TU ES PETRUS ET SUPER HANC PETRAM AEDIFICABO ECCLESIAM MEAM
A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las. (Santo Agostinho)
Não é o suplício que faz o mártir, mas a causa. (Santo Agostinho)
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segunda-feira, agosto 21, 2017
CIDADES EUROPEIAS ASSIMILAM "LEI DA SHARIA"
Por Giulio Meotti (*)
Original em inglês: Europe's Cities Absorb Sharia Law
Do site Gatestone - Tradução: Joseph Skilnik
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O prefeito de Londres, Sadiq Khan, proibiu anúncios que promovam
"expectativas não realistas no tocante à imagem do corpo e da saúde das
mulheres". Agora Berlim está planejando proibir imagens onde as mulheres
são retratadas como "lindas mas fracas, histéricas, idiotas, loucas,
ingênuas ou governadas pelas emoções". O escritor e jornalista do jornal
Der Tagesspiegel, Harald Martenstein, afirmou que é possível que a
orientação "tenha sido incorporada do manifesto do Talibã".
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A ironia é que esta onda de moralidade e "virtude" vem de cidades
governadas por políticos esquerdistas desinibidos, que durante anos
fizeram campanha a favor da liberação sexual. Virou tema de discussão
"feminista" defender a conduta da sharia.
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Parafraseando o escritor americano Daniel Greenfield: a ironia das
mulheres celebrarem sua própria opressão é tanto de cortar o coração
como de estupefazer.
Dias após o
Estado Islâmico ter conquistado a cidade de Sirte na Líbia há dois
anos, apareceram gigantescos outdoors na fortaleza islamista, alertando
as mulheres que elas deveriam usar hijabs para esconderem o corpo todo e
nada de perfume. Entre outras coisas esses "mandamentos da sharia em
relação à hijab" incluíam o uso de tecido grosso e opaco e que a hijab
não "lembrasse trajes de infiéis".
Dois
anos mais tarde, as três cidades mais importantes da Europa - Londres,
Paris e Berlim - estão seguindo a mesma moda da sharia.
Paris
disse Au revoir aos anúncios "machistas" em outdoors. A Câmara
Municipal de Paris anunciou a proibição depois que a prefeita socialista
Anne Hidalgo salientou que a medida denotava que Paris estava
"mostrando o caminho" na luta contra o machismo. O prefeito de Londres,
Sadiq Khan, também proibiu anúncios que promovam "expectativas não
realistas no tocante à imagem do corpo e da saúde das mulheres". Agora
Berlim está planejando proibir imagens onde as mulheres são retratadas
como "lindas mas fracas, histéricas, idiotas, loucas, ingênuas ou
governadas pelas emoções". O escritor e jornalista do jornal Der
Tagesspiegel, Harald Martenstein, afirmou que é possível que a
orientação "tenha sido incorporada do manifesto do Talibã".
A
ironia é que esta onda de moralidade e "virtude" vem de cidades
governadas por políticos esquerdistas desinibidos, que durante anos
fizeram campanha a favor da liberação sexual.
Há
uma razão para esta campanha grotesca que proíbe essas imagens. Essas
cidades possuem consideráveis populações muçulmanas e classe política - a
mesma que promove freneticamente o multiculturalismo obrigatório - que
deseja agradar o "Islã". Virou tema de discussão "feminista" defender a
conduta da sharia, como faz Linda Sarsour. A consequência é que hoje em
dia pouquíssimas feministas se atrevem a criticar o Islã.
Isso
está acontecendo em todos os lugares. Cidades holandesas estão
"orientando" suas funcionárias a não usarem mini saias. Foi implantado
horários somente para mulheres nas piscinas públicas suecas. Escolas
alemãs estão enviando cartas aos pais pedindo que as crianças evitem
usar "trajes vistosos".
O
primeiro a sugerir a proibição de cartazes e propaganda que "reduzam
mulheres ou homens a objetos sexuais" foi o Ministro da Justiça da
Alemanha Heiko Maas, social-democrata.
"A
exigência de cobrir o corpo das mulheres ou domesticar os homens",
enfatizou o líder do Partido Liberal Democrata Christian Lindner, "é
algo comum nos círculos de líderes religiosos islâmicos radicais, mas
não vindo do Ministro da Justiça da Alemanha".
Em
1969 a Alemanha estava sufocada devido a uma celeuma sobre a introdução
nas escolas do "Sexualkundeatlas", um "atlas" sobre a ciência sexual.
Agora, a meta é dessexualizar a sociedade alemã. O jornal Die Welt
comenta:
"Graças
ao ministro da Justiça, Heiko Maas, finalmente ficamos sabendo porque,
na Passagem do Ano Novo, na Estação Central de Trens de Colônia, cerca
de mil mulheres foram vítimas de violência sexual: por causa da
publicidade machista. Muitas modelos erotizadas, muita pele nua em
nossos outdoors, muitas bocas eróticas, muitas mini saias em revistas de
moda, muitos traseiros rebolantes e seios volumosos na publicidade
televisiva. Mais um passo na direção da "submissão".
Em vez de mamilos e nádegas, Die Welt conclui: "devemos exortar o uso da burca ou do véu como faz a Sra. Erdogan?"
As
mesmas elites alemãs que sugerem a proibição de outdoors "machistas"
censuraram os detalhes aterrorizantes dos ataques sexuais em massa em
Colônia. Enquanto isso, uma mesquita liberal em Berlim, que proibiu as
burcas e abriu as portas aos homossexuais e às mulheres sem véus,
encontra-se agora sob proteção da polícia devido às ameaças dos
supremacistas muçulmanos.
As
elites europeias estão adotando o padrão de dois pesos e duas medidas:
eles se orgulham em organizar uma exposição de um crucifixo cristão
mergulhado em urina e mais que depressa capitulam às demandas muçulmanas
de censurar caricaturas do Profeta Maomé. As autoridades italianas
fizeram esforços hercúleos a fim de evitar que o presidente do Irã,
Hassan Rouhani, tivesse um vislumbre da nudez de esculturas milenares
dos Museus Capitolinos de Roma.
Parece
que o Ocidente está fascinado pelos véus islâmicos. Ismail Sacranie,
fundador da Modestly Active, fabricante e designer de burquínis, disse
ao jornal New York Times que 35% de suas clientes não são muçulmanas.
Aheda Zanetti, libanesa que reside na Austrália, que inventou o
burquíni, afirma que 40% das suas vendas são para mulheres não
muçulmanas. O público ocidental, que romanceia o islã, está, ao que tudo
indica, absorvendo a devoção à Lei Islâmica (Sharia). The Spectator
disse que isso é "um novo puritanismo" e "o porquê de certas feministas
serem solidárias com o Islã".
Parafraseando
o escritor americano Daniel Greenfield: a ironia das mulheres
celebrarem sua própria opressão é tanto de cortar o coração como de
estupefazer.
A
Europa poderá logo logo ter que se retratar diante da prefeita de
Colônia, Henriette Reker. Ela foi duramente criticada -- vituperada até
-- por aconselhar mulheres a "manterem distância" de estranhos para
evitarem ataques sexuais.
Se
o Ocidente continuar traindo os valores democráticos de liberdade
individual no qual se baseia a civilização ocidental, os
fundamentalistas islâmicos, como aqueles que impuseram o uso de burcas
às mulheres líbias, começarão a impô-las às mulheres do Ocidente. Eles
podem até começar com as elites feministas que primeiramente fizeram a
revolução sexual para emancipar as mulheres na década de 1960 e que
agora estão apaixonadas por uma roupa obscurantista que esconde as
mulheres em uma prisão portátil.
(*) Giulio Meotti, Editor Cultural do diário Il Foglio, é jornalista e escritor italiano.
































