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  • TU ES PETRUS ET SUPER HANC PETRAM AEDIFICABO ECCLESIAM MEAM

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A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las. (Santo Agostinho) 




Não é o suplício que faz o mártir, mas a causa. (Santo Agostinho)

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Benedicat tibi Dominus et custodiat te
Ostendat Dominus faciem suam tibi, et det tibi gratiam suam:
Volva Dominus vultum suum ad te et det tibi pacem


“A guerra é um massacre de homens que não se conhecem em benefício de outros que se conhecem mas não se massacram.”

— Paul Valéry




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  • Terrorista: Deus é maior… Jovem: …do que aquele que esconde o que não revela. Terrorista: Deus é maior… Mulher: …do aquele que obedece sem refletir. Terrorista: Deus é maior… Homem: …do que aquele que trama para nos trair.

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    terça-feira, 29 de agosto de 2017

    O Fiel Católico

    O Fiel Católico



    Celebração da Palavra e Eucaristia têm igual importância?

    Posted: 29 Aug 2017 07:14 AM PDT

    São Pio de Pietrelcina celebra a Santa Missa


    RECEBEMOS DE UMA LEITORA anônima a pergunta que reproduzimos logo abaixo, seguida de nossa resposta. Rogamos ao Bom Deus que seja útil a este e a nossos outros leitores.

    "Bom Tarde! Gostaria de tirar uma dúvida, sobre a Santa Missa e a Celebração da Palavra. Eu aprendi que a Celebração da Palavra não tem o mesmo valor que a Santa Missa, e a Mesa Eucarística tem um valor mais significativo que a Mesa da Palavra. Mas conversando com um seminarista, ele disse que a Missa, a Celebração da Palavra, a Mesa Eucarística e a Mesa da Palavra tem o mesmo valor. Ele citou uns documentos da CNBB e uns documentos do Concílio Vaticano II. Eu fiquei confusa... Alguém pode me explicar ou indicar algum artigo, para que eu possa entender melhor."


    ** Ler a nossa resposta

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    sábado, 26 de agosto de 2017

    O Fiel Católico






    O Fiel Católico





    Posted: 26 Aug 2017 01:23 PM PDT

    Padre Rodrigo Maria esclarece polêmica








    Em resposta a uma leitora do apostolado Fratres in Unum, após a divulgação recente das polêmicas envolvendo o seu nome e o de um certo Vigário Geral, Padre Rodrigo Maria esclarece a sua situação canônica, bem como sua posição junto às obras religiosas Arca de Maria e Opus Cordis Mariae. Os esclarecimentos são importantes e, por outro lado, traduzem-se em novos motivos para nos preocuparmos com a situação da Igreja. Vivemos tempos em que, realmente, até dentro da própria Igreja, parece que se tornou pecado ser católico...





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    Padre Rodrigo Maria esclarece polêmica










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    • Padre Rodrigo Maria esclarece polêmica




    Em resposta a uma leitora do apostolado Fratres in Unum, após a divulgação recente de certas polêmicas envolvendo o seu nome, Padre Rodrigo Maria esclarece a sua situação canônica, bem como sua posição junto às obras religiosas Arca de Maria e Opus Cordis Mariae. Reproduzimos a publicação desse apostolado nosso irmão, na qual o sacerdote vai apresentando e respondendo às perguntas da leitora parte por parte, da mesma maneira, aliás, que costumamos fazer por aqui, também. Abaixo.




    CARÍSSIMA MARIA, NÃO costumo responder a comentários na internet, mas acredito que é oportuno responder às perguntas que você fez a fim de esclarecer também a outras pessoas que possam ter as mesmas dúvidas. Desde já agradeço a oportunidade.


    “O Padre Rodrigo pode não ser o superior, mas tudo nessa Fraternidade tem a característica dele”


    R- Fui fundador da Fraternidade Arca de Maria, comunidade à qual pertenceu boa parte daqueles que hoje compõe a OPUS CORDIS MARIAE. Alguns deles, que são hoje dirigentes da nova Fraternidade, estiveram comigo por mais de 10 anos, sendo formados por mim. Portanto, é natural que reflitam a formação que receberam, mas não apenas isso: a OPUS CORDIS MARIAE foi fundada pelos irmãos e irmãs que hoje estão à frente da mesma, com a devida orientação e apoio da Autoridade eclesiástica, a fim de viverem o carisma que me foi inspirado, da maneira como foi inspirado e aprovado pela Igreja. O bispo que orientou toda fundação da OPUS CORDIS MARIAE (Dom Rogelio Livieres) discerniu que o carisma que aqueles irmãos e irmãs haviam abraçado era autêntico e justificava a fundação de uma nova fraternidade com o propósito de vivê-lo, o que realmente foi feito após Dom Livieres consultar Roma (Congregação dos Religiosos) e obter o voto favorável para a dita fundação. Sendo assim, é muito natural que se encontrem neles muitos elementos da formação que eles receberam. São jovens bons que amam a Igreja e querem ser santos. Refletem Maria a quem são consagrados e de quem são Apóstolos.


    “Por que ele teve que sair da Arca?”


    R- Eu não tive que sair, mas sim fui afastado. O pretexto dado para o meu afastamento foi que minha presença na Fraternidade atrapalhava a Visita Apostólica que estava sendo realizada. Foi determinado pela Congregação dos Religiosos que eu não poderia ter contato com os membros até o fim da visita, a qual terminou em novembro de 2014. Nenhuma outra razão foi alegada para o meu afastamento, embora, de modo oficioso, autoridades e colaboradores das mesmas, disseminaram, de maneira leviana, as mais pérfidas acusações a meu respeito. Mas, para se compreender o que realmente aconteceu é preciso compreender a atual situação da Igreja, que possui hoje em seu quadro dirigente muitos senhores que têm por programa combater e neutralizar todas as pessoas e movimentos que são considerados conservadores e que, de certo modo, representam um “modelo de Igreja” que eles querem ver sepultado. Todos os que não se adequam ao relativismo revolucionário reinante e ousam pregar a imutável doutrina católica estão debaixo de perseguição.


    Não possuo nenhum vínculo jurídico com a OPUS CORDIS MARIAE. Ajudei-os enquanto estive no Paraguai, mas saí daí já faz quatro meses e onde vivo não há casas dessa comunidade, assim como não vive aí nenhum de seus religiosos.


    Quem quiser saber a história dessa nova Fraternidade deve se dirigir diretamente a eles, pois poderão falar por eles mesmos.


    “Porque foi suspenso? Qual foi o engano?”


    R- Como bem disse um bispo amigo: “O nome disso é perseguição”… Fui acusado de desobediência e sofri um ”processo” administrativo por conta dessa acusação. O processo foi feito por um Vigário Geral, que aproveitou-se da ocasião de confusão em Ciudad del Este e quis, como se diz: “jogar para a galera”, lançando-me na fogueira em um momento em que muitos queriam (e querem) a minha cabeça (infelizmente, a Igreja está cheia desse tipo de gente sórdida que se presta a esse tipo de serviço sujo com os olhos em alguma vantagem pessoal ou promoção)… O tal “processo” durou duas horas. O afã em querer prejudicar e de dar satisfação aos perseguidores foi tão grande que fez com que o promotor do “processo”, ancorado no poder que possuía naquele momento, perdesse todo senso de justiça e também do ridículo, de modo que o “processo” foi todo viciado e completamente fora das normas do Direto Canônico. A saber:


    A) Fui avisado do “processo” apenas um dia antes de comparecer em juízo;


    B) O Vigário Geral que foi o acusador foi também o fiscal e o juiz do mesmo “processo”;


    C) O “processo” durou exatamente duas horas;


    D) Não foram apresentadas provas conclusivas de NADA;


    E) Não me foi dado o direito de constituir defesa;


    F) Não me foi dada a oportunidade de falar com o bispo (como manda o Direito Canônico), com quem tive sempre ótimo relacionamento, para esclarecer o que se estava chamando de desobediência, pois todas as coisas das quais fui acusado de fazer em “desobediência” na verdade eu possuía a autorização do bispo para fazê-las…mas… não tinha passado pelo Vigário Geral…;


    G) A sentença fulminante que foi dada expressa toda a fúria persecutória daquele que moveu o “processo”: mesmo sendo um “processo” ADMINISTRATIVO, aplicou-se indevidamente, uma das mais duras penas de um processo PENAL: a proibição de celebrar pública ou privadamente, na diocese ou fora dela qualquer sacramento ou sacramental…;


    O então Vigário Geral, que fez esse “processo” infame, acusou-me de desobediência por eu ter ido três vezes ao Brasil (sendo duas para completar um tratamento dentário e uma para visitar meu pai que estava gravemente enfermo), por estar fazendo os hangouts na internet (pois segundo ele, era apostolado fora da diocese, uma vez que pessoas de fora da diocese o assistiam!..), por dar assistência ou falar com ex-membros da Arca de Maria, entres outras coisas do mesmo porte…o que é necessário se saber é que: TODAS essas minhas ações foram permitidas pelo meu bispo, o que torna falsa e caluniosa a acusação de desobediência… é evidente que esclareci tudo isso durante as duas horas que durou o processo, mas não foram aceitas minhas alegações…prevalecendo o desejo de destruição a minha pessoa por parte do detrator, o que levou a aplicação da pena sem que se fossem apresentadas provas e sem que houvesse o direito a defesa, passando-se assim por cima de todas as prerrogativas do Direito.


    O tal Vigário Geral chegou a tal grau de sordidez que acusou-me de ter inventado uma doença para meu pai a fim de “dar voltas por aí”… foi necessário que eu trouxesse os documentos do hospital e do médico que assistiu meu pai durante o período que ele esteve na U.T.I…


    Aconteceu que no próprio decreto de punição me era dado o prazo de 10 dias para recorrer, o que assistido por excelente advogado canônico, foi feito em tempo hábil. Embora houvesse tentado muito, não consegui ter acesso direto ao bispo. Quem conseguiu protocolar minha defesa e entregar cópia da mesma ao bispo que estava saindo de viagem para Roma foi o anterior Vigário Geral, muito próximo do bispo e superior de comunidade daquele que era então o Vigário Geral. Quando o bispo (Dom Rogelio Livieres) se inteirou do que realmente estava acontecendo, procurou corrigir o erro e restabelecer a justiça. Ocorreu, porém, que, em Roma, o bispo foi deposto e quando voltou não tinha mais autoridade para fazê-lo, embora tenha realmente tentado. Entretanto, Dom Livieres, mesmo deposto, escreveu ao bispo que o sucedeu no governo da diocese pedindo ao mesmo que aceitasse o meu recurso e corrigisse aquela situação. De fato, um mês depois, o decreto de suspensão foi revogado por outro decreto que me restituía parcialmente o uso de ordens, sendo que o restante foi sendo dado aos poucos, até que pude ministrar todos os sacramentos, mas permanecendo a restrição de, fora da diocese de Ciudad del Este, fazê-lo apenas privadamente. Aconteceu que, em janeiro de 2015, apresentei o pedido formal para deixar a diocese de Ciudad del Este, o que me foi concedido de forma escrita em abril desde ano. Tendo sido acordado que o bispo que me acolhesse me daria uso pleno de ordens, o que de fato aconteceu, sendo essa minha situação atual. Talvez seja útil dizer que possuo a documentação escrita do que acima está afirmado.


    “Por que falar mal do bispo? Por que não obedecer?”


    As perguntas acima estão mal formuladas, pois já contêm acusações antes de buscar os devidos esclarecimentos. Em se tratando do bispo de Limeira, o que se viu foi a reação de algumas pessoas que conhecendo de perto a realidade, responderam às falsas, graves e caluniosas acusações que o mesmo fez a meu respeito assim como a toda uma Fraternidade, no caso a OPUS CORDIS MARIAE.


    Possuir um cargo na Igreja não é salvo conduto para caluniar e difamar ninguém, antes a nobreza da função impõe a necessidade de uma muito maior vigilância e prudência nas atitudes. Jamais deve ser tida como atitude de humildade o calar-se diante de injustiças gritantes, ainda que vinda do alto, de nossas autoridades que deveriam ser mais coerentes e empenhadas de dar exemplo da caridade e amor ao próximo que tanto apregoam.


    O que vossa excelência fez foi verdadeiramente grave e deve, sim, ser corrigido e reparado.


    Quanto à obediência, sou eu que agora pergunto: em que o bispo foi desobedecido?… As acusações que o mesmo fez foram totalmente gratuitas, não encontrando nenhum respaldo na realidade. Me informei diretamente com os que foram acusados e eles afirmaram que nenhum irmão jamais celebrou ou tentou celebrar naquela diocese, que não receberam bens, nem mesmo proposta de doação de nenhuma pessoa ou família ali, que não foram a Descalvado-SP e não têm ou tiveram nenhuma vocação dali… de onde o sr. bispo retirou essas informações? Gostaríamos também de saber… e o que é muito mais grave: afirmar que essa Fraternidade não tem comunhão com a Igreja (sic!), quando a mesma nasceu orientada e aprovada por um bispo da Igreja e possui aprovação canônica de seus seus estatutos, modo de vida e mesmo das orações…essa atitude foi realmente muito leviana, pois a afirmação é falsa e portanto caluniosa, especialmente por ser ele um bispo da santa Igreja.


    As pessoas e instituições têm o direito ao bom nome, e cabe a quem acusa provar tudo quanto diz, sob a pena de justamente ser classificado como leviano, difamador e caluniador.


    E para os pretensos ”humildes” ou “incondicionalmente obedientes” que pensam agradar a Deus apoiando o erro de uma pessoa pelo simples fato de ser uma autoridade, respondo com Pio XII: “A verdade é uma barreira que nem mesmo a ‘caridade’ pode transpor” . Realmente, é preciso muito mais humildade para suportar a perseguição e a execração do que para se submeter ao capricho de algumas autoridades a fim de salvar a própria pele.


    Devemos amar as pessoas e não os erros que elas cometem.


    Desejo de todo coração que a normalidade se restabeleça e que nossas autoridades compreendam que o respeito e obediência que lhe devemos não implicam em concordar ou apoiar seus erros e mazelas. Não apenas os fiéis, mas também os padres e bispos devem obedecer ao Evangelho e à Santa Igreja.


    O perdão cabe a todos os que se arrependem. Que celebremos nossa unidade, na Verdade e Caridade de Cristo.


    Pe. Rodrigo Maria, escravo inútil da Santíssima Virgem
    ___
    Fonte:
    Fratres in Unum, Padre Rodrigo Maria fala, disp. em:
    https://fratresinunum.com/2015/08/03/padre-rodrigo-maria-fala/
    Acesso 26/8/017


    sexta-feira, 25 de agosto de 2017

    O Fiel Católico

    O Fiel Católico



    Cardeal Sarah: Revolucionários do gênero querem destruir a família cristã

    Posted: 25 Aug 2017 08:08 AM PDT



    NO BRASIL E NO MUNDO, as pestes ideológicas têm se espalhado como areia lançada ao vento. Além de já terem destruído muitas vidas com suas ideologias demoníacas, os globalistas e os comunistas têm se esforçado muito e incessantemente por continuar disseminando a morte, principalmente através da destruição da família! Um dos instrumentos atuais de desestabilização do Mundo Ocidental e seus alicerces, é a ideologia de "gênero". Vejamos o que o Cardeal Robert Sarah (Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos) nos diz a respeito desse assunto...


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    sábado, 19 de agosto de 2017

    A Igreja Católica mudou a Bíblia? – Conclusão






    O Fiel Católico




    • A Igreja Católica mudou a Bíblia? – Conclusão


    Posted: 19 Aug 2017 09:06 AM PDT







    TERMINAMOS A PRIMEIRA parte deste estudo levantando a malfadada acusação que sofre a Igreja Católica de ter mudado os "Mandamentos de Deus" com base na alegação de que haveria, registrado na Bíblia, um Mandamento que proíbe diretamente a confecção de imagens, e que não aparece na versão católica dos mandamentos de Deus. Reproduzimos, logo abaixo, a passagem do Livro do Êxodo em que encontramos a lista dos Mandamentos de Deus....





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    • A Igreja Católica mudou a Bíblia? – Conclusão





    ** Leia a primeira parte deste estudo



    TERMINAMOS A PRIMEIRA parte deste estudo levantando a malfadada acusação que sofre a Igreja Católica de ter "mudado" os textos da Bíblia, principalmente com base na alegação de que os Mandamentos de Deus, conforme registrados nas Sagradas Escrituras, são diferentes daqueles que a Igreja nos apresenta. Em especial, cita-se um Mandamento que proibiria a confecção de imagens, que não aparece na versão católica dos Mandamentos de Deus.

    Para analisar bem a questão, reproduzimos, logo abaixo, a passagem do Livro do Êxodo em que se encontram a lista dos Mandamentos de Deus. Logo a seguir, os Mandamentos de Deus conforme apresentados pela Igreja.

    Os Mandamentos de Deus, dados por Moisés ao "povo eleito", conforme consta no Livro do Deuteronômio:


    (1) Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura representando o que quer que seja do que está em cima no céu, ou embaixo na terra, ou nas águas debaixo da terra. Não te prostrarás diante delas para render-lhes culto, porque Eu, o SENHOR teu Deus, sou um Deus zeloso, que castigo a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e a quarta geração daqueles que me odeiam, mas uso de misericórdia até a milésima geração com aqueles que me amam e guardam os meus Mandamentos.
    (2) Não pronunciarás em vão o Nome do Senhor, teu Deus; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tiver pronunciado em vão o seu Nome.
    (3) Guardarás o dia do sábado e o santificarás, como te ordenou o Senhor, teu Deus. Trabalharás seis dias e neles farás todas as tuas obras; mas no sétimo dia, que é o repouso do SENHOR teu Deus, não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem tua serva, nem teu boi, nem teu jumento, nem teus animais, nem o estrangeiro que vive dentro de teus muros, para que o teu escravo e a tua serva descansem como tu. Lembra-te de que foste escravo no Egito, de onde a Mão forte e o Braço poderoso do teu SENHOR te tirou. É por isso que o SENHOR, teu Deus, te ordenou observasses o dia do sábado.
    (4) Honra teu pai e tua mãe, como te mandou o SENHOR, para que se prolonguem teus dias e prosperes na terra que te deu o Senhor teu Deus.
    (5) Não matarás.
    (6) Não cometerás adultério.
    (7) Não furtarás.
    (8) Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo.
    (9) Não cobiçarás a mulher de teu próximo.
    (10) Não cobiçarás sua casa, nem seu campo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, nem nada do que lhe pertence."
    (Deuteronômio 5,7-21)

    Os Mandamentos de Deus segundo a Igreja:


    1) Amarás a Deus sobre todas as coisas;

    2) Não tomarás o Nome de Deus em vão;

    3) Santificarás as festas;

    4) Honrarás a teu pai e a tua mãe;

    5) Não matarás;

    6) Não cometerás atos impuros;

    7) Não roubarás;

    8) Não dirás falso testemunho nem mentirás;

    9) Não consentirás pensamentos nem desejos impuros;

    10) Não cobiçarás os bens alheios.


    Bem, a lógica rasa das novas comunidades protestantes ditas "evangélicas" (pentecostais e neopentecostais) diz o seguinte: se a Bíblia diz uma coisa, de um jeito, e a Igreja Católica apresenta aquela mesma coisa de um jeito diferente, então a Igreja mudou a coisa. Certo?


    Errado. Muito errado; erradíssimo. Falando com total honestidade, vejo que se qualquer pessoa racional simplesmente confrontar as duas listas acima verá que contém exatamente as mesmas prescrições divinas, sendo que a segunda é apenas e tão somente a lista sintetizada, resumida e desvinculada do contexto judaico e das citações exclusivamente históricas. Nesse sentido, por exemplo, não teria cabimento que, para transmitir a Palavra de Deus aos povos do mundo dos nossos tempos, a Igreja prescrevesse, literalmente: "Não cobiçar o escravo e nem a escrava do teu próximo", ou "não cobiçar o boi nem o jumento do teu próximo". Claro e evidente que isso não teria mais sentido, hoje. Por isso, a Igreja apresenta o Mandamento dado por Deus da maneira mais simples, direta e, principalmente, compreensível para todos, dizendo: "Não cobiçarás os bens alheios".

    Hoje em dia, já não possuímos escravos, aliás a prática da escravidão é crime em todo o mundo civilizado; a imensa maioria de nós também já não possui bois e jumentos; entretanto, tanto o terceiro quanto o décimo Mandamentos mencionam escravos, bois e jumentos. Teriam ficado, então, os Mandamentos Divinos desatualizados, na prática? Não. Basta compreender o sentido e a essência do Mandamento, desvinculando o que está escrito literalmente do verniz epocal e cultural. É o que faz a Igreja, e é este o seu papel legítimo, como veremos mais adiante.


    Do mesmíssimo modo se dá com relação a famigerada disputa envolvendo as imagens sacras. Basta observar o Primeiro Mandamento como um todo para ver que o fulcro e o cerne daquela proibição está na exclusividade que devemos dar ao Deus Vivo e Verdadeiro em nossa vida de fé, devoção e prática. O Mandamento menciona a idolatria prestada aos falsos deuses pagãos, que no imaginário daquele povo "concorriam" com YHWH por adoração e culto. A menção às imagens é claramente um complemento secundário e um reforço à essa Ordem divina central: amar a Deus sobre todas as coisas, como é ratificado no mesmo livro, logo adiante, no capítulo seguinte: "Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e com todas as tuas forças" (Dt 6,5). Também e principalmente, a razão de a Igreja resumir o Primeiro Mandamento ao Amor a Deus é o fato de tê-lo feito o próprio Jesus Cristo, Filho de Deus e Deus:

    “Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito. Este é o maior e o primeiro Mandamento.”
    Jesus Cristo (Mt 22, 37-40)


    Não pode haver autoridade maior que a de Jesus Cristo para redefinir o Primeiro Mandamento, e, sim, Ele fez isto.

    Outro ponto fundamental para entender a questão é observar que as contestações surgem, simplesmente, por causa de separações diferentes do texto. Muitos leigos não sabem, por exemplo, que os textos originais da Bíblia são corridos, não foram produzidos divididos em versículos, da maneira como conhecemos hoje. Na realidade, os manuscritos originais não eram separados nem mesmo entre palavras, dada a conjuntura dos seus idiomas e da sua grafia própria; não havia sequer vogais ou sinais de pontuação, e nem títulos e subtítulos para ajudar a localizar passagens específicas.

    A necessidade de dividir o texto sagrado em partes surgiu para facilitar o encontro de determinadas doutrinas, independentemente de qual fosse a edição, em cada Livro da Bíblia, e também para organizar as leituras litúrgicas. Durante o correr dos séculos, houve diversos sistemas de organização dos textos sagrados, tanto judeus, para o nosso AT ('Sedarim'; 'Perashiyyot'; 'Pesuquim') como cristãos ('Cánones eusabiani', de Eusébio de Cesareia), para dividir os textos em seções1.

    Assim, os Mandamentos de Deus, na Bíblia, não se encontram divididos nem numerados. Há apenas um texto corrido que contém os Mandamentos, mas não se diz ali algo como "a partir daqui começa o primeiro Mandamento" ou "aqui termina o primeiro e começa o segundo Mandamento". Cabe à Igreja defini-lo, e a Igreja de Cristo desde sempre entendeu que o primeiro Mandamento começa com a advertência contra os falsos deuses e termina com o aviso de castigo para os que não observarem a adoração exclusiva a YHWH, isto é, o conjunto dos atuais versículos de 7 a 10. De fato, basta analisar o a passagem com o mínimo de imparcialidade para se notar que isso faz todo o sentido, pois tudo o que se diz aí converge numa única chamada a adorar exclusivamente ao Deus Vivo e Verdadeiro, descartando todo culto de adoração aos ídolos pagãos. Não são dois Mandamentos, como: 1) Não ter outros deuses diante do SENHOR e 2) Não fazer imagens desses outros deuses. Ao contrário, trata-se de uma única afirmativa, que fica claríssima no início da fala: "Não terás outros deuses diante de Mim...": o que vem na imediata sequência é a inevitável consequência desta advertência.

    Só há um Deus; logo e por consequência, não se pode fazer imagens para adoração de outros (falsos) deuses. Por isso mesmo é que a proibição ao uso de imagens não se aplica a toda e qualquer imagem, nem mesmo às imagens cultuais, e Deus mesmo vai ordenar que se façam imagens para uso no seu culto, logo adiante, na mesma Bíblia (entenda). Óbvio, não?

    Entretanto, partindo do livre exame das Escrituras, poderíamos dividir esse mesmo trecho (versículos 7 a 10) em até mais partes. Poderíamos dizer, por exemplo, que não adorar falsos deuses é um mandamento, não fazer imagens é outro, não prostrar-se diante dessas imagens é um outro mandamento e não lhes render culto (o que é diferente de apenas prostrar-se) seria um quarto mandamento. Como já vimos exaustivamente por aqui, a partir do livre exame e interpretação do texto, pessoas diferentes podem usar da sua imaginação (e, em muitos casos, de má vontade) para elaborar as mais diversas (e estapafúrdias) interpretações. Mais uma vez, fica clara a razão de nossa salvação não ter sido condicionada ao livre exame das Escrituras.

    Assim, a partir das divisões do Texto Sagrado, passaram os protestantes a dividir também os Mandamentos de modo diverso do dos católicos, fazendo sempre muita questão de enfatizar o problema imaginários das imagens. Este erro crasso é tão evidente que, recentemente, até mesmo a igreja luterana alemã (a entidade protestante mais antiga) pediu desculpas públicas aos católicos pela destruição das imagens sacras (e outros atos criminosos) durante a chamada Reforma. Em nota oficial, disseram que hoje reconhecem que as imagens sagradas, "em suas mais variadas formas", têm "grande valor como expressão da espiritualidade" – logo, nada tem a ver com "idolatria". Declararam, ainda, que a igreja protestante alemã “se opõe à destruição de imagens” (saiba mais).

    Uma atitude louvável. Entretanto, lamentavelmente, a desgraça foi feita pelo seu fundador há cinco séculos: hoje em dia, como consequência do seu ato de orgulho, não cessam de se multiplicar as seitas que se proclamam "cristãs" e "bíblicas", e todos os dias temos notícias de malucos invadindo igrejas católicas para destruir imagens sacras.

    Voltando ao nosso tema central, vemos com muita clareza que os Mandamentos de Deus não foram, de modo algum, "mudados" pela Igreja, mas apenas e simplesmente traduzidos em linguagem acessível e explicados à grande multidão de fiéis que buscam compreender as coisas da fé. Mudar a Bíblia? Evidente que não. Esclarecer a Bíblia, sem alterá-la, isto sim, e para isto a Igreja tem, além de plena autoridade, o dever de fazê-lo, dado pelo Cristo, conforme autenticado pelas próprias Escrituras.

    Ou acaso não foi Cristo quem deu poderes à sua Igreja a fim de estabelecer os meios para a salvação da humanidade? Ele não o disse, mais de uma vez, aos seus Apóstolos, isto é, à sua Igreja nascente?

    “Quem vos ouve a Mim ouve, quem vos rejeita a Mim rejeita, e quem me rejeita, rejeita Aquele que me enviou.”
    Jesus Cristo (Lc 10,16)

    Em verdade, tudo o que ligardes sobre a Terra, será ligado no Céu, e tudo o que desligardes sobre a Terra, será também desligado no Céu.”
    Jesus Cristo (Mt 18,18)


    O Senhor falava aos Apóstolos, que eram a Igreja no seu primeiro início. Logo, é fato bíblico que a Igreja também legisla, com o Poder de Cristo, e foi designada como fiel depositária da Sã Doutrina. Quem não a obedece, desobedece a Cristo, logo, desobedece a Deus Pai. Mais tarde, vai S. Paulo Apóstolo confirmar este fato insofismável em sua Primeira Carta a Timóteo, ao dizer com todas as letras:

    “Escrevo (no caso, a própria Bíblia, inspirado pelo Espírito Santo) para que saibas como te portar na Igreja, que é a Casa do Deus Vivo, a coluna e o sustentáculo da Verdade.”
    (1Tm 3,15)

    Por fim, apenas para arrematar a questão, cabe lembrar que, antes de tudo, se a Igreja tivesse mesmo a intenção de mudar os Mandamentos, seria para ela muito fácil, já que, por muitos séculos, as cópias das Sagradas Escrituras estiveram encerradas sob a guarda da própria Igreja, e apenas o clero tinha acesso direto a elas. Seria coisa muito simples para qualquer Papa ordenar a alteração definitiva da letra, em certos pontos estratégicos, por exemplo, com a desculpa de que seria para o bem das almas. Mas isso jamais aconteceu. Pelo contrário, quem fez isso foi exatamente Lutero, patrono e fundador de todas as "igrejas" cujos seguidores nos acusam.

    Martinho Lutero resolveu proceder à sua própria tradução particular da Bíblia, e – um fato que incrivelmente pouco se divulga e praticamente não se menciona – simplesmente adulterou a passagem da Epístola aos Romanos (1,17), onde se lê que “o justo viverá pela fé”. Acrescentou ali a palavra “allein”, que no alemão significa “somente”, e passou a pregar, assim como pregam todos os pastores protestantes/'evangélicos' até hoje, que o justo “vive somente pela fé” (a doutrina Sola Fide, que ao lado do Sola Scriptura/Só a Bíblia, constitui a dupla de super dogmas protestantes). Ainda que não fosse necessário, porque dispomos da prova material, o próprio Lutero confirmou a adulteração, quando disse aos seus seguidores: “Se um papista lhe questionar sobre a palavra ‘somente’, diga-lhe isto: papistas e excrementos são a mesma coisa. Quem não aceitar a minha tradução, que se vá. O demônio agradecerá por esta censura sem a minha permissão”3.

    Como se vê, o fundador do protestantismo estava anos-luz distante daquele personagem humilde e heroico retratado em um famoso filme supostamente "biográfico" sobre sua vida: ele era orgulhoso, vaidoso e mantinha uma atitude extremamente arrogante. Aqueles que nos acusam de adulteração, porém, seguem e observam as mesmas Escrituras que foram organizadas, divididas e canonizadas pela Igreja Católica. Suprema contradição, acham que a Igreja não é inspirada pelo Espírito Santo para guardar a fé cristã, mas creem que a mesma Igreja foi inspirada pelo Espírito Santo para definir o cânon da Bíblia. E – é importante que você, fiel católico, saiba disso – àqueles que dizem que a Igreja se "paganizou" depois de Constantino (274-337), convém lembrar que o cânon das Escrituras foi definido somente após o século IV, bem depois da aceitação do Cristianismo pelo Império Romano.



    * * *
    A Igreja é o Corpo de Cristo, portanto continuidade histórica do Cristo no mundo; é a coluna e o sustentáculo da Verdade; a ela foi dada autoridade para proclamar o Evangelho às nações, e para tanto é preciso esclarecê-lo aos povos diversos. Não estamos mais engessados à letra escrita, como no tempo da Lei, mas somos membros muito amados de Nosso Senhor Jesus Cristo. Para isso, temos a Santa Igreja, nossa Mãe e Mestra.

    “Ele nos capacitou (à Igreja) a sermos ministros de uma nova Aliança, não da letra, mas do Espírito; pois a letra mata, mas o Espírito vivifica. O ministério que trouxe a morte foi gravado com letras em pedras; mas esse ministério veio com tal glória que os israelitas não podiam fixar os olhos na face de Moisés por causa do resplendor do seu rosto, ainda que desvanecente. Não será o Ministério do Espírito ainda muito mais glorioso? Se era glorioso o ministério que trouxe condenação, quanto mais glorioso será o Ministério que produz Justiça!”
    (2Cor 3,6-9)

    _______
    • 1. Estêvão Langton, arcebispo da Cantuária, que havia sido chanceler da Universidade de Paris, fez a divisão do Antigo e do Novo Testamentos em capítulos, a partir do texto latino da Vulgata de São Jerônimo, por volta do ano 1226. Da Vulgata, passou ao texto da Bíblia hebraica, ao texto grego do Novo Testamento e à versão grega do Antigo Testamento. Ele estabeleceu uma divisão em capítulos, mais ou menos iguais, muito similar à que temos em nossas Bíblias impressas. Esta divisão se tornou universal.
    • Divisão em versículos – São Pagnino (1541), judeu convertido, depois dominicano, originário de Luca (Itália), dedicou 25 anos à sua tradução da Bíblia, publicada em 1527, e foi o primeiro em dividir o texto em versículos numerados.
    • Esta versão foi impressa em Lion. Era uma versão muito literal que constituiu um ponto de referência entre os humanistas da época, e foi reimpressa várias vezes. Roberto Estienne, prestigioso impressor, realizou a divisão atual do Novo Testamento em versículos em 1551. Em 1555, fez a edição latina de toda a Bíblia. Para os versículos do Antigo Testamento hebraico, ele utilizou a divisão feita por São Pagnino. Para os demais livros do Antigo Testamento, elaborou uma própria e utilizou para o Novo Testamento a que, poucos anos antes, ele mesmo havia realizado.
    • O recurso de dividir o texto bíblico em capítulos e versículos numerados permite, desde então, encontrar imediatamente uma passagem, seja qual for a paginação adotada por uma edição. Esta é uma ferramenta fundamental para os pesquisadores, e para que todos possam ter uma mesma referência.
    • Bíblia impressa com capítulos e versículos – A primeira Bíblia impressa que incluiu totalmente a divisão de capítulos e versículos foi a chamada Bíblia de Genebra, publicada em 1560, na Suíça.
    • Os editores da Bíblia de Genebra optaram pelos capítulos de Stephen Langton, e versículos de Robert Estienne, conscientes da grande utilidade que teriam para a memorização, localização e comparação de passagens bíblicas. Em 1592, o Papa Clemente VII mandou publicar uma nova versão da Bíblia em latim, para uso oficial da Igreja Católica, e nela se incluiu a divisão atual de capítulos e versículos. Assim, no final do século XVI, os judeus, protestantes e católicos haviam aceitado a divisão em capítulos introduzida por Stephen Langton, e a subdivisão em versículos introduzida por Robert Estienne. Desde então, estas divisões em capítulos e versículos ganharam aceitação como uma forma padronizada para localizar os versículos da Bíblia, e até hoje são aceitas universalmente.

    • 2. Existia a Igreja Católica há mais de um e meio milênio quando surgiu a primeira comunidade protestante. Foi chamada 'protestante', inicialmente, devido ao protesto de seis príncipes luteranos e 14 cidades alemãs (19 de abril de 1529), quando a chamada 'segunda dieta (assembleia) de Speyer', convocada pelo imperador Carlos V, revogou uma autorização concedida três anos antes para que cada príncipe determinasse a religião do seu território. O termo protestante foi rapidamente adotado, inclusive pelos partidários de Lutero, e logo transcendeu a questão local e epocal para definir, genericamente, o grupo que rejeitava a autoridade do Sucessor de Pedro, justamente porque protestavam contra a autoridade e a doutrina da primeira Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

    • 3. Conf. 'The Facts About Luther', O’Hare, TAN Books, 1987, p. 201; Imperial Encyclopedia and Dictionary © 1904, vol. 4, Hanry G. Allen & Company, Holman Bible Dictionary © 1991; Amic. Discussion, 1, 127.

    ____________
    Fontes e ref. bibliográfica
    • ORDOVÁS, Javier. Quem dividiu a Bíblia em capítulos e versículos?, Aleteia, disp. em : https://pt.aleteia.org/2016/03/14/quem-dividiu-a-biblia-em-capitulos-e-versiculos/
    Acesso 17/8/017
    • FOCANT, Camile & diversos autores. Bíblia e História, Escritura, interpretação e ação no tempo. São Paulo: Loyola, 2006.




    quinta-feira, 17 de agosto de 2017

    O Fiel Católico


    O Fiel Católico


    Curso bíblico por Dom José Francisco Falcão de Barros – 53

    Posted: 17 Aug 2017 01:38 PM PDT
    PROSSEGUIMOS COM A SÉRIE de vídeo-aulas do Revmo. Sr. Bispo Auxiliar do Ordinariado Militar do Brasil, Dom José Francisco Falcão de Barros. O tema desta é "O Apocalipse de S. João – XVIII".

    ** Veja todas as aulas postadas até agora


    www.ofielcatolico.com.br

    segunda-feira, 14 de agosto de 2017

    O Fiel Católico - A Igreja Católica mudou a Bíblia? – Introdução






    O Fiel Católico





    Posted: 14 Aug 2017 01:41 PM PDT










    O LEITOR ANTÔNIO Medeiros, da minha queridíssima cidade de Itajaí, SC, enviou-nos a seguinte pergunta:



    "Concluí, pela Internet, o curso bíblico O Apocalipse de João. No epílogo, Dom José deu ênfase ao fato de não se alterar nada do que foi escrito, citando Dt 4,2; 13,1; Pr 30,6 ; Ecl 3,14. Com a mudança do item referente à guarda do sábado, a Igreja não infringiu as citações acima? Devo dizer que sou católico e não se trata de uma pergunta provocativa, mas elucidativa. Obrigado pela atenção."





    ** Ler nossa resposta-estudo

    www.ofielcatolico.com.br



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    A Igreja Católica mudou a Bíblia? – Introdução



    O LEITOR ANTÔNIO Medeiros, da minha queridíssima cidade de Itajaí, SC, enviou-nos a seguinte pergunta:


    “Concluí, pela Internet, o curso bíblico O Apocalipse de João. No epílogo, Dom José deu ênfase ao fato de não se alterar nada do que foi escrito, citando Dt 4,2; 13,1; Pr 30,6 ; Ecl 3,14. Com a mudança do item referente à guarda do sábado, a Igreja não infringiu as citações acima? Devo dizer que sou católico e não se trata de uma pergunta provocativa, mas elucidativa. Obrigado pela atenção.”

    Aí está um assunto importante, Antônio, um tema simples e complexo ao mesmo tempo. Simples na essência, mas talvez de complexa explicação. É sempre assim quando se tratam de calúnias, e a pergunta que você faz tem origem em uma calúnia fortemente difundida. Sei bem que você não é um caluniador; ao que me parece, é um católico honesto em busca de conhecimento, fazendo uma pergunta honesta. Mas a dúvida que apresenta certamente deriva –, direta ou indiretamente –, das acusações que nos fazem os protestantes/“evangélicos”1. Sobre a questão específica do sábado, já tratamos por aqui, no post que pode ser lido no link abaixo:


    Indo além, entretanto, nós realmente gostaríamos de aproveitar a oportunidade de aprofundar o tema, porque recebemos, igualmente, dúzias de mensagens acusando a Igreja de “mudar a Bíblia”, insistindo que a Bíblia não pode ser mudada e coisas desse tipo. Quero começar dizendo que, quase sempre, é muito mais fácil caluniar do que esclarecer as coisas. Vejamos um exemplo simples e prático desta simples realidade: alguém poderá, mentindo, dizer a uma determinada esposa que o marido dela é infiel no casamento. Pode fazer isso de modo anônimo, como por um telefonema a partir de um aparelho público, por exemplo, ou então pelo envio de um e-mail. Algo muito fácil de fazer. E aquela mulher poderá acreditar ou não na denúncia anônima. Se ela não confia no marido, mesmo que não tenha motivos para tanto, vai perder a paz de espírito. Provavelmente vai armar uma grande confusão, talvez vá esperá-lo chegar em casa pronta para a briga, poderá envolver os filhos e parentes... Uma esposa alucinada seria bem capaz de destruir roupas e pertences do pobre marido e partir para a agressão física, o que, por sua vez, poderia até terminar em tragédia. Tudo por causa de uma calúnia.


    Mas, se a esposa confia no marido, então não vai dar ouvidos à mentira; vai tentar reagir como pessoa adulta, não vai acusá-lo ou começar uma briga sem lhe dar, ao menos, uma chance de se defender. Vai dar mais importância à palavra do marido do que à de um(a) estranho(a) que faz uma acusação sem provas. Mesmo assim –, e esta é a parte importante dessa história –, é bem provável (talvez quase certo) que ela fique cismada, e passe a desconfiar do marido inocente. Possivelmente passará a prestar mais atenção nos seus hábitos, querer saber por onde ele anda, investigar o celular, visitá-lo inesperadamente no trabalho, segui-lo pelas ruas...


    Assim são as coisas: é fácil inventar uma calúnia, uma falsa acusação que poderá manchar a honra de um inocente; é muito mais difícil, ao acusado, provar que não tem culpa. Muitas vezes, basta uma acusação falsa para destruir uma carreira profissional, um relacionamento, uma vida. No caso que ora analisamos, tudo é ainda pior, porque a acusação de que a Igreja teria mudado a Bíblia é dita e repetida muitas e muitas vezes, à exaustão. Em algum momento, essa afirmação falsa, por se tornar comum, acaba penetrando no inconsciente das pessoas. A célebre frase atribuída ao ministro da propaganda nazista, Joseph Goebells, não deixa de ter sua razão de ser: "Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade"2.


    Claro que uma mentira jamais se tornará verdade. Uma mentira será sempre mentira, ainda que o mundo inteiro repita que é verdade, e ainda que quase todos creiam firmemente que seja verdade. Todavia, de tão comum e tão repetida, muitas vezes uma mentira passa a se parecer com verdade.

    Ora, nós vivemos agora tempos em que a grande mídia já convence uma parcela importante da população (e cada vez maior) de que é perfeitamente saudável – e até louvável – que uma pessoa não aceite o próprio corpo, o próprio sexo, e queira mudá-lo por meio da ingestão de hormônios, cirurgias radicais e etc. Oficialmente não se pode mais dizer que isso é algum tipo de desvio mental ou psicológico. Uma novela popularíssima, exibida no Brasil e em outros países pela Globo –, a segunda maior rede de TV do mundo –, apresenta uma jovem mulher que diz que não aceita o próprio corpo, que odeia especialmente seus seios, os quais tenta esconder, e chega a espancá-los violentamente. Apesar de não se "sentir" mulher, ela é apaixonada por um rapaz, e a explicação da psicóloga de fantasia é a de que ela seria uma mulher trans-masculina-homo-lésbica – ou alguma coisa parecida com isso. Em outras palavras, ela seria uma homem que nasceu em corpo de mulher(?), mas um homem homossexual(?!).

    A primeira reação involuntária é rir, e rir muito. E se você parar e pensar um pouco mais a fundo sobre a situação do nosso mundo, se contemplar a quê as nossas crianças e nossos jovens estão sendo expostos, a reação mais normal é chorar por dentro. Toda a trama da novela, claro, é meticulosamente planejada e montada para que essa personagem apareça como uma pobre vítima da sociedade, uma menina muito simpática, muito boa e compreensiva com todos, mas que não é compreendida, e jamais alguém que apresenta dificuldades (sejam físicas, psicológicas ou psiquiátricas) graves. A uma mulher nessas condições, hoje, simplesmente não se pode sequer sugerir que procure ajuda, porque isso caracterizaria "preconceito" e crime(!). Se algum psicólogo ou psiquiatra disser que pode ajudar um homossexual que queira –, se ele quiser, voluntariamente –, deixar de sê-lo, será impiedosamente perseguido e mesmo criminalizado(!), como aconteceu há pouco tempo com a Dra. ozângela Alves Justino.

    Fato no mínimo curioso é que, em nossa sociedade, se um homem diz que "não se aceita" como homem e que "se sente" um cachorro, e passa a andar de quatro, latir e urinar nos postes, será (ainda) considerado um ser humano que precisa de ajuda, e será certamente encaminhado para a ajuda médica. Mas se ele diz que, apesar de ter nascido homem, "sente-se" como mulher, então isso não pode, de maneira nenhuma, ser considerado algum desvio, mas sim um direito sagrado e idolatrado, contra o qual não se pode dizer absolutamente nada.

    A situação é tão complicada e tão grave que já temos até bispo dizendo que um homem se vestir de mulher e tomar hormônios para se parecer com uma delas não é pecado e nem doença, e sim um "dom de Deus"(veja aqui e aqui!).

    Mas, afinal, se eu uso deste exemplo tão impactante –, o do chamado "gayzismo", que por si já renderia uma série de artigos maiores do que este –, é só para demonstrar que, muitas vezes, de tanto dizer e insistir em alguma coisa, por mais louca e absurda que seja, as pessoas passam a imaginar que seja mesmo real.


    Assim, em razão da complexidade sempre presente ao se tentar esclarecer questões como as que nos trouxe o leitor Antônio Medeiros (ainda que sejam no fundo muito simples), adotaremos a estratégia mais inteligente e realmente funcional, que é atacar a fera diretamente no coração.




    • Uma mentira inventada por fanáticos



    Dialogar com um “evangélico” fanático é exatamente como seria lutar contra a Hidra de Lerna, se ela existisse. A Hidra é um monstro mitológico terrível, o qual, a cada vez que se lhe decepava uma cabeça, nasciam duas no lugar. Tentar dialogar com pessoas que sofreram uma verdadeira lavagem cerebral contra a Igreja Católica (eu sei do que estou falando, porque já estive do lado de lá) é tão desesperador quanto enfrentar a Hidra. Quando um deles ataca as imagens sacras, por exemplo, e explicamos porque as usamos, demonstrando o seu fundamento teológico e bíblico, ele então ataca a veneração à Virgem Maria; quando, da mesma forma, explicamos isso também, ele vem com a doutrina do Purgatório; quando esclarecemos essa questão, ele apela para a lorota de Constantino paganizando a Igreja de Cristo3, e por aí vai... E ainda que, por fim, consigamos fechar o círculo e esclarecer com embasamento e razão a todas as suas dúvidas, mesmo assim ele não se conforma, e então retorna novamente à primeira questão já respondida, recomeçando toda a discussão.


    Sei que é assim, por uma longa experiência de vida e debates com pessoas desse tipo. Como costumo dizer, aos cegos por opção é impossível que recuperem a visão, até que queiram. Enquanto não quiserem ver, não verão, mesmo que a verdade seja balançada bem diante dos seus narizes.

    Ataquemos, então, a fera, diretamente no coração, porque tentar cortar cada uma das suas cabeças será impossível: a cada cabeça cortada, crescerão duas no seu lugar. E qual é o coração da fera? Ocorre que o problema todo está em ver a Bíblia Sagrada como uma espécie de entidade própria, dotada de vontade e pensamento independentes; uma entidade que é capaz, sozinha, de nos fornecer todas as respostas infalíveis.

    É exatamente assim que os ditos "evangélicos" enxergam a Bíblia: uma espécie de "gênio da lâmpada mágica" capaz de nos dar, instantaneamente, todas as respostas que procuramos. Mais do que isso, eles veem a Bíblia como um tipo de instrumento que obrigaria Deus a comunicar as suas verdades profundas e inefáveis a quem quer que a leia. Entendem que, quando uma pessoa simplesmente diz que "aceita Jesus" e se põe a ler a Bíblia, automaticamente o Espírito Santo irá se manifestar a ela e lhe revelar, infalivelmente, todos os mistérios e profundidades da salvação em Deus. Eles consideram absurda a fé na infalibilidade doutrinal do sucessor de Pedro –, a quem o Senhor Jesus Cristo pessoalmente concedeu autoridade –, mas creem em si mesmos como infalíveis nas suas interpretações (via de regra rasas e literais) da Bíblia.

    Vou deixar aqui um breve testemunho pessoal. Eu li a Bíblia, pela primeira vez, aos meus 14 anos de idade. Eu era um adolescente típico, descobrindo a vida e cheio de dúvidas e inquietações; minha família atravessava então uma grande crise, que culminou na separação de meus pais, e eu não tinha quem me ouvisse e compreendesse. Buscava a saída em Deus. No começo, passei a ir às Missas, mas eu, que assim como milhões de outros da minha geração, não recebi uma formação cristã adequada, não entendia nada e voltava para casa frustrado. Cometi então um erro clássico (e fundamental): resolvi comprar uma Bíblia, e passei a lê-la como se fosse um livro qualquer, como quem lê um romance (outro erro clássico e fundamental): abri no primeiro capítulo do primeiro livro, o Gênesis, e comecei dali.

    Não seria preciso dizer que quase enlouqueci. O Antigo Testamento não é, de modo algum, leitura para crianças e/o jovens despreparados, nem jamais deveria ser feita por ninguém sem uma boa formação prévia. Esta é a verdade. O leitor desavisado se verá perdido em um pavoroso cenário de carnificinas, mortes violentas, dilapidações, bebês sendo atirado contra rochas, e tudo em nome de um Deus irascível e ditador que, em detrimento de todos os outros povos, "escolhe" um povo específico dentre todos os outros de sua própria Criação... e ordena a matança. "Assim diz o SENHOR dos Exércitos (...): 'Vai e fere a Amaleque; e destrói totalmente a tudo o que tiver, e não lhe perdoes; porém matarás desde o homem até à mulher, desde os meninos, até aos de peito, desde os bois até às ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos (1Sm 15 2,3).

    Tenho certeza de que não é preciso dizer que passagens como esta e muitíssimas outras, semelhantes, precisam de uma séria preparação para serem digeridas e, melhor, situadas em seu devido contexto. Por isso mesmo, a nossa salvação não foi vinculada por Nosso Senhor, em momento algum, à leitura das Escrituras, muito pelo contrário. Cristo diz com todas as letras ao judeus hipócritas: "Vós examinais nas Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna. Mas elas testificam de Mim, e vós não quereis vir a Mim para terdes a vida!" ((Jo 5, 39-40). Aqui está nosso Salvador dizendo, explicitamente, que a salvação não vem do exame das Escrituras, e sim do encontro com Ele, e este encontro se dá mediante a adesão à sua Igreja, como também está claro, por exemplo, no episódio da visão de S. Paulo na estrada para Damasco (Atos 22), quando o Senhor lhe diz: "Porque me persegues", identificando-se totalmente à Igreja; referindo-se à Igreja como a Si mesmo.

    Retornando ao meu relato, passei da curiosidade ao terror. Todavia, fui presa fácil daquele mysterium terribile et fascinans, isto é, tornei-me como uma folha seca perdida na tempestade da avassaladora sensação de ver-se totalmente incapaz diante de um Poder maior e irresistível, que apavora e desconcerta, faz querer fugir, mas, por outro lado e ao mesmo tempo, por tremendamente fascinante, prende, cativa e obriga a continuar assistindo. "Ai de mim!", gritou Isaías diante da visão do SENHOR dos Exércitos no Templo, Aquele cujo Nome é impronunciável e de cuja Presença até os anjos, trêmulos, protegiam-se com suas asas. Do mesmo modo eu, compreendendo minha pequenez e total incapacidade.

    Sofri, calado e aterrorizado, por anos. Na busca por explicações e pela incapacidade dos padres adeptos de um malfadado aggiornamento, fui parar nas seitas ditas "evangélicas", onde fui submetido a um pavoroso processo de condicionamento mental. Demorou, mas, por fim, a completa incoerência da doutrina Sola Scritptura tornou-se clara demais para ser ignorada, e eu escapei à armadilha protestante. Essa já é uma outra história, mas posso dizer que, daí a alcançar a compreensão do contexto e do sentido das muitíssimas passagens difíceis da Bíblia –, algumas dificílimas –, foram literalmente décadas de diligentes estudos.

    Posso dizer que a chave de tudo é compreender que a Bíblia sempre foi, é e continua sendo, aquilo que não poderá deixar de ser antes de qualquer outra coisa: um livro. Ainda que este livro contenha a Palavra de Deus por escrito e seja, como de fato é, o Livro Sagrado dos cristãos, permanece sendo um livro e –, assim como todo livro –, depende da interpretação de quem o lê. Por isso mesmo, Nosso Senhor confiou a condução da sua Igreja aos seus Apóstolos, isto é, à sua Igreja, junto da qual prometeu que estaria até o fim do mundo (Mt 28,20), e jamais determinou que o conhecimento da Verdade estaria condicionado a leitura das Escrituras.

    Os próprios Evangelhos reconhecem a insuficiência das Escrituras para resumir ou conter a totalidade da experiência Jesus Cristo, ao admitir que, se fossem escritas todas as coisas que fez e disse Jesus, "nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever" (Jo 21, 25).

    Após este longo preâmbulo, que considerei necessário para a compreensão do que vem a seguir, entremos finalmente no teor da pergunta feita, de maneira objetiva e direta, ponto a ponto:

    1) A advertência de que não se pode acrescentar nem retirar nada àquele conteúdo não parte e não se refere à Bíblia como um todo, até porque a Bíblia não é um texto único, e sim um conjunto de textos (nem sempre homogêneos) reunidos; aliás é exatamente por isso, chama-se "Bíblia" (=biblioteca; conjunto de livros). A advertência refere-se ao Livro do Apocalipse, o que está claríssimo na própria composição do texto, que diz: "Aqueles que ouvirem as palavras da profecia deste livro (...) e lhes ajuntar ou tirar qualquer coisa...".

    Isso tem uma razão de ser bastante evidente: trata-se, obviamente, de literatura apocalíptica, que se caracteriza pela linguagem cifrada, simbólica, metafórica, mística e de difícil compreensão. Este livro, não por acaso, é singular e único em toda o Novo Testamento, que traz geralmente uma linguagem clara e advertências explícitas naquilo que tange ao esclarecimento do que é certo e do que é errado e de qual Caminho os adeptos do Evangelho de Cristo devem seguir. Este é um ponto que não deixa de ser importante.

    2) Apesar do exposto, é evidente que os outros livros da Bíblia também não devem ser mudados, se é que cremos que são Palavra de Deus por escrito, e constituem um dos pilares de todo o edifício da fé cristã. Não se pode mudá-los arbitrariamente, e nem mesmo a Igreja poderia fazê-lo, já que foi a própria Igreja que produziu todo o Novo Testamento, que constitui o eixo e a consumação de todas as Escrituras, na pessoa dos santos Apóstolos. Todavia exatamente aqui entra o segundo ponto, pois "mudar" o texto é uma coisa, e esclarecê-lo é outra coisa, não só completamente diferente, como também oposta. Esclarecer determinada realidade não é mudá-la, ao contrário, é afirmá-la e reafirmá-la com embasamento.

    Por exemplo, muitos acusadores da Igreja costumam citar o Mandamento que, na Bíblia, proíbe a confecção de imagens, para dizer que "a Igreja Católica mudou os Mandamentos", já que nos Mandamentos de Deus segundo a Igreja Católica esta advertência específica não aparece, como podemos ver logo abaixo.

    Mandamentos de Deus segundo a Igreja – 1) Amarás a Deus sobre todas as coisas; 2) Não tomarás o Nome de Deus em vão; 3) Santificarás as festas; 4) Honrarás a teu pai e a tua mãe; 5) Não matarás; 6) Não cometerás atos impuros; 7) Não roubarás; 8) Não dirás falso testemunho nem mentirás; 9) Não consentirás pensamentos nem desejos impuros; 10) Não cobiçarás os bens alheios.

    Bem, se a Bíblia diz uma coisa, de um jeito, e a Igreja apresenta aquela mesma coisa de um jeito diferente, então a Igreja mudou a coisa, certo? Isto é exato ou não? Se não, como e por quê? Como refutar esse argumento? É o que veremos na segunda e conclusiva parte deste estudo...
    ________
    1. Citado em 'The Sack of Rome', por Alexander Stille; 'A World Without Walls: Freedom, Development, Free Trade and Global Governance', por Mike Moore.




    domingo, 13 de agosto de 2017

    O Fiel Católico - Pela Santa Missa podemos satisfazer a Justiça Divina pelos pecados cometidos (Excelências da Santa Missa – VII)

    • Pela Santa Missa podemos satisfazer a Justiça Divina pelos pecados cometidos (Excelências da Santa Missa – VII)


    Leia o primeiro capítulo

    Por S. Leonardo de Porto-Maurício, da Ordem dos Frades Menores

    S. Leonardo de
    Porto-Maurício
    A SEGUNDA OBRIGAÇÃO que temos para com DEUS é a de satisfazer à sua Justiça por tantos pecados por nós cometidos. Oh!, que dívida imensa esta! Um único pecado mortal pesa tanto na balança da Justiça Divina que não bastariam, para expiá-lo, todas as boas obras de todos os mártires e de todos os santos passados, presentes e futuros. No entanto, com o Santo Sacrifício da Missa, se considerarmos o seu valor intrínseco e seu Preço, pode-se satisfazer plenamente a Deus por todos os pecados cometidos.

    E aqui buscai compreender quanto de reconhecimento deveis a JESUS. Pensai-o bem: é Ele o ofendido; entretanto, não contente de no Calvário ter satisfeito por nós à Justiça Divina, deu-nos e continua a dar-nos incessantemente o meio de apaziguá-la no Sacrifício da Santa Missa, pois aí renova a Oferenda que, na Cruz, fez a DEUS PAI, pelos pecados do Mundo inteiro. O mesmo Sangue que derramou para resgatar o gênero humano é aplicado e oferecido especialmente na Santa Missa pelos pecados daquele que a celebra ou manda celebrar, e de todos os que participam deste augusto Sacrifício.

    Não que o Sacrifício da Santa Missa apague por si mesmo e imediatamente nossos pecados, como é o caso do Sacramento da Confissão; mas obtém que eles nos sejam apagados, proporcionando-nos, seja no momento mesmo da Santa Missa, seja em outra ocasião oportuna, boas inspirações, movimentos salutares e graças atuais que nos são indispensáveis para nos arrependermos dignamente de nossas faltas. Só DEUS sabe quantas almas escaparam das garras do pecado pelos socorros extraordinários que lhes provieram deste divino Sacrifício!

    Assim conquanto às almas em estado de pecado mortal não lhes aproveite o valor no que tem de propiciatório, todos os pecadores deviam assistir muitas vezes à Santa Missa para alcançar mais facilmente a graça da conversão. Quanto às almas vivendo em paz com DEUS, o Sacrifício da Santa Missa lhes dá uma força surpreendente para se manterem nesse estado e, conforme a opinião comum, são apagados todos os pecados veniais, casso tenham ao mesmo tempo um arrependimento geral.

    É o que ensina claramente Santo Agostinho: “Se alguém assiste devotamente à Santa Missa, não cairá em pecado mortal e os pecados veniais lhe serão perdoados”.

    Narra São Gregório que uma pobre mulher encomendava a celebração de Santas Missas todas as segundas-feiras, em ação de graças para o seu marido, que ela julgava morto, pois ele caíra nas mãos dos bárbaros. Estava vivo, porém, e durante o tempo em que se celebravam essas Santas Missas, a cadeias se lhe soltavam dos pés e das mãos e lhe caíam as algemas, e ele ficava livre e desembaraçado, como, ao libertar-se da escravidão, pôde contar a sua mulher. Quanto mais devemos crer na eficácia deste Sacrifício para desatar os laços espirituais, isto é, os pecados veniais, que de certo modo mantém cativa a alma, impedindo-a de agir com a liberdade e o fervor que ela teria, não fossem esses entraves.

    Ó bem-aventurada Santa Missa, que nos restitui a liberdade de filhos de DEUS, e satisfaz todas as penas devidas por nossos pecados! Mas então, me direis, basta assistir ou encomendar uma única Santa Missa para pagar as maiores dívidas com DEUS, em vista de tantos pecados cometidos, pois, sendo infinito o seu valor, com ela daremos a DEUS uma satisfação infinita. – Devagar!, eu vos peço. Realmente, se bem que o valor do Santo Sacrifício seja infinito, deveis saber, entretanto, que DEUS o aceita numa medida limitada e finita, mais ou menos, conforme a devoção maior ou menor de quem o celebra, manda celebrar, ou a ele assiste. "Quorum tibi fides cógnita est et nota devotio" ('Quanto a eles, sua fé e devoção são conhecidos por Ti'), diz a Santa Igreja no Cânon da Santa Missa, e, por esta linguagem dá-nos a entender o que ensinam expressamente os Doutores, e é que a maior ou menor satisfação proporcionada pela Santa Missa, quanto à pena devida por nossos pecados, depende da disposição de quem a celebra ou a ela assiste.

    Note-se aqui o erro daqueles que preferem as Missas mais curtas e menos devotas, ou, o que é pior, que a elas assistem com pouca ou nenhuma devoção. É verdade que todas as Missas são iguais do ponto de vista do Sacramento, como ensina São Tomás; não o são, porém, quanto aos efeitos que delas provêm. Quanto maior a piedade atual ou habitual do celebrante, maior será o fruto de seu Sacrifício. Assim, não fazer diferença entre um padre mais fervoroso e outro menos, seria o mesmo que, para pescar, lançar mão indiferentemente de uma rede de malhas pequenas ou grandes.

    Diga-se o mesmo dos que assistem à Santa Missa. E, ainda que eu vos exorte, o mais que posso, a assistir muitas vezes à Santa Missa, advirto-vos: mais glória dais a DEUS com aquela única Missa assistida com devoção e adoração profundas, e retirais mais e melhor fruto do que assistir cinquenta vezes sem a mesma disposição, – apesar do  que chamamos ex opere operato1, – do que um outro há de tirar de cinquenta.

    “Na satisfação, olha-se mais a piedade do oferente que a quantidade da oblação”: “In satisfactione magis attenditur affectus offrentis quam quantitas oblationis”, diz São Tomás de Aquino.

    Pode acontecer, sem dúvida, que, com uma única Missa, assistida com extraordinária devoção, se dê satisfação à Justiça de DEUS por todos os pecados ainda do maior pecador, conforme se depreende do Santo concílio de Trento, que diz: “Graças à oferenda deste santo Sacrifício, DEUS concede o dom da verdadeira penitência, e por ela o perdão dos pecados, ainda dos mais graves”. No entanto, visto não conhecermos claramente a disposição interior com que assistimos à Santa Missa, nem a satisfação correspondente, devemos ter o cuidado em assistir a muitas, o mais que pudermos, e assistir com todo o amor e devoção possíveis. Felizes de vós, se depositardes uma grande confiança em DEUS, que tão admiravelmente exerce Seu Amor neste Divino Sacrifício, e se assistirdes com fé, fervor e reverência, a todas as Santas Missas que puderdes!

    Afirmo-vos que podeis alimentar a doce esperança de alcançar diretamente o Paraíso, sem passar pelo Purgatório. À Santa Missa, portanto, à Santa Missa! E que jamais se ouça de vossos lábios esta palavra escandalosa: “Uma Missa a mais, uma Missa a menos, não tem importância...”.

    ** Ler o capítulo seguinte

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    1. N. do E.: "Ex opere operato" é uma expressão teológica latina que significa "pela obra operada", e se refere ao fato de que os Sacramentos realmente são eficazes: conferem a Graça quando o Sinal Sacramental é validamente realizado, não como resultado de atividade da parte do receptor, mas pelo Poder e Promessa de Deus. Ainda assim, não contrariando esta realidade, S. Leonardo diz que muito mais proveito tira dos Sacramentos aquele que deles participa com grande piedade, com autêntico espírito de adoração.
    ____
    Fonte:
    MAURÍCIO, Leonardo de Porto. As Excelências da Santa Missa, conforme a ed. romana de 1737 dedicada a S.S. o Papa Clemente XII
    ofielcatolico.com.br

    Comunismo


    Rui Barbosa



    De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.



    Os grilhões que nos forjavam


    Da perfídia astuto ardil...


    Houve mão mais poderosa:


    Zombou deles o Brasil!



    Consagração no Rito Bizantino - Igreja Ortodoxa
    Publicado em 29 de jul de 2014Consgração do Pão e Vinho, transformado em Carne e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, em uma Divina Liturgia celebrada por Sua Santidade, o Patriarca Cirilo, de Moscou e toda Rus'.
    Publicado por Vale de Beracá em Sábado, 9 de janeiro de 2016

    Não é o suplício que faz o mártir, mas a causa. (Santo Agostinho)


    • http://deiustitia-etfides.blogspot.com.br/


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    Da Justiça a clava forte

    https://www.facebook.com/ditadura.fsp











  • “Esta seita de homens que, debaixo de nomes diversos e quase bárbaros se chamam socialistas, comunistas ou niilistas, e que, espalhados sobre toda a superfície da terra, e estreitamente ligados entre si por um pacto de iniquidade, já não procuram um abrigo nas trevas dos conciliábulos secretos, mas caminham ousadamente à luz do dia, e se esforçam por levar a cabo o desígnio, que têm formado de há muito, de destruir os alicerces da sociedade civil. É a eles, certamente, que se referem as Sagradas Letras quando dizem: “Eles mancham a carne, desprezam o poder e blasfemam da majestade” (Jud. 8)”.




    A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas.

    • Ruy Barbosa








    Alma de Cristo, santificai-me.

    Corpo de Cristo, salvai-me.

    Sangue de Cristo, inebriai-me.

    Água do lado de Cristo, lavai-me.

    Paixão de Cristo, confortai-me.

    Ó bom Jesus, ouvi-me.

    Dentro de Vossas chagas, escondei-me.

    Não permitais que me separe de Vós.

    Do espírito maligno, defendei-me.

    Na hora da minha morte, chamai-me.

    E mandai-me ir para Vós, para que Vos louve com os vossos Santos, por todos os séculos dos séculos.

    Amém.



    Postagens populares

    Nossa Senhora de Medjugorje


    Posted: 05 Apr 2016 12:06 PM PDT

    MENSAGEM DA RAINHA DA PAZ EM 2 DE ABRIL DE 2016, À MIRJANA:

    “Queridos filhos! Não tenham corações duros, fechados e cheios de medo. Permitam ao Meu amor materno iluminá-los e preenchê-los de amor e de esperança, a fim de que, como Mãe, Eu cure as suas dores, pois Eu as conheço, por tê-las experimentado. A dor eleva e é a maior oração.

    Meu Filho ama, de modo especial, aqueles que sofrem. Ele Me enviou para curá-los e trazer-lhes a esperança. Confiem Nele! Eu sei que é difícil para vocês, porque veem sempre mais escuridão ao seu redor. Filhinhos, é necessário destruí-la pela oração e pelo amor. Aquele que reza e ama não tem medo, mas esperança e um amor misericordioso que vê a Luz que é o Meu Filho.

    Como Meus Apóstolos, convido-os a tentarem ser exemplo de amor misericordioso e de esperança. Rezem sempre e novamente, para terem o maior amor possível, porque o amor misericordioso traz a luz que destrói toda a escuridão - traz o Meu Filho. Não tenham medo: vocês não estão sozinhos: Eu estou com vocês!

    Eu imploro a vocês para rezarem pelos seus sacerdotes, a fim de que, em cada momento, eles tenham amor e ajam com amor, pelo Meu Filho -- através Dele e em memória Dele. Obrigada."













    - A BÍBLIA CONFIRMA A IGREJA


    “Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal.” (2 Pedro 1,20)-
    “Escrevo (a Bíblia) para que saibas como comportar-te na Igreja, que é a Casa do Deus Vivo, a coluna e o fundamento da Verdade.” (1Timóteo 3,15) -
    “Tu és Pedra, e sobre essa Pedra edifico a minha Igreja (...). E eu te darei as Chaves do Reino dos Céus; e tudo o que ligares na Terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na Terra será desligado nos Céus.”(Mateus 16, 18) -
    “...Vós examinais as Escrituras, julgando ter nelas a vida eterna. Pois são elas que testemunham de Mim, e vós não quereis vir a Mim, para terdes a vida.”(João 5,39-40) -
    “Em Nome de nosso Senhor Jesus Cristo, apartai-vos de todo irmão que não anda segundo a Tradição que de nós recebeu.” (2 Tessalonicenses 3,6) -
    “Então, irmãos, estai firmes e guardai a Tradição que vos foi ensinada, seja por palavra (Tradição), seja por epístola nossa (Bíblia). ”(2 Tessalonicenses 2, 15) -
    “(Pedro,) apascenta o meu rebanho.” (João 21,15-17) -
    “Irmãos, sabeis que há muito tempo Deus me escolheu dentre vós (Apóstolos), para que da minha boca os pagãos ouvissem a Palavra do Evangelho.” - S. Pedro Apóstolo, primeiro Papa da Igreja de Cristo(Atos dos Apóstolos 15, 7) -
    “Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça. E tu, confirma os teus irmãos.” - Jesus Cristo a S. Pedro (Lucas 22, 31-32) -
    “De hoje em diante, todas as gerações me proclamarão Bem-aventurada.” - Maria, a Mãe de Nosso Senhor (Lucas 1, 48) -
    “Ainda que nós ou um anjo baixado do Céu vos anuncie um evangelho diferente do nosso (Apóstolos), que seja anátema.” (Gálatas 1, 8) -
    “Em Verdade vos digo: se não comerdes da Carne e do Sangue do Filho do homem, não tereis a Vida em vós mesmos.” (João 6, 56) -
    “Minha Carne é verdadeiramente comida, e o meu Sangue é verdadeiramente bebida.”(João 6, 55) -
    “O Cálice que tomamos não é a Comunhão com o Sangue de Cristo? O Pão que partimos não é a Comunhão com o Corpo de Cristo?” (1ª aos Coríntios 10, 16) -
    “E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos, da mão do anjo, diante de Deus.” (Apocalipse 8, 4) -
    “Aqui (no Céu) está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os Mandamentos de Deus e a Fé em Jesus.” (Apocalipse 14, 12) 
    - Porque já é manifesto que vós (a Igreja) sois a Carta de Cristo, ministrada por nós (Apóstolos), e escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração (...); o qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica. (2Cor 3,3.6) - 

     



    Mário Kozel Filho


    “Servi ao Senhor com respeito e exultai em Sua Presença; prestai-lhe homenagem com temor.” (Sl 2,11)
    †   †   †
    Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo; adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os Sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos Méritos Infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.

    GRAÇAS E LOUVORES SE DEEM A TODO MOMENTO, AO SANTÍSSIMO E DIVINÍSSIMO SACRAMENTO!

    Gruta de Lourdes

    Signis et portentis mendacibus

    Botafogo

    É tradição, não é moda. #soufogao #redesocial #botafogo #pracimadeles #fogoeuteamo #seusidolossaotantos #omaistradicional #naosecompara

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