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A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las. (Santo Agostinho) 




Não é o suplício que faz o mártir, mas a causa. (Santo Agostinho)

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    terça-feira, 26 de abril de 2016

    O Fiel Católico - Quais as diferenças entre católicos e ortodoxos orientais?




    O Fiel Católico



    Quais as diferenças entre católicos e ortodoxos orientais?


    Posted: 26 Apr 2016 01:59 PM PDT




    DE TEMPOS EM TEMPOS, surge algum leitor que nos propõe esta pergunta. Entendemos, então, que chega o momento de respondê-la: em síntese, são treze as diferenças doutrinárias e disciplinares que distanciam os ortodoxos orientais da Igreja Católica...




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    • Quais as diferenças entre católicos e ortodoxos orientais?

    Pelo zelo na Liturgia e na Arte sacra, igrejas ortodoxas orientais são belas e ricamente ornamentadas em qualquer lugar do mundo; acima, a vista interna da igreja da paróquia ortodoxa russa do Cazaquistão
    DE TEMPOS EM TEMPOS, surge algum leitor que nos propõe esta pergunta. Entendemos, então, que chega o momento de respondê-la: em síntese, são treze as diferenças doutrinárias e disciplinares que distanciam os ortodoxos orientais da Igreja Católica.
    É interessante notar que a maioria daqueles que de modo superficial simpatizam com a rica tradição ortodoxa oriental acabam por entender que ela perde, por assim dizer, o "encanto" quando conhecida a fundo e vista bem de perto. Apesar do grande respeito que temos por estes nossos queridos irmãos cismáticos, não temos como negar que boa parte dos argumentos que eles utilizam para justificar os desacordos entre eles e nós, como veremos, são flagrantemente desprovidos de qualquer fundamento.
    Os ortodoxos não aceitam: 1) o primado e 2) a infalibilidade do Papa; 3) a Processão do Espírito Santo a partir do Filho; 4) o Purgatório póstumo; 5) os dogmas da Imaculada Conceição e 6) da Assunção de Maria Santíssima (apenas enquanto dogmas); 7) o Batismo por infusão e não por imersão; 8) a falta da Epiclese na Liturgia Eucarística; 9) o pão ázimo (sem fermento) na Celebração Eucarística; 10) a Comunhão Eucarística sob a espécie do pão apenas; 11) o Sacramento da Unção dos Enfermos como é ministrado no Ocidente; 12) a indissolubilidade do Matrimônio; 13) o celibato do clero.
    Seja observado, logo de início, que em geral os orientais têm por ideal a volta da Igreja ao que ela era até o sétimo Concílio Geral (Nicéia II em 787), pois aceitam plenamente os Concílios de Nicéia I (325), Constantinopla I (381), Éfeso (431), Calcedônia (451), Constantinopla II (553), Constantinopla III (681), Nicéia II (787). O Concílio de Constantinopla IV, que excomungou o Patriarca Fócio em 869/870, evidentemente é rejeitado pelos orientais.
    Como se pode ver, nem todos esses pontos diferenciais são da mesma importância. O que mais concorre para a manutenção do Cisma é o da fidelidade ao Papa como Pastor Supremo, assistido pelo Espírito Santo em matéria de fé e de Moral. A seguir, comentamos e procuramos esclarecer cada um destes pontos:
    • 1. Primado do Papa

    Alega a Teologia ortodoxa que a jurisdição universal e suprema do Papa implicaria que os outros bispos são subordinados a ele como nada além de seus representantes, o que eles consideram um desvio ou um erro. A esta concepção equivocada, porém, respondeu o Concílio do Vaticano II:
    “Aos Bispos é confiado plenamente o ofício pastoral ou o cuidado habitual e cotidiano das almas. E, porque gozam de um poder que lhes é próprio e com toda razão são antístites dos povos que eles governam, não devem ser considerados (meros) vigários (representantes) do Romano Pontífice.”
    (Constituição Lumen Gentium 27)
    Como demonstra muito facilmente a mais elementar noção do senso comum (entenda), não há nenhum sentido em se questionar o primado do Bispo de Roma, o Papa, que garante a unidade e a coesão da Igreja, preservando-a de iniciativas meramente pessoais e subjetivas. Exatamente por isso o discípulo Simão, e apenas ele, recebeu o nome-título de Pedra-Cefas (entenda).
    • 2. Infalibilidade do Papa

    Em 1870, fazendo eco à fé antiquíssima dos cristãos, o Concílio do Vaticano I declarou o Papa infalível quando fala em termos definitivos para a Igreja inteira e em matéria de fé de moral (entenda). – Já segundo a Teologia ortodoxa oriental, esta definição extinguiria a autoridade dos Concílios.
    Evidente que tal contestação não em nenhuma razão de ser, pelo simples fato de que o Papa não pode "decidir" nada contrário àquilo que foi definido dogmaticamente em qualquer Concílio da Igreja. Já no tempo dos Apóstolos ocorreu o primeiro Concílio, em Jerusalém1. Segundo a Igreja Católica, então, os Concílios gerais ou universais têm plena razão de ser, já que também o Papa participa deles (por si ou por seus delegados) e aprova as suas conclusões. Nos nossos dias, mais e mais se têm insistido sobre a colegialidade dos Bispos.
    • 3. A procedência do Espírito Santo a partir do Filho (Filioque)

    Esta é possivelmente a mais conhecida discordância entre católicos e ortodoxos e que, mais uma vez, não tem nenhuma razão de ser a não ser a pura incompreensão e a inflexibilidade para o diálogo aberto e fraterno, como era a característica de um determinado período histórico. A concepção da Igreja Católica decorre do fato de que em Deus não há distinções, a não ser onde haja oposição relativa, como no caso do Filho que possui Natureza humana, sedo que o mesmo não se pode afirmar do Pai e do Espírito Santo. Entretanto, não podemos jamais nos esquecer de que não somos politeístas: cremos e adoramos apenas um Deus, que se manifesta a nós em Três Pessoas diferentes, mas não separadas2.
    Se, portanto, entre o Filho e o Espírito Santo não há a separação de Espirante e Espirado, um não se distingue do outro ou, em outras palavras, o Filho e o Espírito Santo são um só em Deus. Nosso Senhor Jesus Cristo, no Evangelho segundo S. João (15, 26) afirma textualmente que o Espírito procede do Pai; claramente, porém, não tenciona propor aí uma Teologia sistemática e exclusiva, mas põe em relevo um aspecto da verdade, – assim como em tantas e tantas outras ocasiões, – sujeito a ser completado pela reflexão.
    De fato, no caso desta questão, a dificuldade é mais de linguagem do que de doutrina. Tanto assim que os orientais preferem dizer que o Espírito Santo procede do Pai "através do Filho", – o que claramente é apenas uma maneira diferente de dizer praticamente a mesma coisa ou, no mínimo, algo muito parecido. Torna-se evidente que, com um pouco de boa vontade, poderia-se facilmente conciliar as posições.
    • 4. Purgatório

    Este é um caso curioso e que (infelizmente precisamos dizer) evidentemente depõe contra a boa vontade dos teólogos orientais. Ocorre que os ortodoxos do Oriente aceitaram a existência do Purgatório sem nenhuma dificuldade até o século XIII. Foi somente no ano 1231 ou 1232 que o metropolita Georges Bardanes, de Corfu, pôs-se a impugnar a doutrina bíblica e apostólica do fogo do Purgatório (entenda), apenas porque não haveria, literalmente, fogo no Purgatório(!).
    Os teólogos orientais subsequentes lamentavelmente vieram a apoiar a contestação de G. Bardanes, mas nem por isso ousaram negaram a realidade (como dissemos antes, plenamente bíblica e plenamente fundamentada na Tradição apostólica) da necessidade de um estado de purificação intermediário entre a vida terrestre e a bem-aventurança celeste para as almas daqueles que morrem com resquícios de pecado: estes seriam perdoados por Deus em vista da oração da Igreja; estariam assim fundamentados os sufrágios pelos defuntos.
    A recusa do Purgatório, então, só ocorreu entre os orientais, absurdamente, no século XVII(!) e sob a influência de autores protestantes(!!). Ora, admitir uma doutrina que teria, então, estado errada por dezessete séculos, não é o mesmo que admitir a sua fragilidade também depois da mudança?
    Por fim, o fato histórico é que daí por diante a Teologia oriental tornou-se em parte dividida; muitos teólogos ortodoxos continuam admitindo a necessidade de um estado intermediário entre a morte e a bem-aventurança celeste, assim como também reconhecem o valor dos sufrágios pelos defuntos. Eis aí mais um fato histórico e teológico que só vem a confirmar para todo o povo cristão a exclusividade da Igreja Católica no papel de única Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo e mantida pelo Espírito Santo.
    • 5. A Imaculada Conceição de Maria

    Esta, incrivelmente, é por vezes confundida com um pretenso nascimento virginal de Maria (segundo tal confusão absurda, Santa Ana teria concebido sem a colaboração de São Joaquim!). Assim, simplesmente porque tal concepção virginal carece de qualquer fundamento (evidente, e nunca foi parte da Teologia católica!), também a verdadeira doutrina da Imaculada Conceição é em algum nível contestada pelos orientais, embora não seja negada por eles.
    Contraditoriamente, porém, toda a literatura, a Liturgia e as mais tradicionais devoções dos ortodoxos enaltecem grandemente e com insistência (provavelmente até maior do que o fazem as obras clássicas católicas) a pureza plena e absoluta da Virgem Maria, professando a mesma coisa que nós, católicos, de modo implícito. Concretamente, a única diferença real é que eles não formularam nem definiram um dogma de fé específico a respeito desta realidade, que na prática creem de modo idêntico ao nosso, – e isto é algo bastante fácil de se confirmar, bastando que se observe a arte sacra oriental, eivada do princípio ao fim de belos e múltiplos ícones em honra à santidade incomparável de Maria Santíssima.
    • 6. A Assunção de Maria Santíssima

    Este ponto, juntamente com o anterior, é de surpreender o leigo, pois como já dissemos a devoção dos ortodoxos por Nossa Senhora é evidente e profundíssima, tanto que á primeira vista dá a impressão de ser tão grande quanto a católica ou até mesmo maior, em certas cerimônias, usos e costumes.
    Crida pelos cristãos desde a Antiguidade, foi proclamado este dogma de fé pela Igreja Católica em 1950, pelo Papa Pio XII, de acordo com as tradições teológicas ocidental e oriental. Merece especial atenção, novamente, a iconografia oriental, que representa de maneira muito expressiva a Virgem sendo assunta aos Céus por seu Divino Filho (daí a diferença entre os termos 'Ascensão do Senhor' e 'Assunção de Maria': ela, elevada por Ele, que é Deus e se eleva por seu próprio Poder Divino).
    Qual é, então, o problema? De fato, o que fere os orientais neste caso, – assim como no caso da Imaculada Conceição, – não é a proclamação da Assunção em si, simplesmente porque eles também creem nisto; o problema está, apenas e tão somente, na promulgação do dogma, a qual eles consideram que não deveria ter ocorrido (até por não terem tomado parte em sua elaboração).
    • 7. Batismo por infusão ou aspersão da água

    Aqui está um problema difícil de compreender, não só pelos católicos como também pela maior parte dos próprios cristãos orientais, que discordam da estranha posição ortodoxa oriental. Dizem esses teólogos que é importante no Batismo o contato da água com o corpo inteiro da pessoa, simbolizando purificação.
    Para nós, católicos, tanto os de rito romano quando de rito oriental, o Sacramento é um sinal que realiza o que significa; logo, a Água batismal significa e realiza a purificação da alma. Basta lembrar que os Apóstolos, nos primeiríssimos anos, quando saíram aos quatro cantos do mundo para levar o Evangelho, nas mais diversas situações nem sempre dispunham de rios ou de grandes volumes de água para imergir os batizandos que surgiam a todo instante. Foi este, aliás, o caso do próprio S. Paulo Apóstolo, sem dúvida o mais emblemático3.
    • 8. Epiclese

    Os orientais julgam essencial na Liturgia Eucarística a Invocação do Espírito Santo (Epiclese) antes das palavras da Consagração; ora, estas faltam no Cânon Romano (Oração Eucarística nº 1), pois os latinos julgam que a Consagração do pão e do vinho se faz pela repetição das palavras do Cristo, assim como Ele ordenou: “Isto é o meu Corpo… Isto é o meu Sangue…”.
    Assim, as Orações Eucarísticas compostas depois do Concílio VII (1962-65) têm a Epiclese não para corrigir uma pretensa "falha" anterior, mas para salvaguardar uma antiga Tradição.
    • 9. Pão ázimo

    Jesus, em sua última ceia, observou o ritual da Páscoa judaica, que prescrevia (como ainda prescreve) o uso do pão ázimo ou não fermentado. A Igreja Católica também guardou o costume, – que foi, assim, guardado pelo próprio Cristo, – na Celebração da Eucaristia. Está mais do que bem respaldada, como se vê.
    Uma observação importante: o uso do pão fermentado não é excluído por nós, católicos, pois, em última análise, se trata sempre de pão.
    • 10. A Comunhão Eucarística sob as espécies do pão apenas

    Até o século XII, a Comunhão era ministrada sob as duas espécies, pão e vinho; o uso foi abolido em razão dos graves inconvenientes que gerava (profanação, sacrilégios…). Todavia, após o Concílio VII é permitido que se dê a Comunhão sob as duas espécies a grupos devidamente preparados.
    • 11. Unção dos Enfermos

    Baseados na Epístola de S. Tiago (5,14ss), os orientais ortodoxos têm a Unção dos Enfermos como Sacramento. Divergem, porém, dos ocidentais em dois pontos:
    a) A Unção não é reservada aos gravemente enfermos nem tem a marca de preparação para a morte, mas, ao contrário, vem a ser um rito de cura para qualquer enfermo;
    b) A Unção, no Oriente, tem forte caráter penitencial, a tal ponto que ela é conferida também aos pecadores, mesmo os sadios, a título de satisfação pelos pecados.
    Pode-se dizer, portanto, que a Unção “dos Enfermos” nas comunidades orientais ortodoxas é dada a todos os fiéis que tenham algum problema de saúde corporal ou espiritual. Isto ocorre especialmente na Semana Santa e entre os russos.
    Essas diferenças, bastante suaves e simples de contornar, infelizmente foram muito exploradas nos debates entre latinos e gregos. Os ocidentais reservam a Unção para os casos de moléstias graves ou sério perigo de vida (entenda a Unção dos Enfermos).
    • 12. Divórcio

    Baseados no Evangelho segundo S. Mateus (5,32 e 19, 9) mas indo contra ao que dizem os Evangelhos segundo S. Marcos (10, 11s) e S. Lucas (16,18), e a 1ª Carta de S. Paulo aos Coríntios (7,10ss), os ortodoxos reconhecem o divórcio.
    A Igreja Católica, por coerência, não interpreta S. Mateus em sentido contrário a S. Marcos, S. Lucas e S. Paulo, o que seria absurdo; assim, não reconhece o divórcio de um Matrimônio sacramental validamente contraído e consumado, mas entende que em Mt 5 e 19 se trata da dissolução dos casamentos ilícitos, o que ela pratica até hoje (entenda).
    • 13. Celibato do Clero

    Segundo a compreensão desses nossos irmãos, seria esta uma restrição imposta nos séculos posteriores, contrária à decisão do primeiro Sínodo Ecumênico no ano 325. Há alguma verdade nisso?
    O celibato do clero tem seu fundamento na 1ª Carta de S. Paulo aos Coríntios (7, 25-35), onde S. Paulo recomenda expressamente a vida una ou indivisa. Esta foi sendo praticada espontaneamente pelo clero até que, em aproximadamente 306, o Concílio regional de Elvira (Espanha) a sancionou para os eclesiásticos de grau superior. A legislação de Elvira foi-se propagando no Ocidente por obra de outros Concílios regionais.
    Diferentemente, os orientais estipularam que, após a Ordenação, os clérigos de grau superior (do diaconato para cima) não poderiam contrair Matrimônio, mas eram autorizados a manter o uso do Matrimônio os que tivessem casado antes da ordenação. O Concílio de Niceia I (325) rejeitou a proposta segundo a qual o celibato no Oriente seria observado sem exceções, como no Ocidente; isto por protesto do Bispo egípcio Pafnúncio, o qual guardava pessoalmente o celibato. Os Bispos orientais são todos celibatários e, por isto, recrutados entre os monges.
    • † † †

    Como se vê, no último item como em outros, muitas das diferenças são disciplinares e não impedem a volta à unidade entre cristãos orientais e ocidentais. Podem-se admitir o pão fermentado na Eucaristia, a Epiclese como regra, que parte do clero seja casada. Outros pontos podem ser discutidos com muita tranquilidade, e com alguma revisão de termos, chegar-se a um termo, como é o caso da procedência do Espírito Santo. O maior obstáculo permanece o do primado do Papa.
    Paulo VI e João Paulo II demonstraram compreender bem o problema, que acreditavam (como a Igreja ainda crê) que pode ser resolvido satisfatoriamente sem que se abra mão dos pontos inegociáveis de nossa fé e doutrina. Escreveu S. João Paulo II em sua encíclica Ut Unum Sit ('Para que seja um'), a qual é muito recomendável que seja lida e compreendida por todos os católicos:
    • “Entre todas as Igrejas e Comunidades Eclesiais, a Igreja Católica está consciente de ter conservado o Ministério do sucessor do Apóstolo Pedro, o Bispo de Roma, que Deus constituiu como perpétuo e visível fundamento da unidade e que o Espírito ampara para que torne participantes deste bem essencial todos os outros.
    • Segundo a feliz expressão do Papa Gregório Magno, o meu Ministério é de Servus servorum Dei. Por outra parte, como pude afirmar por ocasião do Encontro do Conselho Mundial das Igrejas em Genebra aos 12 de junho de 1984, a convicção da Igreja Católica de, na fidelidade à Tradição apostólica e à fé dos Padres, ter conservado, no Ministério do Bispo de Roma, o sinal visível e a garantia da unidade, constitui uma dificuldade para a maior parte dos outros cristãos, cuja memória está marcada por certas recordações dolorosas. Por quanto sejamos disso responsáveis, como o meu Predecessor Paulo VI, imploro perdão.
    • Com o poder e a autoridade sem os quais tal função seria ilusória, o Bispo de Roma deve assegurar a comunhão de todas as Igrejas. Por este título, ele é o primeiro entre os servidores da unidade. Tal primado é exercido em vários níveis, que concernem à vigilância sobre a transmissão da Palavra, a celebração sacramental e litúrgica, a missão, a disciplina e a vida cristã. Compete ao Sucessor de Pedro recordar as exigências do bem comum da Igreja, se alguém for tentado a esquecê-las em função dos interesses próprios. Tem o dever de advertir, admoestar e, por vezes, declarar inconciliável com a unidade da fé esta ou aquele opinião que se difunde. Quando as circunstâncias o exigirem, fala em nome de todos os Pastores em comunhão com ele. Pode ainda – em condições bem precisas, esclarecidas pelo Concílio do Vaticano I – declarar ex cathedra que uma doutrina pertence ao depósito da fé. Ao prestar este testemunho à verdade, ele serve à unidade
    • Dirigindo-me ao Patriarca Ecumênico Sua Santidade Dimitrios I, disse estar consciente de que, 'por razões muito diferentes, e contra a vontade de uns e outros, o que era um serviço pôde manifestar-se sob uma luz bastante diversa'. Mas é com o desejo de obedecer verdadeiramente à Vontade de Cristo que eu me reconheço chamado, como Bispo de Roma, a exercer este Ministério. (…) O Espírito Santo nos dê sua Luz e ilumine todos os pastores e os teólogos das nossas Igrejas, para que possamos procurar, evidentemente juntos, as formas mediante as quais este Ministério possa realizar um serviço de amor reconhecido por uns e por outros.”
    • (Ut Unum Sit nºs 88/94-95, 25/5/1995)
    Vemos que o Papa não abdica (nem poderia abdicar) do seu Ministério, que garante a unidade da Igreja, antes o afirma com todas as letras; mas pede que os teólogos proponham modalidades de exercício desse Ministério que satisfaçam a todos os cristãos (leia a Ut Unum Sit na íntegra).
    Suplicamos, humildes, ao Espírito Santo que inspire os responsáveis para que realmente colaborem para a solução das dificuldades que os cristãos não católicos enfrentam no tocante ao primado do Papa!
    _____
    • Notas:

    • 1. Por volta do ano 48, apresenta-se em Antioquia o problema relativo à oportunidade da circuncisão para os não-judeus, quando cristãos provenientes da Judeia reclamam a 'liberdade adquirida em Cristo Jesus', que Paulo e Barnabé também invocam para não impor esse rito aos cristãos vindos do paganismo. A comunidade então interpelar os Apóstolos e os Anciãos de Jerusalém e lhes enviam Paulo e Barnabé, com seu companheiro grego Tito, acompanhados de uma delegação.
    • (N. do A., conf. Portal do Vaticano: Basilica San Paolo Fuori le Mura, disp. em:
    • vatican.va/various/basiliche/san_paolo/po/san_paolo/concilio.htm
    • Acesso 26/4/016)
    • 2. 'As Pessoas divinas são relativas umas às outras. Por não dividir a Unidade divina, a distinção real das Pessoas entre si reside unicamente nas relações que as referem umas às outras: nos nomes relativos das Pessoas, o Pai é referido ao Filho, o Filho ao Pai, o Espírito Santo aos dois; quando se fala destas três Pessoas, considerando as relações, crê-se todavia em uma só Natureza ou Substância. Pois tudo é uno n'Eles, onde não se encontra a oposição de relação. Por causa desta Unidade, o Pai está todo inteiro no Filho, todo inteiro no Espírito Santo; o Filho está todo inteiro no Pai, todo inteiro no Espírito Santo; o Espírito Santo, todo inteiro no Pai, todo inteiro no Filho'.
    • (CIC §255)
    • 3. O Batismo por aspersão (com a água aplicada geralmente sobre a cabeça) é explicitamente descrito nas Sagradas Escrituras como prática comum da Igreja (ainda que não exclusiva) desde os primeiríssimos tempos. No caso do Apóstolo Paulo, ainda chamado Saulo quando partiu para Damasco em perseguição à Igreja (At 9,1-2), após a sua maravilhosa conversão mediante a visão do Senhor, foi recebido em casa de um Judas (onde permaneceu, cego e em jejum absoluto, por três dias) e ali mesmo foi batizado por Ananias, dentro de um quarto e em pé: 'Imediatamente, lhe caíram dos olhos como que escamas, e tornou a ver. A seguir, levantou-se e foi batizado. Depois tomou alimento e sentiu-se fortalecido.' (At 9,18-19). Na expressão no original em grego koiné, ANASTAS EBAPTISQH (anastas ebaptisthê), o particípio 'anastas' indica uma ação imediata entre o levantar e ser batizado. Havia certamente água no quarto porque já era prática judaica aspergirem-se frequentemente em diversas situações.
    • • Além deste caso, o mesmo Livro dos Atos menciona carcereiro de Filipo, que foi igualmente batizado 'imediatamente' em sua casa, juntamente com 'toda a sua família' (At 16, 33), em sua residência, logo após lavar as chagas de Paulo e Silas, sem nenhuma menção a rio, piscina ou grande tanque.
    • • O segundo capítulo do Livro dos Atos ainda menciona que 'mais ou menos três mil' foram batizados em Jerusalém. Note-se que não havia rio ou água corrente dentro da cidade que permitiria a imersão de milhares de pessoas naquela ocasião.
    ___
    • Ref.:

    • BETTENCOURT, Estevão, osb, revista 'Pergunte e responderemos' nº 480, 2002, pp. 200ss

    segunda-feira, 4 de abril de 2016

    Patriarca Kirill de Moscou: líder religioso ou da nova-velha KGB?






    Flagelo russo





    • Posted: 03 Apr 2016 07:25 PM PDT






    • A vida de oligarca da 'nomenklatura' putinista escandaliza até os fiéis cismáticos russos que fogem de seus ritos.









    Escritor, jornalista,


    conferencista de


    política internacional,


    sócio do IPCO,


    webmaster de


    diversos blogs












    Kirill, patriarca de Moscou, era uma das figuras russas menos conhecidas no Ocidente até que a sua imagem se espalhou a partir do encontro com o Papa Francisco I, em Havana, Cuba.




    As pomposas vestimentas religiosas desse chefe cismático prolongam a época gloriosa em que Constantinopla, de quem as herda, era unida à Igreja Católica e praticava o magnífico rito concebido essencialmente por São João Crisóstomo.




    Nada dessa admirável liturgia e dos costumes eclesiásticos conexos foram concebidos pelo cisma, dito ortodoxo, na sua versão grega ou russa, ou ainda nas muitas outras que houve e há.




    O Patriarcado de Moscou não passou de uma invenção política dos tzares que aproveitaram a venalidade do clero cismático.




    Esse ficou vilmente submisso ao poder temporal, já nos idos tempos do cisma de Constantinopla, como mostrou o historiador Roberto de Mattei.




    Kirill continua essa péssima tradição.




    Nele não há muito mais do que um obediente instrumento do poder político supremo, hoje nas mãos de Vladimir Putin.




    Na mídia ocidental – aliás, sistematicamente voltada contra a pompa e a hierarquia da Igreja Católica – ele é apresentado como um gigante da religião e fotografado em todo o esplendor das vestes usurpadas.




    Mas quem é, de fato, Kirill de Moscou?




    A rádio alemã Deustche Welle forneceu esclarecedores dados sobre o ambíguo personagem que qualifica de "amigo de Putin inclinado ao luxo", virtudes não precisamente religiosas.







    • Kirill em Brasila descendo do avião de Putin.



    Segundo a Deutsche Welle Kirill ecoa de forma marcante as instruções do Kremlin ditadas pelos interesses políticos do momento.




    Ele prega contra a liquefação da família no Ocidente, nunca contra a catastrófica situação em que se encontra na Rússia. Contra o aborto no Ocidente, nunca contra o aborto que está contribuindo poderosamente para a diminuição da população russa.




    Anuncia o Juízo Final ao colocar a culpa na degradação dos países capitalistas e louva as bombas russas na Síria por trazerem paz e felicidade.




    Exorta os parlamentares russos a restaurar os valores de Lenine e Stalin, ganha de recompensa um caça-bombardeiro SU-25 e não esconde sua visceral proximidade com presidente Putin de quem foi colega na sinistra KGB.




    Não é de admirar que o patriarca e o presidente rejam lado a lado o Estado e seus cidadãos, observou a Deustche Welle, pois apesar de o Estado russo ser ateu, materialista e perfeitamente amoral, Kirill, o patriarca KGB de Moscou, preside um conjunto de clérigos que goza contraditoriamente do status de religião oficial do regime.




    Mas, para muitos fiéis ortodoxos russos, o seu líder religioso é um homem de muitas contradições, registra a Deutsche Welle. Muitos russos desconfiam dele e sentem profunda repugnância pelo seu passado colaboracionista na era soviética.




    Kirill e Putin protagonizaram a metamorfose que num movimento boomerang saiu da URSS fez um breve voo liberal e voltou à "URSS 2.0" ou "Nova Rússia".





    "O patriarca e o presidente vêm de São Petersburgo, antes Leningrado. Na década de 1970, Putin conheceu ali o serviço secreto KGB. Kirill — na época em que era o seminarista Vladimir Gundyaev — se aproximou da ortodoxia russa", conta a rádio alemã.







    • Kirill exibe ostensivamente luxos do mais criticável jet-set ocidental



    Foi na unidade da KGB de Leningrado onde se gestou a amizade entre os dois.




    Kirill recebeu uma missão diversa. E uma mão como que ignota o favoreceu. Ele fez carreira eclesiástica e se tornou reitor do Seminário de Leningrado. Aos 31 anos, foi nomeado arcebispo.




    Ele soube beijar a mão do metropolita Nikodim que tentava criar pontes com os Papas de Roma, chegando a ser seu secretário particular.




    Na sua meteórica ascensão, o próprio Kirill, antes de ser patriarca, esteve com os Papas várias vezes. A última delas, em dezembro de 2007, foi com Bento XVI.




    A TV russa transmitiu a cena do pontífice abençoando aos russos e Kirill beijando a mão do papa. Na Rússia, o encontro na capital cubana interessou a poucos.




    A reputação do patriarca está maculada desde longa data por escândalos associados ao estilo de vida que lhe é geralmente reconhecido e sua habilidade para negócios nem sempre legal.




    Por vezes, usuários descobrem na internet fotos nas quais o patriarca aparece usando um relógio suíço da marca Breguet, que custa 30 mil euros.




    Outras vezes, correm rumores sobre os palácios de Kirill em Pizunda, no sul da Rússia, e sua mansão na Suíça.




    Para distâncias mais curtas, o patriarca usa uma Mercedes-Benz Classe S blindada e, para distâncias mais longas, seu jato particular, ou um iate de vários milhões de dólares que já foi de Putin.




    Desde a década de 1990 o líder ortodoxo russo vem sendo mencionado em reportagens jornalísticas sobre empresas comerciais duvidosas. As acusações de negócios ilegais são frequentes, também contra Putin.







    • Dilma recebe Kirill em Brasilia: alegria dos velhos agentes da internacional comunista que se reencontram. Foto Agência Brasil.



    Saindo de Cuba de retorno a Rússia, Kirill passou pelo Brasil, sendo recebido oficialmente no Palácio da Alvorada pela presidente Dilma Rousseff com a alegria de velhos colegas da internacional comunista que voltam a se encontrar.




    Dilma e o patriarca tiveram uma reunião fechada só aberta para fotos.




    Kirill fez ainda uma cerimônia na capela do Cristo Redentor, cedida pelo cardeal de Rio de Janeiro D. Orani Tempesta.




    No ato, o representante russo repetiu a cartilha que o Kremlin lhe confiou. Ele tomou ares de preocupação pela perseguição de cristãos no Oriente Médio e na África, e criticou o aborto, o divórcio e a "rejeição ao conceito de matrimônio como união entre homem e mulher".




    Ele embarcou na Base Aérea do Galeão onde tinha pousado no imenso avião presidencial russo Ilyushin Il-96 emprestado pelo 'camarada' Vladimir Putin.







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    segunda-feira, 28 de março de 2016

    Kholmogorov: proposta de Kirill ao Vaticano: algemar os greco-católicos sob o poder russo






    Flagelo russo




    Kholmogorov: proposta de Kirill ao Vaticano: algemar os greco-católicos sob o poder russo


    Posted: 27 Mar 2016 01:30 AM PDT





    • Francisco I beija chefe cismático russo no aeroporto de Havana









    Escritor, jornalista,


    conferencista de


    política internacional,


    sócio do IPCO,


    webmaster de


    diversos blogs















    O que visa o patriarca Kirill com sua manobra de aproximação do Papa Francisco?





    O súbito e "milagroso" gesto do líder moscovita, empurrado por trás e por cima pelo seu patrão Vladimir Putin, foi repentino demais para não deixar de levantar agudas perguntas, logo depois do desconcertante encontro de Havana.




    Alguns chegaram a supor a realização de obscuras profecias apocalípticas, inclusive de místicos cismáticos como Nicolai Berdaiev, sobre uma reconciliação das religiões monoteístas na iminência do Fim do Mundo e da segunda vinda de Cristo em pompa e majestade para encerrar a História e julgar vivos e mortos.




    Mas, pondo de lado essas aplicações fantasiosas para o presente caso, o que se passou em Moscou para adoçar tão repentinamente a beligerância cismática contra Roma, vigente durante séculos?




    O comentador nacionalista russo Yegor Kholmogorov, conhecido pelos seus posicionamentos afins com gestos gritantes de Putin, apresentou considerações muito mais próximas dos interesses do Kremlin. Elas foram reproduzidas pela agência EuromaidanPress.




    Moscou, que pretende ser a Terceira Roma, quereria uma aliança com Roma. A Primeira Roma, segundo sua arbitrária qualificação teria sido o Vaticano antes de ser abandonada pelo Espírito Santo no século XI, e a segunda Roma teria sido Constantinopla antes de ter sido desprezada pelo Espírito Santo após cair nas mãos dos turcos em 1453.




    A terceira Roma ,e o correspondente Patriarcado de Moscou, são meras ficções forjadas pelos czares para dar um fundamento religioso ao seu expansionismo militar para o sul.







    • Yegor Kholmogorov



    Hoje, o patriarca grego de Constantinopla, Bartolomeu, está reduzido à última insignificância espiritual e material.




    Embora revestido de um título histórico pomposo, ele mal consegue reunir um milhar de fiéis na grande festa da Páscoa, a mais importante no Oriente. E, ainda assim, fretando ônibus provenientes da Grécia.




    Constantinopla, ou Istambul segundo o nome turco, é uma cidade maciçamente muçulmana. Nela, os cristãos de qualquer denominação são ferozmente perseguidos e até assassinados. Como aconteceu, aliás, com o Núncio da Santa Sé, Dom Luigi Padovese, apunhalado em junho de 2010 na cidade de Iskenderun.




    Na Grécia, o patriarca de Constantinopla é detestado pelo Sínodo dos bispos gregos pelo fato de residir em território do inimigo ancestral: a Turquia.




    Mas Kirill quer de Francisco algo muito mais importante para o Kremlin nas circunstâncias atuais. Algo perto do qual a lendária e desaparecida Constantinopla cristã vale bem pouca coisa.




    Trata-se, para a Rússia, de abafar o dinâmico surto de catolicismo hostil ao comunismo, e portanto patrioticamente anti-russo, que se verifica na Europa Oriental, e muito especialmente na Ucrânia.




    Segundo Kholmogorov, o Papa latino-americano sente uma consonância profunda com o cisma ortodoxo em muitas questões. Além do mais, sempre segundo o comentarista, Francisco I não se importaria com os problemas doutrinários, teológicos ou sociais, como faziam seus predecessores.




    Desse Papa assim próximo, Moscou quer obter o abafamento dos ucranianos de rito greco-católico, aos quais se refere com menosprezo como "uniatas".




    Os greco-católicos ucranianos saíram das catacumbas da perseguição soviética em 1991 e, desde então, vêm progredindo velozmente no país. Aliás, eles atraem um número sempre crescente de fiéis que até há pouco se diziam "ortodoxos".







    • Igreja greco-católica da Santíssima Ressurreição, Ivano-Frankivsk, Ucrânia. Os católicos estão em constante aumento e Moscou quer abafá-los.



    De fato, a Igreja Católica, e especialmente seu rito greco-católico, foi a única que não se vergou à opressão comunista russa. E voltou à luz aureolada com o prestígio da resistência genuína, religiosa e nacional, ao invasor anticristão e inimigo da pátria.




    Stalin havia confiscado todos os bens católicos e assimilado ditatorialmente todas as igrejas cristãs ao Patriarcado de Moscou. Esse Patriarcado funcionou interesseiramente à sombra da ditadura marxista como mais um instrumento de opressão.




    Assim que cessou a opressão, a parte ucraniana da igreja ortodoxa dependente do Patriarcado de Moscou literalmente explodiu. É difícil dizer quantos, quais e quão grande são seus fragmentos, mas nem entre eles conseguem contabilizá-los.




    Baste mencionar que o chefe supremo na Ucrânia do cisma russo separou-se de Moscou e se autoproclamou patriarca de Kiev em luta contra o patriarca de Moscou, apontado como agente da potência materialista que chacinou milhões de ucranianos no genocídio conhecido como Holodomor.




    Longe dessa liquefação material, moral e religiosa do cisma russo e de seus incontáveis subdivisões igualmente cismáticas, os greco-católicos progridem velozmente, bafejados pela graça divina.




    Então, não podendo opor uma proposta religiosa sincera ou crível, Moscou quer que o Vaticano abafe esses "uniatas", que ameaçam conquistar as bases populares de Moscou e daqueles que considera seus súbditos.




    Se o patriarca russo não conseguir de imediato uma medida tão drástica da parte da Santa Sé, ele quereria pelo menos, escreve Kholmogorov, "obter do Vaticano uma garantia de um mínimo de neutralidade na guerra contra a igreja ortodoxa na Ucrânia" tocada pelos patriotas ucranianos.




    Há um outro problema encostado no anterior A perspectiva de Kirill, fiel eco de Putin, é de que na Ucrânia há uma guerra religiosa e que os piores inimigos são os greco-católicos. Mas, nessa guerra, que tira o sono dos lideres da "nova Rússia", pesa muito a anarquia instalada entre os cismáticos ditos "ortodoxos".







    • O rito greco-católico (na foto: seu arcebispo-mor D. Sviatoslav Shevchuk) está decidido a continuar inabalavelmente unido a Roma quaisquer sejam as adversidades.



    Kirill e Putin também querem que o Vaticano intervenha para fazer o que Moscou não consegue: reunificar os cismáticos, como afirma a Declaração de Havana. Ou, pelo menos, que os greco-católicos fiquem "neutros" enquanto os agentes de Moscou procedem à "unificação".




    Essa "unificação" está sendo levada a cabo na Crimeia e no leste ucraniano ocupado. Mas é feita na ponta do revólver: quem não se filiar de novo ao Patriarcado de Moscou – seja católico ou cismático dissidente – sofre pesadas punições.




    Muitos padres tiveram que fugir, suas igrejas foram confiscadas, e até alguns pastores protestantes apareceram mortos numa vala comum no leste ucraniano.




    Para Kholmogorov, na reunião de Cuba, Kirill teria sugerido que a diplomacia vaticana assuma Moscou como o principal parceiro do diálogo com o Oriente, deixando num segundo plano os demais cristãos – greco-católicos, católicos latinos e os incontáveis estilhaços da "ortodoxia" oriental.




    Segundo a proposta, o Vaticano deveria inaugurar "conversações imediatas com o cisma de Moscou, considerado como a maior das igrejas ortodoxas do mundo, que opera em sinfonia sincera com a Grande Rússia" [de Vladimir Putin].




    Mas os ucranianos católicos e patriotas não querem saber disto. Eles já passaram por outras talvez piores, sob o sopro da graça divina emergiram vitoriosos da ditadura comunista-mocovita, e estão determinados a ficarem fiéis a seu glorioso passado patriótico e/ou católico.







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    sábado, 16 de janeiro de 2016

    OLIVIER CLÉMENT: Santo Imortal, Espírito Consolador… – E C C L E S I A


    O Espírito é indescritível, não tem nome ou rosto, não se sabe «nem de onde vem nem para onde vai», embora «possamos ouvir seu rumor» (Jo 3, 8); sem o vento, a árvore e o mar, seu canto não poderia ser percebido. O Espírito tende a ser confundido com a interioridade mais íntima, mais pessoal do homem, como com o mistério de Deus, porque “Deus é espírito” (Jo 4, 24). Pois bem, diziam os Santos Padres que se Deus se encarnou, foi para que o homem pudesse receber o Espírito. O propósito da encarnação, da cruz, da ressurreição e da exaltação de Jesus é o Pentecostes. Em Cristo, a Igreja é «a Igreja do Espírito Santo». Em toda a Escritura, o Espírito de Deus é o sopro vivificante que já atuava na criação, “incubando” maternalmente, como um pássaro, às águas primordiais (cf. Gn 1,2), em uma espécie de Pentecostes cósmico. O Espírito infunde no ser humano a vocação para ser “Imagem de Deus” (Gn 1,27). Em Hebraico, o termo Ruaj pode ser masculino e feminino. Há, portanto, uma espécie de harmonia entre a economia do Espírito e a feminilidade.

    O Espírito «falou pelos profetas» (Ef 3,5), ungiu reis, inspirou sacerdotes. Jesus, Rei, Sacerdote e Profeta, é apresentado como o “ungido” pelo Espírito quando diz: «o Espírito do Senhor está sobre mim» (Lc 4, 18). O Espírito torna possível a encarnação, é unção messiânica de Jesus, e repousa permanentemente sobre ele; é sua força, sua fé. Jesus exulta de alegria “no Espírito” (Lc 10:21). Como mostram as grandes epifanias trinitárias do batismo no Jordão e a Transfiguração no Monte Tabor, o Pai ama Jesus no Espírito e Jesus ama no Espírito o Pai. Nos discursos de despedida do Quarto Evangelho, Jesus completa a revelação da missão do Espírito: outro Paráclito (Jo 14, 6) – um advogado, um consolador que protege e vivifica -, que fará com que os homens interiorizem a presença de Cristo e lhes comunicará o amor trinitário.

    De fato, depois de velar Jesus morto, o Espírito o ressuscitou e o glorificou. O corpo «Pneumático» de Cristo — não desmaterializado, mas plenamente vivificado, plenamente libertado (e libertador) das modalidades do tempo e do espaço, que são fontes de separação – torna-se corpo eclesial, lugar sacramental em que o espírito pode soprar com toda sua força. Isso é Pentecostes: vento e fogo, manifestação pessoal na plenitude do Espírito, inaugurada em um momento concreto da história, porém, a partir deste desse momento, convertida em contínua preparação, lenta maturação da Parusia… [Siga lendo o Prólogo desta obra em espanhol…].
    3

    Comunismo


    Rui Barbosa



    De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.



    Os grilhões que nos forjavam


    Da perfídia astuto ardil...


    Houve mão mais poderosa:


    Zombou deles o Brasil!



    Consagração no Rito Bizantino - Igreja Ortodoxa
    Publicado em 29 de jul de 2014Consgração do Pão e Vinho, transformado em Carne e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, em uma Divina Liturgia celebrada por Sua Santidade, o Patriarca Cirilo, de Moscou e toda Rus'.
    Publicado por Vale de Beracá em Sábado, 9 de janeiro de 2016

    Não é o suplício que faz o mártir, mas a causa. (Santo Agostinho)


    • http://deiustitia-etfides.blogspot.com.br/


    -






    Da Justiça a clava forte

    https://www.facebook.com/ditadura.fsp











  • “Esta seita de homens que, debaixo de nomes diversos e quase bárbaros se chamam socialistas, comunistas ou niilistas, e que, espalhados sobre toda a superfície da terra, e estreitamente ligados entre si por um pacto de iniquidade, já não procuram um abrigo nas trevas dos conciliábulos secretos, mas caminham ousadamente à luz do dia, e se esforçam por levar a cabo o desígnio, que têm formado de há muito, de destruir os alicerces da sociedade civil. É a eles, certamente, que se referem as Sagradas Letras quando dizem: “Eles mancham a carne, desprezam o poder e blasfemam da majestade” (Jud. 8)”.




    A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas.

    • Ruy Barbosa








    Alma de Cristo, santificai-me.

    Corpo de Cristo, salvai-me.

    Sangue de Cristo, inebriai-me.

    Água do lado de Cristo, lavai-me.

    Paixão de Cristo, confortai-me.

    Ó bom Jesus, ouvi-me.

    Dentro de Vossas chagas, escondei-me.

    Não permitais que me separe de Vós.

    Do espírito maligno, defendei-me.

    Na hora da minha morte, chamai-me.

    E mandai-me ir para Vós, para que Vos louve com os vossos Santos, por todos os séculos dos séculos.

    Amém.



    Nossa Senhora de Medjugorje


    Posted: 05 Apr 2016 12:06 PM PDT

    MENSAGEM DA RAINHA DA PAZ EM 2 DE ABRIL DE 2016, À MIRJANA:

    “Queridos filhos! Não tenham corações duros, fechados e cheios de medo. Permitam ao Meu amor materno iluminá-los e preenchê-los de amor e de esperança, a fim de que, como Mãe, Eu cure as suas dores, pois Eu as conheço, por tê-las experimentado. A dor eleva e é a maior oração.

    Meu Filho ama, de modo especial, aqueles que sofrem. Ele Me enviou para curá-los e trazer-lhes a esperança. Confiem Nele! Eu sei que é difícil para vocês, porque veem sempre mais escuridão ao seu redor. Filhinhos, é necessário destruí-la pela oração e pelo amor. Aquele que reza e ama não tem medo, mas esperança e um amor misericordioso que vê a Luz que é o Meu Filho.

    Como Meus Apóstolos, convido-os a tentarem ser exemplo de amor misericordioso e de esperança. Rezem sempre e novamente, para terem o maior amor possível, porque o amor misericordioso traz a luz que destrói toda a escuridão - traz o Meu Filho. Não tenham medo: vocês não estão sozinhos: Eu estou com vocês!

    Eu imploro a vocês para rezarem pelos seus sacerdotes, a fim de que, em cada momento, eles tenham amor e ajam com amor, pelo Meu Filho -- através Dele e em memória Dele. Obrigada."













    - A BÍBLIA CONFIRMA A IGREJA


    “Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal.” (2 Pedro 1,20)-
    “Escrevo (a Bíblia) para que saibas como comportar-te na Igreja, que é a Casa do Deus Vivo, a coluna e o fundamento da Verdade.” (1Timóteo 3,15) -
    “Tu és Pedra, e sobre essa Pedra edifico a minha Igreja (...). E eu te darei as Chaves do Reino dos Céus; e tudo o que ligares na Terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na Terra será desligado nos Céus.”(Mateus 16, 18) -
    “...Vós examinais as Escrituras, julgando ter nelas a vida eterna. Pois são elas que testemunham de Mim, e vós não quereis vir a Mim, para terdes a vida.”(João 5,39-40) -
    “Em Nome de nosso Senhor Jesus Cristo, apartai-vos de todo irmão que não anda segundo a Tradição que de nós recebeu.” (2 Tessalonicenses 3,6) -
    “Então, irmãos, estai firmes e guardai a Tradição que vos foi ensinada, seja por palavra (Tradição), seja por epístola nossa (Bíblia). ”(2 Tessalonicenses 2, 15) -
    “(Pedro,) apascenta o meu rebanho.” (João 21,15-17) -
    “Irmãos, sabeis que há muito tempo Deus me escolheu dentre vós (Apóstolos), para que da minha boca os pagãos ouvissem a Palavra do Evangelho.” - S. Pedro Apóstolo, primeiro Papa da Igreja de Cristo(Atos dos Apóstolos 15, 7) -
    “Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça. E tu, confirma os teus irmãos.” - Jesus Cristo a S. Pedro (Lucas 22, 31-32) -
    “De hoje em diante, todas as gerações me proclamarão Bem-aventurada.” - Maria, a Mãe de Nosso Senhor (Lucas 1, 48) -
    “Ainda que nós ou um anjo baixado do Céu vos anuncie um evangelho diferente do nosso (Apóstolos), que seja anátema.” (Gálatas 1, 8) -
    “Em Verdade vos digo: se não comerdes da Carne e do Sangue do Filho do homem, não tereis a Vida em vós mesmos.” (João 6, 56) -
    “Minha Carne é verdadeiramente comida, e o meu Sangue é verdadeiramente bebida.”(João 6, 55) -
    “O Cálice que tomamos não é a Comunhão com o Sangue de Cristo? O Pão que partimos não é a Comunhão com o Corpo de Cristo?” (1ª aos Coríntios 10, 16) -
    “E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos, da mão do anjo, diante de Deus.” (Apocalipse 8, 4) -
    “Aqui (no Céu) está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os Mandamentos de Deus e a Fé em Jesus.” (Apocalipse 14, 12) 
    - Porque já é manifesto que vós (a Igreja) sois a Carta de Cristo, ministrada por nós (Apóstolos), e escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração (...); o qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica. (2Cor 3,3.6) - 

     



    Mário Kozel Filho


    “Servi ao Senhor com respeito e exultai em Sua Presença; prestai-lhe homenagem com temor.” (Sl 2,11)
    †   †   †
    Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo; adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os Sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos Méritos Infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.

    GRAÇAS E LOUVORES SE DEEM A TODO MOMENTO, AO SANTÍSSIMO E DIVINÍSSIMO SACRAMENTO!

    Gruta de Lourdes

    Signis et portentis mendacibus

    Botafogo

    É tradição, não é moda. #soufogao #redesocial #botafogo #pracimadeles #fogoeuteamo #seusidolossaotantos #omaistradicional #naosecompara

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