Direto Ao Ponto | Augusto Nunes - VEJA.com
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Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido.
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Direto ao Ponto
02/04/2016 às 21:00 \ Direto ao Ponto
A pior governante do mundo atingiu a meta. Agora seu sonho é dobrar a meta
Um dia depois de formalizado o apoio da coluna à candidata que assumiu a folgada dianteira já na largada, o desempenho de Dilma Rousseff na montagem do ranking dos 19 líderes mais decepcionantes do mundo assumiu contornos decididamente épicos. Nesta noite de sábado, ao ultrapassar a marca dos 230 mil votos, a presidente do Brasil reduziu a coisa de vereador de vilarejo os números alcançados pelos companheiros de pódio.
Com pouco mais de 13 mil votos, Rick Snyder, governador do Michigan, é o segundo colocado na lista da revista Fortune, à frente da dupla formada por Joseph Blatter e Michel Platini. Mesmo jogando em parceria, como fizeram no escândalo da FIFA, o supercartola gatuno e o craque da ladroagem somam menos de 9 mil votos. A medalha de ouro é brasileira. Mas a pior governante de todos os tempos acha que merece mais.
Atingida a meta, quer dobrar a meta. A campeoníssima já está em campanha para chegar aos 500 mil votos.
Tags: Dilma Rousseff, Fortune, Líderes mais decepcionantes
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01/04/2016 às 18:16 \ Direto ao Ponto
Expelida pela Fortune da lista dos mais influentes, Dilma brilha no ranking dos líderes mais decepcionantes do mundo
Expelida do ranking da revista Fortune que classificou os 50 líderes mais influentes do mundo neste ano, Dilma Rousseff está fazendo bonito em outra lista organizada pela publicação. A presidente brasileira disparou na ponta do ranking que agrupa os 19 líderes mais decepcionantes do planeta neste outono de 2016.
A votação começou em 30 de março, uma semana depois de Sérgio Moro ter aparecido em 13º lugar no grupo de elite. Nesta sexta-feira, Dilma vai se aproximando dos 60 mil votos, que poderão chegar a altitudes cósmicas se o eleitorado brasileiro decidir ajudá-la. Anote o caminho das urnas: http://fortune.com/2016/03/30/rank-most-disappointing-leaders/
A vantagem arrasadora já autoriza a representante do Brasil a festejar a vitória. O segundo colocado ainda se arrasta abaixo de 6 mil votos. Os demais candidatos, todos escolhidos pelos editores da Fortune, ficarão satisfeitos se conseguirem ultrapassar a barreira dos três dígitos.
Entre os humilhados pelo recorde de Dilma, destinado a durar milênios, estão o supergatuno Joseph Blatter, ex-presidente da FIFA, e o craque da ladroagem Michel Platini. Embora os rivais sejam suíço e francês, a cabeça tumultuada pelo impeachment iminente pode achar que o Brasil se vingou daquele 7 a 1 contra a Alemanha.
Tags: Dilma Rousseff, Fortune, Líderes mais decepcionantes, Sérgio Moro
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31/03/2016 às 17:34 \ Direto ao Ponto
A presidente que erra até conta que se aprende no jardim da infância merece ser cassada por insuficiência mental
“Eu acredito que sou talvez a única governante que tenha tido várias vezes as contas vistas e revistas, porque comigo não basta aprovar uma vez”, desandou Dilma Rousseff na discurseira para artistas que batem palmas para a presidente com muito mais frequência do que ouvem aplausos das plateias minguantes. “É necessário talvez aprovar duas ou três, o que é bastante interessante, é uma matemática política muito, mas muito estranha”, completou a governante que mente como quem respira.
A presença do talvez nas duas frases avisa que até o neurônio solitário anda duvidando das coisas que diz. Mas a clientela do Bolsa Cultura crê em qualquer coisa que garanta a mesada federal. Essa turma topa acreditar, por exemplo, que a aplicação de normas constitucionais regulamentadas pelo Supremo Tribunal Federal é golpe. Erra feio. Mas acerta quando berra que não vai ter golpe. O que vai ter é impeachment. Ou a cassação da chapa Dilma-Temer, que se reelegeu por ter aplicado o golpe do estelionato eleitoral.
As contas de Dilma nunca foram vistas e revistas: foram é rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União. (Há outras, ainda sob o escrutínio dos investigadores da Lava Jato.) “Matemática política” é a inventada pelos espertalhões que tentaram esconder com pedaladas fiscais criminosas o tamanho do buraco escavado pela corrupção, pela incompetência e pela irresponsabilidade. “Muito estranha” é a aritmética que transforma prejuízo em lucro, rombo em superávit e menos em mais.
Mais estranho ainda é constatar que o Brasil é presidido há mais de cinco anos por uma nulidade incapaz de fazer contas de jardim de infância. Revejam o vídeo famoso. Quem acha que 13 menos 4 é igual a sete merece ser cassada por insuficiência mental.
Tags: contas, Dilma Rousseff, impeachment, matemática política, pedalada fiscal, reprovação das contas do governo, Tribunal de Contas da União
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29/03/2016 às 21:00 \ Direto ao Ponto
No Sem Edição, Augusto Nunes comenta com Silvio Navarro o dia em que o PMDB rompeu o noivado e berrou ‘Fora Dilma’: começou a derradeira etapa da agonia
Tags: base governista, Congresso Nacional, Dilma Rousseff, PMDB, PT, Sem Edição, Silvio Navarro, TVEJA
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29/03/2016 às 20:07 \ Direto ao Ponto
Depois do fora que levou do PMDB, a presidente vai acordar amanhã com cara de quem foi demitida por justíssima causa
Nos últimos 12 meses, a cada dia útil, 20 fábricas morreram e 13.100 brasileiros foram demitidos. No segundo semestre deste ano, passarão de 13 milhões os trabalhadores desempregados. Com a recessão entrando no quarto ano consecutivo, a inflação ultrapassa altitudes fixadas por um governo sem rumo, sem vergonha e sem sequer um esboço de política econômica.
Essas constatações desenham com apavorante nitidez a herança maldita que Lula pariu, Dilma embalou e a dupla de farsantes continua tentando esconder. Tarde demais, reafirmou nesta terça-feira o estrondoso “tchau, querida” que a ainda presidente ouviu do PMDB. Ela reiterou que não tem cara de quem renuncia. Vai acordar amanhã com cara de demitida por justíssima causa.
Sem saber se a posse na chefia da Casa Civil e o foro privilegiado chegarão primeiro que outro depoimento na Polícia Federal e mais uma bordoada da Lava Jato, Lula mandou o piloto do jatinho emprestado por um empreiteiro amigo em algum lugar do passado. Condenado à aposentadoria compulsória, segue urdindo espetaculares tramoias em parceria com ex-aliados que agora fogem de seus telefonemas.
Abandonado pelo PMDB, prestes a chorar a partida do PP e do PR, os embusteiros ainda no poder se recusam a admitir que chamam de “base governista” acabou. O governo entrou na derradeira etapa da agonia irreversível. Em coma profundo, respira por instrumentos. A morte política foi consumada neste 29 de março. Falta pouco para a remoção do poste que há cinco anos escurece o país.
Tags: 1 minuto com Augusto Nunes, crise econômica, desemprego, Dilma Rousseff, Lula, PMDB, tchau querida, TVEJA
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28/03/2016 às 17:20 \ Direto ao Ponto
Adeus, Reynaldo
Primeiro como Reynaldo-BH, depois como Reynaldo Rocha, ele foi sempre titular absoluto do timaço de comentaristas. Depois de meia dúzia de textos, compreendi que encontrara um recentíssimo amigo de infância. As afinidades ─ pessoais, políticas, ideológicas ─ eram incontáveis. Em seis anos de convívio nesta coluna, jamais percorremos caminhos distintos. Nas conversas durante os encontros em Minas ou São Paulo (que, agora está dolorosamente claro, deveriam ter sido bem mais numerosos e frequentes), não localizamos uma única e escassa divergência relevante.
Neste 25 de março de 2016, uma sexta-feira, soube por sua filha, Joana, que Reynaldo havia finalmente sucumbido à longa e desigual sequência de batalhas contra o câncer ─ uma luta que, como todas as tantas outras, travou com a admirável bravura e a altivez vocacional que sempre lhe sublinharam a existência tão curta e tão intensamente vivida. Morreu como viveu: combatendo em várias frentes simultâneas. Em todas ele foi o general que não recua, não se intimida, não capitula.
No dia 12 de março, horas antes das manifestações de rua que redesenharam o rosto do país, Reynaldo deixou na caixa postal do comentarista Moacir, outro dos seus amigos definitivos, o seguinte recado:
Tive (mais uma) complicação.Um novo tumor abdominal.
Não houve tempo de exames. Tive que ir direto para cirurgia exploratória para identificar o novo alien.
Enfim, sobrevivi. Depois de um tempo na UTI, estou no quarto. Mas AMANHÃ estarei – o compromisso é estar somente no carro por meia-hora, mas veremos, rsrsrs – na Praça da Liberdade! Acho que sou motivo de piada no hospital, mas, vá lá… Nesta altura do campeonato, pouco importa.
Imenso abraço, velho, querido e sempre presente amigo!Estou com o IPAD a postos! E desde quinta (no quarto) postando em meu FB e grupos de discussão o que chamei de A CONVOCAÇÃO! A de hoje foi esta.
Segue-se A CONVOCAÇÃO, com todas as características que tornaram inconfundíveis os textos de Reynaldo Rocha: a combatividade veemente do homem da lei sem medo de quadrilheiros, a indignação superlativa extravasada em maiúsculas e pontos de exclamação, as frases curtas e contundentes como socos no queixo, a coragem dos que nunca se renderão, a esperança invencível, a paixão pela liberdade e pela democracia, o horror ao autoritarismo boçal:
Por você. Por sua família. Pelo futuro. Pela limpeza de um país que é nosso, de todos! Por mim. Por cada um de nós! Vá para a RUA! Amanhã é o seu lugar. Que ninguém pode tomar, proibir ou dizer-se dono. Não basta apostar em Moro, na PF e no MP. Eles PRECISAM estar apoiados por NÓS! Eles são a face visível da JUSTIÇA. Eles não podem parar! NUNCA houve um momento como este no Brasil. Fomos às ruas exigir ANISTIA, DIRETAS JÁ e impeachment de Collor. E CONSEGUIMOS! Amanhã teremos a oportunidade HISTÓRICA de dizer aos que se recusam a ouvir: BASTA! NOS RESPEITEM! Não queremos poder nem fazer parte de seitas ou aparelhamentos partidários. Queremos poder acreditar que há um futuro para TODOS os brasileiros, sem exceção. Não aceitamos mais a FARSA. a MENTIRA, a CORRUPÇÃO, os AMIGOS DO REI, a vitimização de bandidos e a falta de um horizonte! A proposta é simples: ou VOCÊ VAI PARA A RUA ou eles vão continuar achando que são donos dela! Ou você vai para a rua e mostra que este país é NOSSO, ou você deixa que eles acabem de tomar conta do que restou! Ou você acredita na JUSTIÇA ou você concorda que a impunidade deve estar reservada aos poderosos de plantão. OU VOCÊ APOIA SÉRGIO MORO OU VOCÊ ESTÁ AO LADO DOS BANDIDOS QUE ELE CONDENOU! Não há mais tempo. Amanhã é um início ou um fim. DEPENDE DE ONDE VOCÊ ESTIVER!
Ele merecia ter vivido para ver e festejar a vitória que se aproxima. Merecia ter testemunhado ao lado da filha o nascimento da nação que sonhava legar a todos os jovens brasileiros. Mas permanecerá conosco. Continuaremos combatendo o bom combate com Reynaldo descansando em nosso peito e eternizado em nossa memória. E Joana há de viver num mundo que sempre será possível enquanto existirem homens como o grande pai que o destino lhe deu.
Tags: despedida, Reynaldo Rocha, Reynaldo-BH
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25/03/2016 às 13:00 \ Direto ao Ponto
O “Brasil sem Miséria” de Dilma já fabricou quase 10 milhões de desempregados
Dilma Rousseff, a presidente oficial, só pensa em escapar do impeachment. Lula, o presidente de fato, só pensa em escapar da cadeia. Os ministros, esses não sabem o que é pensar. Na terra arrasada pela corrupção e pela incompetência, multidões de vítimas do lulopetismo hegemônica só pensam na própria sobrevivência.
No país à deriva, o que está péssimo sempre pode piorar. Nesta quinta-feira, o IBGE confessou que já são 9,6 milhões os brasileiros desempregados pela crise econômica que Lula pariu e Dilma criou. Essa imensidão de gente sem salário atesta que o “Brasil sem Miséria” é um gigantesco viveiro de flagelados em acelerada expansão.
O IBGE também reconheceu que passam de 13 milhões os analfabetos com mais de 15 anos. A “Pátria Educadora” é outra fraude concebida pela Era da Canalhice ─ que precisa acabar antes que acabe o Brasil.
Tags: 1 minuto com Augusto Nunes, analfabetismo, desemprego, Dilma Rousseff, TVEJA
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24/03/2016 às 20:50 \ Direto ao Ponto
Marco Antonio Villa com Augusto Nunes no Sem Edição: ‘Lula sonha com a guerra civil’
Tags: Dilma Rousseff, impeachment, Lula, Marco Antonio Villa, Sem Edição, STF, TVEJA
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24/03/2016 às 20:21 \ Direto ao Ponto
Sérgio Moro despeja Dilma do ranking dos 50 maiores líderes do mundo em 2016
Divulgado nesta quinta-feira pela revista Fortune, o ranking dos 50 maiores líderes do mundo em 2016 reflete as dramáticas mudanças operadas na paisagem brasileira pela Operação Lava Jato. A presidente Dilma Rousseff, vice-campeã em 2013 e quarta colocada em 2014, caiu fora do grupo de elite. O único representante do país agora é o juiz Sérgio Moro, contemplado com o 13° lugar.
A entrada na lista do magistrado sem medo é assim justificada:
“É o maior protagonista na versão real de Os Intocáveis. Moro lidera o desmonte de um esquema de corrupção que desviou US$3 bilhões da Petrobras, a companhia nacional de petróleo, para os bolsos de políticos e executivos. A presidente Dilma Rousseff está sob o risco de impeachment e a reputação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em farrapos. E o mais importante: a coexistência passiva com a corrupção há muito tempo endêmica na América Latina está se tornando um hábito do passado”.
Enquanto durou a ópera dos malandros larápios, Lula posou de conselheiro do planeta e Dilma ensinou a Angela Merkel o que deveria fazer para que a Alemanha virasse um Brasil de olhos azuis. Sérgio Moro acaba de despejar Dilma Rousseff da lista da Fortune. Neste começo de outono, a única lista de famosos com vaga para um Lula é aquela da Interpol.
Tags: Dilma Rousseff, Fortune, Lula, Operação Lava Jato, Os maiores líderes, Sérgio Moro
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24/03/2016 às 9:05 \ Direto ao Ponto
A imprensa estrangeira descobriu que caiu no conto do Brasil Maravilha, aplicado pelo bando de incapazes capazes de tudo
Lula elogia imprensa internacional e diz que ela é fiel aos fatos, informou em 2 de dezembro de 2010 o título da reportagem do Globo sobre a entrevista coletiva concedida pelo ainda presidente a correspondentes estrangeiros baseados no Rio e repórteres vindos de outros países. Antes que as perguntas começassem, o entrevistado contemplou os presentes com afagos que sempre negou à imprensa nacional.
“Temos acompanhado as informações que têm saído na imprensa internacional e elas têm correspondido exatamente ao que tem acontecido no Brasil”. começou a rasgação de seda com o elogio que cutucava a mídia reacionária, infestada de reacionários a serviço da elite golpista. “A cobertura favorável também é responsável pela boa imagem que o Brasil goza no exterior”, foi em frente o palanque ambulante.
Só publicações em outros idiomas, por exemplo, haviam captado o clima de euforia reinante no País do Carnaval. “O otimismo do brasileiro é o mais extraordinário entre todos os países”, recitou. “Acabou o complexo de vira-lata, porque hoje somos respeitados no mundo inteiro. Só não enxergam isso aqueles que torcem pelo fracasso do governo que governa para os pobres.
A lengalenga prosseguiu nos anos seguintes, em dueto com Dilma Rousseff e o endosso entusiasmado dos colunistas estatizados, blogueiros de aluguel, artistas dependentes de patrocínio federal e escritores que brilham no ranking dos mais comprados pelo MEC. “Neste país, o principal partido de oposição é a imprensa”, declamou em outubro de 2012 o padrinho que não lê nem sabe escrever. “Pra saber o que acontece aqui é preciso ler o que sai nos jornais lá fora”, concordou em março de 2013 a afilhada que ou não sabe o que diz ou não diz coisa com coisa.
Neste começo de outono, o que estão achando o chefe supremo, a sacerdotisa doidona e o resto da seita do que os principais jornais e revistas do planeta têm publicado sobre o Brasil? Desconfiam que as redações passaram ao controle de coxinhas poliglotas, financiados por capitalistas selvagens decididos a conferir dimensões internacionais à conspiração contra o governo do PT?
O que não podem admitir é que, como tantos milhões de brasileiros, a imprensa estrangeira enfim descobriu que caiu no conto do Brasil Maravilha, aplicado pelo bando de incapazes capazes de tudo. Há poucos dias, por exemplo, The New York Times publicou um editorial com o título “A crise no Brasil se aprofunda”. Entre outras observações desmoralizantes, o texto qualificou de “ridículas” as explicações gaguejadas por Dilma para fingir que Lula se refugiou no ministério não para fugir da cadeia, mas para servir à nação.
No domingo, um editorial do jornal inglês The Guardian aconselhou a governante desgovernada a renunciar ao comando do barco saqueado e à deriva. Nesta quarta-feira, a presidente que já não preside coisa alguma virou a senhora da capa da revista The Economist. Uma Dilma com cara de demitida por justíssima causa desvia os olhos para a esquerda, como se quisesse escapar da leitura de três palavras penduradas sobre a sua cabeça: TIME TO GO. Hora de ir. Ir embora, ir para casa ─ pela simples e boa razão de que já não há como ficar.
“Fiel aos fatos”, como disse há cinco anos o dono do sítio que não é dele, a publicação inglesa apresenta aos leitores um cortejo de verdades perturbadoras: o escândalo do Petrolão, a relevância histórica da Operação Lava Jato, o desempenho sem precedentes do juiz Sérgio Moro, as bandalheiras milionárias protagonizadas por Lula, a destrambelhada patifaria forjada para transformá-lo em ministro, as portentosas manifestações de rua, a incompetência do governo que produziu a maior crise econômica enfrentada pelo Brasil desde 1930.
Fica claro que chegou a hora de Dilma ir embora — ou com as próprias pernas, pelo caminho da renúncia, ou arrastada pela trilha do impeachment. Antes que o drama chegue ao desfecho, a criatura e seu criador deveriam convidar os representantes da imprensa internacional para outra entrevista coletiva, e explicar-lhes que os culpados são inocentes.
Se forem convincentes, os gringos talvez até saiam do local da entrevista avisando aos berros que não vai ter golpe. Caso contrário, os jornais e revistas estrangeiros vão transferir o noticiário sobre o Brasil para a seção reservada a casos de polícia.
Tags: conto do Brasil Maravilha, Dilma, imprensa estrangeira, incapazes capazes de tudo, Lula, Sérgio Moro, The Economist, The Guardian, The New York Times, Time to go
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