Alerta Total
Marido da Marcela não bota mulher no ministério?
O dever de temer Temer
Geléia Geral - Quadro Partidário tem se mostrado inviável
Presidento Michel Temer conseguirá governar?
DILMERDA!
Dilma é afastada. Presidento Michel Temer conseguirá governar?
Marido da Marcela não bota mulher no ministério?
Posted: 12 May 2016 01:35 PM PDT
Com a Marcela, não vamos ter "Jaburu" morando no Palácio...
2a Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Nada fácil é a vida de Primeira-Dama. Mesmo antes do marido assumir o lugar da Presidenta Dilma Rousseff, afastada pelo Senado, Marcela Temer foi vítima da extorsão de um hacker que invadiu seu computador. O bandido cobrou dela a merreca de R$ 15 mil para não divulgar fotos íntimas do casal Temer. Para felicidade do novo Presidento e esposa, a Polícia de São Paulo prendeu quatro envolvidos no crime. A notícia foi divulgada, com discrição, pela Rede Record. As demais emissoras deram uma providencial censuradinha...
Desse lamentável ciberataque que rendeu cadeia aos marginais, vamos direto às recentes novidades (não muito boas) da pornográfica politicagem brasileira. Não se sabe por que motivo, o Presidento em Exercício Michel Temer tirou o status de ministério do Banco Central. O time de ministros que ele escalou, excessivamente político e sem mulheres, parece pronto para sofrer uma goleada de 13 a 1 para a Alemanha. Mais estranho ainda é saber que o novo ministro da Fiscalização, Transparência e controle foi indicado por Renan Calheiros e por Romero Jucá - dois enrolados na Lava Jato. A gestão Temer adorará o lema: "Governo Federal: Ordem e Progresso". A "Pátria Educadora" foi reprovada...
Michel é esperto. O primeiro compromisso oficial dele, depois de empossar ministros no Palácio do Planalto, será o comparecimento estratégico à posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Gilmar Mendes será o responsável por julgar aquele processo que trata da anulação da chapa presidencial Dilma-Temer. O Presidento-tampão sabe que a evolução do caso, a favor ou contra ele, vai depender, diretamente, do sucesso imediato de sua atuação no lugar de Dilma.
Não vai ser fácil. Até o momento, Temer não deu indicações seguras de que tem competência para solucionar a crise estrutural brasileira. A situação econômica é péssima. A máquina estatal dá sinais de falência múltipla. Os problemas institucionais ainda são gravíssimos. Temer dependerá demais da relação com a Câmara e o Senado. Ou seja, querendo ou não, fica refém da politicagem patrimonialista e fisiológica, se quiser garantir a maioria para aprovar tudo que propuser. Novamente, o Brasil segue no falido Presidencialismo de coalizão, que sempre acaba em colisão... Hoje, Temer teria o apoio de 370 deputados e 60 senadores...
O novo ministério tem reunião agendada nesta sexta-feira 13. Temer reduziu de 32 para 23 o número de ministérios. Até agora, cometeu uma ligeira mancada em relação a Dilma. O maridão daquela moça bela, recatada e do lar não escalou mulheres como ministras. A mulherada, maioria no eleitorado, vai reclamar... Nas próximas semanas, Temer enfrentará outra prova de fogo: terá de exonerar uns 10 mil petistas dos bem remunerados cargos em comissão. Este será o dramático momento em que a máquina ineficiente irá travar - o que tende a piorar a situação.
A saideira de Dilma
Temer entrou... Tem chances de entrar pelo cano, em breve... Dilma ainda é "Presidente da República"... Apenas foi afastada com a remota esperança de retorno. O Presidento-tampão reina de forma absoluta, porque a preguiça legislativa não votou, até hoje, uma lei que regulamente, de forma clara, qual o papel do Vice-Presidente quando substitui o titular do cargo. Dilma promoveu uma saída festiva. Vale registrar, para a História, a íntegra do discurso de 14 minutos e 13 segundos de saideira da Dilma, no Palácio do Planalto:
"Bom dia. Bom dia senhores e senhoras jornalistas, bom dia — aqui tem parlamentares, ministros, bom dia a todos aqui.Eu vou fazer uma declaração à imprensa, portanto, não é uma entrevista, é uma declaração.
Queria, primeiro, dizer a vocês e dizer, também, a todos os brasileiros e a todas as brasileiras, que foi aberto pelo Senado Federal o processo de impeachment e determinada a suspensão do exercício do meu mandato pelo prazo máximo de 180 dias.
Eu fui eleita presidenta por 54 milhões de cidadãs e de cidadãos brasileiros e é nesta condição, na condição de presidenta eleita pelos 54 milhões, que eu me dirijo a vocês nesse momento decisivo para a democracia brasileira e para nosso futuro como Nação.
O que está em jogo no processo de impeachment não é apenas o meu mandato. O que está em jogo é o respeito às urnas, à vontade soberana do povo brasileiro e à Constituição. O que está em jogo são as conquistas dos últimos 13 anos: os ganhos das pessoas mais pobres e da classe média, a proteção às crianças, os jovens chegando às universidades e às escolas técnicas, a valorização do salário mínimo, os médicos atendendo a população, a realização do sonho da casa própria, com o Minha Casa Minha Vida. O que está em jogo é, também, a grande descoberta do Brasil, o pré-sal. O que está em jogo é o futuro do País, a oportunidade e a esperança de avançar sempre mais.
Diante da decisão do Senado, eu quero, mais uma vez, esclarecer os fatos e denunciar os riscos para o País de um impeachment fraudulento, um verdadeiro golpe.
Desde que fui eleita, parte da oposição, inconformada, pediu recontagem de votos, tentou anular as eleições e depois passou a conspirar abertamente pelo meu impeachment. Mergulharam o País em um estado permanente de instabilidade política, impedindo a recuperação da economia com um único objetivo: de tomar à força o que não conquistaram nas urnas.
Meu governo tem sido alvo de intensa e incessante sabotagem. O objetivo evidente vem sendo me impedir de governar, e, assim, forjar o meio ambiente propício ao golpe. Quando uma presidente eleita é cassada, sob a acusação de um crime que não cometeu, o nome que se dá a isto, no mundo democrático, não é impeachment: é golpe.
Não cometi crime de responsabilidade, não há razão para um processo de impeachment. Não tenho contas no exterior, nunca recebi propinas, jamais compactuei com a corrupção. Esse processo é um processo frágil, juridicamente inconsistente, um processo injusto, desencadeado contra uma pessoa honesta e inocente. É a maior das brutalidades que pode ser cometida contra qualquer ser humano: puni-lo por um crime que não cometeu.
Não existe injustiça mais devastadora do que condenar um inocente. Injustiça cometida é mal irreparável. Esta farsa jurídica de que estou sendo alvo deve-se ao fato de que, como presidenta, nunca aceitei chantagem de qualquer natureza.
Posso ter cometido erros, mas não cometi crimes. Estou sendo julgada injustamente por ter feito tudo o que a lei me autorizava a fazer. Os atos que pratiquei foram atos legais, corretos, atos necessários, atos de governo. Atos idênticos foram executados pelos presidentes que me antecederam. Não era crime na época deles, e também não é crime agora.
Acusam-me de ter editado seis decretos de suplementação, seis decretos de crédito suplementar e, ao fazê-lo, ter cometido crime contra a Lei Orçamentária. É falso. É falso, pois os decretos seguiram autorizações previstas em lei. Tratam como crime um ato corriqueiro de gestão. Acusam-me de atrasar pagamentos do Plano Safra. É falso. Nada determinei a respeito. A lei não exige a minha participação na execução deste Plano. Meus acusadores sequer conseguem dizer que ato eu teria praticado, que ato? Qual ato? Além disso, nada restou para ser pago, nem dívida há.
Jamais, em uma democracia, um mandato legítimo de um presidente eleito poderá ser interrompido por causa de atos legítimos de gestão orçamentária. O Brasil não pode ser o primeiro a fazer isto.
Queria me dirigir a toda a população do meu País dizendo que o golpe não visa apenas me destituir, destituir uma presidenta eleita pelo voto de milhões de brasileiros, voto direto em uma eleição justa. Ao destituir o meu governo querem, na verdade, impedir a execução do programa que foi escolhido pelos votos majoritários dos 54 milhões de brasileiros e brasileiras. O golpe ameaça levar de roldão não só a democracia, mas também as conquistas que a população alcançou nas últimas décadas.
Durante todo esse tempo tenho sido, também, uma fiadora zelosa do Estado Democrático de Direito. Meu governo não cometeu nenhum ato repressivo contra movimentos sociais, contra movimentos reivindicatórios, contra manifestantes de qualquer posição política.
O risco — o maior risco para o país nesse momento —, é ser dirigido por um governo dos sem-voto, um governo que não foi eleito pelo voto direto da população brasileira. Um governo que não terá a legitimidade para propor e implementar soluções para os desafios do Brasil. Um governo que pode ser ver tentado a reprimir os que protestam contra ele. Um governo que nasce de um golpe, de um impeachment fraudulento, nasce de uma espécie de eleição indireta, um governo que será ele próprio a grande razão para a continuidade da crise política em nosso País.
Por isso, quero dizer a vocês, a todos vocês que eu tenho orgulho de ser a primeira mulher eleita presidenta do Brasil. Tenho orgulho de ser a primeira mulher eleita presidenta do Brasil. Nestes anos, exerci meu mandato de forma digna e honesta. Honrei os votos que recebi. Em nome desses votos e em nome de todo o povo do meu País, vou lutar com todos os instrumentos legais de que disponho para exercer o meu mandato até o fim. Até o dia 31 de dezembro de 2018.
O destino sempre me reservou muitos desafios, muitos e grandes desafios. Alguns pareciam intransponíveis, mas eu consegui vencê-los. Eu já sofri a dor indizível da tortura; a dor aflitiva da doença; e agora eu sofro mais uma vez a dor igualmente inominável da injustiça. O que mais dói, neste momento, é a injustiça. O que mais dói é perceber que estou sendo vítima de uma farsa jurídica e política.
Mas não esmoreço. Olho para trás e vejo tudo o que fizemos; olho para a frente e vejo tudo o que ainda precisamos e podemos fazer. O mais importante é que posso olhar para mim mesma e ver a face de alguém que, mesmo marcada pelo tempo, tem forças para defender suas ideias e seus direitos.
Lutei a minha vida inteira pela democracia, aprendi a confiar na capacidade de luta do nosso povo. Já vivi muitas derrotas e vivi grandes vitórias, confesso que nunca imaginei que seria necessário lutar, de novo, contra um novo golpe no meu País. Nossa democracia jovem, feita de lutas, feita de sacrifícios, feita de mortes não merece isso.
Nos últimos meses, nosso povo foi às ruas, foi às ruas em defesa de mais direitos, de mais avanços. É por isso que tenho certeza de que a população saberá dizer 'não' ao golpe. O nosso povo é sábio e tem experiência histórica. Aos brasileiros que se opõem ao golpe, independentemente de posições partidárias, faço um chamado: mantenham-se mobilizados, unidos e em paz. A luta pela democracia não tem data para terminar: é luta permanente, que exige de nós dedicação constante. A luta pela democracia não tem data para terminar.
A luta contra o golpe é longa. É uma luta que pode ser vencida e nós vamos vencer. Esta vitória, esta vitória depende de todos nós. Vamos mostrar ao mundo que há milhões de defensores da democracia em nosso País.
Eu sei e muitos aqui sabem, sobretudo nosso povo sabe que a história é feita de luta e sempre vale a pena lutar pela democracia. A democracia é o lado certo da história. Jamais vamos desistir, jamais vou desistir de lutar.
Muito obrigada a todos."
Depois do discurso interno, Dilma desceu ao térreo do Palácio do Planalto, saiu pela porta principal e voltou a falar, empolgada com a multidão providencialmente escalada para lhe dar apoio:
"Posso ter cometido erros, mas não cometi crimes. Agora o que mais dói é essa situação que eu estou vivendo agora. A inominável dor da injustiça, a profunda dor da injustiça. A dor da traição. São duas palavras terríveis. Traição e injustiça. São talvez as mais terríveis palavras. Estou disposta a resistir por todos os meios legais. Lutei a minha vida inteira, e vou continuar lutando".
Mas a fala que melhor resumiu o momento petista foi do ex-Presidentro Luiz Inácio Lula da Silva. Indagado por jornalista se acompanharia Dilma até o Palácio da Alvorada, Lula deu uma resposta curta e grossa: "Eu vou para casa"...
Já vai tarde, $talinácio... Agora é preciso torcer para não ser forçado a se mudar para Curitiba...
Pedido Fantástico
A ironia da História tupiniquim é que, pela terceira vez, o PMDB consegue emplacar um Presidente da República que não foi diretamente eleito para o cargo. Primeiro, José Sarney... Depois, Itamar Franco... E, agora, Michel Temer. Por isso, os piadistas de plantão já reivindicam o pleno direito de o Presidente do partido ter a mesma regalia do jogador de futebol que faz três gols em uma rodada.
Será que Temer vai pedir música no Fantástico, da Rede Globo? Pode isto, Arnaldo Cezar Coelho? Tadeu Schmidt, a bola da decisão está com você...
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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.
© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 12 de Maio de 2016.
O dever de temer Temer
Posted: 12 May 2016 01:21 PM PDT
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Arnaldo Bloch
Por mais que esteja dividida, a imensa maioria de brasileiras e brasileiros tem pelo menos um ponto em comum: não confia em Michel Temer. Curiosamente, o percentual de apoio ao presidente-tampão regula com o da presidente afastada. No jogo político, onde pouco importam as consequências imediatas, já se sabe que ele vai enfrentar chumbo grosso da Nova Oposição. Já para um cidadão pagador de impostos, caso as coisas piorem, o sofrimento será democraticamente distribuído. Se torcer contra Temer é temerário, por outro lado é um dever de todo brasileiro honesto temer Temer.
Os motivos pululam. A não ser que Temer tenha uma nova epifania, o ministério de notáveis foi para as cucuias: prevaleceu o velho conchavo político. Em relação às escolhas em si, parece um filme de terror: homem-forte no novo ministério, braço direito de Temer, Romero Jucá —investigado na Lava-Jato, áulico da mineração selvagem e inimigo número 1 dos povos indígenas — é a aposta no Planejamento. Para a Agricultura deve ir Blairo Maggi, vencedor do Troféu Motosserra e relator de um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) que manda para o esgoto licenças ambientais. Outro provável ministro investigado na Lava-Jato é Geddel Vieira Lima.
Em entrevista a Lauro Jardim e Guilherme Amado, Temer exibiu total menosprezo pelas inquietações da sociedade com estas escolhas, mostrando de que matéria são feitas sua consciência e seu espírito público. Aliás, no que se refere a consciência, para um exame válido dos valores que pautam Temer, não basta analisar os ministros que serão empossados, mas, sobretudo, aqueles que ele cogitou indicar.
Saber que o presidente interino, ainda no período conspiratório, chegou a pensar em levar ao ministério da Ciência e Tecnologia um pastor criacionista e que, para a Justiça, gostaria de conduzir um ativista da luta contra a Operação Lava-Jato, basta para julgar do que ele é capaz.
A revelação de que disse a interlocutores, segundo Jorge Bastos Moreno, ter ficado "impressionado" com a reação negativa (dentro de seu próprio núcleo, ora vejam!) a tais indicações leva a uma constatação gravíssima: Temer está descolado, alienado, da ânsia pátria por uma guinada moral nos costumes políticos. Ou, por outra, ele sincera e empenhadamente despreza tais anseios.
Ao seu perfil resta adicionar os predicados de sagaz conspirador, traidor de mão cheia e, não adianta negar, o maior aliado de Eduardo Cunha, por quem, a esta altura, nada pode fazer, mas cujos serviços estão anotados em seu caderno de gratidão eterna. Isto dito, vamos à Bolsa, ao dólar, às agências de risco e aos mercados!
Arnaldo Bloch é Jornalista. Originalmente publicado em O Globo em 12 de maio de 2016.
Geléia Geral - Quadro Partidário tem se mostrado inviável
Posted: 12 May 2016 01:20 PM PDT
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Merval Pereira
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de dezembro de 2006, considerando as cláusulas de barreira inconstitucionais, por supostamente impedir a pluralidade partidária e, por isso, serem maléficas à democracia, foi o que impediu a reorganização partidária no país. Hoje temos nada menos que 35 partidos em atividade, sendo que 25 com representação no Congresso.
As cláusulas haviam sido aprovadas dez anos antes, justamente para que os partidos pudessem se preparar, mas quando o sistema, existente em vários países, entrou em vigor, foi barrado a pedido dos partidos que não haviam cumprido as exigências mínimas.
O teor do voto do relator, ministro Marco Aurélio de Mello, foi acompanhado por unanimidade pelos ministros, e o julgamento passou a ser não sobre a necessidade de reorganização partidária, mas sobre a defesa da possibilidade de expressão das correntes e pensamentos políticos minoritários, que ficariam ameaçados.
Os políticos que defendiam a adoção dessas exigências para controlar a fragmentação partidária temiam que elas fossem conhecidas como "cláusulas de barreira" ou de "exclusão", pois pressentiam que a denominação poderia ser usada, como de fato foi, para classificar as regras de preconceituosas.
Com a prevalência da tese da democratização partidária, apesar de sua fragmentação, os partidos políticos nanicos que vendem seu tempo de televisão ou atuam nas campanhas eleitorais como "parceiros" de candidaturas mais fortes continuaram a atuar no cenário político.
Ao mesmo tempo, não temos sinais de que conseguiremos fazer a tal reforma política substantiva, que sane em parte, os males do nosso sistema partidário. Seria preciso pelo menos acabar com as coligações proporcionais, além de restabelecer as cláusulas de desempenho, retirando delas o aspecto de exclusão.
Os partidos que não conseguirem atingir a votação mínima exigida poderiam existir, mas não teriam atuação no Congresso, nem direito a fundo partidário ou tempo de propaganda gratuito no rádio e televisão.
Não conseguimos nem mesmo regulamentar leis que organizem o financiamento das campanhas eleitorais, talvez o ponto nevrálgico de toda nossa desorganização política. E a solução foi simplesmente proibir o financiamento privado, fazendo com que o financiamento público prevaleça.
Mas sem dúvida é preciso baratear as campanhas eleitorais, e o voto distrital, melhor ainda o misto,que aproxima o eleitor do candidato eleito, pode ser uma solução, mesmo com todos os seus defeitos e distorções.
Campanhas caras demais
Por enquanto, a pretexto de defender a democracia e a pluralidade, não conseguimos ter nenhuma legislação que organize nosso sistema político-partidário. Caiu a verticalização, caíram as cláusulas de desempenho, mas evoluímos com a aprovação da Lei da Ficha-Limpa, que impede os condenados por colegiado a concorrerem a eleições.
O cientista político Sérgio Abranches, em recente estudo sobre o nosso sistema político que ele batizou de "presidencialismo de coalizão", adverte que não basta apenas "rever o mecanismo de voto em si, é preciso repensar as campanhas eleitorais, para deixar de serem uma batalha caríssima entre marqueteiros que escondem, em lugar de expor, os candidatos".
Essa característica das nossas campanhas eleitorais, que se tornam cada vez mais caras, é uma das razões da deterioração de nosso sistema político: "Campanha deve expor os candidatos ao escrutínio persistente do eleitorado, informá-lo adequadamente sobre as intenções, valores e capacidades dos candidatos, para fazerem uma escolha informada".
Se o debate fosse em torno de programas partidários, e as coalizões se fechassem a partir deles, seria mais difícil praticar o estelionato eleitoral que se tornou habitual em nossa política. Para Sérgio Abranches, "os mandatos devem estar sujeitos à renovação por algum tipo de recall e algum mecanismo de convocação de eleições antecipadas".
Lógica das coligações
Poderíamos ter quantos partidos políticos quisessem fundar, mas apenas uma parte deles — no máximo dez — estaria em condições de exercer atividades congressuais, e de usar o Fundo Partidário, pela votação recebida.
As coligações teriam uma lógica interna menos sujeita a questões circunstanciais, e os programas partidários ganhariam maior importância para representantes e representados. A reforma política, que todo governo anuncia e nenhum faz, é uma boa ocasião para vermos que interesses prevalecerão na política brasileira.
Desde os tempos de Fernando Henrique que a formação de um grande partido social-democrata para sustentar a base do governo no Congresso é o sonho de consumo dos governantes. Em todos os momentos de transição política, surge a especulação de que seria possível criar um novo partido com a "parte boa" do PMDB, do PDT, do PSB e do PSDB, deixando-se de fora fisiológicos e aproveitadores de todas as horas.
Esse sonho seria uma saída perfeita para organizar a geléia geral em que se transformou o quadro partidário brasileiro. Mas tem se mostrado inviável diante da realidade política. Antes do advento da onda petista, pesquisas mostravam que existiam partidos organizados segundo uma coerência programática, ao contrário do que se supunha.
PSDB, PFL, PDT, PPS, PCdoB, PSB e o próprio PT estavam nessa categoria. O PTB e o PP (antigo PPB) seriam meros satélites do PFL. O PMDB, embora com maior estrutura, já nessa época não se sabia o que representava.
Sistema desmoralizado
A máquina de triturar partidos em que se transformou o Executivo, diante da necessidade de obter três quintos dos votos do Congresso para aprovar as reformas constitucionais, começou a alterar toda essa lógica ainda durante o governo Fernando Henrique, com a cooptação do PMDB.
Ao aderir ao governo, logo depois de derrotado nas urnas, o PMDB acentuou seus traços fisiológicos e suas divisões internas. O que restava de ideológico no partido ficou isolado e assim permanece até hoje. Mais uma vez a cena se repetiu na eleição de Lula. O PMDB, que apoiara Serra, não resistiu aos apelos do poder.
A máquina de cooptação que o PT montou foi muito mais devastadora do que a de Fernando Henrique, que o PT tanto criticava. Com base na corrupção do aparelho do Estado, que desaguaram nos escândalos do mensalão e do petrolão, a era petista que se encerra desmoralizou de vez nosso sistema partidário. E a estrutura partidária hoje está em frangalhos.
O PT exacerbou a geléia geral partidária e, agora, é vítima das suas incongruências. Veremos agora como o PMDB de Temer, alçado à condição de protagonista pela terceira vez de maneira indireta – antes estivera no poder com Sarney e Itamar – vai se comportar diante desse desafio da História. A formação do ministério, que conheceremos hoje, será uma boa indicação.
Merval Pereira é Jornalista e membro das Academias Brasileiras de Letras e Filosofia. Originalmente publicado em O Globo em 12 de maio de 2016.
Presidento Michel Temer conseguirá governar?
Posted: 12 May 2016 03:36 AM PDT
Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
O PTitanic afunda oficialmente às 10 horas da manhã. Dilma Rousseff deixará o Palácio do Planalto pela porta lateral. Desistiu de descer a rampa com a mulherada e aliados. A previsão é que faça um pronunciamento no salão Leste - o menor palaciano. Depois, segue para o começo de "exílio" no Palácio da Alvorada, onde continuará morando "firme e indignada" por seis meses. A residência oficial temporária será o Palácio do Jaburu, onde a rainha do lar será a bela Marcela.
A insônia forçada dos 78 senadores presentes à sessão que durou 21 horas sacramentou, às 6h 34 min da manhã, com 55 votos a favor, 22 contra, a admissibilidade do processo de impedimento que, automaticamente, afasta Dilma Rousseff por 180 dias, até seu julgamento final no Senado, sob a presidência do Supremo Tribunal Federal. O Presidento Michel Temer toma posse às 16 horas, já nomeando os ministros. Tem festa no Palácio do Jaburu e nas ruas. O Diário Oficial da sexta-feira 13 vem repleto de novidades. O de hoje já vem com a demissão de todos os ministros. Inclusive de Lula - que nem pode tomar posse...
Dilma e a petelândia têm um consolo. Por ironia da História, às 10 horas, ela será comunicada do afastamento por Vicentinho Alves, primeiro secretário do Senado Federal. Livrou-se da missão Renan Calheiros, presidente do Senado e candidato a perder o cargo em breve por decisão do STF, de forma semelhante ao ocorrido com Eduardo Cunha. Malandramente, Renan não votou, alegando que só teria de fazê-lo em caso de necessidade de um voto de minerva. Houve mais votos que o mínimo de 41 para o processo contra Dilma seguir adiante. No julgamento final de Dilma, daqui a alguns meses, serão necessários 54 votos para cassação definitiva do mandato. Assim que Michel Temer assumir a Presidência, tende a crescer a adesão contra Dilma.
Fato objetivo: o PMDB continua no poder (há 31 anos). A grande dúvida é: que novidades o Presidento Michel Temer trará? Ele tentará reinar com um Centrão que tem 261 votos para aprovar praticamente qualquer coisa no Congresso. O ministério dele é claramente político. Alguns deles com problemas judiciais - o que já mancha, automaticamente, a imagem de quem pretende começar "um novo governo" (o que não é o caso, na prática). Será mais um teste para o arcaico presidencialismo de coalizão que só promove colisão e gera instabilidade - como lembrou Renan Calheiros antes do momento derradeiro da votação.
Além da nomeação de Henrique Meirelles para super-ministro da Fazenda, outro homem-forte do time de Temer será o economista-chefe do Itaú e ex-diretor do Banco Central. Ilan Goldfajn será confirmado para a presidência do Banco Central. O poderoso Moreira Franco, futuro super-ministro, já antecipou o que fará Temer assim que assumir, logo mais: "Ele certamente, se as coisas andarem como estão sendo desenhadas, no meio da tarde faz o ato de nomeação e já vai começar a lançar ao Congresso medidas provisórias para estabelecer um novo método, uma nova rotina de trabalho com o objetivo de dar um foco na política econômica que será adotada".
A petelândia vai reagir duramente como oposição? O senador radical petista Lindberg Farias fez a previsão de curto prazo de alta probabilidade sobre o futuro imediato de Michel Temer: "Eu não tenho a menor dúvida que para a história do nosso país isso aqui vai passar como um golpe parlamentar contra a democracia. Não vamos reconhecer Michel Temer como presidente da República. Ele não passa de um golpista. Conheço esse Senado. Não durará para que na hora do julgamento definitivo colocarmos Temer, esse impostor, para fora do Palácio do Planalto".
A longa sessão do Senado serviu para demonstrar a importância do debate democrático. Algumas declarações merecem destaque e profunda reflexão no presente do futuro histórico. O senador Fernando Collor de Mello, presidente que quase foi vítima de impeachment (preferiu renunciar em 1992, em vez de ser degolado) aproveitou seu discurso para dar o troco na petelândia que perseguiu no passado:
"A História me reservou esse momento. Devo vivê-lo no estrito cumprimento de um dever. Alertei sobre a possibilidade de sofrer impeachment. Não me escutaram. Fizeram ouvidos de mercador. Vivemos espasmos da democracia. Por tudo isso, o sistema está em ruínas. Chegamos ao ápice de todas as crises, ao ápice da ruína de todos os governos. Houve irresponsabilidades. Irresponsabilidade com o desleixo da política, com o aparelhamento desenfreado do Estado. Há irresponsabilidade por ação ou omissão e é crime de responsabilidade a mera irresponsabilidade para com o país. Falei (para a presidente) da falta de diálogo com o Parlamento".
Collor fez a comparação inevitável do processo de agora com o de sua época de Presidente: "Em 1992, em processo análogo, bastaram menos de quatro meses. No atual processo, já se foram mais de oito mesmo. E poderão ser mais 180 dias. O rito é o mesmo, mas o ritmo e o rigor, não. Fui instado a renunciar. Continuei com advogados particulares e fui absolvido pelo Supremo". Embora não tenha declarado voto no discurso, Collor acabou engrossando o resultado contra Dilma no placar final pelo prosseguimento do processo de impeachment.
Renan Calheiros aproveitou o discurso duro do amigo alagoano, de quem foi ministro da Justiça, para detonar o desgoverno que apoiou até quase o último segundo: "Cumprimento o senador Fernando Collor pelo grande registro histórico que proporciona a essa histórica sessão. Ontem, fiz questão de dizer que essa Lei do Impeachment, essa Lei 1.079, é por si só um fator de desestabilização. Esse é o ensinamento que a crise tenta, mais uma vez, fazer. O Legislativo entendeu menos, o Executivo entendeu menos ainda o que aconteceu em 2013. E hoje generalizar esse discurso, generalizar a responsabilidade é um erro, é um erro histórico, é um erro histórico de todos nós. O que houve com a repetição de erros é que o governo perdeu a centralidade da Nação, perdeu a defesa do interesse nacional".
Outro discurso brilhante e histórico foi o do senador Cristovam Buarque, do PSB-DF: "Meu voto é um voto técnico pela incompetência como a economia e a gestão foram administradas, é um voto político, pela análise dos rumos tomados pelo país no passado e do destino que nos ameaça no futuro. É um voto contra o estelionato eleitoral, e a arrogância no exercício do poder no lugar daquilo que deveria ser diálogo. É um voto moral contra a corrupção generalizada, contra o saqueio da Petrobras e dos fundos de pensão, mas é, sobretudo, para ficar restrito à Constituição, um voto jurídico pela abertura do julgamento de crimes de responsabilidade".
A ex-petista Marta Suplicy, hoje no PMDB depois de virar inimiga pessoal de Lula e Dilma, defendeu, abertamente, que o processo de impedimento tinha uma dimensão política: "Estou convencida de que há indícios mais do que suficientes dos crimes de responsabilidade cometidos pela presidente da República que nos permitem o juízo jurídico. E aqui nos cabe também, primordialmente, emitir um julgamento político. Somos representantes legítimos de nossos estados, agentes políticos, e temos compromisso com a sociedade brasileira que representamos. Tão grave quanto é a situação pela qual passa o povo brasileiro, resultado de uma gestão que comprometeu irresponsavelmente as finanças públicas".
Os governistas produziram a retórica de sempre. A petista Gleisi Hoffmann seguiu o tradicional discurso de bater na tecla da vingança contra a última vitória eleitoral do partido: "Os pressupostos políticos que estão usando hoje para julgar a presidente Dilma não valerá para mais ninguém. Essa régua que estão usando para o PT não será usada para nenhum outro partido. Esse instrumento foi concebido para cancelar o resultado das urnas de 2014".
Radicalismo idêntico foi manifestado pela comunista amazonense Vanessa Grazziotin: "O Senado está se transformando em um colégio eleitoral de exceção, cujo objetivo é tirar uma presidente legitimamente eleita e colocar um presidente que não teve um voto sequer da população brasileira. Avançar nesse processo sem respaldo jurídico é um golpe de estado, tão grave quanto aquele realizado em 1964".
Humberto Costa, líder do governo no Senado, segurando a foto de Dilma sendo julgada nos tempos do regime militar, fez o previsto discurso emocional: "Mais uma vez em sua vida, Dilma está sendo vítima de um julgamento injusto. E, mais uma vez, está de cabeça erguida. Nos desculpem os ouvidos sensíveis, mas é golpe! Dilma é uma mulher honesta, não é crimonosa. Essas frases não são minhas, mas do ex-presidente Fernando Henrique, presidente de honra do PSDB. Fizeram um malabarismo jurídico aqui. Estamos pervertendo a Constituição com uma quartelada civil".
Também na linha emocional, o petista gaúcho Paulo Paim focou seu tiro em Temet: "Estou há 30 anos no Parlamento e confesso que nunca vivi um momento tão constrangedor. Não entre pela porta dos fundos. Se submeta ao voto popular. Com a democracia, tudo. Sem a democracia, nada!". O líder do PT no Senado, Paulo Rocha, encampou a mesma linha conspiratória: "A Lava-Jato está sendo usada num processo sofisticado de criminalizar quem está na política. Por isso, as cartas já estão dadas na admissão do impeachment".
Na oposição, José Serra, tucano cotado para a área de Relações Exteriores de Michel Temer, resumiu o que realmente derrubou Dilma: "A presidente da República não está sendo derrubada por seus adversários, cartórios organizados ou por grupo de conspiração, mas está sendo destituída pela marcha da insensatez que ela e seu partido comandaram desde o primeiro mandato. São os fatos que levaram a essa situação. O impeachment não significa o fim dos problemas do país. É apenas o começo do começo da busca das soluções para a reconstrução do País".
O senador João Capiberipe, do PSB-PA, discordou: "Não consigo enxergar uma porta aberta para sairmos da crise. O impeachment não é solução, é uma opção pelo confronto. Não resolve, só aprofunda a crise".
O Alerta Total repete por 13 x 13: O ridículo "desgoverno paralelo" de Dilma, viajando pelo Brasil e pelo exterior, só vai piorar a situação política dela. A quase ex-Presidenta tem tudo para virar alvo da Lava Jato, junta e misturada com o companheiro Lula. Sem o cargo, também pode se tornar ré na ação movida por investidores contra a Petrobras nos EUA. A valentia verbal dela não combina com seu real estágio psicológico de ódio e desespero. Embora se sinta traída, Dilma sofre porque não tem condições de vingança.
Tempo ruim também para Temer. Com o ministério que escalou, cheio de políticos encalacrados com problemas de corrupção ou práticas habituais de clientelismo e populismo, a previsão é que Michel Temer continue desgovernando o Brasil, agora sem parceria e em confronto aberto com o PT e PC do B. O setor público está a beira da falência a que foi levado pelos 31 anos de governismo federal do PMDB, desde a "proclamação" da tal "Nova República" de 1985, cujo primeiro titular foi o (até outro dia companheiro dos petistas) José Sarney.
As inocentes velhinhas de taubaté, que acreditam piamente que Temer fará um governo maravilhoso, devem se arrepender rapidamente. De viés esquerdista, Michel Temer não será o obstáculo para conter o processo neo gramscista-marxista de poder do Foro de São Paulo. O Brasil continuará Capimunista, rentista e corrupto, com a mesma máquina estatal especializada em moer a cidadania, tomando dinheiro do público para servir aos interesses privados do desgoverno do crime organizado.
Esse é o mundo real no Brasil sob anomia social e em clima de ruptura institucional. Comemorar a saída de Dilma, com a entrada de Temer, é bacana para desopilar o fígado. A posse de Temer não muda o Brasil. O amplo debate que será gerado no andamento do processo de impedimento pode colaborar para as futuras mudanças. A pressão dos brasileiros honestos tem de continuar e aumentar. É urgente mudar o modelo estatal e destronar a bandidagem do poder. Temos de evoluir para uma intervenção cívica constitucional - única solução efetiva.
Por enquanto, como reescreveria Machado de Assis: "Aos vencedores, as batatas quentes"...
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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.
© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 12 de Maio de 2016.
DILMERDA!
Posted: 12 May 2016 03:21 AM PDT
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira
DILMERDA!
Eis o Desabafo de Onça!
Porque o temerário Amigo da Onça toma o poder!
O que vem após o Dilúvio (ou Delúvio)?
Gatos pingados, moluscos encharcados.
Todos procuram abrigo junto a prefeito amigo.
Ao separar o joio do trigo, lembraremos de caso antigo.
O ogro só olha o seu umbigo,
Imparcial, vou ver se consigo, ser justo com feroz inimigo.
Noé foi um mero Zé Mané após estrago tão pequeno.
O nosso dia seguinte é pior que autoestima de pedinte.
A maldade foi feita com requinte contra o contribuinte.
Surgirão neologismos no idioma: de merdelê a merdelula ! A gramática , então, está em coma.
Como Nero incendiou Roma, a Anta infeliz, tenta incendiar o país.
Do molusco nada espero. Pernas pra que te quero.
Se tentar fugir e não conseguir, então o boi irá mugir e a vaca muito tossir.
Um mero porco; uma mera atriz.
Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.
Dilma é afastada. Presidento Michel Temer conseguirá governar?
Posted: 12 May 2016 02:36 AM PDT
Edição Extra do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
O PTitanic afunda oficialmente às 10 horas da manhã. A insônia forçada dos 78 senadores presentes sacramentou, às 6h 33 min da manhã, com 55 votos a favor, 22 contra, a admissibilidade do processo de impedimento que, automaticamente, afasta Dilma Rousseff por 180 dias, até seu julgamento final no Senado, sob a presidência do Supremo Tribunal Federal. O Presidento Michel Temer toma posse logo em seguida, já nomeando os ministros. O Diário Oficial da sexta-feira 13 vem repleto de novidades.
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