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95 mil pessoas tomaram a Avenida Beira Mar norte, em Florianópolis, contra Dilma, Lula e o PT
Manifestação contra o governo levou 200 mil às ruas em Curitiba
Em Maringá, 50 mil pessoas foram às ruas, o dobro de em março de 2015
Protesto contra o governo atraiu 90 mil pessoas em Londrina
Investigações da Lava Jato derrubam ações da JBS
Tamanho da manifestação surpreende
Pressão de 3,5 milhões nas ruas encurrala gestão Dilma
Sergio Moro é exaltado como herói
78% dos manifestantes que foram à Paulista querem nova eleição para presidente; só 11% pedem Temer
13 de março: Alckmin e Aécio são hostilizados na Paulista
13 de março: Marta Suplicy é hostilizada na Paulista
3,5 milhões foram às ruas contra o PT, contra Dilma, contra Lula e contra a roubalheira
Meio eletrônico de medição de público contratado pelo MBL aponta: 1,4 milhão de pessoas na Avenida Paulista
95 mil pessoas tomaram a Avenida Beira Mar norte, em Florianópolis, contra Dilma, Lula e o PT
Posted: 14 Mar 2016 02:40 AM PDT
Munidas de bandeiras do Brasil e trajando verde amarelo, manifestantes de Florianópolis ocuparam as duas vias da Avenida Beira-Mar Norte, a principal da cidade, em protesto contra a crise política e corrupção na tarde deste domingo. A principal bandeira foi pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O número oficial divulgado pela Polícia Militar foi de aproximadamente 95 mil participantes. Formado por um público majoritariamente adulto e idoso, a passeata começou às 16 horas em direção ao Trapiche da Beira-Mar. Antes disso, por volta das 14h30, manifestantes já se concentravam em frente ao Terminal de Integração do Centro (Ticen). Três carros de som conduziram a manifestação. Do alto, líderes do MBL fizeram discursos inflamados em defesa do impeachment de Dilma e acusaram o PT como principal causa da crise política e econômica no país. Paródias de canções populares da MPB levaram mensagens de crítica ao atual governo. Os participantes protestaram com cartazes ácidos e criativos contra o PT e Dilma. O juiz federal Sérgio Moro foi elevado à categoria de herói nacional com cartazes de apoio á atuação dele na Operação Lava-Jato. O trabalho do Ministério Público e Polícia Federal também foi positivamente ressaltado pelos manifestantes. A passeata, que deveria seguir o trajeto do Ticen até o Trapiche da Beira-mar, acabou extrapolando a rota e chegou até a sede da Polícia Federal.
Manifestação contra o governo levou 200 mil às ruas em Curitiba
Posted: 14 Mar 2016 02:21 AM PDT
Milhares de manifestantes tomaram as ruas do Centro de Curitiba, na tarde deste domingo (13), em mais um ato contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Nos discursos, predominavam gritos de "Fora PT", pedidos de impeachment, manifestações contra a corrupção e em apoio à Operação Lava Jato. Não faltaram bandeiras do Brasil, camisas verdes e amarelas e máscaras com a foto do juiz Sérgio Moro. A Polícia Militar estimou um fluxo de 200 mil pessoas ao longo do ato. Segundo o movimento Vem Pra Rua, 300 mil pessoas participaram do protesto. A manifestação começou pouco depois das 14 horas, na Praça Santos Andrade, onde cinco caminhões de som de movimentos distintos se concentravam. Sem que a garoa prevista caísse, a multidão seguiu pela Avenida Marechal Deodoro e pela Rua XV de Novembro. Apesar de os organizadores terem declarado que o movimento seria apartidário, os principais alvos foram o PT, Dilma e o poderoso chefão Lula. A todo instante eclodiam brados como "1, 2, 3, Lula no Xadrez". "O Brasil inteiro está sofrendo muito com tudo que está acontecendo", disse a estudante Nathalia Langer, que usava uma máscara de Moro. Nenhum político tomou a palavra ou subiu aos carros de som. O único visto ao longo do trajeto foi o deputado Ney Leprevost (PSD), que estava com a família em um café da Rua XV. Outros grupos, no entanto, surgiram no ato, como o Movimento dos Maçons Paranaenses e grupos que defendiam a intervenção militar. Um dos manifestantes anunciou, no caminhão de som, que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também apoiava o ato.
Em Maringá, 50 mil pessoas foram às ruas, o dobro de em março de 2015
Posted: 14 Mar 2016 02:18 AM PDT
Cinquenta mil pessoas foram às ruas neste domingo (13) em Maringá, Noroeste do Paraná, protestar contra o governo Dilma Rousseff. O número, apontado pelos organizadores do movimento Patriotas de Maringá e confirmado pela Polícia Militar ao final da movimentação, é o dobro do alcançado em manifestação semelhante realizada em 15 de março do ano passado. "Foi algo que superou nossas expectativas, nunca tivemos algo tão grandioso assim", definiu uma das organizadoras, Márcia Maria de Freitas. De acordo com a PM, a manifestação transcorreu sem incidentes. Os participantes começaram a se concentrar ainda por volta das 13 horas na Praça da Catedral. Vestidos de verde e amarelo, eles levavam cartazes pedindo desde a intervenção militar no país à prisão do poderoso chefão Lula. A defesa do juiz maringaense Sérgio Moro, à frente da Lava Jato, foi o destaque da concentração. Salvas de palmas ao magistrado e à mãe dele – a professora Odete Starki Moro, vaiada recentemente na Câmara Municipal de Maringá –, frases como "Je suis Moro (Somos todos Moro)" e máscaras representando a face do juiz chamaram atenção entre os manifestantes. Numa tenda montada por apoiadores de Moro, era possível tirar fotos ao lado de uma reprodução dele em papelão, em tamanho real. As imagens, comentou a voluntária Cássia Franzoi, devem ser impressas para formar uma coletânea de apoiadores do magistrado. O material fará parte de uma campanha nacional que será entregue nas mãos do juiz. "Já mandamos mil fotos para ele em outra campanha", contou.
A multidão que se formou em frente à Catedral era composta por manifestantes de todas as idades. Aos 79 anos, a escritora Darcy Berbet Andrade fez questão de protestar empunhando um cartaz contra o comunismo. "Do jeito que está não tem como ficar. Tem que mandar para prisão todos os corruptos", comentou. A bancária aposentada Edna Sassaki Zenke, de 61 anos, pedia, por sua vez, intervenção militar para reorganizar o Brasil. "Só com impeachment e intervenção para resolver", reforçou. Ao lado de membros do movimento Brasil Brasileiro Maringá, ela protestava ainda contra a PEC 20-A, que institui o sistema de Parlamentarismo no governo, e o Foro de São Paulo. Em meio aos manifestantes, houve quem aproveitou a agitação para fazer um dinheiro extra. O vendedor ambulante Antônio Vicente, 61, colocou nas ruas todo o estoque de mercadorias da Copa do Mundo que não conseguiu comercializar na época do mundial. A expectativa ontem era "desovar" os materiais, desde camisetas e bonés a cornetas com as cores da bandeira do Brasil. "Se sobrar alguma coisa vai ser muito pouco", disse. Após a concentração na praça, o público saiu em passeata com trio elétrico pelas ruas do entorno da Catedral de Maringá. No trajeto de cerca de 2 quilômetros, os manifestantes entoavam músicas contrárias a Lula, Dilma e ao PT. Um abraço ao redor da Catedral finalizou o ato, seguido de uma oração do Pai Nosso.
Protesto contra o governo atraiu 90 mil pessoas em Londrina
Posted: 14 Mar 2016 02:15 AM PDT
A manifestação contra a corrupção e o governo federal atraiu cerca de 90 mil pessoas em Londrina, no Norte do Paraná. A estimativa divulgada na tarde deste domingo (13) pela Polícia Militar (PM) superou até mesmo o balanço preliminar apresentado pelos organizadores do evento, que apontava a participação de pelo menos 72 mil manifestantes. O protesto começou por volta das 15 horas, em frente ao Colégio Estadual Vicente Rijo, no cruzamento das avenidas Higienópolis e Juscelino Kubitschek. De lá, o grupo participou de uma passeata em um trecho de quase dois quilômetros até a Praça Marechal Floriano Peixoto, mais conhecida como a Praça da Bandeira, ao lado da Catedral de Londrina. No Calçadão, os manifestantes cantaram o Hino Nacional e o Hino da Independência, além de lançar vários gritos de ordem contra o Partido dos Trabalhadores (PT), a presidente Dilma Rousseff e o poderoso chefão Lula. O grupo também enalteceu o trabalho desempenhado pela Polícia Federal (PF) e pelo juiz Sérgio Moro na Operação Lava Jato. Para o porta-voz do Movimento Viva Londrina, André Elias, o protesto foi mais maduro do que os anteriores: "Foi maravilhoso. O número de pessoas na rua não deixou dúvida pra ninguém: a maior manifestação da história de Londrina. Mais de 70 mil londrinenses pedindo o impeachment da presidente Dilma". Entre os participantes da ação estava o publicitário Ricardo Correia. Para ele, somente com pressão popular é possível enfrentar a corrupção e transformar o país: "Eu tenho criança pequena e sinto que não podemos deixar o país do jeito que está para as futuras gerações. Temos que fazer nosso papel agora. O que faz a força é a união do povo. Não adianta a gente só esperar a classe política resolver a situação porque não dá em nada". Durante o trajeto da passeata, alguns defensores do governo da presidente Dilma Rousseff apareceram nas janelas dos prédios com bandeiras vermelhas, em alusão à cor do PT. Apesar das muitas vaias e xingamentos por parte dos manifestantes, não houve maiores problemas. Segundo a Polícia Militar, apesar do grande volume de participantes, não foi registrado nenhuma ocorrência no protesto, que foi acompanhado por dezenas de policiais e guardas municipais. A manifestação recebeu apoio de várias entidades no município. Uma delas foi a Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil). A Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também se mostrou favorável às manifestações e defendeu a abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. "Ela não reúne, neste momento, condições para exercitar o Poder, trazendo para todos um período de sacrifícios", informou nota divulgada no site da entidade.
Investigações da Lava Jato derrubam ações da JBS
Posted: 14 Mar 2016 02:06 AM PDT
No último dia 4 de março, quando foi deflagrada a 24ª fase da Operação Lava-Jato, a Bolsa de Valores de São Paulo subiu 4%, enquanto as ações da JBS desabaram 13%. No mesmo dia, o dólar também recuou mais de 1%, afetando ações de empresas exportadoras. Mas a desvalorização dos papéis da JBS foi a mais acentuada. Por trás desse movimento brusco, estava a queda do dólar, mas, concordam os analistas, havia também o "fantasma" que vem assombrando a empresa há algum tempo nos pregões, que é a possibilidade de a JBS aparecer envolvida nas investigações em curso. O nome da JBS foi citado na conclusão da CPI do BNDES, que investigava financiamentos a empresas feitos pelo banco público com juros subsidiados. Noutra investigação, Joesley Batista, presidente do Conselho de Administração, foi denunciado pelo Ministério Público Federal de São Paulo por crime contra o sistema financeiro, em empréstimos feitos pelo Banco Original, que pertence ao grupo. E, mais recentemente, informações publicadas na imprensa dão conta que a Receita Federal apontou fraude na fusão entre a JBS e o frigorífico Bertin e cobra uma multa de R$ 3 bilhões.
Tamanho da manifestação surpreende
Posted: 14 Mar 2016 02:02 AM PDT
A única fala da presidente Dilma Rousseff neste domingo foi uma nota na qual classifica como "intolerável" o ataque à UNE (União Nacional dos Estudantes), que amanheceu pichada no dia anterior. "Trata-se de uma ação violenta, que confunde o debate político saudável e democrático com a disseminação do ódio. O que se viu na sede da UNE, no entanto, foi um gesto de intimidação gratuita e uma afronta a democracia", disse a presidente por meio da nota. O governo se surpreendeu com o tamanho das manifestações de rua deste domingo (13), em todo o país, e teme o impacto dos protestos no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A ausência de confrontos nos atos, porém, foi motivo de alívio. Até o começo da noite de ontem, a presidente não havia se pronunciado sobre as manifestações. Em conversas reservadas, interlocutores de Dilma dizem que é preciso um pacto nacional para sair da crise, mas ainda não conseguem definir os próximos passos. "A situação é muito difícil", disse um ministro: "Os problemas não são poucos e matamos muitos leões por dia. Mas nós achamos que nem todos os caminhos estão interrompidos". Preocupada com o esfacelamento da base aliada, depois do aviso prévio de 30 dias dado pelo PMDB ao governo, Dilma retomará nesta semana as conversas com parlamentares de todos os partidos e também tentará se aproximar da oposição. Muitos no Planalto falam na necessidade de uma "concertação", mas ninguém sabe como essa ideia sairia do papel. Até sexta-feira, o governo avaliava que os atos deste domingo seriam maiores que os três últimos, no rastro da delação premiada do ex-líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), e da condução coercitiva do poderoso chefão Lula no depoimento à Polícia Federal. O monitoramento feito pelo Planalto não indicava, porém, que as adesões poderiam superar as dos protestos de março de 2015. Na tentativa de não acirrar ainda mais os ânimos, a resposta do governo será na linha de que, independentemente do número de pessoas nas ruas, o governo respeita as manifestações, apoia as investigações da Lava Jato e está trabalhando para retomar o crescimento econômico.
Pressão de 3,5 milhões nas ruas encurrala gestão Dilma
Posted: 14 Mar 2016 01:59 AM PDT
Apesar das dúvidas a respeito do balanço final das manifestações deste domingo em todo o Brasil – 3,5 milhões de pessoas, segundo a polícia – uma coisa ficou clara: os dias de Dilma Rousseff (PT) como presidente do Brasil estão contados. Essa é a opinião que predominou nas diversas análises sobre os atos, que entram para a história como os maiores protestos políticos do país, e o impacto deles sobre uma já debilitada base de apoio ao governo federal. Em muitas cidades, a Polícia Militar nem chegou a divulgar estimativa de público. Para os organizadores, as manifestações teriam reunido o dobro de pessoas, chegando a 6 milhões. Segundo fontes do Palácio do Planalto, o tamanho dos protestos surpreendeu o governo. Independentemente do número, o crescimento ficou evidente, avalia o cientista político Geraldo Tadeu Monteiro, do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj). "Seguramente, com os últimos desdobramentos políticos e a crise econômica, muitas pessoas estão chateadas. Ainda não é o mesmo percentual de pessoas descontentes com o governo, em torno de 64%, como mostram as pesquisas, mas os movimentos estão conseguindo captar essa onda", observa. Para os analistas, as manifestações deste domingo não devem provocar mudança direta no governo, mas influenciam os deputados e senadores, que podem acelerar e aprovar o pedido de impeachment contra Dilma Rousseff. Segundo Monteiro, o PMDB, que no sábado (12) fez convenção nacional e deu prazo de 30 dias para decidir se permanece ou não no governo, já decidiu desembarcar. "O fato é que o governo, hoje, provavelmente já perdeu sua maioria, está em uma espiral descendente. É uma questão de tempo", diz. O PT já vem sofrendo perdas. Com a janela partidária que vigora até 18 de março, políticos podem mudar de partido sem perder o mandato. Na eleição de 2014, foram eleitos 70 deputados para a Câmara Federal; agora, a listagem mais recente da Casa traz o nome de 58. "Há um processo de deterioração, em que o governo tem muita dificuldade para aprovar sua agenda. As mudanças no pré-sal, aliás, só foram aprovadas porque o governo contou com ajuda da oposição", acrescenta. O Planalto se pronunciou por uma nota: "A liberdade de manifestação é própria das democracias e por todos deve ser respeitada. O caráter pacífico das manifestações ocorridas neste domingo demonstra a maturidade de um país que sabe conviver com opiniões divergentes e sabe garantir o respeito às suas leis e às instituições". "Os dias de Dilma estão numerados", diz o cientista político David Fleischer, professor da UnB. Para ele, depois do PMDB, a tendência é que PP e PR também deixem a base de sustentação do governo. A delação do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), se homologada pelo Supremo Tribunal Federal, também deve elevar o nível da crise, aponta. O sociólogo Rudá Ricci, diretor do Instituto Cultiva, em Minas Gerais, ressalva que as manifestações continuam com pouca participação de pobres, negros e moradores de periferia. Mesmo assim, ele avalia que o governo de Dilma Rousseff não tem mais chance. "Está muito claro. Ela pode até permanecer, mas como figura decorativa, sem peso nenhum", considera. Esta chance é real, caso prospere a iniciativa capitaneada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de costurar um governo de "concertação nacional", em que Dilma permaneça como presidente, mas sem poderes. "Esse é o fio de esperança do PT, que poderia continuar, mas sem Dilma. A questão é com quem", acrescenta Ricci.
Sergio Moro é exaltado como herói
Posted: 14 Mar 2016 01:54 AM PDT
O juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em Curitiba, foi lembrado em cartazes e gritos de guerra dos manifestantes reunidos em protestos em várias cidades do país neste domingo (13). "É um orgulho nacional. Representa tudo que a gente quer", disse Ana Lúcia Magela, na avenida Paulista, em São Paulo, com um cartaz de apoio ao juiz. Para Adriana Oliveira Santos, que usava uma faixa na cabeça em homenagem ao juiz, "Moro é a cara do país". O motorista autônomo Paulo Galdino foi à Paulista com os filhos, que o ajudavam a erguer um cartaz em agradecimento a Moro "pelas fases" da Lava Jato. "Ele me trouxe uma grande alegria", afirmou. Uma imagem do juiz estampou o carro de som do grupo Revoltados Online, que puxava aplausos para Moro. No Rio de Janeiro, "Vai Moro", "Mais Moro, menos Dilma", "Somos todos Moro", "Viva Moro" e "Eu amo (representado por um coração) Moro" também estiveram entre as dezenas de mensagens de apoio ao juiz da Lava Jato espalhadas em cartazes, faixas e camisetas ao longo da orla da praia de Copacabana. Um grupo de 35 pessoas chamou atenção por usar uma mesma camiseta amarela identificada como #morobloco, um trocadilho do nome do juiz com Monobloco, um dos mais populares blocos de carnaval do Rio de Janeiro. Os atores Marcelo Serrado e Susana Vieira estavam entre os seguidores do #morobloco. "Estou aqui como cidadão. Somos a favor do Moro e das investigações da Lava Jato", disse Serrado. Apesar das críticas à atual situação do País, o ator fez ressalvas à possibilidade de afastamento da presidente Dilma. "Se for comprovada alguma irregularidade, sou a favor do impeachment. Mas não sei dizer se existem motivos que justifiquem a saída dela neste momento". "Estamos aqui a favor do Moro e da Polícia Federal. A hora é de mobilização nacional contra a corrupção", acrescentou Susana Vieira. Em Curitiba, a todo momento manifestantes gritaram, no carro de som, o nome de Moro, seguido de aplausos, e frases de "Sergio Moro é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo". Também foram citados os nomes de Carlos Fernando Lima e Deltan Dallagnol, procuradores que integram a investigação da Lava Jato. Usando uma máscara do juiz na avenida Paulista, a mineira Meirice de Almeida Prado conta que conseguiu sozinha mil assinaturas em apoio às dez medidas contra corrupção do Ministério Público Federal. "Acredito que com a punição a gente vai ter um Brasil melhor", disse. "Gostei muito de uma frase que ouvi aqui: 'vamos Mororizar o país'", disse em meio a risos Veridiana Navajas, que usava máscara de japonês da Federal.
78% dos manifestantes que foram à Paulista querem nova eleição para presidente; só 11% pedem Temer
Posted: 14 Mar 2016 01:43 AM PDT
Pesquisa da Lean Survey feita por encomenda de VEJA entrevistou 380 pessoas entre 15h e 17h deste domingo. A margem de erro é de 5,03 pontos percentuais
"Na sua opinião, caso a presidente Dilma deixe o cargo, qual a melhor alternativa para o Brasil?", uma das perguntas da pesquisa(VEJA.com/VEJA)
Neste domingo, enquanto uma multidão (1,4 milhão de pessoas) ganhava a Avenida Paulista para protestar contra o governo Dilma, VEJA.com e a startup Lean Survey promoveram uma pesquisa para entender o que pensam e o que querem os manifestantes. A iniciativa é a primeira a revelar o perfil dos manifestantes: eles tinham idade média de 44 anos e 82% têm ensino superior completo ou incompleto. Num dia histórico - nunca tanta gente deixou sua casa para pedir mudanças nos rumos do País - a pesquisa registrou não apenas o desejo de que a presidente Dilma Rousseff deixe o poder, mas também a crença de 91% dos entrevistados de que ela está diretamente envolvida no petrolão. Também foi possível aferir qual a alternativa preferida para uma transição: quase 80% dos entrevistados preferem que uma nova eleição seja realizada - o que requer não o impeachment, mas a cassação da chapa vencedora nas eleições de 2014, encabeçada pela petista Dilma Rousseff e com o peemedebista Michel Temer como vice. Substituto legal em caso de impeachment efetivado até o final do segundo ano de mandato, Temer não entusiasma: é a alternativa preferida de apenas 11%. Apesar de a nova eleição ser o caminho favorito, 63% afirmam que ainda não têm um candidato em mente. A crença na oposição não é forte: 63% disseram não acreditar que a oposição esteja pronta para tirar o país da crise. Os entrevistados afirmam em maioria, pouco mais de 80%, que não veem risco à democracia brasileira na substituição de Dilma pelas vias legais - impeachment ou cassação da chapa Dilma-Temer na Justiça Eleitoral. Contudo, pouco mais de 64% acham que a saída de Dilma antes do fim do mandato, previsto para 2018, pode desaguar em confrontos de rua entre simpatizantes e críticos de Dilma. Para a pesquisa, a empresa Lean Survey entrevistou 380 pessoas entre 15h e 17h deste domingo. A margem de erro é de 5,03 pontos percentuais, para cima ou para baixo. Os pesquisadores dividiram a avenida em nove setores, espalhando-se pela via de forma homogênea. Como não havia dados sócio-demográficos prévios sobre os participantes do protesto, os pesquisadores escolheram os entrevistados de forma aleatória. A Lean Survey utiliza tecnologia mobile e crowdsourcing para realizar pesquisas de campo. Recentemente, foi apontada pelo Movimento 100 Open Startups como a empresa nascente mais atrativa do País.
13 de março: Alckmin e Aécio são hostilizados na Paulista
Posted: 14 Mar 2016 01:31 AM PDT
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o senador Aécio Neves, ambos do PSDB, foram hostilizados neste domingo ao chegar à manifestação contra o governo Dilma Rousseff na Avenida Paulista. Algumas pessoas gritaram "oportunista", enquanto eles passavam em meio à multidão. A dupla tucana chegou ao protesto de van, saída do Palácio dos Bandeirantes. Dada a reação dos manifestantes, os dois permaneceram na ala vip do MBL, por apenas 30 minutos.
13 de março: Marta Suplicy é hostilizada na Paulista
Posted: 14 Mar 2016 01:29 AM PDT
A senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) foi hostilizada neste domingo enquanto discursava em frente à Fiesp, na Avenida Paulista. Manifestantes gritavam "Fora PT" e "Minha bandeira jamais será vermelha", em referência ao antigo partido da senadora. Ela saiu escoltada. A assessoria de Marta divulgou nota sobre o episódio: "Sobre a noticia que está sendo, neste momento, veiculada, relatando uma eventual situação de hostilidade em relação à Senadora Marta Suplicy, antes de ter deixado o protesto de hoje na Avenida Paulista a bem da verdade, faz-se necessário esclarecer que não reflete a realidade. Marta entrou na Avenida Paulista pelo prédio da Fiesp e se integrou aos protestos, sendo positivamente saudada por centenas de manifestantes que o tempo todo vinham ao seu encontro para cumprimentá-la e fazer fotografias ao lado de simpatizantes e seus familiares. Registre-se que uma única pessoa, um senhor acompanhado de uma mulher, exclamou em voz alta a frase PMDB é igual ao PT. Ao final de muitas saudações e cumprimentos e de várias entrevistas dadas, Marta, que não estava acompanhada de seguranças, mas sim ladeada por militantes da juventude do PMDB, retirou-se da manifestação sem nenhum tipo de hostilidade".
3,5 milhões foram às ruas contra o PT, contra Dilma, contra Lula e contra a roubalheira
Posted: 14 Mar 2016 01:27 AM PDT
Convém que não se tente mudar a história. O apoio a Sérgio Moro e à Lava Jato ficou evidente. Mas a força motivadora do maior manifestação da história do país foi a repulsa ao petismo
Por Reinaldo Azevedo - Acho razoável afirmar que pelo menos 3,5 milhões de brasileiros foram às ruas neste domingo pedir o impeachment da presidente Dilma, a responsabilização de Lula por atos que não parecem muito adequados à lei, à moral e aos bons costumes e o fim da roubalheira. Para ser sucinto: 3,5 milhões de pessoas, a maior manifestação da história do Brasil, pediram o fim do regime petista. Não há dúvidas a esse respeito. Adoradores e criadores de mitos tentam forçar a mão para desviar o sentido da voz que soou tão clara. A se acreditar em certos textos e na inflexão de algumas lideranças, parece que essa massa imensa se manifestou para demonizar a política e os políticos, exaltar a Operação Lava Jato e eleger por aclamação o juiz Sérgio Moro o condutor do Brasil. Se essas análises estivessem certas, o paraíso na Terra seria um governo conduzido por Moro, com o Congresso fechado e todos os políticos na cadeia. Não acho que seria uma boa ideia. É evidente que são compreensíveis as razões por que Moro foi uma das personagens mais exaltadas nas manifestações. Ele surge como o símbolo da operação que tem revelado parte importante dos subterrâneos da República, expondo a céu aberto o esgoto em que o PT transformou o Estado brasileiro, sendo certo que o partido não inventou a corrupção nem é corrupto sozinho. Mas só ele ousou dar alcance teórico à bandalheira. Assim, é compreensível que o juiz represente uma espécie de outra face de "tudo o que está aí" e que até os políticos que se opõem ao PT sejam vistos com suspicácia por parcela considerável dos que foram às ruas. Ocorre que ele não é nem pode ser o outro lado da moeda. Que seu combate determinado à corrupção seja encarado como um norte moral, isso parece bom e desejável. Que sua figura seja usada aqui e ali, de modo solerte, pra desacreditar a política, aí, meus caros, definitivamente, não é um bom caminho.
Tarefa urgente
O país tem uma tarefa urgente: pôr fim ao desgoverno de Dilma Rousseff. Já escrevi aqui e reitero: trata-se apenas do primeiro passo. Mas não se começa a andar, por óbvio, sem ele. Ontem, assisti a uma breve entrevista de Afonso Florence (BA), líder do PT na Câmara. Mesmo sendo parte da tropa de choque de um governo que está no fim, exibia certo risinho de satisfação porque, afirmou, até políticos que convocaram o protesto teriam sido vaiados. Em primeiro lugar, a maior manifestação da história do país não foi convocada por políticos, mas por movimentos organizados da sociedade civil. Em segundo lugar, ainda que as coisas tivessem se passado como disse Florence, o repúdio a todos não pouparia, é evidente, ninguém — nem o PT. Infelizmente para ele, no entanto, a repulsa da esmagadora maioria da população é ao petismo, a Lula, sua principal liderança, e à presidente da República. A população brasileira, e isto é saudável, expressou, sim, seu apoio claro e inequívoco à Operação Lava Jato e reconhece nela um instrumento eficaz para punir larápios e, quem sabe, servir de instrumento didático a outros tantos que se aventurem pelo mesmo caminho. Mas que jamais se tire do horizonte a força motivadora que fez com que milhões saíssem de casa: os brasileiros não querem mais o PT no poder. Foi contra esse partido e seus métodos, eventualmente representados pela presidente Dilma, que milhões foram às ruas.
Meio eletrônico de medição de público contratado pelo MBL aponta: 1,4 milhão de pessoas na Avenida Paulista
Posted: 13 Mar 2016 08:01 PM PDT
Sistema trabalha com uma antena ligada a um computador para emitir um sinal de frequência que reconhece celulares que estejam com o Wi-Fi ligado. Essa ferramenta registra o IP do aparelho. Não é mágica nem chute: é ciência.
Por Reinaldo Azevedo - O Movimento Brasil Livre utilizou uma tecnologia de ponta chamada SmartLok, desenvolvida e cedida gratuitamente ao grupo pela startup israelense StoreSmarts. Ela serve para estimar a presença de público em concentrações. Trabalha com uma antena ligada a um computador para emitir um sinal de frequência que reconhece celulares que estejam com o Wi-Fi ligado. Essa ferramenta registra o IP do aparelho. Vários computadores com antenas foram empregados para abranger toda a Avenida Paulista e ruas adjacentes. Ao mesmo tempo, militantes do MBL entrevistaram grupos de pessoas para saber a proporção dos presentes que estavam com os aparelhos. Muito bem. Segundo esses dados, passaram pela Paulista 1,4 milhão de pessoas, numero que coincide com o da Polícia Militar.
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