Alerta Total |
- Cunha prevê prisões de Moreira e Geddel, enquanto advogado de Temer quer invalidar gravação de Joesley
- A Filha de Iorio
- O Fascismo e o Marxismo Cultural
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Posted: 23 Jun 2017 03:25 AM PDT
Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
O inferno de Michel Temer está longe de terminar. Os próximos alvos para atingir o Presidente serão seus "homens de confiança". O ilustre preso Eduardo Cunha faz vazar a premonição de que Moreira Franco e Geddel Vieira Lima serão presos por fatos delatados pelo doleiro Lúcio Funaro.´Estranhamente aliviando Eliseu Padilha em sua maldição, Cunha também aposta que, assim que fechar sua delação (negata oficialmente até agora), será solto pelo Supremo Tribunal Federal.
As "Memórias do Cárcere", versão com lembranças ao passado de Eduardo Cunha, são a nova promessa de superar o potencial destrutivo das delações premiadas da Odebrecht, JBS, OAS e outras "transações penais" na Lava Jato. Desde a segunda semana de maio, Cunha escreve os anexos de sua "colaboração" com o Ministério Público Federal. O advogado Décio Lins e Silva nega tal versão sobre a estratégia do "Malvado Favorito" da politicagem tupiniquim.
Quem pode ser tão ou mais destrutivo que Eduardo Cunha? O doleiro Lúcio Bolonha Funaro em fase adiantada na negociação da delação. Outro mais bombástico que ambos? O famoso "Homem da Mala" de R$ 500 mil reais. O deputado afastado Rodrigo Loures estaria "a ponto de explodir", preso em uma sala na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, sozinho e impedido até de ver televisão. Loures só não parte para a deduragem premiada porque seu advogado Cezar Bittencourt é inimigo da transação penal.
Já o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, tem até terça-feira para denunciar ou arquivar a investigação por corrupção passiva e organização criminosa contra o Presidente Michel Temer. A tendência é que a agonia seja dividida. A acusação sobre obstrução de Justiça deve ser feita depois de concluída a perícia da Polícia Federal naquela conversa que Joesley Batista gravou com o Presidente no subsolo do Palácio do Jaburu.
A "sorte" de Temer é que a denúncia precisa ser aceita pela Câmara dos Deputados – o que tem enorme chance de não ocorrer, apesar das evidências e dos fatos comprovados. São necessários pelo menos 372 dos 513 votos de parlamentares para que o Supremo Tribunal Federal seja autorizado a seguir com o processo contra o Presidente que seria afastado automaticamente do cargo.
O advogado de Michel Temer, o criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, já tem uma tese para a eventualidade de o Presidente acabar virando réu. O argumento formal é que a gravação de Joesley contra Temer foi captada de forma ilícita. Assim, ela não pode ser usada para embasar uma acusação criminal. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, Mariz adverte: "É prova ilícita, a não ser que você esteja gravando para se defender no futuro. Há jurisprudência nesse sentido".
O advogado faz uma ponderação sobre a principal dificuldade de seu trabalho no caso: "Ainda vou conversar com algumas pessoas sobre a licitude ou a não licitude da prova. Mas, aí, você cai em uma questão formal. Não é material, então, é algo que não basta. Nós temos de destruir a prova como prova. E não apenas no sentido formal, ainda que isso ajude. Mas eu preciso mostrar que aquilo é mentira".
O defensor de Temer chama atenção sobre a credibilidade do denunciante Joesley Batista: "Não sei se o procurador é ingênuo. Sei que é um homem capaz, um bom promotor, um homem que luta por algo que acredita. Agora, que o Joesley está usando o Ministério Público, é óbvio. Nunca se viu um tratamento tão díspar em situações parecidas. O tratamento que se deu a esse grupo não foi dado para nenhuma outra empresa, para nenhum outro relator nessa história recente da Lava-Jato".
Antônio Cláudio Mariz de Oliveira não perde a oportunidade de atacar os fundamentos da Operação Lava Jato: "O processo penal que tem que estar calcado em provas, em indícios muito fortes, em situações que não devam ser fruto de uma criação mental. A Lava-Jato vai acabar um dia e nós vamos continuar e, eventualmente, vamos precisar destes princípios do processo penal que estão sendo colocados de lado. E um desses princípios é a necessidade de uma prova robusta para acusar alguém".
O advogado de Temer desfia uma tese repetida por muitos juristas: "A Lava-Jato está desmoralizando o direito penal, o processo penal, pelos seus excessos. A Lava-Jato está procurando situações, saídas, para alcançar seus objetivos à revelia da lei. Delação premiada é um instituto do direito americano, que é calcado em outros princípios. É um direito negocial. Mesmo lá quem aplica o regime de cumprimento da pena é o juiz. Aqui não. Aqui vocês viram esse caso do Joesley em que o Ministério Público fez tudo. Uma homologação meramente formal que o Supremo está aceitando".
Mariz defende outra tese que renderá muito debate: "No meu entender você não combate crime com punição. A punição é necessária, mas ela se dá pós-crime. Você combate o crime com medidas prévias, que evitem o crime. No caso da corrupção, você tem que combater com uma mudança ética da sociedade, que é uma coisa um pouco utópica, mas você pode combater a corrupção com sistemas legais que protejam o erário. Que separe o público do privado".
O criminalista critica o papel do Ministério Público na formulação de denúncias, o que também é reclamação corrente de muitos juristas: "O papel aceita tudo. Hoje, infelizmente, estamos assistindo denúncias, cujos os fatos são lançados ao léu. No curso da instrução processual o Ministério Público procura dar força para aquilo que ele falou lá atrás. Mas nem sempre já na denúncia você tem fatos concretos, dando embasamento à acusação. Não tem uma materialidade concretizada em fatos".
Resumindo: tem muita coisa a ser debatida e passada a limpo em um Brasil dominado pelo Crime Institucionalizado e sua corrupção sistêmica, onde o regramento excessivo viabiliza, ao mesmo tempo, a impunidade e o rigor seletivo – dois vícios que violentam o princípio básico de Justiça. A temporada de deduragens está longe de terminar, na guerra de todos contra todos – também sem data para encerrar.
Enfim: mudar a estrutura do Estado Brasileiro, reiventando a Nação com um choque republicano e federalista, é a única saída civilizada. A outra é o aeroporto... Mas esta é só para quem ainda pode muito... Ou para quem perdeu totalmente a esperança e cansou de Bruzundanga...
Vale tudo
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Mentirinha inacreditável
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A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento. © Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 23 de Junho de 2017. |
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Posted: 23 Jun 2017 03:19 AM PDT
"País Canalha é o que não paga precatórios"
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira
Peça de teatro escrita pelo semideus Gabrielle D'Annunzio é considerada a tragédia mais importante desde os tempos da Grécia clássica.
A edição argentina (La hija de Iorio) ISBN 950-03-0666-2 tem um importante prólogo por Ricardo Baeza.
A tragédia brasileira atual supera a obra de ficção.
O povo generoso é inculto, rústico e sem autoestima.
Assiste com indignação infantil a vergonhosa pantomima do teatrinho de João Minhoca em que se converteu o planalto.
Quando surgirá um Carlos Martel a por cobro no avanço despudorado de ladrões e traidores?
Como conseguem dormir os perjuros que prometeram dar a própria vida para defender a Pátria?
Será que apenas os velhos terão coragem de arriscar a própria vida (tornando-a um pouco mais breve) para garantir um futuro decente aos filhos e netos?
Quaisquer outras tentativas de tapar o sol com a peneira serão apenas
"Palavras, palavras, palavras!".
É agora ou nunca.
"Por São João!" ; que surja um Condestável.
Então a Nação dirá:
LAUS DEO
Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.
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Posted: 23 Jun 2017 03:17 AM PDT
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja
Transcrito da página MAXISMO CULTURAL, na Internet
A verdade vos libertará. - João 8:32
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Marx identificou uma problemática cultural na alienação do proletariado, ao dizer que a religião é o ópio do povo. Isso foi analisado de forma mais sistemática por Antonio Gramsci, que vivenciou toda a crise teórica do comunismo após a I Guerra. Esta crise do marxismo gerou 2 filhos: o fascismo e o marxismo cultural, cada um deles com uma proposta bastante clara para chegar aos seus objetivos de dominação.
O fascismo, que também é um filho bastardo do comunismo, foi o caminho encontrado por Mussolini e Hitler para implantar a revolução em suas nações. Ambos queriam a mesma coisa que Lênin e Stálin, ou seja, uma sociedade sem mercado livre, "justa", com "igualdade" e um Estado forte, obtido através de uma ditadura totalitária. Achavam que a ideologia de classe não era um chamariz atraente o suficiente para fomentar a revolução marxista. Hitler e Mussolini perceberam, na I Guerra, um sentimento patriótico que levou o povo a lutar, a defender os "interesses burgueses" e criaram o fascismo: enquanto o marketing de Stálin falava do proletariado, do trabalhador, da lógica de classes, Hitler e Mussolini falavam dos sentimentos nacionais, de raça, ou seja, dos princípios norteadores do fascismo. Por outro lado, Antonio Gramsci, grande propugnador do marxismo cultural, colocou como projeto para a implantação do socialismo e do marxismo a destruição lenta e gradativa da cultura ocidental. A esse processo Gramsci chamou de "modificação do senso comum". Para que houvesse o predomínio da mentalidade marxista, não havia a necessidade de uma grande estrutura que sustentasse o saber. Bastava apenas uma ideologia convincente, numa espécie de jogo de marketing. Para o marxismo, sem sombra de dúvida, não existe a verdade, mas um jogo de marketing[1]. Como visto, tanto o fascismo como o marxismo cultural faziam basicamente as mesmas coisas, com a simples diferença de usar uma propaganda diferente para alcançar os mesmos objetivos. A mentalidade revolucionária funciona assim, "metamorfoseando" seu marketing de acordo com a época. Por exemplo, Stálin pretendia implantar o socialismo através de uma sociedade atéia, marcada pela perseguição à Igreja; os novos marxistas perceberam que perseguir a Igreja é algo sempre danoso ao ideal revolucionário, pois quanto mais cristãos são mortos, mais mártires são criados e mais forte fica o cristianismo. Com o passar do tempo perceberam que o caminho mais seguro para mudar a mentalidade do mundo é o de entrar na Igreja e mudá-la, desde dentro[2]. Os marxistas sabem que a Igreja é sustentada por uma lógica burguesa, que tem "apego" ao certo e ao errado, ao moral e ao imoral, e usarão isso contra ela. Eles não têm uma opinião clara sobre qualquer tema: quando algo ajuda a revolução, são favoráveis; quando atrapalha, abominam[3]. Exatamente por isso, o marxismo tem um sistema racional versátil, revolucionário e dialético. Gramsci já alertava para a não existência do bem ou do mal, tendo como um de seus inspiradores a figura de Maquiavel, ao dizer que tudo aquilo que Maquiavel fez a favor do Príncipe, precisava ser feito a favor do Partido Comunista. Existe aquilo que é oportuno, aquilo que ajuda ou não a revolução. Tudo o que existe de realidade racional é fruto de uma criação humana. Não existe verdade, que determine um agir. Isso é bastante coerente da parte dos marxistas, pois só haveria uma ordem a ser seguida no agir se houvesse um intelecto criador. Como são ateus, defendem que o intelecto criador não existe e, portanto, não há ordem a ser seguida ou verdade que determine o agir humano.
Só para esclarecer esta idéia, dizer que a ordem que existe no mundo não é obra de um Criador, não foi mérito dos marxistas. Por incrível que pareça, a visão tradicional de que a ordem que existe no mundo é criacional, racional, foi combatida por obra de um cristão piedoso chamado Immanuel Kant.
Para Kant, o mundo em si, os objetos, o númeno[4], o que está fora da mente humana é irracional, caótico. O que realmente existe é desconhecido, pois o homem só tem acesso a um fenômeno, que é compreensível ao intelecto graças às categorias mentais que condicionam (e possibilitam) o pensamento. Na Crítica da Razão Pura, por exemplo, Kant mostra que a ordem da física newtoniana não está no númeno, na coisa em si, e também não foi colocada nas coisas pelo Criador. Na verdade, a ordem foi imposta à realidade pelo intelecto. A física de Newton funciona não porque o mundo é assim, mas porque a mente humana a fez assim. Kant, assim, é um grande exemplo de paralaxe cognitiva[5]. Resumindo, para Kant a realidade é absolutamente caótica e irracional. Quem cria a racionalidade é o intelecto humano.
O marxista também pensa dessa forma, não por concordar com o pensamento kantiano, mas por afirmar que a ordem imposta ao mundo irracional é a que traduz o interesse de uma classe, especificamente, o da classe burguesa. Segundo o marxismo, existe uma superestrutura (baseada na religião judaico-cristã, na filosofia grega e no direito romano) que justifica o status quo, a situação opressora na qual a sociedade se encontra. Esta superestrutura cria uma cultura que busca defender seus interesses de classe. As pessoas, inoculadas por esta cultura, passam também a defender os interesses da classe burguesa.
Concluindo, é necessário entender que os agentes da luta cultural possuem visões de mundo diferentes. Assim, para que a revolução cultural aconteça é necessário incutir na cabeça dos cristãos a idéeia de que o cristão não odeia nada, de que ele deve defender a paz custe o que custar. A Igreja, à medida que vai assimilando as idéias revolucionárias, passa a ser uma sociedade igualitária e que, por engenharia social, quer implantar, neste mundo, uma terra sem males[6]. Os marxistas sabem que sem transformação da religião numa força socialista, a revolução não irá acontecer.
Referências
1. Existe uma coisa muito importante que é sempre preciso ter diante dos olhos: para se compreender bem o pensamento marxista, é necessário ter a certeza de que a verdade não existe. Enquanto houver fixação na verdade, na lógica, não será possível compreender ou ser um bom marxista. O marxista vê o mundo a partir da irracionalidade. E isso é uma demonstração de certa coerência, pois, já que, segundo a sua filosofia, Deus não existe, tudo o que existe é irracional.
2. A Igreja Católica tradicional é uma instituição hierárquica, com uma economia (ação) sacramental que tem por finalidade última levar o homem para o céu. Para destruí-la, é necessário transformá-la numa sociedade igualitária, sem uma economia sacramental, transformando tudo numa engenharia social, buscando imanentizar a escatologia. O céu foi trazido para este mundo pelos marxistas.
3. Por exemplo, os homossexuais: na Rússia são abominados, pois atrapalham na implantação da mentalidade do homo sovieticus, homem forte, que possibilita a revolução; no Ocidente, são essenciais, pois são usados como meio para destruir a ética judaico-cristã.
4. Segundo o dicionário Michaelis: substantivo masculino (do grego νοούμενoν, noûmenon) Filos 1 A coisa em si, por oposição ao fenômeno ou às coisas tais como aparecem e são conhecidas. 2 Fato concebido pela consciência, mas não confirmado pela experiência. 3 Objeto cuja existência é abstrata e problemática.
5. A paralaxe (do grego παράλλαξις, alteração) cognitiva é o deslocamento, na obra de um pensador, entre o eixo da especulação teórica e o da experiência concreta que ele tem da realidade. Tal conceito é apresentado pelo filósofo Olavo de Carvalho, tanto em seus escritos (cf. http://www.olavodecarvalho.org/semana/040710globo.htm) como em seu programa Trueoutspeak (cf. trecho do programa do dia 19 de fevereiro de 2007 postado no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=EjaTyPbVxog). Exatamente por isso, o pensamento kantiano é inconciliável com a mensagem cristã.
6. Quando o Papa João Paulo II se encontrou com o Padre Ernesto Cardenal, ministro de um governo comunista, repreendeu veementemente o Padre diante das câmeras de todo o mundo. O Padre defendia a existência de duas igrejas: uma popular e outra romana, da hierarquia. A romana propaga a ideologia do magistério, com uma superestrutura imperialista e opressora. A outra igreja, do padre Ernesto Cardenal, seria uma igreja popular, que, na verdade não existe, mas é simplesmente instrumento de implantação da ideologia partidária.
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