Canalha é o que não paga precatórios". Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net Por Carlos Maurício Mantiqueira As "otoridades" federais e fedorentas, por causa da flacidez de seu caráter (e de seus glúteos) deveriam ser, genericamente, denominadas pelo título. A declaração formal de guerra já foi feita. Entramos no período do "Salve-se quem puder!". Um pensador florentino, há cerca de quinhentos anos, disse: "Toda república corrupta termina em principado". Quem sobreviver verá. Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador. |
| Temer, desate o nó da gravata! Posted: 07 Dec 2016 01:35 AM PST Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net Por Laércio Laurelli Nos dias que correm percebemos que as manifestções politicas tem sido menos amplas no sentido de seriedade, do que a manifestação social e cultural a se exigir a aplicação da moral e dignidade; As instituições do Brasil resolveram medir força; Verifica-se que o relacionamento entre poder e cultura não se apresenta de forma equanime, mas criou-se o fenômeno da deturpação e o da controvérsia com recheio da discórdia movida pela dinâmica do engodo, da dissimulação; As mentiras e as jogadas que provém de fatos novos ou recém descobertos, sempre sob o valor da corrupção, procuram deslocar essas realidades para atingir o ponto desejado, e que tem trazido o dissabor da instabilidade e desequilíbrio governamental. Omitem muitas coisas, deturpam algumas e tornam outras obscuras. No entanto, temos que pensar seriamente sobre a questão e nela atuar de forma eficaz. Temos que encontrar um mapa simplificado desta realidade brasileira; alguma teoria, um conceito, um modelo ou paradigma com o objetivo de firmar-se uma construção consistente e sólida, para não desabar novamente e afastar a probabilidade de se transformar em uma monumental confusão. É necessário encontrar a fórmula para a realização da intensificação da consciência e a devida ascensão de movimento fundamental para o ressurgimento da solução. Presidente Michel Temer: é preciso desatar o nó de sua gravata, ao contrário do que fazia quando era acadêmico de direito, mantendo referido nó, sempre impecável, mas que o incomodava, forçando sua respiração. Lembra-se? Vossa Excelência encontra-se na mesma situação...desate o nó presidente....seja mais simples... Livre-se dos que tem compromisso com a "justiça"; tem tanta gente de bem que pode convocar para seu governo...por exemplo: alguém que tenha o perfil de um "Rui Barbosa... Ou de um "campos sales" ou de um "Quintino Bocaiuva" ... Um como Benjamin Constant... Ou outro como Floriano Peixoto ou mesmo de um Marechal Manoel Deodoro da Fonseca... Entretanto, caro Presidente, a predição de ontem, para o bem do Brasil, pode concretizar-se hoje com a experiência de 15 de novembro de 1889. Destituição... Penem nisto! Laercio Laurelli, Desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo, é apresentador do programa Direito e Justiça em Foco. Patriota! |
| Posted: 07 Dec 2016 01:32 AM PST Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net Por Renato Sant'Ana Há pessoas que, ao partir, nos deixam a sensação de que o mundo ficou menor e mais triste. Eu sei, é transitório. Mas, surpreendidos com a irremediável ausência de alguém que adquiriu profundo significado em nossa vida, o sentimento que vem é o de que estamos mais pobres e mais sós. Tal foi o estranhamento perplexo dos admiradores que, no ócio dominical, receberam a notícia: o poeta Ferreira Gullar agora pertence à eternidade. Ele parecia tão próximo! Incontáveis entrevistas na TV, a revelação de grandes perdas pessoais que o maltrataram e a dignidade para encarar o sofrimento, as suas colunas instigantes no jornal e a sua poesia vigorosa - ora trazendo alento, ora suscitando uma compreensão mais profunda do mundo - permitiram conhecer não só um inspirado poeta, mas também um grande homem. É natural que haja suscitado uma admiração afetuosa com um quê de familiaridade. Mas agora ele já não está! Adjetivado um dia por Vinicius de Moraes como "maior poeta brasileiro", Ferreira Gullar é (digo-o no presente) homem LÚCIDO e de uma indisfarçável HONESTIDADE INTELECTUAL, duas virtudes que o elevam como GRANDE entre os maiores. Tradução precisa da realidade, sua poesia enfrenta as contradições deste mundo e se dedica aos que não têm voz e necessitam dos poetas: eis a sua coragem e lucidez. Dito "homem de esquerda", militou na política apegado a crenças que, no passar do tempo, se mostraram ilusórias e avessas ao genuíno anseio de justiça que sempre o animou. Pois ele, em vez de agarrar-se irredutível ao artifício de uma bandeirinha partidária, teve coragem para encarar a realidade, admitir as evidências do equívoco e repelir o dogmatismo ideológico: EIS a sua HONESTIDADE INTELECTUAL. E, assim, lúcido e franco, foi condecorado - por espécimes da esquerda mais sectária, dogmática e raivosa - com os insultos mais virulentos, palavras envenenadas e hostis. Nada, porém, lhe tirou o bom humor: viveu intensamente e, tudo indica, muito feliz até a última hora, o que é um consolo para quem fica. "Se você me ama, me deixe ir embora", disse o poeta à esposa Claudia Ahimsa, pressentindo o fim. "Ele foi num momento de muita paz. Foi como um pássaro brincalhão", relatou Luciana Ferreira, sua filha, acrescentando: "O apelido dele de infância era periquito." E porque jamais será pretérito, o poeta é assim definido por ela: "É uma pessoa que vive a sua identidade até o fim. Ele muda suas opiniões para manter sua identidade." Foram umas três semanas de permanência no hospital, internado com um quadro de pneumotórax. Aliás, mesmo no leito, não parou de trabalhar. A insidiosa e fatal pneumonia - que lhe tirou a vida, não a paz – veio depois, diagnosticada dois dias antes da partida. Foi medicado com antibiótico, mas pediu para que nenhuma outra intervenção fosse realizada. "Se você me ama, me deixe ir embora", serenas palavras do sábio. Mas até que se iniciasse a travessia, a vida fluía natural e alegre: usava o transporte público, ia sozinho à padaria e à banca de jornal, fazia as compras no supermercado, conhecia todos no bairro, "desenrolava os próprios problemas", como diz a sua amiga e editora Maria Amélia Mello. Cabelo branco esvoaçante, o passo ligeiro (apesar dos 86), o poeta andava nas ruas parecendo alheio a seu próprio significado, ao prestígio de insigne brasileiro, à devotada admiração dos circunstantes. É assim com os sábios. Agora já não está! Mas nossa pequena orfandade há de ser transitória. A sombra da ausência logo se extinguirá, porque a obra imortal tem o condão de iluminar, perpetuando sua presença: ele é a poesia que nos consola e nos chama à vida. Terá mesmo ido embora? Uma luz se apagou na terra, mas uma estrela surgiu para sempre no céu. Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito. |
| Posted: 07 Dec 2016 01:30 AM PST Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net Por Carlos I. S. Azambuja O texto abaixo foi transcrito do livro "O Assalto ao Parlamento – A Tomada do Poder pela Constituinte" -, escrito por JAN KOSAK, membro comunista da Assembléia Nacional Tchecoslovaca. Um aspecto de grande importância desse trabalho é dado pelo fato de ser o primeiro e único depoimento, feito por um mestre comunista, da técnica da tomada do Poder, pelo Partido Comunista, dentro da mais completa e perfeita ordem A utilização revolucionária do Parlamento exigirá, das novas condições históricas, a realização de uma nova forma de transição para a ditadura do proletariado. O Parlamento deve converter-se em novo instrumento da Revolução Socialista, privando a burguesia do seu Poder, dos seus meios de produção e concretizando a construção do socialismo, com a classe trabalhadora na direção do programa político. Assim, serve aos objetivos revolucionários do proletariado, e corresponde ao princípio marxista-leninista da necessidade de uma transição revolucionária da sociedade capitalista em socialista, correspondendo às conclusões de Lenin: "... o capitalismo só pode entrar em colapso através da revolução"; "Não pode haver uma revolução vitoriosa sem a supressão da resistência dos exploradores". O "caminho parlamentar" para o socialismo reformista nega a necessidade de uma transição revolucionária da sociedade capitalista para a socialista, nega a necessidade da revolução socialista, nega a necessidade – sob o slogan de "democracia parlamentar" – da tomada do Poder pela classe trabalhadora, nega a necessidade da classe trabalhadora conquistar a direção política do Estado e do estabelecimento da ditadura do proletariado. O "caminho parlamentar" reformista não pode, por isso, em suas conseqüências levar à edificação do socialismo, não é, substancialmente, um programa socialista. É capaz de atacar, dentro da estrutura do capitalismo, as conseqüências da exploração capitalista, mas não é capaz de compreender as suas causas, de destruir o capitalismo e nem de materializar uma transformação revolucionária da sociedade. A estas profundas diferenças de dois processos, corresponde uma analogamente profunda diferença nas táticas de utilização do Parlamento. A substância da tática do uso revolucionário do Parlamento é baseada no antigo princípio da atividade da classe trabalhadora em um Parlamento burguês, explicada em detalhes pelos clássicos do marxismo-leninismo e posteriormente desenvolvida nas novas condições. Parte do seguinte princípio: o Parlamento, nos países burgueses, é um produto do desenvolvimento histórico e não pode ser excluído da vida política. Por isso, é necessário trabalhar nele e utilizá-lo contra a sociedade burguesa. A tarefa dos representantes da classe trabalhadora no Parlamento burguês tem sido sempre a de transformar o Parlamento em um espelho, mostrando à classe trabalhadora, em sua nudez, os interesses de classe e os conflitos na sociedade burguesa, e desmascarando, constantemente e sem titubeios, a burguesia e seus sequazes. Sua tarefa tem sido sempre o uso do Parlamento burguês como plataforma para a agitação, propaganda, e organização revolucionária, como uma forma eficaz para desencadear a atividade revolucionária das amplas massas populares, lado a lado com a classe trabalhadora. A coordenação e combinação sistemática das ações parlamentares com as não parlamentares tem sido sempre o princípio fundamental da tática revolucionária pra a utilização do Parlamento. Esta tática de relacionar, estreitamente, e combinar o Parlamento com as atividades revolucionárias do proletariado e das massas trabalhadores fora do Parlamento, ainda usada pelos partidos marxistas-leninistas, pode ser ampliada, com novas tarefas,dentro das novas condições históricas e sob novas circunstâncias, isto é, transformar o Parlamento de órgão da burguesia em instrumento de poder da classe trabalhadora, e a democracia parlamentar em instrumento para o estabelecimento da democracia proletária e da ditadura do proletariado. A tática de utilização do Parlamento como nova forma potencial e específica de transição para o socialismo, é, portanto, somente um desenvolvimento mais amplo, um novo passo da antiga tática marxista-leninista que combina o emprego do Parlamento com a utilização das massas revolucionárias, e é, essencialmente, uma completa antítese do caminho parlamentar reformista para o socialismo. Do mesmo modo que a tática revolucionária de utilização do Parlamento corresponde às finalidades revolucionárias do partido marxista-leninista, a tática de uso reformista do Parlamento corresponde aos objetivos reformistas de rejeição da revolução. O Parlamento reformista (instrumento da burguesia para o fortalecimento e manutenção do poder capitalista) é um órgão para a cooperação entre a classe operária e a burguesia. As reformas parciais realizadas pelo Parlamento – de acordo com os capitalistas – servem, para os reformistas, de que é possível uma coexistência da burguesia com a classe trabalhadora, de que a luta de classes está agonizante, de que a revolução é supérflua e a dominação política da classe trabalhadora desnecessária. No lugar da necessidade de uma democracia proletária, eles sustentam a ilusão de uma democracia parlamentar pura. Devido ao farto de que na concepção reformista o Parlamento é órgão de cooperação da classe trabalhadora com a burguesia, a classe reformista leva todo trabalho político exclusivamente ao Parlamento, ou seja, ao órgão de Poder burguês, repudia e rejeita a pressão das amplas massas. Isola o Parlamento das atividades revolucionárias da classe trabalhadora. Os reformistas já deram exemplos, não um, mas vários da absoluta impossibilidade e do absurdo de seu "caminho parlamentar para o socialismo". Em diversos países, os reformistas ganharam a maioria, muitas vezes maioria absoluta. Seus governos continuavam existindo, e ainda o fazem, durante grandes períodos de tempo. Por isso, é preciso entender a luta entre o uso revolucionário do Parlamento e o significado reformista de "um caminho parlamentar para o socialismo". Carlos I. S. Azambuja é Historiador. |
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