Alerta Total
Os dias ficarão assim: piores...
Funções da Moeda
Um País esfrangalhado
O processo de supressão dos partidos e da imprensa burguesa e pequeno burguesa na Rússia
Posted: 04 Jun 2017 06:09 AM PDT

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
"Merecia ser pendurado de cabeça para baixo, em um poste cheio de formigas e com um ninho de marimbondo de fogo em cima, o maior de todos os fdps, imbecis e/ou corruptos que assassinaram o futuro dos brasileiros". Parece até receita do vil, truculento e canalha "Delegado Amaral" daquela "super série" (kkkkk) global "Os dias eram assim"... Mas não é, não...
A receita violenta é mera figura de retórica. Simbolicamente, devia ser aplicada ao modelo estatal brasileiro. Eis o criminoso estruturalmente responsável por dezenas de milhares de assassinatos anuais, junto com a tortura, extorsão e roubo legalizado praticados contra cidadãos (pessoas físicas e jurídicas) que ousam estudar, trabalhar e empreender no Brasil. Graças ao sistema Capimunista Rentista Corrupto, nossos dias ficarão assim: muito piores...
A presente guerra de todos contra todos - com muitos tolos e canalhas no meio, fabricando uma crise institucional assustadora - é o resultado de um Estado autofágico – que destrói a si mesmo, enquanto inviabiliza a vida das pessoas e empresários que geram emprego e renda. Os brasileiros estão no limite de chutar o balde ("kick de Bucket", na língua de Donald Trump). A atitude foi até o tema central do "Como será?" um dos melhores programas da Rede Globo (afinal, ela não produz apenas porcaria).
Não dá para esquecer o passado. Rasgar a História não resolve, porque nem é possível. Mas é urgentíssimo reconhecer e aprender com erros do passado que continuamos cometendo. A Lava Jato botou na moda o combate à corrupção. Mas tal atitude correta, no Brasil, é um enxugamento de gelo. A estrutura (que retroalimenta a corrupção) permanece presente, se adapta e se reinventa com mais velocidade que as corajosas ações de limpeza.
A solução (nada mágica) para que façamos o cão danado da corrupção parar de correr atrás do próprio rabo (e também do nosso) é focar na elaboração de um Projeto de Nação para o Brasil. Não levamos tal missão a sério. Seguimos naquela velha e ultrapassada estadodependência. Esperamos pelo que o Estado fará, enquanto, se possível, pudermos "trabalhar" para ele. Os criminosos institucionalizados ainda tiram mais proveito deste vício, já que operam em parceria com a máquina estatal e sua corrupção sistêmica.
A maioria consciente sabe que é preciso romper com a estadodependência. Só uma Intervenção Institucional tem poder real para isto. Acontece que a intervenção só vai ser viável se suas pré-condições forem geradas de duas formas: Ou por um planejamento estratégico de Nação ou por um caos tão intenso que exija mudanças em bases menos pacíficas via repressão direta da força armada. O primeiro caminho é mais democrático e menos inseguro. O segundo é imprevisível.
Atualmente, vivemos o paradoxo em formato de autoengano. Todos constatam, da pior forma possível, o quanto e como as instituições estão contaminadas e dominadas pela ação do Crime Institucionalizado. No entanto, o discurso estatal, no Executivo, no Legislativo, no Judiciário e nas Forças Armadas é o de que "as instituições funcionam normalmente". A presente guerra de todos contra todos os poderes comprova que a "normalidade institucional" é uma farsa. A mentira se torna compreensível, dentro do espírito de razão cínica, porque a cúpula do poder não deseja mudanças, mas sim, e apenas, "reformas" – se possível mudando bem pouco para tudo ficar do mesmo jeitinho como sempre esteve...
Vale repetir: Qualquer idiota sabe que existe uma relação direta entre o Brasil ter a menor taxa de crescimento mundial, enquanto o País lidera o ranking dos mais corruptos do mundo. A incerteza e a desconfiança aumentam porque, apesar das Lava Jatos da vida, nosso ritmo de limpeza é tão lerdo quanto a retomada do crescimento econômico e do consumo das famílias (aliás, altamente endividadas). Indústria e serviços seguem estagnados. A inflação finge ser baixa porque os negócios estão parados, em banho-maria.
O que não para de crescer ou continua gigantesca a é corrupção estrutural. Ela se reinventa, com a ajudinha da grande beneficiária: a desqualificada classe política e seus interesses escusos em negociatas. Também se consolida e pode prosperar porque ainda é fraca a vontade de mudança real. É por isso que os dias que já eram assim (corruptos) tendem a ficar ainda piores – mais inseguros e violentos.
É gravíssimo e assustador constatar que o Brasil é um dos países que menos cresce, apesar do nosso potencial produtivo. A culpa é do Estado Ladrão. Imposto, juros, regramentos, corrupção... Tudo abusivo e excessivo... Porém, poucos se rebelam, de fato, contra tanta coisa errada.
O Brasil só vai melhorar e crescer se gente pressionar e lutar para eliminar o Estado Ladrão. A vitória depende de um intenso e urgente debate para a elaboração de um Plano Nacional Estratégico. Os militares estão pedindo isto... Quase implorando... Não querem golpe... Querem intervenção legítima e inteligente para mudar a realidade.
Vamos junto com a elite da tropa? Ou vamos seguir na zelite da vanguarda do atraso? Eis o dilema que o Brasil precisa resolver depressa, antes que se consolide como periferia do mundo globalitário...
Temos de tirar a política do noticiário policial e devolvê-la ao mundo das pessoas de bem e do bem. Intervenção, já! Vamos planejá-la estrategicamente?
Bem amado Temer

Releia o artigo de ontem: Lula, Aécio, Cabral, Cunha, Temer... Quais serão os bodes expiatórios para preservar o Estado Corrupto?
Gatinho protegido

Cala o mala boy

Elegida



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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.
© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 4 de Junho de 2017.
Posted: 04 Jun 2017 06:04 AM PDT

"País Canalha é o que não paga precatórios"
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira
A função principal da moeda é possibilitar uma troca. É meio de troca, também chamada, tecnologia de troca.
Papel-moeda dentro de um cenário de hiperinflação, ainda que só possibilite a troca de bens de pequeno valor, continua é moeda. Quando não serve mais para nada, vira papel pintado.
A segunda função é ser medida de valor. Assim, sabemos que uma barra de chocolate custa mais que o mesmo peso de pão.
A terceira função é ser reserva de valor. Podemos usar no futuro a moeda ganha hoje. Sempre que há duas ou mais moedas circulando ao mesmo tempo, preferimos gastar a moeda pior e guardar a melhor. Isto é estudado na chamada Lei de Gresham.
Nas frases acima, valor é sempre o de uso.
Excepcionalmente, a moeda facilita a comparação do valor de estima de algo. Num leilão dos bens deixados por um antepassado comum a vários licitantes, poderá haver disputa para adquirir uma caneta velha (que nem mais funciona) do amado parente falecido.
Os únicos lastros às moedas atuais são a confiança no garantidor ou o medo ao garantidor. (moeda de "curso forçado").
Quando o poder público admite a circulação em seu território de uma moeda, ela é chamada de "curso legal".
Um governo ditatorial pode criminalizar a posse de uma determinada moeda (nacional ou estrangeira). Pode ainda determinar a perda de curso legal de todas ou algumas das notas (papel-moeda) emitidas.Pode ainda congelar ou confiscar depósitos bancários.
Já disse um filósofo: "A boa fé é a estrela polar do Direito". Difícil é encontrar governantes éticos e leais.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Gresham
Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.
Posted: 04 Jun 2017 06:29 AM PDT

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli
Dupla delação premiada mortífera que fez sucumbir o mercado e estraçalhou a força da instituições, colocando em frangalhos a República, o que sucede com o Brasil é mesmo difícil para qualquer especialista descobrir. A generalização do viés corruptivo surpreende a todos e não encontra uma resposta satisfatória. Bastaria a prisão de mil pessoas corruptas para que soltassemos 500 mil presos inofensivos se comparados para salvarmos o regime prisional falido nacional.
A semana começa com o julgamento no TSE sobre a chapa que escandalizou o Brasil e veio a ser o maior estelionato vivo da democracia contemporanea, passa pelo STF e encontra força no judiciário que tenta comandar a bagunça e baderna em todos os rincões do território nacional. Teremos forças políticas e segurança para dar credibilidade e confiança com estabilidade para que sejamos uma Nação em vias de desenvolvimento ou trilharemos o caminho do salve se quem puder?
Os grandes partidos políticos envolvidos na corrupção deveriam ser extintos e isso já seria um primeiro passo para a reforma político partidária, e sem um novo conceito de participação política e representatividade naufragaremos de uma só vez e de uma forma geral ninguém sobreviverá. O Brasil exporta seus talentos milhares de brasileiros estão em rota de fuga não aguentam mais ouvir de corrupção, delação, acordo de leniência, prisões e uma total insegurança das ruas, a sociedade civil entre perplexa e estarrecida somente tem dois deveres tradicionais de pagar impostos que são desviados em mãos de quadrilhas e votar em políticos que se aliciam em facções para golpear de frente eleitores.
As urnas estão num processo final de encruzilhada ou mudaremos radicalmente ou teremos somente votos brancos e nulos além de abstenções sem transformações substanciais. Bilhões foram sugados e tragados dos cofres públicos e agora estados e municípios falidos com tamanha irresponsabilidade e a falta de ética e um imoralidade abundante. Chegaremos trancos e barrancos em 2018 mas sem uma revisão do modelo e repaginação de tudo nada muda,virão os mesmos salvadores da patria alguns espertalhões seguidos de muitos ladrões do dinheiro público.
Acaso puséssemos atrás das grades mil corruptos de colarinho branco e na rua os 500 mil presos o nosso sistema prisional estaria sendo resgatado pois que o Brasil hoje tem duas variantes o tráfico de drogas ao lado da miserabilidade de uma desabrida corrupção. O Estado Brasileiro está morto e quem conseguir ressuscita lo ganhará por certo um premio nobel, já que as condições jogadas são as piores possíveis e a cada fumaça que se lança um fogo incessante sem querer apagar ou fazer cessar.
Um quebra cabeça e se a chapa for cassada o que teremos são 3 presidentes cassados em vinte aos de incipiente democracia, o que demonstra, uma vez mais que o País não pode ficar submisso ou escravo de uma política devastadora e nas mãos de uma classe política abnegada do interesse da sociedade. Querem implantar um contraponto entre os que clamam pela liberdade e os que gritam pela volta do pior mas é fundamental que tenhamos um grito pela salvação da Nação. Essa briga menor, luta minúscula não nos levará a qualquer lugar, sem um estadista e um fortalecimento das instituições correremos o sério risco de rebaixamento do rating e mais uma vez o colapso dos mercados e uma fuga violenta de recursos financeiros vindos do exterior.
Os empresários com razão reclamam, mas a população está endividada sem dinheiro e as empresas com baixa liquidez. O essencial é trabalharmos para criação de frentes de empreendedorismo e fontes maiores que consigam espalhar saldos de fortalecimento e rebaixamento da grave crise social que abala de norte a sul o Brasil. Não há pessimismo, não há otimismo só temos que trabalhar e muito pela reconstrução do Brasil que é um País esfrangalhado pela ação malsinada e malévola de quadrilhas que tomaram o poder e sem recusam a deixá-lo. Oxala uma renuncia coletiva ,sincera e espontânea de todos os poderes possa ser um luz no final do túnel para restabelecermos o estado de direito, revigorarmos a democracia e sairmos do noticiário policialesco que tanto nos envergonha e apequena no cenário mundial global.
Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
Posted: 04 Jun 2017 05:59 AM PDT

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja
O texto abaixo é mais um dos capítulos do livro "A Luta de Classes na União Soviética", escrito porCharles Betelheim, editora Paz e Terra. Charles Bettelheim (20 de Novembro de 1913 - 20 de Julho de 2006) foi um economista e historiadorfrancês. Fundador do CEMI ("Centre pour l'Étude des Modes d'Industrialisation" - Centro para o Estudo de Modos de Industrialização) na Sorbonne.
Foi também consultor econômico em governos de vários países em desenvolvimento durante a descolonização. Foi muito influente na Nova Esquerda Francesa, e é considerado "um dos mais notáveis marxistas do mundo capitalista" (Le Monde, 4 de Abril de 1972) em França, mas também em Espanha, Itália, América Latina e Índia.
"Os políticos de qualquer parte são sempre os mesmos. Eles prometem construir pontes mesmo onde não há rios" (Kruschev)
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Assim como as atividades contra-revolucionárias ocorridas no segundo semestre de 1918 acarretaram a prisão de vários elementos mencheviques e SR (socialistas revolucionários), da mesma forma as ações subversivas do inverno de 1920-1921 leva o Poder Soviético a reprimi-los, limitando cada vez mais as possibilidades de funcionamento não somente de suas organizações, como também de sua imprensa.
A esse respeito existe uma diferença considerável entre a prática do Partido Bolchevique, a partir de 1921, e as posições assumidas por Lenin, mesmo no decorrer da guerra civil, Referindo-se, em novembro de 1918, aos mencheviques, que demonstraram renúncia a uma atitude anti-soviética, Lenin declarou: "...não devemos repeli-los, mas, ao contrário, acolhê-los e permitir que trabalhem em comum conosco". É nessa época que ele considera "no mínimo estúpido e ridículo persistir na mesma tática de repressão e terror contra os democratas pequeno-burgueses, quando o curso dos acontecimentos os obriga a voltarem-se para nós".
Sabe-se também que Lenin defendeu, simultaneamente, a interdição da im prensa burguesa (burguesa devido às suas fontes de financiamento e por seu caratê abertamente contra-revolucionário) e a liberdade da imprensa "democrática", isto é, à imprensa pertencente às organizações formadas pelas massas populares ou publicadas por partidos que aceitavam conduzir a luta política no interior do regime soviético.
Dessa maneira, pouco depois de Outubro, um Projeto de Resolução, redigido por Lenin, declarou que a imprensa não dependente de capital será livre. O Projeto, datado de 4 de novembro de 1917, estipula:
"Por liberdade de imprensa, o governo operário e camponês entende a liberação da imprensa do jugo do capital; a transformação das fábricas de papel, e das gráficas, em propriedades do Estado, a atribuição, a cada grupo de cidadãos, totalizando determinado efetivo (10 mil, por exemplo), de igual direito à utilização de uma quota correspondente dos estoques de papel e da mão de obra necessária aos trabalhos de impressão".
Esse projeto nunca foi aplicado, a princípio, em razão da grande escassez de papel e, a partir de 1918, devido às condições políticas cada vez mais tensas. Determinadas, sobretudo, pela intensificação a guerra civil. A censura foi introduzida em março de 1918 – mas não se aplicava, então, aos jornais e folhetos mimeografados, ao contrário do que ocorreria posteriormente - e, a partir de julho, numerosas publicações mencheviques e anarquistas são proibidas.
Até 1921, porém, bastava que essas publicações adotassem outros títulos para que pudessem reaparecer, com seu conteúdo violentamente crítico em relação ao Partido Bolchevique.
Foi, de fato, a partir de 1921 – na situação catastrófica, então reinante, e igualmente após a tentativa do Comitê, criado em 1921, no sentido de entabular negociações diretas com os governos imperialistas – que a repressão contra a imprensa e os partidos "democráticos" se agrava, tornando-se cada vez mais sistemática.
Parece, contudo, que Lenin não visava a interdição dos partidos "democráticos", os quais, em sua opinião, "são, inevitavelmente, o fruto das relações econômicas pequeno-burguesas" e que chegou, mesmo, a encarar, em 1922, a possibilidade do "retorno a uma certa liberdade da imprensa".
Carlos I. S. Azambuja é Historiador.














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