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  • TU ES PETRUS ET SUPER HANC PETRAM AEDIFICABO ECCLESIAM MEAM

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A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las. (Santo Agostinho) 




Não é o suplício que faz o mártir, mas a causa. (Santo Agostinho)

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Benedicat tibi Dominus et custodiat te
Ostendat Dominus faciem suam tibi, et det tibi gratiam suam:
Volva Dominus vultum suum ad te et det tibi pacem


“A guerra é um massacre de homens que não se conhecem em benefício de outros que se conhecem mas não se massacram.”

— Paul Valéry




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  • Terrorista: Deus é maior… Jovem: …do que aquele que esconde o que não revela. Terrorista: Deus é maior… Mulher: …do aquele que obedece sem refletir. Terrorista: Deus é maior… Homem: …do que aquele que trama para nos trair.

    Tradutores de Direita

    sexta-feira, 22 de abril de 2016

    ROMPENDO O SILÊNCIO





























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    ÍNDICE
    Folha de rosto da edição em papel
    Aos Jovens
    Epígrafe
    Agradecimentos
    Porquê este livro
    A Revolta de Uma Mulher
    PRIMEIRA PARTE
    Além de Uma Calúnia, Uma Ingratidão
    SEGUNDA PARTE
    A Escalada do Terror
    TERCEIRA PARTE
    Treinamento, Tática e Conduta do Inimigo
    QUARTA PARTE
    A Contra-Ofensiva
    QUINTA PARTE
    Terrorismo: Nunca Mais
    SEXTA PARTE
    A Orquestração
    SÉTIMA PARTE
    Bete Mendes - A “Rosa” na VAL-PALMARES
    OITAVA PARTE
    A Deputada em Montevidéu
    NONA PARTE
    Desmentindo a Deputada
    DÉCIMA PARTE
    Encerramento
    Bibliografia
    Sumário
    Rompendo o Silêncio
    Carlos Alberto Brilhante Ustra
    Edição
    supervirtual
    www.supervirtual.com.br
    Versão para eBook
    eBooksBrasil.com
    Fonte Digital
    Digitalização da edição em pdf
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    © 2003 — Carlos Alberto Brilhante Ustra
    Carlos Alberto Brilhante Ustra
    ROMPENDO
    O
    SILÊNCIO
    OBAN
    DOI/CODI
    29 Set 70 — 23 Jan 74
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    Copyright 1987 — Carlos Alberto Brilhante Ustra
    Capa
    : Joseíta Brilhante Ustra
    Revisão
    : Joseíta Brilhante Ustra
    Composição
    : Luiz Alves de Lima
    Montagem e arte-final
    : Raimundo Hemetérios
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    Todos os direitos em língua portuguesa reservados de acordo com a lei. Nenhuma parte deste livro
    pode ser reproduzida ou transmitida de qualquer forma ou por qualquer meio, incluindo fotocópia,
    gravação ou informação computarizada, sem permissão por escrito do autor.
    Composto e impresso no Brasil
    Printed in Brazil
    Este livro é dedicado aos jovens do meu País.
    Dedico-o aos jovens porque eles são o futuro, o novo Brasil. Dedico-o aos jovens, porque eles
    são puros de espírito e de intenções. E os vejo, muitas vezes, explorados em sua pureza. No negro
    período da
    Guerrilha Revolucionária
    que sofremos em nosso País, eles foram usados, manipulados em
    seus sentimentos. Fizeram-lhes a cabeça e puseram-lhes uma arma na mão. E os jogaram numa violência
    inútil.
    Ofereço este livro aos jovens para que eles possam procurar a verdade. Porque os jovens devem ter
    a liberdade de encontrá-la. E vejo que os jovens estão recebendo apenas as chamadas
    “meias-verdades” que, no seu reverso, são meias-mentiras. Porque me preocupo quando vejo panfletos
    tomando ares de história contemporânea, e sendo utilizados como a verdade definitiva. Não é sobre a
    mentira que se alicerça o futuro de um país.
    Dedico este livro aos jovens porque confio que, na sua sede de justiça, saberão encontrar a verdade,
    e na sua fome de liberdade, saberão ser livres, e não permitirão que burlem de novo seus sentimentos,
    oferecendo a violência no lugar da paz; a mentira no lugar da verdade; a discórdia no lugar da
    solidariedade para construir o país.
    Ofereço este livro aos jovens para que não se deixem enganar por ideologias ultrapassadas, por
    soluções que não deram certo em outros países e para que não fertilizem as sementes da violência. Em
    toda a mentira disfarçada de história contemporânea, ali está uma semente de violência.
    É por isso que dedico este livro aos jovens, que repudiam a violência e amam a verdade.
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    AGRADECIMENTOS
    Com uma formação quase que exclusivamente militar, o meu trabalho foi dedicado à vida na
    caserna desde os dezesseis anos de idade. Só fiz um curso fora do Exército, o de Administração de
    Empresas, quando estudando a noite consegui me bacharelar.
    Jamais pensei em escrever um livro. Não tenho pretensões de ser um escritor. Talvez, o meu
    livro esteja cheio de imperfeições e de erros primários. Para mim, entretanto, o mais importante é
    o seu conteúdo e as mensagens que pretendo transmitir, além de mostrar que fui vítima de uma
    farsa.
    Para a elaboração deste livro trabalhei praticamente sozinho. Não solicitei e nem recebi
    nenhum tipo de apoio de qualquer órgão ou entidade. Os dados que obtive foram conseguidos
    através de pesquisas em processos, nas bibliotecas, em livros, em documentos e, também, através
    de um reduzido número de amigos. Desejo, antes de tudo, agradecer a essas pessoas, que se
    propuseram a ajudar-me numa hora tão importante da minha vida.
    Joseíta:
    Não fosse a tua coragem;
    Não fosse a tua fé na certeza de que conseguiríamos obter os dados que mostrassem aos
    brasileiros o que um grupo de pessoas mal intencionadas e muito bem apoiadas, fizeram para nos
    atingir e indiretamente atingir o Exército;
    Não fosse o teu trabalho de dias e dias de pesquisas em bibliotecas, em livros, em jornais e em
    documentos;
    Não fosse o auxílio que me deste, lendo e corrigindo os textos deste livro;
    Não fosse o teu incentivo e a tua vontade férrea, auxiliando-me a vencer etapas;
    Não fosse o teu despreendimento, vendendo algumas jóias que possuías para auxiliar a
    financiar essa edição; Não fosse o teu papel de companheira, mais uma vez, te colocando ao
    meu lado para juntos aguardarmos serenamente toda a avalanche de reações que certamente
    haverão de desencadear sobre nós, após a publicação deste livro;
    Não fosse todo esse apoio recebido de ti, este livro não seria possível
    Desejo agradecer:
    — A um amigo do Lago Sul. Um homem puro, religioso e exemplar chefe de família. Seus
    conhecimentos jurídicos me prestaram significativa ajuda:
    — Aos meus amigos “Sufoco”, “Juju”, Pedro Sampaio, “Tonho” e “Dalucy”. Todos homens
    que como eu, integraram outros DOI desse Brasil. A eles agradeço a grande cooperação que me
    prestaram:
    — A alguns companheiros do Exército os quais me auxiliaram, lendo, criticando e me
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    animando na hora em que eu esmorecia:
    — A todos os que direta ou indiretamente me ajudaram, os meus agradecimentos. Sem vocês
    não poderia ter chegado onde cheguei:
    — A um amigo que, através de minha mulher, conheci na minha volta ao Brasil. Um homem
    inteligente, um expoente entre os melhores da sua profissão e que foi o meu grande incentivador
    na consecução deste trabalho. Ele e sua mulher são amigos que desejamos conservar pelo resto
    de nossas vidas:
    — A um grande homem público, culto, ilustre e respeitado o qual, apesar de muito ocupado, se
    dispôs a me ouvir e a me auxiliar:
    — Aos amigos que me enviaram jornais e revistas que tratavam do assunto a que me propus
    escrever, especialmente ao “Gogoi”:
    — A P.Y. que não conheço e que através de amigos me conseguiu dados muito importantes.
    Caro P.Y. sei que você é um idealista. Respeito os seus sentimentos e a sua maneira de encarar os
    nossos problemas. Respeito-o, também, como pessoa. Você, numa demonstração de que também
    respeita os meus sentimentos, não hesitou em me fornecer dados que me auxiliaram na
    elaboração deste trabalho;
    — A W. um jovem que também não conheço e que muito me ajudou. W, sei que você acredita
    muito num Brasil melhor. Você, como aquela menina C.S. cujo pai me enviou significativa carta
    que transcrevo neste livro (“Carta de um pai”), possui sentimentos puros, próprios dos jovens
    que anseiam em melhorar as condições de vida do nosso povo. Veja no capítulo “Como o jovem
    era usado”, o que os mestres da Subversão faziam para recrutar jovens idealistas como você.
    PORQUÊ ESTE LIVRO
    Em primeiro lugar elevo meu pensamento a Deus. Peço a Ele que ilumine a minha mente. Que eu
    seja sincero e relate unicamente a verdade, sem ofender ou caluniar a quem quer que seja. Sei o que é
    ser caluniado. Que eu atinja os objetivos a que me propus quando decidi escrever este livro.
    Em segundo lugar dirijo meu pensamento ao meu querido irmão José Augusto Brilhante Ustra que,
    jovem ainda, faleceu num acidente de carro. Advogado notável, grande tribuno, excepcional mestre.
    Dedicou a sua vida ao Direito. Como defensor incansável da Justiça deixou marcas profundas na
    Faculdade de Direito da Universidade Federal de Santa Maria, RS. Gostaria que ele estivesse aqui, ao
    meu lado, aconselhando-me, orientando-me, ensinando-me a escrever e, sobretudo, a fazer Justiça.
    Escrevo este livro em respeito ao meu Exército e aos meus chefes os quais, principalmente, na
    ocasião em que, sob suas ordens, combati o terror, sempre me apoiaram e me distinguiram. Durante
    todo o tempo em que, como oficial do Exército, fui, formalmente, designado para dirigir um órgão de
    combate a organizações terroristas, sempre procurei cultivar a virtude da lealdade aos meus superiores
    hierárquicos, pares e subordinados. Isso, consegui cumprindo fielmente as ordens que me foram dadas,
    sem nunca delas me ter afastado durante um momento sequer.
    Escrevo este livro em respeito aos meus companheiros do Exército, da Marinha, da Força Aérea,
    das Polícias Civil e Militar que, em todo o Brasil, lutaram com denodo, com bravura, com coragem e
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    com abnegação no combate ao terrorismo.
    Escrevo este livro em respeito aos meus comandados no DOI/CODI/II Exército, a OBAN como
    muitos o chamam. A vocês, meus abnegados e queridos comandados, que respondendo ao chamado da
    Pátria não hesitaram em lutar com honra, com bravura, com coragem e com dignidade para extirpar o
    terrorismo de esquerda que ameaçava a paz e a tranqüilidade do Brasil. A vocês que, cumprindo ordens
    minhas, enfrentaram aqueles brasileiros fanatizados e tombaram sem vida ou que ficaram inutilizados
    nessa “guerra suja”.
    Escrevo este livro em respeito às mães que perderam os seus filhos, às esposas que perderam seus
    maridos e aos filhos que assistiram ao sepultamento dos seus pais, todos homens de bem que, no
    combate ao terrorismo em todo o Brasil, entregaram suas vidas em benefício da Pátria. São todos eles
    dignos, não só do meu reconhecimento, mas de toda a nação brasileira. Tenham a certeza de que seus
    filhos, seus maridos e seus pais tombaram como heróis anônimos, jamais torturadores — como insistem
    denominá-los alguns que anseiam por escrever a história como um panfleto, diferente da realidade.
    Escrevo este livro em homenagem aos meus pais, irmãos e à minha sogra pelo muito que sofreram
    ante a incerteza e o perigo que cercavam a minha vida quando, durante mais de quatro anos, lutei
    diariamente enfrentando o terrorismo.
    Escrevo este livro em respeito a ti, minha mulher, Maria Joseíta, pela angústia que sentiste e pelos
    perigos que enfrentaste durante todos esses longos anos de luta. Pelas apreensões porque passaste ante
    as ameaças de seqüestro de nossa primeira filha, naquela época com poucos anos de vida. Pela dor que
    ainda passas quando hoje me acusam de ser um “vil torturador”.
    Escrevo este livro, Patrícia e Renata, para mostrar-lhes que seu pai — ao contrário do que formulam
    as esquerdas radicais — durante um período da vida dele, lutou e comandou homens de bem, no
    combate ao terrorismo, atendendo ao chamado do Exército Brasileiro, instituição à qual tenho orgulho
    em pertencer e à qual, praticamente, dediquei toda a minha vida. Quero que vocês conheçam como lutei
    com dignidade, com humanidade e como arrisquei a minha vida e, involuntariamente, até a de minha
    família, nessa luta que não começamos, não queríamos e que, em hipótese alguma poderíamos perdê-la,
    sob pena de termos a nossa Pátria subjugada a um totalitarismo de esquerda. Quero que vocês saibam
    que sinto a maior honra em ostentar a Medalha do Pacificador com Palma, a mais alta condecoração
    concedida pelo Exército Brasileiro em tempo de paz àqueles que cumpriram o seu dever com risco da
    própria vida. Quero, finalmente, que vocês saibam que lutei com a mais absoluta convicção e que me
    orgulho de ter sido um, dentre muitos, que dedicaram parte de suas vidas ao combate do terror.
    Escrevo este livro em respeito a mim mesmo, no momento em que sou caluniado, achincalhado,
    vilipendiado, chamado de monstro e comparado com os assassinos nazistas que horrorizaram a
    humanidade. Por isso tenho o dever de vir a público para esclarecer muitos fatos.
    Escrevo este livro por um dever de consciência ante os rumos que, pressinto, tendem a distorcer a
    História do Brasil. Livros, artigos, depoimentos distorcidos, carregados de calúnias e de mentiras, estão
    informando numa só via a consciência do povo e servindo de base inconteste aos nossos políticos e aos
    nossos mestres. É preciso restabelecer a verdade. Jamais me perdoarei por omitir fatos que permitam
    julgar, de forma isenta e imparcial, uma época da História do Brasil, onde se deram profundas
    modificações na vida política e sócio-econômica.
    Não vou entrar em polêmicas ou debates ideológicos. Pretendo contar apenas aquilo que os jovens
    desconhecem e alguns não querem relembrar.
    A esquerda, distorcendo os fatos, os conta a seu modo, visando assim a iludir a opinião pública,
    procurando conquistá-la, fazendo-se de vítima.
    O objetivo deste livro é contar a verdadeira história sobre alguma coisa daquilo que ocorreu no que
    alguns chamam “os porões da tortura”.
    Não pretendo passar a imagem de “bonzinho”. Lutei sempre com firmeza. Fui duro e enérgico
    quando necessário. Porém, fui acima de tudo humano.
    Não se combate terrorismo com flores, mas com coragem, tenacidade e objetividade. E foi assim
    que o combatemos, embora sempre tivéssemos em mente que estávamos lutando contra pessoas
    humanas, algumas das quais por ideologia, por ignorância ou por fanatismo, praticaram os maiores e
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    mais horrendos crimes.
    A REVOLTA DE UMA MULHER
    Carta manuscrita por minha mulher, como introdução de um álbum organizado por ela para
    nossas filhas Patrícia e Renata.
    Montevidéu, 02 de outubro de 1985.
    Patrícia e Renata
    Este álbum é de caráter particular, exclusivamente para vocês, nossas queridas filhas. Nele pretendo,
    através de pesquisas, procurar saber o nome das organizações subversivo-terroristas que atuaram na
    época, de outubro de 1970 a dezembro de 1973, período em que o pai de vocês comandou o
    DOI/CODI de São Paulo. Os atos de terror destas organizações, como assassinatos de pessoas
    inocentes, atentados a bombas, assaltos a bancos, a quartéis, seqüestros, depredações e todo tipo de
    terror daquela época. Pretendo mostrar-lhes, se conseguir, com pesquisas em jornais, o caos que se
    tentava implantar no Brasil. Tentarei saber o que cada organização terrorista fez, os atos que praticou e a
    guerrilha urbana e rural que se implantou no país.
    Estes terroristas obrigaram as Forças Armadas a se lançarem às ruas e aos campos, contra o inimigo
    desconhecido que se escondia na clandestinidade.
    Os militares, para evitar danos maiores a inocentes, lutavam contra o tempo e o desconhecido. Eles,
    terroristas, lutavam contra o claro, o conhecido.
    Deste combate participou o pai de vocês e lutou com honradez, honestidade e dentro dos princípios
    de um homem bom, puro e honesto, assim como muitos outros. Só quem passou pelo martírio de ter
    entes queridos envolvidos em uma luta que não iniciaram, nem procuraram mas que apenas cumpriram
    com seu dever, manter a ordem no país, pode saber, como eu, os momentos de medo, incerteza, terror
    que uma família passa. Só estas podem compreender a dor e o desespero de uma mãe e de uma esposa.
    Telefonemas anônimos, perseguições, ameaças, morte de amigos em combate, a dor dos entes queridos
    que, como nós, não tiveram a sorte de conservar com vida aqueles que amavam.
    Sei e lamento que outras pessoas também passaram pelos mesmos sofrimentos de perder entes
    queridos, mas estes entes queridos, fanatizados, terroristas, começaram a guerrilha e os atos de terror.
    Houve a guerra, e em uma guerra há mortos e feridos de ambos os lados, mas os militares não a queriam
    nem a iniciaram. Eles foram e são preparados para defender o Território Nacional. Foram chamados a
    agir e acabaram com o terrorismo no Brasil.
    O terror era tanto que quando tu, Patrícia, foste para o Jardim de lnfância, eu passei todo o ano, no
    horário escolar, dentro do carro, na porta do colégio, pois não tinha condições psicológicas de ir para
    casa. Recebíamos ameacas de morte, de seqüestro e todo tipo de guerra de nervos. Tive amigos mortos
    e feridos em combate!
    Assim mesmo, nos “porões da tortura”, como eles chamam, onde “se ouviam gritos e se mostravam
    presos mortos à pauladas” como eles dizem, participei e tu também, Patrícia, ainda que pequenina (3
    anos) de uma pequena “obra assistencial” a algumas presas, mais ou menos seis, uma inclusive grávida.
    Íamos quase todos os dias. Tu brincavas com algumas enquanto eu, com outras, ensinava trabalhos
    manuais como tricô, crochê e tapeçaria. Passeávamos ao sol, conversávamos (jamais sobre política),
    levava tortas para o lanche feitas pela minha empregada. Enfim, as acompanhávamos.
    Fizemos sapatinhos, casaquinhos, mantinhas para o bebê e com uma lista feita no DOI pelo
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    “torturador” Ustra compramos um presente para o bebê. Ele nasceu no Hospital das Clínicas, se não me
    engano em outubro de 1973 ou 1972 (verificarei depois), tendo o “centro de torturas” mandado flores à
    mãe, e eu e tu, Patrícia, fomos vistá-los. Era um homenzinho lindo e forte.
    Minhas filhas, os aniversários delas eram sempre comemorados com bolos e festinhas. Os Natais e
    Anos Novos jamais passamos em casa, durante os quatro anos que o pai de vocês comandou o DOI,
    sempre foram passados lá (o pai, eu e tu, Patrícia, Renata não era nascida). Tu, Patrícia, às vezes a
    pedido das presas, ficavas sozinha com elas. Daí o artigo que pode ser encontrado neste álbum
    “Brinquedo Macrabro” do jornalista Moacyr O. Filho, que diz que teu pai te deixava com as presas que
    acabavam de ser torturadas. Se fossem torturadas, como ele diz, como podiam ter bom relacionamento
    com os integrantes do órgão e como podiam aceitar, e não só aceitar, mas reclamar a nossa presença,
    quando por algum motivo, falhávamos um dia?
    Pena que não tivessem os integrantes do órgão, a malícia dos terroristas!... Porque, se tivessem,
    fotografariam ou filmariam tudo, e casos como Bete Mendes (que não tive o desprazer de conhecer,
    enquanto presa) seriam
    comprovados
    como mentirosos.
    Sinto o nome de uma família inteira: pais, mães, sogros, irmãos, mulher e filhas, enxovalhados, e
    como o militar não pode e não deve, por regulamento disciplinar do Exército, se defender, tomo eu,
    exclusivamente eu, a iniciativa de deixar para vocês, nossas filhas, este álbum, de caráter particular, com
    tudo que puder vir a reunir, além do Livro de Alteracões do pai de vocês, condecorações por arriscar a
    vida, elogios, para que, como eu, se orgulhem, acima de tudo, de se chamarem BRILHANTE USTRA.
    Um nome, cujo único erro cometido, foi cumprir com seu dever e, principalmente, cumprir bem: com
    honra, com dignidade e humanidade, lutando sempre para evitar males maiores do que os que se
    passavam no momento.
    Compartilho a dor dos pais, mães, parentes, enfim, dos que por infelicidade perderam seus entes
    queridos, fanatizados por ideais que não me compete julgar, e que não deviam ter usado a violência para
    tentar consegui-los, mas não posso deixar de me revoltar contra as calúnias jogadas sobre um homem
    bom, como o pai de vocês.
    Beijos
    Maria Joseíta S. Brilhante Ustra
    ALÉM DE UMA CALÚNIA,
    UMA INGRATIDÃO
    A CALÚNIA
    No dia 17 de agosto de 1985 todos os jornais do país, em manchete de primeira página, publicaram
    as violentas acusações feitas contra mim pela Deputada Federal Elizabeth Mendes de Oliveira, Bete
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    Mendes. As televisões, nos horarários nobres, sacudiram a opinião pública mostrando, num quadro
    chocante, aquela senhora chorando copiosamente enquanto era entrevistada. As principais revistas do
    país também se solidarizaram com a Deputada. Articulistas de renome condenaram-me com veemência.
    Em carta encaminhada ao Presidente da República, Bete Mendes, além de afirmar taxativamente que
    fora por mim torturada, mostrava o seu constrangimento por “ter que suportá-lo seguidamente a justificar
    a violência cometida contra pessoas indefesas e de forma desumana e ilegal como sendo para cumprir
    ordens e levado pelas circunstâncias do momento”.
    No Uruguai, onde eu exercia as funções de Adido do Exército junto à Embaixada do Brasil, o
    assunto também foi amplamente publicado pela imprensa.
    A opinião pública estava estarrecida com o constrangimento a que uma Deputada Federal, como
    membro da comitiva oficial do Presidente da República, fora submetida quando encontrou-se, frente a
    frente, com o homem que, quinze anos antes, a “torturara”.
    Em Montevidéu, fui obrigado a retirar minha filha, de 15 anos, do colégio onde estudava, devido ao
    clima de hostilidade que passou a sofrer.
    Em Santa Maria, meu pai com 84 anos e minha mãe com 74 recebiam ameaças que levaram o meu
    irmão, Coronel Renato Brilhante Ustra, a deixar por alguns dias o Comando da Escola de Educação
    Física do Exército, a fim de dar a necessária assistência aos nossos pais.
    A imprensa, parlamentares, movimentos em defesa dos Direitos Humanos, associações de classe,
    exigiram o meu retorno ao Brasil. Paralelamente, aqueles que combateram o terrorismo eram
    apresentados ao país como assassinos e corruptos. Ao mesmo tempo, os subversivos e os terroristas
    eram mostrados como pessoas indefesas que sofreram porque lutavam contra a ditadura.
    Houve até o caso do ex-terrorista Theodomiro Romeiro dos Santos (Marcos), militante do Partido
    Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), que foi recebido como herói quando regressou do
    exterior, onde se refugiara. Theodomiro fora condenado à morte (existia pena de morte naquela ocasião)
    porque matou com um tiro na nuca o Sargento da Força Aérea Brasileira, Valder Xavier de Lima, que
    ao volante de um jipe o transportava preso. Agora o nosso Sargento Valder, de vítima do terror passara
    a ser taxado de agressor de um indefeso.
    Com a conivência e a participação da Deputada BETE MENDES fora montada uma das maiores
    farsas a que este pais já assistiu.
    Para denegrir o Exército, dentre muitos que combateram o terrorismo, fui o escolhido. Um militar que
    lutou contra a Guerrilha Urbana em São Paulo, durante quatro anos.
    Para a máxima repercussão, não poderia haver ocasião mais oportuna que o aproveitamento da visita
    do Presidente da República ao país onde eu exercia as funções de Adido do Exército junto à Embaixada
    Brasileira.
    Nada melhor do que uma atriz para representar o papel de vítima. Nada melhor do que uma
    Deputada Federal para caluniar, escudada nas suas imunidades parlamentares.
    A CARTA AO PRESIDENTE
    “Que as minhas primeiras palavras sejam de agradecimento a Vossa Excelência pelo honroso
    convite com o qual fui distinguida para acompanhar a sua comitiva ao Uruguai. Oportunidade ímpar e
    que possibilitou-me o conhecimento e o testemunho do desvelo com que Vossa Excelência trata as
    questões maiores da nossa República. Não fosse isso o bastante, tive, ainda, o privilégio de conviver
    horas agradáveis com um grupo seleto de autoridades do nosso Pais e, principalmente, de compartilhar
    da companhia Inteligente, serena e agradável de dona Marli.
    “No entanto, Presidente, não posso calar-me diante da constatação de uma realidade que reabriu em
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    Comunismo


    Rui Barbosa



    De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.



    Os grilhões que nos forjavam


    Da perfídia astuto ardil...


    Houve mão mais poderosa:


    Zombou deles o Brasil!



    Consagração no Rito Bizantino - Igreja Ortodoxa
    Publicado em 29 de jul de 2014Consgração do Pão e Vinho, transformado em Carne e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, em uma Divina Liturgia celebrada por Sua Santidade, o Patriarca Cirilo, de Moscou e toda Rus'.
    Publicado por Vale de Beracá em Sábado, 9 de janeiro de 2016

    Não é o suplício que faz o mártir, mas a causa. (Santo Agostinho)


    • http://deiustitia-etfides.blogspot.com.br/


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    Da Justiça a clava forte

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  • “Esta seita de homens que, debaixo de nomes diversos e quase bárbaros se chamam socialistas, comunistas ou niilistas, e que, espalhados sobre toda a superfície da terra, e estreitamente ligados entre si por um pacto de iniquidade, já não procuram um abrigo nas trevas dos conciliábulos secretos, mas caminham ousadamente à luz do dia, e se esforçam por levar a cabo o desígnio, que têm formado de há muito, de destruir os alicerces da sociedade civil. É a eles, certamente, que se referem as Sagradas Letras quando dizem: “Eles mancham a carne, desprezam o poder e blasfemam da majestade” (Jud. 8)”.




    A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas.

    • Ruy Barbosa








    Alma de Cristo, santificai-me.

    Corpo de Cristo, salvai-me.

    Sangue de Cristo, inebriai-me.

    Água do lado de Cristo, lavai-me.

    Paixão de Cristo, confortai-me.

    Ó bom Jesus, ouvi-me.

    Dentro de Vossas chagas, escondei-me.

    Não permitais que me separe de Vós.

    Do espírito maligno, defendei-me.

    Na hora da minha morte, chamai-me.

    E mandai-me ir para Vós, para que Vos louve com os vossos Santos, por todos os séculos dos séculos.

    Amém.



    Postagens populares

    Nossa Senhora de Medjugorje


    Posted: 05 Apr 2016 12:06 PM PDT

    MENSAGEM DA RAINHA DA PAZ EM 2 DE ABRIL DE 2016, À MIRJANA:

    “Queridos filhos! Não tenham corações duros, fechados e cheios de medo. Permitam ao Meu amor materno iluminá-los e preenchê-los de amor e de esperança, a fim de que, como Mãe, Eu cure as suas dores, pois Eu as conheço, por tê-las experimentado. A dor eleva e é a maior oração.

    Meu Filho ama, de modo especial, aqueles que sofrem. Ele Me enviou para curá-los e trazer-lhes a esperança. Confiem Nele! Eu sei que é difícil para vocês, porque veem sempre mais escuridão ao seu redor. Filhinhos, é necessário destruí-la pela oração e pelo amor. Aquele que reza e ama não tem medo, mas esperança e um amor misericordioso que vê a Luz que é o Meu Filho.

    Como Meus Apóstolos, convido-os a tentarem ser exemplo de amor misericordioso e de esperança. Rezem sempre e novamente, para terem o maior amor possível, porque o amor misericordioso traz a luz que destrói toda a escuridão - traz o Meu Filho. Não tenham medo: vocês não estão sozinhos: Eu estou com vocês!

    Eu imploro a vocês para rezarem pelos seus sacerdotes, a fim de que, em cada momento, eles tenham amor e ajam com amor, pelo Meu Filho -- através Dele e em memória Dele. Obrigada."













    - A BÍBLIA CONFIRMA A IGREJA


    “Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal.” (2 Pedro 1,20)-
    “Escrevo (a Bíblia) para que saibas como comportar-te na Igreja, que é a Casa do Deus Vivo, a coluna e o fundamento da Verdade.” (1Timóteo 3,15) -
    “Tu és Pedra, e sobre essa Pedra edifico a minha Igreja (...). E eu te darei as Chaves do Reino dos Céus; e tudo o que ligares na Terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na Terra será desligado nos Céus.”(Mateus 16, 18) -
    “...Vós examinais as Escrituras, julgando ter nelas a vida eterna. Pois são elas que testemunham de Mim, e vós não quereis vir a Mim, para terdes a vida.”(João 5,39-40) -
    “Em Nome de nosso Senhor Jesus Cristo, apartai-vos de todo irmão que não anda segundo a Tradição que de nós recebeu.” (2 Tessalonicenses 3,6) -
    “Então, irmãos, estai firmes e guardai a Tradição que vos foi ensinada, seja por palavra (Tradição), seja por epístola nossa (Bíblia). ”(2 Tessalonicenses 2, 15) -
    “(Pedro,) apascenta o meu rebanho.” (João 21,15-17) -
    “Irmãos, sabeis que há muito tempo Deus me escolheu dentre vós (Apóstolos), para que da minha boca os pagãos ouvissem a Palavra do Evangelho.” - S. Pedro Apóstolo, primeiro Papa da Igreja de Cristo(Atos dos Apóstolos 15, 7) -
    “Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça. E tu, confirma os teus irmãos.” - Jesus Cristo a S. Pedro (Lucas 22, 31-32) -
    “De hoje em diante, todas as gerações me proclamarão Bem-aventurada.” - Maria, a Mãe de Nosso Senhor (Lucas 1, 48) -
    “Ainda que nós ou um anjo baixado do Céu vos anuncie um evangelho diferente do nosso (Apóstolos), que seja anátema.” (Gálatas 1, 8) -
    “Em Verdade vos digo: se não comerdes da Carne e do Sangue do Filho do homem, não tereis a Vida em vós mesmos.” (João 6, 56) -
    “Minha Carne é verdadeiramente comida, e o meu Sangue é verdadeiramente bebida.”(João 6, 55) -
    “O Cálice que tomamos não é a Comunhão com o Sangue de Cristo? O Pão que partimos não é a Comunhão com o Corpo de Cristo?” (1ª aos Coríntios 10, 16) -
    “E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos, da mão do anjo, diante de Deus.” (Apocalipse 8, 4) -
    “Aqui (no Céu) está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os Mandamentos de Deus e a Fé em Jesus.” (Apocalipse 14, 12) 
    - Porque já é manifesto que vós (a Igreja) sois a Carta de Cristo, ministrada por nós (Apóstolos), e escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração (...); o qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica. (2Cor 3,3.6) - 

     



    Mário Kozel Filho


    “Servi ao Senhor com respeito e exultai em Sua Presença; prestai-lhe homenagem com temor.” (Sl 2,11)
    †   †   †
    Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo; adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os Sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos Méritos Infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.

    GRAÇAS E LOUVORES SE DEEM A TODO MOMENTO, AO SANTÍSSIMO E DIVINÍSSIMO SACRAMENTO!

    Gruta de Lourdes

    Signis et portentis mendacibus

    Botafogo

    É tradição, não é moda. #soufogao #redesocial #botafogo #pracimadeles #fogoeuteamo #seusidolossaotantos #omaistradicional #naosecompara

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    Che Guevara