Chefe da Força Nacional de Segurança pede demissão e diz que Dilma não tem 'escrúpulos' - Política - Estadão
-
←
Estadão
Chefe da Força Nacional de Segurança pede demissão e diz que Dilma não tem 'escrúpulos'
- Isadora Peron
- 30/03/2016 | 21h13 65
Coronel Adilson Moreira enviou um e-mail a subordinados com críticas ao governo e à presidente; ministério da Justiça afirma que declarações 'podem implicar falta disciplinar e gesto de deslealdade administrativa'
BRASÍLIA - Ao pedir demissão do comando da Força Nacional de Segurança de Pública, o coronel Adilson Moreira enviou um e-mail a subordinados com críticas ao governo e à presidente Dilma Rousseff.
Outras Notícias
30/03/2016 | 12h01
Moro diz que Lula quis 'intimidar', 'obstruir', 'influenciar'
30/03/2016 | 16h06
'Wonderwall', do Oasis, é escolhida a melhor música de todos os tempos
30/03/2016 | 03h00
Testemunha acusa Marquito de ficar até com a restituição de IR
30/03/2016 | 08h25
Secretário-geral da ONU faz apelo por solução para crise política no Brasil
30/03/2016 | 17h59
Pediatra causa polêmica ao se recusar a atender bebê porque a mãe da criança é petista
30/03/2016 | 05h00
Acesso a Lula elevava 'preço' de lobista, diz Procuradoria ❮ ❯
“Minha família exigiu minha saída, pois não precisa ser muito inteligente para saber que estamos sendo conduzidos por um grupo sem escrúpulos, incluindo aí a presidente da República. Me sinto cada vez mais envergonhado. O que antes eram rumores, se concretizaram”, diz o texto.
Aos colegas, ele afirma que sempre viveu um “conflito ético de servir a um governo federal com tamanha complexidade política”. “A nossa administração federal não está interessada no bem do país, mas em manter o poder a qualquer custo”, acusou.
Moreira estava no cargo de diretor da Força interinamente desde janeiro e disse no comunicado que gostaria de ficar até o final dos Jogos Olímpicos, mas que “agora em março não foi mais possível manter o foco na área técnica somente”.
A saída da diretoria a poucos meses da Olimpíada traz preocupação, porque a Força Nacional é responsável pela segurança durante o evento. A expectativa é que cerca de 10 mil homens sejam enviados ao Rio de Janeiro com esse objetivo.
O órgão é ligado ao Ministério da Justiça. A pasta afirmou, em nota, que considerou "graves" as declarações do coronel e que, como elas "podem implicar falta disciplinar e gesto de deslealdade administrativa", o ministério vai instaurar inquérito administrativo e levar o caso à Comissão de Ética Pública da Presidência da República, uma vez que ele mencionou o nome de Dilma. O órgão também pediu à Advocacia-Geral da União que verifique se cabe eventuais medidas judiciais contra Moreira.














