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Espada da Cristandade contra o Islã na Albânia: Jorge Castriota, chamado ‘Skanderbeg’ (I)
Posted: 02 Feb 2016 04:53 AM PST
Príncipe da Albânia, cognominado pelo Papa Calixto III de atleta de Cristo, “durante vinte e quatro anos inteiros opôs vitoriosa resistência aos exércitos turcos, com freqüência 10 a 20 vezes mais numerosos que o seu”.(1) Jorge era o mais novo dos filhos do Príncipe João Castriota, senhor de Ematie, na Albânia, e da Princesa sérvia […]
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Espada da Cristandade contra o Islã na Albânia: Jorge Castriota, chamado ‘Skanderbeg’ (I)
- Por Luis Dufaur em 2 de fevereiro de 2016
- Sem comentários
Skanderbeg, herói católico na luta contra os turcos que tinham invadido sua pátria, a Albânia, nos Bálcãs
Príncipe da Albânia, cognominado pelo Papa Calixto III de atleta de Cristo, “durante vinte e quatro anos inteiros opôs vitoriosa resistência aos exércitos turcos, com freqüência 10 a 20 vezes mais numerosos que o seu”.(1)
Jorge era o mais novo dos filhos do Príncipe João Castriota, senhor de Ematie, na Albânia, e da Princesa sérvia Voizava, tendo nascido no ano de 1414.
Quando, em 1423, o sultão turco Amurath II invadiu a Albânia, o Príncipe João, para salvar o reino, não podendo pagar a vultosa soma que lhe era exigida como dano de guerra, precisou dar como reféns ao vencedor seus quatro filhos, Estanislau, Reposio, Constantino e Jorge.
Dos quatro, dois morreriam envenenados; um terceiro, retornando à Albânia, entraria num mosteiro; e somente o caçula, Jorge, tornar-se-ia um grande guerreiro.
Chegados à Turquia, os três mais velhos foram postos no calabouço, pois não estavam dispostos a renunciar à sua fé. Como Jorge tinha apenas nove anos e era de muito boa presença, foi circuncidado e educado no islamismo. Mas, em segredo, guardou a fé de seus pais.
Tanta era a estima que tinha por ele o sultão, devido às suas inatas qualidades, que fez com que lhe ensinassem o árabe, o turco, o eslavo e o italiano, além do exercício das armas.
Skanderbeg, um novo Alexandre Magno
Aos 18 anos foi nomeado sandiak. Posto à frente de um exército de cinco mil ginetes, passou para a Ásia, onde demonstrou um valor extraordinário. Foi aí que recebeu dos turcos o sobrenome de Iskander-bei (príncipe ou chefe Alexandre, em alusão a Alexandre o Magno), que os albaneses mudaram para Skanderbeg.
Skanderbeg, George Castriota, museu de Kruja, Albânia,
“Dele se diz que era de aspecto majestoso, e dotado de uma força fora do comum. […] Conta-se que, durante um combate, logrou com um só golpe cortar em dois um guerreiro protegido com couraça”.(2)
“Todos os contemporâneos o elogiam como um dos mais belos e esforçados caracteres varonis daquele século. […]
“Sua afeição aos combates era tão grande, que o dar uma batalha de quando em quando constituía para ele uma necessidade.
“Nele se juntavam o valor do soldado e o olhar penetrante do general; suas forças corporais apenas podiam esgotar-se com esforços, e a rapidez de seus movimentos militares trazia à memória os de César”.(3)
Entretanto, Skanderbeg não se esquecia de seu país e procurava uma ocasião para a ele retornar. Em 1432, com a morte de seu pai, deveria herdar suas possessões.
Mas o sultão, em vez de lhe dar o território que lhe competia por herança, quis tê-lo para si.
E enquanto mandava um dos seus chefes tomar conta dele, mandou Skanderbeg invadir a Sérvia.
Jorge aproveitou-se do momento imediatamente precedente à batalha para passar para o lado sérvio.
Antes, porém, tinha forçado o secretário de Estado do sultão a entregar-lhe uma ordem, dirigida ao comandante de Kruja, na Albânia, para que reconhecesse o portador como seu sucessor no comando daquela praça e lha entregasse.
Líder das tropas albanesas, cruzado contra os otomanos
Nossa Senhora do Bom Conselho de Scutari, Skanderbeg foi grande devoto dela
Depois da batalha, vencida pelos cristãos sérvios, Skanderbeg refugiou-se nas montanhas, com 600 cristãos fugidos das tropas turcas e mais alguns montanheses.
Tendo entrado em Kruja, onde recebeu o comando da praça, à noite abriu as portas para seus partidários, que aniquilaram a guarnição turca. Skanderbeg chamou depois todos os seus parentes e albaneses a Kruja, para tomarem parte na libertação de seu país.
A insurreição se alastrou com tal rapidez, que em pouco tempo Skanderbeg havia tomado as principais praças da região.
Convocou então uma reunião em Alessio, em território veneziano, da qual participaram albaneses e venezianos, sendo eleito indiscutível chefe, aclamado por todos.
Posto à frente de sete mil infantes e oito mil cavaleiros, Skanderbeg enfrentou e derrotou em 1444 um exército turco de 40 mil homens, comandado por Ali Pachá.
Skanderbeg procurou unir-se com a Hungria e a Transilvânia na luta contra os otomanos, e aderiu ao plano de Cruzada proposto pelo Papa Eugênio IV.
No ano de 1448, Skanderbeg derrotou mais uma vez os turcos comandados pelo paxá Mustafá, fazendo-o prisioneiro como a outros de seus oficiais, por cuja liberdade exigiu vultosa soma.
(Autor: José Maria dos Santos, “Catolicismo”, abril de 2004)
Albânia, Heróis católicos, Islã, Muçulmanos, Otomanos, Skanderbeg
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Sobre Luis Dufaur
Conferencista de política internacional no Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, historiador e editor de diversos blogs.
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