Oposição reage à licença do ministro da Saúde: “Faltou combinar com 4 mil gestantes contaminadas” | Felipe Moura Brasil | VEJA.com
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Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".
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Felipe Moura Brasil estreou este blog em 2013, após dez anos como cronista na internet. Idealizou e organizou o best seller de Olavo de Carvalho, "O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota". Autor da Editora Record, trabalha em dois livros previstos para 2016.
Oposição reage à licença do ministro da Saúde: “Faltou combinar com 4 mil gestantes contaminadas”
Dilma liberou Castro para votar em Picciani no PMDB e salvá-la do impeachment
- Por: Felipe Moura Brasil
- 17/02/2016 às 11:48
Dilma e Marcelo de Castro: a única saúde que preocupa a petista é a do governo
Opositores e dissidentes da base aliada reagiram à exoneração temporária do ministro da Saúde, Marcelo de Castro, para votar no governista Leonardo Picciani na disputa contra Hugo Motta pela liderança do PMDB na Câmara dos Deputados e, com isso, tentar evitar o impeachment de Dilma Rousseff.
“Em plena epidemia de zika vírus, o ministro da SAÚDE me sai para fazer politicagem na Câmara e afirma que é o que tem que ser feito”, lamentou nas redes sociais o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), referindo-se à “justificativa” dada por Castro à imprensa.
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“Só faltou combinar com 4 mil gestantes contaminadas que não sabem as sequelas para seus filhos”.
Aliado de Motta, o peemedebista Lúcio Vieira Lima disse à Globonews que o governo fez de Castro não um ministro de Estado, “mas ministro de Picciani”:
“É lamentável. Os brasileiros ficam chocados com isso. É mais uma demonstração de que Dilma não tem compromisso com o Brasil, tem apenas compromisso em evitar o impeachment dela.”
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que atua nos bastidores em prol da liderança de Motta, ainda ficou de pautar um requerimento que pede a convocação de Castro para explicar a crise na saúde brasileira. Ou seja: para desgastar ainda mais o ministro e o governo.
Embora parte da imprensa tenha repetido a mentira oficial de que Dilma se opunha à manobra da exoneração temporária, o próprio Castro disse ao Estadão “não ter tomado conhecimento dessas considerações da presidente”, que aliás teve de assumir o pedido no Diário Oficial da União:
Além disso, um assessor presidencial confessou à repórter Andréia Sadi o verdadeiro cálculo político do governo: “Vamos apanhar por 48 horas para garantir a sobrevivência dos próximos meses”.
Sobrevivência do governo, claro. E a população – com a confirmação de três mortes, até o momento, em decorrência do vírus, além de uma investigação de outra, ainda no útero materno – que se exploda.















