Videversus |
- Deputado do PRB vai relatar processo contra Eduardo Cunha
- Quem depende de quem
- Dilma não entende de nada
- Caminhoneiros prometem parar na próxima segunda-feira
- França enviará porta-aviões para participar de operações contra a organização terrorista Estado Islâmico
- Londres prepara medidas para retirar 20 mil britânicos da Península do Sinai
- O fim melancólico da Zelotes
- CPI do Carf rejeita convocação de filho de Lula e de ex-ministros
- Cunha admite elo com contas, diz jornal; justificativas apresentadas a aliados são frágeis
- O depoimento do filho de Lula, o velho patrimonialismo e o novo
- Fazendo faxina no tribunal
- O próximo é você, Moro
- Lavanderia a seco
- O candidato da Casa Grande
- Um erro de 186,2 bilhões de reais
- Obstrução, obstrução, obstrução
- Obstrução permanente
- Vamos ganhar tempo
- Filho de Lula, o "Ronaldinho nº 2", diz à Polícia Federal que recebeu "valores por serviços contratados"
- Com queda de 42% no Brasil, Avon tem prejuízo global
- Ex-sócio de Marcos Valério é primeiro a pedir revisão do processo do Mensalão do PT ao STF
- Odebrecht contrata assessorias para refinanciar R$ 9 bilhões em empréstimos
- Governo da petista Dilma
- Ex-tesoureiro do PT nega desvios em cooperativa habitacional
- Standard & Poors diz que greve da peonada petista da Petrobras pode determinar rebaixamento da nota de risco da estatal
| Deputado do PRB vai relatar processo contra Eduardo Cunha Posted: 05 Nov 2015 06:35 AM PST O deputado de primeiro mandato Fausto Pinato (PRB-SP) foi escolhido para relatar o processo no Conselho de Ética que pode culminar na cassação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Nas eleições do ano passado, Pinato recebeu apenas 22.000 votos. Só conseguiu uma vaga na Câmara puxado pelo correligionário Celso Russomano (SP), e nunca escondeu seus laços com Cunha. Tendo feito campanha aberta pelo peemedebista durante as eleições para a presidência da Casa, em fevereiro, o PRB teve um de seus caciques escolhidos para a Mesa Diretora, Beto Mansur (SP), 1º secretário da Casa. Também Russomano, primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para prefeito de São Paulo, é um aliado de primeira hora do peemedebista suspeito de receber milhões em contas na Suíça. O presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA), conversou com os dois ex-parlamentares antes de bater o martelo e, dos dois, diz que ouviu apenas boas recomendações sobre Pinato. Araújo também buscou Russomano para garantir que o partido não vai tentar influenciar na decisão do relator. Preocupado com a opinião pública, o presidente do conselho de Ética ficou satisfeito com as declarações de Russomano dadas à imprensa de que não vai se envolver no caso e também se ampara nas eleições municipais do ano que vem. |
| Posted: 05 Nov 2015 06:31 AM PST O petista José Guimarães, líder do governo na Câmara, disse a Eduardo Cunha que Dilma Rousseff tem o voto de, no máximo, 200 deputados. Quem relatou a conversa entre os dois foi Andréia Sadi, da GloboNews. 200 deputados podem barrar o impeachment. Mas não são o bastante para aprovar, por exemplo, a nova meta fiscal. Dilma Rousseff depende de Eduardo Cunha mais do que Eduardo Cunha depende de Dilma Rousseff. |
| Posted: 05 Nov 2015 06:30 AM PST O ministro do STJ João Otávio de Noronha disparou contra Dilma Rousseff. Ele a acusou de ter destruído o sistema elétrico: "Só tem um jeito agora: forçar na tarifa o prejuízo causado por uma política desastrosa da presidente Dilma. Sentia ela que entendia de tudo. A prova é que ela não entendia de nada em matéria de setor elétrico". |
| Caminhoneiros prometem parar na próxima segunda-feira Posted: 05 Nov 2015 06:00 AM PST Grupo de caminhoneiros na internet promete parar as rodovias de todo o País na próxima segunda-feira e bate de frente com sindicatos da categoria, que não apóiam o movimento. A greve de 9 de novembro, a partir das 6h, está sendo comandada pelo Comando Nacional do Transporte (CNT). A organização não tem personalidade jurídica e se apresenta como representativa dos motoristas do setor nas redes sociais. O CNT conta com o apoio de movimentos contrários ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT) e pretende paralisar as estradas pedindo a renúncia da mandatária. "Queremos a renúncia da presidente. Faz oito meses que entregamos uma pauta e até hoje nenhuma das reivindicações foi atendida. Não voltaremos ao trabalho enquanto ela não renunciar", afirma uma das lideranças do comando, Ivar Luiz Schmidt. Sindicatos da categoria afirmam que não vão participar da greve, liderada, segundo eles, por carreteiros que não integram o movimento sindical, e criticam que a paralisação ganhou contornos políticos. "O carreteiro não é desse movimento. O motorista de caminhão é voltado para o trabalho, é preocupado com serviço", afirma o presidente do Sindicato Interestadual dos Caminhoneiros, presente em 25 estados, José Natan Emídio Neto, criticando a conotação política da greve e forçando a despolitização dos caminhoneiros. Ele é apontado como um dirigente sindical pelêgo do petismo. O presidente da Federação das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais (Fetcemg), Vander Francisco Costa, reforça que a entidade não vai aderir à greve. É outra entidade pelêga também. "Esse grupo que está tentando fazer uma greve não participa do movimento sindical. Tem muito proprietário de empresa, autônomos", afirma Costa. "A questão é que não precisa mais de um caminhão para que ninguém consiga transitar na rodovia", completa. O movimento sindical do setor é todo ele pelegão do petismo. |
| Posted: 05 Nov 2015 05:48 AM PST A França enviará seu porta-aviões Charles de Gaulle para participar nas operações contra o grupo Estado Islâmico (EI), anunciou nesta quinta-feira a presidência francesa, após um conselho da defesa sobre a situação na Síria e no Iraque. "A mobilização do grupo aeronaval constituído em torno do porta-aviões Charles de Gaulle foi decidida para participar nas operações contra o Estado Islâmico" e seus grupos afiliados", anunciou a presidência francesa em um comunicado. |
| Londres prepara medidas para retirar 20 mil britânicos da Península do Sinai Posted: 05 Nov 2015 05:19 AM PST Enquanto as autoridades russas e egípcias pedem cautela sobre as hipóteses de uma bomba ter causado o desastre do Airbus da Russia que caiu no Sinai no sábado, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou nesta quinta-feira que essa versão é a mais provável. Cameron, que está reunido no momento com o presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sisi, também defendeu a recente suspensão dos vôos para o balneário de Sharm el-Sheikh, que deve afetar cerca de 20 mil viajantes do Reino Unido na região do Mar Vermelho. No intuito de retirar os cidadãos de férias na região, o governo britânico anunciou que está preparando medidas de emergência. "É mais provável do que não (que o acidente foi causado por uma bomba)", afirmou Cameron, alertando que pode demorar para retirar todos os britânicos de Sharm el-Sheikh. Pouco antes de se encontrar com Sisi, Cameron destacou que é solidário com o Egito diante da importância do turismo para a economia. No entanto, ressaltou que é fundamental a melhoria das medidas de segurança no aeroporto do balneário antes que os britânico comecem a voar para casa. Para Moscou, que prometeu continuar voando para o Sinai, ainda é muito cedo para apontar as causas da queda, chamando todas as versões sugeridas até agora de "especulação". O Kremlin disse ainda que a suspensão dos vôos é uma manobra para pressionar a Rússia sobre os ataques na Síria, segundo o político russo Konstantin Kosachyov. Qualquer versão do que ocorreu e as razões apontadas só podem ser determinadas por uma investigação, e ainda não temos nenhum resultado do inquérito — disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. As declarações são uma resposta à afirmação do ministro do Exterior britânico, Philip Hammond, que apontou uma "possibilidade significativa" de que o braço egípcio do grupo Estado Islâmico orquestrou um ataque a bomba no avião russo. No Egito, o presidente Abdel Fatah al-Sisi rejeitou mais uma vez a possibilidade de que terroristas derrubaram o avião russo, enquanto o ministro da Aviação do país, Hossam Kamal, anunciou que não há indicação para sugerir que uma explosão derrubou a aeronave. A companhia aérea British Airways afirmou, em nota, que vai providenciar acomodação aos passageiros retidos no balneário egípcio que voariam para o aeroporto de Gatwick, em Londres, nesta quinta-feira. Segundo a empresa, o vôo foi adiado para sexta-feira, seguindo a decisão do governo britânico de suspender as operações. O Airbus A321M da companhia Kogalymavia — que opera sob o nome de Metrojet — decolou do balneário de Sharm el-Sheikh, no Mar Vermelho, a São Petersburgo quando perdeu contato 23 minutos após a decolagem no sábado. A aeronave caiu na Península do Sinai, e todas as 224 pessoas a bordo morreram. |
| Posted: 05 Nov 2015 05:05 AM PST O juiz Ricardo Leite, que comandou a primeira fase da Zelotes, denunciou o procurador Frederico Paiva, que cuida do inquérito. Ele disse, segundo O Globo, que o procurador tratou de "direcionar politicamente a Zelotes, na tentativa de contrapô-la à Lava Jato, amenizando, em última análise, sua repercussão negativa sobre o Partido dos Trabalhadores". Ele disse também que, antes de assumir o cargo de procurador, Frederico Paiva "serviu em cargo de confiança, na qualidade de assessor do ministro do Trabalho e Emprego, ninguém menos que Ricardo Berzoini, conhecido por suas táticas difamatórias submundanas". A Zelotes acabou. |
| CPI do Carf rejeita convocação de filho de Lula e de ex-ministros Posted: 05 Nov 2015 04:58 AM PST A comissão do Senado que investiga suspeitas de manipulação em julgamentos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) rejeitou nesta quinta-feira (5), por unanimidade, requerimentos que solicitavam a convocação ao colegiado do empresário Luís Cláudio Lula da Silva – filho mais novo do ex-presidente Lula – e dos ex-ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) e Erenice Guerra (Casa Civil). Os três são investigados pela Operação Zelotes, da Polícia Federal, por suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção que fraudava julgamentos do Carf, órgão ligado ao Ministério da Fazenda. Na semana passada, uma ação conjunta da Polícia Federal, do Ministério Público e da Corregedoria do Ministério da Fazenda prendeu cinco pessoas, incluindo o lobista Alexandre Paes dos Santos e o ex-conselheiro do Carf, José Ricardo da Silva. Na ocasião, as autoridades também cumpriram mandados de busca e apreensão em uma das empresas de Luis Claudio em São Paulo: a LFT Marketing Esportivo. Os requerimentos que pediam a convocação do filho de Lula e dos dois ex-ministros foram propostos pelo presidente da CPI, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO). O parlamentar tucano já havia tentado convocá-los em outubro, mas, a exemplo do que ocorreu nesta quinta-feira, os pedidos foram rejeitados pelos senadores que integram a comissão de inquérito. O presidente da CPI justificou a reapresentação dos requerimentos como uma oportunidade para Luís Cláudio, Carvalho e Erenice falarem sobre as suspeitas de que uma medida provisória (MP) editada em 2009, durante o governo Lula, teria sido "comprada" por meio de lobby e de corrupção para favorecer montadoras de veículos. A relatora da comissão, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), criticou os pedidos de convocação e disse que tinham objetivos exclusivamente políticos. "Estamos diante de requerimentos cujo objetivo é meramente político. Não tem nenhuma ligação com o objeto desta CPI", criticou. Logo no início da sessão, o líder do governo noCongresso, senador José Pimentel (PT-CE), pediu que os três requerimentos fossem votados em globo – o que foi aprovado pelos demais parlamentares, apesar da contrariedade do presidente da comissão e autor dos pedidos de convocação, Ataídes de Oliveira. Em seguida, os três pedidos, os primeiros a serem apreciados pela comissão nesta quinta, foram rejeitados. Logo após proclamar a rejeição, por unanimidade, dos seus requerimentos, o presidente da comissão comentou: "Só tem governista, fazer o quê?" Apesar de não ser membro da comissão, o líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), participou da reunião que derrubou os pedidos de convocação. Na reunião desta quinta-feira, os senadores também rejeitaram os pedidos de quebra de sigilo fiscal e bancário da LFT Marketing Esportivo, de Luís Claudio Lula da Silva, e da empresa Guerra Advogados Associados, da ex-ministra Erenice Guerra. Outro requerimento rejeitado pelos senadores foi a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico de Luís Cláudio Lula da Silva. Os parlamentares também derrubaram os pedidos para convocar e para quebrar o sigilo de Carlos Juliano Ribeiro Nardes, sobrinho do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes. A justificativa desses pedidos, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), aponta que Carlos Nardes era "assíduo frequentador" do escritório de advocacia do ex-conselheiro do Carf, José Ricardo Silva, um dos principais suspeitos no esquema de fraudes praticadas para compras de decisões do conselho. Diz, ainda, que "não pairam quaisquer dúvidas" sobre a ligação de Nardes com os investigados, "sendo inequívocos os fatos de que ele recebia envelopes na sede do escritório de advocacia do investigado José Ricardo da Silva". A Operação Zelotes começou em 26 de março de 2015. O esquema investigado, de acordo com a PF, consistia em pagamento de propina para integrantes do Carf com o objetivo de anular ou reduzir débitos tributários de empresas com a Receita Federal. Segundo as investigações da Polícia Federal, o esquema teria fraudado até R$ 19 bilhões da Receita. Na primeira fase da operação, agentes da Polícia Federal apreenderam R$ 1 milhão em espécie, além de carros de luxo, em duas casas de Brasília. Em setembro, agentes da Polícia Federal fizeram buscas em escritórios de contabilidade de São Paulo, do Rio Grande do Sul e do Distrito Federal. No dia 8 de outubro a PF fez a 3ª fase da Zelotes e cumpriram sete mandados de busca e apreensão em Brasília e no Rio de Janeiro. |
| Cunha admite elo com contas, diz jornal; justificativas apresentadas a aliados são frágeis Posted: 05 Nov 2015 04:48 AM PST A Folha informa na edição desta quinta-feira que o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) admitiu, sim, em conversa com aliados, vínculo com as contas secretas na Suíça das quais é apontado como beneficiário e que ele vai tentar provar em sua defesa, perante seus pares, que não mentiu quando negou na CPI que tivesse contas no exterior. Como? A diversos interlocutores, com os quais a reportagem conversou, Cunha teria dito que, com efeito, as contas não era suas, mas de empresas. Bem, empresas das quais ele era, reitere-se, beneficiário. Não me parece que vá colar, não é? Outra linha de defesa seria argumentar que o dinheiro movimentado no exterior — e cheguei a antever ontem aqui que pudesse ser essa uma das justificativas — nada tem a ver com os crimes do petrolão, já que teriam origem em negócios que ele teria feito nas décadas de 80 e 90, antes, portanto, dos crimes investigados no escândalo. Ele estaria reunindo material para demonstrar que é assim. Há ainda uma terceira alegação: ele não saberia da origem de 1,3 milhão de francos suíços depositados em sua conta em 2011 pelo lobista João Augusto Henriques, preso na Operação Lava Jato. Este diz ter feito a transferência sem saber que Cunha era o titular da conta, a pedido do economista Felipe Diniz, filho do deputado Fernando Diniz (PMDB-MG), que morreu em 2009. Cunha teria afirmado a aliados que só descobriu muito tempo depois o dinheiro e que era o pagamento de um empréstimo de US$ 1 milhão que ele fizera ao parlamentar meses antes de sua morte. A serem essas as justificativas, parece-me que o deputado está, definitivamente, numa situação bastante delicada. Ainda que não se conseguisse evidenciar nenhuma conexão temporal entre os depósitos no exterior e lambanças do petrolão — e, parece, essa conexão existe —, o conjunto da obra é bem mal ajambrado. Por mais que soe a cada dia mais evidente que diversos aparelhos de estado parecem ter se alinhado de forma muito determinada para pegar Cunha, fica difícil negar o que está lá e apagar a determinação com que o parlamentar afirmou que não tinha contas no exterior. Cunha sabe que é o presidente da Câmara e terceira pessoa na linha sucessória, incluindo o titular da Presidência da República. Além de alguém na sua posição não poder revelar só agora essa vida financeira tão agitada, que havia passado ao largo da Receita Federal, também não pode dar essas desculpas. Mas não misturemos as coisas, os alhos com os bugalhos. Assim como acho incompatível essa biografia financeira com a responsabilidade do cargo, distingo a responsabilidade do cargo da biografia financeira. Enquanto ele for presidente da Câmara, a ele cabe acolher ou recusar a denúncia contra a presidente Dilma Rousseff, protocolada pela oposição. Nesta quarta, com todas as letras, o governo admitiu ter pedalado em 2014 e em 2015. O crime de responsabilidade foi admitido. Cunha, que parece ter feito algumas coisas erradas, das quais ninguém sabia, pode agora fazer a coisa certa para todo mundo ficar sabendo. Acolhe, Cunha! Por Reinaldo Azevedo |
| O depoimento do filho de Lula, o velho patrimonialismo e o novo Posted: 05 Nov 2015 04:43 AM PST Eu ainda não sei que diabo de serviço a LFT, empresa de marketing esportivo que pertence a Luís Cláudio Lula da Silva — filho de Luiz Inácio — prestou ao escritório de lobby Marcondes & Mautoni, que é, na verdade, uma microempresa. O fato de eu não saber, e ninguém sabe, não quer dizer que seja crime, claro! Quando, no entanto, a empresa é investigada por compra de uma Medida Provisória que interessava ao setor automotivo — e o tal escritório atua nessa área — assinada pelo pai do dono da LFT, aí é evidente que o assunto ganha relevância. Luís Cláudio prestou depoimento à Polícia Federal nesta quarta-feira. Confirmou ter recebido R$ 2,4 milhões da Marcondes & Mautoni, assegurou ter prestado o serviço e negou a existência de vínculos com a Medida Provisória. Pois é… Vai saber, não é? Por alguma razão, um escritório de lobby, que atua para emplacar uma Medida Provisória, precisa dos serviços de marketing esportivo e, na hora de contratar um especialista, topa justamente com o filho daquele que assinou a MP. Acontece… Aliás, o petismo é o reino das coincidências. E, por isso mesmo, as histórias por ali nunca são convencionais. A vida financeira de Lula, como sindicalista e membro do PT, nunca foi exatamente convencional, não é mesmo? Há muito tempo o homem é visto como um ente superior, a quem são permitidas extravagâncias. Num passado já remoto, morava de graça na casa de um compadre rico — e isso parecia normal. O mesmo compadre rico é hoje o dono do apartamento onde mora Luís Cláudio, avaliado em R$ 1,2 milhão. O imóvel foi comprado de uma offshore cujo representante no Brasil é casado com uma empresária com sólidos interesses na Prefeitura de São Bernardo. O dono da LFT é modesto perto de Fábio Luiz, o Lulinha, seu irmão mais famoso. Também este mora num apartamento que pertence a um amigo, e a papa que come o primogênito já é mais fina: o imóvel está avaliado em R$ 6 milhões. Sorte de Lulinha ter outro amigo rico e generoso, que também é dono de um sítio que a OAS reformou para, digamos, o usufruto de Lulão, o pai de todos. Confesso que há muito tempo o jeito Lula de ver o mundo me incomoda. Na década de 80, quando a Apeoesp, já sob o comando do PT, comandava greves de professores da rede pública — um bolsão de militância ativa do partido —, Lulinha foi estudar numa escola privada em Santo André, que os petistas chamariam de "elite". Tinha, claro!, uma bolsa de estudos. Sei porque dava aula lá — não fui professor dele. Mas já estava claro que o "companheiro-chefe" tinha um jeito muito particular de ver o mundo. Em certo aspecto, reconheço que não deve ser fácil ser filho de Lula, não é mesmo? Desde muito jovens, seus rebentos tiveram de conviver com um pai-celebridade, fazendo política o tempo inteiro, articulando a chegada ao poder e tal. Onde quer que estivessem, lá estavam "os filhos de Lula" e coisa e tal. Deve ser, inclusive, muito chato. Por razões que nem preciso explicar, melhor ter pais anônimos. Parece, no entanto, que, na esfera psicológica, os rapazes até se saíram bem. Não tentaram, e não acho que vá acontecer, seguir a carreira política. Também não se tornaram — e vimos isso em outros países — notórios farristas e playboys. A vida da família é relativamente discreta no que respeita ao noticiário. Mas, na esfera financeira, tsc, tsc, tsc. Aí parece que existe mesmo um modelo a ser seguido. E é o do pai. E, vamos convir, não é nada bom. A estréia de Lulinha no mundo dos negócios, recebendo uma dinheirama de uma telefônica na sua Gamecorp, logo no início do primeiro mandato do pai, já indicava que o clã tinha mesmo uma leitura muito particular sobre a distinção entre o público e o privado. Vá lá. Luís Cláudio abriu uma empresa de marketing esportivo e não pode deixar de ser filho de quem é? Paciência! Se, em razão disso, conquistar alguns clientes — desde que não envolva troca de favores com dinheiro público —, melhor pra ele. Mas, com tantas empresas no País a quem oferecer seu talento, tinha de ser justamente à tal Marcondes & Mautoni, com o histórico e com as vinculações que tem? O pior traço da renitente herança patrimonialista brasileira, sabemos todos, é a cultura do privilégio que não se sustenta no mérito, mas na fidalguia, com todas as deformações sociais e políticas que isso enseja: do "sabe com quem está falando?" à impunidade propriamente. Lula poderia, em razão da confiança que milhões depositaram nele, ter contribuído para mudar essa escrita. Mas ele não só preservou, no ambiente público, os piores vícios do velho patrimonialismo — compondo, inclusive, com este — como se tornou usuário privado, desses vícios, tornados, tudo indica, uma herança. Para o seu próprio bem e o dos seus. E para o mal do País. Como sempre foi. Por Reinaldo Azevedo |
| Posted: 05 Nov 2015 04:28 AM PST Os investigadores da Polícia Federal que interrogaram Lulinhazinho, diz a Folha de S. Paulo, "não ficaram convencidos com a versão apresentada". Ele reconheceu que fez uma faxina em sua empresa para retirar documentos comprometedores depois que a imprensa revelou os pagamentos do lobista Mauro Marcondes. De fato, é estúpido retirar documentos comprometedores do escritório. Muito melhor é retirar a juíza Célia Regina do caso. |
| Posted: 05 Nov 2015 04:20 AM PST Com a Zelotes ferida à morte, depois do afastamento da juíza Célia Regina Ody Bernardes, restam apenas a Lava Jato e a Acrônimo. A novidade mais importante sobre a Lava Jato foi publicada no Valor. O Grupo Schahin, acusado de ter quitado 60 milhões de reais em empréstimos à campanha de Lula em 2006 em troca do contrato fraudulento da sonda Vitória 10.000, pode assinar um acordo com o Ministério Público Federal. Fernando Schahin, que pagou pessoalmente a propina, segundo Eduardo Musa e Nestor Cerveró, está negociando uma delação premiada. Agora que chegou a Lula, a Lava Jato tem de ser rápida, caso contrário será destruída como a Zelotes. |
| Posted: 05 Nov 2015 04:10 AM PST O projeto que transforma a Receita Federal na maior lavanderia para a reciclagem de dinheiro sujo do planeta foi adiado mais uma vez. O que pesou não foi a opinião do Ministério Público Federal, e sim o medo do governo de tomar outra surra na Câmara. Diz Josias de Souza: "Pela segunda semana consecutiva, fracassou o esforço do governo para votar o projeto de lei que autoriza a repatriação de dinheiro enviado ilegalmente para o exterior. Na semana passada, a oposição aprovou por 193 votos a 175 um requerimento que retirou a proposta da pauta. Na noite passada, lideranças do próprio governo pediram o adiamento da votação para a próxima terça-feira. Alegaram que convém propiciar o debate sobre mudanças feitas no texto. Em verdade, bateram em retirada por medo de amargar nova derrota". |
| Posted: 05 Nov 2015 04:06 AM PST Leonardo Picciani está em campanha aberta para tomar o lugar de Eduardo Cunha na presidência da Câmara. Seu pai, acusado de explorar trabalho escravo em suas fazendas, ontem à tarde foi à Casa Grande para tratar do assunto com Dilma Rousseff, Ricardo Berzoini e Valdemar Costa Neto. Uma gente honrada, como diz Fernando Henrique Cardoso. |
| Um erro de 186,2 bilhões de reais Posted: 05 Nov 2015 03:55 AM PST O governo terá de pagar 57 bilhões de reais neste ano para quitar as pedaladas fiscais. Isso deve elevar o déficit primário para 119,9 bilhões de reais, ou 2,1% do PIB. Em menos de quatro meses, portanto, Dilma Rousseff e Joaquim Levy reduziram a meta fiscal em exatamente 186,2 bilhões de reais. E ainda estão no poder. |
| Obstrução, obstrução, obstrução Posted: 05 Nov 2015 03:46 AM PST "Está em curso uma operação que poderá inviabilizar o mandato de Dilma Rousseff sem precisar recorrer às pedaladas", informa a coluna Painel, da Folha de S. Paulo. O plano, articulado pelo PMDB, é adiar a votação da nova meta fiscal estabelecida pelo governo, com um déficit de 2,1% do PIB. Sem a aprovação da nova meta fiscal, o governo vai infringir a Lei Orçamentária e a Lei de Responsabilidade Fiscal em uma só tacada. O Antagonista defende a obstrução permanente no Congresso Nacional. |
| Posted: 05 Nov 2015 03:34 AM PST O Antagonista, em 6 de maio: A oposição tem de obstruir o ajuste fiscal. Ele serve para encobrir um crime: a violação da Lei de Responsabilidade Fiscal. Votá-lo significa tornar-se cúmplice do crime. O Antagonista, em 6 de outubro: O governo quer que o Congresso Nacional, hoje, bloqueie o aumento dos salários do Judiciário. A oposição tem de fazer de tudo para obstruir a votação. Dilma Rousseff está sendo julgada no TCU por ter fraudado o Orçamento do ano passado, como é que ela pode decidir o Orçamento deste ano? A presidente da República não tem legitimidade para propor ou vetar o que quer que seja. O Antagonista, hoje: Sem a aprovação da nova meta fiscal, o governo vai infringir a Lei Orçamentária e a Lei de Responsabilidade Fiscal em uma só tacada. O Antagonista defende a obstrução permanente no Congresso Nacional. Obstrução, obstrução, obstrução. |
| Posted: 05 Nov 2015 03:31 AM PST Dilma Rousseff passou as últimas semanas tentando ganhar tempo. Ele fez um monte de acordos espúrios com o único objetivo de barrar a discussão sobre impeachment até o ano que vem. Os oposicionistas têm o dever de imitá-la, barrando a discussão sobre a meta fiscal até o ano que vem. Se é para ganhar tempo, vamos ganhar tempo. |
| Posted: 04 Nov 2015 03:15 PM PST O empresário Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, declarou nesta quarta-feira, 4, à Polícia Federal que por meio de sua empresa LFT prestou serviços à Marcondes e Mautoni nos anos de 2014 e 2015 e, por isso, recebeu 'os valores que foram contratados'. A Marcondes e Mautoni está sob suspeita de compra de Medidas Provisórias para favorecer o setor automotivo. Segundo a investigação, Luís Cláudio teria recebido R$ 2,4 milhões da Marcondes e Mautoni. As informações sobre o depoimento do filho de Lula foram divulgadas por sua defesa. Luís Cláudio é alvo da Operação Zelotes. A PF fez buscas na sede de suas empresas em São Paulo, por ordem da juíza Célia Regina Ody Bernardes, da 10ª Vara Criminal Federal em Brasília. Na semana passada, a Polícia Federal intimou o filho de Lula para depor no inquérito. O depoimento ocorreria na Polícia Federal, em São Paulo, mas nesta quarta-feira, Luís Cláudio foi a Brasília e prestou esclarecimentos diretamente ao delegado federal Marlon Cajado, que preside o Inquérito Policial nº 1424/15-4/DPF/DF. Claro que o objetivo disso foi fugir dos registros da imprensa. Segundo o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o empresário, Luis Cláudio reafirmou ao delegado da PF 'seu know how na área esportiva, fruto da passagem por 4 clubes de futebol do Estado de São Paulo (São Paulo, Palmeiras, Santos e Corinthians)'. |
| Com queda de 42% no Brasil, Avon tem prejuízo global Posted: 04 Nov 2015 03:08 PM PST A gigante dos cosméticos Avon está sofrendo com uma onda de más notícias que parece não ter fim. Os resultados do terceiro trimestre, divulgados nesta quarta-feira, 4, reforçaram a maré ruim: de julho a setembro, a empresa registrou perdas de US$ 697 milhões, revertendo o lucro de US$ 92 milhões registrado no mesmo período de 2014. A reação do mercado financeiro foi radical: as ações da empresa caíram 20% ontem, fechando a US$ 3,44. Em 2015, a companhia perdeu mais de 60% de valor de mercado. O Brasil teve forte contribuição para a nova dor de cabeça da Avon. Os resultados no País – que há anos é o maior mercado para a empresa de cosméticos – despencaram 42% quando convertidos para a moeda americana. Em teleconferência com analistas, ontem, a presidente global da Avon, Sheri McCoy, admitiu os problemas enfrentados no Brasil, mas ressalvou que a forte queda nas receitas foi causada principalmente pela desvalorização do real e pela alta de tributos. Segundo a empresa, as vendas teriam crescido 6% no País não fossem os efeitos da alta do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o setor e principalmente da desvalorização do real frente ao dólar, que passa de 40% no acumulado de 2015. No entanto, a Avon também enfrenta a crise, que dificulta reajustes de preços. Apesar do cenário difícil, a empresa diz que a companhia continua a angariar revendedoras em território nacional. "O time (brasileiro) teve uma excelente conferência para o Natal, com recorde em recrutamento de representantes", disse McCoy. Segundo fontes do setor, em tempos de crise é comum a busca de alternativas de renda pelas mulheres, o que favorece o recrutamento e fidelização da força de vendas das marcas que trabalham com o porta a porta. Embora seja diretamente afetada pela crise no Brasil e em outros mercados – já que 80% de suas receitas vêm de fora da América do Norte –, a avaliação do mercado financeiro é que existem também erros de execução do modelo de negócio nos Estados Unidos, justamente onde a economia vai bem. A piora nos resultados poderia levar a empresa a buscar investidores externos – como um fundo de private equity –, já que a Avon está consumindo rapidamente seu caixa disponível. Hoje, a empresa tem US$ 587 milhões disponíveis, uma queda de 39% em relação aos US$ 960 milhões do início deste ano. A receita global da Avon teve queda de 22% no terceiro trimestre, na comparação anual, e atingiu US$ 1,7 bilhão. Mesmo sem os impactos da variação cambial em vários de seus mercados, o faturamento mundial teria tido retração de 2%, segundo o balanço da companhia. Enquanto no Brasil a Avon está conseguindo recompor o quadro de consultoras, nos Estados Unidos a força de venda da marca continua a encolher. Com isso, em todo o mundo, o número de revendedoras teve queda de 1%. "Nos Estados Unidos, nosso principal objetivo tem sido a melhoria do engajamento das nossas representantes e o ajuste da nossa estrutura de custos. Estamos fazendo progressos e seguindo na direção correta. No entanto, isso está ocorrendo em uma velocidade menor do que a esperada", disse Sheri McCoy em teleconferência. |
| Ex-sócio de Marcos Valério é primeiro a pedir revisão do processo do Mensalão do PT ao STF Posted: 04 Nov 2015 02:49 PM PST Quase dois anos após as prisões do Mensalão do PT, o Supremo Tribunal Federal recebeu nesta quarta-feira (4) o primeiro pedido de revisão criminal de um dos 24 condenados pelo esquema de corrupção que desviou recursos públicos para abastecer a compra de apoio político no Congresso no início do governo Lula. A solicitação foi feita pelo publicitário Ramon Hollerbach, ex-sócio do empresário Marcos Valério, operador do esquema. Ele foi condenado a 27 anos, 4 meses e 20 dias de prisão por crimes como corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, além do pagamento de multa de mais de R$ 2 milhões. Entre os argumentos da defesa do publicitário para rever a condenação estão a tese de que as agências de publicidade DNA e SMP&B Comunicação efetivamente prestaram os serviços para os quais foram contratadas pela Câmara dos Deputados e pelo Banco do Brasil e ainda que ele não tinha cargo gerencial ou financeiro da empresa. A idéia é se livrar de crimes como peculato e conseguir pelo menos o progressão de regime, sendo que ele ainda continua preso. O caso será relatado pelo ministro Luiz Edson Fachin, mais novo integrante do STF e que não participou do julgamento, que é o maior da história do tribunal. Além de Hollerbach, outros integrantes do chamado núcleo financeiro, como Marcos Valério, Cristiano Paz e a ex-presidente do Banco Rural, Kátia Rabello, que pegaram as maiores penas, estão em regime fechado. Ente os políticos, a maior parte já está em liberdade. O ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) e o ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE) estão presos, mas pela acusação de envolvimento com o esquema de corrupção da Petrobras. |
| Odebrecht contrata assessorias para refinanciar R$ 9 bilhões em empréstimos Posted: 04 Nov 2015 02:46 PM PST A Odebrecht Agroindustrial, unidade de açúcar e etanol do conglomerado de engenharia Odebrecht, contratou a Rothschild e Virtus BR Partners para assessorá-la em um refinanciamento de R$ 9 bilhões em empréstimos bancários, segundo duas fontes com conhecimento direto dos planos. Rothschild e Virtus, assessorias financeiras especializadas em empresas em dificuldades, já contataram todos os bancos envolvidos no processo, obtendo uma suspensão dos pagamentos, afirmou uma das fontes que pediu para não ser identificada. O refinanciamento, que vai buscar prolongar vencimentos, é condicionado a uma planejada injeção de capital de R$ 836 milhões pelo grupo Odebrecht na unidade e que foi anunciada no mês passado, informou a Odebrecht Agroindustrial. A Odebrecht Agroindustrial é terceira maior processadora de cana-de-açúcar do Brasil. O refinanciamento acontece no momento em que o grupo Odebrecht enfrenta as consequências da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investigação corrupção em companhias estatais. Anteriormente conhecida como ETH Bioenergia, a Odebrecht Agroindustrial foi fundada em 2007 para aproveitar crescimento de incentivos do governo aos produtores de biocombustíveis. A empresa possui nove usinas de etanol no Brasil e teve prejuízo líquido de R$ 1,2 bilhão durante a safra 2013/2014. |
| Posted: 04 Nov 2015 02:40 PM PST O ministério da Fazenda informou nesta quarta-feira (4) à Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional que o valor total a ser pago pelo governo em relação às chamadas pedaladas fiscais será de R$ 57 bilhões. Com isso, o déficit fiscal de 2015 chegará a cerca de R$ 120 bilhões. O relator do projeto que altera a meta do resultado primário deste ano, deputado Hugo Leal (PROS-RJ), prometeu à comissão que irá incorporar o valor ao seu parecer. Inicialmente, ele havia previsto um valor de R$ 55 bilhões. O ministro da pasta, Joaquim Levy, foi cobrado nesta terça-feira (3) por parlamentares da oposição sobre o detalhamento acerca do passivo fiscal. Os oposicionistas argumentavam que não era possível votar a alteração da meta sem que eles soubessem exatamente a quais gastos do governo os recursos faziam referência. "Não podíamos votar sem que houvesse a clareza no projeto de lei. Quando citávamos R$ 55 bilhões, não tínhamos a clareza sobre a quais rubricas elas diziam respeito. Não estamos tratando apenas das pedaladas aqui, estamos colocando o país no rumo", afirmou o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG). No detalhamento, o maior passivo diz respeito a valores devidos pelo Tesouro Nacional ao BNDES por equalização de taxas de juros que somam no total R$ 22,4 bilhões. Há outro passivo da União junto ao FGTS que soma R$ 10,9 bilhões. Segundo o governo, é necessário a liberação de R$ 14,7 bilhões para o passivo com o BNDES e o valor total da dívida com o FGTS. Como não há previsão orçamentária para os pagamentos, o governo terá que enviar projetos de lei para que o Congresso autorize o pagamento. Em relação a outros três itens o governo poderá editar decretos para a autorização dos pagamentos: adiantamentos concedidos ao FGTS, de R$ 9,7 bilhões, dívida com o Banco do Brasil, de R$ 12,3 bilhões, e dívidas com a Caixa Econômica, de R$ 1,5 bilhão. |
| Ex-tesoureiro do PT nega desvios em cooperativa habitacional Posted: 04 Nov 2015 02:22 PM PST O ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, negou ter desviado dinheiro da cooperativa habitacional Bancoop em favor de campanhas do PT, em depoimento prestado à Justiça de São Paulo na tarde desta quarta-feira (4). Segundo o promotor José Carlos Blat, o caso Bancoop serviu de "embrião" para outros escândalos , em alusão ao caso Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras. Na Lava Jato,Vaccari já foi condenado a 15 anos de prisão e é réu em outros dois processos. Preso em Curitiba (PR) sob a acusação de ter intermediado propinas para o PT resultantes de contratos da estatal de petróleo, Vaccari foi convocado pela 5ª Vara Criminal de São Paulo para ser interrogado em ação penal iniciada no Judiciário paulista em 2010 na qual ele e outros ex-dirigentes da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo) foram acusados de lavagem de dinheiro e estelionato com dinheiro dos cofres da cooperativa. Vaccari foi ouvido pela juíza Cristina Ribeiro Costa por cerca de duas horas e negou a prática de quaisquer crimes, segundo o advogado dele, o criminalista Luiz Flávio Borges D'Urso. "Inexiste qualquer doação da Bancoop para qualquer partido político. Isso é sonho do Ministério Público, que não se comprova em momento algum", disse D'Urso. O criminalista afirmou que a defesa fez uma auditoria pericial que mostra que não houve desvios na cooperativa. O promotor responsável pela denúncia contra Vaccari, José Carlos Blat, disse que o ex-tesoureiro do PT mentiu aos negar as acusações. "A cooperativa foi usada para causar prejuízos a mais de três mil famílias e favorecer esquemas criminosos. A Bancoop, como organização criminosa, serviu de embrião para outros escândalos que estamos vendo estourar Brasil afora", disse Blat em alusão à operação Lava Jato. Com os interrogatórios dos réus, a ação criminal relativa à Bancoop chegou em sua fase final. Na Lava Jato, Vaccari já foi condenado pelo juiz federal Sergio Moro a 15 anos de prisão em uma das três ações penais nas quais é réu sob a acusação de ter intermediado propinas ao PT resultantes do esquema criminoso na Petrobras. |
| Posted: 04 Nov 2015 02:18 PM PST A agência de classificação de risco Standard & Poors afirmou nesta quarta-feira (4) que o prologamento da greve da peonada petista petroleira pode impactar a nota de crédito da Petrobras, que foi rebaixada em setembro deste ano para grau especulativo. No momento, diz a agência, não há impacto na avaliação da estatal. "A duração da greve e seu impacto na curva de produção ainda são incertos", afirmou, em nota distribuída ao mercado. O texto ressalva, porém, que "caso se prolongue, a greve deverá avolumar os desafios da empresa para aumentar sua produção, materializar seu plano de desinvestimentos e desalavancar seu balanço, podendo impactar na nossa avaliação de perfil de crédito". Em comunicado distribuído na terça-feira (3), a Petrobras admitiu que a paralisação em plataformas vem provocando prejuízos à produção. Segundo o texto, deixaram de ser produzidos na segunda-feira (2) 273 mil barris de petróleo e 7,3 milhões de metros cúbicos de gás natural - o equivalente a 13% e 14% da produção nacional, respectivamente. O prejuízo, por enquanto é pequeno, e não tem afetado o desempenho das ações da companhia, comenta o analista Flávio Conde, do site Whatscall. "Agora, se a greve durar mais de duas semanas, afetando diariamente a produção, os investidores poderiam precificar os efeitos negativos", diz ele. Nesta quarta-feira chegou a 47 o número de plataformas da Bacia de Campos com trabalhadores em greve, segundo balanço do petista Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF). A avaliação na companhia é que o confronto é de difícil solução, uma vez que a pauta de reivindicações é contra as medidas adotadas nos últimos meses para enfrentar a crise. Em sua "Pauta pelo Brasil", a petista Federação Única dos Petroleiros (FUP) pede a readmissão de empregados que aderiram ao último plano de desligamento voluntário, a suspensão da venda de ativos e a retomada dos investimentos aos níveis de 2008 a 2013, antes da crise. A FUP concentra 13 sindicatos de trabalhadores da estatal e se recusa a discutir reajuste salarial. A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) apoia a pauta política, mas já indicou que quer um reajuste de 18% - a Petrobras ofereceu 8,11%. O peonada petista da Petrobras quer terminar o trabalho de liquidação da estatal iniciado pela organização criminosa PT. |
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