Videversus
Déficit do governo Dilma pode chegar a R$ 65 bilhões em 2017
Delator afirma que Eduardo Cunha recebeu propina de R$ 52 milhões em 36 parcelas
Dilma decide fazer pronunciamento na TV contra o impeachment
Temer já busca nomes para comandar Fazenda e Justiça
Delações premiadas vão atingir cerca de 70 políticos
Planalto calcula apenas 140 votos contra impeachment, em vez de 172
Delações premiadas dos empreiteiros propineiros Leo Pinheiro e Marcelo Odebrecht jogarão pá de cal em Lula e DilmaLíderes partidários começam discursos na Câmara, reina absoluta calma no Brasil inteiro, já convencido do impeachment
Já há maioria garantida de votos para a aprovação do impeachment
Temer jantou com 85 deputados
Dilma foi reeleita com dinheiro roubado da Petrobras, que pagou pesquisas não registradas da sua campanha
Lula tem uma só preocupação, e se chama Moro
Insuflando a desordem
Andrade Gutierrez diz que pagou pesquisas para Dilma em 2014 sem declarar
Abin confirma ameaça ao Brasil da organização terrorista Estado Islâmico
Senador do PDT diz que Dilma se arrepende de ter confiado em Temer
Acionistas cancelam reunião marcada para discutir "contrato Eletrobras"
Procuradoria de Nova York afirma que Maluf continua na lista de procurados da Interpol
Jornalista usa sigilo de fonte para pedir segredo de Justiça a Moro
Delta Air Lines avalia incorporar aviões da Gol à frota
BTG vende varejista Leader por R$ 1 mil e dívida de R$ 900 milhões
Juiz Sérgio Moro determina o sequestro da casa onde vive a mãe do bandido petista mensaleiro José Dirceu
PROS libera a bancada, mas líder trabalha por voto pró-impeachment
STF indefere ação do PCdoB contra o rito do impeachment
Déficit do governo Dilma pode chegar a R$ 65 bilhões em 2017
Posted: 15 Apr 2016 08:28 AM PDT
O governo apresenta hoje ao Congresso o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017 prevendo a possibilidade de as contas públicas terminarem o ano que vem com um rombo de até R$ 65 bilhões. Os números foram fechados em reunião da presidente Dilma com a Junta Orçamentária ontem e serão anunciados pelos ministros da Fazenda, Nelson Barbosa, e do Planejamento, Valdir Simão. Com isso, as contas do governo central completarão quatro anos seguidos no vermelho. Em 2014, o rombo foi de R$ 17,2 bilhões, ou 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de todos os bens e serviços produzidos no País). Em 2015, ele subiu para R$ 114,7 bilhões, ou 1,9% do PIB, por causa do pagamento das pedaladas fiscais — atrasos nos repasses de recursos do Tesouro para bancos públicos e para o FGTS. Este ano, a equipe econômica já pediu ao Congresso autorização para alterar a LDO de 2016 . O objetivo foi acomodar um déficit primário de R$ 96,6 bilhões, ou 1,55% do PIB.
Delator afirma que Eduardo Cunha recebeu propina de R$ 52 milhões em 36 parcelas
Posted: 15 Apr 2016 08:27 AM PDT
Em delação premiada à Procuradoria-Geral da República, na Operação Lava-Jato, o empresário Ricardo Pernambuco Júnior, da Carioca Engenharia, entregou aos investigadores uma tabela que aponta 22 depósitos, somando US$ 4.680.297,05, em propinas supostamente pagas ao presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) entre 10 de agosto de 2011 e 19 de setembro de 2014. Segundo o empreiteiro, empresas relacionadas às obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, deveriam pagar R$ 52 milhões ou 1,5% do valor total dos Certificados de Potencial de Área Construtiva (Cepac) a Eduardo Cunha. A parte que caberia à Carioca era de R$ 13 milhões. O maior repasse ocorreu em 26 de agosto de 2013 no valor de US$ 391 mil depositados em conta do peemedebista no banco suíço Julius Baer. Em 2011 foram quatro depósitos, somando US$ 1,12 milhão. Em 2012, Eduardo Cunha recebeu só dessa fonte outros US$ 1,34 milhão divididos em seis depósitos. A tabela revela que em 2013 o deputado — que ainda não exercia a presidência da Casa —, foi contemplado com mais seis depósitos, totalizando US$ 1,409 milhão. Já em 2014, Eduardo Cunha recebeu outros seis depósitos que somaram US$ 804 mil. A tabela com o caminho das propinas é dividida em duas partes. "Em relação à primeira tabela, que totaliza US$ 3.984.297,05, tem certeza de que foram destinadas a contas apontadas pela deputado Eduardo Cunha; que em relação à segunda tabela, no valor total de US$ 696 mil, é altíssima a probabilidade de que também eram valores destinados a contas indicadas por Eduardo Cunha, por todo o trabalho investigativo que fizeram, em especial porque não fizeram pagamentos deste tipo a outras pessoas e, também, pelo valor das transferências", afirmou o empresário. "Em nenhum momento, Eduardo Cunha lhe disse que as contas eram de titularidade dele, mas tem certeza de que todas estas contas foram indicadas pela deputado Eduardo Cunha; que tampouco o depoente chegou a perguntar a Eduardo Cunha sobre o titular das referidas contas." Em 14 páginas, o empresário Raul Pernambuco Júnior narra com detalhes suposto encontro com o presidente da Câmara para combinar como seriam realizados pagamentos no Exterior. Raul Pernambuco Júnior descreveu uma reunião no Hotel Sofitel, em Copacabana, no Rio, que, segundo ele, teria ocorrido entre junho e julho de 2011, época da aquisição das Cepac's pelo Fundo de Investimento do FGTS. "O depoente não estava presente, mas seu pai e um executivo da Carioca de nome Marcelo Macedo estiveram presentes a esta reunião; que, após esta reunião, o depoente foi chamado pelo seu pai; que seu pai lhe comunicou que Léo Pinheiro, da OAS, e Benedicto Junior, da Odebrecht, na reunião do Hotel Sofitel, comunicaram que havia uma solicitação e um "compromisso" com o deputado Eduardo Cunha, em razão da aquisição, pela FI-FGTS, da totalidade das CEPAC's", declarou. O empreiteiro detalhou. "Que o valor destinado a Eduardo Cunha seria de 1,5% do valor total das Cepac's, o que daria em tomo de R$ 52 milhões devidos pelo consórcio, sendo R$ 13 milhões a cota parte da Carioca; que este valor deveria ser pago a Eduardo Cunha em 36 parcelas mensais; que seu pai disse ao depoente que cada uma das empresas "assumiria" a sua parte diretamente com Eduardo Cunha." À Procuradoria, o delator contou que o primeiro pagamento no Israel Discount Bank para Eduardo Cunha ocorreu em 10 de agosto de 2011, no valor de US$ 220.777,00. Raul Pernambuco Júnior relatou que houve uma dificuldade do Banco de seu pai para efetuar a transferência, em razão do banco destinatário. Segundo o delator, Marcelo Macedo não participou especificamente desta conversa entre ele, seu pai e os representantes da OAS e da Odebrecht. Raul Pernambuco Junior disse que a Carioca, na época não tinha contato com Eduardo Cunha. O empreiteiro afirmou que ele e seu pai foram apenas "comunicados" pela Odebrecht e pela OAS sobre o "compromisso". "Como cada empresa deveria acertar os valores diretamente com Eduardo Cunha, o pai do depoente pediu que este procurasse referido parlamentar para acertar os pagamentos; que o contato telefônico de Eduardo Cunha foi repassado ao depoente por Benedicto Junior, a pedido do depoente; que foi passado ao depoente um numero de rádio Nextel", afirmou. O delator contou aos procuradores da Lava-Jato que entrou em contato com Eduardo Cunha e marcaram uma primeira reunião. Raul Pernambuco Júnior disse não se recordar se o encontro se deu no escritório político do deputado, no centro do Rio, ou na Câmara, em Brasilia, "mas acredita que tenha sido no escritório político". O empresário afirmou acreditar que a reunião tenha ocorrido no início de agosto de 2011. "Indagado sobre a descrição do escritório político de Eduardo Cunha, respondeu que se trata de um escritório com decoração mais antiga, que tem uma antessala, com uma recepcionista; que, além disso, havia dois sofás, em seguida um corredor, com duas salas; que nestas salas havia uma secretária mais alta e um assessor do deputado; que este assessor era uma pessoa mais velha, com cerca de 60 anos, acreditando que fosse um pouco calvo, possuindo cabelo lateral; que nunca conversou, porém, nenhum assunto com tais pessoas; que mais à esquerda tinha a sala do deputado Eduardo Cunha, com uma mesa antiga, de madeira maciça, com muitos papeis em cima; que acredita que o escritório fique no 32° andar." De acordo com Raul Pernambuco Júnior, durante a reunião, ele perguntou "sobre o "compromisso" estabelecido e, inclusive, o valor, o que foi confirmado por Eduardo Cunha". O empresário disse que ele e o pai não queriam que o dinheiro passasse "por dentro da empresa", para ser o mais reservado possível. O delator contou que questionou Eduardo Cunha "sobre a possibilidade de estes pagamentos serem feitos em contas no Exterior". "Eduardo Cunha disse que não haveria problema nenhum e, neste momento, ele indicou a primeira conta em que deveria ser efetivado o pagamento", relatou Raul Pernambuco Júnior. "Eduardo Cunha passou a conta em um papel, com os dados já digitados; que se lembra bem deste primeiro pagamento, porque o Banco indicado por Eduardo Cunha era denominado Israel Discount Bank; que não sabia se este banco era realmente em Israel; que já ficou estabelecido, inclusive, o valor do primeiro pagamento; que, dividindo o valor total devido pelo número de parcelas, o valor de cada parcela era de cerca de R$ 360 mil." O empreiteiro disse que a reunião deve ter durado cerca de 30 minutos, "oportunidade em que se conheceram melhor". Raul Pernambuco Júnior afirmou que "até então não se conheciam ou ao menos não se recorda de tê-lo conhecido pessoalmente". "O depoente disse nessa reunião a Eduardo Cunha que seria impossível fazer depósitos mensais; que o depoente disse a Eduardo Cunha que fariam depósitos com periodicidade irregular; que esta impossibilidade de realizar depósitos mensais decorria da precaução que seu pai tinha em dar as ordens bancárias para o Exterior; que o pai do depoente normalmente dava tais ordens aos gerentes das contas no Exterior pessoalmente, seja em viagens que seu genitor fazia ao Exterior ou, ainda, quando o gerente vinha ao Brasil; que não sabe se seu pai enviava ordens por outro meio de comunicação à distância, como fax ou e-mail." O delator continuou. "A pedido de seu genitor, o depoente solicitou uma reunião com Eduardo Cunha, por meio da secretária do depoente; que a secretária do depoente, de nome Sheila Oliveira, entrou em contato com a secretária do deputado Eduardo Cunha e, em seguida, enviou um e-mail para o depoente, questionando qual seria a "pauta para a reunião"; que o depoente respondeu o e-mail afirmando que "Ele está a par. Só avisa q sou eu"", declarou. Segundo o delator, este e-mail é datado de 16 de agosto de 2011. Raul Pernambuco Júnior disse que a reunião "foi efetivamente marcada e realizada, não se recordando ao certo onde". "Nesta reunião, ocorrida provavelmente entre final de agosto e início de setembro, perguntou a Eduardo Cunha se haveria a possibilidade de mudar o banco e indicar uma conta na própria Suíça; que Eduardo Cunha concordou e disse não haver problemas; que Eduardo Cunha, no mesmo ato, já indicou a conta Esteban Garcia, no banco Merryl Lynch Bank, na Suíça; que a partir daí todos os depósitos para Eduardo Cunha foram na Suíça", declarou. "Se estabeleceu que se houvesse necessidade de alteração do banco, isto deveria partir do deputado Eduardo Cunha; que, de qualquer forma, em toda oportunidade em que iriam fazer os pagamentos, o depoente ligava ou se encontrava com Eduardo Cunha para perguntar se "mantínhamos o mesmo endereço"." O delator narrou ainda que, por uma ou duas vezes, as contas no Exterior eram enviadas por Eduardo Cunha para ele, em envelopes lacrados e sigilosos, para a filial da Carioca em São Paulo, "contendo os dados da conta e códigos de transferência".
Dilma decide fazer pronunciamento na TV contra o impeachment
Posted: 15 Apr 2016 07:25 AM PDT
A presidente Dilma Rousseff decidiu fazer um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, às 20 horas desta sexta-feira (15), para pedir apoio contra o impeachment de seu mandato. Dilma vai adotar o discurso de que o processo de seu impedimento é um "golpe em curso no País" e que é preciso lutar pela democracia. A petista tentará também passar a idéia de que, vencendo o processo, retomará o diálogo e o crescimento do País. A idéia inicial era de que ela gravasse uma mensagem para ser veiculada nas redes sociais, mas, diante do cenário adverso para o governo, que encontra dificuldades para barrar o impeachment no domingo (17), ficou definido que era melhor o pronunciamento oficial. A idéia de ir para a televisão foi construída junto com o poderoso chefão e ex-presidente Lula. Ele, por sua vez, também gravará uma mensagem com o discurso alinhado ao de Dilma. A fala do petista será veiculada pela internet e nas redes sociais. Para se preparar para o pronunciamento, a presidente convocou a Brasília o cabeleireiro Celso Kamura, responsável pelo visual da petista.
Temer já busca nomes para comandar Fazenda e Justiça
Posted: 15 Apr 2016 07:18 AM PDT
Caso a presidente Dilma Rousseff venha a ser afastada por decisão do Senado, o presidente interino Michel Temer pretende realizar mudança geral no Ministério da petista e um "choque" na gestão econômica. Com a admissibilidade do processo de impedimento na Casa, a presidente é afastada por 180 dias e Temer assume o posto. Interlocutores do vice disseram que Temer quer, com essas ações, marcar logo sua diferença no governo em relação à Dilma, buscar apoios para fundar uma nova base aliada no Congresso e propor reformas que precisem de aval dos parlamentares. A medida de Temer não deve poupar sequer os seis ministros do PMDB que estão no governo. Eles não seguiram a orientação partidária de 29 de março, na qual a cúpula partidária determinou a entrega imediata de todos os cargos da gestão Dilma. Somente Henrique Eduardo Alves, amigo de Temer, antecipou-se à decisão e deixou o Ministério do Turismo. Aliados do vice querem propor um enxugamento da máquina pública com a redução de 32 para, no mínimo, vinte o número de ministros na Esplanada. Interlocutores do peemedebista dizem que, nessa reforma ministerial, não haveria restrições a indicações políticas de partidos ou mesmo a assunção de parlamentares aos cargos de ministro, desde que os nomes tenham afinidade com a pasta ou experiência de atuação na respectiva área. O vice pretende conversar com os dirigentes dos partidos com interesse em fazer parte da sua base aliada a fim de discutir apoio às diretrizes que o eventual governo iria defender. As legendas deverão fazer as indicações para compor os cargos no primeiro escalão do governo dele. O espaço das legendas levará em conta o tamanho das bancadas dos partidos e o peso dos ministérios em discussão. Interlocutores do vice defendem nomes que, para a Fazenda, acalmem o mercado e tenham experiência no serviço público e, para a Justiça, reduzam eventuais interferências na Operação Lava Jato. Para a Fazenda, os nomes cotados são os ex-presidentes do Banco Central, Arminio Fraga e Henrique Meirelles, e o ex-secretário de Política Econômica da Fazenda, Marcos Lisboa. Murilo Portugal, mesmo com passagem pelo governo, é descartado pelo fato de presidir a Federação Brasileira dos Bancos. Dos cotados, Fraga tem afirmado a pessoas próximas que não quer assumir a função, embora diga que possa colaborar com o governo com sugestões. Por ora, segundo assessores diretos, Temer tem recebido sugestões, mas não conversou com nenhum dos cotados e tampouco autorizou as sondagens com eles. Para titular da Justiça, os nomes avaliados são dos ex-presidentes do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Brito, o favorito, e Carlos Velloso - também ex-comandante da Corte e ligado a Temer. Nelson Jobim é descartado por ter defendido empreiteiras investigadas na Lava Jato. Interlocutores de Temer contabilizam que ele já partiria de uma base mínima na Câmara de duzentos deputados, quando se conta legendas como PMDB, PSDB, DEM e outras médias e menores. Será preciso, dizem, aumentá-la para eventualmente propor reformas como a previdenciária e tributária. "Uma das primeiras tarefas é criar um bloco parlamentar forte para enfrentar a instabilidade política com estabilidade política", defende o presidente em exercício do PMDB, o senador Romero Jucá (RR), aliado de Temer. Se assumir, o peemedebista também vai procurar os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para pedir apoio e discutir uma agenda mínima de votações. "Nós vamos fazer um diálogo com o Congresso", disse um auxiliar direto do vice.
Delações premiadas vão atingir cerca de 70 políticos
Posted: 15 Apr 2016 07:13 AM PDT
Não há "bagrinho" no cardápio da OAS e da Odebrecht. O rol de políticos citados pode chegar a setenta. Há nomes já investigados e várias figurinhas inéditas, inclusive estrelas da oposição. Pelo que foi oferecido pelos dois empreiteiros, Leo Pinheiro e Marcelo Odebrechet, nas conversas sobre o que há para ser delatado até aqui, Michel Temer pode dormir sossegado. Já outros peemedebistas, como Eduardo Cunha, serão envolvidos até a medula.
Planalto calcula apenas 140 votos contra impeachment, em vez de 172
Posted: 15 Apr 2016 07:11 AM PDT
Apesar de dizer publicamente que tem garantidos os 172 votos para barrar o impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara, o Palácio do Planalto tem segurança real de algo na casa dos 140 votos. Na véspera da votação, o governo trabalha "a todo vapor" não só para angariar apoio, mas também para evitar que a oposição consiga os 342 exigidos. Uma das apostas, nesta reta final, é convencer parlamentares a se ausentarem do plenário no domingo. Há um temor com o que está sendo chamado de "onda negativa" contra o governo, que estaria crescendo. No governo, o clima é considerado "crítico". Os números do placar de votação oscilam, a cada hora, para baixo e para cima. Mas o problema, de acordo com um assessor do Planalto, é que o ritmo de definição de votos a favor do impeachment tem sido muito maior que o do contra. Na manhã desta quinta-feira, o líder do PT na Câmara, deputado Afonso Florence (BA), após sair de uma reunião no Alvorada com a presidente, deixou claro o espírito do governo. "Hoje eles não têm 342 votos. O governo tem quase os '172 não'. Mas ausências ou abstenções caracterizarão, na prática, os 'não 342' votos, porque eles precisam dos '342 sim'. Eles não têm e não terão", avisou. Ao falar dos votos assegurados contra o impeachment, na casa dos 140, a fonte afirmou que neste total, não está incluído, por exemplo, o do líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ). Na contabilidade com os apoios anunciados, no entanto, Picciani está incluído. Embora reconheçam a situação desfavorável, auxiliares de Dilma avaliaram que o quadro nesta quinta era ligeiramente melhor do que o do dia anterior, quando alguns ministros ameaçavam jogar a toalha. O poderoso chefão e ex-presidente Lula também manifestou a aliados a preocupação com os números. Ele avalia que entre votos contrários ao impeachment, ausências e abstenções o governo chegaria a pouco mais de 180 dos 172 deputados necessários. Segundo interlocutores de Lula, ele considera que o número é insuficiente. Por isso, tem articulado freneticamente a partir do quarto do hotel onde está hospedado em Brasília. De acordo com aliados, o petista mandou fazer uma "fila indiana" virtual que, além de deputados, inclui prefeitos, governadores, dirigentes partidários e lideranças civis locais capazes de influenciar na votação. Há, porém, o reconhecimento de que nem mesmo os esforços do ex-presidente tem dado o resultado esperado. Existe o temor, ainda, de que seu telefone esteja grampeado. Outro fator que atrapalha as negociações é a eleição municipal de outubro. Vários deputados não querem fazer compromissos com o PT. Muitos parlamentares também acabaram sendo influenciados pelo mercado, segundo o governo. Temem que, com Lula no comando da economia, o governo volte a implementar o que estão chamando de "medidas perdulárias" e as liberações de crédito fácil. A direção do PDT se reunirá nesta sexta-feira, às 18 horas, em sua sede em Brasília, para anunciar que expulsará os deputados da bancada que votarem a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, na sessão do plenário da Câmara no domingo. Nesta quinta-feira, o líder da sigla, deputado Weverton Rocha (MA), anunciou apoio integral à presidente da República e disse que o partido fechou questão contra o impeachment. O parlamentar deixou claro que deputados dissidentes do partido estariam sujeitos à punição do diretório nacional. "Não vamos sair do barco como se fôssemos ratos", disse Weverton Rocha, um dos aliados mais fiéis do Planalto, durante o anúncio. No mesmo dia, o deputado Sérgio Vidigal (PDT-ES) informou que votará pelo impeachment de Dilma no domingo. O parlamentar é presidente do diretório estadual capixaba e está no partido há 30 anos. "Decidi: nem Dilma, nem Temer, nem Cunha e nem Renan", afirmou Vidigal, por meio de nota divulgada à imprensa.
Posted: 15 Apr 2016 07:00 AM PDT
Autor do pedido de impeachment chama deputados de libertadores e diz: 'Golpe é sonegar informação de que o país está quebrado'
Em seu último pronunciamento antes da votação do impeachment, o jurista e ex-ministro da Justiça, Miguel Reale Júnior, subiu à tribuna da Câmara dos Deputados nesta sexta-feira para sustentar os crimes cometidos pela presidente Dilma Rousseff. Em discurso inflamado, ele conclamou os deputados a "libertarem" os brasileiros da prisão imposta na gestão petista, acusou a presidente de "destruir" a economia em busca de se manter no poder e rebateu a tese de que o afastamento de Dilma seria um golpe: "Golpe houve quando se sonegou a revelação de que o País estava quebrado. Golpe, sim, houve quando se mascarou a situação fiscal do País", disse Reale Júnior, um dos autores da ação por crime de responsabilidade contra a presidente. O processo de impeachment contra Dilma está baseado na acusação de que o governo promoveu uma verdadeira maquiagem contábil nas contas públicas, escondendo da população a grave situação financeira da administração pública. A contabilidade criativa foi levada a cabo com as chamadas pedaladas fiscais, consolidadas, por exemplo, por meio da edição de decretos não numerados com liberação de créditos orçamentários. A prática de pedaladas fiscais viola a Lei de Responsabilidade Fiscal, que proíbe que instituições como o BNDES e a Caixa financiem seu controlador - neste caso, o governo. Além de Reale Júnior, a ação é subscrita pelos juristas Janaina Paschoal e Hélio Bicudo e é chancelada por movimentos populares. Ao longo do discurso, Reale tentou desconstruir a tese de que as pedaladas seriam um mero ato administrativo e vincular as manobras fiscais ao desmonte da economia brasileira. "Qual é o crime mais grave: o crime de um presidente que põe no seu bolso uma determinada quantia ou aquela presidente que, pela ganância do poder, não vê limites em destruir a economia brasileira? Destruir a economia através de gastos, desoneração inúteis, através da corrupção e do desvio de dinheiro, levando o País a esta situação que estamos vivendo. Furtar um pedaço de dinheiro é muito menos do que furtar a esperança e expectativa de futuro", disse. Como consequência da maquiagem contábil, Reale Júnior apontou para o aumento dos juros, a desconfiança dos agentes econômicos, a redução do valor real dos salários e o alto índice de desemprego. "Isso tem relação direta com as pedaladas. Portanto, o crime é contra a nação", afirmou. "Estamos aflitos, sequiosos de nos libertarmos desse grilhão de mentiras e corrupção. Nós estamos ansiosos, envolvidos numa longa doença que domina a vida brasileira. Vossas excelências são libertadores da prisão que vivemos, enojados em meio à mentira da corrupção, da irresponsabilidade, do gosto do poder pelo poder sem se preocupar com o que vai acontecer com os brasileiros", continuou o jurista, sendo aplaudido por deputados apoiadores do impeachment. O denunciante de Dilma voltou a rechaçar a tese que o impeachment seria um golpe e disse que os defensores da petista repetem a tese por não terem argumento para explicar o motivo de o Brasil estar falido. "Quero lhes garantir que o nosso pedido foi realizado com consciência, análise dos fatos e adequação dos fatos. É proibido fazer operação de créditos e emitir decretos sem autorização legislativa. A população tem de saber disso: pedalada não é mera lesão administrativa, é crime de lesa-pátria", afirmou Reale Júnior.
Delações premiadas dos empreiteiros propineiros Leo Pinheiro e Marcelo Odebrecht jogarão pá de cal em Lula e Dilma
Posted: 15 Apr 2016 06:43 AM PDT
A coluna Radar, da revista Veja, informa que "os procuradores da Lava Jato e as defesas de Léo Pinheiro e Marcelo Odebrecht praticamente fecharam a lista de temas das delações dos dois empreiteiros. O ex-presidente da OAS topou jogar a pá de cal nos três casos de Lula: tríplex do Guarujá, sítio em Atibaia e pagamentos de palestras. Já a delação da Odebrecht aniquila Dilma Rousseff". Leo Pinheiro vai explicar detalhadamente como as palestras de Lula foram pagas em troca de empréstimos do BNDES para obras da empreiteira, a OAS, no Brasil e no Exterior.
Líderes partidários começam discursos na Câmara, reina absoluta calma no Brasil inteiro, já convencido do impeachment
Posted: 15 Apr 2016 06:36 AM PDT
Os líderes partidários começaram a maratona de discursos no plenário da Câmara dos Deputados, logo a seguida das manifestações do jurista Miguel Reale Júnior, um dos autores do pedido de impeachment, e do ministro José Eduardo Cardozo, advogado da petista Dilma Rousseff. O plenário da Câmara dos Deputados ainda não tem superlotação na manhã desta sexta-feira, na abertura dos trabalhos que encaminham para a votação do domingo. O ambiente é de calma na Câmara dos Deputados e em todo o País. Alguns arreganhos de grupos de marginais e seguidores do PT tentam tumultuar o trânsito em São Paulo e na Bahia, mas são poucos e não contam com apoio nenhum da população.
Já há maioria garantida de votos para a aprovação do impeachment
Posted: 15 Apr 2016 06:26 AM PDT
Já há uma maioria garantida de 342 votos a favor da medida do impeachment na Câmara dos Deputados, e uma minoria de apenas 118 votos dos contrários ao impeachment. Seriam necessários 171 votos contrários para barrar o impeachment. O jornal O Globo declarou que já há 342 votos declarados a favor do impeachment. Seu placar é ainda melhor do que o do Estadão, pois atribui apenas 118 votos a Dilma Rousseff, e não 128:
Há maioria também no Senado:
Temer jantou com 85 deputados
Posted: 15 Apr 2016 06:20 AM PDT
Michel Temer, ontem à noite, participou de um jantar com 85 deputados. Segundo a Folha de S. Paulo, "os aliados de Temer passaram em revista a quantidade de votos por partido. A conta final indicava 363 votos a favor do afastamento de Dilma". Durante o jantar, realizado em uma mansão no Lago Sul, em Brasília, os deputados comeram risotto e tomaram vinho.
Dilma foi reeleita com dinheiro roubado da Petrobras, que pagou pesquisas não registradas da sua campanha
Posted: 15 Apr 2016 06:15 AM PDT
O castelo está mesmo caindo por todos os lados. O dono do instituto de pesquisas Vox Populi, Marcos Coimbra, é colunista da revista Carta Capital, um panfleto petista. Recentemente, Marcos Coimbra analisou a perda de interesse dos brasileiros pela Lava Jato: "Jóia do discurso oposicionista e vitrine para alguns dos personagens mais vistosos de suas fileiras, a Lava Jato não consegue manter a atenção da opinião pública no nível de quando começou, por mais intenso que seja o holofote ofertado pelos meios de comunicação". Em pesquisa do Instituto Vox Populi de dezembro de 2015, apenas 24% dos entrevistados disseram manter o mesmo elevado interesse do início da Lava Jato, taxa idêntica àquela dos que 'não têm qualquer interesse pelo assunto e nunca tiveram'. Outros 18% afirmaram que 'tinham muito, mas agora a acompanham sem interesse', enquanto 10% responderam que 'tinham muito, mas perderam completamente o interesse'. Entre os restantes, 21% 'nunca tiveram grande interesse e assim permanecem' e 3% 'nunca ouviram falar' no assunto". O problema nas análises de Marcos Coimbra é que ele está envolvido na Operação Lava Jato, que o investiga. Em particular, pelos 10 milhões de reais pagos clandestinamente pela Andrade Gutierrez para comprar pesquisas da campanha de Dilma Rousseff. O Vox Populi vendeu pesquisas para a campanha de Dilma Rousseff, em 2014. As pesquisas foram pagas com dinheiro de propina da Andrade Gutierrez, como denunciaram seus executivos. A prática configura caixa dois. Os pagamentos abrangidos pelo contrato ultrapassaram R$ 10 milhões. Os repasses diretos da construtora ao instituto Vox Populi não constam da prestação de contas da campanha nem da do PT. A informação sobre o contrato com o Vox Populi não consta dos primeiros depoimentos da delação. Pesquisas compradas por Dilma com dinheiro de propina. A Folha de S. Paulo apresentou mais uma prova disso. A Andrade Gutierrez pagou clandestinamente 10 milhões de reais à campanha presidencial para comprar pesquisas do Vox Populi. No caso das pesquisas vendidas pelo Vox Populi, o pagamento foi por fora.
Lula tem uma só preocupação, e se chama Moro
Posted: 15 Apr 2016 06:07 AM PDT
O Globo diz que, "embora as atenções do PT e do governo estejam totalmente voltadas para segurar o impeachment, uma eventual derrota do governo no domingo terá outro fator que poderá preocupar os petistas: as investigações envolvendo Lula voltarão definitivamente para as mãos do juiz Sérgio Moro".
Insuflando a desordem
Posted: 15 Apr 2016 06:01 AM PDT
Dilma Rousseff, neste sábado, visitará os petistas que estão acampados num ginásio de Brasília. Ela deve ser acompanhada por Lula. Os assessores do Palácio do Planalto disseram que Dilma e o poderoso chefão Lula pretendem "dar gás aos militantes para que eles protestem contra o golpe". Isso é uma metáfora para insuflar a turba de mortadeleiros.
Andrade Gutierrez diz que pagou pesquisas para Dilma em 2014 sem declarar
Posted: 15 Apr 2016 05:55 AM PDT
Os repasses diretos da construtora ao instituto Vox Populi não constam da prestação de contas da campanha nem da do PT
Por Reinaldo Azevedo - A Andrade Gutierrez usou um contrato com o instituto Vox Populi para pagar pesquisas usadas e não declaradas pela equipe de comunicação da campanha da reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014. Segundo a Folha apurou, a construtora tinha um contrato com o Vox Populi para realização de levantamentos de dados destinados à empresa, que acabou sendo usado para bancar pesquisas qualitativas encomendadas pela equipe de produção de programas da candidata petista à reeleição. A prática configura caixa dois. Os pagamentos abrangidos pelo contrato ultrapassaram R$ 10 milhões, segundo a reportagem da Folha apurou. Os repasses diretos da construtora ao instituto Vox Populi não constam da prestação de contas da campanha nem da do PT. Em delação premiada, ex-executivos da empreiteira já haviam admitido um esquema semelhante na primeira campanha de Dilma à Presidência da República, em 2010. Na época, a Andrade, por meio de um contrato com a Pepper Digital, pagou R$ 6,1 milhões de serviços prestados para a então candidata Dilma. A informação sobre o contrato com o Vox Populi não consta dos primeiros depoimentos da delação. A Folha revelou também que, na delação, o ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Marques de Azevedo disse que parte dos R$ 20 milhões doados oficialmente pela construtora à campanha presidencial eram descontados de propinas devidas em contratos de obras realizadas na Petrobras e no sistema elétrico. Além destas pesquisas qualitativas bancadas pela Andrade, a campanha da presidente também contratou serviços diretamente ao instituto de pesquisas, declarando à Justiça Eleitoral ter pago R$ 11,286 milhões. Foi R$ 1,48 milhão pago para a Vox Populi e R$ 9,8 mil
Abin confirma ameaça ao Brasil da organização terrorista Estado Islâmico
Posted: 14 Apr 2016 07:50 PM PDT
Uma ameaça ao Brasil publicada em novembro em uma conta no Twitter vinculada a um membro da organização terrorista Estado Islâmico (EI) foi confirmada pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que intensificou o monitoramento de indivíduos que teriam jurado lealdade ao grupo terrorista e poderiam agir dentro do País. "Brasil, vocês são nosso próximo alvo", diz o tuíte enviado para o microblog dias depois dos ataques terroristas em Paris - nos quais 130 pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas - através da conta utilizada por Maxime Hauchard, um francês que foi para a Síria em 2013 e juntou-se às fileiras do Estado Islâmico. A conta de Maxime foi suspensa pelo Twitter. "Monitoramos e percebemos que o perfil realmente era do Maxime, um dos líderes do Estado Islâmico. A partir do momento da postagem houve uma maior intensidade nos discursos de agressividade dos autoproclamados seguidores desse grupo terrorista no Brasil", disse o diretor de Contraterrorismo da Abin, Luiz Alberto Sallaberry. Diante de uma platéia de especialistas que participou da Feira Internacional de Segurança, no Rio de Janeiro, Sallaberry descreveu o jihadista como "espécie de garoto-propaganda do Estado Islâmico". "(Maxime) é o segundo na linha de comando de decapitadores e gosta de dizer que estar no grupo 'é como estar no Éden'", detalhou. O diretor da Abin disse também que tem aumentado no Brasil a quantidade de pessoas que juram lealdade ao EI e estariam, portanto, prontas para agir em nome do islã. "Quando uma pessoa faz o juramento ao califado e se torna autoproclamado ela está disposta a cometer qualquer atentado violento em nome do grupo. A ordem não precisa ser presencial, pode ser via internet", disse Sallaberry. Ainda na Feira Internacional de Segurança, Sallaberry apresentou exemplos de materiais usados pelos indivíduos que juraram lealdade ao EI no Brasil, como bandeiras com inscrições em árabe e adornadas com o símbolo do grupo terrorista. "Posso dizer que são de origem salafista sunita, comunidade que está ligada ao EI. Não estou dizendo que vai acontecer um atentado. Estou dizendo que é a primeira vez que a probabilidade aumentou sobremaneira no nosso país", completou o diretor da agência. Em novembro, ele havia alertado que as autoridades brasileiras consideram os chamados lobos solitários - que agem inspirados ou sob direção de algum grupo radical, mas sem a necessidade de uma célula terrorista ou outra organização formal - "a principal ameaça aos Jogos Olímpicos" que serão realizados no Rio de Janeiro em agosto.
Senador do PDT diz que Dilma se arrepende de ter confiado em Temer
Posted: 14 Apr 2016 07:46 PM PDT
O vice-líder do governo no Senado, Telmário Mota (PDT-RR), relatou nesta quinta-feira (14) uma conversa que teve com a presidente Dilma Rousseff em que ela teria lhe contado se arrepender muito de ter confiado no vice-presidente Michel Temer. Em um discurso no plenário da Casa, o senador afirmou que Temer foi, por muito tempo, o responsável por organizar a base aliada do governo no Congresso, mas o acusou de ter conspirado contra a petista para desgastá-la a ponto de o processo de impeachment poder ser efetivado e ele assumir o comando do país. "Temer era um homem que gozava da total confiança do governo. Ele que realmente controlava essa parceria da presidente Dilma, e ela confiava nele. Mas poucos sabiam que ele já estava no processo de conspiração porque ele, como tinha informações privilegiadas, inclusive informações de Estado, fez um conluio com o Cunha (presidente da Câmara, Eduardo Cunha). O governo planejava um ato e o Cunha entrava com as pautas-bombas para inviabilizar o país", disse. Para Telmário, o impeachment em curso se deu por vingança de Cunha contra o PT, porque o partido não apoiou a derrubada do processo a que ele responde no Conselho de Ética da Câmara. O pedetista disse que ainda não havia relatado publicamente o encontro com a presidente porque achava que havia sido uma conversa informal, mas, agora, sentiu-se confortável para revelar o diálogo. "E ela me dizia que o grande arrependimento foi ela ter confiado no Temer, em todos os sentidos", disse. O senador também criticou a decisão do PMDB de deixar a base aliada do governo neste momento. "E o que ele faz hoje para cassar a presidente Dilma? O PMDB pula fora. E agora ameaça expulsar quem não votar a favor do impeachment. Olhe como eles começam a usar a mão de ferro. Começam a bater na democracia com a mão de ferro", disse.
Acionistas cancelam reunião marcada para discutir "contrato Eletrobras"
Posted: 14 Apr 2016 07:45 PM PDT
Prevista para esta quinta-feira (14), a reunião dos acionistas de Belo Monte, marcada para encontrar maneiras de forçar a Eletrobras a comprar a energia excedente da usina hidrelétrica, foi cancelada. Os acionistas da Norte Energia, concessionária de Belo Monte, devem marcar uma nova data. O contrato entre a Eletrobras e a Norte Energia prevê a preferência de compra e venda caso a concessionária não consiga vender essa sobra (que representa 20% do total da energia) para o mercado livre – segmento em que as empresas compram e vendem eletricidade diretamente, sem a necessidade de leilões. O custo dessa operação para a Eletrobras pode chegar a R$ 1,2 bilhão por ano até o final da concessão, em 2045. Consta no acordo, firmado em 13 de abril de 2011, que a Eletrobras se compromete a comprar a energia por R$ 130 por megawatt-hora, cerca de 65% acima do que foi negociado à época do leilão, em 2010. Hoje, esse valor está próximo de R$ 180 por MWh, devido à correção pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), prevista no acordo. Essa preferência, no entanto, só pode ser exercida pela Norte Energia desde que a Eletrobras seja notificada com 180 dias de antecedência e desde que a usina não entrado em operação comercial da usina. Atualmente, nenhuma turbina entrou em operação comercial, mas apenas na chamada "pré-operação comercial". Nessa fase, uma das etapas de teste, a empresa gera energia e é paga por isso, mas não tem validade para o cumprimento dos contratos de fornecimento.
Procuradoria de Nova York afirma que Maluf continua na lista de procurados da Interpol
Posted: 14 Apr 2016 07:26 PM PDT
A ordem internacional de prisão contra o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) continua válida, segundo comunicado feito pela procuradoria de Nova York para o Ministério Público de São Paulo e a prefeitura da cidade. A única mudança que ocorreu foi que as fotos de Maluf e de seu filho, Flávio Maluf, saíram do site da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal), ainda de acordo com a procuradoria de Nova York. "Não é verdade que Maluf saiu da lista da Interpol. O processo e a ordem de prisão contra ele não foram revogadas", afirma o promotor Silvio Marques, um dos que receberam o comunicado de Nova York. A retirada das fotos foi feita pela Interpol a partir de dois critérios: gravidade do crime praticado e interesse público. Com o crescimento do terrorismo nos últimos anos, Maluf se tornara uma figura menor no cenário internacional, segundo interpretação de um delegado da Polícia Federal que já trabalhou na Interpol. Maluf está na lista da Interpol desde março de 2010. Dois anos antes ele fez sua última viagem internacional. O deputado foi incluído no sistema de alerta vermelho pela Procuradoria de Nova York, com ordem de prisão válida para 181 países, porque parte do dinheiro desviado na abertura da avenida Água Espraiada, atual Roberto Marinho, passou por um banco de Nova York antes de chegar em Jersey, um paraíso fiscal no canal da Mancha, ao lado da Inglaterra. O desvio total das obras, orçadas em R$ 800 milhões, chegou a R$ 550 milhões, segundo dados da Procuradoria Geral da República que estão na ação contra o deputado que tramita no Supremo Tribunal Federal. A obra foi executada quando Maluf era prefeito de São Paulo pela segunda vez, entre 1993 e 1996, pelas empreiteiras OAS e Mendes Junior. A Prefeitura de São Paulo conseguiu recuperar em 2013 cerca de 1,8 milhão de libras esterlinas que estavam depositadas em Jersey. O valor corresponde hoje a R$ 8,9 milhões. A prefeitura busca repatriar mais US$ 28 milhões (R$ 97,5 milhões atualmente) que estão em Jersey, em forma de ações da Eucatex, empresa da qual Maluf é sócio. O montante foi recuperado pela prefeitura porque Maluf perdeu um processo judicial em Jersey para a prefeitura. Ele alega que não tem conta no Exterior, apesar de a sentença de Jersey afirmar que ele controla as empresas que são donas dos recursos.
Jornalista usa sigilo de fonte para pedir segredo de Justiça a Moro
Posted: 14 Apr 2016 07:24 PM PDT
O jornalista petista Breno Altman, que foi alvo da 27ª fase da Operação Lava Jato, usou em pedido ao juiz Sergio Moro o instituto do sigilo da fonte jornalística para pedir que não fosse dada publicidade ao material recolhido pelos investigadores. Altman, que é amigo do bandido petista mensaleiro e ex-ministro José Dirceu e próximo à cúpula do PT, foi levado para depor de maneira coercitiva no último dia 1º e também sofreu ação de busca e apreensão. Em petição a Moro, a defesa dele argumentou que os arquivos em seu computador e pen drives contêm pesquisas de cunho jornalístico e que a Constituição garante o direito do sigilo de fonte. Os advogados pediram que os dados extraídos permanecessem acessíveis apenas às "partes com interesse processual". O jornalista dirige o site "Opera Mundi". Moro negou o pedido em despacho nesta quarta-feira (13). Disse que é "inviável" decretar sigilo sobre material ainda não examinado pelos policiais e de natureza não informada. Mas determinou que a polícia, "diante da profissão" de Altman, aja com "cautela" e só anexe ao inquérito o que for de interesse criminal relevante. Ao depor na 27ª fase da Lava Jato, Altman disse que emprestou dinheiro para o doleiro Enivaldo Quadrado, condenado no processo do Mensalão do PT, pagar em 2015 uma multa imposta pelo Supremo Tribunal Federal. Mas disse que o empréstimo foi pessoal, pela relação de amizade, e não teve nenhuma relação com o PT.
Delta Air Lines avalia incorporar aviões da Gol à frota
Posted: 14 Apr 2016 07:22 PM PDT
A norte-americana Delta Air Lines está avaliando oportunidades de incorporar à sua frota aeronaves da Gol, da qual é acionista, conforme a parceira brasileira toma medidas de redução de capacidade em meio à desaceleração da demanda no Brasil. O próximo presidente-executivo da Delta, Ed Bastian, comentou nesta quinta-feira (14) em teleconferência sobre seu resultado trimestral que a empresa está "trabalhando muito de perto com os parceiros no Brasil". "Estamos em diálogo... não somos os únicos indivíduos na mesa porque eles também estão conversando com alguns 'lessors' (empresas de leasing)", afirmou. Segundo a Delta, uma decisão sobre incorporar aeronaves da Gol à frota ou usar seus componentes para reformar outros aviões ainda não foi tomada. A Gol tem frota composta por aeronaves 737 da Boeing. A companhia aérea brasileira pretende reduzir entre 15% e 18% o volume total de decolagens em 2016. No fim do mês passado, a Gol disse que tem hoje 20 aeronaves excedentes na malha prevista ao longo deste ano, para o que negocia uma solução com empresas de leasing. Segundo o presidente da brasileira, Paulo Kakinoff, a discussão faz parte das atividades a serem realizadas com a contratação da empresa de assessoria financeira especializada SkyWorks Capital. Por sua vez, a Delta precisa renovar sua frota de aeronaves de um corredor. A empresa pretende aposentar cerca de 115 aeronaves mais antigas MD-88, assim como tirar de operação jatos menores e menos eficientes com os quais companhias aéreas regionais voam sob contrato com a norte-americana, disse o vice-presidente financeiro da Delta, Paul Jacobson.
BTG vende varejista Leader por R$ 1 mil e dívida de R$ 900 milhões
Posted: 14 Apr 2016 07:20 PM PDT
A empresa Legion Holdings anunciou nesta quinta-feria (14) que comprou a rede de varejo popular Leader do banco BTG Pactual. A transação foi acertada pelo valor simbólico de R$ 1 mil - já que a Legion irá assumir uma dívida de R$ 900 milhões da varejista. A Leader já está em processo de reestruturação operacional e deve anunciar cortes na área administrativa nos próximos dias. A Legion, fundada por pelos empresários Fabio Carvalho, André Peixoto e Rogerio Bimbi, é especializada em reestruturação de empresas. Carvalho também comandou a reestruturação da Casa & Video. "Acreditamos no potencial da Leader no segmento promissor de moda. É uma marca forte e com oportunidade de geração de valor. Vamos prepará-la para o próximo ciclo de consumo", afirmou em nota Fabio Carvalho. A Leader foi fundada em 1951, conta com 92 lojas e cerca de seis mil funcionários. Apesar do acerto entre BTG e Legion, ainda há uma pendência no negócio, relacionado a empresa Seller. Em 2013, a rede Seller passou a compor o grupo Leader. Em janeiro de 2015, porém, os fundadores da Seller entraram com um pedido judicial de falência da Leader referente ao atraso no pagamento de parcela relacionada à venda. As empresas ainda negociam uma solução para o impasse.
Além das lojas, o BTG Pactual tenta vender a subsidiária de cartões da Leader para o banco Bradesco. A Leader tinha sido comprada pelo banco BTG em 2012. A instituição financeira, contudo, passa por dificuldades de caixa após o fundador André Esteves ter sido preso em novembro do ano passado. Em dezembro, o banco BTG Pactual vendeu ao fundo soberano de Cingapura GIC ações da Rede D'Or São Luiz, a maior rede de hospitais privados do País. O negócio totalizou aproximadamente R$ 2,38 bilhões. No mesmo mês, o Itaú também comprou a participação do BTG na empresa de recuperação de crédito Recovery do Brasil Consultoria por R$ 640 milhões. Outra operação do BTG foi para que o banco sediado na Suíça EFG International adquirisse o BSI por entre 1,5 bilhão e 1,6 bilhão de francos suíços (R$ 6,13 bilhões e R$ 6,54 bilhões), em fevereiro deste ano.
Juiz Sérgio Moro determina o sequestro da casa onde vive a mãe do bandido petista mensaleiro José Dirceu
Posted: 14 Apr 2016 06:35 PM PDT
O juiz Sergio Moro determinou o sequestro de uma casa no interior de Minas Gerais onde mora a mãe do bandido petista mensaleiro e ex-ministro José Dirceu, que está preso e é réu na Operação Lava Jato. Moro havia ordenado em 2015 sequestros de imóveis de José Dirceu devido à "origem suspeita" dos recursos usados para comprar os bens. Em despacho do último dia 5, o juiz expediu ordem de sequestro de uma casa em Passa Quatro, cidade natal do ex-ministro, que pertence formalmente à TGS Consultoria, empresa suspeita de ocultar patrimônio do ex-ministro. O pedido havia sido feito pelo Ministério Público Federal. Na prática, a mãe do ex-ministro pode continuar ocupando o imóvel como "depositária" até uma decisão final. Em 2015, Sérgio Moro decidiu sequestrar bens do bandido petista mensaleiro José Dirceu não relacionados ao processo da Lava Jato porque as propriedades mencionadas na ação não cobriam "o produto estimado de propinas recebidas" pelo ex-ministro. A quantia, escreveu o juiz, soma mais de R$ 60 milhões. José Dirceu é suspeito de receber dinheiro de empreiteiras que tinham contrato com a Petrobras, como a Engevix. Em depoimento em janeiro, ele disse que comprou a casa para a mãe por meio da TGS e depois reembolsou a empresa. Também falou que prestava consultoria publicamente no Brasil e em outros países para empresas e que não tinha o objetivo de enriquecer.
PROS libera a bancada, mas líder trabalha por voto pró-impeachment
Posted: 14 Apr 2016 06:15 PM PDT
Partido que desde a sua fundação, em 2013, caminha ao lado do governo, o PROS está rachado sobre a posição que adotará durante a votação do impeachment. A bancada se reuniu nesta quinta-feira e decidiu liberar os deputados na sessão do próximo domingo. Favorável à destituição de Dilma, porém, o líder da legenda, Ronaldo Fonseca (DF), ainda trabalha por buscar unidade no partido - atualmente, três são favoráveis à ação e outros três, contrários. Uma nova reunião foi convocada para esta sexta-feira para discutir a possibilidade de fechamento de questão. Nos bastidores, o PROS tenta desde o fim de março uma reacomodação no governo Dilma. O partido passou a comandar o Ministério do Esporte neste ano - mas por apenas uma semana, após George Hilton deixar o PRB, que rompeu com Dilma e embarcou na campanha pelo impeachment. Hilton migrou para o PROS em busca de continuar à frente da pasta, mas, apesar do gesto político, acabou demitido pela presidente da República. Ele ainda não se posicionou oficialmente sobre qual posição adotará na ação contra Dilma.
STF indefere ação do PCdoB contra o rito do impeachment
Posted: 14 Apr 2016 05:48 PM PDT
Em instantes o STF retoma sessão extraordinária com quatro mandados de segurança contra a votação do impeachment, inclusive aquela movida pela AGU
Por Reinaldo Azevedo - Indeferida: Em sessão extraordinária que iniciou-se no fim da tarde de hoje o STF, Supremo Tribunal Federal, julgou a Ação Direta de Inconstitucionalidade 5498 movida pelo PCdoB, Partido Comunista do Brasil e a indeferiu. O PCdoB acusava inconstitucionalidade da ordem definida para votação do impeachment, mas a Corte entendeu que o caso era de "interna corporis", que não deferia haver interferência do Judiciário; mesmo assim, a forma de votação, qual ordem, se nominal, ocuparam a pauta dos ministros que mostraram divergências. A maioria do STF (Supremo Tribunal Federal) validou nesta quinta-feira (13) trecho do regimento da Câmara dos Deputados que prevê que votações nominais devem iniciar com deputados de Norte para o Sul, e vice-versa. Ricardo Lewandowski, Edson Fachin e Marco Aurélio Mello foram os votos pelo deferimento da ação, derrotados pelos outros sete ministros que votaram nesta tarde: Gilmar Mendes, Carmen Lucia, Luis Roberto Barroso, Teori Zavaski, Rosa Weber, Luiz Fux e Celso de Mello. O ministro Dias Toffoli esteve ausente da sessão. Após breve intervalo, a Corte volta ainda esta noite aos trabalhos de análise de mais quatro mandados de segurança, um deles da AGU, Advocacia-Geral da União, todos relativos à votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff.
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