A Aparição de La Salette e suas Profecias: Características da escravidão a Nossa Senhora comentários de Plinio Corrêa de Oliveira 28
- Posted: 04 Apr 2016 01:30 AM PDT
Nossa Senhora de Guadalupe, México, padroeira da América
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs
continuação do post anterior: Apresentar Nossa Senhora de um modo terno, forte e persuasivo — comentários de Plinio Corrêa de Oliveira 27
Vistos assim os tópicos 63, 64 e 65, que tratam de um assunto um tanto à margem da matéria, mas muito interessante, voltemos ao Capítulo II. Conforme prevenimos, nos ateremos menos ao texto, pelas razões que já demos.
São Luís Grignion expõe, a partir do tópico 69, o verdadeiro sentido da escravidão. Mostra inicialmente as diferenças entre o escravo e o servidor. "Servidor", em sua linguagem, é o empregado, locatário de serviços, no sentido atual destes dois vocábulos.
Trata-se pois de estabelecer a diferença entre um "escravo" e um "empregado", no sentido hodierno da palavra.
As três principais diferenças, postas em foco por ele, são:
a) a escravidão se caracteriza, antes de tudo, por ser perpétua. A locação de serviços, ao contrário, é temporária. Ela pode ser por tempo fixo ou indeterminado. De um modo ou de outro, em dado momento, qualquer das partes poderá rescindir a locação.
b) A escravidão é incondicional, total, domina completamente o homem. O direito do senhor sobre o escravo é um direito completo, chegando até, nos países pagãos, a incluir o direito de vida e de morte.
Os direitos do patrão sobre o empregado são circunscritos: um colono, por exemplo, não pode ser obrigado abruptamente a trabalhar fora das horas de serviço. Seu contrato de trabalho é bem definido.
c) A última diferença já está compreendida na incondicionalidade, mas convém destacá-la: trata-se da gratuidade. O trabalho escravo é naturalmente gratuito.
O senhor é proprietário dos escravos, e portanto de seu trabalho. Qualquer que seja o valor desse trabalho, o senhor só deve ao escravo teto e alimento. A locação de serviços, pelo contrário, é sempre remunerada. E o empregado é livre de recusar o emprego, desde que o salário não lhe convenha.
Feitas estas distinções, São Luís Grignion pergunta o que somos em relação a Deus: escravos ou locatários de serviços? E prova que, no sentido de que o domínio de Deus sobre nós é perpétuo, pleno e gratuito, somos escravos.
Deus tem de fato sobre nós um tal domínio, que se nos ordenar qualquer coisa, devemos executá-la por mero amor, de tal maneira que o faríamos, ainda que não recebêssemos d'Ele o Céu como recompensa.
Os diversos tipos de escravidão
São Luís Grignion examina em seguida os diversos modos pelos quais alguém se torna escravo:
Nossa Senhora de Coromoto, Venezuela, padroeira da América Latina
1) Primeiramente, torna-se escravo por natureza. É o caso de nossa escravidão para com Deus. Somos escravos porque somos criaturas: toda criatura, pelo fato de ser criatura, é naturalmente escrava de Deus Criador.
Imaginemos um escultor que toma argila e nela esculpe uma estátua. Imaginemos ainda que a estátua comece a se movimentar. Entende-se que ela pertence, por natureza, àquele que a fez. Devendo o seu ser ao estatuário, a ele deve obedecer.
Assim é o homem, por natureza, escravo de Deus. Todas as criaturas – Nossa Senhora, os Anjos, os demônios – são, por natureza, escravas do Criador.
2) Além desta, existe a forma de escravidão por constrangimento. Quando um rei entra em um país que o agrediu injustamente, e o domina – diz nosso Santo – pode, em certos casos, reduzir seus habitantes a escravos.
Não serão escravos por natureza ou de livre vontade, mas por constrangimento, porque o rei vencedor lhes impôs sua lei. Os demônios são escravos de Deus, por natureza e constrangimento.
Revoltaram-se contra Deus, e não respeitaram Seus direitos. Deus então interveio, e à escravidão de direito, em virtude da natureza dos demônios, somou uma escravidão por constrangimento, pela força.
3) Há, por fim, uma terceira forma de escravidão: por livre vontade. Admitamos que alguém, por admirar muito a outrem, se lhe dê por escravo.
É um ato voluntário, pelo qual uma pessoa renuncia a toda sua liberdade, a todo o direito sobre si, e se coloca irrestritamente nas mãos de outrem. É uma escravidão por livre vontade.
continua no próximo post: Seremos escravos, ou de Deus ou do demônio — comentários de Plinio Corrêa de Oliveira 29
To stop receiving these emails, you may unsubscribe now.
Email delivery powered by Google
Google Inc., 1600 Amphitheatre Parkway, Mountain View, CA 94043, United States

















