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Lula usa cobertura comprada por primo de Bumlai
Imóvel em São Bernardo do Campo também foi alvo da 24ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na última sexta-feira
07/03/2016 às 08:11 - Atualizado em 07/03/2016 às 12:56
Ex-Presidente Luiz Inacio Lula da Silva acena para manifestantes no aeroporto de Congonhas em São Paulo (SP) na manhã desta sexta-feira (4) (Nelson Almeida/AFP)
Morador da cobertura número 122 do edifico Hill House, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também usa o imóvel em frente ao dele, no número 121, que pertence a um primo do pecuarista José Carlos Bumlai. A propriedade foi alvo de busca e apreensão na 24ª fase da Operação Lava Jato depois que o síndico do prédio disse aos policiais federais que o apartamento pertencia ao petista. O ex-presidente é suspeito de ter ocultado patrimônio e ter recebido dinheiro de empresas envolvidas no escândalo de corrupção do petrolão.
O aposentado Glaucos da Costa Marques, primo de Bumlai, disse ao jornal O Estado de S. Paulo que a cobertura é usada por Lula desde seu primeiro mandato, em 2003. De acordo com ele, o PT pagou pelas despesas do imóvel até 2007, sob a justificativa de que era para guardar o acervo que ele doou ao partido. No segundo mandato, o governo assumiu os custos com a justificativa de que era necessário para a segurança do então presidente.
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Glaucos nega que tenha comprado o imóvel a pedido de Bumlai, que é investigado na Operação Lava Jato por suspeita de contratar empréstimos simulados para beneficiar o PT e de ter bancado a reforma do sítio em Atibaia (SP), usado por Lula e sua família. O aposentado diz que adquiriu a propriedade por sugestão do advogado Roberto Teixeira, também investigado na Lava Jato por suspeita de ter atuado para ajudar Lula a ocultar o sítio.
O primo de Bumlai disse que adquiriu o imóvel por 500.000 reais e alugou para Lula por 4.300 reais mensais, pagos por transferências bancárias. No cartório, porém, o imóvel ainda é da antiga proprietária, Elenice Silva Campos, que faleceu em fevereiro do ano passado. Ela não tinha pago o imposto que permitiria a transferência do registro e, por isso, o caso está na Justiça.
Na última sexta-feira, quando foi deflagrada a mais nova fase da Lava Jato, que teve como principal alvo o ex-presidente Lula, a ex-primeira dama Marisa Letícia autorizou que a PF cumprisse os mandados judiciais em imóveis que não estavam em nome do casal, o que chamou a atenção dos policiais federais.
Em 2010, o aposentado emprestou o endereço de uma empresa que estava em seu nome, a Bilmaker 600, para que os filhos de Lula Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Luís Claudio Lula da Silva registrassem na Junta Comercial de São Paulo a holding LLCS no mesmo local. Na época, a Bilmaker era controlada por Glaucos, Otavio Ramos e Fabio Tsukamoto, que eram sócios de Luís Cláudio em outra empresa. Glaucos disse que fez o empréstimo do endereço atendendo a um pedido do primo Bumlai.
(Da redação)
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