– Em primeiro lugar:
– Michel Temer, em seu 1º pronunciamento como presidente, garantiu
prosseguimento de Lava Jato e programas sociais para demolir
narrativa do PT.
– Temer: “reafirmo que vamos manter o Bolsa Família, o Pronatec, o
Fies, o Prouni, o Minha Casa Minha Vida, entre outros projetos que deram
certo”.
– Temer: “Precisamos acabar com a crença de que, assumindo outrem,
destrói-se o que foi feito. Vamos prestigiar o que deu certo”… que é
muito pouco.
– Temer assumiu compromisso de reequilibrar contas públicas. Não é
fácil. Dilma deixou déficit de mais de R$ 90 bilhões e ainda recebe
salário. Um acinte.
– Temer: “O diálogo é o primeiro passo para enfrentarmos os desafios
para avançar e garantir a retomada do crescimento”. Lê-se: não sou Dilma
Rousseff.
– Temer pregou um governo de “salvação nacional” e afirmou: “Não
podemos mais falar em crise. É preciso trabalhar”. Só para lembrar,
Temer:
Aguardamos também a substituição dos 10 mil petistas em cargos comissionados – ou, de preferência, o corte dos cargos
– Bastou um discurso para Temer fazer jus ao alívio da senhora Língua portuguesa. Dilmês é coisa do passado.
– ‘Governo Federal: Ordem e Progresso’ será o slogan do governo
Temer, que já tem até logotipo. Sempre achei que faltava um acento agudo
no “e”, mas ok.
– Temer deu Ministério dos Esportes a Leonardo Picciani (PMDB-RJ),
cujo esporte é negociar ministérios. É capaz de desmembrá-lo e vender
cada modalidade.
– Temer tem prazo exíguo para alcançar feitos em política e
economia e provar que cota de fisiologismo nos ministérios foi preço
módico a pagar pela sustentação de um governo eficaz.
– Noticiário hoje: Temer espirrou, Temer disse ‘oi’, Temer assinou,
Temer escovou dentes, Temer foi ao banheiro, Temer vai atravessar a rua…
– Lindbergh Farias (PT-RJ) não reconhece a legitimidade do governo Temer. Este blog reconhece a choradeira de Lindbergh Farias.
– O relator Antônio Anastasia (PSDB-MG) publicou vídeo em que explica
como será o julgamento de Dilma no Senado acompanhado por Ricardo
Lewandowski.
– Anastasia: “O acompanhamento do presidente do STF é uma garantia do
cumprimento de pressupostos formais. A decisão sobre o mérito cabe ao
Senado.” Ouviu, Lewando?
– Renan Calheiros: “Estou aliviado. Já decidi demais. Agora, não
tenho mais expectativa sobre prazo nenhum. Vocês terão que perguntar
para o Lewandowski.”
– O ministro do STF Luiz Edson Fachin
prometeu pautar em breve julgamento de denúncia contra Renan. Ele não tem motivos para estar aliviado. Pergunte também à Lava Jato.
– Lula e Dilma finalmente deram o abraço oficial dos afogados. Tchau, queridos.
– Eduardo Cunha, mesmo afastado do cargo, aproveitou o momento para alfinetar Dilma: “Antes tarde do que nunca”. Sem dúvida.
– Impagável a capa do jornal Meia Hora:
– Ana Paula do Vôlei: “Só lembrando que: Resort Sheraton Sérgio Moro com 8 dependências vagas. Em Curitiba 4 graus C.”
–
VEJA:
Segurança do Palácio desautorizou Jaques Wagner. Petista quis abrir
guarda para mulheres abraçarem Dilma e ouviu: o senhor não é mais
ministro. Toooooma!
– O próximo a desautorizar Jaques Wagner, e mais Edinho Silva,
Aloizio Mercadante, Ricardo Berzoini e José Eduardo Cardozo, é o Sérgio
Moro. Aguardamos ansiosamente.
– Moro aceitou denúncia do MPF contra Ronan Maria Pinto, Delúbio
Soares, Marcos Valério e Breno Altman, colaborador e diretor de blogs
petistas. Moro faz a parte dele, Temer.
– Já que assunto é governo, relembro ao leitor: governo nenhum vai
realizar sua vocação por você. Cai um, vem outro, e pode até
atrapalhar menos, mas é você que tem de correr atrás.
Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil
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