Videversus
Propina abasteceu campanha de Dilma de 2014, diz Andrade Gutierrez
STJ envia desembargador do Mato Grosso para a cadeia
Renan Calheiros já mandou arquivar o pedido de impeachment do ministro Marco Aurélio Mello
Celso de Mello, mesmo sem querer, desmoraliza Marco Aurélio; só usou, para isso, a ordem legal
Bolívar Lamounier pede providências a Janot sobre compra de votos
Temer diz a Roberto Jefferson que Brasil está ‘sem norte de autoridade’
Relator aprova pedido de impeachment da petista Dilma Rousseff - leia a íntegra do seu voto
Del Nero e Ricardo Teixeira terão que depor na CPI do Futebol
Movimento católico pede que igreja se posicione contra o PT
Acompanhe a sessão da Comissão do Impeachment para leitura do parecer do relator
Deputado dá voto pelo impeachment como presente de aniversário à filha
Petrobras superestimou em US$ 45 bilhões o retorno de 59 grandes projetos
PP, a Arena atual, partido do Mensalão e do Petrolão, fica na base governista até votação do impeachment na Câmara
Propina abasteceu campanha de Dilma de 2014, diz Andrade Gutierrez
Posted: 07 Apr 2016 02:22 AM PDT
A Andrade Gutierrez, segunda maior empreiteira do País, fez doações legais às campanhas de Dilma Rousseff (PT) e de seus aliados em 2010 e 2014 utilizando propinas oriundas de obras superfaturadas da Petrobras e do sistema elétrico. A informação consta da delação premiada do ex-presidente da empresa, Otávio Marques de Azevedo, e foi sistematizada por ele em uma planilha apresentada à Procuradoria-Geral da República. O ex-presidente e o ex-executivo Flávio Barra detalharam a planilha em depoimentos ocorridos em fevereiro, enquanto negociavam a delação premiada que espera homologação no Supremo Tribunal Federal. É a primeira vez que é descrito por um empresário o esquema revelado pela Operação Lava Jato, de financiamento de partidos por meio de propinas de contratos públicos legalizadas na forma de doação eleitoral. Em 2014, a Andrade Gutierrez doou R$ 20 milhões para o comitê da campanha de Dilma. Na tabela, que inclui também doações em 2010 e 2012, cerca de R$ 10 milhões doados às campanhas de Dilma estão vinculados à participação da empreiteira em contratos de obras públicas. Não está claro se o valor endereçado a Dilma foi doado ao comitê ou ao Diretório Nacional do PT. Segundo Azevedo disse a procuradores, a propina que abasteceu a campanha tinha origem em contratos da empreiteira para a execução das obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, a usina nuclear de Angra 3 e a megahidrelétrica de Belo Monte – que estão entre as dez maiores do Programa de Aceleração do Crescimento, vitrine petista. Azevedo traçou uma divisão na composição das doações oficiais. Segundo ele, existia a parte dos "compromissos com o governo" por atuar nas obras – isto é, propina – e a parte "republicana", ou seja, a ação institucional em forma de doação. A tabela também relaciona valores para as campanhas de Dilma em 2010 e para o Diretório Nacional do PT na eleição municipal de 2012. Não há citação à campanha dos adversários tucanos de Dilma. Segundo envolvidos na negociação do acordo, os delatores afirmam que até 2008 os valores doados legalmente para PT e outros partidos, como PSDB, eram similares. A delação da Andrade Gutierrez engloba ainda pagamento de propinas relacionadas a obras executadas em estádios da Copa do Mundo de 2014, como Maracanã, Mané Garrincha e Arena Amazonas, e atinge não só o PT mas também o PMDB. Ao todo, 11 executivos da construtora prestaram depoimentos no Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília, que já foram encaminhados para o ministro Teori Zavascki homologar a delação. Alguns chegaram a ser presos, como Azevedo, mas todos estão soltos. Pelo acordo, a construtora se comprometeu a pagar uma indenização de R$ 1 bilhão e alterar seu relacionamento com o setor público. A negociação para estruturar o esquema teve participação de Antonio Palocci Filho, o homem-forte da campanha de Dilma em 2010. Para os delatores, Palocci era o "representante do governo" e de Erenice Guerra, ex-ministra-chefe da Casa Civil e braço-direito de Dilma quando a obra de Belo Monte estava em gestação. Segundo a delação, foi a partir de Belo Monte que o esquema de pagamentos ganhou escala. A Andrade e a Odebrecht foram responsáveis pelos estudos prévios do projeto da usina. As duas empreiteiras, mais a Camargo Corrêa, desistiram de participar do leilão da usina em junho de 2010 por discordarem da estimativa de R$ 19 bilhões feita pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética). Outro grupo de empresas, sozinho, acabou ganhando a concorrência. As grandes ficaram fora da obra por pouco tempo: no final de 2011, as três passaram a integrar o Consórcio Construtor de Belo Monte.
STJ envia desembargador do Mato Grosso para a cadeia
Posted: 06 Apr 2016 11:10 PM PDT
A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça aprovou nesta quarta-feira (6) o início imediato da execução da pena (antes do trânsito em julgado) do desembargador Evandro Stábile, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT). Ex-presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, Stábile foi condenado em novembro de 2015 a seis anos de prisão em regime fechado pelo crime de corrupção passiva (aceitar e cobrar propina em troca de decisão judicial). A condenação também impôs a perda do cargo. O crime foi descoberto no curso das investigações da operação Asafe, na qual a Polícia Federal apurou um esquema de venda de sentenças. Trata-se da primeira decisão da Corte Especial a aplicar o novo entendimento do Supremo Tribunal Federal. O julgamento foi retomado nesta quarta-feira com a apresentação do voto-vista da ministra Laurita Vaz, que acompanhou a relatora do processo, ministra Nancy Andrighi, para determinar a expedição imediata do mandado de prisão para execução provisória da pena. O acórdão condenatório foi publicado no dia 2 de fevereiro. A maioria dos ministros (oito votos a seis) decidiu pelo início imediato do cumprimento da pena. A ministra Nancy Andrighi registrou em seu voto que o desembargador aceitou e cobrou propina para manter a prefeita de Alto Paraguai no cargo. Ela perdeu as eleições, mas o vencedor teve o mandato cassado por suposto abuso de poder econômico.
Renan Calheiros já mandou arquivar o pedido de impeachment do ministro Marco Aurélio Mello
Posted: 06 Apr 2016 10:35 PM PDT
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou nesta quarta-feira, 6, sua decisão de arquivar um pedido de impeachment do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, apresentado mais cedo pelo Movimento Brasil Livre (MBL) à Casa Legislativa. O grupo, um dos principais movimentos de rua favoráveis à destituição da presidente Dilma Rousseff, havia questionado a decisão liminar do ministro do STF, que ordenou à Câmara levar adiante um impeachment contra o vice-presidente Michel Temer. Renan aproveitou a decisão lida em plenário para mandar uma série de recados. Inicialmente, o peemedebista disse que deixava de receber a denúncia por falta de comprovação de documentos dos autores do pedido - o advogado Rubens Nunes Filho, coordenador nacional do MBL, deixou de juntar à denúncia o título de eleitor e a certidão da quitação eleitoral. Mas o presidente do Senado fez questão de entrar no mérito da questão e informou que rejeitava o pedido por inexistência de justa causa do cometimento de crime de responsabilidade. Ele disse que os atos descritos na denúncia contra Marco Aurélio Mello foram praticados no exercício regular da jurisdição e da competência atribuída a ministro do STF e que podem ser objetos de revisão e controles no âmbito do Poder Judiciário. Após ler sua decisão, Renan fez um breve comentário ao afirmar que não se pode ser "leviano" com a democracia, nem menosprezar ou subestimar a importância da separação dos poderes. "É hora mais do que nunca do Poder Legislativo ser Legislativo, do Poder Judiciário atuar como Poder Judiciário e do Poder Executivo se portar como Executivo. Cada um exercendo e se limitando a sua competência. A interferência de um poder no outro é o maior desserviço que se pode fazer à República", destacou. O presidente do Senado afirmou ainda, após manifestações de senadores, que é preciso ter cuidado com o uso desse tipo de expediente. "Mais do que nunca não podemos brincar com os mecanismos constitucionais", disse.
Celso de Mello, mesmo sem querer, desmoraliza Marco Aurélio; só usou, para isso, a ordem legal
Posted: 06 Apr 2016 10:22 PM PDT
Decano do Supremo recusa liminar para obrigar a abertura de outro processo de impeachment contra Temer e lembra o óbvio, destacado neste blog: ""a submissão das questões de índole regimental ao poder de supervisão jurisdicional dos tribunais implicaria, em última análise, caso admitida, a inaceitável nulificação do próprio Legislativo, especialmente em matérias –como a de que trata este processo"
Por Reinaldo Azevedo - Pois é… Celso de Mello desmoralizou de modo acachapante a esdrúxula liminar concedida p0r Marco Aurélio, determinando a instalação da comissão do impeachment de Michel Temer. Leia trecho da reportagem de Márcio Falcão, na Folha. E notem que a argumentação de Celso é rigorosamente aquela empregada neste blog desde o primeiro momento.
*
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de Mello negou, nesta quarta-feira (6), pedido do deputado Cabo Daciolo (PTdoB-RJ) para que o tribunal determinasse a abertura de mais um pedido de impeachment do vice-presidente Michel Temer e afirmou que a medida poderia representar interferência do Judiciário no Legislativo. Isso porque o ministro avalia que é atribuição do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), receber ou não o pedido de afastamento. O entendimento de Celso, ministro mais antigo do STF, contraria decisão do colega Marco Aurélio Mello que determinou na terça (6) que a Câmara dê seguimento a outro pedido de impeachment do vice-presidente que havia sido rejeitado por Cunha. (…) A decisão de Celso não tem influência sobre o caso que está com Marco Aurélio (…). Para Celso de Mello, a abertura do processo de impeachment é uma questão interna da Câmara, e atos do Congresso dentro de sua competência estão imunes à revisão judicial. "É inviável a possibilidade jurídica de qualquer atuação corretiva do Judiciário, constitucionalmente proibido de interferir na intimidade dos demais poderes da República, notadamente quando provocado a invalidar atos que (…) traduzem mera aplicação de critérios regimentais", disse o ministro. Celso de Mello afirmou que o STF tem decisões anteriores no sentido de que o Judiciário não pode adentrar em questão interna do Congresso sobre a aplicação do regimento. O ministro disse ainda que não pode anular uma decisão em que não se verifique qualquer evidência de que tenha sido vulnerado o texto da Constituição e que "a submissão das questões de índole regimental ao poder de supervisão jurisdicional dos tribunais implicaria, em última análise, caso admitida, a inaceitável nulificação do próprio Legislativo, especialmente em matérias – como a de que trata este processo". (…) Temer criticou a decisão de Marco Aurélio. Ele disse ter ficado "extremamente espantado" e "enormemente surpreso" com a decisão do ministro, o qual, segundo ele, comporta-se em geral "em obediência absoluta à ordem jurídica, e não à desordem jurídica". Em uma provocação, o vice-presidente afirmou que, ao ler o despacho do ministro, pensou que teria de "voltar ao primeiro ano da faculdade de direito para reaprender tudo".
Bolívar Lamounier pede providências a Janot sobre compra de votos
Posted: 06 Apr 2016 01:47 PM PDT
O cientista político denunciou à Procuradoria-Geral da República o modo desavergonhado como Lula e o governo vêm oferecendo a máquina pública para conter o impeachment
Veja o teor da representação que o sociólogo Bolivar Lamounier enviou ao Procurador Geral da República:
SÃO PAULO, 06.04.2016
EXMO. SR.
DR. RODRIGO JANOT
DD. PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
BRASÍLIA – DF
SR. PROCURADOR:
Valho-me da presente para encarecer a necessidade de uma intervenção urgente e enérgica por parte de Vossa Excelência no sentido de coibir a compra de votos de deputados federais orquestrada e conduzida pelo Sr. Luís Inácio Lula da Silva. Praticada às escâncaras, em plena luz do dia, sem qualquer disfarce ou rebuço, a referida ação vem sendo amplamente noticiada pela imprensa de todo o País, não faltando sequer a informação do "locus faciendi" escolhido pelo ex-presidente: o hotel Golden Tulip, em Brasília. Que se trata de uma prática criminosa, não há dúvida. Faz apenas três anos que o Supremo Tribunal Federal julgou a Ação Penal 470, o chamado "mensalão", cujo objeto era exatamente o mesmo: a compra de consciências e votos de congressistas. Daquele julgamento resultou a prisão de vários integrantes da "organização criminosa" que a concebeu e perpetrou, alguns dos quais continuam detidos. Não há como ignorar que o famigerado "mensalão" aconteceu durante o período presidencial do Sr. Luís Inácio Lula da Silva. Como bem sabe Vossa Excelência, os antigos "coronéis" do interior nordestino tornaram-se conhecidos como os grandes vilões de nossa história política. Mas, justiça seja feita, por execráveis que fossem suas ações de aliciamento eleitoral, eles as praticavam com recursos próprios, não com cargos e verbas públicas, como ocorre atualmente nas dependências do mencionado hotel brasiliense. A imperiosa necessidade da intervenção de Vossa Excelência encontra-se pois claramente configurada, de um lado, pela jurisprudência do STF, firmada em conexão com Ação Penal 470 e possivelmente com outras mais; do outro, pela alta conveniência – reforçada pela proximidade da votação inicial do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff pelo plenário da Câmara Federal - de impedir o prosseguimento da prática delituosa em curso, implicando inclusive a detenção preventiva de seu autor.
Sem outro particular, reitero-lhe nesta oportunidade os meus votos de elevada estima e apreço.
Respeitosamente,
Bolívar Lamounier
Temer diz a Roberto Jefferson que Brasil está ‘sem norte de autoridade’
Posted: 06 Apr 2016 01:40 PM PDT
Recém-chegado a Brasília, onze anos após ter tido o mandato cassado por sua participação no Mensalão do PT, o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) se encontrou, nesta quarta-feira, com o vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) no Palácio do Jaburu e manifestou apoio à possibilidade de o vice assumir a Presidência da República. Segundo o ex-deputado, Temer disse que o Brasil está "sem norte de autoridade" e que o País precisa de alguém para unir o Brasil — retomando a fala que fez em agosto do ano passado, e que gerou desconfiança do Palácio do Planalto — e se colocou "claramente" como a alternativa ao governo do PT. "Ele falou da crise institucional, que o Brasil está sem norte de autoridade, que todo mundo quer fazer o papel de todo mundo. E que precisa de alguém que restabeleça essa unidade", disse o petebista. Roberto Jefferson contou que Temer voltou ao assunto, levantado há oito meses, quando afirmou que era preciso "alguém" para unir o País. Na época, o governo interpretou a fala como um sinal claro de que o peemedebista almejava o cargo de Dilma, o que irritou a petista e ministros do núcleo duro do governo. No encontro desta quarta-feira, o vice afirmou que será importante fazer a "transição sem ódio ou confrontos". "Ele se colocou claramente (como a alternativa), ele não tem mais dúvidas. Claramente, ele disse que há alguns meses falou da crise, dizendo que precisava se fazer um governo de união, e ele voltou ao assunto. Disse que temos que unir o Brasil, que não podemos ter um país dividido, e que precisamos passar a fazer a transição sem ódio e sem confrontos", afirmou Roberto Jefferson. Na conversa, da qual também participou a deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ), filha de Roberto Jefferson e atual presidente do PTB — cargo que devolverá ao pai no dia 14 de abril —, o ex-deputado fez sugestões a Temer, como uma discussão profunda sobre a instauração de um regime parlamentarista. "O presidencialismo se exaure agora com esse segundo impeachment", disse o ex-deputado. Outra sugestão, com a qual o peemedebista concordou, foi a de um crivo mais rígido para nomeações de empresas estatais. Claro que não passa pela cabeça de Roberto Jefferson simplesmente eliminar a tentação da corrupção pela privatização de estatais. Segundo o ex-deputado, as nomeações futuras devem passar por uma comissão, que examinará o histórico de cada pessoa, e o escolhido deve abrir os sigilos bancário e fiscal, além de apresentar uma declaração de evolução patrimonial a cada seis meses. Temer concordou, e comentou que o Brasil precisa se adaptar ao "novo mundo", citando inclusive a exposição geral dos políticos com as recentes revelações dos nomes citados no "Panama Papers". Arquivos da empresa panamenha Mossack Fonseca mostram que o escritório criou e vendeu offshores para políticos de vários partidos e seus familiares. Michel Temer também mostrou preocupação com boatos de que ele, chegando ao poder, extinguiria o programa Bolsa Família, uma das principais vitrines dos governos Lula e Dilma. O ex-deputado contou que ele disse que dará continuidade ao programa e pretende ampliá-lo: "Temer mostrou preocupação com o Bolsa Família, ele disse que sabe que estão fazendo uma campanha de que ele vai extinguir, num possível governo dele. Ele disse que não fará isso, muito pelo contrário, que é fundamental continuar".
Relator aprova pedido de impeachment da petista Dilma Rousseff - leia a íntegra do seu voto
Posted: 06 Apr 2016 12:50 PM PDT
O relator da Comissão Especial do Impeachment, deputado federal Jovari Arantes (PTB-GO) apresentou um voto favorável pela continuidade do processo e o seu envio para julgamento pelo Senado Federal. Leia aqui a íntegra do voto do relator: https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDUdEFNTTRmYUVleDA/view?usp=sharing
Del Nero e Ricardo Teixeira terão que depor na CPI do Futebol
Posted: 06 Apr 2016 12:41 PM PDT
Os senadores da CPI do Futebol aprovaram na tarde desta quarta-feira (6) a convocação para depor do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero. Ricardo Teixeira, que comandou a entidade por mais de duas décadas, também teve a sua convocação aprovada pelos senadores. As datas dos depoimentos ainda não foram fechadas pelos parlamentares. Del Nero está afastado do cargo desde dezembro, quando o FBI o acusou de ser beneficiário de um esquema de recebimento de propina na venda de direitos de torneios no país e no exterior. Ele também é investigado pelo Comitê de Ética da Fifa. No depoimento, os senadores vão questionar detalhes de negócios feitos pelo cartola com o empresário Wagner Abrahão, que também terá que depor na CPI. além de uma suposta conta do dirigente no Exterior. Na sessão desta quarta-feira os senadores também aprovaram a convocação do depoimento de Marco Polo del Nero Filho e de Gustavo Feijó, vice-presidente da CBF. Del Nero Filho terá que depor para esclarecer uma série de negócios que realizou juntamente com o seu pai.
Em abril, a Folha revelou que o presidente licenciado da CBF e seu filho compraram de Abrahão por R$ 5,2 milhões uma cobertura dúplex de mais de 300 metros quadrados na Barra da Tijuca, zona nobre do Rio de Janeiro. O apartamento pertencia a uma empresa dos filhos de Abrahão. No acordo, Del Nero e seu filho repassaram ao empresário por cerca de R$ 410 mil e um saldo devedor (não revelado) de uma outra cobertura no condomínio. O imóvel valeria no mínimo cerca de R$ 4 milhões, de acordo com corretores cariocas especializados em apartamentos de luxo. A negociação é considera suspeita pelo presidente da CPI, senador Romário (PSB-RJ). Suspeito de usar dinheiro de caixa dois na sua campanha a prefeito de Boca da Mata, interior de Alagoas, Gustavo Feijó vai responder os questionamento dos senadores sobre uma suposta ajuda financeira da CBF em 2012. Numa mensagem trocada entre os dois cartolas, obtida pelos senadores, Feijó cobra Del Nero por dinheiro para a sua campanha. Na resposta, o presidente licenciado da CBF diz que os pagamentos serão feitos. No documento, Feijó diz que o orçamento de sua campanha seria de R$ 2.013.900,00. Mas ele declarou à Justiça Eleitoral ter arrecadado uma receita de R$ 130 mil. A CBF não aparece como doadora da campanha, segundo o TSE. O dirigente foi eleito prefeito de Boca da Mata. Os requerimentos aprovados pela CPI convocando os cartolas e empresários foram pedidos pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede).
Movimento católico pede que igreja se posicione contra o PT
Posted: 06 Apr 2016 12:31 PM PDT
Às vésperas da 54ª Assembleia Geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), aberta nesta quarta-feira (6), em Aparecida, no interior de São Paulo, o movimento católico "Legislação e Vida" divulgou um carta aberta aos bispos do País cobrando uma "posição clara e firme em relação aos graves danos que o PT causou à Igreja Católica e à nação brasileiras nestas últimas décadas, especialmente nos últimos 13 anos à frente do governo". O documento, assinado por Hermes Rodrigues Nery, coordenador do movimento, foi publicada no último dia 29 em um site de petições online e, até agora, já alcançou 5.200 assinaturas. A carta não fala explicitamente o impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas Nery afirma ser um defensor do processo de deposição. "Hoje, além de política e econômica, a crise no Brasil é moral. O PT chegou a um ponto que não dá para defender, do ponto de vista moral", diz ele. A Igreja Católica, segundo ele, não pode ficar omissa diante do atual momento do País. Embora o documento não seja direcionado à CNBB como instituição, mas sim aos bispos individualmente, acusa o "clero progressista" da entidade de complacência com o "ideário socialista" do PT, "que emergiu com a bandeira da ética para chegar ao poder e depois dilapidar o estado brasileiro, aparelhando as instituições e implementando a agenda antivida e antifamília, a agenda abortista". O texto diz que o PT chegou "aonde chegou com a conivência, a cumplicidade, a omissão (e até o favorecimento) de muitos bispos, seduzidos pela retórica do populismo e pela demagogia" e afirma que faltou aos integrantes coragem para "denunciar o PT como um partido revolucionário, de ideário socialista, aliado de governos comunistas e ditatoriais (especialmente Cuba)". "Faltou coragem a muitos bispos do Brasil, firmeza, e fidelidade ao Magistério: ao não alertarem os fiéis do risco de excomunhão - e do risco à própria salvação - aos que apoiavam o PT", diz a carta. O documento faz ainda referência à Operação Lava Jato e diz que as investigações "escancararam ao mundo a verdadeira face do PT". "Urge que os bispos do Brasil, ainda em tempo, façam o mea culpa por terem permitido ao PT chegar aonde chegou, com as consequências calamitosas no campo político e econômico, mas sobretudo no campo moral e cultural. Que sigam o exemplo de um papa, João Paulo 2º, que teve a humildade de pedir perdão e rever posturas quando necessário". A 54ª Assembleia Geral da CNBB, que tem como tema central "Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade", segue até o dia 15 de abril. Durante o encontro em Aparecida, que terá a participação de cerca de 320 bispos de todo o País, serão discutidas as diretrizes da igreja no Brasil.
Acompanhe a sessão da Comissão do Impeachment para leitura do parecer do relator
Posted: 06 Apr 2016 11:54 AM PDT
Deputado dá voto pelo impeachment como presente de aniversário à filha
Posted: 06 Apr 2016 11:14 AM PDT
O deputado federal Celso Maldaner, do PMDB de Santa Catarina, foi convencido a votar a favor do impeachment pela filha. A menina pediu que o pai votasse contra Dilma como presente de aniversário de 15 anos.
Petrobras superestimou em US$ 45 bilhões o retorno de 59 grandes projetos
Posted: 06 Apr 2016 10:23 AM PDT
A diretoria executiva da Petrobras sabia, já em 2014, que a rentabilidade dos seus 59 maiores projetos em andamento seria reduzida em 45 bilhões de dólares, ou 165 bilhões de reais ao câmbio atual, em relação à expectativa, devido às projeções otimistas adotadas nos cálculos. A informação, divulgada nesta quarta-feira pelo jornal Valor Econômico, consta de relatórios internos e que foram encaminhados aos conselhos de administração e fiscal na última semana, como denúncia anônima de funcionários da empresa. De acordo com a reportagem, a perda de rentabilidade não tinha relação com a oscilação do preço do petróleo e dizia respeito apenas à eficiência de planejamento e execução. As projeções adotadas na avaliação inicial dos projetos não se confirmaram, fazendo com que o retorno esperado de 109 bilhões de dólares tivesse mais de 40% de redução devido às variações negativas em relação às premissas usadas para prazo, produção, custo operacional e investimento. De acordo com o relatório, se os projetos mantivessem prazos, custos operacionais e de investimento, escopo e produção previstos na aprovação do projeto básico, o resultado positivo seria de 109 bilhões de dólares em vez de 64,1 bilhões de dólares. A reportagem mostra ainda que o preço do petróleo é um "fator não gerenciável" e que pode suavizar ou acentuar as perdas de rentabilidade com os fatores gerenciáveis. Ou seja, quanto menos eficiente for um projeto, mais exposta a companhia fica às oscilações do preço do barril. Em 2014, o valor médio do barril ficou acima de 99 dólares, enquanto a média neste ano está em torno de 36 dólares. Do total de redução da rentabilidade verificada em 2014, 34 bilhões de dólares (75%) ocorreram nos projetos de Exploração e Produção (E&P), o coração da petrolífera, mostrou o relatório. Dos 59 projetos avaliados em 2014, exploração e produção (34) e abastecimento (11) concentravam os principais.
PP, a Arena atual, partido do Mensalão e do Petrolão, fica na base governista até votação do impeachment na Câmara
Posted: 06 Apr 2016 10:13 AM PDT
O presidente nacional do PP, a Arena atual, partido do Mensalão e do Petrolão, o senador Ciro Nogueira (PI), anunciou nesta quarta-feira que a legenda, que tem 48 deputados e seis senadores, permanecerá na base aliada do governo Dilma Rousseff pelo menos até o final da votação do processo de impeachment da petista na Câmara dos Deputados. A decisão foi oficializada depois que dissidentes do partido não conseguiram apoio suficiente para forçar o partido a abandonar o grupo de siglas que dão sustentação ao Palácio do Planalto. Entre os pepistas, partido fartamente representado nas investigações do Mensalão e agora da Operação Lava Jato, 24 deputados e senadores haviam assinado pedido para rompimento com o governo, mas um levantamento preliminar da agremiação chegou ao veredicto de que dos 57 votantes em uma eventual reunião do diretório, mais de 40 deles queriam ficar no governo. Com o panorama amplamente favorável à manutenção da legenda na base governista, a avaliação foi de que não era mais necessário levar o desembarque do governo à votação. Todo o País sabe porque esses dedicados servidores do bem público querem ficar no poder, eles gostam muito do povo. É isso. "Se os dissidentes tivessem número para desembarcar, teria a reunião, mas nunca houve maioria. O PP fica na base até o final da votação do impeachment", disse Ciro Nogueira, ele próprio um dos alvos de inquérito na Lava Jato. No leilão do espólio do PMDB, que abriu a fila de partidos que decidiram abandonar o governo, o Palácio do Planalto chegou a oferecer ao PP os ministérios da Saúde ou da Educação, mas pressões de peemedebistas que insistem em permanecer no governo levaram à retirada da oferta da pasta da Saúde. A presença do ministro Marcelo Castro (PMDB) no cargo é avaliada como uma possibilidade de transferência de votos na Câmara contrários ao impeachment da Dilma. Entre o PP, a própria direção do partido contabiliza defecções certas nas bancadas do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina, favoráveis ao desembarque do governo. Com a decisão da presidente de anunciar a nova reforma ministerial somente após a votação do impeachment na Câmara, partidos como o PR e o próprio PP tendem a aumentar o "preço" de seus votos contra a deposição de Dilma. Traições nas siglas também são consideradas prováveis. "Não vou negar que o PP tem uma grande parcela que vota pelo impeachment", admitiu o presidente do partido.
To stop receiving these emails, you may unsubscribe now.
Email delivery powered by Google
Google Inc., 1600 Amphitheatre Parkway, Mountain View, CA 94043, United States














Nenhum comentário:
Postar um comentário