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A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las. (Santo Agostinho) 




Não é o suplício que faz o mártir, mas a causa. (Santo Agostinho)

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Benedicat tibi Dominus et custodiat te
Ostendat Dominus faciem suam tibi, et det tibi gratiam suam:
Volva Dominus vultum suum ad te et det tibi pacem


“A guerra é um massacre de homens que não se conhecem em benefício de outros que se conhecem mas não se massacram.”

— Paul Valéry




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    sexta-feira, 10 de junho de 2016

    O Fiel Católico - História e implicações da teoria da reencarnação dos espíritos






    O Fiel Católico




    História e implicações da teoria da reencarnação dos espíritos


    Posted: 10 Jun 2016 10:47 AM PDT






    ESTA ABORDAGEM contempla os aspectos morais, éticos, racionais e lógicos, inclusive matemáticos, envolvidos nos sistemas filosófico-religiosos que adotam como fundamento a teoria da reencarnação. Este será o primeiro de uma série de capítulos de um estudo que pretende explicar em detalhes as diversas razões que tornam a reencarnação uma impossibilidade moral, lógica e mesmo matemática, logo também metafísica. Antes de entrar nas particularidades do assunto, consideramos conveniente publicar a breve história da ideia da reencarnação no mundo...




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    História e implicações da teoria da reencarnação dos espíritos





    ESTA ABORDAGEM contempla os aspectos morais, éticos, racionais e lógicos, inclusive matemáticos, envolvidos nos sistemas filosófico-religiosos que adotam como fundamento a teoria da reencarnação. Este será o primeiro de uma série de capítulos de um estudo que pretende explicar em detalhes as diversas razões que tornam a reencarnação uma impossibilidade moral, lógica e mesmo matemática, logo também metafísica. Antes de entrar nas particularidades do assunto, consideramos conveniente publicar a breve história da ideia da reencarnação no mundo.

    A reencarnação na Antiguidade





    • Ganesha, o deus-elefante da fortuna para os hindus, é descrito nas Upanishads

    A primeira referência histórica à ideia de reencarnação que se conhece tem cerca de 2.600 anos de existência: aparece nas Upanishads, as escrituras sagradas do Hinduísmo, religião que permanece até os nossos dias como a maior da Índia, professada por aproximadamente 80% da sua imensa população[1], embora nas últimas décadas venha perdendo terreno para o Islamismo e, em menor grau, para o Cristianismo.

    A crença na reencarnação surgiu no norte da Índia, entre 1.000 e 600 a.C., na mesma época em que Davi e seus descendentes governavam Israel, até a queda de Jerusalém. Pelo fato de ser o Hinduísmo a grande fonte e origem de todas as religiões da chamada Tradição Oriental (que por sua vez o são de diversas das seitas surgidas no Ocidente), a maior parte dessas doutrinas se encarregou de repassar, por todo o mundo, a teoria de que a alma habita diversos e diferentes corpos, através das gerações, no transcorrer da História.


    Já no século VI antes de Cristo, e curiosamente quase ao mesmo tempo, duas novas religiões surgiram na Índia, ambas egressas ou dissidentes do Hinduísmo: uma é o Jainismo, fundado pelo príncipe indiano Nataputa Vardamana (cerca de 599 a 537 a.C.), conhecido como "mahavira" (grande herói). A outra é o Budismo, fundado por Siddharta Gautama, conhecido como o Buda Sakiamuni (563-483 a.C.) ou "buda histórico". Estes dois fundadores foram contemporâneos, portanto, dos profetas bíblicos Ageu, Zacarias e Malaquias.




    • Buda? Não, Mahavira


    De fato, parece que a maior preocupação de ambos –, tanto do Mahavira quando do Buda –, era encontrar um jeito de “atravessar o rio” que separa a vida temporal, fútil e ilusória que vivemos neste mundo físico, isto é, a vida n"os domínios de 'Maya'" (a ilusão dos sentidos que contém Samsara, o ciclo interminável de renascimentos) ao Moksha (a libertação final deste ciclo e a entrada numa esfera de existência mais elevada, puramente espiritual). Em todo caso é explícito, na tradição e nos escritos dessas duas doutrinas, que a crença na reencarnação entrou quase que exclusivamente por uma questão cultural, isto é, por hábito e cultura em que surgiram, muito mais do que como afirmação doutrinária. O Buda preferia não falar sobre o assunto, e em diversas ocasiões escolheu o silêncio em lugar de partir para explicações a respeito do que acontece depois da morte física. Era esta a sua postura quanto a tudo que não pudesse ser “experimentado”, através do estudo, da vivência pessoal e da meditação profunda. Teria dito ele:



    “Não creiais em coisa alguma pelo fato de vos mostrarem o testemunho escrito de algum sábio antigo. Não creiais em coisa alguma com base na autoridade de mestres e sacerdotes. Aquilo, porém, que se enquadrar na vossa razão, e depois de minucioso estudo for confirmado pela vossa experiência, conduzindo ao vosso próprio bem e ao de todas as outras coisas vivas; a isso aceitai como verdade. Por isso, pautai vossa conduta."Frase atribuída a Sidharta Gautama (Buda Sakiamuni)




    Além disso, ao contrário do que se pensa (e se ensina por aí), a crença na reencarnação não é unanimidade entre os budistas e, mesmo entre as linhas do budismo que a aceitam, a noção que têm de "reencarnação" é algo completamente diferente daquilo que afirma Kardec, por exemplo. Dúvidas podem ser tiradas em páginas budistas como esta, esta e esta, por exemplo.



    “Em primeiro lugar, a reencarnação não é um conceito budista. É um conceito ocidental moderno inventado pelos socialistas utópicos do século XIX que foi adotado pelos espíritas e que as pessoas projetam equivocadamente no Budismo. Em segundo lugar, não existe no Budismo o conceito de espírito. Sendo o homem um ser impermanente e interdependente, não pode haver algo como um espírito autônomo e perene. O homem é um ser composto de agregados físicos e psíquicos impermanentes e interdependentes, sujeitos a contínuas transformações, como o é o próprio ser humano.
    Textos budistas falam em vidas sucessivas condicionadas pelos atos das vidas anteriores. Mas nem todos os budistas acreditam nisso ao pé da letra, e os que o fazem falam em transmigração ou renascimento, nunca em reencarnação. Para o Budismo Shin, trata-se de um discurso simbólico e mitológico a descrever os desvarios e devaneios da mente ignorante e egoísta ao longo desta mesma vida. O Buda considerava a especulação sobre a vida depois da morte como inútil e irrelevante para o objetivo a que se propunha – libertar o homem do sofrimento –, já que se trata de um assunto além das capacidades de entendimento do homem.”Rev. Ricardo Mário Gonçalves [2]
    (Instituto Budista de Estudos Missionários, Templo Higashi Honganji)




    Pitágoras e Platão


    Prosseguindo com a nossa análise histórica, no mesmo século do surgimento do jainismo e do budismo, o filósofo e matemático grego Pitágoras (aprox. 570/571 - 590 a.C.), declarou que a alma era imortal e, depois da morte do corpo, poderia ocupar outro corpo, humano ou animal. Daí vem a palavra metempsicose, de origem grega (μετεμψύχωσις), que significa transmigração.




    A maioria das informações sobre Pitágoras de Samos, filósofo e matemático grego jônico, foram escritas séculos depois de sua morte


    A fala de Pitágoras representa a primeira vez que a teoria da reencarnação foi mencionada no Ocidente. Isto veio a influenciar outro famoso filósofo grego, Platão (427 - 347 a.C.), a considerar que a alma renascia muitas vezes, até durante 10 mil anos, antes de partir para o convívio com os deuses nos reinos celestiais.

    O termo “reencarnação” admitiria, então, várias acepções. Platão retirou esta concepção do confuso universo do orfismo e dos pitagóricos; a terminologia posterior cunhou o termo “metempsicose” para designar sua doutrina acerca da transmigração da alma através de diferentes corpos, mesmo não-humanos. Em "Fedro" (Φαῖδρος – aprox. 370 a.C.)[3], Platão registra sua explicação da origem das almas, a causa de sua "descida" aos corpos físicos e a sua afinidade com o divino. Segundo este diálogo, originariamente, a alma humana vivia junto aos deuses. Assim como a vida divina dos deuses consistiria num movimento ascendente para "o mais alto dos céus", denominado por Platão Hiperurânio (ou a 'planície da Verdade'), o "lugar" onde habitam as puras ideias, a alma humana também avança, com o séquito dos deuses, para esta “planície”, onde se realizaria o ápice da mais elevada contemplação (theorein).

    Platão se vale de uma alegoria para explicar a queda da alma deste lugar arcano onde vivia. Compara então a alma a um carro alado puxado por dois cavalos. O cocheiro deste carro é a razão. Enquanto os cavalos dos deuses são bons, os cavalos da alma são de raças diversas, sendo um bom e outro mau. O bom corresponde à parte irascível da alma, o mau identifica-se com a parte apetitiva, sede dos desejos que empurram a alma para o erro e os excessos. A parte irascível, ao contrário, quase sempre se põe de acordo com a razão, resistindo aos ímpetos da parte apetitiva.

    Dada esta disposição das almas, como consequência sua “cavalgada” à “planície da Verdade” torna-se muito árdua e, de fato, nem todas conseguem chegar a este paradisíaco Mundo das Ideias, o Hiperurânio. Chocam-se entre si, pisam umas nas outras, e como para o autor as almas têm asas, nesta confusão suas asas se quebram, fazendo com que se precipitem na Terra e unam-se aos corpos. A vida humana neste mundo, então, apresenta-se como decadência, o resultado de um declínio, um declive que não encontraria o seu lugar senão pelo desvio cometido pelas almas que cederam aos seus instintos aviltantes.

    Aqui entra a Filosofia. Na concepção de Platão, ela tem um aspecto soteriológico inevitável. As almas que viverem consoantes à Filosofia durante três vidas consecutivas, após três mil anos terão as suas asas restauradas e poderão voltar ao consórcio dos deuses. De maneira geral, porém, todas as almas readquirirão, passados dez mil anos deste ciclo de renascimentos, as suas asas e, consequentemente, o convívio dos deuses.



    * * *

    Platão, como seria de se esperar, influenciou outros pensadores, que por sua vez insuflaram as imaginações. Eis a breve história da teoria da reencarnação, antes de Cristo. Consideramos importante esclarecê-la antes de entrar nas maiores profundidades deste tema, porque as publicações espíritas geralmente afirmam ou levam a crer que a reencarnação seria uma espécie de unanimidade ou consenso no pensamento religioso universal, desde a Antiguidade. Algumas chegam ao supremo absurdo de, desonestamente e na maior desfaçatez, afirmar como se fosse um "fato histórico" a ridícula mentira de que a própria Igreja, em sua origem, teria aceitado a doutrina da reencarnação.

    O "Portal do Espírito", por exemplo – que estamos formalmente denunciando à webpol e ao MP pelos crimes de calúnia, difamação e injúria –, afirma textualmente, sem nenhum pudor, em artigo de Vivaldo J. de Araújo, que "Até meados do século VI, todo o Cristianismo aceitava a reencarnação, que a cultura religiosa oriental já proclamava, milênios antes da era cristã, como fato incontestável (...). Aconteceu, porém, que o segundo Concílio de Constantinopla, atual Istambul, na Turquia, em decisão política, para atender exigências do Império Bizantino, resolveu abolir tal convicção, cientificamente justificada, substituindo-a pela ressurreição...".[4]

    A ideia, portanto, de que a reencarnação teria sido crida pela quase totalidade das religiões antigas, sendo consenso geral e praticamente uma certeza ancestral, é totalmente incorreta. Se considerarmos apenas as chamadas três grandes religiões monoteístas do nosso planeta (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo) – lembrando que aí se concentra a expressiva maioria da população mundial – e que nenhuma delas prega a reencarnação, seremos obrigados a aceitar que a realidade é bem outra. Também importa saber que, mesmo dentro do Hinduísmo, a principal difusora e representante da crença na reencarnação mundial até hoje, existem e sempre existiram as linhas dvaita, que também não aceitam a reencarnação.

    A síntese de tudo o que foi dito até aqui, portanto, se traduz na constatação de um fato incontestável: a reencarnação é uma crença oriental surgida na Índia e difundida pela maior parte das linhas do Hinduísmo e religiões, seitas e filosofias suas derivadas. Ponto. A partir daí, Kardec desenvolveu sua doutrina, na realidade uma mistura do velho reencarnacionismo adornado com expressões pseudocientíficas, uma "roupagem" elitista europeia e elementos principalmente morais do Cristianismo, processo que chamou "decodificação" da própria doutrina, à qual deu o nome "espiritismo". Foi esta a principal via de chegada da crença na reencarnação em Terra Brasilis. Em toda a Europa, Kardec não passa de um ilustre desconhecido; no Brasil, continua sendo visto por muitos como um "sábio" ou mesmo um "grande vulto" da humanidade.
    _____
    • Notas:


    • 1. A popução da Índia, hoje, é a segunda maior do mundo, e caminha para tornar-se a primeira nas próximas décadas. Temos, portanto, aproximadamente 960 milhões de hinduístas no mundo apenas na Índia. – Fonte: Portal 'Mundo Educação', disponível em:

    http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/populacao-India.htm

    Acesso 8/6/016


    • 2. Consultor de 'O Fiel Católico', Ministro do Dharma no Templo Higashi Honganji de Kyoto, sede central da Ordem Otani de Budismo Shin; pesquisador no Instituto Budista de Estudos Missionários do Templo Nambei Honganji de S. Paulo, tradutor dos textos sagrados budistas a partir dos originais, e autor de 'Textos Budistas e Zen Budistas', 'O Culto de Amida no Japão Medieval', 'A Ética Econômica budista no Japão Pré-Industrial' e 'O Caminho do Despertar', publicados por editoras diversas. Citado em artigo de DUARTE, Joana, disp. em:

    https://prezi.com/4ovh56limlio/budismo/

    Acesso 10/6/016


    • 3. Obra escrita por Platão em forma de diálogo entre o protagonista, Sócrates, e Fedro, recorrente interlocutor, possivelmente do mesmo período de 'A República' e 'O Banquete'.


    • 4. A criminosa mentira encontra-se em:

    http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/religiao/porque-a-reencarnacao.html

    Acesso 10/6/016.


    _________________
    • Fontes e bibliografia:


    • • REALE, Giovanni. História da Filosofia Antiga: II Platão e Aristóteles, 1994.


    • • BOWKER, John. Para Entender as Religiões, São Paulo: Ed. Ática, 1997.



    • • NICHOLS, Larry A. Nichols. Dicionário das Religiões, São Paulo: Vida, 2000.

    • • CAMPOS, Sávio Laet de Barros. Reflexão acerca do conceito de 'metempsicose' em Platão. Universidade. Federal de Mato Grosso, artigo dispo. em:

    http://filosofante.org/filosofante/not_arquivos/pdf/metempsicose_platao.pdf

    Acesso 10/6/016 www.ofielcatolico.com.br

    quarta-feira, 1 de junho de 2016

    O Fiel Católico






    O Fiel Católico




    Católico e espírita?! – calúnias espíritas contra a Igreja – conclusão


    Posted: 01 Jun 2016 10:04 AM PDT




    SEGUE A SEGUNDA parte do artigo sobre a disparidade que há entre o espiritismo e a Sã Doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo, visando esclarecer as difamações e calúnias frequentemente divulgadas por representantes do espiritismo numa tentativa de desonrar a Igreja Católica.




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    Católico e espírita?! – calúnias espíritas contra a Igreja – conclusão




    SEGUE ABAIXO a segunda parte do artigo sobre a disparidade que há entre o espiritismo e a Sã Doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo, visando esclarecer as difamações e calúnias frequentemente divulgadas por representantes do espiritismo numa tentativa de desonrar a Igreja Católica.



    Leia antes a primeira parte deste estudo




    2 – "O Vaticano não soube, porém, senão produzir obras de caráter exclusivamente material." (p. 31)


    No desenrolar do texto de Chico Xavier, escrito em nome do "espírito Emmanuel", o festival de absurdas e maldosas mentiras vai-se tornando cada vez pior. Segundo o suposto “espírito” – que a esta altura já poderíamos chamar tranquilamente de diabólico, pois quem sustenta falso testemunho está a serviço do maligno –, a Igreja Católica sempre foi fútil e nunca criou nada que auxiliasse a elevação da alma humana(!). Segundo ele, o canto sacro (gregoriano e franco-romano), a orquestra sinfônica, os corais polifônicos, a riquíssima arte sacra, a extasiante liturgia, o cerimonial da Santa Missa, do Matrimônio, bem como os ritos de todos Sacramentos, e mais além o método científico, a estruturação dos cemitérios (que resolveram um gravíssimo problema civil e de saúde pública), a arquitetura das igrejas e catedrais (que recriou a maneira de se pensar a engenharia da construção civil), os majestosos vitrais e esculturas que contavam as histórias da Bíblia para os analfabetos, a criação da Universidade, a cartografia, a alfabetização de tantos povos, as centenas de milhares de obras assistenciais e de caridade espalhadas pelo mundo, que foram o auxílio e a esperança dos feridos de guerra, dos doentes, órfãos, idosos, viúvas e inválidos abandonados pelo Estado em tantas épocas de crise, etc, etc, etc... Nada disso tem valor algum!

    Tudo isso e muito mais é enquadrado pelo suposto "espírito" maligno, ao qual Xavier ousou dar como nome um título do Filho de Deus, como “obras de caráter exclusivamente material”...




    3 – "Ninguém ignora a fortuna gigantesca que se encerra, sem benefício para ninguém, nos pesados cofres do Vaticano." (p. 57)

    Peço perdão pelo desabafo, mas preciso observar que Xavier e/ou o seu “espírito” mentor, além de maledicente, é puramente estúpido. Existe, sim, alguém que ignora a “fortuna gigantesca” do Vaticano: o próprio Vaticano! Se alguém tiver dúvidas a esse respeito, basta confirmar a situação financeira do menor Estado do mundo, que hoje em dia é pública. O fato é que, já há vários anos consecutivos, o Vaticano vem apresentando déficit orçamentário (confira).


    Não, o Vaticano não é rico, como pensam muitos. Seu maior patrimônio material se restringe, quase que unicamente, ao acervo em obras de arte, estas sim, de valor inestimável. São históricas, belíssimas e impressionantes. Mas isso não é sinônimo de fortuna e grande riqueza para um país. O Vaticano, como dito, é o menor país do mundo: bem administrado, mas não rico.


    4 - "A Igreja fez mais vítimas que as dez perseguições mais notáveis" (p. 56):


    Patético. Mais uma afirmação criminosa, que de tão esdrúxula sequer mereceria comentários. Todo inimigo da Igreja em algum momento apela para o ultrapassado argumento da Inquisição. Será que "o espírito" amigo de Chico Xavier acreditava nas fábulas escritas por Voltaire? Será que ele, por exemplo, acreditou que a Igreja teria mandado matar quatro milhões de mulheres na Inglaterra, como tantas vezes ouvimos e lemos por aí, quando a população de Londres do século XV era de aproximadamente seis milhões de pessoas? Bem, se ainda existem ingleses no mundo, hoje, esta já é a prova cabal da ridícula calúnia.


    O Papa João Paulo II afirmou certa vez: “Na opinião do público, a imagem da Inquisição representa praticamente o símbolo do escândalo”. E perguntou “Até que ponto essa imagem é fiel à realidade?”. Vamos, então, aos fatos: aqui, a elucidação da questão depende diretamente dos dados e números históricos; apresentemo-los, então (o trecho a seguir contém partes de um estudo de autoria do apostolado Veritatis Splendor e pode ser lido na íntegra na página original – acesse aqui):


    Vamos tomar como referência as atas do grande Simpósio Internacional sobre a Inquisição – do qual participaram 30 reconhecidos historiadores de diversas confissões religiosas –, com o objetivo de conferir um tratamento histórico e definitivo ao controverso tema Inquisição: uma proposta feita e motivada (atenção) pela própria "cruel" Igreja Católica.


    O encontro realizou-se entre os dias 29 e 31 de outubro de 1998. Com total abertura dos arquivos da Congregação do Santo Oficio e da Congregação do Índice. As atas deste Simpósio foram anos depois reunidas e apresentadas ao público sob a forma de livro, contendo 783 paginas, intitulado originalmente “L’Inquisioni” por Agostinho Borromeo, historiador, professor da Universidade de La Sapienza de Roma e presidente do Instituto Italiano de Estudos Ibéricos:


    As atas documentais do Simpósio já foram e continuam sendo utilizadas em várias obras acadêmicas; tais documentos são o resultado de uma profundíssima pesquisa sobre os dados históricos dos processos inquisitoriais: as seguintes afirmações foram declaradas pelo historiador Agostinho Borromeo[1]:


    Sobre a “famigerada e terrível” Inquisição Espanhola: “A Inquisição na Espanha celebrou, entre 1540 e 1700, 44.674 juízos. Os acusados condenados à morte foram apenas 1,8% (804) e, destes, 1,7% (13) foram condenados em 'contumácia', ou seja, pessoas de paradeiro desconhecido ou falecidos os quais, em seu lugar, simbolicamente se 'executavam' bonecos”.

    Sobre a famosa “caça às bruxas”: “Dos 125.000 processos ocorridos em toda a sua história, os tribunais da Inquisição espanhola condenaram à morte 59 pessoas” (a propaganda anticatólica diz que foram 'milhões'!).


    Constatou-se que os tribunais religiosos eram indubitavelmente mais brandos que os tribunais civis; que tiveram poucas participações nestes casos, o que não aconteceu com os tribunais civis que, estes sim, condenaram à morte milhares de pessoas.


    Sentenças de um famoso inquisidor – “Em 930 sentenças que o Inquisidor Bernardo Guy pronunciou, em 15 anos, houve 139 absolvições, 132 penitências canônicas, 152 obrigações de peregrinações, 307 prisões e 42 'entregas ao braço secular'”, isto é, ao Estado (AQUINO, 2009, p.23).


    O Simpósio concluiu, ao final, que as penas de morte e os processos em que se usou de tortura foram raros e pouco expressivos, ao contrário do se imaginava e do que foi amplamente propagado, por séculos a fio. Tais dados históricos definitivos representam a verdadeira demolição das falsas e fantasiosas ideias sobre a Inquisição. E, sim, Chico Xavier e o "espírito Emmanuel" não só ajudaram a difundir essas graves calúnias históricas, como também exageraram-nas a um nível inédito.


    Dados os parcos números finais sobre a Inquisição, e considerando-se que o "espírito evoluído" afirmou que "a Igreja fez mais vítimas do que as dez perseguições mais notáveis", poderíamos indicar-lhe, por exemplo, a leitura do Livro Negro do Comunismo (esgotado nas livrarias: download gratuito aqui), desenvolvido por vários pesquisadores de renome mundial e que aponta as 100 milhões de vítimas do regime vermelho.


    5 – “...a imensidade de crimes perpetrados à sombra dos confessionários penumbrosos.” (p. 52):

    A maledicência elevada à categoria poética! Se o “espírito” conhece tantos "crimes" assim, por que não cita pelo menos um? Note-se que a Igreja, Noiva do Cordeiro, é Santa e Imaculada, apesar de abrigar pessoas sujeitas ao pecado. E, como sempre dizemos por aqui, isto é assim desde os tempos de Pedro e Paulo. Evidente que padres, bispos e até alguns Papas falharam, e muitas vezes gravemente. A Igreja nunca negou tais fatos. Todavia, estas são indiscutivelmente exceções à regra. Temos uma superlativa maioria de Papas santos, sejam canonizados (80 pontífices receberam o título oficialmente) ou não.

    Partindo do pressuposto que o “espírito Emmanuel” é uma “entidade de luz”, de mente elevada, é estranho que se ponha a denegrir toda a Instituição Igreja baseado numa minoria que não a representa, ao invés de reconhecer, por exemplo, a glória que merece uma multidão de santos; entre os papas, São Víctor III, Santo Eugênio III, São Gregório X, São Bento XI, Santo Inocêncio XI, São Pio IX; Santo Urbano II e Santo Urbano V ou Santo Inocêncio V, entre muitos outros, sem falar em Santo Agostinho, São Boaventura, Santo Tomás de Aquino, Santa Teresa de Ávila, São João da Cruz, Santa Teresa do Menino Jesus, São Gregório Magno, São Luiz Rei de França, Santa Catarina de Senna, Santa Perpétua, Santo Afonso de Ligório, São Josemaria Escrivá, São Thomas Moore, São Francisco de Assis, São João Maria Vianei, São Pio de Pietrelcina, São Pio X, Papa Leão XIII, Santa Rita de Cássia, Santo Antônio, São Bernardo, São Eleutério, etc, etc, etc...


    Entre os expoentes da Igreja, são milhares de exemplos da mais nobre santidade e do mais alto quilate moral, contra pouquíssimos casos controversos. Mas o tal “espírito” faz questão de ignorar todo um imenso quadro de luzes e dar notoriedade à manchinha no canto da tela. Julga e condena baseado exclusivamente nas supostas falhas, que nem chega a citar, com a clara intenção de difamar e minar a confiança do povo em geral na Igreja, enquanto ignora toda uma maravilhosa história de dois mil anos de fé, heroísmo, caridade e luta pela justiça, revestida de grandiosos milagres, muitos comparáveis às maravilhas descritas na Bíblia (como os Milagres Eucarísticos, os Sinais de Fátima, as milhares de curas milagrosas clinicamente atestadas em Lourdes, e tantos outros), e a inestimável contribuição à construção da civilização ocidental.


    ** Se você, católico, deparar-se com algum destes artigos caluniosos, denuncie! Não aceitemos que falsos "entendidos", irresponsáveis e cheios de ódio, cubram de lama o nome da Igreja de Cristo (saiba onde e como denunciar acessando este link). Muitos crimes de calúnia, injúria e infâmia são perpetrados sob a nossa anuência indireta: os criminosos agem tranquilamente e causam um grande mal, levando ao engano um número incalculável de almas incautas; neste sentido, se não agirmos, seremos praticamente cúmplices do crime e do grave pecado.



    6 – "O 'célebre livro de taxas', do tempo de Leão X, em que todos os preços de perdão para os crimes humanos estão estipulados.” (p. 61):

    Neste ponto, o festival de barbaridades verbais torna-se cômico, malgrado ainda mais grave. "Célebre livro"?! Ora, o tal “espírito” deveria ter uma fonte de informação realmente muito privilegiada. Tão boa que sabe mais do que o próprio Leão X! Qualquer estudante ou pesquisador que disponha, por exemplo, da coletânea “Compêndio dos Símbolos, Definições e Declarações de Fé e Moral” (Denzinger e Hünermann, Paulinas & Loyola), que representa "a história da Santa Sé sem lacunas" e contém a totalidade dos documentos do Magistério com relação à fé e moral, com mais de 1.400 páginas, pode estudar a coleção dos documentos promulgados por Leão X e descobrir que não há ali absolutamente nada que faça referência ao tal “livro de taxas”.


    Como todo caluniador da Igreja, o "espírito" acusa-a de crimes que muitas vezes nem sequer existiram ou daqueles que, se existiram, não foram cometidos por seus membros, como é o caso dos excessos ocorridos durante a baixa Idade Média pela população e pela nobreza, sem participação ou aprovação da Igreja, como já vimos por aqui. Acusar sem provas, difamar, mentir: estes seriam os hábitos de um “espírito de luz”?


    Neste ponto abrimos parênteses para desmentir uma falsa informação amplamente difundida na internet, por páginas ateias, protestantes e espíritas: a existência de uma tal "taxa camarae", que teria sido promulgada em 1517[2]. Pois bem, os documentos de Leão X estão dispostos da seguinte maneira:

    • Bula “Apostollici Regiminis” – 1513;
    • Bula “Inter Multiplices” – 1515;
    • Bula “Pastor Aeternus Gregem” – 1516 (esta inclusive determina a doutrina das indulgências conforme observada até os dias de hoje);
    • Bula “Exsurge Domine” – 1520 (excomunhão de Martinho Lutero).


    Demonstramos e comprovamos em definitivo, portanto, que não há nenhum documento da Igreja –, que tenha sido produzido por Leão X, em 1517, ou por qualquer outro papa, em qualquer outro ano –, que contenha as tais "taxas". Ainda assim, segundo "espírito" difamador, esse livro que não existe seria "célebre"...



    7 - "...o dogma da Santíssima Trindade é uma adaptação ocidental da Trimurti da antiguidade oriental":

    Esta é provavelmente a pior de todas as acusações. Antes de qualquer coisa é importante esclarecer que foi Allan Kardec quem adaptou e misturou doutrinas religiosas do oriente e do ocidente, numa “salada” sincrética absurda, para formular a sua doutrina, que ele chamou espiritismo; principalmente elementos do cristianismo com outros do hinduísmo.


    Recordando que, segundo Nosso Senhor Jesus Cristo, o único pecado que não será perdoado é a blasfêmia contra o Espírito Santo, perguntamo-nos se Chico Xavier teria alguma noção sobre o que a doutrina da Igreja Católica ensina sobre a Santíssima Trindade e o que a doutrina hindu fala sobre a Trimurti, para chegar a proferir um desvario assim tão grande. Vejamos uma breve explicação:


    A Doutrina sobre a Santíssima Trindade, segundo a fé católica, “consiste em venerar um só Deus (em Três Pessoas) na Trindade, e a Trindade na Unidade, sem confundir as Pessoas nem separar a Substância; pois uma é a Pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo; mas uma é a Divindade (...)”[3].


    O Catecismo da Igreja Católica esclarece ainda que "os cristãos são batizados 'em Nome' do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e não 'nos nomes' destes três, pois só existe Um Deus, que é simultaneamente Pai Todo-Poderoso, seu Filho Único e o Espírito Santo: a Santíssima Trindade"[4]; e completa com a seguinte definição: "A Trindade é um Mistério de fé no sentido estrito, um dos 'Mistérios escondidos em Deus que não podem ser conhecidos se não forem revelados do alto'. Sem dúvida, Deus deixou vestígios de seu Ser trinitário em sua obra de Criação e em sua Revelação ao longo do Antigo Testamento. Mas a intimidade de seu Ser como Santíssima Trindade constitui um Mistério inacessível à pura razão e até mesmo à fé de Israel antes da Encarnação do Filho de Deus e da missão do Espírito Santo"[5].


    A Visão hindu sobre a Trimurti é a seguinte: “O Sanatama Dharma, a teologia hinduísta, se fundamenta no culto aos avatares (manifestações corporais de um ente espiritual imortal), que muitos hinduístas reverenciam como deuses. Caso particular é o da Trimurti, trio divino composto pelos três maiores deuses: Brahma, o criador; Vishnu, o conservador, e Shiva, o destruidor. O culto direto aos membros da Trimurti, porém, é relativamente raro: em vez disso, costumam-se cultuar avatares mais específicos e mais próximos da realidade cultural e psicológica dos praticantes, como Krishna, Avatar de Vishnu”[6].


    Basta um breve olhar para notar que são conceitos completamente diferentes, e que divergem fundamentalmente. Enquanto a Teologia cristã, que é monoteísta, define a Santíssima Trindade como um só Deus Todo-Poderoso que se manifesta à humanidade em Três Pessoas distintas, a Trimurti são três deuses separados, sendo cada um deles possuidor de atributos próprios: um cria, outro mantém e outro destrói a criação, e assim infinitamente num ciclo cósmico interminável.


    Somente a imaginação de um desvairado lunático poderia conceber que os Papas tivessem plagiado os hindus para criar o “mito" da Santíssima Trindade. Mais inacreditável é a coragem para afirmar tal barbaridade mesmo com a disponibilidade das abundantes fontes primárias a respeito da mesma disciplina, tanto nas Sagradas Escrituras quanto em uma grande quantidade de documentos oficiais históricos do princípio da Igreja. Citaremos brevemente, abaixo, apenas alguns dos mais conhecidos e diretos.





    “Ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.”
    (Mateus 28,19)

    “A Ele [Jesus Cristo] seja dada a glória, com o Pai e o Espírito Santo, pelos séculos dos séculos. Amém.”
    (São Policarpo, Século I)[7]

    “O Espírito Santo, que é preexistente, que criou todas as coisas, Deus o fez habitar no corpo de carne que Ele quis. Pois bem. Esta carne em que o Espírito Santo habitou serviu bem ao Espírito, caminhando em santidade e pureza, sem macular absolutamente nada o mesmo Espírito. Como tinha, pois, levado uma conduta excelente e pura, e tomado parte em todo trabalho do Espírito e cooperado com Ele em todo negócio, portando-se sempre forte e valorosamente, Deus a tornou partícipe juntamente com o Espírito Santo. Com efeito, a conduta desta carne agradou a Deus, por não ter se maculado sobre a Terra enquanto teve consigo o Espírito Santo. Assim, pois, tomou por conselheiro a seu Filho e os anjos gloriosos para que esta carne, que tinha servido sem reprovação ao Espírito, alcançasse também algum lugar de repouso e não parecesse ter perdido a recompensa pelo seu serviço, porque toda a carne em que habitou o Espírito Santo, se encontrada pura e sem mancha, receberá sua recompensa.”
    [Pastor de Hermas (séc. I/II),
    5ª Parábola, 6,5-7] [8]

    “Este teve doze discípulos, os quais, após sua ascensão aos Céus, percorreram as províncias do Império e ensinaram a grandeza de Cristo, de modo que um deles percorreu aqui mesmo, pregando a doutrina da verdade, pois conhecem o Deus criador e artífice do universo em seu Filho Unigênito e no Espírito Santo, não adorando nenhum outro Deus além deste.” [Aristides, Apologia 15,2 (séc. II)] [9]

    “Assim, pois, suficientemente resta demonstrado que não somos ateus, pois admitimos um só Deus Incriado e Eterno, e Invisível, Impassível, Incompreensível e Imenso … Quem, portanto, não se surpreenderá de ouvir chamar de ‘ateus’ aqueles que admitem um Deus Pai, um Deus Filho e um Espírito Santo, que demonstram seu poder na unidade e sua distinção na ordem?” (Atenágoras de Atenas, Súplica em Favor dos Cristãos, séc. II) [10]

    Fica definitivamente demonstrado e comprovado que Chico Xavier ou o “espírito Emmanuel” mentem: a doutrina da Santíssima Trindade é fundamental para a sustentação de todo o Edifício de Fé do cristão desde os primórdios da Igreja.

    * * *

    Como vimos, as “revelações” do “espírito Emmanuel”, se examinadas a fundo, não passam de uma coleção de ridículas mentiras, maledicência, distorção e blasfêmia. Por outro lado, a pesada e contínua propaganda que a mídia promove a respeito de Chico Xavier anestesiou a mente de muitos brasileiros com relação à enxurrada de provas dos seus crimes e dos grosseiros erros contidos em seus escritos. É obrigação de todo aquele que conhece a Verdade propagá-la e combater o engano provocado pela mentira e pelo seu autor principal, que é o diabo.


    Para os católicos, lembramos que é pecado a participação no espiritismo, pois já há tempos esclareceu a Igreja que a doutrina espírita é nociva para as almas, afastando o homem da salvação eterna e das bem-aventuranças do Céu. Quem tiver entendimento para entender, entenda.


    _________ Notas e ref. bibliográfica:




    • 1. Fontes dos dados sobre a Inquisição:


    • L’INQUISIONI. Atas do Simpósio sobre a Inquisição, 1998.


    • AQUINO, Felipe. Para entender a Inquisição. 1º ed. Cleofas. Lorena. 2009.


    • PERNOUD, Régine. A Idade Média: Que não nos ensinaram. Ed. Agir, SP, 1964.


    • ROPS. Henri-Daniel. A Igreja das Catedrais e das Cruzadas. Vol. III. Ed. Quadrante, São Paulo. 1993.


    • DEVEVIER, W. A Historia da Inquisição, curso de apologética cristã. Melhoramentos, São Paulo, 1925.


    • TOSSERI, Olivier. 'A Inquisição tinha poderes absolutos'. Falso!, revista História Viva, artigo disp. em:

    www2.uol.com.br/historiaviva/artigos/a_inquisicao_tinha_poderes_absolutos_falso_.html

    Acesso 1/6/016


    2. Um aspecto interessante dessas falsas histórias difundidas irresponsavelmente na internet: algumas referências chegam a citar os 'preços dos pecados' que a Igreja cobraria nesse período histórico em libras, a moeda corrente do Reino Unido(?). Ocorre que a moeda utilizada no Vaticano não era a libra. Teria o mesmo 'espírito' inspirado algum inglês a falsificar a fábula das tais taxas? É importante lembrar que a Igreja Católica foi sumariamente banida da Inglaterra até o século XIX, sendo extremamente hostilizados os católicos residentes ou mesmo visitantes, e até hoje enfrentamos restrições naquele país. Claro está que não se tratam de apenas erros e enganos, mas de pura má-fé, calúnia e desonestidade: flagrante crime doloso contra o qual a Igreja deveria tomar urgentes providências.



    3. Santo Tomás de Aquino, Princípio do Símbolo Quicumque.



    4. Catecismo da Igreja Católica, §233.



    5. Idem, §237.



    6. HAZEN, Walter. Inside Hinduism. Missouri: Milliken Pub., 2003.



    7. São Policarpo o declara em seu martírio, vide PADOVESE, Luigi. Introdução à Teologia Patrística - 2ª edição. São Paulo: Loyola, 2004.


    8. LADARIA, Luis F. O Deus Vivo e Verdadeiro. São Paulo: Loyola, 2005, p. 139.


    9. BUENO, Daniel Ruiz. Padres Apologetas Griegos. Madri: BAC, 1954, p. 130.


    10. MORESCHINI, Claudio & NORELLI, Enrico. História da Literatura Cristã Antiga Grega e Latina. São Paulo: Loyola, 1996. www.ofielcatolico.com.br

    segunda-feira, 30 de maio de 2016

    O Fiel Católico - Católico e espírita?! – calúnias espíritas contra a Igreja






    O Fiel Católico




    Católico e espírita?! – calúnias espíritas contra a Igreja


    Posted: 30 May 2016 10:02 AM PDT










    Um leitor que se identifica com o nome Jonas Souza enviou-nos a seguinte mensagem, ao post "Breve biografia de Allan Kardec e as origens do espiritismo":


    • "Sou Católico, e tenho uma profunda admiração pelo Chico Xavier, pela pessoa humana que dedicou a vida em prol do próximo. O que está escarço na sociedade em que vivemos, não importa a religião, qual seja a doutrina ou credo, o amor ao próximo têm que existir acima de tudo, e ainda mais o respeito. Não somos seres capazes de entender o Criador, somos meras criaturas e assim como tudo criado, somos imperfeitos, dizer o que é certo ou errado não cabe a nos, quada qual têm seu modo de viver e como viver, em que acreditamos fica a cargo de cada consciência; vivemos em uma sociedade e não isolados em mundos particulares, respeitar a opinião do próximo se faz necessário para que possamos viver em harmonia."




    ** Ler a nossa resposta/estudo

    www.ofielcatolico.com.br





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    Católico e espírita?! – calúnias espíritas contra a Igreja



    • À esquerda, representação artística(?) do 'espírito Emmanuel', o suposto mentor de Chico Xavier



    Um leitor que se identifica com o nome Jonas Souza enviou-nos a seguinte mensagem, ao post "Breve biografia de Allan Kardec e as origens do espiritismo":


    • “Sou Católico, e tenho uma profunda admiração pelo Chico Xavier, pela pessoa humana que dedicou a vida em prol do próximo. O que está escarço na sociedade em que vivemos, não importa a religião, qual seja a doutrina ou credo, o amor ao próximo têm que existir acima de tudo, e ainda mais o respeito. Não somos seres capazes de entender o Criador, somos meras criaturas e assim como tudo criado, somos imperfeitos, dizer o que é certo ou errado não cabe a nos, quada qual têm seu modo de viver e como viver, em que acreditamos fica a cargo de cada consciência; vivemos em uma sociedade e não isolados em mundos particulares, respeitar a opinião do próximo se faz necessário para que possamos viver em harmonia."

    ESTE ARTIGO não é apenas uma resposta a este leitor específico; antes, constitui uma necessária abordagem de nossa parte quanto a uma das situações mais estranhas com a qual, infelizmente, repetidamente nos confrontamos: a absurda figura do "católico-espírita", isto é, o sujeito que se declara católico mas simpatiza com o espiritismo ou admira algum(ns) de seus representantes. Certamente precisaremos de mais do que um único artigo para tratar de um tema tão amplo e importante, em seus muitos seus detalhes e nas múltiplas questões que suscita.


    Antes de tudo, esclarecemos que não é a nossa intenção atacar os espíritas ou simpatizantes do espiritismo. Pretendemos, isto sim, elucidar, orientar e alertar o povo católico quanto à enorme incoerência daqueles que afirmam ser, a um só tempo, católicos e espíritas, demonstrando o tremendo grau da disparidade que há entre a doutrina espírita e a Sã Doutrina de nosso Senhor Jesus Cristo. Neste processo, não temos como nos eximir da necessidade de apresentar e esclarecer as graves difamações e calúnias que são frequentemente divulgadas por muitos dos representantes do espiritismo (muitas vezes alguns dos principais), em websites, revistas e livros, contra a Igreja Católica. Boa parte do povo católico ignora completamente esta importante realidade.




    • Chico Xavier jovem

    Esta abordagem partirá de um exemplo prático e gritante – o mesmo trazido pelo nosso leitor – já que, apesar das polêmicas, Francisco Cândido Xavier é geralmente considerado o mais expressivo alegado “médium” espírita que houve no Brasil (sobre este controverso personagem já falamos com detalhes aqui). Há uma verdadeira multidão que, mesmo fora dos ambientes espíritas, vê os seus escritos como verdadeiras e valiosas revelações do além-túmulo.


    Até aí, não há problemas que diretamente nos digam respeito, já que não nos cabe interferir na liberdade que cada um recebe do próprio Criador para escolher o caminho que vai seguir. Trata-se, entretanto, não apenas de um problema particular, já que envolve o engano e a falsidade ideológica as quais, algumas vezes e em determinadas situações, enquanto exegetas católicos temos por obrigação analisar e procurar esclarecer (veja nossos artigos e estudos específicos). Vivemos, graças a Deus, num país democrático (apesar de todos os problemas) onde todos são livres para praticar a sua religiosidade desde que se respeitem os direitos do próximo: assim como ninguém é obrigado a ser católico ou espírita, todos temos o direito de expressar opinião e somos livres para debater ideias.


    O mais grave problema, como já vimos, é que não são poucos os brasileiros que professam a fé católica mas também consideram os livros espíritas, como os de Chico Xavier e Zíbia Gasparetto, entre muitíssimos outros, como obras “inspiradoras” e “reveladoras”. Para o espanto dos verdadeiros católicos, muitos destes preferem ler tais escritos a estudar as vidas dos grandes santos, os Padres da Igreja ou conhecer o Catecismo e mesmo os Evangelhos; eis o motivo de termos mencionado Chico Xavier logo no início deste artigo.

    É verdade que essas atitudes equivocadas nem sempre ocorrem por má-fé. Alguns agem de consciência "leve", julgando ingenuamente que o fato de ser católico não impede de crer, por exemplo, na reencarnação, e incrivelmente não percebem o evidente (supremo) absurdo desta situação. Ocorre que a leitura de tais obras leva muitas vezes o católico a absorver um conhecimento totalmente deturpado da realidade, o que termina por subverter o seu raciocínio inclusive em relação à verdadeira história da Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo – a mesma à qual Ele prometeu que, contra ela, as portas do inferno jamais prevaleceriam (Mt 16,18) e junto da qual estaria até o fim deste mundo (Mt 28,20).


    O livro “Emmanuel” é um ótimo exemplo. Nele, Chico Xavier pretende relatar casos "verídicos" que um alegado "espírito de luz", que ele chama exatamente de "Emmanuel", lhe teria relatado sobre a Igreja Católica. Note bem o leitor que não estamos a nos meter em assuntos doutrinais internos dos espíritas, e sim cumprindo a nossa obrigação de elucidar a nossa própria doutrina. São calúnias atrás de calúnias, cada qual mais absurda que a outra. O autor, de fato, descreve as mesmas afirmações proferidas por H. L. Denizard Rivail (ou Alan Kardec), que, por sua vez, as retirou de autores anticatólicos da época da Revolução Francesa e do chamado racionalismo francês.




    Os trechos reproduzidos a seguir são da 4ª edição do Livro 'Emmanuel'. Assim diz Chico Xavier sobre as 'revelações' que lhe teriam sido ditadas pelo 'espírito Emmanuel':



    1. “A história do papado é a história do desvirtuamento dos princípios do cristianismo, porque, pouco a pouco, o Evangelho quase desapareceu sob suas despóticas inovações. Criaram os pontífices o latim nos rituais, o culto das imagens, a canonização, a confissão auricular, a adoração da hóstia, o celibato sacerdotal. Noventa por cento das instituições são de origem humaníssima, fora de quaisquer origens divinas (...)” (p. 30);


    2. “O Vaticano não soube, porém, senão produzir obras de caráter exclusivamente material (...)” (p. 31);


    3. “Ninguém ignora a fortuna gigantesca que se encerra, sem benefício para ninguém, nos pesados cofres do Vaticano (...)” (p. 57);


    4. “Ele (o 'espírito Emmanuel') sabe que a Igreja “fez mais vítimas que as dez perseguições mais notáveis (...)” (p. 56);


    5. “Ele conhece a imensidade de crimes, perpetrados à sombra dos confessionários penumbrosos (...)” (p. 52);


    6. “Tem notícias do célebre livro de taxas, do tempo de Leão X, em que todos os preços de perdão para os crimes humanos estão estipulados” (p. 61);


    7. “Sabe que o dogma da Santíssima Trindade é uma adaptação ocidental da 'Trimurti' da antiguidade oriental (...)” (p. 30).

    Sim... É difícil ler tantas e tão grossas mentiras (não há como dizer de outro jeito), ainda mais pregadas em nome de um suposto "espírito de luz" ao qual o autor deu o sagrado nome Emmanuel – que os Evangelhos atribuem como título a Nosso Senhor e que significa "Deus Conosco" –, e manter a calma ou o respeito humano. Curioso é que são os espíritas os primeiros a exigir "respeito" logo que alguém lhes teça críticas, mesmo se baseadas em fatos concretos (nosso artigo puramente informativo sobre Chico Xavier, por exemplo, recebeu uma verdadeira tempestade de comentários furiosos exigindo 'respeito', e outros tantos que nos mandavam cuidar dos problemas de nossa própria Igreja).

    Evidente que nenhum católico minimamente consciente seria capaz de ler as barbaridades enumeradas acima e não se indignar. Para os espíritas, porém, isso tudo foi “revelado” a Francisco Cândido Xavier por um espírito evoluidíssimo.


    O que nos interessa em primeiro lugar é encontrar a resposta para o ponto mais essencial do problema: há alguma verdade nas afirmações apresentadas? Corresponderiam, afinal, essas pseudo-revelações à realidade objetiva dos fatos? Se sim, em que nível?

    Analisamos breve e objetivamente as sete grandes calúnias espíritas listadas acima. Pretendemos publicar esta análise em duas partes, pela sua extensão. Segue abaixo a primeira; que seja de proveito aos nossos leitores, é o que rogamos a Deus pela intercessão da santíssima Virgem.

    1 – 'A história do papado é a história do desvirtuamento dos princípios do cristianismo, porque, pouco a pouco, o Evangelho quase desapareceu sob suas despóticas inovações. Criaram os pontífices o latim nos rituais, o culto das imagens, a canonização, a confissão auricular, a adoração da hóstia, o celibato sacerdotal. Noventa por cento das instituições são de origem humaníssima, fora de quaisquer origens divinas.' (p. 30)


    Diante de tantas acusações, será preciso analisar este item parte por parte, ou seja, observar e esclarecer cada uma das coisas que o “espírito” classificou como "desvirtuamento":

    a) “Criação” do latim nos rituais?


    Completo absurdo. O latim foi utilizado na Liturgia e nos escritos da Igreja, comprovadamente, já desde o século II, e com a expansão do cristianismo no Ocidente tornou-se idioma oficial (a partir do séc. III), tendo início o chamado período cristão da língua latina. A Missa provavelmente já era celebrada em latim em Roma, que se tornou a sede do cristianismo, desde os tempos de Pedro e Paulo. Com as invasões bárbaras e a queda do Império Romano, o latim tomou o lugar do grego também como língua de uso universal[1].


    S. Jerônimo traduziu as Sagradas Escrituras do grego, hebraico e aramaico para o latim vulgar (vulgata), justamente para que pudesse ser bem compreendida por toda a cristandade. Sem sombra de dúvida o latim foi incluído na Liturgia dos ritos e na documentação dos ensinamentos não para "distanciar a Igreja do Evangelho", como mente Xavier em seu livro, passando-se por porta-voz de um “espírito de luz”: ao contrário, a Igreja o fez para aproximar e unir os cristãos, como sempre foi do seu maior interesse. Além de tudo, as línguas provenientes do latim são, hoje, maioria no mundo, o que por si só evidencia e corrobora esta simples realidade.


    Podemos concluir, então, que o “espírito Emmanuel”, se existisse, teria se equivocado ou mentido. Não poderia ser, portanto, um “espírito de luz” (estaria mais próximo, realmente do 'pai da mentira'). Enquanto verdadeiros cristãos, lembramos a admoestação divina que nos foi transmitida pela pena do Apóstolo:


    “Ainda que um anjo do céu (ou um ‘espírito de luz’) vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, que seja anátema.”

    (Gl 1,8)


    b) O papado 'criou o culto das imagens'?


    Lamentável. Qualquer iniciante no estudo da História sabe que o uso das imagens no culto religioso é muitíssimo anterior à própria fundação da Igreja. Poderíamos dizer até que as imagens religiosas são inerentes ao conceito de civilização humana. Podemos também citar inúmeros exemplos de imagens confeccionadas por decreto divino, como a Arca da antiga Aliança (Ex. 25,18-20) com os querubins, a serpente de bronze de Moisés (Núm. 21,8-9) e o Templo de Salomão (1Reis 6,23-25 e 7,29), que era repleto de imagens esculpidas e em relevos, pinturas, tapeçarias, etc. Tudo isso muito antes de existir a Igreja. Não há absolutamente nenhum sentido em se afirmar que o papado "criou o culto das imagens". A única explicação de alguém proferir tal disparate tem que partir da pura ignorância, da má-fé ou de ambas combinadas.


    Ainda se formos condescendentes e admitirmos que o trecho em questão pudesse se restringir ao contexto da Igreja, isto é, do Novo Testamento, veremos que este mesmo também nos apresenta uma grande variedade de imagens representativas da Glória de Deus. Vemos o Espírito Santo descer sobre o Cristo na forma de uma pomba (Mt 3,16); no Apocalipse, Jesus aparece sob a imagem de um Cordeiro, "digno de receber" todo Poder e todo louvor (Ap 5,12), e também sob a imagem de um Leão (o 'Leão de Judá' que triunfa para romper os Sete Selos). Por fim, é importante notar que o próprio Jesus jamais condenou o uso cultual das imagens no Templo de Deus, onde foi apresentado, onde pregou aos doutores da Lei e do qual expulsou os vendilhões.

    Por fim, se avançarmos além da esfera do cristianismo, existem infinitos exemplos que poderíamos citar, oriundos de todas as religiões, inclusive (talvez principalmente) do brahmanismo, onde Kardec foi buscar suas ideias de “evolução do espírito” através de uma gigantesca sucessão de “reencarnações”, para misturar com figuras e conceitos cristãos e confundir o raciocínio dos ingênuos.


    Como se vê, é facílimo demonstrar que, de fato, a Igreja não “inventou” o uso cultual das Imagens, principalmente no sentido pejorativo que o texto lhe confere. De fato, trata-se de uma acusação tola, simplória e pueril, que só poderia partir de uma mente embotada ou bastante confusa.


    O papado inventou a canonização?


    O que é a canonização dada pela Igreja? Simplesmente o ato de atribuir o estatuto de Santo a um cristão de vida exemplar, e é claro que só a Igreja poderia fazê-lo, já que santo é alguém que integra o Corpo Místico de Cristo (a própria Igreja) e cumpre os mandamentos de Deus e da mesma Igreja. Logo, negar a canonização é negar a existência dos santos –, e sabemos bem que o espiritismo o nega –, já que não admite a existência do Céu nem do Inferno, mas prega que estamos todos, sem exceção, num processo de constante evolução espiritual.

    O papado inventou a canonização dos santos, num tempo posterior e num contexto estranho ao da pregação do Cristo, como insinua o texto espírita? Evidente que não, já que a Igreja desde sempre creu e venerou os santos, e prová-lo é tão simples quanto apontar as inúmeras e claras citações dos Apóstolos neste sentido (que já iniciam muitas de suas epístolas saudando 'os santos' de tal lugar).

    Sendo assim, tal afirmação do suposto "espírito" deveria se traduzir numa das revelações mais importantes de todos os tempos! Só mesmo uma inteligência extra-terrestre poderia supor que os Papas criaram a canonização, muitos anos depois de Cristo, com a intenção de afastar a Igreja do Evangelho! Estamos diante de algo realmente novo e revolucionário, que poderia mudar a história do cristianismo e da humanidade como um todo... Se tivesse o menor fundamento na realidade. E, se tivesse, precisaríamos urgentemente avisar a todos os cristãos do mundo, reconhecendo inclusive que nem mesmo S. João teve quem o alertasse deste absurdo, quando escreveu no Apocalipse: “E da mão do anjo subiu diante de Deus a fumaça do incenso com as orações dos santos” (Ap. 8,4).


    Mais ainda, a grande "revelação" deste incrível “espírito” mostraria que nem mesmo o Rei Davi, lá no Antigo Testamento, sabia o que estava dizendo quando proclamou: “Os céus louvarão as tuas maravilhas, ó Senhor, e a tua fidelidade na assembléia dos santos” (Sl 89,5). Ora, se foram os Papas que inventaram a existência dos santos – ou os termos que os definem –, por que já antes de Cristo se falava neles? Perdoe-me o dileto leitor, mas esse trecho não merece maiores explicações, a não ser a menção de que aqui é preciso escolher entre o que diz a Bíblia Sagrada, em consonância com a Santa Igreja, ou o que teria uma alma "desencarnada" desconhecida assoprado aos ouvidos de Chico Xavier. Enquanto cristãos, julgamos desnecessário aconselhar nossos leitores a optar pela primeira.


    O papado inventou a confissão auricular?


    Afinal, uma verdade. O “espírito”, ainda que claramente mal intencionado, acertou uma. Mas será que esse “Emmanuel” e Chico Xavier sentiam saudades do costume dos tempos da Igreja primitiva, quando as confissões eram públicas, feitas diante de toda a assembleia, e o perdão só era dado meses após a confissão?


    Humildemente, ousamos afirmar que é bem mais cômoda e misericordiosa a confissão auricular, em que o fiel e um padre em particular conversam a sós, com toda a caridade, tranquilidade e privacidade, e este último concede em nome de Deus o perdão dos pecados, permitindo que de imediato volte o confessante a participar da Comunhão do Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo.

    Especificamente na época em que o livro espírita foi escrito, a confissão era necessariamente feita no confessionário, com uma tela entre o padre e o confessor, que tinha por objetivo uma privacidade ainda maior, para que ninguém se sentisse envergonhado ou constrangido em confessar alguma falta mais embaraçosa. Tudo visava facilitar e tornar mais suave a obrigação do fiel. Para o “espírito Emannuel”, entretanto, isso é algo ruim, pérfido, planejado com sinistras e ocultas intenções.


    Nunca é demais lembrar, neste ponto, que foi Nosso Senhor Jesus Cristo quem deu autoridade aos Apóstolos e aos seus sucessores para perdoar os pecados do povo (Jo 20,22-23). Por consequência, torna-se importantíssimo lembrar também que as Chaves do Reino dos Céus foram dadas a São Pedro e aos mesmos Apóstolos (Mt 16,18-19. 18,18. 28,16-20); consequentemente, aos seus sucessores, e não a “espíritos” desconhecidos, dos quais não temos como conhecer a origem, nem aos seus supostos “intérpretes”.


    O papado criou a adoração da Hóstia?


    Responder a acusações tão absurdas, tão sem pé nem cabeça, requer generosa dose de paciência, e como espanta saber que muita gente se perdeu e continua se perdendo em insanidades deste tipo! Ora, adorar a Deus é a prática cristã mais essencial, mais fundamental e a primeira entre todas, assim como era para os antigos judeus e para os praticantes de qualquer religião que professa a fé num Deus criador e todo-poderoso. Some-se a isto o fato de que nós, cristãos, cremos no que Jesus disse dEle mesmo: que é Deus e que está presente no Pão (Hóstia) e no Vinho consagrados, e surgirá mais do que clara a resposta quanto ao motivo de adorarmos o Santíssimo Sacramento do Altar. Não adoramos propriamente a hóstia em si, enquanto pão, porque seríamos estúpidos se o fizéssemos. Adoramos no Pão Consagrado a Jesus Cristo, Deus, Sacramentado.

    Mais uma vez, algo tão simples que não merece maiores comentários. Se o leitor tiver dúvidas, leia mais a respeito neste estudo específico.


    O papado criou o celibato sacerdotal?


    A Igreja instituiu o celibato sacerdotal baseada nas recomendações diretas do seu Fundador, Jesus Cristo:



    “Nem todos são capazes de compreender o sentido desta palavra, mas somente aqueles a quem lho foi concedido. Porque há eunucos que o são desde o ventre de suas mães, há eunucos tornados tais pelas mãos dos homens e há os que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino dos Céus. Quem puder compreender, compreenda.”

    (Mt 19, 11-13)


    “Todo aquele que por minha causa deixar irmãos, irmãs, pai, mãe, esposa, filhos, terras ou casa, receberá o cêntuplo e possuirá a vida eterna.”

    (Mt 19,29)


    Também o santo Apóstolo confirmou a mesma admoestação, deixando-nos o seu testemunho nas Sagradas Escrituras quanto à excelência do celibato, pondo-se como exemplo: "Digo aos solteiros e às viúvas que lhes é bom se permanecerem assim, como também eu" (1Cor 7, 8-9).

    É, portanto, condição preferencial para o sacerdote que seja celibatário, sacrificando assim integralmente a sua vida pelo Reino de Deus. Como bem diz Nosso Senhor, só pode compreender isso quem verdadeiramente possui tal vocação.

    Assim, a instituição do celibato é extensível a todos aqueles que querem seguir Jesus Cristo na condição especial de sacerdotes. É importante notar que o celibato não foi uma imposição do Papa, mas a formalização de uma prática ostensivamente utilizada pelos sacerdotes desde sempre, sendo o decreto apenas uma forma de tornar oficial a prática informal. Note-se que não há nenhum registro histórico de manifestações contrárias a instauração oficial do celibato e, até hoje, salvo raras exceções, há consenso entre os presbíteros sobre a necessidade e o valor do celibato.


    Portanto, algo que é praticado desde o começo da Igreja não poderia de modo algum ter sido feito posteriormente, com o fito de afastá-la das suas origens. Se quisessem reclamar com alguém, o “espírito” e Chico Xavier deveriam ter reclamado com o Fundador da Igreja Católica: o Verdadeiro e Único Emanuel, Deus Conosco: Jesus Cristo.


    Noventa por cento das instituições católicas são de origem humaníssima, fora de qualquer origem divina(!?)?


    Curiosíssima sentença para um autor que pretende contestar a origem divina da Igreja. Se noventa por cento é humano, então dez por cento é divino? Em que isto implicaria? E, neste caso, quem seria capaz de "peneirar a Igreja" para poder descobrir o que nela é divino e o que é humano?

    Bem, o leitor que se dispuser a pesquisar a sério e com empenho terminará por descobrir que a realidade é o exato oposto disso! Noventa por cento ou mais de tudo aquilo que define a Igreja é de origem divina para os cristãos, pois foi revelado pelo Espírito Santo ou instituído diretamente por Jesus Cristo. O que dizer da Santa Missa, da Transubstanciação, dos Sacramentos, da Comunhão dos santos, das revelações e milagres, da compilação e canonização das Sagradas Escrituras, do perdão dos pecados (dado gratuitamente a todo aquele que se arrepende e se converte, sem nenhuma necessidade de ‘reencarnações’ sucessivas num processo infinito de evolução moral), da Imaculada Conceição de Maria, etc, etc?..


    Substancialmente, são essas e outras realidades sagradas que compõem aquilo que define a Igreja. Tudo o que há fora disso são formas das quais a Igreja dispõe para subsistir no mundo.

    Continua...


    ___
    • 1. COMBY, Jean. Para ler a história da Igreja, das origens ao século XV, vol. I, 3ª ed. São Paulo: Loyola, 2001
    www.ofielcatolico.com.br


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    Marcadores: Aparições e revelações, Apostasia na Igreja, Crítica, Denúncia, Doutrina, Em busca da verdade, Espiritismo, Polêmica, Tira-dúvidas


    Comunismo


    Rui Barbosa



    De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.



    Os grilhões que nos forjavam


    Da perfídia astuto ardil...


    Houve mão mais poderosa:


    Zombou deles o Brasil!



    Consagração no Rito Bizantino - Igreja Ortodoxa
    Publicado em 29 de jul de 2014Consgração do Pão e Vinho, transformado em Carne e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, em uma Divina Liturgia celebrada por Sua Santidade, o Patriarca Cirilo, de Moscou e toda Rus'.
    Publicado por Vale de Beracá em Sábado, 9 de janeiro de 2016

    Não é o suplício que faz o mártir, mas a causa. (Santo Agostinho)


    • http://deiustitia-etfides.blogspot.com.br/


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    Da Justiça a clava forte

    https://www.facebook.com/ditadura.fsp











  • “Esta seita de homens que, debaixo de nomes diversos e quase bárbaros se chamam socialistas, comunistas ou niilistas, e que, espalhados sobre toda a superfície da terra, e estreitamente ligados entre si por um pacto de iniquidade, já não procuram um abrigo nas trevas dos conciliábulos secretos, mas caminham ousadamente à luz do dia, e se esforçam por levar a cabo o desígnio, que têm formado de há muito, de destruir os alicerces da sociedade civil. É a eles, certamente, que se referem as Sagradas Letras quando dizem: “Eles mancham a carne, desprezam o poder e blasfemam da majestade” (Jud. 8)”.




    A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas.

    • Ruy Barbosa








    Alma de Cristo, santificai-me.

    Corpo de Cristo, salvai-me.

    Sangue de Cristo, inebriai-me.

    Água do lado de Cristo, lavai-me.

    Paixão de Cristo, confortai-me.

    Ó bom Jesus, ouvi-me.

    Dentro de Vossas chagas, escondei-me.

    Não permitais que me separe de Vós.

    Do espírito maligno, defendei-me.

    Na hora da minha morte, chamai-me.

    E mandai-me ir para Vós, para que Vos louve com os vossos Santos, por todos os séculos dos séculos.

    Amém.



    Postagens populares

    Nossa Senhora de Medjugorje


    Posted: 05 Apr 2016 12:06 PM PDT

    MENSAGEM DA RAINHA DA PAZ EM 2 DE ABRIL DE 2016, À MIRJANA:

    “Queridos filhos! Não tenham corações duros, fechados e cheios de medo. Permitam ao Meu amor materno iluminá-los e preenchê-los de amor e de esperança, a fim de que, como Mãe, Eu cure as suas dores, pois Eu as conheço, por tê-las experimentado. A dor eleva e é a maior oração.

    Meu Filho ama, de modo especial, aqueles que sofrem. Ele Me enviou para curá-los e trazer-lhes a esperança. Confiem Nele! Eu sei que é difícil para vocês, porque veem sempre mais escuridão ao seu redor. Filhinhos, é necessário destruí-la pela oração e pelo amor. Aquele que reza e ama não tem medo, mas esperança e um amor misericordioso que vê a Luz que é o Meu Filho.

    Como Meus Apóstolos, convido-os a tentarem ser exemplo de amor misericordioso e de esperança. Rezem sempre e novamente, para terem o maior amor possível, porque o amor misericordioso traz a luz que destrói toda a escuridão - traz o Meu Filho. Não tenham medo: vocês não estão sozinhos: Eu estou com vocês!

    Eu imploro a vocês para rezarem pelos seus sacerdotes, a fim de que, em cada momento, eles tenham amor e ajam com amor, pelo Meu Filho -- através Dele e em memória Dele. Obrigada."













    - A BÍBLIA CONFIRMA A IGREJA


    “Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal.” (2 Pedro 1,20)-
    “Escrevo (a Bíblia) para que saibas como comportar-te na Igreja, que é a Casa do Deus Vivo, a coluna e o fundamento da Verdade.” (1Timóteo 3,15) -
    “Tu és Pedra, e sobre essa Pedra edifico a minha Igreja (...). E eu te darei as Chaves do Reino dos Céus; e tudo o que ligares na Terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na Terra será desligado nos Céus.”(Mateus 16, 18) -
    “...Vós examinais as Escrituras, julgando ter nelas a vida eterna. Pois são elas que testemunham de Mim, e vós não quereis vir a Mim, para terdes a vida.”(João 5,39-40) -
    “Em Nome de nosso Senhor Jesus Cristo, apartai-vos de todo irmão que não anda segundo a Tradição que de nós recebeu.” (2 Tessalonicenses 3,6) -
    “Então, irmãos, estai firmes e guardai a Tradição que vos foi ensinada, seja por palavra (Tradição), seja por epístola nossa (Bíblia). ”(2 Tessalonicenses 2, 15) -
    “(Pedro,) apascenta o meu rebanho.” (João 21,15-17) -
    “Irmãos, sabeis que há muito tempo Deus me escolheu dentre vós (Apóstolos), para que da minha boca os pagãos ouvissem a Palavra do Evangelho.” - S. Pedro Apóstolo, primeiro Papa da Igreja de Cristo(Atos dos Apóstolos 15, 7) -
    “Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça. E tu, confirma os teus irmãos.” - Jesus Cristo a S. Pedro (Lucas 22, 31-32) -
    “De hoje em diante, todas as gerações me proclamarão Bem-aventurada.” - Maria, a Mãe de Nosso Senhor (Lucas 1, 48) -
    “Ainda que nós ou um anjo baixado do Céu vos anuncie um evangelho diferente do nosso (Apóstolos), que seja anátema.” (Gálatas 1, 8) -
    “Em Verdade vos digo: se não comerdes da Carne e do Sangue do Filho do homem, não tereis a Vida em vós mesmos.” (João 6, 56) -
    “Minha Carne é verdadeiramente comida, e o meu Sangue é verdadeiramente bebida.”(João 6, 55) -
    “O Cálice que tomamos não é a Comunhão com o Sangue de Cristo? O Pão que partimos não é a Comunhão com o Corpo de Cristo?” (1ª aos Coríntios 10, 16) -
    “E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos, da mão do anjo, diante de Deus.” (Apocalipse 8, 4) -
    “Aqui (no Céu) está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os Mandamentos de Deus e a Fé em Jesus.” (Apocalipse 14, 12) 
    - Porque já é manifesto que vós (a Igreja) sois a Carta de Cristo, ministrada por nós (Apóstolos), e escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração (...); o qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica. (2Cor 3,3.6) - 

     



    Mário Kozel Filho


    “Servi ao Senhor com respeito e exultai em Sua Presença; prestai-lhe homenagem com temor.” (Sl 2,11)
    †   †   †
    Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo; adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os Sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos Méritos Infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.

    GRAÇAS E LOUVORES SE DEEM A TODO MOMENTO, AO SANTÍSSIMO E DIVINÍSSIMO SACRAMENTO!

    Gruta de Lourdes

    Signis et portentis mendacibus

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