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GOVERNO SARTORI, UM GOVERNO COMPLETAMENTE INCOMPETENTE, INÚTIL, SEM INICIATIVA
Roberto Jefferson elogia seu ex-advogado Luiz Francisco Correa Barbosa, anuncia que volta à política e à presidência do PTB, e volta chutando o balde
31 de Março de 2016 — Por que Dilma é ainda mais irresponsável do que Jango. Ou: Não lhes daremos nem poder nem sangue
Geração eólica já dá para abastecer população equivalente à do Sul
Depoimento da secretária esvazia valor de delações de cúpula da Odebrecht
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Morta estaria a Justiça se todos os ministros fossem como Barroso
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DEM convoca coronel da FNS que denunciou "falta de escrúpulos" de Dilma
Senadora Gleise Hoffman, do PT, é indiciada por propina de R$ 1 milhão que recebeu no Paraná
GOVERNO SARTORI, UM GOVERNO COMPLETAMENTE INCOMPETENTE, INÚTIL, SEM INICIATIVA
Posted: 31 Mar 2016 11:56 PM PDT
Até a metade deste ano, o governo do Rio Grande do Sul, de José Ivo Sartori (PMDB), atrasará um mês de salário. É que, agora, para pagar o salário de março, Sartori já está pegando quase todo o dinheiro que será arrecadado durante o mês de abril. Quando chegar à metade do ano, um mês já terá acavalado sobre o outro. Aí será atraso mesmo, e dos gigantescos. Isso gera um gigantesco prejuízo para os funcionários públicos, que pagam multas em todos os seus compromissos, no aluguel, no condomínio, na conta de luz, da água, da TV a cabo, dos impostos. Enfim, é um inferno. Já tem empresário morrendo por causa dos calotes nos pagamentos de Sartori, como aconteceu em Canoas. Sartori já é uma reedição de Zélia Cardoso de Melo, aquela ministra da Fazenda, do governo Collor, que bloqueou toda a poupança dos brasileiros. Muitos se mataram porque ficaram sem dinheiro. O governador gaúcho José Ivo Sartori é um caso clássico de político ignorante (no sentido lato da palavra) e turrão, daqueles que encosta em um moirão de cerca e garante: "Daqui ninguém me tira". Ele foi avisado (é verdade que por poucas pessoas, eu fui uma delas) que acreditar no aumento dos impostos como saída para a gigantesca crise das finanças públicas era uma tremenda imbecilidade, que isso não ia dar resultado. Bingo, não deu outra, Mas, o PMDB do Rio Grande do Sul, que já está em seu quarto governo desde a redemocratização, insiste em atribuir sempre a condução econômico-financeira do Estado do Rio Grande do Sul aos fiscais do ICMS da Secretaria da Fazenda. Esses caras são uns atrasados, limitados, que só entendem do Manual do ICMS e de aumento de alíquotas. O PMDB nunca foi capaz de apresentar um projeto de desenvolvimento para o Estado do Rio Grande do Sul, e muito menos ainda um plano de saneamento das finanças públicas. É um partido inútil, preguiçoso, que se limita a atender as reivindicações corporativas. Mas, agora a crise chegou mesmo, o déficit das contas públicas aumenta de maneira desordenada a cada mês, e vai chegar logo o momento em que não haverá dinheiro para nada. É evidente que chegou o momento para uma reformulação geral do Estado, com a aplicação de um vigoroso processo de desestatização e diminuição do aparelho público. Sabem quando o PMDB apresentará isso à sociedade gaúcha? Nunca, ao menos não enquanto o partido for dominado por essa nomenklatura geriátrica, atrasada, retrógrada. E todos os gaúchos seguirão pagamento com sofrimento inútil por isso. Mas, agora, Sartori corre o risco de acabar sofrendo um processo de impeachment. Se isto ocorrer, levará consigo uma enorme curriola de inúteis, a começar por marqueteiros que nada diferem daqueles da Bahia.
Roberto Jefferson elogia seu ex-advogado Luiz Francisco Correa Barbosa, anuncia que volta à política e à presidência do PTB, e volta chutando o balde
Posted: 31 Mar 2016 11:42 PM PDT
No último dia 28 de março, o ex-deputado federal Roberto Jefferson, denunciante do processo do Mensalão do PT, mensaleiro condenado e agora já totalmente livre de pena graças ao instituto de indulto presidencial, postou em Blog do Jefferson a seguinte nota: "O nosso Barbosa - Advogado de Roberto Jefferson no mensalão, Luiz Francisco Barbosa cobrou do procurador, Roberto Gurgel, que a compra da base aliada interessava em última instância ao presidente Lula. E pedia seu indiciamento, como prevê a lei. Hoje, procuradores da Lava-Jato defendem o que Barbosa defendia. Sua defesa na tribuna do STF é uma das mais eloquentes expressões de inteligência, cultura jurídica e coragem do advogado filho de Sapucaia do Sul. Uma antevisão do que os procuradores repetem hoje. A Justiça tarda, mas não falha, apesar de Lula ser "safo". Ainda durante o processo do Mensalão do PT, já na sua fase final no Supremo Tribunal Federal, Roberto Jefferson havia desautorizado o advogado Luiz Francisco Correa Barbosa quando este insistia na responsabilidade do poderoso chefão petista Lula. Isso levou Barbosa a se afastar da defesa de Roberto Jefferson. Agora vem a desculpa de Roberto Jefferson, em uma nota no seu blog que precedeu longa entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, na qual anuncia sua volta à política, reassumindo a presidência do PTB nacional, hoje em mãos de sua filha, a deputada federal Cristiane Brasil. Entre outras coisas, Roberto Jefferson diz na entrevista a seguir: "O bandido pelo qual eu mais torço é Eduardo Cunha"
- Como foram os primeiros dias depois do indulto?
Quarta-feira à noite o pessoal foi lá e tirou a tornezeleira. Quinta-feira de manhã cedinho peguei a moto e fui embora (para Levy Gasparian, cidade no interior do Estado). Fiquei tão tenso que a minha mão direita doía. Eu andava dentro do condomínio (onde mora, na Barra da Tijuca, zona oeste carioca), mas é diferente. Rodei 600 quilômetros só para matar a saudade do asfalto.
- O senhor vê paralelo do processo de impeachment da presidente Dilma e do ex-presidente Fernando Collor de Melo, que acompanhou de perto?
A questão moral é a mesma. O que motivo o impeachment do presidente Collor foi uma acusação de corrupção. O que motiva o impeachment contra a presidente Dilma e o PT é o sentimento de corrupção. Contra o Collor havia uma mobilização da empresa paulista, que havia sofrido a queda do monopólio, a indústria automobilística, que teve que abrir para ter uma competição com carros mais modernos. Havia uma grande contrariedade da Fiesp, da Febraban. Havia o ódio petista das derrotas sofridas, o ressentimento da elite do PSDB de São Paulo, que havia perdido a eleição para o Collor. Era mais conduzido partidariamente e mais ligado ao movimento econômico. Hoje a diferença, apesar da corrupção, é que é uma coisa da classe média, A, B, C, que foi para a rua espontaneamente. O povo quer fora PT, fora Lula, fora Dilma, o fim da corrupção. O impeachment do Collor foi mais político, nasceu dentro do Congresso Nacional. O impeachment que movimenta a sociedade contra a Dilma é judicial. Não é um impeachment com motor político. O herói é o juiz Sérgio Moro, os promotores do Paraná.
- Os defensores da presidente apontam golpe, no sentido de que a Constituição não está sendo respeitada. Como o senhor vê essa reação?
Eles querem fazer um paralelo com João Goulart (presidente deposto no golpe de 1964). Ali podemos dizer que foi um golpe, não uma revolução. Agora não há um movimento para derrubar o governo com uma ruptura constitucional. O impeachment é legal, é constitucional, tem o rito constitucional fiscalizado pelo Supremo Tribunal Federal. Não há golpe. Dilma não pode se comparar ao Jango. O impeachment da Dilma se compara ao do Collor.
- Quando o senhor, que fazia parte da "tropa de choque" do Collor, percebeu que o impeachment seria aprovado na Câmara?
Eu sempre achei que o Collor não sairia do impeachment, ele era muito mal visto. Era uma espécie de Dilma de saco roxo, como ele costumava dizer. A Dilma é autoritária, arrogante, o Collor era assim no passado. Ninguém gosta dela. Quando a pessoa vê a oportunidade de dar um pontapé, vai dar.
- Mas é preciso haver crime para haver impeachment. Há prova de crime?
Tem a pedalada fiscal, tem essa questão eleitoral, o esquema montado para financiamento da campanha. Aquele PC Farias era menino de procissão perto dessa turma do PT.
- O senhor acredita que a presidente Dilma e o ex-presidente Lula sabiam da forma como chegavam os recursos para as campanhas eleitorais?
À época do mensalão, eu não acreditava, eu achava que parava na Casa Civil. Eu tive a impressão de que o mentor intelectual do mal era o Zé Dirceu. Mas hoje, com as provas colhidas, com a abertura que a imprensa fez do material colhido, tenho absoluta certeza de que o Lula era senhor de tudo que havia no País.
- Existem provas disso?
Essas delações premiadas, o (ex-deputado) Pedro Corrêa dizendo isso, o senador Delcídio Amaral(ex-líder do governo no Senado) dizendo isso. Não tenho mais dúvida de que o Lula estava a par de tudo. Não aconteceu sem que o Lula soubesse. O Lula realmente sabia de toda essa corrupção e ele institucionalizou essa corrupção a partir dessa chefia do governo.
- Essa tese vale para o mensalão e para o petrolão?
Posso falar agora que vale para o mensalão. Naquela época eu não poderia falar. Vi outro dia o Pedro Corrêa dizendo que o financiamento do mensalão vinha do petróleo, uma das fontes do mensalão era o petróleo. Era muito dinheiro para ser apenas o Marcos Valério através de uma conta de publicidade.
- Quando o senhor deixou a prisão, em maio do ano passado, o senhor fez um gesto indicando que estava entalado com o petrolão, mas estava impedido de falar pelo STF. O que isso significa? O senhor conhecia a conexão entre o petrolão e o mensalão?
Não conhecia, não. Não imaginei que chegasse tão longe o processo de corrupção instituído pelo PT. Foi inusitado para mim.
- O senhor tinha conhecimento do esquema de corrupção na Petrobrás?
Eu não soube dessas coisas da Petrobrás naquela época. O que eu sei é que a Petrobrás sempre foi a empresa elite dos partidos mais poderosos. As estatais no Brasil são o braço financeiro das corporações sindicais e dos partidos. Quem financia partido político são as estatais. Vamos ter que repensar isso. Se queremos país moderno, vamos ter que fazer privatização, porque não vai permitir a concentração da corrupção. Um assalto de US$ 1 bilhão como o (da refinaria) de Pasadena você não ia escutar em lugar nenhum. Só na concentração de poderes que a Petrobrás tem. O Brasil vai ter que enfrentar a privatização. A estatal é a semente da corrupção no Brasil. Os partidos políticos disputam os cargos nas estatais para seu financiamento. No fragor dessas denúncias está Dona Dilma, pegando de volta as estatais do PMDB para distribuir no varejo para os deputados. Isso é corrupção. O que vão assaltar nos seis meses enquanto durar o processo de impeachment dela é uma loucura. Vai todo mundo querer fazer caixa, porque ela cai em seis meses. "Cobra 100% de comissão aí!" Tem que ser rapidinho, vai ser igual dinamite em caixa de banco.
- O PTB pleiteou alguma diretoria ou gerência importante na Petrobrás?
Nunca, nós éramos muito pequenos. O PTB teve a presidência da Eletronorte, a diretoria do IRB (Instituto de Resseguros do Brasil) e aquela diretoria dos Correios.
- E Furnas?
Uma diretoria nos foi oferecida pelo presidente Lula, para compensar a não transferência dos recursos nas eleições em que PT fechou acordo com PTB. O PTB fechou uma grande aliança com o PT nas capitais, a Marta (Suplicy) foi eleita com apoio do PTB em São Paulo. Eles ofereceram R$ 20 milhões para financiamento do PTB e deram R$ 4 milhões. Foram os R$ 4 milhões que o Marcos Valério levou. Como eles não cumpriram os R$ 16 milhões e no PTB ficamos com uma grave dívida e uma crise interna, o presidente Lula tentou montar para o PTB um caminho de financiamento para suprir esse gasto, a diretoria de Furnas (de Engenharia), onde estava o Dimas Toledo. Mas não se concretizou.
- O que aconteceu? Havia um esquema anterior?
Havia. Eu soube disso quando indicamos doutor Francisco Spirandel para ocupar o lugar do Dimas. Recebi contato do Zé Dirceu para que eu fosse conversar com ele na Casa Civil. Ele disse "em vez de trocar o Dimas, por que a gente não faz um acordo, você mantém o Dimas e ele passa a ajudar o PTB?" Eu disse "da minha parte, sem problema". Dimas foi à minha casa conversar, foi quando conheci o Dimas. Dimas disse "minha diretoria rende de apoio R$ 3 milhões por mês, mas eu tenho comprometidos R$ 1 milhão com o PT de Minas, R$ 1 milhão com o PT Nacional, dou R$ 600 mil a 12 deputados do PSDB, R$ 50 mil a cada um, eles apoiam de vez em quando o governo federal. E R$ 400 mil para a diretoria.
- E qual era a origem desse dinheiro?
Os contratos que ele gerenciava lá na Engenharia. Comissão da Engenharia. Então combinamos: a gente mantém o apoio ao PT de Minas, aos 12 deputados que ajudam nas votações mais importantes do governo do Lula e passa a dar R$ 1 milhão para financiar o PTB Nacional. Eu falei "da minha parte, perfeito". Estava fechado e marcamos encontro com o presidente Lula para comunicar que não precisava trocar o Dimas, que tinha esse acordo. Eu, Zé Dirceu, Walfrido dos Mares Guia, que era ministro do PTB, e o presidente Lula. Lula perguntou "quando esse cara de vocês, Spirandel, assume?" Eu disse que havia o acordo de convivência do PTB com o PT. (Lula disse) "Quero ouvir de você". E eu contei o que acabei de dizer para você. Lula disse "não estou de acordo, porque esse Dimas é o cara do Aécio, só faz propaganda para o governo de Minas, do Aécio, se vocês não trocarem eu vou trocar". Eu disse "então bota o Spirandel". Quando acabou a reunião, Zé Dirceu me interpela "você quis o boi com chifre e tudo, se você bate o pé, ele mantém o Dimas'. Eu disse "Zé, por que você não interveio?" Desci com Walfrido para a garagem, ele segurou meu braço e disse "você foi para o céu". Eu disse "acho que eu fui para o inferno, a reação do Zé Dirceu foi muito ruim". Uma semana depois veio a matéria da Veja (que exibiu gravação de um funcionário dos Correios cobrando propina e dizendo que falava em nome de Jefferson), que se assemelha à verdade, mas não é a verdade. Zé Dirceu montou com a Veja aquela matéria.
- E o movimento seguinte foi o senhor revelar o esquema do mensalão?
Tentaram segurar, disseram para eu deixar a presidência do PTB, iriam nomear um deputado ferrabrás, mas que faria um relatório final não me indiciando. Eu disse "não conta comigo não, entrei pela porta da frente e é de onde vou sair, mas prepara porque vai ter tiro daqui, vou pegar vocês, o que eu tenho vou botar para fora". Deu no que deu. Ali foi a origem de tudo, a origem desse momento que o Brasil vive hoje. Eu te confesso que até aquele momento eu achava que o PT, que o Lula, tinham ética. Um partido igrejeiro, quase de batina, de barba preta e sotaina, nascido do útero da Igreja.
- Quem eram os 12 deputados do PSDB que recebiam propina de Furnas?
Não sei, não perguntei. Devem ter ajustado um grupo de 12 deputados federais que, naquelas votações mais importantes, votava com o governo.
- O senhor foi indiciado pela Polícia Civil do Rio por corrupção e lavagem de dinheiro relacionado a Furnas. Como vai responder?
Pedi ao Ministério Público para me ouvir. Uma delegada pediu meu indiciamento indireto sem me ouvir. Não me furto a nada. Ela disse que eu confessei. Nós não recebemos. Eu pensei que a lei punisse só fato consumado. Nunca vi a lei punir intenção. O PTB nunca recebeu nenhum recurso de Furnas, do Dimas Toledo, ele não chegou a operar para ajudar do PTB. Vou esclarecer. Faz parte da vida. Eu tive que me eviscerar para dar essa partida, para tirar a máscara da face do PT, botar o rei nu. E a evisceração provoca esse tipo de julgamento açodado. "Esse cara é Judas, vamos malhar". Eu tenho que compreender.
- Como petrolão e mensalão se conectavam?
Hoje eu leio o petrolão como fonte de financiamento do mensalão. Um dos graves problemas do PT foi o financiamento dos partidos políticos. Hoje pode fazer PMB, PSD, P não sei o quê…tem 40 partidos. Quando o PT encontra resistência em uma direção partidária, dissolve aquele partido, pega um grupo, faz outro partido. Quem se manteve firme e não se fragmentou foi o PMDB. Quando o PMDB viu que o PT estava tentando esfacelar o partido, criando esse PSD com o ex-prefeito de São Paulo (Gilberto Kassab) começou ali a reação. Eduardo Cunha vem reagindo a partir dali. Essa janela que abriram agora (que permitiu troca de partido) é mensalão de novo. Os caras que se aproximavam para conversar pediam luvas de R$ 1 milhão, R$ 600 mil e mensalão de R$ 30 mil, R$ 40 mil, R$ 50 mil por mês. É a mesma coisa do mensalão. Aconteceu tem dez dias. O PTB foi assediado.
- Por quem?
Teve gente que me procurou (para ir para o PTB). "Preciso de R$ 1 milhão". Eu disse "aqui no PTB não se paga mensalão para ninguém". Eram deputados de outra legenda que vinham com essa conversa para passar para o PTB. Perdemos alguns deputados e sei que cantaram na orelha deles essa conversa. Quem patrocina? O PT, o governo. Não vou citar ninguém. Está na raiz do PT a corrupção. Pelo que vejo, (o dinheiro que abastecia o mensalão) vinha de vários lugares. As estatais estão sempre na corrupção e as para estatais, que são as empreiteiras. Não tenho pena da Odebrecht, tinha que fechar. Dá chance às pequenas que estão começando no Brasil. Não pode importar uma empresa de fora. Que conversa é essa de 'o petróleo é nosso, a ponte é nossa'. Quem vier para cá vai ter que contratar a mão de obra aqui.
- Por que o PTB não tinha espaço na Petrobrás?
Tinha um senador do PTB, não em acordo de partido, que mandava na BR, nessas cooptações que o PT fez no Senado, no varejo. Mas o PTB nunca esteve em direção de qualquer empresa desse porte. Não sou santo nem quero fingir que sou. Mas eu sempre tive limites, nunca passei da linha amarela. Quando sentava um empreiteiro na minha frente, levado, vamos dizer, pelo presidente da Eletronorte. Eu dizia "leve em consideração três coisas para ajudar o PTB: primeiro, o interesse da empresa estatal; segundo, o interesse da sua empresa; terceiro o que você puder dar". Sempre a conversa foi confortável. "Naquela época tinha caixa 2. Hoje não existe mais. Ele perguntava "como o senhor quer receber?" Eu dizia "como você quiser dar ao PTB, por dentro, por fora". As coisas eram tratadas dessa maneira.
- Por que o senador e ex-presidente Fernando Collor deixou o PTB?
Porque não está conformado, porque a direção nacional do partido se posiciona pelo impeachment. Ele pediu um pouco de moderação, achava que a Cristiane (Brasil, filha de Jefferson, deputada federal e presidente nacional do PTB) estava sendo muito dura com a presidente Dilma, com o presidente Lula. Eu falei: "ela não vai mudar o discurso e eu não vou pedir a ela para mudar". Essa foi a principal razão. Eu aproveitei e cobrei que ele organizasse o PTB em Alagoas. Só ele tem se elegido. Tem que fazer vereador, prefeito. Fomos cordiais um com o outro. Realmente a Cristiane tem que moderar um pouquinho.
- Acredita que haverá condenações e prisões no petrolão como houve no mensalão?
Penso que o Lula não vai escapar. O mensalão parou na antessala dele, na Casa Civil. Mas o petrolão entrou dentro do Palácio (do Planalto). Ou esse (Marcelo) Odebrecht fala ou vai levar 30 anos na cadeia. Marcos Valério levou uma martelada de 40 anos. O processo do petrolão é diferente do mensalão. O mensalão surgiu do embate político, de uma denúncia que eu fiz. No petrolão não tem nem voz da oposição. A oposição está em silêncio porque muito dos seus estão comprometidos, tem muita gente da oposição enroscada nas empreiteiras.
- Já houve um comentário de que o senador Delcídio Amaral seria um novo Roberto Jefferson, por causa da delação premiada que ele fez. O que o senhor acha?
Vejo com bons olhos, apesar de eu não ter feito delação premiada. Nem pleiteei isso. Arquei com as consequências das minhas atitudes. Eu fiz uma luta política. O juiz perguntou se eu queria fazer e eu disse que delação premiada é conversa de canalha. Hoje tenho até outra visão disso. Penso que Delcídio fez uma bela contribuição. O gesto dele de tentativa de obstrução à Justiça foi menos grave que o ministro (Aloizo) Mercadante. Mas houve dois pesos e duas medidas. Delcídio foi preso, e Mercadante sequer foi incomodado.
- Por que o senhor mudou de opinião em relação às delações?
A Lava Jato não teria avançado (se não fossem as delações). Eu fui condenado até mais que o Genoino (José Genoino, ex-presidente do PT), que assinava as promissórias do PT e dizia que assinou sem ver. Isso é conversa de petista. "O sítio é do meu amigo, o apartamento é do meu amigo, o barquinho é do meu amigo." Isso é conversa de petista. O que eu fiz eu assumi. Mas não me abati, nunca reclamei, respeitei a decisão, cumpri a decisão. Se tivesse que fazer, fazia tudo de novo. É o preço que eu tive que pagar pelas atitudes que cometi. Hoje eu não repetiria essas atitudes.
- O que o senhor não repetiria?
Não faria parceria com o PT. O PT não dá, quer se aboletar no poder, quer transformar o País em uma ditadura comunista, socialista. Isso eu repilo, tenho pavor, acho um atraso.
- O senhor vai voltar para a política?
Para a política eleitoral, talvez não. Lá em casa já tem deputada federal. Prefiro presidir o partido. Depois do indulto, está uma pressão para que eu reassuma. Minha filha quer me reconduzir à presidência do PTB. Preciso chegar agora, tanto para ajustar minha biografia, como para participar desse movimento que é um ponto final da corrupção institucionalizada.
- Como o senhor vai orientar o PTB? O partido está dividido em relação ao impeachment?
Você vai ter uma surpresa. Divisão é meio a meio. São 19 deputados, eu penso que no máximo o PTB dará dois votos a Dilma.
- E o relator do processo, deputado Jovair Arantes, que é do PTB?
O relator vai acompanhar o sentimento da maioria da comissão (do impeachment). Penso que o Jovair não fará um relatório ofensivo à presidente. Ele vai se basear tecnicamente. Não é o que ele está me dizendo, é minha maneira de ver. Jovair é hábil e equilibrado. Relator tem que ouvir todos, tirar a média ponderada. Se ele se expressar pelo impeachment, não será com uma linguagem panfletária, ofendendo a presidente, a memória, o currículo da presidente. As pessoas vão se surpreender com o relatório do Jovair.
- Na Comissão do Impeachment, como está o peso de deputados a favor e contra?
Acho que dá dois terços a favor do impeachment. No plenário, penso que Dilma não chegará a 150 votos.
- Se houver impeachment, qual será a posição do PTB em um possível governo de Michel Temer?
Michel não pode errar, tem que ter um ministério acima do bem e do mal, de gente capaz, qualificada. Não pode ter suspeita. Vai ter que ser um governo tipo Itamar Franco. Temer tem que fugir dos que vão com goela aberta. Minha sugestão para preenchimento de vagas em estatal é chamar uma comissão do Ministério Público. Senado não adianta, porque é o senador que indica.
- O PTB vai fazer parte do governo?
O PTB não é de gente oferecida. Queremos uma pauta moderna, de privatização. Acho que Temer tem que ser estadista, tem que levar esse governo com cautela, apresentar emenda do fim da reeleição com mandato de cinco anos.
- O deputado Eduardo Cunha tem legitimidade para presidir a Câmara no momento em que está em curso o processo de impeachment?
Tem legitimidade, sim. Ele responde a vários inquéritos, tem que ter cuidado. Minha preocupação é que a prisão humilha muito as pessoas. Para ele a situação vai complicar. Vai levantar de manhã cedo… chinelo de dedo, bermuda azul, camiseta branca. Está lá no coletivo dos presos, aquele cheiro de gente doente, com tuberculose, com Aids. Banheiro com cheiro terrível, banho frio. De manhã cedo, todo mundo em fila. "Senhor Roberto Jefferson!" "Presente, senhor." Cabeça baixa, mão para trás. De noite, o "confere", aquela averiguação que se faz. É duro. Dinheiro contadinho, R$ 100,00 por semana para comprar na cantina. E quem tem R$ 100,00 tem que comprar para todo mundo. Se furar a bola, tem que dar uma bola nova. Tem que aturar isso. Limpar privada, varrer o chão. O que me preocupa são as filhas e a esposa, mulheres bonitas, cheirosas, entram lá naquele meio, vão ser assediadas. Vão acordar (na prisão) com aquelas mulheres deitadas na cama, vão apanhar na cara, vão denunciar, vão apanhar de novo. O cara vai ter que aturar isso. O ambiente prisional é muito duro, muito triste, muito pesado. O cara não pode expor a esposa, a filha. Não ataca a Justiça, não ataca o Ministério Público, o Judiciário. Respeita. O cara tem 20 contas no Exterior, nunca declarou. Gastos milionários em cartão de crédito. Traz para si, tira a esposa e a filha. Ele não pode permitir a filha e a esposa passarem por isso. É a preocupação que eu tenho. As coisas são muito evidentes.
- É possível Cunha responder aos inquéritos e continuar no comando da Câmara?
É, ele que tem que conduzir (o processo do impeachment). Ele está lá (na presidência da Câmara). Ele foi o adversário mais à altura do Lula. Lula nunca esperou encontrar um bandido da mesma qualidade moral, intelectual que ele. O bandido pelo qual eu mais torço é o Eduardo Cunha. Vai puxar a barba do Rasputin. Gelado, frio, equilibrado. O Lula, o PT e esse Foro de São Paulo (conferência de partidos de esquerda latino americanos) são bandidos da laia do Eduardo Cunha, topam tudo. Como Deus faz as coisas. Botou um cara ali que qualquer jogo ele joga, qualquer parada ele topa e sabe onde aperta o calo do outro bandido. Pega o outro bandido na esquina. Dudu é o bandido que eu mais gosto, o vilão que eu torço por ele, o vilão da minha novela. E estou doido para ele puxar a barba do Rasputin.
- O senhor viu as mudanças que aconteceram no Conselho de Ética e atrasaram o processo contra o presidente da Câmara?
Tenho horror ao Conselho de Ética. Conselho de Ética e CPI são coletivos de donzelas furadas. Sabe o que é? Uma vez fui ao mercado de Salvador e o menino dizia "donzela furada, três por cinco reais". É uma rosquinha de polvilho, que aqui a gente trata de mentirinha. Aquela comissão de ética e as CPIs são impregnadas de donzelas furadas, tudo mentirinha. Todo mundo rabudo querendo pisar no rabo do outro para se lavar. Tenho aversão.
31 de Março de 2016 — Por que Dilma é ainda mais irresponsável do que Jango. Ou: Não lhes daremos nem poder nem sangue
Posted: 31 Mar 2016 05:07 PM PDT
PS: entendo que, mais uma vez, Dilma incorreu em crime de responsabilidade ao usar o Palácio do Planalto para insuflar a luta de brasileiros contra brasileiros
Por Reinaldo Azevedo - A presidente Dilma Rousseff recebeu sedizentes artistas e intelectuais nesta quinta, que foram lá se manifestar contra o impeachment. E voltou a se comportar com extrema irresponsabilidade e a dizer sandices, especialmente quando se referiu ao golpe militar de 1964, desfechado no dia 31 de março, há 52 anos!!! Na verdade, aconteceu no dia 1º de abril, mas nem entro nisso agora. Nota à margem: por que escrevo "sedizentes artistas"? Porque artistas eles se dizem. Mas alguém indagaria: "E não são?" Notem: quando se expressam sobre uma questão política, não! Ninguém é "artista" porque é a favor ou contra partidos e grupos. Os artistas só o são no âmbito de sua arte. Ou seria necessário supor que também se pode fazer uma cirurgia ou uma ponte segundo princípios petista, tucanos ou peemedebistas — refiro-me à técnica, claro!, já que o jeito petista de fazer pontes no que diz respeito ao dinheiro público é conhecido. Mais: quando alguém apela a essa condição para opinar, está partindo do pressuposto de que sua especialidade ou sua popularidade o colocam acima do cidadão comum. É vergonhoso. Adiante. Dilma, mais uma vez, deitou falação e voltou a investir na crispação do ambiente político. Repetiu que um processo de impeachment sem base legal — como se não houvesse — é golpe. Não se contentou: "Se. em 1964. chamaram o golpe de revolução, agora chamam um processo sem base legal de impeachment." E voltou a comparar os petistas aos judeus e seus adversários ao nazismo. Bem, essa questão em particular é de tal sorte delinquente que me nego a voltar ao assunto. Já escrevi a respeito. Quero falar sobre o 31 de março.
Por que Dilma é mais irresponsável do que Jango
As esquerdas escolheram o 31 de março para se manifestar para associar o processo de impeachment ao golpe militar. Como vimos, a própria presidente-fantoche resolveu investir na comparação. De fato, há algumas semelhanças, mas não aquelas que a presidente aponta. A exemplo de Goulart, Dilma também resolveu transformar o Palácio do Planalto numa espécie de bunker de resistência, abrigando nas dependências oficiais a retórica incendiária. Nesse particular sentido, repete os passos de Goulart. Também ela investe na exacerbação dos conflitos, em vez de falar em nome do entendimento. Também ela resolveu se cercar de fanáticos que se dizem dispostos a tudo para defendê-la. Também ela investe numa forma particular de desinstitucionalização ao atribuir a um investigado sem cargo oficial tarefa que são do governo. Refiro-me, obviamente, a Lula. Mas Dilma é ainda mais irresponsável do que o presidente deposto em 1964. Naquele caso, havia, de fato, uma urdidura golpista. E de todos os lados, é bom que se diga. Quem quer que tenha vivido a época sabe e sabem-no os historiadores: era certo que um golpe viria; só não se tinha claro quem iria liderar. Ou seriam os militares anti-Jango, ou seria o próprio Jango. O resultado é conhecido. Onde estão as armas? Hoje em dia, cumpre indagar: onde estão as armas? Golpe que aplica a Constituição e a lei é apenas exercício do estado de direito, e, pois, golpe não pode ser. Os militares estão distantes da política. E assim permanecerão. A solução, qualquer que seja ela, será dada pela sociedade civil. Ao afirmar a existência de um golpe, Dilma sataniza forças políticas legítimas e busca atribuir-lhes um crime que não cometeram. Ao contrário: o único ente criminoso nesse enredo é o governo. Ou para ser específico, já que o crime de responsabilidade é pessoal: Dilma é a criminosa da história. Também em 1964, é bom que fique claro, organizações de esquerda prometiam resistência armada caso o golpe partisse do outro lado. Cinquenta e dois anos depois, suas sucedâneas exercitam a mesma retórica. Ocorre que, desta vez, o "outro lado" são os 82% dos brasileiros que desaprovam o jeito Dilma de governar e querem o impeachment. Impeachment que pode advir não porque a esmagadora maioria não gosta da presidente, mas porque ela cometeu crime de responsabilidade. O PT está dizendo: ou a gente ou sangue! E as pessoas decentes têm de responder: nem vocês nem sangue.
PS: Entendo que, mais uma vez, Dilma incorreu em crime de responsabilidade ao usar o Palácio do Planalto para insuflar a luta de brasileiros contra brasileiros.
Geração eólica já dá para abastecer população equivalente à do Sul
Posted: 31 Mar 2016 04:58 PM PDT
A energia eólica, que vem ganhando representatividade no país, bateu um novo recorde em 2015. Pela primeira vez, mais de cem usinas ficaram prontas no período de um ano: ao todo, foram 111 novos empreendimentos, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). A geração das 349 usinas eólicas no país foi 74,8% maior do que em 2014, chegando 21,37 terawatts-hora (TWh), o suficiente para abastecer 11 milhões de residências, ou 33 milhões de habitantes. É o equivalente à população da Região Sul, ou duas vezes o Estado de Minas Gerais.
Depoimento da secretária esvazia valor de delações de cúpula da Odebrecht
Posted: 31 Mar 2016 04:53 PM PDT
Uma das razões que levaram a força-tarefa da Lava-Jato a endurecer as negociações para firmar acordo de delação premiada com Marcelo Odebrecht e demais executivos do grupo condenados é o alto valor atribuído à delação da secretária Maria Lúcia Tavares. Reportagem da Folha de S.Paulo desta quinta-feira mostra desdobramentos da colaboração de Maria Lúcia, com indícios de pagamento em dinheiro pela empresa do marqueteiro João Santana a fornecedores da campanha de Dilma Rousseff em 2014 a partir de dinheiro de caixa dois repassado pela Odebrecht. Investidores da operação dizem que Maria Lúcia forneceu a chave para decifrar desde mensagens cifradas de e-mails e celulares de Marcelo Odebrecht até as complicadas planilhas de pagamentos de propinas, passando pela engenharia financeira da empresa no Exterior. Diante de tal "ouro", dizem os membros da força-tarefa, não há pressa para ouvir o que a cúpula da empresa tem a dizer. Terá de ser algo que avance muito em relação às muitas provas que a operação já reuniu para que justifique uma redução de pena para Marcelo e diretores. Integrantes das investigações ironizam a "arrogância" da Odebrecht, que achou que tinha blindado as contas no Exterior e garantiria a estratégia de não fazer delação ao manter os executivos sob a mesma linha de defesa. Só se esqueceram de blindar a secretária, brincam os investigadores.
Bélgica aprova extradição do terrorista Salah Abdeslam, peça-chave dos atentados de Paris
Posted: 31 Mar 2016 03:54 PM PDT
A Bélgica aprovou nesta quinta-feira a extradição para a França de Salah Abdeslam, peça-chave dos atentados de 13 de novembro em Paris. "Salah Abdeslam declarou que estava de acordo em ser extraditado para a França, por isso um magistrado tomou formalmente seu depoimento (nesta quinta-feira). A transferência é possível", indicou o Ministério Público em um comunicado. "As autoridades belgas e francesas decidirão as modalidades dessa entrega", acrescentou o órgão. O prazo legal para realizar a transferência é de dez dias. Abdeslam, o homem mais procurado da Europa desde os atentados de Paris, foi detido em 18 de março em uma operação apresentada como um êxito das autoridades belgas na luta antiterrorista, poucos dias antes dos atentados em Bruxelas. As polícias francesa e belga perderam o rastro de Abdeslam um dia após os ataques de Paris. Durante quatro meses, Abdeslam, cujo irmão Brahim detonou seus explosivos nas ruas de Paris, se escondeu em Bruxelas. De acordo com o procurador de Paris, François Molins, Salah Abdeslam teve "um papel central na formação dos comandos de 13 de novembro", participando "da chegada de certa quantidade de terroristas à Europa" e na "preparação logística desses atentados". Para Molins, em suas primeiras declarações aos investigadores, Abdeslam tentou minimizar seu papel. Também disse que "queria detonar seus explosivos no Stade de France", antes de mudar de opinião. Os investigadores acreditam que o terrorista planejava um atentado no distrito 18 de Paris, que nunca ocorreu mas que aparece mencionado na reivindicação do grupo jihadista Estado Islâmico (EI). Abdelsam esteve em contato com ao menos dois dos suicidas dos atentados de Bruxelas: Khalid El Bakraoui, que alugou um apartamento em Bruxelas, onde foram encontradas impressões digitais de Abdeslam, e detonou seus explosivos no metrô, e Najim Laachraoui, um dos suicidas do aeroporto, de quem também se suspeita que tenha fabricado as bombas para os ataques de Paris. A polícia belga continua buscando um ou vários suspeitos dos atentados em Bruxelas, em especial o "homem do chapéu" que as câmeras de segurança do aeroporto gravaram no dia dos atentados junto a dois dos suicidas e que deixou no local uma carga explosiva que não foi detonada. Nesta quinta-feira, as vítimas dos atentados começaram a ser enterradas. A ministra de Saúde Pública da Bélgica, Maggie De Block, informou em comunicado que até 80 vítimas do duplo atentado terrorista permanecem hospitalizadas. Quarenta e uma ainda estão na unidade de terapia intensiva. Nos centros especializados para queimaduras há 28 pacientes. "Os profissionais aplicam o melhor atendimento médico possível para ajudar esses pacientes a se recuperarem o mais rápido possível, mas, levando em conta a gravidade dos ferimentos, a recuperação de alguns pode demorar", afirmou a ministra.
Fiesp aponta queda da atividade da indústria paulista de 1,7% em fevereiro
Posted: 31 Mar 2016 02:59 PM PDT
A atividade da indústria paulista recuou 1,7% em fevereiro em relação a janeiro, após os ajustes sazonais, segundo a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Na comparação com fevereiro de 2015, o recuo é de 10,7%. A queda de 2,7% nas horas trabalhadas na produção foi a principal contribuição negativa para a queda do indicador na comparação mensal. O nível de utilização da capacidade instalada caiu 1,2 ponto percentual, para 72,9% e o total de vendas reais aumentou 1,5% no mês passado. A queda é de 11% no primeiro bimestre do ano e de 7,3% no acumulado em 12 meses até fevereiro. A perspectiva é de contínua queda no desempenho da atividade econômica, com recuo de 5,3% no ano, segundo a Fiesp. No entanto, o responsável pelo levantamento avalia que a estimativa pode piorar. "Quando se está no meio de uma crise da dimensão desta em que estamos, ninguém sabe o que vai acontecer", diz Paulo Francini, diretor titular do Depecon (Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp).
Banco Central refaz contas obrigado pelo Tribunal de Contas da União
Posted: 31 Mar 2016 02:56 PM PDT
O Banco Central, obrigado pelo Tribunal de Contas da União, está refazendo a série histórica dos resultados primário e nominal do setor público sem as pedaladas fiscais. Em 2013, sem as pedaladas, o superávit primário teria sido 14,6 bilhões de reais menor; em 2014, o déficit teria sido 12,8 bilhões maior. Isso é a comprovação absoluta de que foram cometidos crimes fiscais pelo governo da petista Dilma, falseando e fraudando a contabilidade, para apresentar ao povo resultados que não eram corretos, e para esconder o endividamento criminoso, sem amparo legal, e assim continuar a gastança oficial com objetivos eleitorais.
José Dirceu alega "dor de cabeça lancinante" e pede a Moro internação para exames médicos
Posted: 31 Mar 2016 02:46 PM PDT
Preso desde agosto de 2015 na Operação Lava Jato, o ex-ministro da Casa Civil do governo do poderoso chefão Lula, o bandido petista mensaleiro José Dirceu solicitou nesta quinta-feira ao juiz Sergio Moro, que conduz os processos da Lava Jato em primeira instância em Curitiba, permissão para ir até o hospital Santa Cruz, na capital paranaense, e lá ser submetido a exames médicos. A defesa de José Dirceu alega que o ex-ministro, preso no Complexo Médico-Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, tem sofrido há mais de 20 dias com uma dor de cabeça "intermitente, lancinante e sem fator de melhora ou piora", conforme atestado médico anexado à petição pelos advogados do petista. De acordo com o documento, assinado pelo médico de José Dirceu, Job José da Natividade Neto, não é possível "descartar a possibilidade de hematoma extra axial", um tipo de lesão intracraniana. Além das dores de cabeça "lancinantes", o bandido petista mensaleiro José Dirceu tem hipertensão arterial de difícil controle, hipercolesterolemia (aumento de colesterol no sangue) e distúrbio de ansiedade. O ex-ministro da Casa Civil tem sido medicado com substâncias controladas e recentemente foi examinado por Natividade Neto na cadeia. Apesar do pedido encaminhado hoje, a família de José Dirceu ainda não tem uma data para a internação. Segundo a petição encaminhada a Moro, "os familiares do peticionário estão tentando agendar, juntamente com a seguradora de saúde, uma data no Hospital Santa Cruz, nesta Capital, a fim de que sejam realizados todos os exames necessários ao bom estado de saúde de José Dirceu". Réu pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, José Dirceu atuava em um dos núcleos do esquema de corrupção na Petrobras para arrecadar propina de empreiteiras por meio de contratos simulados de consultoria com a empresa dele, a JD Consultoria e Assessoria. Os indícios nas investigações apontam que o petista recebeu 11,8 milhões de reais em dinheiro sujo, tendo lavado parte dos recursos não só em serviços fictícios de consultoria, mas também na compra e reforma de imóveis para familiares e na simulação de aluguéis de jatinhos. De acordo com as investigações, o esquema do ex-chefe da Casa Civil na Lava Jato movimentou cerca de 60 milhões de reais em corrupção e 64 milhões de reais em lavagem de dinheiro. Ao todo, o Ministério Público calcula que houve 129 atos de corrupção ativa e 31 atos de corrupção passiva entre 2004 e 2011, além de 684 atos de lavagem de dinheiro entre 2005 e 2014.
Dilma indica ex-senador condenado na Justiça para diretoria de agência reguladora
Posted: 31 Mar 2016 02:41 PM PDT
A presidente Dilma Rousseff indicou nesta quinta-feira o ex-senador Luiz Otávio de Oliveira Campos para o cargo de diretor-geral da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq). A indicação, publicada hoje no Diário Oficial da União, representa um agrado ao senador Jader Barbalho (PMDB-PA), de quem Campos é apadrinhado. Aliado do governo Dilma, Barbalho foi contrário ao desembarque do partido da base de sustentação de Dilma sacramentada em reunião relâmpago na terça-feira. Luiz Otávio Campos é atualmente secretário executivo da Secretaria de Portos, que é comandada por Helder Barbalho, filho de Jader. Para Campos assumir definitivamente o posto, que está vago há cerca de um mês, seu nome ainda precisa ser apreciado pela Comissão de Infraestrutura do Senado e pelo plenário da Casa, onde será sabatinado. Apesar da atuação na Secretaria de Portos, o que mais chama a atenção no histórico de Campos vem dos registros na Justiça: em 2012, ele foi condenado pela Justiça Federal do Pará por suspeitas de desvio de recursos públicos da ordem de 12 milhões de reais, em valores corrigidos para os dias atuais. O caso investigado pelo Ministério Público Federal remete ao ano de 1992, quando Campos era coordenador do Grupo Rodomar. Segundo a denúncia da procuradoria, a empresa conseguiu um financiamento do BNDES, no Banco do Brasil, para construir treze balsas para o Estaleiros Bacia Amazônica (Ebal). O problema é que as embarcações nunca foram construídas e o dinheiro foi embolsado para pagar dívidas da companhia. O esquema teria contado com a participação de funcionários da Ebal e do Banco do Brasil, que também receberam uma porcentagem das fraudes. De acordo com as investigações, para driblar a fiscalização, os envolvidos chegaram ao ponto de mostrar aos fiscais balsas velhas pintadas como se fossem novas. Luiz Otávio Campos foi apontado como um dos chefes do esquema. Funcionários da Rodomar, que eram réus também no processo, relataram, em depoimento, que cometeram as irregularidades a mando do ex-senador. Segundo inquérito, foi Campos quem assinou as 13 escrituras públicas de construção, compra e venda das balsas, cuja "falsidade ele conhecia". Campos foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado e a pagamento de multa. Em 2013, enquanto recorria da sentença em liberdade, a punição prescreveu e ele nunca chegou a pisar em uma penitenciária. Formado em administração de empresas, Luiz Otávio Campos teve uma extensa carreira na política. Passou por quatro partidos - PFL, PPB (agora PP), PSDB e PMDB - e foi vereador por Belém (1992 a 1994), deputado estadual (1994 a 1998), senador (1999 a 2007) e deputado federal (2011 a 2015). Ele também presidiu o sindicato das Empresas de Navegação do Pará e foi vice-presidente da Federação Nacional das Empresas de Navegação Marítima, Fluvial, Lacustre e de Tráfego Portuário. Enquanto era senador, chegou a ser indicado pelo Senado para ser ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), responsável por avaliar as contas do governo, mas o plenário da Câmara dos Deputados rejeitou a indicação justamente por causa do inquérito conduzido pelo Ministério Público Federal. Para a presidente Dilma, o fato não parece relevante.
Ministro Edinho, citado no Petrolão, faz ameaça velada sobre "risco de aparecer cadáver"
Posted: 31 Mar 2016 02:15 PM PDT
O ministro Edinho Silva (Comunicação), que é citado no escândalo do Petrolão, voltou a criticar nesta quinta-feira (31) o clima de intolerância no País e defendeu que as forças políticas sentem para conversar. Segundo o ministro, as forças políticas deveriam evitar com que o clima de radicalização aumente no País, caso contrário haveria um risco de aparecer um "cadáver". "Nós vamos baixar o tom ou vamos esperar o primeiro cadáver?", questionou o ministro em conversa com um grupo de jornalistas logo após a cerimônia da presidente Dilma Rousseff com artistas. Diante da insistência de jornalistas para que explicasse melhor o que estava querendo transmitir, ele afirmou: "Vamos fazer isto (buscar uma negociação) ou vamos esperar o primeiro cadáver?". Segundo ele, se algo não for feito há o risco de isto ocorrer. É ameaça pura, incontestável, o PT ameaçando os opositores com mortes caso não parem de contraditar o governo e exigir o impeachment de Dilma. Não há outra interpretação.
Agravamento da crise fiscal forçará entendimento político, diz ministro
Posted: 31 Mar 2016 02:07 PM PDT
O agravamento da crise fiscal forçará os partidos a um entendimento para que sejam feitos os ajustes necessários, disse nesta quinta-feira (31) em Washington o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro. Segundo ele, a perda tributária é "dramática" – em fevereiro a receita total do governo caiu 11,4% em relação ao mesmo período de 2015. Diante da dificuldades políticas do governo em aprovar medidas para reequilibrar suas contas, o ministro diz que cria-se um "paradoxo". "O agravamento desse quadro fiscal vai necessariamente produzir um entendimento mínimo sobre as saídas [da crise], sob pena de colocarmos o próprio financiamento público em risco em áreas que são essenciais", disse Monteiro: "O problema não é só do governo". Nesta quarta-feira (30), o ministro participou na capital americana de reunião da Comissão Econômica Brasil-EUA e de um encontro com empresários brasileiros e americanos. Estiveram presentes representantes de grandes empresas dos EUA, como Amazon, GE, Procter&Gamble, WallMart e Catterpilar. Apesar da crise, o ministro disse que os empresários consideram as investigações da Lava Jato um sinal positivo sobre "o ambiente institucional" no Brasil. Segundo ele, não há risco de essas empresas "se desinteressarem" pelo Brasil. No setor privado americano, afirmou Monteiro, predomina a visão de que as instituições do Brasil estão sendo submetidas a uma espécie de "teste de estresse", e que o País vai passar por ele. Na avaliação do ministro, não há "requisitos minimamente compatíveis com a Constituição" que justifiquem o impeachment da presidente Dilma Rousseff. "Vamos ao final garantir que a saída da crise se dará sem ruptura e, na minha avaliação, com a manutenção e o respeito ao mandato da presidente, que foi legitimamente conquistado", disse Monteiro.
Para Renan, reunião de desembarque do PMDB foi 'precipitada'
Posted: 31 Mar 2016 02:02 PM PDT
Considerado pelo Palácio do Planalto o último bastião da governabilidade no Congresso, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta quinta-feira (31) que a decisão de seu partido de abandonar a base governista, confirmada por aclamação em reunião na terça-feira (29), foi "precipitada" e não representa "um movimento consistente". "O PMDB demonstrou uma férrea unidade na convenção quando elegeu Michel Temer em chapa única, de modo que mostrou que pode construir a unidade na adversidade. Agora é evidente que a reunião do Diretório precipita posições de partidos, do próprio governo, o que significa dizer em bom português que talvez não tenha sido um movimento consistente". Ao avaliar a antecipação da reunião do diretório nacional – na convenção nacional do partido, ficou acertado que esse encontro seria somente em 12 de abril– Renan falou em "precipitação" e descreveu uma série de desencontros dentro do PMDB a partir da ocasião. "Essa reunião do PMDB sem dúvida foi uma reunião precipitada, porque havia um acordo na convenção partidária, que elegeu a chapa única, que as moções seriam apreciadas apenas pelo diretório e não naquela convenção. Aquela convenção, era o acordo, elegeria a chapa única que tinha como presidente do partido, o presidente Michel Temer, com a participação das demais correntes partidárias. A convenção surpreendeu a muitos votando a moção e como consequência de votação da moção realizou a reunião do Diretório Nacional para definir com relação ao afastamento do governo".
Questionado sobre qual será a postura do PMDB caso a presidente Dilma Rousseff consiga os votos necessários para se manter no cargo, Renan colocou o PMDB como pilar da governabilidade e disse não acreditar que o partido migre para a oposição. "Eu não acredito que o PMDB, seja qual for o cenário, vá liderar uma corrente de oposição no parlamento. A maioria parlamentar está tão difícil e dela será mais difícil se se ausentar o PMDB".
Maioria do Supremo vota pelo envio de investigações sobre Lula para o STF
Posted: 31 Mar 2016 01:53 PM PDT
O Supremo Tribunal Federal manteve, por 8 votos a 2, em sessão nesta quinta-feira (31), a decisão provisória do ministro Teori Zavascki que mandou o juiz Sergio Moro enviar todas as investigações envolvendo o ex-presidente Lula na Operação Lava Jato para o tribunal, porque alcançaram autoridades com foro privilegiado. Relator da Lava Jato no STF, Teori afirmou que "eventuais excessos bem intencionados" podem colocar em risco a validade de investigações, em recado indireto a Moro. O ministro disse "que será difícil", por exemplo, confirmar a validade do grampo feito pela força-tarefa da Lava Jato de um telefonema entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, no qual tratavam do termo de posse do petista para a Casa Civil. O relator considerou ilegal a divulgação das interceptações e quer avaliar de quem é a competência para continuar as apurações envolvendo Lula: se o caso ficará no Supremo ou se permanecerá na Justiça do Paraná. Segundo Teori, não cabia a Moro avaliar se existiam ou não indícios de que pessoas com foro cometeram crimes, sendo atribuição do Supremo fazer essa análise. "Quem tem que decidir isso é o Supremo. Não se pode tirar do Supremo essa competência. É o Supremo que tem que fazer esse juízo". O ministro afirmou que, como o telefonema de Dilma dizendo que mandaria o termo de posse para Lula foi gravado após a Justiça mandar parar a interceptação, haverá dificuldades para confirmar esta prova. "A validade da gravação não está em causa, embora aparentemente uma das mais importantes conversas foi gravada depois de ter sido suspensa a ordem de interceptação. Será difícil convalidar a validade dessa prova", disse Teori. A Procuradoria já afirmou ao STF que há indícios de desvio de finalidade na nomeação de Lula - que está suspensa por outra decisão liminar do tribunal - e avalia se pedirá investigação de Dilma ao STF. Em um recado indireto a Moro, Teori afirmou que o STF e o Superior Tribunal de Justiça já anularam operações por atropelos processuais. O que ele quis dizer, que poderia anular a Lava Jato? Faz isso, Teori, vamos lá. Mostra ao Brasil e ao mundo que você tem coragem. "Diante da situação (que o País passa), de comoção social que essa situação promove, é importante que investiguemos, que o Judiciário controle, que o Ministério Público se empenhe, que as autoridades policiais se empenhem no sentido de investigar e punir quem for culpado, independentemente do cargo que ocupam, da posição econômica que têm e dos partidos que ocupam. É muito importante investigar.", disse. Para o ministro, a investigação tem que ser dentro dos limites da Constituição. "Para o Judiciário, e sobretudo para o STF, é importante que tudo isso seja feito com estrita observância da Constituição Federal, porque eventuais excessos que se possam cometer com a melhor das intenções de apressar o desfecho das investigações, nós já conhecemos essa história e já vimos esse filme, isso pode se reverter num resultado contrário. Não será a primeira vez que, por ilegalidades no curso de uma apuração penal, o STF e o STJ anularam procedimentos penais nessas situações", completou. Presidente do STF, Ricardo Lewandowski disse que há um histórico de juízes e policias que fazem escutas ilegais, que continuam investigando a pretexto do encontro fortuito, quando a pessoa telefona para alguém grampeado. Questionado por Marco Aurélio se fazia referência a Moro, Lewandwoski negou. Os ministros Luiz Fux e Marco Aurélio defenderam que Moro deveria enviar ao STF apenas a parte de pessoas com foro. Fux defendeu que a presidente não foi investigada nesse caso. "Fico a imaginar se o juiz de primeiro grau não tem o mínimo de possibilidade de aferição da seriedade dos fatos que se passam sobre o seu crivo antes de remeter o fato para os STF. Há fatos que - verdadeiras bravatas - que se submetam ao STF como um nada jurídico. Para que os juízes não se balizem pelo fato de - apareceu autoridade - mande pro STF". Marco Aurélio criticou a divulgação dos grampos que, segundo ele, "colocou mais lenha na fogueira, em prejuízo da nacionalidade e paz social". Celso de Mello fez um desagravo a Teori que foi alvo de protestos e críticas de grupos pró-impeachment e contrários a Lula. "Essa corte não se curva a ninguém, não tolera nem admite abusos cometidos por quaisquer dos governantes", disse. Moro já enviou o material das investigações de Lula que seguirá para a Procuradoria-Geral da República se manifestar. Em outra ação em análise no Supremo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já defendeu que as apurações devem seguir com a Justiça do Paraná. No julgamento, o ministro José Eduardo Cardozo (Advocacia-Geral da União) disse que houve "usurpação" de competência do STF e violação do direito à privacidade para contestar a divulgação das conversas. "No caso específico da senhora presidenta da República, houve sim violação às regras de segurança nacional. Não porque o conteúdo da fala afete a segurança nacional. Mas porque o sigilo telefônico da chefia do Executivo, da chefe de governo e da chefe de Estado, é questão de segurança nacional", afirmou.
Acordão de governo e oposição em CPI blinda Gerdau e filho de Lula
Posted: 31 Mar 2016 01:41 PM PDT
Em um raro momento de consenso entre governo e oposição na atual turbulência política, a CPI do Carf derrubou por falta de quórum, nesta quinta-feira (31), a convocação do empresário André Gerdau, que foi alvo de uma das fases da Operação Zelotes sob suspeita de envolvimento com o esquema de corrupção no conselho. Apesar dos protestos do líder do PSOL Ivan Valente (SP), que insistiu para que a convocação de André fosse votada, os integrantes de partidos como PT, PMDB, PSDB e DEM pediram que fosse adiada a votação. Como Ivan Valente não aceitou, o presidente da comissão, Pedro Fernandes (PTB-MA), colocou o requerimento para apreciação, mas governo e oposição esvaziaram a sessão e a votação caiu por falta de quórum. Só foram registrados os quatro votos favoráveis à convocação: de Valente, Altineu Côrtes (PMDB-RJ), Delegado Éder Mauro (PSD-PA) e Joaquim Passarinho (PSD-PA). O grupo Gerdau fez doações de ao menos R$ 27 milhões nas eleições de 2014, distribuídas entre todos esses partidos que foram contra a votação. O acordão entre governo e oposição também incluiu que a oposição retirasse de pauta o requerimento de convocação do filho do ex-presidente Lula, Luís Cláudio, investigado na Zelotes por ter recebido pagamentos de um lobista, Mauro Marcondes, que defendia junto ao governo federal a prorrogação de benefícios do setor automotivo. Como resultado, a CPI conseguiu aprovar apenas as convocações do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, do ex-secretário da Receita Federal Otacílio Dantas Cartaxo, do lobista Alexandre Paes dos Santos e da corregedora do ministério da Fazenda Fabiana Vieira Lima. Outros requerimentos de convocações de empresários investigados na Zelotes também não foram apreciados. Em ritmo lento, apesar de instalada no início de março, a CPI do Carf até agora não aprovou convocações dos investigados no esquema nem quebras de sigilo –só requisição de documentos e convite a autoridades que investigam o caso. O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) defendeu que a convocação de André Gerdau fosse retirada de pauta até que tivessem mais documentos em mãos sobre a situação da empresa. Também tucano, Marcus Pestana (MG) disse que era melhor aguardar uma reunião com o Ministério Público Federal para ter mais informações. O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) disse que é preciso convocar apenas "no momento certo". Do lado do governo, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) pediu que o requerimento só fosse votado posteriormente, depois de ter mais informações. Também petista, Jorge Solla (BA) concordou. Ivan Valente protestou contra os colegas e disse que não aceitaria adiar a votação. "O que é que vai mudar daqui pra próxima reunião?", questionou. O deputado Altineu fez coro: "Se essa CPI não aprovar aqui a vinda do senhor André Gerdau e do senhor Jorge Gerdau, que foram alvos de uma fase exclusiva da Operação Zelotes, então não tem que aprovar mais empresário nenhum", disse. Na ocasião da operação da Polícia Federal, em nota, o grupo Gerdau disse que "está colaborando integralmente com as investigações da Polícia Federal" e que, "com base em seus preceitos éticos, a Gerdau não concedeu qualquer autorização para que seu nome fosse utilizado em pretensas negociações ilegais, repelindo veementemente qualquer atitude que possa ter ocorrido com esse fim". Reiterou "que possui rigorosos padrões éticos na condução de seus pleitos junto aos órgãos públicos e reafirma que está, como sempre esteve, à disposição das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos que vierem a ser solicitados". O filho de Lula, Luís Cláudio, nega irregularidades e sustenta que os pagamentos do lobista foram para desenvolver projetos na área de marketing esportivo.
Morta estaria a Justiça se todos os ministros fossem como Barroso
Posted: 31 Mar 2016 01:36 PM PDT
Uma coisa é certa: dentro ou fora do tribunal, o ministro não tem de opinar sobre partidos que entram ou saem da base aliada. Também não lhe cabe, fora dos autos, juízos de valor sobre este ou aquele políticos
Por Reinaldo Azevedo - Vamos ser claros? O ministro Luís Roberto Barroso tem se comportado, desde que chegou ao Supremo, como mero esbirro do PT. A sua filiação ideológica à esquerda era conhecida desde sempre. Mas que, ao menos, se comportasse de modo técnico. Nesta quinta-feira, Barroso conversava com alunos da Fundação Lemann. Não sabia que a palestra estava sendo transmitida pelo sistema interno do STF. E mandou bala: "Quando, anteontem, o jornal exibia que o PMDB desembarcou do governo e mostrava as pessoas que erguiam as mãos, eu olhei e: Meu Deus do céu! Essa é a nossa alternativa de poder. Eu não vou fulanizar, mas quem viu a foto sabe do que estou falando". E continuou: "O problema da política neste momento, eu diria, é a falta de alternativa. Não tem para onde correr. Isso é um desastre. Numa sociedade democrática, a política é um gênero de primeira necessidade. A política morreu. Talvez eu tenha exagerado, mas ela está gravemente enferma. É preciso mudar". Ao saber que a palestra estava tendo transmissão ao vivo, pediu que fosse interrompida. Eu estou me lixando para o que Barroso acha da política, quais são os seus anseios, o que ele pensa do PMDB. Uma coisa é certa: dentro ou fora do tribunal, ele não tem de opinar sobre partidos que entram ou saem da base aliada. Também não lhe cabe, fora dos autos, juízos de valor sobre este ou aquele políticos. De resto, o que vai acima não é mera opinião, não é mesmo? O senhor Barroso está dizendo que a eventual alternativa de poder em caso de impeachment não serve. Não? Então estamos diante de duas alternativas: ou se mantém no poder uma presidente que cometeu crime de responsabilidade ou se aplica o que está previsto na Constituição e na lei. Nesse caso, o sucessor será o vice, que pertence ao PMDB. E, até que não haja motivo para colocá-lo pra fora, será o presidente. Morta estaria a Justiça se todos os juízes se comportassem como Barroso.
"Meu Deus do céu! Essa é a nossa alternativa de poder", diz Barroso sobre PMDB
Posted: 31 Mar 2016 01:32 PM PDT
Em meio à discussão do processo de impeachment, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que o país enfrenta um problema de "falta de alternativa" e comentou em tom crítico a possibilidade de o PMDB assumir o poder. "Quando, anteontem, o jornal exibia que o PMDB desembarcou do governo e mostrava as pessoas que erguiam as mãos, eu olhei e pensei: Meu Deus do céu! Essa é a nossa alternativa de poder", disse Barroso. "Eu não vou fulanizar, mas quem viu a foto sabe do que estou falando", completou o ministro, em conversa no tribunal com alunos da Fundação Lemann. A foto do momento em que é selado o desembarque do PMDB do governo tem como figuras principais o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ex-ministro Eliseu Padilha - um dos peemedebistas mais próximos do vice-presidente Michel Temer -, e o primeiro vice-presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR). "Não tem para onde correr. Isso é um desastre", afirmou Barroso. O ministro não sabia, ao fazer os comentários, que o encontro estava sendo transmitido pelo sistema interno de TV do Supremo, ao qual todos os gabinetes do tribunal têm acesso. Após as críticas, Barroso foi informado que a conversa estava sendo exibida e pediu para que os áudios fossem excluídos. Barroso também fez comentários sobre o sistema político. "A política morreu, porque nosso sistema político que não tem um mínimo de legitimidade democrática, ele deu uma centralidade imensa ao dinheiro e à necessidade de financiamento e se tornou um espaço de corrupção generalizada", disse o ministro, que emendou "talvez 'morreu' eu tenha exagerado. Mas ela está claramente enferma. É preciso mudar". Barroso disse também que há um distanciamento entre eleitores e eleitos. "É um sistema em que o eleitor não tem de quem cobrar e o eleito não tem a quem prestar contas, não pode funcionar", concluiu, ao falar sobre a eleição por voto proporcional. Mais cedo, em palestra a universitários do Centro Universitário de Brasília (UniCeub), Barroso fez críticas ao chamado "foro privilegiado". "É um desastre para o país e é um mal para o Supremo. O foro por prerrogativa de função deveria alcançar o Presidente da República, o vice-presidente da República, os presidentes de poder e mais quase ninguém", afirmou o ministro. Ele defendeu, conforme já fez em momentos anteriores, a criação de uma vara especializada em Brasília para cuidar dos processos criminais de autoridades que hoje possuem foro perante o STF e perante o Superior Tribunal de Justiça. Atualmente, além dos presidentes de poder e presidente e vice-presidente da República, uma série de outras autoridades possui a prerrogativa de só ser investigada e processada penalmente pelo Supremo, como deputados, senadores e ministros. Barroso afirmou ainda que o modelo de foro privilegiado amplo "estimula a fraude à jurisdição", citando como exemplo casos em que parlamentares renunciam para escapar do julgamento no STF. Dentro das próximas semanas, o Supremo terá de julgar o foro privilegiado ao ex-presidente Lula que, ao ser empossado ministro-chefe da Casa Civil, teria suas investigações remetidas ao STF. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou parecer à Corte na qual pede a manutenção da posse de Lula, mas a continuidade das investigações na Justiça de primeira instância, para evitar efeitos prejudiciais do que chama de "desvio de finalidade" na nomeação do petista. O ministro também afirmou que o processo de impeachment é um "momento dramático" para o país, independentemente do resultado final, e defendeu a tolerância nas discussões. "As pessoas deveriam debater ideias sem compulsão de desqualificar as opiniões dos outros. Não precisa dizer que quem pensa diferente é mal intencionado", disse Barroso. "Um choque civilizatório no debate público brasileiro faria muito bem a todos".
Consumo de energia recua 5,1% em fevereiro
Posted: 31 Mar 2016 01:16 PM PDT
O consumo de energia elétrica continua caindo, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Em fevereiro, quando a demanda foi de 38.495 gigawatts-hora (GWh), a queda de 5,1%, em comparação a igual mês do ano anterior, foi puxada pela retração da indústria, de 7,2%. No setor, sobressaiu a redução do consumo na região Nordeste do País, de 11,5%, seguida do Sudeste (-8,5%) e do Sul (-7,4%). Em comunicado, a EPE informou ainda que no segmento residencial foi registrada queda de 3,2% no mês passado, "puxado não só pela crise econômica como por temperaturas mais amenas, que reduziram o uso do ar condicionado". Já no comércio, a retração foi a maior registrada desde 2004, de 4,8%. Pela primeira vez, a região Nordeste apresentou resultado negativo, de 1,7%.
DEM convoca coronel da FNS que denunciou "falta de escrúpulos" de Dilma
Posted: 31 Mar 2016 01:15 PM PDT
O coronel Adilson Moreira, comandante da Força Nacional de Segurança, será convocado ainda hoje pela Comissão Especial sobre Polícias Civil e Militar para explicar as razões da sua renúncia. O requerimento estava saindo do forno ao meio dia pelas mãos da Consultoria Jurídica do DEM. O protocolo do requerimento será apresentado pelo deputado Arlindo Fraga. Ao pedir para sair, o coronel Adilson Moreira disse que fazia isto porque não aguenta mais a falta de escrúpulos do governo do PT e da presidente Dilma Roussef. O DEM quer saber o que foi que o governo e a presidente pediram e que ele considerou etica, moral e legalmente inescrupuloso.
Senadora Gleise Hoffman, do PT, é indiciada por propina de R$ 1 milhão que recebeu no Paraná
Posted: 31 Mar 2016 01:12 PM PDT
A Polícia Federal indiciou a senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) e o marido dela, o ex-ministro Paulo Bernardo, por envolvimento em crime de corrupção. A suspeita é que dinheiro desviado da Petrobras tenha abastecido a campanha de 2010. No documento, anexado a um dos processos que tramitam no Supremo Tribunal Federal , a Polícia Federal entendeu que há indícios suficientes de que a campanha recebeu R$ 1 milhão em propina. Em novembro do ano passado, durante delação premiada, o doleiro Alberto Youssef confessou ter feito a entrega do dinheiro, a mando do ex-diretor Paulo Roberto Costa, em um shopping de Curitiba. Youssef descreveu à Lava Jato que a entrega do dinheiro foi feita em quatro parcelas: três no shopping e outra na casa dele, em um condomínio de alto padrão da capital paranaense. Paulo Roberto Costa afirmou ainda à Polícia Federal que foi o ex-ministro Paulo Bernardo quem teria feito o pedido de "auxílio" para a campanha.
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