- Posted: 21 Mar 2016 06:09 PM PDT
- Imagem de Nossa Senhora Aparecida ficou intacta em Dracena, SP, 22 fevereiro 2016
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs
O incêndio numa casa de madeira no bairro Santa Clara, em Dracena (SP), constituiu uma surpresa para o Corpo de Bombeiros, chamado para apagar o fogo.
A casa e tudo o que ela continha, como móveis e objetos em geral, ficou queimada ou carbonizada.
Mas, dentro dela, intacta e no lugar onde estava, foi achada uma imagem de Nossa Senhora Aparecida.
- O bombeiro Anderson Batista junto à Imagem intocada pelo fogo em Dracena SP
A parede de madeira contígua à imagem estava totalmente queimada, segundo informou o
Portal Regional (do Jornal Regional de Dracena/SP).
O bombeiro Anderson Batista se emocionou com a cena, e comentou: "Quando entrei no quarto, encontrei a imagem de Nossa Senhora Aparecida intacta, sem nenhum trinco e muitos menos derretida... (foi) um milagre, pois a temperatura era muito alta para uma simples imagem resistir".
Essa foi também a opinião de muitos moradores que puderam ver o estado da casa e da imagem.
O tenente Avanço, do Posto de Bombeiros, disse que não havia ninguém dentro da casa e que foram queimados vários objetos, entre os quais o guarda-roupas e uma geladeira.
No mesmo dia, na cidade de Assis (SP), o telhado da Capela do Centro Comunitário Santa Edwiges desabou, destruindo o espaço.
Porém, entre estruturas de aço e as telhas sobressaia uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, que ficou de pé no altar, sem sofrer qualquer dano, como noticiou
ACIDigital.
- Imagem de Nossa Senhora Aparecida incólume entre os escombros, Assis, SP.
O zelador do Centro Comunitário, Silvério Gandolfo Neto, contou que as demais imagens que estavam no local se quebraram, e que a única a resistir foi a de Nossa Senhora Aparecida.
"Emociona porque a gente é católico e tem fé", expressou o zelador. No momento do desabamento não havia ninguém no local, fato que, para os moradores, também foi um milagre, pois evitou vítimas.
O espaço tem capacidade para 500 pessoas. "Nós não adoramos imagem, mas sabemos que Nossa Senhora, Mãe de Jesus, está com a gente", afirmou a aposentada Florinda Gandolfo.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o desabamento do telhado pode ter sido causado pelo alto volume de chuvas.
Posted: 21 Mar 2016 01:30 AM PDT
- Nossa Senhora na Glória, catedral de Aachen, Alemanha
"Se vêem ou ouvem algum devoto da Santíssima Virgem falar muitas vezes, dum modo terno, forte e persuasivo, da devoção a esta boa Mãe como de um meio seguro e sem ilusão, dum caminho curto e sem perigo, duma via imaculada e sem imperfeição, e dum segredo maravilhoso para chegar a Vós e Vos amar perfeitamente, clamam contra ele, e lhe apresentam mil razões falsas para provar-lhe que não é necessário falar tanto a respeito da Santíssima Virgem, que há muito abuso que é preciso empenhar-se em destruir, nessa devoção, e aplicar-se em falar sobre Vós, em vez de favorecer a devoção à Virgem Maria, a quem o povo já ama suficientemente" (tópico 64).
É a expressão do mesmo pensamento. Notemos, contudo, um pormenor: "Se vêem algum devoto da Santíssima Virgem falar muitas vezes, de um modo terno, forte e persuasivo".
Como se vê, até nas pequenas coisas de São Luís Grignion temos uma total identidade de posição com ele. Não se deve falar de Nossa Senhora de modo oco e romanceado, mas, como fez São Luís, de modo afetuoso, forte e persuasivo.
Afetuoso e forte, isto é, que atinge a vontade; persuasivo, que atinge a inteligência. Nossa devoção à Virgem Santíssima deve basear-se em coisas que atinjam a inteligência, e não consistir apenas em melúrias e coisas adocicadas.
Conjuração sistemática contra Nossa Senhora
"Às vezes metem-se a falar da devoção à Virgem Mãe Santíssima, não, porém, para assentá-la e propagá-la, e sim para destruir os abusos que dela se fazem. Estes senhores são, no entanto, desprovidos de piedade, e não têm por Vós sincera devoção, pois que não a têm a Maria.
"Consideram o rosário, o escapulário, o terço, como devoções de mulheres, próprias de ignorantes, sem as quais se pode obter muito bem a salvação. E se lhes cai nas mãos algum devoto da Virgem Santíssima que recita o seu terço ou pratica qualquer outra devoção mariana, mudam-lhe em pouco tempo o espírito e o coração.
"Em lugar do terço lhe aconselham recitar os sete salmos; em vez da devoção à Santíssima Virgem, aconselham a devoção a Jesus Cristo" (tópico 64).
São Luís Grignion denuncia aí um trabalho sistemático contra Nossa Senhora, feito dentro da Igreja. Mostra que havia, naquele tempo, pessoas desprovidas de sincera devoção para com Nosso Senhor, que tinham como principal preocupação destruir a devoção à Virgem Santíssima.
Assim, se caísse em suas mãos alguém que tivesse o hábito de rezar o terço, a primeira coisa que fariam seria procurar tirar-lhe esse hábito, para aconselhá-la a rezar os salmos.
São desvios antigos, que precederam os erros do liturgicismo. Os salmos, como sabemos, constituem a principal oração da Liturgia Sagrada, mas substituir com eles, obrigatoriamente, o rosário...
- Nossa Senhora de Covadonga. Covadonga, Astúrias, Espanha.
Há uma analogia muito grande nesse ponto. É importante ter presente que, segundo São Luís Grignion, essas pessoas não têm amor a Jesus Cristo, mas consagram-se apenas a destruir a devoção a Nossa Senhora, simplesmente porque a querem aniquilar. E não a substituirão por uma verdadeira devoção a Nosso Senhor.
Se formos verificar o resultado da ação dessas pessoas, zelosas em diminuir a devoção a Nossa Senhora, veremos que elas diminuem também o culto a Nosso Senhor. A devoção que têm a Jesus é fraca, pequena, sem consistência.
Pelo contrário, naqueles que não temem exagerar a devoção a Nossa Senhora pelo receio de diminuir o culto a Nosso Senhor, verificamos que o amor deles a Jesus Cristo é intensíssimo.
É a confirmação de que a verdadeira devoção a Jesus Cristo só existe quando há devoção à Virgem Santíssima. São as palavras de São Luís Grignion:
"Ó meu amável Jesus, terá essa gente o Vosso Espírito? Será possível que Vos agradem, agindo desse modo? Poderá alguém agradar-Vos, sem fazer todos os esforços para agradar a Maria, por medo de Vos desagradar? A devoção à Vossa Mãe impede a Vossa? Atribuirá Ela a si as honras que Lhe damos? Formará Ela um partido diverso do Vosso? É Ela, acaso, uma estrangeira sem a menor ligação convosco? É desagradar-Vos, querer agradar-lhe? Separamo-nos, talvez, ou nos afastamos de Vosso amor, se nos damos a Ela e A Amamos?" (tópico 64).
Como se conhecem os verdadeiros homens de Deus
"Entretanto, meu amável Mestre, a maior parte dos sábios, em castigo de seu orgulho, não se afastariam mais da devoção à Santíssima Virgem, nem a olhariam com mais indiferença, se tudo o que acabo de dizer fosse verdade. Guardai-me, Senhor, guardai-me de seus sentimentos e de suas práticas, e dai-me uma parte dos sentimentos de reconhecimento, de estima, de respeito e de amor, que tendes para com Vossa Mãe Santíssima, a fim de que eu Vos ame e glorifique na medida em que Vos imitar e mais de perto Vos seguir" (tópico 65).
Aqui a acusação se amplia: já não é "um ou outro" sábio, mas "a maior parte dos sábios". É uma admoestação aos leitores, para que não sigam esses doutores pestilenciais, mas sigam a ele na devoção que ensina.
Problema angustiante para São Luís Grignion
O Santo estava às voltas com um problema que encontramos em diversas épocas históricas. Imaginemos um fiel daquela época.
Ao ler isto, ele verificaria que já ouviu de outros padres, talvez até de algum bispo, o que São Luís Grignion está condenando. Imediatamente surgiria uma dúvida:
"A quem seguir? A um missionário que anda de um lado para outro, mal visto por tantos, ou a um bispo a quem não falta, entre outras coisas, o peso do prestígio? A esse padrezinho ou ao clero jansenista, que parece pensar de modo diferente? Que valor tem esse Grignion? Que mérito?"
É preciso ver que Nosso Senhor dá às almas dois modos para conhecerem o caminho. O primeiro consiste na análise da doutrina, conferindo-a com a da Igreja Católica.
- Nossa Senhora das Cruzadas. Thuret, França.
O segundo é por uma qualidade que se chama discernimento dos espíritos. Por ela somos capazes de discernir, mediante a fidelidade à graça de Deus, aqueles que têm verdadeiramente o espírito da Igreja. Se formos fiéis às graças que recebemos, saberemos quem é de Deus e quem não o é.
Ora, está de acordo com a ordem desejada pela Providência que tenhamos, guiados por esse discernimento, uma confiança especial naqueles que temos certeza de que nos levam para Deus, sacrificando inclusive, dentro do limite da prudência – pois infalível é apenas a Igreja Católica – algo de nossa opinião pessoal.
Isto se dava com os fiéis franceses daquele tempo. Eles tinham a graça suficiente para ver em São Luís Grignion um homem de Deus.
Deviam, portanto, corresponder a essa graça e crer nesse homem. Se cressem nele, estariam bem; se não, estariam mal. Esse discernimento dos espíritos, nenhum fiel pode deixar de praticar.
No Antigo Testamento ele era necessário para se reconhecer os verdadeiros profetas, pois havia muitos impostores.
Atualmente a prática desse discernimento tornou-se mais fácil, pois temos o magistério infalível da Igreja. A adesão a este Magistério é um critério seguríssimo de verdade, mesmo que esteja contra a opinião de todos os homens.
Há ainda outro critério: quando sentimos que alguém revela um espírito de obediência absoluta à Igreja, de tal maneira que seja capaz de abandonar qualquer opinião própria, se a Igreja disser o contrário; que tenha, portanto, verdadeira humildade em relação a Ela, então podemos nele confiar. Quando não o sentimos, tomemos as devidas precauções.
Em São Luís Grignion era admirável a disciplina absoluta que tinha em relação à Igreja Católica, de maneira tal que escrevia tudo isso porque estava de acordo com Ela.
Se, porventura, a Santa Sé alterasse em qualquer coisa a doutrina exposta por ele, submeter-se-ia e renunciaria a tudo o que fosse preciso. Esta é a disposição que tem um verdadeiro católico, e é por ela também que se reconhece o verdadeiro católico.
Enfim, fica atestado que os problemas da época de São Luís Grignion eram semelhantes aos que têm existido na Igreja, em outras épocas.
Diante disso, ele era obrigado a usar uma tática ardilosa e indireta, para dizer o que queria. Isto vem refutar, por si só, aqueles que acham que a virtude é inteiramente simples, cândida e sem artifícios.
Pelo contrário, sua linguagem pode ser, por vezes, artificiosa e até apimentada. Ele usa dela para inculcar nos fiéis as qualidades da verdadeira devoção mariana: afeto, força, persuasão.
Assim deve ser a ação do apóstolo que deseja a propagação da devoção à Virgem Santíssima.
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