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  • TU ES PETRUS ET SUPER HANC PETRAM AEDIFICABO ECCLESIAM MEAM

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A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las. (Santo Agostinho) 




Não é o suplício que faz o mártir, mas a causa. (Santo Agostinho)

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Benedicat tibi Dominus et custodiat te
Ostendat Dominus faciem suam tibi, et det tibi gratiam suam:
Volva Dominus vultum suum ad te et det tibi pacem


“A guerra é um massacre de homens que não se conhecem em benefício de outros que se conhecem mas não se massacram.”

— Paul Valéry




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    segunda-feira, 17 de abril de 2017

    O Fiel Católico











    Posted: 17 Apr 2017 07:36 AM PDT







    O TEMPO PASCAL compreende cinquenta dias (do grego Πεντηκοστή = pentēkostḗ = pentecostes), que são vividos e celebrados como um só dia – o grande Domingo de Páscoa e compreendem "os cinquenta dias entre o domingo da Ressurreição até o domingo de Pentecostes. Devem ser celebrados com alegria e júbilo, como se se tratasse de um só e único dia festivo, como um grande Domingo" (Normas Universais do Ano Litúrgico, n. 22)...




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    Feliz Páscoa – Tempo Pascal




    O TEMPO PASCAL compreende cinquenta dias (do grego Πεντηκοστή = pentēkostḗ = pentecostes), que são vividos e celebrados como um só dia – o grande Domingo de Páscoa e compreendem "os cinquenta dias entre o domingo da Ressurreição até o domingo de Pentecostes. Devem ser celebrados com alegria e júbilo, como se se tratasse de um só e único dia festivo, como um grande Domingo" (Normas Universais do Ano Litúrgico, n. 22).


    O Tempo Pascal é, em muitos sentidos, o mais importante de todo o Ano Litúrgico. É inaugurado na Vigília Pascal e celebrado durante sete semanas até a Solenidade de Pentecostes. É a Páscoa (do hebraico pesach, que significa 'passagem') de Cristo, nosso Senhor e Salvador, que passou da morte para vida, vida plena e eterna, sua (e nossa futura) existência definitiva e gloriosa. É a Páscoa também da Igreja, que é seu Corpo, introduzida na Vida nova de seu Senhor por meio do Espírito que Cristo lhe deu no dia do primeiro Pentecostes. A origem desta cinquentena remontae às origens do Ano Litúrgico.


    Os judeus tinham já a "Festa das Semanas" (vide Dt 16,9-10), prefiguração do nosso Tempo Pascal, uma celebração inicialmente agrícola e depois comemorativa da Aliança no Sinai, aos cinquenta dias da Páscoa judaica. Os cristãos, organizaram sete semanas para prolongar a alegria da Ressurreição e para celebrar, ao final destes cinquenta dias, a Festa de Pentecostes, memorial da dádiva do Dom do Espírito Santo. Já do século II temos o testemunho de Tertuliano, o qual dá conta de que neste espaço de tempo não se jejua nem se faz penitência, mas vive-se uma profunda e prolongada alegria.




    A Liturgia insiste no caráter unitário destas sete semanas. A primeira semana é a Oitava da Páscoa, em que, já por irradiação, os batizados na Vigília Pascal eram introduzidos a uma mais profunda sintonia com o Mistério de Cristo. A Oitava termina com o Domingo da Oitava, chamado "In Albis", porque nos tempos antigos, nesse dia, os recém batizados depunham as vestes brancas recebidas no dia de seu Batismo.


    Dentro da cinquentena pascal se celebra a Ascensão do Senhor, agora não necessariamente aos quarenta dias da Páscoa, mas no domingo sétimo de Páscoa, já que a preocupação é menos cronológica e mais teológica, e a Ascensão pertence, de maneira simples, ao Mistério da Páscoa do Senhor. E tudo se conclui com a vinda do Espírito em Pentecostes.



    A unidade da Cinquentena é também destacada pela presença do Círio Pascal aceso em todas as celebrações, até o domingo de Pentecostes. Pelo motivo já explicado, os vários domingos não se chamam, por exemplo, "domingo III depois da Páscoa", e sim "Domingo III de Páscoa". As celebrações litúrgicas dessa Cinquentena expressam e nos auxiliam a viver o Mistério Pascal comunicado aos discípulos do Senhor Jesus.


    As leituras da Palavra de Deus dos oito domingos deste Tempo na Santa Missa estão organizadas com essa intenção. A primeira é sempre dos Atos dos Apóstolos, a história da Igreja em seus primórdios, que em meio às suas debilidades e muitos obstáculos, viveu e difundiu a Páscoa do Senhor Jesus e a Sã Doutrina. A segunda leitura muda segundo os ciclos: a primeira Carta de São Pedro, a primeira Carta de São João e o Livro do Apocalipse.


    ______
    Fontes e ref.:
    ACI Digital. O Que é a Páscoa?, disp. em:
    www.acidigital.com/pascoa/pascoa.htm
    BONDAM. Fernando José. Lecionário Patrístico Dominical, Petrópolis: Vozes, 2013. www.ofielcatolico.com.br

    sexta-feira, 20 de maio de 2016

    O Fiel Católico - Santo Sábado de Aleluia







    O Fiel Católico





    Posted: 05 Apr 2016 06:14 AM PDT









    NO SÁBADO SANTO honra-se a sepultura de Jesus Cristo e sua descida à mansão dos mortos; depois do sinal do Glória, começa-se a honrar sua gloriosa Ressurreição.





    ** Ler o artigo na íntegra

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    • Santo Sábado de Aleluia





    NO SÁBADO SANTO honra-se a sepultura de Jesus Cristo e sua descida à mansão dos mortos; depois do sinal do Glória, começa-se a honrar sua gloriosa Ressurreição.


    A noite do Sábado Santo, denominada também Vigília Pascal, é especialíssima e solene. A Vigília Pascal era antigamente celebrada à meia-noite, depois mudada, infelizmente, por questões práticas(?). Ela não pode, entretanto, começar antes do início da noite, e deve terminar antes da aurora do domingo. – É considerada "a mãe de todas as santas vigílias", pois nesta a Igreja mantém-se de vigia à espera da Ressurreição do Senhor, a consumação de toda a nossa fé, e celebra-a com os Sacramentos da Iniciação cristã.


    Esta noite é "uma vigília em honra do Senhor" (Ex 12,42). Assim ouvindo a advertência de Nosso Senhor no Evangelho (Lc 12, 35), aguardamos o retorno do Cristo, tendo nas mãos velas acesas, para que ao voltar nos encontre vigilantes e nos faça sentar à sua Mesa.


    A vigília desta noite é dividida do seguinte modo:


    1) A Celebração da Luz;


    2) A meditação sobre as maravilhas que Deus realizou desde o início pelo seu povo, que confiou em sua Palavra e em sua Promessa;


    3) O nascimento espiritual de novos filhos de Deus através do Sacramento do Batismo;


    4) E por fim a tão esperada Comunhão Pascal, na qual rendemos ação de graças à Nosso Senhor por sua Gloriosa Ressurreição, na esperança de que possamos também nós ressurgir como Ele para a vida eterna.




    • Benção do Lume Novo



    As luzes da igreja estão todas apagadas. Do lado de fora está um fogareiro preparado pelo sacristão antes do início das funções, com a faísca tirada de uma pedra. Então o celebrante abençoa o fogo e o turiferário recolhe algumas brasas bentas e as coloca no turíbulo. A pedra representa Cristo, "a pedra angular" que, sob os golpes da cruz, jorrou sobre nós o Espírito Santo.


    O fogo novo, representativo da Ressurreição de Nosso Senhor, luz Divina apagada por três dias, que há de aparecer ao pé do túmulo de Cristo, que se imagina exterior ao recinto da igreja, e resplandecerá no Dia da Ressurreição. Deve ser novo este fogo, porque Nosso Senhor, simbolizado por ele, acaba de sair do túmulo.


    Essa cerimônia era já conhecida nos primeiros séculos da cristandade. Tem sua origem no costume romano de iluminar a noite com muitas lâmpadas. Essas lâmpadas passam a ser símbolo do Senhor Ressuscitado, que surge de dentro da noite da morte.



    A procissão com o Círio Pascal



    Após a cerimônia de preparação do Círio Pascal, é ele solenemente introduzido no templo por um diácono que, por três vezes, ao longo do cortejo pela nave central, canta elevando sucessivamente o tom: "Eis a luz de Cristo" (Lumen Christi). O coro responde: "Graças a Deus" (Deo Gratias). Em cada parada vão se acendendo aos poucos as velas: na primeira vez é acesa a vela do celebrante; na segunda parada, feita no meio do corredor central, são acesas as velas dos clérigos; na terceira vez, por fim, se acendem as velas dos assistentes, que comunicam as chamas do Círio bento até toda a igreja estar iluminada.


    As velas são acesas no Círio Pascal, pois nossa luz vem de Cristo. O diácono, que vem vindo, é, portanto, mensageiro e arauto da boa nova: anuncia ao povo a Ressurreição de Cristo, como outrora o Anjo às santas mulheres.


    As palavras Lumen Christi significam que Jesus Cristo é a única Luz do mundo.


    A procissão, que se forma atrás do Círio Pascal é repleta de símbolos. É alusão às palavras de Nosso Senhor: "Eu Sou a Luz do mundo. Quem me segue não anda nas trevas, mas terá a Luz da Vida" (Jo 8,12; Jo 9,5; 12,46). O Círio, conduzido à frente, recorda a coluna de fogo pela qual Deus precedia na escuridão da noite ao povo de Israel ao sair da escravidão do Egito e lhe mostrava o caminho (Ex 13, 21). – O cristão é aquele que, para iluminar, se deixa consumir na Luz maior, e que em sua luz acende outras, dando sua própria vida, como ensinou e fez Nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 15,13).



    O Precônio Pascal



    Ao término da procissão, na qual se introduz o Círio no Templo, é ele colocado em local apropriado. Com a vela acesa na mão, renovamos nossa fé, proclamando Jesus Cristo, Luz do mundo que ressurgiu das trevas para iluminar nosso caminho. E lembramos que por vocação todo cristão é chamado a ser também luz, como Ele mesmo nos diz: "Vós sois a luz do mundo. Que, portanto, brilhe vossa luz diante dos homens, para que as pessoas vejam vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai, que está nos Céus!" (Mt 5,14.16).


    O diácono, após incensar o Círio e o Livro, canta o Precônio Pascal, do latim Praeconium Pascale, que significa Anunciação da Páscoa (vídeo acima), em que se exaltam os benefícios da Redenção e que é um belo poema, a partir da vela, sobre o trabalho das abelhas e o material para a sua confecção, o significado da luz ao longo da história de Israel e, de modo especial, sobre Jesus, a Luz do mundo. As magníficas palavras deste hino são atribuídas a Santo Ambrósio e a Santo Agostinho. É esse canto o antigo Lucernário da Vigília Pascal. O nome Lucernário foi dado às orações que se diziam na reunião litúrgica ao acenderem-se as luzes ao anoitecer (veja letra e tradução aqui).


    Arderá daí em diante o Círio Pascal, em todas as funções, durante quarenta dias, recordando a permanência na Terra de Cristo ressuscitado. Retirar-se-á no dia da Ascensão, isto é, no momento em que Jesus Cristo ressuscitado sobe ao Céu.



    Leitura das Profecias



    Nos primórdios da Igreja, nesta hora, aproximavam-se os catecúmenos para receberem o Batismo. A fim de ocupar a atenção dos fiéis e para a maior instrução dos catecúmenos, liam-se na tribuna passagens da Sagrada Escritura apropriados ao ato. Eram as Doze Profecias, como resumo histórico da Religião: criação, dilúvio, libertação dos israelitas, oráculos messiânicos.


    Atualmente são feitas apenas nove leituras, sete do Antigo Testamento e duas do Novo. Para cada leitura, há uma oração, com cântico ou salmo responsorial. Após a sétima leitura, são acessas as velas do Altar a partir do Círio Pascal e o sacerdote entoa o canto do Gloria in Excelsis, com acompanhamento de instrumentos musicais e de sinos, que ficaram calados durante todo o Tríduo sagrado. A Igreja, portanto, entra inteira na alegria pascal. Logo em seguida é feita a primeira leitura do Novo Testamento (Rm 6,3-11), que é sobre o Batismo.


    Após o término das leituras, o sacerdote entoa o canto solene do "Aleluia", quebrando o clima de tristeza e contrição que acompanhava todo o tempo da Quaresma. Esse canto solene, repetido gradativamente três vezes em tom cada vez mais alto, representa a saída de Cristo da sepultura e expressa o crescente júbilo pela Vitória do Salvador. Por fim, proclama-se um trecho do Evangelho sobre a Ressurreição de Jesus, levando-se em consideração o ciclo anual A, B e C.



    Benção da pia batismal



    Terminada a leitura das Profecias, vai o Clero para a pia batismal. Na frente do cortejo, a Cruz e o Círio Pascal, símbolos de Cristo que deve alumiar a nossa peregrinação terrena, como em outras eras a nuvem luminosa norteava o rumo dos israelitas no deserto.


    O celebrante abençoa a água num magnífico prefácio em que são lembradas as maravilhas que Deus quis operar por meio da água; depois, com a mão divide em quatro partes a água já purificada, e derrama algumas gotas nos quatro pontos cardeais. Enfim, nessa pia batismal, mergulha por três vezes o Círio Pascal, simbolizando o poder regenerador que Jesus Ressuscitado dá a essa água e, também, nossa participação em seu Mistério Pascal, no qual morremos ao pecado e ressuscitamos para a vida da Graça. E ainda deita nela um pouco do óleo dos catecúmenos e do santo Crisma. Essa água será usada nos batizados ao longo do ano e na aspersão do povo.


    Quando não há Batismo-Confirmação, sempre se benze a água, que é levada solenemente até a pia batismal.


    Antigamente, após os ritos preparatórias, era administrado o Batismo solene aos catecúmenos (os que se iniciavam na fé cristã) que, durante três anos, viviam um processo intenso de preparação para ingressar na Igreja, com um rigor maior na Quaresma e na Semana Santa. Findos os ritos preparatórios, os catecúmenos, jubilosos, eram levados ao lugar onde haveriam de receber o Batismo. A aspersão dos fiéis que hoje em dia o celebrante faz, avançando através da igreja, com a água acabada de benzer, recorda esta antiga cerimônia .


    Depois da benção da pia batismal, volta o préstito ao coro, cantando a Ladainha de Todos os Santos, recordando os que viveram com fidelidade a Graça Batismal. Chegados ao pé do Altar, o celebrante e seus ministros prostram-se para meditar ainda na Morte e Sepultura de Nosso Senhor.


    O final do Sábado Santo, com seus três aspectos do mesmo e único Mistério Pascal: Morte, Sepultamento e Ressurreição de Jesus, está no ápice do Tríduo Pascal. Primeiro está a Morte na Sexta-feira; depois Jesus no túmulo, no Sábado; e, em seguida, a Ressurreição, no Domingo, iniciada, porém, na noite de Sábado, por isso dito "Sábado de Aleluia", na Vigília Pascal.

    A Missa do Sábado Santo é a primeira das duas cantadas na Páscoa. Esta Celebração ostenta o caráter de extremo júbilo e magnificência, em forte contraste com a mágoa intensa da Sexta-feira Santa. Vemos agora os Altares e os dignatários paramentados, em grande gala. Reboam as notas alegres do Gloria in Excelsis, unidas ao eco dos sinos festivos! O Aleluia, não mais ouvido desde o início da Quaresma, ressurge após a Epístola. – Essa é, na realidade a Missa da madrugada da Páscoa. É a celebração, por assim dizer, da Aurora da Ressurreição.





    _____________
    • • Adaptado de artigo de Emílio Portugal Coutinho para a GaudiumPress.Org ofielcatolico.com.br 
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    quinta-feira, 31 de março de 2016

    No ápice da derrota, o ápice da vitória






    Boletim IPCO - Instituto Plinio Corrêa de Oliveira




    No ápice da derrota, o ápice da vitória


    Posted: 31 Mar 2016 12:38 PM PDT


    Hoje, as possibilidades de ressurreição plena de todas as coisas segundo a Lei e a Doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo parecem tão irremediavelmente sepultadas quanto aos apóstolos parecia irremediavelmente sepultado Nosso Senhor Jesus Cristo no seu sepulcro.





    “Eu quero meu Brasil de volta!”


    Posted: 31 Mar 2016 12:24 PM PDT


    Quem não se lembra do Brasil autêntico, de outrora?






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    • No ápice da derrota, o ápice da vitória



    • Hoje, as possibilidades de ressurreição plena de todas as coisas segundo a Lei e a Doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo parecem tão irremediavelmente sepultadas quanto aos apóstolos parecia irremediavelmente sepultado Nosso Senhor Jesus Cristo no seu sepulcro.




    Na aparência, Nosso Senhor Jesus Cristo na sepultura Se apresentava como o grande derrotado. Quem seria capaz de imaginar que depois de tantos milagres, como a transformação da água em vinho, da ressurreição de mortos, da multiplicação de pães e peixes, da pesca miraculosa, da cura de cego de nascença, além do poder que possuía sobre os demônios e a natureza, Ele terminaria a sua vida de maneira tão trágica?

    A multidão que se aproximava para ver, ouvir e tocar o Divino Salvador, encontrava-se silenciosa diante de seu Corpo sem vida no Santo Sepulcro, sob a guarda de soldados. Mas Jesus jazia ali como triunfador glorioso, impondo terror aos seus inimigos, pois mesmo apesar de morto, aniquilado e derrotado, precisava ser vigiado como inimigo perigoso, tendo o seu sepulcro sido lacrado com o selo imperial de Roma e provido de guardas.

    Por que tanto temor diante de um morto? Ainda havia pouco o Mestre de Nazaré lembrara aos seus inimigos que se eles derrubassem o Templo em três dias Ele o reedificaria… Na verdade, falava de seu próprio corpo mortal. Elucida-o a figura de Jonas em relação a Cristo, pois tendo passado no ventre da baleia três dias e três noites, simbolizou o Filho de Deus no ventre da terra por três dias, quando ressurgiu dos mortos.

    Depois que Cristo Nosso Senhor dormiu o sono da morte no alto da Cruz, na Sexta-feira Santa às três horas da tarde, foi sepultado logo depois com ajuda dos seus discípulos José de Arimateia, Nicodemos e São João Evangelista, além de algumas destemidas mulheres que estavam aos pés da cruz. Com a devida permissão para O retirar da Cruz, seu Corpo foi sepultado num jardim próximo dali.


    Mas ao terceiro dia, pela madrugada, sua alma santíssima uniu-se ao corpo que estivera morto. Para entender o mistério da Ressurreição, recorremos a uma comparação simbólica. Ao lançar o semeador a semente na terra, para que dela surja nova vida, é imperativo que morra. Assim aconteceu com Cristo que, colocado no sepulcro, resplandeceu como luz ao terceiro dia, o que prova a sua divindade.

    A aurora, que é o desdobramento do próprio sol que ela anuncia, desponta para que o dia recomece. Assim, glorioso e refulgente, vitorioso da morte e do mundo, Cristo ressurge nesse dia com o seu próprio poder e virtude; dia glorioso, que passou para a História como primeiro da semana e, portanto, consagrado a Deus, porque Jesus Cristo selou sua missão divina de Homem-Deus. Como Vítima adorável, sacrificou-se pelos homens para redimi-los e lhes abrir as portas do Céu.

    Ele funda depois a sua Igreja e A enriquece com os tesouros divinos da salvação. Sua maneira de ressurgir foi própria, pois que “não está nas leis da natureza, nem homem algum teve jamais o poder de passar da morte à vida por própria virtude. Isto cabe ao poder de Deus, como se depreende das palavras do Apóstolo: ‘Embora fosse crucificado na fraqueza, vive, todavia, pelo poder de Deus’” (II Cor. 13, 4 e Catecismo Romano de Trento).

    Por ser Homem-Deus, a divindade nunca se separou do corpo nem da alma. De onde estavam postas as condições para que Cristo ressurgisse dos mortos por virtude própria. Por força da união hipostática – pela qual a divindade e a humanidade estão unidas tão estreitamente à pessoa do Verbo numa só pessoa – ao ser homem não deixou de ser Deus, Senhor da vida e da morte.

    “Cristo ressurgiu dos mortos, como dos que dormem; porquanto por um homem veio a morte, assim também por um Homem veio a ressurreição dos mortos. E como todos sofrem a morte em Adão, assim todos terão vida em Cristo. Cada qual, porém, conforme sua ordem. Cristo como primeiro de todos, em seguida os que pertencem a Cristo” (Romanos, 6, 9). Nossa Senhora, pela missão que ocupa como Mãe e Corredentora, ao contemplar Cristo Morto e sepultado, é o modelo exímio da Fé, do espírito de Fé e do senso católico.

    Hoje, as possibilidades de ressurreição plena de todas as coisas segundo a Lei e a Doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo parecem tão irremediavelmente sepultadas quanto aos apóstolos parecia irremediavelmente sepultado Nosso Senhor Jesus Cristo no seu sepulcro. Os verdadeiros devotos de Nossa Senhora recebem d’Ela, entretanto, o inestimável dom do senso católico, sabendo que tudo é possível, e que a aparente inviabilidade dos mais ousados e extremados sonhos apostólicos não impedirá uma verdadeira ressurreição de todas as coisas.

    Nossa Senhora nos ensina a perseverança na Fé, no senso católico, na virtude do apostolado destemido, mesmo quando parece tudo perdido. A ressurreição virá logo, porque tem a promessa de Nossa Senhora de Fátima, do triunfo do Imaculado Coração de Maria (cfr. Via Sacra de Plinio Corrêa de Oliveira, O Legionário).

    *Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso Moreira – RJ

    Domingo de Páscoa, Ressureição, Semana Santa











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    • Sobre Padre David Francisquini


    • Pe. David exerce sua missão sacerdotal na Igreja do Imaculado Coração de Maria, em Cardoso Moreira (RJ). Entusiasta do livro Revolução e Contra-Revolução, do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, o Revmo. Pe. David sempre propagou os ideais deste insigne pensador e líder católico.Pe. David é autor de dois livros importantes para a defesa da família Brasileira: "Catecismo contra o Aborto" e "Homem e Mulher, Deus os criou".


    quarta-feira, 30 de março de 2016

    Nossa Senhora de Medjugorje






    Nossa Senhora de Medjugorje




    TEMPO DA PÁSCOA


    Posted: 30 Mar 2016 03:24 AM PDT


    O TEMPO PASCAL

    Iniciamos na Quarta-feira de Cinzas, a grande celebração anual da Páscoa, num único Tempo Pascal. Esta grande celebração pascal tem a Quaresma como primeira parte. Não se trata de primeiro celebrar a Cruz e depois a Ressurreição. Apesar de que na prática das celebrações esse processo ocorra, não devemos separar uma coisa da outra. Não podemos separar a cruz da ressurreição. Quando Jesus aparece após a ressurreição, São João afirma que Ele mostra aos discípulos as mãos e o lado. Isto significa que o Ressuscitado é o Crucificado e o Crucificado é o Ressuscitado, isto é, era a mesma pessoa (Jo 20,20; 25-27). No Evangelho de São Lucas Jesus aparece após a ressurreição e mostra aos seus discípulos as mãos e os pés e os introduz na plenitude da mensagem da Páscoa. Tanto em São João como em São Lucas, trata-se das chagas da crucificação que o Cristo ressuscitado mostra a eles.

    Fazemos memória da Cruz e da Paixão do Senhor, em cada celebração, o ano todo, seja na festa de Natal, seja na Epifania, seja em Pentecostes. Então, na Quaresma acentuamos da Páscoa, o aspecto mais de “saída da escravidão”, a libertação de tudo o que aniquila a vida humana; e a partir da festa da Ressurreição até Pentecostes, damos graças e festejamos as coisas novas que o Senhor já fez em nós com a força da Ressurreição. Assim continuamos a celebrar a libertação, mas agora olhando não só de que somos libertados, mas “para que somos libertados”, isto é, agora somos libertadores.

    A formação da Qüinquagésima Pascal, isto é, cinqüenta dias do chamado Tempo Pascal, vem de muito tempo quando foi instituída a liturgia da Páscoa. Os padres a apresentam como um unicum, que significa uma única celebração que continua durante cinqüenta dias, pois todo dia é festivo. Ao passo que no judaísmo a celebração da festa de Pentecostes, festa da colheita e posteriormente da Aliança do Sinai, é celebrada por si mesma cinqüenta dias após a celebração da Páscoa, no Cristianismo são celebrados os cinqüenta dias da única festa pascal. No livro Atos dos Apóstolos 2,1, o texto grego escreve pentekoste no singular; o texto latino, ao contrário, e provavelmente sob influencia do costume introduzido no século IV, escreve no plural: com complemento dias de Pentecostes. Esta Qüinquagésima começa com o dia da ressurreição do Senhor no dia de Páscoa e se desenvolve em oito domingos. Talvez nesse número “oito” deve-se ler a vontade de exprimir o último dia.

    Com a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, procura-se fazer com que os cristãos descubram novamente unidade da Qüinquagésima Pascal.

    Já o título: Domingo de Páscoa, no novo Missal Romano, é significativo. O missal de Pio V, por sua vez, trazia como título: Domingo da Ressurreição. Com razão o missal preferiu especificar assim: Domingo de Páscoa na ressurreição do Senhor. Assim se afirma que o Domingo de Páscoa não é Domingo da ressurreição, mas domingo na ressurreição do Senhor. De maneira semelhante, os domingos sucessivos não trazem mais, como no missal anterior, o título: Segundo domingo depois da Páscoa, etc, mas destaca a unidade da Qüinquagésima apresentando-se a cada vez como Segundo domingo da Páscoa, Terceiro domingo da Páscoa, etc.
    O Tempo Pascal é comemorado durante cinqüenta dias, entre os domingos de Páscoa e de Pentecostes. É um período que deve ser celebrado com alegria, como se fosse um só dia de festa, ou melhor, “como um grande domingo”, como símbolo da felicidade eterna no dizer de Santo Atanásio (NALC 22).

    Os domingos da Páscoa estão perpassados pelos mistérios da presença do Senhor ressuscitado na Comunidade cristã, pela presença misteriosa no serviço e na caridade.

    1- OITAVA DA PÁSCOA

    A oitava da Páscoa é formada pelos oito primeiros dias do Tempo Pascal, com missa própria, o canto do glória, com textos bíblicos que nos levam a viver o mistério da presença do Cristo ressuscitado em nossa vida, a partir dos relatos da experiência das primeiras comunidades cristãs. As leituras litúrgicas da Oitava da Páscoa apresentam uma grande unidade. Os evangelhos relatam as primeiras aparições do Cristo Ressuscitado e as leituras relatam as primeiras pregações dos apóstolos.

    A catequese primitiva tem sua fonte nas instruções do Ressuscitado a seus apóstolos em dois níveis: o fato e a teologia. As cinco primeiras leituras desta semana fornecem um resumo clássico geral dessa catequese na qual se inspira a oração retomada na sexta leitura.

    Esta catequese se baseia nos acontecimentos da morte e da ressurreição, a apresenta-os num contexto de entronização do Senhor sobre o tempo e sobre o universo, de libertação da humanidade do pecado, de apelo ao reino e de conversão do coração.

    Oitava da Páscoa

    Segunda-feira
    1ª leitura - Atos 2,14.22-32. Somos testemunhas da ressurreição.
    Salmo Responsorial – 15/16. Eis porque meu coração está em festa.
    Evangelho - Mateus 28,8-15. A aparição às mulheres.

    Terça-feira
    1ª leitura - Atos 2, 36-41. Convertei-vos e cada um de vós seja batizado.
    Salmo responsorial - 32/33. Deus ama o direito e a justiça.
    Evangelho - João 20,11-18. Mulher porque choras?

    Quarta-feira
    1ª leitura - Atos 3,1-10. Em nome do Senhor Jesus, levanta-te e anda.
    Salmo Responsorial – 104/105. Dai graças ao Senhor, gritai seu nome.
    Evangelho - Lucas 24,13-35. Reconheceram o Senhor ao partir o pão.

    Quinta-feira
    1ª leitura - Atos 3,11-26. Vós matastes o autor da vida, mas Deus o ressuscitou.
    Salmo Responsorial - 8. Ó Senhor, nosso Deus, como é grande o vosso nome.
    Evangelho - Lucas 24,35-48.– A paz esteja convosco.

    Sexta-feira
    1ª leitura - Atos 4,1-12. Em nenhum outro há salvação.
    Salmo responsorial – 117/118. Dai graças ao Senhor, porque ele é bom.
    Evangelho - João 21,1-14. Lançai a rede à direita da barca e achareis.

    Sábado
    1ª leitura - Atos 4,13-21. Pois todos nós glorificamos a Deus pelo que havia acontecido.
    Salmo responsorial - 117(118). A mão direita do Senhor me levantou.
    Evangelho - Marcos 16,9-15. Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho.

    O salmo responsorial é cantado na oitava da Páscoa com o refrão “Aleluia!”

    Ou:

    Segunda-feira: Sl 15(16) – Guardai-me, ó Deus, és meu abrigo, só em ti minha proteção (Série Povo de Deus, melodia 3, Pentecostes)

    Terça-feira: Sl 32(33) – O seu amor, aleluia, encheu a terra toda, aleluia! (Série Povo de Deus, melodia 1, Páscoa)

    Quarta-feira: Sl 104(105) – Quem busca a Deus, aleluia, exulte de alegria, aleluia! (id.)

    Quinta-feira: Sl 8 – Louvai a Deus, aleluia, são grandes suas obras, aleluia! (id.)

    Sexta-feira: Sl 117(118): A pedra que os pedreiros rejeitaram, tornou-se para nós pedra angular (HIN2, P.75)

    Sábado: Sl 117(118): Ó Senhor, te rendo graças, pois me atendeste, aleluia! (Série Povo de Deus, melodia 2; Páscoa).

    Ou o refrão do Lecionário acrescentando o aleluia no final do refrão. Exemplo: Exulte o coração dos que buscam o Senhor, aleluia. (Quarta-feira)

    Sugere-se que se faça a seqüência pascal em todos os dias da oitava: Cantai, cristãos, afinal..., p. 337; HIN2, p. 123.

    A oitava da Páscoa é também chamada de “Semana Branca”. No princípio do Cristianismo os adultos que eram batizados ficavam a semana toda com vestes brancas para testemunhar que eram cristãos.

    Os domingos entre Páscoa e Pentecostes são chamados de 2º, 3º, 4º, 5º, 6º, 7º domingos da Páscoa. A festa da Ascensão deveria ser celebrada normalmente numa quinta-feira (quarenta dias depois da Páscoa). No entanto, no Brasil ela é transferida para o Domingo seguinte, ocupando assim o sétimo domingo da Páscoa.

    Nos três primeiros domingos contemplamos o testemunho que os discípulos deram da ressurreição.
    Domingo de Páscoa. Na manhã do primeiro dia da semana o Senhor Ressuscitado aparece primeiro à Maria Madalena (João 20,1-9). Na Missa Vespertina é muito oportuno proclamar Lucas 24,13-35, em que o Ressuscitado aparece aos discípulos de Emaús.

    Segundo Domingo da Páscoa. Jesus aparece a Tomé, Oito dias depois (João 20,19-31).

    Terceiro Domingo da Páscoa. Jesus aparece aos discípulos de Emaús, na tarde do mesmo dia. Ano A, Lucas 24,13-35; Ano B 24,35-48.

    No ano C, o Evangelho é de João e narra a aparição de Jesus na beira do mar de Tiberíades para seis discípulos (João 21,1-19). Esta aparição contém dois momentos: a pesca e a comida. Logo que saíram da água “viram um peixe sobre as brasas e pão (21,9). João comunica a Pedro: “É o Senhor!”. Quando os discípulos puxaram a rede para a terra, o Senhor ressuscitado convida-os a comer do pão e do peixe que Ele preparou sobre as brasas, e também os peixes que eles pescaram. Jesus confirma Pedro no primado do amor.

    À primeira vista, falta o envio missionário, embora, está bem substituído pelo simbolismo missionário da barca, da pesca da rede e dos peixes. Pormenores que apontam para a missão universal da Igreja, iniciada por aqueles a quem Jesus constituiu “pescadores de homens” e que agora trabalham juntos na labuta, até ver como a rede transborda de peixes.

    A partir do 4º Domingo, a comunidade se organiza para dar continuidade à missão de Jesus, assumindo o mesmo projeto que o levou a dar a sua vida pela salvação do mundo. A comunidade se organiza no sentido de assumir ministérios. No 4º Domingo é destacada a figura do Bom Pastor. A comunidade é chamada a dar a vida e exemplo do Cristo Bom Pastor.

    No Ano A, as primeiras leituras de cada um desses domingos são tirados dos Atos
    dos Apóstolos: descrevem a vida da primeira comunidade que se reúne na fé em Jesus Cristo Ressuscitado. As segundas leituras são da primeira carta de São Pedro: a vida cristã é uma vida pascal; seguindo os passos de Jesus, como novo povo, constroem sobre o fundamento, a pedra principal, que é Cristo. Nos evangelhos destes domingos (São João e a narração dos Discípulos de Emaús de Lucas), o Cristo Ressuscitado continua presente na reunião dos discípulos e á a porta de acesso ao Pai, no Espírito.

    No Ano B, as primeiras leituras (dos Atos dos Apóstolos) mostram o crescimento da primeira comunidade cristã que se estende aos não-judeus, representados na família de Cornélio. As segundas leituras são tiradas da primeira carta de São João e insistem sobre a fé e o amor, que dão testemunho da nossa ligação com Jesus Cristo Ressuscitado. Os evangelhos (de São João, mais a aparição de Jesus aos Onze, dce São Lucas), falam do sentido da morte de Jesus para nos dar a vida em comunhão com ele.

    No Ano C, as primeiras leituras, novamente dos Atos dos Apóstolos, mostram o começo da ruptura da nova comunidade com o judaísmo e a abertura para os não-judeus, que são oficialmente acolhidos no Concílio de Jerusalém. As segundas leituras são tiradas do livro do Apocalipse de São João: em meio às perseguições, a Igreja vai compreendendo melhor como a ressurreição de Jesus marcou definitivamente a nossa história, derrotando a morte e todos aqueles que são causadores da morte. Ele entrou em nossa história para fazer dela uma história de salvação. Os evangelhos, todos São de São João, retomam os temas dos outros anos: a presença do Ressuscitado na comunidade, o amor e a união que ligam os discípulos com o Senhor Jesus e entre si.

    O Papa João Paulo II instituiu o Segundo Domingo da Páscoa para celebrar a Divina Misericórdia e nos ajudar a contemplar na vida e na celebração o imenso amor misericordioso do Pai na pessoa de seu Filho Único, celebrado intensamente no Tempo Pascal. João Paulo II, partiu desse mundo nesse mesmo domingo do ano do ano de 2005.

    O Quarto Domingo da Páscoa, tanto nos anos A, B, e C, marcam a figura de Cristo Bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas. É o Domingo do bom Pastor. Traz presente o Senhor ressuscitado como pastor que, com carinho materno, cuida de nossa vida. Ele também se revela como porta pela qual, pastores e ovelhas, precisam passar para encontrar a vida plena e verdadeira.

    2- O SALMO 117(118)

    Um ponto alto da Liturgia da Palavra na Vigília Pascal é o canto solene do Aleluia com o Salmo 117(118) e a proclamação do Evangelho da ressurreição. Também ele é cantado como Salmo responsorial no Domingo de Páscoa dos Anos A, B e C.

    No Ano A, ele é cantado no Domingo de Páscoa e também no Segundo Domingo de Páscoa.

    No Ano B, ele é cantado no Domingo de Páscoa, no Segundo Domingo e também no Quarto Domingo que é o “Domingo do Bom Pastor”.

    No Ano C, ele é cantado no Domingo de Páscoa e no Segundo domingo de Páscoa.

    3- AS LEITURAS

    Não existe, nas leituras dos domingos da Quaresma e Páscoa, a leitura continuada dos evangelhos, nem a ligação entre a primeira leitura e o Evangelho, como no Tempo Comum. Mas um espírito comum que perpassa todas as leituras: na Quaresma, é o espírito de conversão que perpassa todas as leituras. De várias maneiras o Senhor nos convida a voltar-nos para Ele de coração. No Tempo Pascal o Senhor Ressuscitado nos confirma na vida nova, pela presença viva do Ressuscitado na comunidade cristã.

    4- ASCENSÃO DO SENHOR

    A Solenidade da Ascensão do Senhor ao céu é colocada quarenta dias depois da Páscoa da ressurreição numa quinta-feira. No Brasil, por não ser feriado nesse dia, a solenidade é celebrada no 7º Domingo da Páscoa. Solenidade na qual se põe diante dos olhos Cristo Senhor que, à vista dos discípulos, subiu ao céu, onde está sentado à direita de do Pai, revestido de régio poder, a reservar para os homens e mulheres o reino celeste, e onde há de vir novamente no fim dos tempos (CB, n. 375).

    A Ascensão de Cristo está intimamente ligada à sua Ressurreição. É o terceiro momento do Mistério da Páscoa. Ela deve ser entendida na unidade desse mistério. Pode-se dizer que a Páscoa é um movimento dotado de três momentos: 1) a Ressurreição em sentido restrito, que é a superação do Poder da Morte e, portanto, no rompimento desta situação dolorosa que introduz na Nova Criação; 2) As manifestações do Senhor Ressuscitado: a Vida que então brota manifesta-se divina e põe em questão a sua própria visibilidade (J 20,19-28); 3) A Ascensão é apenas um aspecto deste terceiro momento do Mistério da Páscoa. Fazendo memória do dia em que o Senhor subiu aos céus, entramos no sentido mais profundo de sua ressurreição e da missão que Ele nos confiou.

    A palavra “Ascensão” significa “subida”. Jesus Cristo foi rejeitado e condenado à Cruz pela justiça dos poderosos, mas, agora, Deus Pai o faz sentar à sua direita; isto é, Deus lhe dá o poder de julgar e governar o mundo inteiro. Sentar à direita de Deus significa também que ele participa da mesma esfera divina, isto é, é Deus em pé de igualdade com o Pai. Jesus foi “elevado”. “Subiu”. Era considerado réu, e Deus fez dele o juiz dos vivos e dos mortos. Tornou-se Senhor da história. Hoje, ele nos envia para proclamar esta mensagem em todos os recantos da terra (Mt 28, 16-20).

    Nos três anos do Lecionário (A, B e C), a primeira leitura que inicia a celebração é do livro dos Atos dos Apóstolos 1,1-11, no qual Lucas lembra a despedida de Jesus, sua Ascensão aos céus e sua promessa de enviar o Espírito da verdade para que a comunidade possa dar testemunho Dele. A segunda leitura é da carta de São Paulo aos efésios 1,17-23, que fala de Jesus Cristo como cabeça de sua Igreja, a qual é o seu corpo e que mantém sua presença visível no meio dos povos. Há um evangelho diferente para cada um dos três anos (A, B, C), que fala da missão que Cristo deixou na sua Igreja.

    Leituras bíblicas

    Primeira leitura - Atos 1,1-11
    Salmo responsorial 46(47)
    Segunda leitura Efésios 1,17-23
    Evangelho:
    Ano A – Mateus 28,16-20
    Ano B – Marcos 16,15-20
    Ano C – Lucas 24,46-53

    A oração da coleta ou oração do dia da Missa e os dois prefácios, destaca que a Ascensão do Senhor é também a nossa ascensão. Na verdade a renovação do Concílio Vaticano II afirma que essa missa é de tal natureza que nos faz conhecer melhor as realidades significativas da Ascensão do Senhor, desta forma promovendo mais a nossa vida espiritual.

    A novidade é que o Círio Pascal não é apagado depois do Evangelho da Ascensão, mas depois das completas do dia de Pentecostes, ou na última celebração eucarística do dia de Pentecostes, como conclusão, portanto, do Tempo Pascal.

    Um antigo prefácio do formulário do Sacramentário de Verona insiste na glória do Senhor ressuscitado, que se manifestou, de modo papável, isto é, a todos os discípulos, no quadragésimo dia depois da ressurreição; visão de glória que confirmou os discípulos na sua fé e conferiu maior força a seu ensinamento. Um outro prefácio do Sacramentário de Verona afirma que a Ascensão do Senhor prova que a descida de Jesus Cristo na carne humana não interrompeu a sua divindade que desde sempre Ele tem junto do Pai, prova também que Jesus subiu ao céu com a natureza humana e que desta forma o homem a mulher são participantes da sua divindade.

    ANO A – Mateus 28,16-20

    Com este Evangelho termina a lista dos relatos de aparições proclamadas desde a liturgia do dia de Páscoa. O esquema da aparição segue o processo habitual: menciona a incredulidade de alguns (v. 17), provas da presença do Senhor (vindo a eles... vv.16-18) e, enfim, transmissão dos poderes (aqui, a pregação e o batismo).

    Neste relato os apóstolos se descobriram não somente como testemunhas da ressurreição, mas principalmente como sinais da permanência da presença do Senhor na Igreja. Este último testemunho talvez seja, assim, o mais tardio, mas também o mais eclesiológico, isto é, o que mais se refere à Igreja do que as narrações de Marcos e Lucas.

    Encontramos em Mateus a afirmação do senhorio universal reivindicado por Cristo (v. 18), o poder dos apóstolos de se dirigirem a todas as nações (v.18) e a afirmação da presença do Senhor entre os seus (v. 20).

    Por sua ressurreição, Cristo tornou-se Senhor “do Céu e da terra”. Nesta ótica, Mateus insiste sobre o gesto de prostração dos apóstolos diante de Cristo (v. 17) como gesto de reconhecimento do senhorio do Divino Mestre.

    Cristo transmite por sua vez, este poder à Igreja e encarrega-se de revelar a vida da Trindade através de sua ação missionária e nos sacramentos. A Igreja primitiva enfatizou muito esta correlação entre a universalidade dos poderes de Cristo e a extensão missionária da Igreja. É o sentido das passagens do Novo Testamento que narram a Ascensão do Senhor acrescentando-lhe logo a promessa de extensão da Igreja fundada por Ele. Agora o Senhor não está limitado a um país, como estava o Jesus histórico: Ele é o novo Homem presidindo a nova criação e colocando o universo sob sua influência. Não é, pois, por acaso, que nosso o texto de Mateus une o poder de Cristo ao envio universal: “Ide, pois... a todas as nações”. Aparece claramente a missão universal da Igreja.

    Mateus ao adotar a expressão “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”, fórmula litúrgica, quer afirmar que o “nome” indica, com efeito, o poder, a força essencial. Falar do “nome” das três pessoas é significar sua vida mútua e reconhecer o envio do Espírito pelo Pai, Espírito que á a testemunha do senhorio de Cristo. O evangelista mostra que, o batismo estabelece o cristão em relações específicas com cada uma das pessoas divinas.

    A permanência de Cristo na Igreja não se inscreve apenas no rito do batismo, mas ainda na evangelização (vv. 19-20): os apóstolos “fazem discípulos”, “ensinando-as a guardar tudo o que vos ordenei” Compreendemos porque Mateus se consagra a esta missão, pois, ao longo de seu evangelho, não cansou de apresentar Jesus como um rabi, melhor ainda, como novo Moisés. Aliás, a “montanha” (v. 16) de onde Jesus encarrega seus apóstolos do ensino é sem dúvida a mesma, aos olhos de Mateus, aquela onde Jesus inaugurou sua missão pessoal de Mestre de doutrina ao proclamar as Bem-aventuranças (Mt 5,1), maneira de salientar a continuidade do ensinamento da Igreja e do ensinamento de Cristo.

    Este Evangelho é, pois, o resumo dos principais modos da presença espiritual de Cristo entre nós: o aspecto sacramental no batismo, o missionário no envio da pregação universal e o mistério da Santíssima Trindade.

    ANO B – Marcos 16,15-20

    O texto do Evangelho de Marcos proclamado na liturgia de hoje mostra que a Parusia já veio efetivamente, mas sob aspectos inesperados, e que ela está simbolicamente introduzida na coragem dos missionários.

    Podemos crer que este relato da aparição aos Onze engloba num só fato uma série de experiências e descobertas que os discípulos fizeram ao longo dos “quarenta dias” depois da ressurreição.

    Uma preocupação com a Igreja bastante marcante está neste evangelho: não é nem às mulheres nem aos discípulos que Jesus aparece, aos olhos de Marcos, mas aos próprios apóstolos, mesmo que fossem sem fé (v. 14). O Ressuscitado não aparece aos apóstolos para dar consolo, mas para confiar-lhes a responsabilidade da missão evangelizadora (v. 15) Aqui está uma grande preocupação de Marcos em ligar a mensagem do Cristo ressuscitado (vv. 15-18) à atividade missionária da Igreja.

    A expressão “e sentou-se à direita de Deus” vem dom uso que a Igreja primitiva fez dos salmos 117,16 para convencer os judeus da ressurreição de Cristo por provas na Sagrada Escritura (Atos 4,11; 1Pedro 2,7; Mateus 21,9.42; 23,39; Lucas 13,35; Hebreus 13,6). Estes textos são para exaltar o Servo sofredor.

    A festa da Ascensão nos faz tomar consciência da nova maneira de Jesus estar presente entre nós: “sentado à direita do Pai”. Depois de sua vitória sobre os poderes da morte que procuram esmagar a vida, principalmente dos pequenos e humildes, Jesus anima a sua Igreja pelo seu Espírito, para que continue sua missão, anunciando e realizando o Reino, colaborando na transformação da sociedade, tornando-a justa, fraterna, pacífica..., procurando a comunhão com Deus e com os irmãos.

    ANO C – Lucas 24,46-53
    O lugar da Ascensão, no Evangelho de Lucas, é Betânia ou “rumo a Betânia” (Lucas 24,50), enquanto nos Atos dos Apóstolos é o monte das Oliveiras (1,12): Betânia está na encosta oriental do Monte das Oliveiras. De Betânia/Monte das Oliveiras Jesus partiu para o ingresso triunfal em Jerusalém (Domingo de Ramos); do mesmo lugar parte agora para a eternidade.

    A Ascensão de Jesus para junto de Deus conclui solenemente o Evangelho de Lucas. Mas antes de desaparecer dos olhos dos discípulos, o Ressuscitado introduz as Suas testemunhas na leitura cristã da Sagrada Escritura: tudo tende para Cristo e encontra na morte e ressurreição do Filho de Deus o seu sentido e realização.

    Jesus confia aos discípulos a missão de levar a todas as pessoas a salvação realizada na Páscoa. Lucas sintetiza: eles devem “pregar o arrependimento e o perdão dos pecados” (versículo 47). O arrependimento consiste em abrir-se ao Deus que ressuscitou Jesus, acolhendo a sua Palavra de perdão, e comporta depois arrependimento sincero de uma vida passada mal vivida. Para realizarem a sua missão, os Apóstolos precisam da luz e da “força do alto” que lhes são concedidas com o envio do “Espírito Santo”, o Espírito de Pentecostes (versículo 49). A fecundidade de Maria (Lucas 1,35) como a fecundidade da Igreja vem do alto, do Espírito Santo; assim Maria é o primeiro exemplo da Igreja. Realizado o mandato e feita a promessa do Espírito Santo, Jesus olha para o futuro: sua obra acabou, inicia a dos apóstolos em sua missão pelo mundo.

    A narração da Ascensão conclui a manifestação visível do Ressuscitado, e conclui também o Evangelho. Lucas deu à cena o aspecto de uma solene liturgia final: a um gesto de bênção de Cristo (versículos 50-51a) segue-se um gesto de adoração da parte dos discípulos (versículo 52a). Enquanto que Mateus é um rabino itinerante, Lucas é mais liturgista enfatizando que a missão de Jesus começa numa “liturgia da sinagoga de Nazaré” (Lucas 4,16-27) e termina também numa liturgia do “Templo de Jerusalém”. Para os discípulos começa uma nova vida que simbolicamente parte do Templo (versículo 53), lugar da presença divina que agora, deste centro de Israel, quer irradiar por todo o mundo. Domina não a tristeza de uma partida, mas a “alegria” (versículo 52b) porque, com a Páscoa do Senhor, chegou o tempo da salvação.

    5- OS SÍMBOLOS

    As características mais destacadas do Tempo Pascal são o canto do Aleluia, a cor branca e a alegria que se traduz nas músicas, nas flores e no Círio pascal aceso em todas as missas e no ofício da tarde. Os salmos característicos deste tempo são: 118(117, 139(138), 146, 148.

    Estes símbolos, atitudes e ações rituais marcam este tempo, como um prolongamento da Páscoa. Vejamos:

    O Círio pascal, como sinal do Cristo ressuscitado e luz do mundo, deve estar sempre presente, devidamente enfeitado e em lugar de destaque, de preferência ao lado da mesa da Palavra em todas as celebrações. Isto faz a assembléia perceber a ligação com a Vigília Pascal.
    É importante que o Círio pascal seja aceso de maneira solene e incensado no início da celebração, enquanto a assembléia entoa um refrão que evoque o sentido do gesto. Sugerimos que seja feito em todas as celebrações dominicais do Tempo Pascal.

    A alegria é uma atitude pascal que deve permear o dia-a-dia da vida cristã, e neste Tempo Pascal recebe especial cultivo, sobretudo nos momentos celebrativos.

    As flores e a cor branca ou amarela nas vestes, toalhas e em outros ornamentos expressam também a alegria e a paz que caracterizam este tempo.

    O “aleluia” palavra hebraica que significa “louvor a Deus”, é uma das expressões fortes que aparecem em vários momentos da celebração, sobretudo na aclamação ao Evangelho. É o canto novo da vitória de Cristo e das comunidades sobre o mal e a morte.

    A água batismal consagrada na noite de Páscoa seja colocada em um lugar especial, de preferência junto ao Círio pascal ou na própria Pia batismal. Onde não houver Pia batismal, prepara uma bacia bonita para recebê-la. A água poderá ser perfumada ou conter pétalas de flores perfumadas, como lembrança do batismo que nos mergulha na Páscoa do Senhor e nos faz novas criaturas.

    O rito da água poderá ser feito neste Tempo Pascal, substituindo o ato penitencial, como memória do batismo e pode, às vezes, ser realizado no momento da profissão de fé, como aconteceu na Vigília Pascal. Também é uma maneira de a assembléia perceber a ligação com a Vigília. Outra sugestão é realizar este rito da água após a homilia.






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    terça-feira, 29 de março de 2016

    Nossa Senhora de Medjugorje










    Posted: 29 Mar 2016 10:20 AM PDT


    FESTA DA MISERICÓRDIA

    “...o primeiro domingo depois da Páscoa
    deve ser a Festa da Misericórdia. Nesse dia,
    os sacerdotes devem falar às almas desta
    Minha grande e insondável misericórdia...”
    Diário de Santa Faustina no. 570
    Domingo 03 de abril de 2016 às 10:00hs.
    (15:00horas em Cracovia, Polônia)

    Missa bilíngue com a comunidade
    polonesa de São Paulo
    na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora
    Praça Cel. Fernando Prestes s/n
    Bairro Bom Retiro - São Paulo SP
    Estacionamento pago no local
    METRÔ: Tiradentes (saída FATEC)

    Atenção : A Novena À Divina Misericórdia
    se inicia Sexta Feira, dia 25 de março
    Diário de Santa Faustina No. 1209 HYPERLINK http://www.misericordia.org.br

    Contato: Sra. Sulamit Pedrassoli






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    segunda-feira, 28 de março de 2016

    [Ao vivo com Padre Paulo Ricardo] Páscoa: misericórdia ou justiça?









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    Ao vivo com Padre Paulo Ricardo

    Páscoa: misericórdia ou justiça?





    A inteligência humana costuma ver a justiça e a misericórdia como dois valores irreconciliáveis, contraditórios até!


    Mas não é assim para a Sabedoria Divina. Que nosso Senhor, com sua Páscoa, tenha realizado a infinita misericórdia é algo que facilmente se admite. Mas, o que dizer da infinita justiça?


    Preparando a Festa da Divina Misericórdia, propomos no programa de hoje uma reflexão sobre esta maravilhosa manifestação de misericórdia: a justiça realizada por Cristo na cruz.


    É logo mais, às 21h (horário de Brasília), o nosso programa ao vivo especial de Páscoa. Venha celebrar e participar conosco!



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    sábado, 26 de março de 2016

    Comentários sobre a Ressurreição






    Boletim IPCO - Instituto Plinio Corrêa de Oliveira




    Comentários sobre a Ressurreição


    Posted: 26 Mar 2016 06:34 PM PDT


    Excertos de reunião sobre a Ressureição de Nosso Senhor proferida pelo insigne líder católico, Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 05 de abril de 1969.

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    • Comentários sobre a Ressurreição



    • Excertos de reunião sobre a Ressureição de Nosso Senhor proferida pelo insigne líder católico, Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 05 de abril de 1969.





    • A D V E R T Ê N C I A


    • O presente texto é adaptação de transcrição de gravação de conferência do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira a sócios e cooperadores da TFP, mantendo portanto o estilo verbal, e não foi revisto pelo autor. Devido ao estado original da gravação alguns trechos, e o fim da mesma, estão truncados.


    Se o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira estivesse entre nós, certamente pediria que se colocasse explícita menção a sua filial disposição de retificar qualquer discrepância em relação ao Magistério da Igreja. É o que fazemos aqui constar, com suas próprias palavras, como homenagem a tão belo e constante estado de espírito:

    “Católico apostólico romano, o autor deste texto se submete com filial ardor ao ensinamento tradicional da Santa Igreja. Se, no entanto, por lapso, algo nele ocorra que não esteja conforme àquele ensinamento, desde já e categoricamente o rejeita”.

    As palavras “Revolução” e “Contra-Revolução”, são aqui empregadas no sentido que lhes dá o Prof. Plínio Corrêa de Oliveira em seu livro “Revolução e Contra-Revolução“, cuja primeira edição foi publicada no Nº 100 de“Catolicismo”, em abril de 1959.

    Comentário sobre a Ressurreição * A hora da Ressurreição e a relação com a natureza criada por Deus * A beleza dos anjos, a majestade do terremoto * O amor das santas mulheres e de Santa Maria Madalena * São Pedro e São João: hierarquia e distância psíquica * O Coração de Jesus rompido em dois por amor aos homens * Nossa Senhora e a Ressurreição: sua adesão à vontade de Deus na redenção da humanidade e sua alegria indizível com a ressurreição de Nosso Senhor

    Muito simbolicamente, a Providência permitiu que pelo jogo natural dos fenômenos meteorológicos, caísse uma tempestade tremenda, pouco depois do nosso sino ter anunciado a ressurreição de Nosso Senhor – e nós estarmos aqui nessa paz, no esplendor dessas luzes, na beleza de nossa sede, na quietude da alegria de nosso convívio fraterno, aos pés de Nosso Senhor – de tal maneira se estabelecesse um contraste chocante entra o que vai aqui e o que vai lá fora.

    Parece-me que esse contraste tem algo que representa um ensinamento: nós compreendermos, de um lado, a diferença que vai entre a vida do Católico praticante, por mais que essa vida possa comportar provações, possa comportar tormentos, possa comportar, às vezes, dificuldades, e depois, aquilo que vai pelo mundo.

    Junto à relíquia do Santo Lenho, à coroa de espinhos, aos cravos — que são cópias dos cravos da Paixão —, à coroa de Nossa Senhora, esse contraste produz necessariamente em nós um sentimento de gratidão a Nossa Senhora, porque Ela tão imerecidamente nos chamou para essa situação, para esse aconchego, para essa proteção, para esse brilho no meio das trevas, para essa segurança no meio da tormenta, essa missão numa hora em que todo o mundo abandona a missão que deve ter.

    O resto das considerações nós vamos limitar ao comentário do Evangelho que corresponde ao dia de hoje. É tirado da “Concordância dos Santos Evangelhos”, de Dom Duarte [Leopoldo e Silva].

    “Na noite de sábado, quando já raiava o primeiro dia da semana, Maria Madalena, mãe de Tiago e Salomé, compraram perfumes para virem embalsamar Jesus.

    “No primeiro dia da semana, partindo muito cedinho, estando ainda escuro, chegaram elas ao sepulcro ao levantar de sol, trazendo os perfumes que tinham preparado. E diziam entre si: “quem nos há de afastar a pedra da entrada do sepulcro?” Porque ela era muito grande.

    “Eis que houve um grande terremoto porque um anjo do Senhor desceu do Céu e, aproximando-se, rolou a pedra e sentou-se sobre ela. E seu aspecto era como o relâmpago e suas vestes como a neve. De medo dele assustaram-se os guardas e ficaram como mortos. Maria viu a pedra afastada do sepulcro e foi correndo ter com Simão Pedro e com o outro discípulo que Jesus amava, e lhes disse: “tiraram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram!”.

    “As outras mulheres viram também a pedra afastada do sepulcro e entrando não encontraram o corpo do Senhor Jesus Cristo. E aconteceu que estando elas consternadas por esse motivo, eis que se apresentaram junto delas dois homens vestidos de roupas deslumbrantes. E como elas se atemorizassem e baixassem os olhos para o chão, disseram eles: “não temais, porque sei que procurais a Jesus que foi crucificado. Porque procurais entre os mortos aquele que está vivo? Não está aqui, mas ressuscitou como tinha dito. Recordai-vos do que vos disse Ele quando estava ainda na Galiléia: ‘É preciso que o Filho do homem seja entregue nas mãos dos pecadores, que seja crucificado e ressuscite ao terceiro dia’. Vinde ver o lugar onde foi posto o Senhor, e ide prontamente dizer aos seus discípulos e a Pedro que Ele ressuscitou e vai adiante de nós para a Galiléia. Aí O vereis, como Ele vos disse. Eis que eu vos preveni”. Então recordaram-se elas das palavras de Jesus. E saindo, fugiram do sepulcro, porque as tinha acometido o tremor e o pavor e a ninguém disseram coisa alguma por estarem possuídas de medo.

    “Entretanto, saiu Pedro e aquele outro discípulo e vieram ao sepulcro. Ambos corriam juntos, mas aquele outro discípulo correu mais apressado que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro. Inclinando-se, viu os lençóis postos no chão, mas não entrou. Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro e viu os lençóis postos no chão. Mas o sudário, que estivera sobre a cabeça de Jesus, não estava com os lençóis, senão que estava dobrado num lugar à parte. Então, pois, entrou também aquele discípulo que primeiro tinha chegado ao sepulcro e viu e acreditou, pois ainda não compreendia a Escritura que Ele havia de ressuscitar dos mortos. E os discípulos voltaram de novo para casa.

    “Tendo Jesus ressuscitado de manhã, no primeiro dia da semana apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual havia expulsado sete demônios. Ora, estava junto ao sepulcro, da parte de fora, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se, olhou para o sepulcro e viu dois anjos vestidos de branco, sentados, um à cabeceira, outro aos pés, onde tinha sido posto o corpo de Jesus. Disseram-lhe eles: ‘mulher, por que choras?’ Respondeu-lhes ela: ‘porque tiraram meu Senhor e não sei onde o puseram’. Dizendo isso voltou-se para trás e viu a Jesus de pé, mas não sabia quem ele era. Disse-lhe Jesus: ‘Mulher, por que choras? A quem procuras?’ Julgando ela que fosse o jardineiro, disse-lhe: ‘Senhor, se o tirastes, dizei onde o pusestes e eu o levarei’. Disse-lhe então Jesus: ‘Maria’. Voltando-se, disse-lhe ela: ‘Raboni’, o que quer dizer: Mestre. Disse-lhe Jesus: ‘Não me toques porque ainda não subi para meu pai. Mas vai dizer para meus irmãos que eu subo para meu pai e vosso pai, para meu Deus e vosso Deus’”.

    Este lindíssimo Evangelho da ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo está tão cheio de ensinamentos nas linhas gerais e nos pormenores, que se teria a tentação de comentar tudo. Evidentemente, a concisão me obriga a não fazer [tal] comentário. Mas me parece que, como a linha geral é bastante conhecida, é mais interessante irmos comentando daqui, de lá e de acolá um ou outro pormenor, que seja ilustrativo. Então, eu repito e vou comentando.

    “Na noite de sábado, quando já raiava o primeiro dia da semana, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e Salomé compraram perfumes para virem embalsamar a Jesus”. 
    • As três Marias no Túmulo – Mikołaj Haberschrack – ca. 1470 – National Museum – Cracow – Poland


    A gente se pergunta: três Marias. Onde está a outra Maria? Onde está Nossa Senhora? Vê-se que a dor dela era tão grande, o recolhimento dela era tão grande, a esperança dela era tão grande, que Ela pairava por cima de todas as circunstâncias concretas e de todas as providências concretas, mesmo as mais augustas, mesmo as que mais dissessem respeito ao corpo de Seu divino Filho. Ela estava num recolhimento, Ela estava fora e acima de todos os acontecimentos. E, por causa disso, as outras a serviam e faziam por Ela, por mediação dEla, por instigação dEla, pelas ordens dEla, aquilo que Ela mesma quisera fazer.

    Devemos imaginar Nossa Senhora num estado excelso de recolhimento, em que toda a dor da Igreja, em que todo o júbilo da Igreja, toda esperança da Igreja estavam concentrados, para depois serem distribuídos para todos os fiéis ao longo de todos os tempos. E é por causa disso que aquela que é, depois de Nosso Senhor, o centro da ressurreição, — porque Ela é aquela sobre a qual todas as alegrias e as glórias da ressurreição convergiram de Nosso Senhor como sobre um foco central —, dela não se diz nem uma palavra, porque Ela é superior a todo o louvor, é superior a toda referência, é superior a qualquer menção. Ela paira acima de tudo.

    Cabe-nos apenas pensar nisso e continuar reverentes a narração. Porque na soleira da ponta do quarto onde estava Nossa Senhora não penetrou o cronista do Evangelho e também nós não somos dignos de penetrar. É apenas sentir esse perfume da devoção de Nossa Senhora do lado de fora, nos enlevarmos e passarmos. Essa é a razão do silêncio desse Evangelho a respeito de Nossa Senhora.

    “No primeiro dia da semana, partindo muito cedinho, estando escuro, chegaram elas ao sepulcro ao levantar o sol, trazendo os perfumes que tinham preparado. E diziam entre si: quem nos há de afastar a pedra de entrada do sepulcro? Porque ela era muito grande”.

    Vejam que coisa bonita! Elas chegaram ao sepulcro quando raiava o dia! Porque a alegria pascal tem qualquer coisa de matinal. Nosso Senhor, que sai de dentro da morte, é simbolizado como o sol que se levanta de dentro da noite. Os senhores já pensaram a primeira noite de Adão? Quando ele viu cair as trevas sobre o mundo, e ele depois adormeceu. O medo de que nunca mais as coisas se reparassem…, voltassem ao que eram. E quando ele viu o sol surgir de novo, de dentro da noite, e que ele viu esse esplendor, o pensamento da ressurreição! Nosso Senhor era o sol que saía de dentro da morte, e aquelas que foram tomar conhecimento dele chegaram ao sepulcro exatamente no momento em que o símbolo figurava a realidade que se tinha passado.

    Aí os senhores vêem como Nosso Senhor ama a natureza que Ele criou! Como Ele gosta de fazer todas as coisas em consonância com a natureza, e dando valor ao símbolo de que Ele mesmo é o autor. Então os senhores compreendem também, adequadamente, porque o Evangelho menciona essa hora. Todas essas coisas têm um mundo de sentidos místicos, de sentidos alegóricos, de sentidos reais. Aqui está um desses significados.

    Elas levavam perfumes que tinham preparado para isso. Isso nos lembra exatamente aquele dito de Nosso Senhor: que o corpo dele recebeu o perfume daquela mulher, e estava já sendo preparado para a sepultura. Os cadáveres eram aromatizados com perfumes. Elas estavam tão certas, tão esquecidas da profecia da ressurreição, e tão certas de que Nosso Senhor não tinha ressuscitado, que levavam tudo, o ungüento, para ungir o cadáver. Elas chegaram lá e encontraram um Deus ressuscitado!

    Os senhores estão vendo como era razoável que Nossa Senhora pairasse acima dos acontecimentos. Nossa Senhora sabia que Ele não seria encontrado lá. Nossa Senhora tinha que incentivar o ato de piedade delas, mas Ela não podia participar desse ato, que não correspondia ao que Ela sabia. Então, elas foram com seus perfumes. Esses perfumes eram uma expressão da alma delas. Quem oferece perfumes é porque tem amor e gostaria que sua alma subisse a Deus como um perfume de um odor suave. Elas levavam ungüentos perfumados para ungir a Nosso Senhor.

    Agora vejam, de outro lado, a confiança dessas mulheres! Elas sabiam que havia uma pedra muito pesada lá. Elas podiam temer perseguições e a tarefa que elas iam fazer era impossível. Mas nada as deteve. Elas confiaram em que obedecendo à voz interior da graça não seria uma pedra que lhes haveria de atrapalhar. Quantas vezes a graça nos chama para alguma coisa, e nós dizemos: ‘mas quem tirará uma pedra tão pesada de nosso caminho?’ A resposta é essa: contemos com Nosso Senhor, porque se a graça nos chama para lá, não há pedra que alguém não afaste. No caso concreto, os anjos afastaram a pedra. Quantas vezes os anjos têm afastado pedras do nosso caminho! Confiança e caminhar de encontro a todas as pedras, porque os anjos as removerão para nós por ordem de Nossa Senhora.

    “Eis que houve um grande terremoto, porque um anjo do Senhor desceu do Céu e, aproximando-se, rolou a pedra e sentou-se sobre ela. Seu aspecto era como o relâmpago e suas vestes como a neve”.

    Os senhores não imaginam como eu sinto não ter o mínimo talento para pintura… Porque eu gostaria de saber pintar isso. É a imagem – ou ao menos uma das imagens – que eu faço de um anjo. E é um anjo descrito pelo próprio Espírito Santo. Pode haver uma coisa mais gloriosa, mais espiritual, mais casta, mais forte, do que um espírito que é como um relâmpago, mas vestido como a neve! É a força e a pureza da alma que se entregou a Nossa Senhora! É um dos símbolos do varão verdadeiramente católico! É uma descrição dos Apóstolos dos últimos tempos que devem ser verdadeiramente anjos. Que ideal para nós, que tantas vezes somos moles, somos fracos, somos tíbios… Pedir a Nossa Senhora que nos faça como anjos da ressurreição. E… uma pedra no caminho para que o reino de Maria se implante. Oxalá fossemos nós esse anjo! Anjo forte, majestoso como o relâmpago, puro como a neve, que empurra de lado a pedra da Revolução e faz com que a Contra-revolução, com seus ungüentos, chegue até o lugar da ressurreição!

    Os senhores vejam outra coisa interessante: a presença do anjo causar um terremoto! Por quê a presença do anjo causa um terremoto? É tal a superioridade de natureza do anjo, é tal a sua grandeza, que há uma espécie de incongruência entre a natureza e ele. E compreende-se que na proximidade de certos anjos, a matéria estremeça, a sua fragilidade estremeça. Mas bendita a terra que tremeu pela presença do anjo! Bendito o anjo que fez tremer a terra! Essa é a terra que treme para dar glória a Deus, depois de ter tremido de indignação por causa do deicídio que tinha sido realizado! Entre os dois terremotos há uma espécie de harmonia, de simetria: o terremoto do castigo, mas depois o terremoto da graça; o terremoto da presença do anjo, da reconciliação e da aliança. São sois fatos tão grandes, que eram dignos de serem celebrados por terremotos!

    “De medo dele assustaram-se os guardas e ficaram como mortos”.

    Os guardas viram o anjo. Ficaram como mortos.

    “Maria viu a pedra afastada do sepulcro e foi correndo ter com Simão Pedro e o outro discípulo que Jesus amava”.
    •  

    • A Ressurreição e as Santas Mulheres no Túmulo – Fra Angélico – 1440-41 – Convento de São Marcos – Florença


    É uma coisa curiosa, mas tem-se a impressão de que [ela] não sentiu o terremoto! E nem viu o anjo na sua natureza angélica. Mas viu que o sepulcro estava aberto. Das três, aquela que o Espírito Santo, no Evangelho, fala que amava Nosso Senhor, é Maria Madalena. Os senhores vejam que coisa bonita! Em vez de ter a coragem de entrar no sepulcro, ela entendeu que o fato era tão augusto, que não cumpria a ela fazer isso. É o senso hierárquico e antiigualitário da Igreja que se manifesta desde esses albores, apesar de alguns miseráveis falarem da igualdade na Igreja das catacumbas. Ela não faz isso. Ela vai correndo falar com o chefe da Igreja. Ela vai contar que ela viu, para que aquele tome as providências que as circunstâncias pedem, porque não é a ela que cabe.

    Vejam, de um lado, toda a beleza do papel do sexo feminino: o amor que leva o ungüento que… constituiu dentro da Igreja. Mas vejam a jurisdição do homem e a jurisdição de São Pedro, da Hierarquia. Acontece o fato. Ela, que estava com o coração trasbordante do amor, vai falar com ele. Agora os senhores vão ver como esse senso de hierarquia não dá falta de distância psíquica jamais, mas dentro da efervescência da hora não perde em absoluto seus direitos. Os senhores vão ver o resto da narração como continua. Ela disse:

    “Tiraram o senhor do sepulcro e não sabemos onde o puseram”.

    Ela olhou, ela não entrou. Ela foi logo avisar.

    “As outras mulheres viram também a pedra afastada do sepulcro e, entrando, não encontraram o corpo do Senhor”.

    Elas tiveram menos a idéia de hierarquia, ou sabendo que a hierarquia fora avisada, elas então entraram. Algumas coisas são assim, mas é bonito que o primeiro pensamento foi para São Pedro.

    “E aconteceu que entrando, elas consternadas por esse motivo, eis que se apresentaram junto delas dois homens vestidos de roupas deslumbrantes”.

    Quer dizer, os anjos tomaram formas de homens e para nós compreendermos o que eram essas roupas deslumbrantes, nós temos que nos lembrar como eram as roupas daquele tempo. Nós não podemos imaginar dois anjos vestidos com paletó e com as calças que os senhores estão, e muito menos vestidos com as infames roupas de malandro de hoje. Porque é inimaginável um anjo aparecer de paletó refulgente e de gravata deslumbrante. Há uma tal vilania nos nossos trajes que não ousamos fazer monumentos com nossos trajes. Quem é que faz um monumento em bronze com uma pessoa com calça, paletozinho, bengalinha? Não é possível! Eram túnicas que se usavam naquele tempo, e essas têm dignidade.

    E então, apareceram dois anjos com formas de homens, de modo alvinitente, brilhantes, e eles se põem a falar. O que é muito bonito é vermos que os dois falam como um e é um cântico como mais ou menos nós vimos há pouco. Quer dizer, dois cantam uma só coisa. Eles representam, evidentemente, todos os coros dos anjos. Esses dois aqui indicam a pluralidade de anjos empenhados na missão, e naturalmente, as vozes deles não seriam duas vozes iguais, mas duas vozes que se faziam na harmonia. E o Evangelho não fala em música, nem em canto. Deveria ser uma proclamação. Eram dois arautos que anunciavam, portanto, esse fato. O mais engraçado é que no fim eles falam no singular como se fosse um só: ‘tal missão me foi dada’. Tal é o uníssono deles, e tal é a união das almas que amam a Deus. Aqui vem então a mensagem deles.

    “Não temais, porque sei que procurais a Jesus, que foi crucificado. Por quê procurais entre os mortos Aquele que está vivo?”

    Há uma certa censura na pergunta; uma certa censura no meio dessa alegria. Por quê procurais entre os mortos Aquele que está vivo? Os senhores vão ver desenvolver-se o pensamento a respeito.

    “Não está aqui, mas ressuscitou como tinha dito”.

    Aqui vem a coisa: “como tinha dito”. Recordai-vos do que vos disse Ele. Recordai-vos. Há uma certa censura àquela insuficiência de fé que, com exceção de Nossa Senhora, teve toda aquela gente: quando estava na Galiléia Ele disse. Agora, as palavras de Nosso Senhor, citadas pelo anjo:

    “É preciso que o Filho do homem seja entregue nas mãos dos pecadores, que seja crucificado e ressuscite ao terceiro dia”.

    Foi a citação, como quem diz ‘essas foram as palavras – lembrai-vos agora e confundi-vos’. Mas isso era dito de tal maneira que, sendo uma lição, não era, entretanto, para produzir, no momento, uma contrição. Tanto é que a gente vê que em vez delas sentirem contrição, sentiram alegria. Elas começaram a se alegrar.

    “Vinde ver o lugar onde foi posto o Senhor, e ide prontamente dizer aos seus discípulos e a Pedro, que Ele ressuscitou”.

    Os anjos confirmam: a missão delas não fazia… com a missão de Madalena. A missão de Madalena era dizer que o sepulcro estava vazio. Elas deviam dizer que dois anjos apareceram e que anunciaram a ressurreição. Agora, porque os anjos não falaram a Pedro, os senhores estão vendo que se pode fazer a conjetura: aquelas que foram fiéis ao pé de cruz receberam a mensagem. Aquele que não estava lá presente, não recebeu a mensagem. Era o papa, era o príncipe dos apóstolos: não recebeu a mensagem. Alguém me dirá: ‘mas por quê? São João Evangelista então não estava presente?’ Os senhores vão ver que ele faz questão de dar preeminência a São Pedro. A narração seguinte estabelece isso:

    “Ele ressuscitou e vai adiante de vós para a Galiléia. Aí O vereis, como Ele vos disse: eis que eu vos preveni”.

    Quer dizer, o anjo também mandou um recado aos apóstolos.

    “Então recordaram-se elas das palavras de Jesus”.

    Quer dizer, é claríssimo que elas tinham ouvido, que sabiam e tinham esquecido. Dentro da agonia e da angústia, se elas fossem a geração nova, a gente podia dizer que elas tinham perdido a distância psíquica e tinham ignorado as palavras de Nosso Senhor.

    “Então, recordaram-se e, saindo, fugiram do sepulcro porque as tinha cometido o tremor e o pavor. E a ninguém disseram coisa alguma, por estarem possuídas de medo”.

    Mas não é um medo de castigo. A gente entrevê que é o contato com a coisa augusta, com a coisa enorme. Elas ficaram quietas. Agiram bem ou agiram mal? Eu não encontro, no Evangelho, esclarecimentos para isso.

    “Entretanto, saiu Pedro e aquele outro discípulo e viram o sepulcro. Ambos corriam juntos”.

    Mas eles tinham notícia da outra, que o sepulcro estava vazio.

    “Ambos corriam juntos”.

    Agora vejam quão significativo é:

    “Mas aquele discípulo (o discípulo a quem Jesus amava) correu mais apressado que Pedro”.

    É claro que pode ser que São Pedro fosse mais velho, que ele estivesse um pouco estropiado, eu compreendo bem. O fato é que o que amava mais, corria mais. O amor corre…

    “E chegou primeiro ao sepulcro. Inclinando-se, viu os lençóis postos no chão, mas não entrou”.

    O amor levou a ir depressa, mas é o mesmo amor que o levou a dar precedência àquele a quem Nosso Senhor tinha dado a precedência. Ele não entrou. Esperou que São Pedro entrasse. Os senhores vêem como está aqui o espírito hierárquico da Igreja e como o tal correr dele não era um correr sem distância psíquica. Era um correr cheio de ordem, era uma pressa cheia de falta de pressa. Era tão equilibrado, tão santo — animam suam in manu sua tenet — segurando a própria alma na mãos, que era hora de chegar —, que é quando o homem da geração nova está mais embalado —, ele parou. Ele pára e espera São Pedro chegar. Quanto respeito, quanta reverência! Mas tudo passou pela história.

    “Chegou, pois, Simão Pedro que o seguia…

    Coisa repisada, ‘que o seguia’; isso é dito várias vezes,

    …e entrou no sepulcro e viu os lençóis postos no chão. Mas o sudário, que estivera sobre a cabeça de Jesus, não estava posto com os lençóis, senão que estava dobrado e num lugar à parte”.

    Os senhores vêem a beleza do respeito ao corpo humano e, portanto, ao corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo. Há uma dignidade de cabeça, há uma dignidade da fronte, há uma dignidade da face, que é algo de especial no homem. E por causa disto, o sudário, que tocou na face, não estava colocado junto com os outros panos. Mais ainda: os panos estavam no chão. O sudário estava num lugar à parte. A gente entrevê que era um lugar mais distinto. Talvez uma anfractuosidade da pedra, talvez alguma outra coisa assim, ali estava o sudário. Fica-se abismado, porque Nosso Senhor Jesus Cristo é todo Ele adorável. Pudéssemos nós oscular qualquer parte de seu corpo, a planta de seus pés sagrados, seria uma honra que nós jamais mereceríamos. Pois dentro do sagrado há como que uma distinção.

    O sudário estava colocado de lado. O sudário estava posto em outro lugar. Isso encontra consonância com uma coisa que eu sempre pensei: é que o santo Sudário de Turim não era esse sudário. O santo Sudário de Turim tem a face e o corpo inteiro. E ainda uma notícia publicada nos jornais ontem, transcrevendo um artigo do “Osservatore de la Domenica”, dando os estudos de um médico sobre esse assunto, dizia que o médico que, à la européia, estudou durante 40 anos o Santo Sudário de Turim (isso é muito europeu), chegou à conclusão de que ele, sudário de Turim, é a mortalha em que Ele foi envolto, mas não é o sudário que tocou na Sua face. Não é, portanto, o pano que O recobria por ocasião da ressurreição.

    A notícia dizia uma coisa que para quem tem entranhas e tem um pingo de sentimento, é sumamente tocante e alimenta extraordinariamente a devoção ao Sacratíssimo Coração de Jesus. A notícia dizia que esse médico sustentava que a causa mortis de Nosso Senhor foi que, de sofrimento, o seu coração físico, de carne, rompeu-se em dois. E dá lá uma explicação médica, que eu não seria capaz de repetir aqui. Enfim, nessas ou naquelas condições, com uma dor extrema, o coração se rompe. E com o coração que se rompeu, Ele morreu.

    Impressionante que, como o coração, cindiu-se o véu do Templo. Agora, os senhores vejam que prova mais tocante de amor a nós Ele poderia dar, do que de um coração que por amor de nós se rompe em dois! O que mais nós esperamos? O que mais nós podemos imaginar? Eu gostaria que isso pudesse ser comprovado, para que se pudesse pôr uma invocação especial na Ladainha do Sagrado Coração de Jesus: “Ó Coração [que] se rompeu em dois…”

    Se isso é verdade, os senhores podem imaginar o que sofreu Nossa Senhora que, com certeza, soube disso, quando Ela soube que o coração do Filho dela se rompeu em dois?… Pensem na mãe de qualquer um de nós, o que ela sentiria se soubesse que seu filho sofreu tanto que morreu porque seu coração se partiu! Normalmente, eu penso na minha, ela morreria. Assim são as mães! Como era Nossa Senhora? O que Ela sofreu nessa ocasião? Quantas mortes Ela teria preferido sofrer a passar por isso. Mas Ela quis isso. Ela quis que o Coração dele eventualmente se tenha partido em dois.

    Porque se era esse o desígnio de Deus para nossa redenção, tanto, tanto, tanto Ela quis nossa redenção, que Ela terá querido isso. Mas ‘nossa’ é um modo de dizer. Ainda que fosse só a minha, tudo isso teria por Deus sido dado por bem empregado. De maneira que cada um de nós deve raciocinar a respeito desse fato como se o fato tivesse ocorrido só em favor de si. E nós compreendemos aqui o que é a doçura do Coração de Jesus. Porque depois disso vem a redenção, vem o perdão, vem Pentecostes, vem a Igreja, vem, enfim, toda a suavidade da civilização cristã, toda a grandeza da civilização cristã. Aqui os senhores compreendem o que essas coisas querem dizer. Como isso é impressionante!

    “Então, pois, entrou também aquele discípulo que primeiro tinha chegado ao sepulcro”.

    O Evangelho repisa bem: “depois e só depois entrou o discípulo fiel”. São João, se fosse orgulhoso, teria podido dizer: “Bem, São Pedro é o chefe, mas eu tenho o direito. Quem estava ao pé da cruz não era eu? Agora chegou minha vez! Eu vou lá”. Não. Então e só então… Porque esse era o chefe. Aquele que ama é verdadeiramente assim. Ele não quer o primeiro lugar. Ele quer amar. E ainda que aquele a quem ele ama queira dar o primeiro lugar a outro, ele quer isso e quer aquele primeiro lugar para o outro. Porque ele soube amar. Que lição para nós!

    “E viu e acreditou”.

    A gente fica pasmo: Viu e acreditou! Ele deixa entender que com todo o amor dele, foi naquela hora que ele acreditou. E era o discípulo amado!

    …pois ainda não compreendiam a Escritura que Ele devia ressuscitar dos mortos”.

    O pito das mulheres foi bastante grande para que a gente entenda a referência a eles. Tanto mais que eles ainda não compreendiam.

    “E os discípulos voltaram de novo para casa”.

    Por que voltaram? Porque Nosso Senhor disse que ia aparecer de novo para eles na Galiléia.

    “Tendo Jesus ressuscitado de manhã, no primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena da qual havia expulsado sete demônios”.

    Como é curiosa essa referência! Nesta hora lembrar isso! Mas é que é a vitória dele sobre o demônio. E a identificação é aquela para quem Ele fez tão grande bem, aquela na qual Ele fez uma tão grande maravilha. É a beleza da contrição e do perdão. Primeiro apareceu para ela.

    Os senhores estão vendo que há um primeiro-primeiro, que é o primeiro superprimeiro. Quem é que foi a primeira a quem Ele apareceu? Os senhores já estão vendo: na primeira hora, o primeiro raio de beleza, o primeiro momento evidentemente foi para Nossa Senhora (*). A gente costuma contemplar o encontro de Nosso Senhor com Nossa Senhora na Via Crucis. Eu não conheço coisa mais bonita. Mas eu conheço uma coisa tão bonita: é o encontro dela com Ele ressuscitado! A alegria dela, o Magnificat dela, o que isso terá sido? Só no Céu é que nós poderemos saber.
     
    “Ora, estava junto ao sepulcro, na parte de fora, chorando. Enquanto chorava inclinou-se, olhou para o sepulcro e viu dois anjos vestidos de branco, sentados um à cabeceira e outro aos pés onde tinha sido posto o corpo de Jesus. Disseram os anjos: ‘Mulher, por quê choras?’ Respondeu-lhes ela: ‘Porque tiraram meu Senhor e não sei onde o puseram’. Dizendo isso, voltou-se para trás e viu Jesus, de pé, mas não sabia que era Ele”. 
    • Noli me tangere! – Fra Angélico – 1440-41 – Convento de São Marcos – Florença


    Por que isso? Não parece ter alguma relação com a espessura deles a respeito da Escritura. Quanta coisa ela se lembrou quando Ele disse para ela: Maria! Aquelas mil vezes em que Ele disse para ela, com afeto, ‘Maria’, aquilo tudo acordou na alma dela. Então, ela entendeu. E ela disse logo aquilo que, com certeza, mil vezes tinha dito para Ele: ‘Mestre’, Raboni.

    “Disse-lhe Jesus: Não me toques”.

    A gente vê que ela queria ir de encontro a Ele. Os senhores vêem que linda intimidade dela com Ele! Ela O viu, queria ir de encontro a Ele. Com certeza quis segurá-lo, quis beijar as mãos, qualquer coisa assim, ou os pés. E Ele disse essa palavra: “Não me toques”, e deu a razão: porque ainda não subi para meu Pai. Razão, para mim, um tanto misteriosa. Sublime e misteriosa. Há uma grandeza nisso… Há toda a distância entre essa vida e a outra vida: “Eu não subi ainda para o meu Pai, mas eu já estou do outro lado do rio da morte. O rio da morte continua a correr entre nós. Embora eu esteja ressuscitado, eu não estou ressuscitado para essa vida. Eu estou ressuscitado para o Céu. Não me toques”.

    “Mas vai dizer aos meus irmãos…

    Olhem o afeto, chamando os Apóstolos de irmãos.

    …que eu subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus”.

    Estava pronunciado o perdão e as coisas continuavam no diapasão da alegria.

    Paixão de Nosso Senhor, Páscoa, Ressureição de Nosso Senhor, Santa Maria Madalena, Santas Mulheres, São Pedro, Semana Santa












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    • Sobre Plinio Corrêa de Oliveira


    • Homem de fé, de pensamento, de luta e de ação, Plinio Corrêa de Oliveira (1908-1995) foi o fundador da TFP brasileira. Nele se inspiraram diversas organizações em dezenas de países, nos cinco continentes, principalmente as Associações em Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP), que formam hoje a mais vasta rede de associações de inspiração católica dedicadas a combater o processo revolucionário que investe contra a Civilização Cristã. Ao longo de quase todo o século XX, Plinio Corrêa de Oliveira defendeu o Papado, a Igreja e o Ocidente Cristão contra os totalitarismos nazista e comunista, contra a influência deletéria do "american way of life", contra o processo de "autodemolição" da Igreja e tantas outras tentativas de destruição da Civilização Cristã. Considerado um dos maiores pensadores católicos da atualidade, foi descrito pelo renomado professor italiano Roberto de Mattei como o "Cruzado do Século XX".


    Comunismo


    Rui Barbosa



    De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.



    Os grilhões que nos forjavam


    Da perfídia astuto ardil...


    Houve mão mais poderosa:


    Zombou deles o Brasil!



    Consagração no Rito Bizantino - Igreja Ortodoxa
    Publicado em 29 de jul de 2014Consgração do Pão e Vinho, transformado em Carne e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, em uma Divina Liturgia celebrada por Sua Santidade, o Patriarca Cirilo, de Moscou e toda Rus'.
    Publicado por Vale de Beracá em Sábado, 9 de janeiro de 2016

    Não é o suplício que faz o mártir, mas a causa. (Santo Agostinho)


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    Da Justiça a clava forte

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  • “Esta seita de homens que, debaixo de nomes diversos e quase bárbaros se chamam socialistas, comunistas ou niilistas, e que, espalhados sobre toda a superfície da terra, e estreitamente ligados entre si por um pacto de iniquidade, já não procuram um abrigo nas trevas dos conciliábulos secretos, mas caminham ousadamente à luz do dia, e se esforçam por levar a cabo o desígnio, que têm formado de há muito, de destruir os alicerces da sociedade civil. É a eles, certamente, que se referem as Sagradas Letras quando dizem: “Eles mancham a carne, desprezam o poder e blasfemam da majestade” (Jud. 8)”.




    A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas.

    • Ruy Barbosa








    Alma de Cristo, santificai-me.

    Corpo de Cristo, salvai-me.

    Sangue de Cristo, inebriai-me.

    Água do lado de Cristo, lavai-me.

    Paixão de Cristo, confortai-me.

    Ó bom Jesus, ouvi-me.

    Dentro de Vossas chagas, escondei-me.

    Não permitais que me separe de Vós.

    Do espírito maligno, defendei-me.

    Na hora da minha morte, chamai-me.

    E mandai-me ir para Vós, para que Vos louve com os vossos Santos, por todos os séculos dos séculos.

    Amém.



    Nossa Senhora de Medjugorje


    Posted: 05 Apr 2016 12:06 PM PDT

    MENSAGEM DA RAINHA DA PAZ EM 2 DE ABRIL DE 2016, À MIRJANA:

    “Queridos filhos! Não tenham corações duros, fechados e cheios de medo. Permitam ao Meu amor materno iluminá-los e preenchê-los de amor e de esperança, a fim de que, como Mãe, Eu cure as suas dores, pois Eu as conheço, por tê-las experimentado. A dor eleva e é a maior oração.

    Meu Filho ama, de modo especial, aqueles que sofrem. Ele Me enviou para curá-los e trazer-lhes a esperança. Confiem Nele! Eu sei que é difícil para vocês, porque veem sempre mais escuridão ao seu redor. Filhinhos, é necessário destruí-la pela oração e pelo amor. Aquele que reza e ama não tem medo, mas esperança e um amor misericordioso que vê a Luz que é o Meu Filho.

    Como Meus Apóstolos, convido-os a tentarem ser exemplo de amor misericordioso e de esperança. Rezem sempre e novamente, para terem o maior amor possível, porque o amor misericordioso traz a luz que destrói toda a escuridão - traz o Meu Filho. Não tenham medo: vocês não estão sozinhos: Eu estou com vocês!

    Eu imploro a vocês para rezarem pelos seus sacerdotes, a fim de que, em cada momento, eles tenham amor e ajam com amor, pelo Meu Filho -- através Dele e em memória Dele. Obrigada."













    - A BÍBLIA CONFIRMA A IGREJA


    “Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal.” (2 Pedro 1,20)-
    “Escrevo (a Bíblia) para que saibas como comportar-te na Igreja, que é a Casa do Deus Vivo, a coluna e o fundamento da Verdade.” (1Timóteo 3,15) -
    “Tu és Pedra, e sobre essa Pedra edifico a minha Igreja (...). E eu te darei as Chaves do Reino dos Céus; e tudo o que ligares na Terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na Terra será desligado nos Céus.”(Mateus 16, 18) -
    “...Vós examinais as Escrituras, julgando ter nelas a vida eterna. Pois são elas que testemunham de Mim, e vós não quereis vir a Mim, para terdes a vida.”(João 5,39-40) -
    “Em Nome de nosso Senhor Jesus Cristo, apartai-vos de todo irmão que não anda segundo a Tradição que de nós recebeu.” (2 Tessalonicenses 3,6) -
    “Então, irmãos, estai firmes e guardai a Tradição que vos foi ensinada, seja por palavra (Tradição), seja por epístola nossa (Bíblia). ”(2 Tessalonicenses 2, 15) -
    “(Pedro,) apascenta o meu rebanho.” (João 21,15-17) -
    “Irmãos, sabeis que há muito tempo Deus me escolheu dentre vós (Apóstolos), para que da minha boca os pagãos ouvissem a Palavra do Evangelho.” - S. Pedro Apóstolo, primeiro Papa da Igreja de Cristo(Atos dos Apóstolos 15, 7) -
    “Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça. E tu, confirma os teus irmãos.” - Jesus Cristo a S. Pedro (Lucas 22, 31-32) -
    “De hoje em diante, todas as gerações me proclamarão Bem-aventurada.” - Maria, a Mãe de Nosso Senhor (Lucas 1, 48) -
    “Ainda que nós ou um anjo baixado do Céu vos anuncie um evangelho diferente do nosso (Apóstolos), que seja anátema.” (Gálatas 1, 8) -
    “Em Verdade vos digo: se não comerdes da Carne e do Sangue do Filho do homem, não tereis a Vida em vós mesmos.” (João 6, 56) -
    “Minha Carne é verdadeiramente comida, e o meu Sangue é verdadeiramente bebida.”(João 6, 55) -
    “O Cálice que tomamos não é a Comunhão com o Sangue de Cristo? O Pão que partimos não é a Comunhão com o Corpo de Cristo?” (1ª aos Coríntios 10, 16) -
    “E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos, da mão do anjo, diante de Deus.” (Apocalipse 8, 4) -
    “Aqui (no Céu) está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os Mandamentos de Deus e a Fé em Jesus.” (Apocalipse 14, 12) 
    - Porque já é manifesto que vós (a Igreja) sois a Carta de Cristo, ministrada por nós (Apóstolos), e escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração (...); o qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica. (2Cor 3,3.6) - 

     



    Mário Kozel Filho


    “Servi ao Senhor com respeito e exultai em Sua Presença; prestai-lhe homenagem com temor.” (Sl 2,11)
    †   †   †
    Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo; adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os Sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos Méritos Infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.

    GRAÇAS E LOUVORES SE DEEM A TODO MOMENTO, AO SANTÍSSIMO E DIVINÍSSIMO SACRAMENTO!

    Gruta de Lourdes

    Signis et portentis mendacibus

    Botafogo

    É tradição, não é moda. #soufogao #redesocial #botafogo #pracimadeles #fogoeuteamo #seusidolossaotantos #omaistradicional #naosecompara

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    Che Guevara