Alerta Total
Vamos além do deprimente $talinácio?
Em Espanha, Mil e Três
Junte o útil ao agradável
O Cofre do “Dr Ruy” (Adhemar de Barros)
Posted: 17 May 2017 04:31 AM PDT
Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
O Grupo Especial de Repressão de Delitos Econômicos do Ministério Público de São Paulo não sabe o destino de R$ 375 milhões de um total de R$ 500 milhões desviados da Secretaria Municipal de Fazenda da Prefeitura de São Paulo. A grana foi sumida pela máfia de fiscais do Imposto sobre Serviços (ISS). Os bandidos inventavam descontos no imposto a pagar em troca de polpudas propinas, coincidentemente, nos tempos em que Gilberto Kassab (atual ministro de Michel Temer) era Prefeito. A suspeita do MP é que o dinheiro sumido tenha sido malocado por gente poderosa, acima e por trás dos bandidos.
O mesmo MP paulista também trata, desde agosto de 2015, de uma outra máfia, desta vez formada por pelo menos 11 fiscais, só que da Secretaria Estadual de Fazenda. Todos são acusados de se apropriar ilegalmente de recursos públicos, barrando multas por sonegação e reduzindo o valor a ser pago do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – o ICMS. Durante 15 anos, a quadrilha esquentou a grana comprando ou vendendo 143 imóveis, em várias cidades do País, avaliados em pelo menos R$ 62 milhões.
Os dois casos não são isolados no Brasil. Apenas confirmam que a corrupção é sistêmica porque o Crime é Institucionalizado no Brasil. É por isso que a Lava Jato e outras investigações não podem ficar restritas apenas a pessoas. Não adianta apenas focar em réus famosos (como é o caso do ex-Presidente Lula, um mito decadente, deprimente). É preciso avançar sobre a administração pública direta e as empresas "estatais" (de economia mista) da União, Estados e municípios. Mais importante que isso, é preciso avançar sobre a atuação das "assessorias jurídicas" (que avalizam e fabricam contratos), as áreas financeiras (que fazem o pagamento) e, principalmente, sobre os setores responsáveis diretamente por controle e fiscalização.
Não basta constatar e tentar enxugar o gelo no combate a um mecanismo de corrupção que se reinventa. É preciso que a maioria da sociedade brasileira entenda que só uma Intervenção Institucional, comandada pelo cidadão consciente, conseguirá reinventar a máquina estatal que opera em regime organizadamente criminoso, por erro, ação ou omissão de "servidores" públicos. Este "mecanismo" funciona para produzir benefícios para quem nele atua, e não em favor do efetivo interesse público. Assim, não basta "reformar". É urgente um tratamento de choque, criando um sistema direto de controle do cidadão sobre a gestão dos serviços públicos, cujos gastos e ações devem ser absolutamente transparentes, sem segredinhos.
A Força Tarefa da Lava Jato tenta provar (e não é difícil) que Luiz Inácio Lula da Silva sabia de tudo que ocorria na Petrobras (e a regra valeria para outras estatais, como a Eletrobrás, ainda sequer investigadas). Agora se divulga que, entre 2003 e 2010, Lula participou diretamente de pelo menos 27 encontros para discutir projetos da empresa, no Brasil e no exterior. A tese é que Lula acompanhava de perto os projetos da estatal e discutia diretamente com a diretoria da empresa. Lula negou que fizesse isso, no recente depoimento ao juiz Sérgio Moro...
Lula também se ferrou com uma nova prova entregue ao Ministério Público Federal pela defesa de seu amigo José Aldemário Pinheiro, o Léo Pinheiro. O ex-presidente da OAS apresentou registros de várias reuniões, no Instituto Lula, com Lula, Paulo Okamotto e João Vaccari Neto (ex-tesoureiro do PT). O delator ratificou que os encontros, nos dias 23 de fevereiro de 2012, 27 de julho de 2012 e 16 de abril de 2013 trataram do famoso triplex 164-A do Edifício Solaris, no Guarujá, e sobre o armazenamento de bens do ex-Presidente pagos pela empreiteira à empresa Granero, entre 2011 e 2016.
Tão ou mais importante que focar na responsabilidade de Lula e outros dirigentes da Petrobras é questionar e apurar, efetivamente, até que ponto a empresa, como Pessoa Jurídica, promovia a corrupção de forma estruturada, independentemente de quem estivesse em seu comando ou na presidência do governo da União Federal (controladora da "estatal"). É urgentíssimo apurar a real dimensão dos crimes societários cometidos pela Pessoa Jurídica Petrobras contra seus investidores, parceiros e seus acionistas (desde pessoas comuns até a própria União, sua controladora).
Até agora, a Lava Jato não se dispôs ou não teve fôlego suficiente para avançar sobre tal linha de investigação, avaliando a responsabilidade da Pessoa Jurídica, e não apenas de seus dirigentes. È fundamental que isso aconteça, para que possam ser pensados e instituídos mecanismos diretos de controle do cidadão sobre os setores públicos e as "estatais", desde a que cuida da exploração do Petróleo, da Energia e por aí vai, até aquelas empresas que tocam a famosa indústria da multa de trânsito em várias cidades.
O Brasil tem de ir muito além da Lava Jato, e da eventual (quase certa) punição rigorosa a políticos da estirpe do lendário $talinácio. Ele é a apenas uma ilustre marionete no mecanismo do Crime Institucionalizado. Lula e outros são peças descartáveis, substituíveis por outros que, no poder, cumprem o papel que o "mecanismo" definir para eles. O papo de "poderoso chefão" vale para filme de máfia. A organização criminosa é impessoal, não comandada por pessoas, que apenas fazem parte dela.
Resumindo, quase desenhando: o Estado Capimunista Rentista brasileiro (este ente ficcional) e seu mecanismo institucionalmente criminoso são os inimigos dos cidadãos que queiram estudar, trabalhar e investir produtivamente.
Por isso, passou da hora de combater e neutralizar o "mecanismo" através da Intervenção Direta da Cidadania nas instituições públicas e nas privadas que prestem serviços ou vendam para o setor público.
Cagaço geral
O Palhaço do Planalto (aquele outro ente ficcional) se borra de medo da quase certa delação premiada feita por executivos do frigorífico JBS.
Os irmãos Joesley e Wesley Batista têm tudo para soltar o verbo contra o comando político do PMDB.
O contrataque pode fazer feridos ilustres, como o Presidente Michel Temer e seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que foi do conselho grupo J&F (Holding dos Batista) e até criou, para eles, o virtual Banco Original.
Releia o artigo de Hélio Duque: JBS e Capitalismo de Estado
Para pensar na caserna
Hora o que o velho Rui Barbosa escreveu, definindo o papel institucional do Exército Brasileiro, que está claramente escrito no artigo 142 desta Constituição Federal de 1988 que precisa ser reescrita:
"O Exército é uma força essencialmente obediente dentro da lei e da Constituição. Não quer isso dizer que ao Exército caiba o papel de jurista, de leguleio, de intérprete dos casos complexos na inteligência da Constituição e das leis brasileiras. Não. Mas quer dizer que, quando os atos do governo romperem ostensivamente, material e grosseiramente contra as leis e contra a Constituição, é não só direito, mas dever das Forças Armadas, não prestar obediência a estes abertamente rebelados contra a Constituição e contra as leis".
Rui Barbosa, com certeza, leu, direitinho, Sun-Tzu, Maquiavel e afins...
Separados, porém juntos
Cadê a Rose?
Colabore com o Alerta Total
Os leitores, amigos e admiradores que quiserem colaborar financeiramente com o Alerta Total poderão fazê-lo de várias formas, com qualquer quantia, e com uma periodicidade compatível com suas possibilidades.
Nos botões do lado direito deste site, temos as seguintes opções:
I) Depósito em Conta Corrente no Banco do Brasil.
Agência 4209-9, C/C: 9042-5, em favor de Jorge Serrão.
II) Depósito em Conta Poupança da Caixa Econômica Federal ou em agências lotéricas: 2995 013 00008261-7, em favor de Jorge Serrão.
OBS) Valores até R$ 9.999,00 não precisam identificar quem faz o depósito; R$ 10 mil ou mais, sim.
III) Depósito no sistema PagSeguro, da UOL, utilizando-se diferentes formas (débito automático ou cartão de crédito).
IV) Depósito no sistema PayPal, para doações feitas no Brasil ou no exterior.
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!
O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.
© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 17 de Maio de 2017.
Posted: 17 May 2017 04:28 AM PDT
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira
De todos os país cuja política acompanho, o que mais sofreu ataques dos agentes da Nova Ordem Mundial, é a Espanha.
Por ironia, na ópera Don Giovanni de Mozart, o conquistador teve seu maior sucesso na mesma Espanha.
A oligarquia, quer, a qualquer custo, fragmentá-la.
Destruir a obra de Franco (que a sonhava Una, Grande y Libre) é uma obstinação dos derrotados na Guerra Civil.
País de múltipla etnia e pluri-idiomas, ao unificar-se pôs fim a setecentos anos de ocupação parcial pelos mouros.
Fernando de Aragão foi o monarca mais admirado por Maquiavel em seu Príncipe.
Nós brasileiros, estivemos também sob o domínio espanhol de 1.580 a 1.640.
Restaurado o reino de Portugal, os representantes da nova dinastia, atual Casa de Orléans e Bragança (descendentes de dois Santos) sempre puseram os interesses do Brasil acima de seus próprios.
Saibamos nós imitar seu exemplo.
Que Deus nos dê força e discernimento para resistir aos ataques dos satânicos globalistas.
Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.
Posted: 17 May 2017 04:27 AM PDT
Virgílio
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Pedro Chaves
Num mundo cada vez mais frenético, diminui o nosso tempo para leitura de livros convencionais (impressos).
Assim, devemos ser cuidadosos na escolha.
Se a leitura puder ser fonte de conhecimento e também de laser, encontramos a fórmula perfeita.
Recentemente um autor de grande mérito intelectual e com um estilo leve e divertido, consegue nos ensinar geopolítica em textos de realismo fantástico.
Não se trata de ficção científica e sim de mescla entre fatos históricos reais e hipóteses viáveis de surrealismo.
Quem quiser matar dois coelhos com a mesma cajadada, leia, nessa ordem, os seguintes livros escritos por H. James Kutscka:
-"Lail-ha, o divórcio de Deus" (ISBN 85-86028-73-8) edição brasileira e (ISBN 978-989-8185-09-9) edição portuguesa
-"Vidas, diversão mortal" (ISBN 85-87848-02-X) edição brasileira
-"Deus joga dados" (ISBN 978-85-63541-18-5) edição brasileira. Este último antecipa profeticamente, um colapso total nas telecomunicações, semelhante aos ciber ataques globais da semana passada.
Aproveitemos bem nosso curto e precioso tempo.
Ouçamos Virgílio em suas Geórgicas Sed fugit interea fugit irreparabile tempus ("Mas ele foge: irreversivelmente o tempo foge")
Pedro Chaves Neto é advogado.
Posted: 17 May 2017 04:24 AM PDT
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja
A ex-presidente Dilma Roussef participou, sim, do assalto ao cofre do ex-governador de São Paulo, Adhemar de Barros, uma ação armada comandada, em 1969, pelo seu futuro marido, o ex-deputado estadual Carlos Franklin Paixão de Araújo - também ex-militante da VAR-Palmares -, em 1969, numa imponente mansão do bairro Santa Teresa, no Rio.
A biografia de Dilma Rousseff, no site da campanha presidencial e nos programas de Rádio e TV, omitiu totalmente o seu passado terrorista.
Quem contou os detalhes do assalto foi o próprio ex-deputado Carlos Araújo, que na época liderava com Dilma Roussef a organização terrorista VAR Palmares, já, então, aliada estratégica da VPR, grupo liderado pelo ex-capitão Carlos Lamarca. O jornal Zero Hora contou essa história, em 5 páginas recheadas de detalhes colhidos pelos repórteres Luiz Antonio Araújo e Mariana Bertolucci, ao longo de oito horas de gravações.
Posteriormente, foi publicado o livro "O Cofre do dr. Ruy", de Tom Cardoso, editado em 2011 pela Civilização Brasileira, com detalhes de cada uma das 22 pessoas envolvidas. O texto abaixo foi extraído desse livro. Segundo Tom Cardoso, todos – ou quase todos – os terroristas citados foram "torturados". Recordo que o comunista Mario Lago, ator, recomendava a seus kamaradas presos, dizerem, sempre, que foram torturados.
----------------------
Nem todos os envolvidos direta ou indiretamente no roubo realizado na mansão de Santa Teresa, no Rio, foram acometidos da maldição do Cofre de Adhemar. Alguns, como Sônia Eliane Lafoz, jamais foram presos. Outros – como Gustavo Buarque Schiler -, carregaram o estigma até o fim da vida.
A seguir, em ordem alfabética, o destino de cada um dos envolvidos nesse roubo, que foi denominado de "Ação Grande". Por que? Porque o cofre continha 2 milhões e 400 mil dólares. Adhemar de Barros – Ex-Governador de São Paulo, cassado em junho de 1965, no ano seguinte partiu para o exílio, em Paris. Afastado da vida pública, deprimido, morreu de enfarte, em março de 1969, aos 68 anos.
ANA BENCHIMOL CAPRIGLIONE – Proprietária e moradora da casa, em Santa Teresa, RJ, onde se achava o cofre. Três anos depois, passou a residir em uma cobertura duplex, no bairro do Flamengo, onde continuou organizando festas para o higth society. No fim da vida passou a sofrer do Mal de Alzheimer. Morreu em outubro de 2005. na véspera de completar 94 anos.
ÂNGELO PEZZUTTI DA SILVA – Preso em 1969, trocado pelo embaixador alemão em 1970, exilou-se no Chile no ano seguinte onde se casou com Maria do Carmo Brito. Foi preso, em Santiago, em 1972, por envolvimento com grupos revolucionários chilenos. Após uma curta passagem pelo Panamá, exilou-se na França, formando-se em Medicina. Morreu em um acidente de motocicleta, em1975, em Paris.
ANTONIO EXPEDITO CARVALHO PEREIRA – Preso em 1969, liberado em janeiro de 1971, em troca com a liberdade do embaixador suíço, seqüestrado pela VPR. Em Paris, "nomeado" por Onofre Pinto – na época um dos dirigentes da VPR -, "embaixador da VPR na Europa". Envolveu-se com grupos terroristas, aproximando-se do venezuelano Ilich Ramirez Sanchez ("Chacal"). Assumiu diversas identidades e foi dado como morto duas vezes, até morrer "oficialmente" na Itália, em 1996, vítima de um câncer.
CARLOS FRANKLIN PAIXÃO DE ARAUJO ("Max") – Preso em agosto de 1970; passou por diversas prisões, sendo libertado em 1974. Retornou à advocacia e passou 25 anos casado com a companheira de militância Dilma Rousseff, de quem se separou em 1994. Eleito três vezes deputado estadual no RS, entre os anos de 1980 e 1990, pelo PDT, e derrotado por Olívio Dutra na campanha para prefeito de Porto Alegre em 1988, continua advogando em Porto Alegre, onde mora.
CARLOS LAMARCA – Caçado durante mais de 2 anos pelos militares, acabou morto, no interior da Bahia, em setembro de 1971. Tinha 33 anos. Em 2007, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça concedeu uma indenização de 100 mil reais à sua viúva, além de uma pensão mensal equivalente ao salário de general de brigada. Em 2010, acatando ação do Clube Militar, a Justiça do Rio de Janeiro suspendeu o pagamento da indenização e da aposentadoria.
CARLOS MINC BAUNFELD ("Orlando") – Trocado pela liberdade do embaixador alemão seqüestrado em 1970, cursou Mestrado em Planejamento Urbano e Regional na Universidade Técnica de Lisboa. Voltou ao Brasil em 1979, beneficiado pela Lei da Anistia. Membro-fundador do Partido Verde, foi eleito Deputado Estadual em 1986. Após divergências, deixou o PV e filiou-se ao PT, elegendo-se Deputado Estadual em 1990, 1994, 1998, 2002 e 2006. Em 2008, assumiu o Ministério do Meio Ambiente, no governo Lula. Atualmente é Secretário Estadual do Meio Ambiente do Rio de Janeiro.
DARCY RODRIGUES ("Léo") – Trocado pela liberdade do embaixador alemão, seqüestrado em 1970. Morou em Cuba, onde cursou Economia. De volta ao Brasil, formou-se em Direito. Em 2002 candidatou-se a Deputado Federal pelo PDT, mas não se elegeu. Advogado. Mora em Bauru/SP.
DILMA VANA ROUSSEFF – Presa em janeiro de 1970, torturada nos porões da Operação Bandeirantes (OBAN). Foi libertada 3 anos depois, em janeiro de 1973. Mudou-se para Porto Alegre, onde ingressou na Faculdade de Ciências Econômicas da UFRS. Em 1975 passou a trabalhar na Fundação de Economia e Estatística. Entre 1985 e 1988 exerceu o cargo de Secretária Municipal da Fazenda de Porto Alegre, no governo Alceu Collares. Em 2002, já filiada ao PT, foi escolhida para ocupar o cargo de Ministra de Minas e Energia do governo Lula, onde permaneceu até 2005. Nomeada Ministra Chefe da Casa Civil em substituição a José Dirceu, manteve-se no cargo durante o segundo mandato de Lula. Foi chamada pelo presidente de "A Mãe do PAC" – Programa de Aceleração do Crescimento -. Em fevereiro de 2010 foi lançada oficialmente pré-candidata a Presidente. Venceu a disputa com o candidato do PSDB, José Serra, e tornou-se a primeira mulher a assumir a Presidência da República, sendo reeleita 4 anos depois, deixando de concluir esse mandato por ter sofrido um impeachment.
FERNANDO BORGES DE PAULA FERREIRA ("Fernando Ruivo", "Felipe") - foi morto a tiros pela Polícia 12 dias depois da "Ação Grande".
GUSTAVO BUARQUE SCHILLER ("Bicho") – Após ser preso e torturado pela equipe do delegado Pedro Seelig, em março de 1970, em Porto Alegre, conseguiu deixar o país em 1971, trocado pela liberdade do embaixador suíço, seqüestrado pela VPR. Tentou, sem sucesso, organizar focos de guerrilha no Chile e na Argentina. Mudou-se para Paris em 1974, retornando ao Brasil apenas em 1983. Depois de uma temporada na Ilha de Marajó, no Pará, voltou ao Rio em 1985. Jamais se recuperou dos anos de tortura em Porto Alegre. Suicidou-se no dia 22 de setembro de 1985, atirando-se da janela do quarto onde dormia sua filha, de um ano.
INÊS ETIENNE ROMEU ("Alda") – Única sobrevivente da Casa da Morte, centro de torturas do regime militar, em Petrópolis-RJ, condenada à prisão perpétua em 1972, permaneceu na Penitenciária de Bangu até 1979, quando foi colocada em liberdade, beneficiada pela Lei da Anistia. Com o apoio de entidades como a OAB e a ABI e das famílias de desaparecidos, passou a denunciar seus torturadores. No dia 10 de outubro de 2003, foi encontrada caída no chão de sua casa, na rua Maria Antonia, em São Paulo, com um grande ferimento na cabeça, com sinais de traumatismo craniano por golpes múltiplos diversos. Diz que não se recorda do que aconteceu, e hoje, com limitações neurológicas, mora em Niterói, no Rio de Janeiro.
JESUS PAREDES SOTO ("Mário") – Preso em abril de 1974, em S. Bernardo do Campo e anistiado em 1979. Mora no Rio de Janeiro e trabalha no ramo farmacêutico. Foi ele quem abriu o Cofre do Adhemar, com um maçarico.
JOÃO DOMINGUES DA SILVA ("Elias") – Preso na perseguição policial que resultou na morte de "Fernando Ruivo" – acima citado -, acabou morto após ser torturado 13 dias seguidos.
JOÃO MARQUES DE AGUIAR ("Jeremias") – Jamais foi preso. Em fevereiro de 1970 conseguiu fugir, por terra, para o Chile. Após a queda de Salvador Allende, deixou Santiago e partiu para Cuba, onde viveu durante a maior parte do exílio. É professor universitário em Belo Horizonte.
JOSÉ ANSELMO DOS SANTOS ("Cabo Anselmo") – Depois que ficou clara a sua participação como agente da repressão, passou anos desaparecido, até ser entrevistado pelo jornalista da Isto É, Octavio Ribeiro, o "Pena Branca", em março de 1984. Reside atualmente em São Paulo e reivindica aposentadoria condizente com o posto que ocuparia hoje na Marinha.
JOSÉ ARAUJO DA NÓBREGA ("Alberto") – Preso em abril de 1970 no Vale da Ribeira. deixou o Brasil após ser trocado pela liberdade do embaixador alemão, seqüestrado pela VPR. Depois de uma temporada na Argélia asilou-se na Suécia. Mora atualmente em Jacupiranga/SP, onde trabalha como produtor rural. Conseguiu, na Justiça, sua aposentadoria como Oficial do Exército.
JUAREZ GUIMARÃES DE BRITO ("Juvenal") – Cercado pela Polícia no dia 18 de abril de 1970, no Rio de Janeiro, atirou na própria cabeça.
MARIA DO CARMO BRITO ("Lia") – Cercada no dia 18 de abril de 1970, ao lado do marido, Juarez Guimarães de Brito, entregou-se à Polícia logo após o suicídio de seu companheiro. Partiu para o exílio, na Argélia, após ser trocada pelo embaixador alemão, seqüestrado pela VPR. Casou-se, no Chile, com Ângelo Pezzuti, dirigente da VPR. Entre 1973 e 1983 residiu na Argentina, na Espanha e no México. Está casada, atualmente, com o ex-militante da VPR Chizuo Osava ("Mário Japa"). Reside no bairro de Laranjeiras, no Rio.
ONOFRE PINTO ("Augusto") – Preso em São Paulo em março de 1969, foi libertado em troca do embaixador dos EUA no Brasil, seqüestrado pela VPR, em setembro de 1969. Reassumiu o comando da nova VPR, após o racha da VAR-Palmares. Decidiu continuar na luta após a extinção da VPR, em 1973. Ao entrar no Paraná, procedente da Argentina, com seu grupo de militantes, em julho de 1974, acabou executado pelos militares, após ser traído por um informante.
REINALDO JOSÉ DE MELO ("Maurício") – Preso em outubro de 1969, deixou o Brasil rumo ao Chile, em troca da liberdade do embaixador suíço, seqüestrado pela VPR, em janeiro de 1971. Viveu no Chile, na França e na Alemanha. Passou 15 anos em Moçambique, trabalhando na área educacional e de comércio exterior. Voltou ao Brasil em 1992 e reside em Brasília, onde exerce a função de diretor-geral de uma empresa binacional.
SONIA ELIANE LAFOZ ("Mariana") – Nunca foi presa. Em abril de 1971, grávida de 8 meses, conseguiu fugir para o Chile. Posteriormente exilou-se na França, aonde chegou a ser vereadora na pequena cidade de Villetaneuse. Reside em Curitiba, onde trabalha em projetos de saúde pública.
WELLINGTON MOREIRA DINIZ ("Justino") – Preso em abril de 1970, quando "abriu" o contato, dia 18 de abril, com Juarez Guimarães de Brito. Passou boa parte do exílio na Itália. Depois, chegou a participar da guerra pela independência de Angola. Reside em Belo Horizonte, onde passou a trabalhar com acupuntura e terapias orientais.
Carlos I. S. Azambuja é Historiador.
To stop receiving these emails, you may unsubscribe now.
Email delivery powered by Google
Google Inc., 1600 Amphitheatre Parkway, Mountain View, CA 94043, United States




















Nenhum comentário:
Postar um comentário