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Discussão de pedido de impeachment termina antes do previsto
PSB tem 28 a 4 pelo impeachment - mande e-mails aos deputados para que eles não esqueçam de como votar, é no Impeachment
Investigado no caso do Triplex do Guarujá atuava para a criadora de offshores Mossack Fonseca
Discussão de pedido de impeachment termina antes do previsto
Posted: 17 Apr 2016 01:23 AM PDT
Passadas 43 horas, a Câmara concluiu às 3h42 deste domingo (17) a fase de deliberação do processo de impeachment na presidente Dilma Rousseff. A votação está marcada para às 14 horas. A última sessão de discursos, prevista inicialmente para acabar pela manhã, foi encurtada por um acordo entre os líderes partidários. Eles abriram mão de subir à tribuna, na condição de comandantes de suas bancadas, para que a discussão terminasse mais cedo. Além disso, cerca de 140 dos 513 deputados não compareceram ou também decidiram não fazer uso da palavra pelos três minutos garantidos a cada um dos parlamentares da Casa. Desde o final da noite de sexta-feira (16) até a madrugada deste domingo, quase 120 deputados discursaram, a favor e contra o impedimento de Dilma. Esta foi a sessão mais longa da história da Câmara dos Deputados. De acordo com a Secretaria-geral da Casa, o tempo de debate ultrapassou o registrado durante a Medida Provisória dos Portos, em 2013, quando deputados permaneceram 36 horas e 35 minutos deliberando a matéria. Terceira no ranking, a eleição do ex-presidente Severino Cavalcanti para a presidência da Câmara levou 17h15, em 2007. A discussão do impeachment em plenário começou na sexta-feira (14), às 8h55. A maior interrupção ocorreu na madrugada de sábado (16), 15 minutos, por volta das 5 horas. Pelo regimento interno da Casa, cada sessão extraordinária pode durar, no máximo, cinco horas. Desde sexta-feira de manhã, porém, assim que uma se encerra, o deputado que está presidindo os trabalhos determina a abertura de outra, logo em seguida.
PSB tem 28 a 4 pelo impeachment - mande e-mails aos deputados para que eles não esqueçam de como votar, é no Impeachment
Posted: 16 Apr 2016 11:12 AM PDT
A oposição continua contando com 28 dos 32 votos do PSB, apesar das investidas do governo para cooptar deputados e mexer nesse placar. Declararam voto contrário ao impeachment de Dilma os seguintes parlamentares do PSB (mande e-mails a eles, para que não esqueçam como devem votar, a favor do impeachmnet):
- José Reinaldo (MA)
dep.josereinaldo@camara.leg.br
- Bebeto (BA)
dep.bebeto@camara.leg.br
- César Messias (AC)
dep.cesarmessias@camara.leg.br
- Janete Capiberibe (AP)
dep.janetecapiberibe@camara.leg.br
Investigado no caso do Triplex do Guarujá atuava para a criadora de offshores Mossack Fonseca
Posted: 16 Apr 2016 09:49 AM PDT
O empresário Ademir Auada, preso na fase "Triplo X" da Operação Lava Jato, atuava como intermediário na venda de offshores criadas pela empresa de advocacia e consultoria panamenha Mossack Fonseca. Arquivos da companhia listam 29 empresas em que Auada aparece como intermediário. Esse tipo de operação dificulta a revelação da identidade dos verdadeiros donos. Os arquivos da Mossack Fonseca revelados pela série Panama Papers mostram que Auada era o contato entre a firma panamenha e a publicitária Nelci Warken. Para a Polícia Federal, Nelci era "testa de ferro" num esquema montado pela Bancoop, o PT e a OAS. O objetivo seria esconder a verdadeira propriedade de imóveis do Condomínio Solaris, no Guarujá. Durante as investigações da Lava Jato, a Polícia Federal levantou a suspeita de que um apartamento tríplex no Condomínio Solaris pertenceria à família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – o que o petista nega. Ademir Auada foi preso na 22ª fase da Lava Jato, quando voltava de viagem ao Panamá. A "Triplo X", como foi batizada, investiga se a OAS lavou dinheiro por meio de negócios imobiliários que beneficiaram o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. Auada foi solto em fevereiro, juntamente com Nelci Warken. A Procuradoria Geral da República decidiu não requerer prisão preventiva dos dois. A série Panama Papers, que começou a ser publicada no diz 3 de abril, é uma iniciativa do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), organização sem fins lucrativos e com sede em Washington, nos EUA. Os dados foram obtidos pelo jornal Süddeutsche Zeitung. O material está em investigação há cerca de um ano. Participam desse trabalho com exclusividade no Brasil o UOL, o Estado e a RedeTV!. Em vários casos, inclusive no de Nelci, os funcionários da Mossack recebem instruções para "nunca contatar os clientes". Eles deveriam contatar Auada. Em 2012 e 2013, Auada esteve no Panamá para tratar diretamente da documentação das empresas de Nelci (Hazelvile International Inc. e Woodbay Holdings SA) e da Murray Holdings LLC, offshore dona de imóveis no edifício Solaris. Os arquivos da Mossack Fonseca apresentam 1.236 menções ao nome de Auada. Dão indícios de uma relação longa e produtiva entre eles. O empresário paulistano trabalha com a empresa panamenha pelo menos desde 2001. Há registro de várias reuniões entre ele e Mercedes Riaño, chefe da Mossack Fonseca Brasil, foragida da Polícia Federal brasileira desde que a fase "Triplo X" da Lava Jato foi deflagrada, no final de janeiro. Auada também viajava muito ao Panamá para se encontrar pessoalmente com funcionários da matriz da Mossack Fonseca. Um deles comenta, em registro de 2001, que o empresário ia ao Panamá a cada 40 dias, em média. Em uma de suas viagens, em maio de 2002, Auada fez avaliações sobre as eleições brasileiras durante um jantar com funcionários da Mossack. O relato está assim em documento dos Panamá Papers: "As eleições presidenciais (no Brasil) ocorrerão em outubro deste ano (2002). A esquerda é muito forte e, se ganhar, seria muito ruim para o país, mas bom para seus negócios". O contexto dessa citação de Auada era o de que a eventual chegada do PT ao Palácio do Planalto produziria alguma reação de pânico entre os brasileiros mais abastados. Dessa forma, muitos poderiam desejar abrir empresas offshores para enviar recursos ao exterior – o que ajudaria os negócios da Mossack Fonseca. Edvaldo Kavaliauskas, advogado que representa Auada nos processos da Lava Jato, confirmou a relação de seu cliente com a Mossack Fonseca, mas disse que ele deixou de trabalhar com os panamenhos há cerca de dois anos. "Se subsistia alguma relação, era só o pagamento de anualidade de firmas que ele intermediou antes", disse. Segundo Kavaliauskas, Auada trabalhava como uma espécie de "despachante" internacional, auxiliando empresas na "redução da carga tributária". Ele informa que Auada possuía clientes no Panamá e em outros países, o que justificaria suas frequentes viagens.
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