Alerta Total |
- O Exemplo de uma Magistrada
- The Farm of Mother Joanne
- Limpinho Ilusório
- O fim do Negócio e da Alma do Negócio
- Golpe
- Finalmente, o impeachment
- A Arte da Guerra
| Posted: 15 May 2016 07:24 AM PDT Fátima Nancy Andrighi: recado dado Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net Os holofotes da imprensa em torno do impedimento da Presidenta Dilma Rousseff fizeram a opinião pública não dar muita importância a um bom exemplo político institucional, ocorrido no dia 6 de maio deste 2016. O fato altamente relevante nestes tempos de guerra de todos contra todos foi envio de uma carta da ministra Fátima Nancy Andrighi aos colegas do Superior Tribunal de Justiça. A Corregedora Nacional de Justiça informava que abria mão de concorrer à presidência do STJ, mesmo tendo a preferência pela tradição da obediência à ordem de antiguidade. Nancy Andrighi poderia ter a honra de ser a primeira mulher a presidir o STJ, na eleição prevista para 30 de junho, com posse programada para setembro. Nancy demonstrou um raro desprendimento. Suplantou o desejo natural de conquistar um posto de comando. Venceu a vaidade para dar uma rara prova simbólica de coerência. Desde que assumiu o posto de Corregedora Nacional de Justiça, em 26 de setembro de 2014, Nancy tenta focar sua atuação na "organização do Judiciário e na adoção de medidas administrativas que melhorem seu funcionamento". Bingo: Andrighi identificou onde reside um dos maiores problemas institucionais do Brasil... O conteúdo da carta de Nancy Andrighi é emblemático para quem sabe fazer leitura simbólica nas entrelinhas: "Sempre tive e tenho absoluta devoção e me sinto realizada na atividade de estudar e julgar, por isso, decidi retornar à jurisdição. Para que, sobre a minha escolha, não paire dúvidas para os Estimados Colegas, afirmo-lhes, não há motivo de doença, nem receio de gestão ou qualquer outro que possam buscar, todos serão pura imaginação ou especulação. Tenham, sempre, a mais absoluta certeza, essa escolha tem fundamento exclusivo, na minha incondicional devoção pela jurisdição, muito mais do que ao apego à inegável honraria de ser presidente do Superior Tribunal de Justiça". A gaúcha Nancy Andrighi, especializada em Direito Processual Civil, só tem previsão oficial de aposentadoria programada para o dia 27 de outubro de 2022. Portanto, ela ainda terá muito tempo para atuar como magistrada. Na Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça, Nancy Andrighi teve a espinhosa missão de regulamentar a decisão do CNJ que impede juízes de atuarem em causas patrocinadas por escritórios de advocacia nos quais atuem parentes próximos. Recentemente, Nancy reclamou que havia 10 ministros com parentes advogando no STF. A corregedora frisou que esta era "uma das mais nocivas práticas existentes no Poder Judiciário brasileiro". Nancy também causou um terremoto no STJ ao abrir procedimento administrativo disciplinar contra o ministro Marcelo Navarro. O magistrado foi citado na delação premiada do senador cassado Delcídio do Amaral como sendo uma nomeação do governo Dilma para interferir nas investigações da Lava Jato em favor de empreiteiros presos. Certamente, por tal declaração e por outros atos de probidade republicana, no meio do caminho, Nancy deve ter colecionado muitos inimigos poderosos - que poderiam até sabotar a eventual eleição dela ao comando do STF. Nancy abortou o golpe antecipadamente... E deu um exemplo raríssimo de desapego ao poder que deveria ser copiado na magistratura brasileira. O grave momento institucional, em ritmo de ruptura violenta, exige equilíbrio, prudência e sabedoria na relação dialética entre a "espada e a balança". Nancy Andrighi deu uma fundamental contribuição simbólica ao complexo e complicado combate ao desgoverno do crime institucionalmente organizado. Na leitura reversa permitida pela desistência dela em concorrer à presidência do STJ, fica entendido que quem assumir o cargo jamais pode ser conivente com as coisas erradas no Judiciário. O fato lamentável da desistência dela é que o STJ deixa de ganhar uma "Presidente" cujo "defeito" foi ter cumprido fiel e corretamente sua função de corregedora. O exemplo da magistrada merece ser copiado e analisado por tantos outros ocupantes dos outros poderes no Brasil. Em tempos de mudanças inevitáveis exigidas pela maioria consciente da sociedade, já passou da hora de o Judiciário cumprir sua missão de fazer mais e melhor Justiça. Só assim vamos neutralizar, superar e vencer a guerra contra as organizações criminosas. Releia o artigo de sábado: Liberdade, Liberdade... Só para quem merece!Colabore com o Alerta Total Os leitores, amigos e admiradores que quiserem colaborar financeiramente com o Alerta Total poderão fazê-lo de várias formas, com qualquer quantia, e com uma periodicidade compatível com suas possibilidades. Nos botões do lado direito deste site, temos as seguintes opções: I) Depósito em Conta Corrente no Banco do Brasil. 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Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento. © Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 15 de Maio de 2016. |
| Posted: 15 May 2016 05:17 AM PDT Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net Por Carlos Maurício Mantiqueira Antigamente as pessoas se escandalizavam com a mentira; hoje, com a verdade. Vamos nos libertar do patrulhamento "politicamente correto" e dar nome aos bois. Desde 1.985, mas principalmente de 2.003 pra cá, a administração pública foi deliberadamente destroçada. Quanto menos organização, mais difícil o controle. Vivemos na Casa da Mãe Joana. Ninguém sabe ao certo quantos funcionários existem nos três níveis de desgoverno. Salvo a honrosa exceção de dona Onça, a máquina pública vive à tripa forra. Cartão corporativo é o maior símbolo do escárnio. Quando do "confisco" da poupança pelo presidente colorido, havia uma piada trágica: "Votamos no mocinho para afastar o bandido, mas na primeira cena do filme, ele assalta o banco!". A história se repete. O novo administrador da fazenda quer capar o porco (povo) antes mesmo de verificar os estragos feitos por invasores sem escrúpulos. Vai dar com os burros n'água. O gado está sem sal e muito agitado, prestes a iniciar o estouro da boiada. Não adianta ameaçar com a ida ao frigorífico livre onde até ontem bostejava. Boi, rufião e vaca velha irão pro espeto junto a boys "olas", marc "olas" e arg "olas". Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador. |
| Posted: 15 May 2016 05:20 AM PDT Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net Por Renato Sant'Ana "O homem é o único animal capaz de tropeçar mais de uma vez na mesma pedra." Disse-me um espanhol que a frase é de Platão. Nunca pude confirmar. Mas à parte da autoria, faz muito sentido. Em 2014, alguns conterrâneos, desiludidos com o que chamavam de "sujeira do PT", pretendendo dar um voto limpinho foram de PSOL. É bem o que Renato Russo consagrou como "mais do mesmo". Ora, o PSOL e a Rede da Marina, se querem saber, nada mais são do que neopetismo! Pedras no caminho da democracia. Hoje, a esmagadora maioria dos brasileiros percebe que o PT foi a mais bem sucedida trapaça política de nossa história. Contudo, não são muitos os que compreendem que o PT é um desastre menos pelas pessoas e mais pela proposta partidária. Explico. Já hoje não, mas antes havia um expressivo número de pessoas bem intencionadas no PT. Sinceras, elas acreditavam estar engajadas num grande e justo projeto político. Todavia, como uns quantos já alertavam desde o início, não tinha como dar certo! Por quê? Simplificadamente, pela errada visão de mundo e pelos métodos traiçoeiramente autoritários! Características programáticas. Alguns fundadores do partido, honestos ao ponto de fazerem uma autocrítica, caíram fora, vendo impossível corrigir os vícios de nascença. De igual modo, por mais que haja pessoas bem intencionadas no PSOL e na Rede, não têm como dar certo. Têm os mesmos vícios programáticos. Aliás, olhar para eles é ver o PT de há 30 anos. Em suma, ou identificamos os que têm proposta semelhante à do PT, ou repetimos o tropeção, fortalecendo o neopetismo. Pois é. As pedras exteriormente podem ser parecidas, mas não confundem os asnos, os camelos nem quaisquer animais. Já o Homo sapiens tende a repetir os tropeços. A menos que tenha a humildade de reconhecer suas próprias limitações - coisa rara. Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito. |
| O fim do Negócio e da Alma do Negócio Posted: 15 May 2016 05:14 AM PDT Joseph Goebbels, chefe da Propaganda Nazista (1897-1945) Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net Por Milton Pires Propositadamente ou não, o presidente Michel Temer fez uma espécie de "gol aos 3 minutos do primeiro tempo". Acabou, no primeiro dia, com uma aberração, uma espécie de templo petista chamado "Ministério da Cultura". Não adianta me dizerem que o tal Ministério "não foi criado pelo PT" - eu já sabia disso. O que pouca gente percebe é o simbolismo do ato, o alcance da ação, o grau das repercussões. O PT não chegou ao Poder no Brasil através de eleições limpas e muito menos de uma revolução com luta armada. Essa gente, eu já disse, tomou a Nação no campo da cultura e o fez de tal forma que o Brasil já era petista muito antes do próprio partido nascer em 1980. A choradeira dos "artistas" e dos "intelectuais" na tal carta que enviaram a Temer "acusa a força do golpe". Isso mesmo: o merecido Golpe ! A palavra que anda na boca da petralhada para desmerecer a vontade dos milhões de brasileiros que foram às ruas expulsar do Governo a Organização Criminosa disfarçada de "partido político" O que nenhum petista vai ter coragem de aceitar é que não foi um ministério da "Cultura" que foi extinto; foi um ministério da Propaganda e é por isso, muito mais do que pelo fim da "boquinha" da Lei Rouanet, que o Partido Religião está inconformado. Toda atividade artística, todo produto de trabalho intelectual financiado pelo PT através do Ministério da Cultura, teve sempre um só objetivo: a destruição TOTAL de todos os valores que fundaram a sociedade brasileira. Uma sociedade que, pejorativamente chamada de "católica", "patriarcal", "machista" e "conservadora", foi o alvo da destruição moral do Brasil para que, finalmente, o partido chegasse ao poder sem necessidade de luta armada. Alunos aplicados de Gramsci, mas também das teorias de Joseph Goebbels, os petistas, com o afastamento de Dilma, perderam o "negócio" e, agora, com o fim do Ministério da Cultura (que sempre foi o da Propaganda) a "alma do negócio". Dedicado aos milhões de crianças do Brasil Milton Simon Pires é Médico. |
| Posted: 15 May 2016 05:12 AM PDT Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net Por Célio Pezza O legítimo processo de impeachment da presidente Dilma finalmente foi votado no ultimo dia 11 de maio pelo Senado, que decretou por 55 votos a favor e 22 contra, o afastamento de Dilma e o início do fim do governo petista. Dilma e seus aliados destruíram a economia do país, mas, felizmente, não acabaram com o sonho de muitos brasileiros que acreditam na justiça e na forma honesta de governar. Graças ao Juiz Sérgio Moro e a Polícia Federal, muita sujeira já foi mostrada ao povo brasileiro. O "projeto criminoso de poder", conforme definição do Ministro do STF, Celso de Mello, durante o julgamento do Mensalão, veio à tona, e Lula e Dilma não tem como negar, a não ser pela repetição do mantra "é golpe" que criaram para seus fanáticos seguidores. Os próprios ministros do STJ já afirmaram que "impeachment não é golpe", uma vez que se trata de instrumento legal previsto na Constituição brasileira. Não podemos nos esquecer de que o fato de um presidente ter sido eleito, não lhe dá o direito de destruir a economia do país, fazer uso inapropriado de recursos públicos e participar do maior esquema de corrupção que já se viu na História para abastecer de propinas a sua base governista e campanhas eleitorais, como está sendo mostrado nas investigações da Operação Lava Jato. As revelações, inclusive do Senador Delcídio do Amaral, ex-líder do governo petista no Congresso Nacional, são ainda mais contundentes, pois mostram que Lula e Dilma não só sabiam como participaram de inúmeras operações criminosas. Isso sim pode ser chamado de golpe. O verdadeiro golpe foi praticado pelo governo petista, quando saqueou os cofres públicos e usou a máquina governamental para levar o país à bancarrota. Esse golpe acabou com algumas conquistas, como o controle da inflação, o equilíbrio das finanças públicas e causou uma enorme crise econômica e desemprego no Brasil. Golpe é o marqueteiro do partido, João Santana, ter criado mentiras para iludir o povo brasileiro e promover a reeleição de Dilma. Golpe é a destruição da maior empresa brasileira, a Petrobras, através de roubos bilionários. O Brasil clama por justiça e ela vai chegar para colocar na cadeia os verdadeiros golpistas, independente de partidos. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, já afirmou que o PT tinha o plano perfeito para se eternizar no poder, mas a operação Lava Jato estragou tudo. A verdade apareceu e a casa caiu. Não adianta mais os governistas, como fanáticos religiosos, repetirem seu mantra "é golpe" e tentarem de todas as maneiras burlarem um verdadeiro processo democrático. Célio Pezza é colunista, escritor e autor de diversos livros, entre eles: As Sete Portas, Ariane, A Palavra Perdida e o seu mais recente A Tumba do Apóstolo. Saiba mais em www.facebook.com/celio.pezza |
| Posted: 15 May 2016 05:11 AM PDT Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net Por Márcio Matos Viana Pereira Da série de Artigos que escrevi, criticando a atuação do Governo Dilma, o último data de 10/03/16. A partir do momento em que se me afigurou que a Presidente Dilma sofreria Impeachment, resolvi apenas acompanhar a evolução dos fatos. Diante das graves ocorrências difundidas hoje, 09/05/16, quando atitude rasteira, facciosa, imoral e aparentemente absurda tomada pelo Deputado Valdir Maranhão que, assessorado e segundo comentário circulante, aconselhado e orientado pelo Governador do Maranhão e pelo Chefe da AGU, resolveu anular em decisão monocrática a decisão tomada por 367 membros da Câmara, que aprovaram a admissibilidade da Denúncia a ser enviada ao Senado para prosseguimento do rito do Impeachment, resolvi, como vinha fazendo, prosseguir analisando a evolução da conjuntura nacional. Acompanhando na televisão as sessões do Senado, chegava a sorrir ante a debilidade dos mentirosos e inadequados argumentos dos defensores da denunciada, os quais, não tendo como defendê-la, apelavam, alternativamente, para chavões típicos da mentalidade retrógada petista, ora acusando a existência de GOLPE, ora enaltecendo a figura presidencial com elogios indevidos, posto que mentirosos, ao classificá-la como mulher honesta, honrada, séria e democrata, qualificativos não adequados a sua biografia, ao seu presente e ao seu passado, afrontando assim a verdade e o dicionário ao escolherem mal os qualificativos utilizados. Como posso estar errado, para responder à minha consciência, pergunto: é honrada quem mente descaradamente para a Nação, apresentando-se como DEMOCRATA, quando com arma na mão fazia panfletagem pró COMUNISMO?; é honesta quem por conivência, incompetência ou omissão permitiu, compactuou ou se omitiu, quando da negociata da compra da Refinaria de Pasadena?; é séria quem pela mentira e pela utilização de dinheiro roubado da Petrobrás e não declarado como utilizado na campanha, venceu a eleição não por 54.000 votos, mas, por menos de 4.000 , mesmo tendo sido beneficiada por um vergonhoso estelionato eleitoral? Ainda que haja sido poupada no Processo do Impeachment de responder sobre os fatos da Lava-Jato, bem como às denúncias do Senador Delcídio do Amaral, acredito, como a maioria dos brasileiros conscientes, que o Brasil ficará livre da teleguiada do Apedeuta Lula, fundador do Foro de São Paulo, que dita os rumos da política petista, e responsável pela inflexão da política externa brasileira no sentido de apoiar a falida e retrógada política bolivariana. Surpreendeu-me ver e ouvir o Governador do Maranhão, o comunista Flávio Dino, formado em Direito e ex-juiz federal, olvidando a liturgia do cargo de Governador, ausentar-se do Estado, aparecendo na TV misturado a uma claque petista, repetindo como se ignorante fosse palavras de ordens de pelegos e sindicalistas integrantes do cerne da petralhada. Afirmar que Impeachment é golpe e, posteriormente, que Impeachment sem crime de responsabilidade é golpe, apesar das expressivas e cabais provas em contrário expostas na mídia, somente por ignorância, normal na petralhada, mas inadmíssivel, mesmo como hipótese, em se tratando do Governador maranhense. O Governador Flávio Dino, provavelmente agiu por interesse político, objetivando se servir da mídia para se fazer conhecido e se projetar nacionalmente, antevendo a possibilidade ainda que mínima de disputar em 2018 a vice - presidência da República, além de agir induzido por fanatismo ideológico. A sua atitude demagógica, incompatível com a sua postura pessoal séria, serve para exemplificar que os interesses pessoais e políticos momentâneos suplantam o senso de patriotismo, de responsabilidade e de dignidade funcional, subordinando até os mais legítimos interesses nacionais à oportunidade de, através de uma chicana, obter algo que lhe assegure um compromisso de futuro lucro ou vantagem, num amanhã já próximo. É o que como hipótese pode explicar a ligação do Governador com as trapalhadas mal engendradas pelo Deputado Valdir Maranhão. Aliás, quem é integrante do PCdoB, Partido cuja História é um somatório de traições ao Brasil, objetivando implantar o COMUNISMO e cuja última tentativa fracassada foi a Guerrilha do Araguaia, não tem respaldo cívico e moral para falar em DEMOCRACIA. Sou impulsionado a escrever,por considerar a Presidente Dilma manifestamente incompetente e suficientemente desonesta para administrar o Brasil. Vejo-a como uma criatura vingativa e despida de qualquer valor ético. Entretanto, acolho o Impeachment sem euforia, por julgar o PMDB tão corrupto quanto o PT e considerar Miguel Temer, apesar de preparado, um aproveitador, e sem perfil de seriedade para comandar as prementes reformas imprescindíveis para o soerguimento nacional. Sem rancor, mas sem pena, aguardo o momento de assistir a Presidente Dilma descer a rampa do Planalto, que jamais deveria ter ocupado por absoluta falta de méritos, rumo ao Alvorada, onde isolada e sentindo a falta dos bajuladores, como uma fracassada que o é sofrerá o vazio proporcionado pelos seus recalques. Márcio Matos Viana Pereira é Coronel reformado do EB. |
| Posted: 15 May 2016 05:10 AM PDT Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net Por Carlos I. S. Azambuja O texto abaixo é de autoria de Sun Tzu, que foi o homem mais versado que jamais existiu na arte militar. Segundo ele, é melhor ganhar a guerra antes mesmo de desembainhar a espada. O inimigo não deve ser aniquilado, mas deve, de preferência, ser vencido. As qualidades de um general super-homem devem ser o segredo, a dissimulação, a astúcia e a surpresa. Esse general deve evitar cinco defeitos básicos: a precipitação, a hesitação, a irascibilidade, a preocupação com as aparências e a excessiva complacência. Para vencer, deve conhecer perfeitamente a terra (a geografia, o terreno) e os homens (tanto a si mesmo quanto o inimigo). O resto é uma questão de cálculo. Essa é a arte da guerra. "Se conheces o inimigo e conheces a ti mesmo, não precisarás temer o resultado de mil batalhas. Se tu te conheces, mas não conheces o inimigo, para cada vitória ganha sofrerás também uma derrota. Se tu não conheces o inimigo nem a ti mesmo, perderás todas as batalhas" (Sun – Tzu). Sun Tzu disse: Comandar muitos é o mesmo que comandar poucos. Tudo é uma questão de organização. Controlar muitos ou poucos é uma mesma e única coisa. É apenas uma questão de formação e sinalizações. Lembra os nomes de todos os oficiais e subalternos. Inscreve-os em um catálogo, anotando-lhes o talento e as capacidades individuais, a fim de aproveitar o potencial de cada um, quando tiveres oportunidade. Age de tal forma que todos os que deves comandar estejam persuadidos que teu principal cuidado é preservá-los de toda desgraça. As tropas que farás avançar contra o inimigo devem ser como pedras que arremessas contra ovos. De ti até o inimigo, não deve haver outra diferença senão a do forte ao fraco, do cheio ao vazio. A certeza de sustentar o ataque do inimigo sem sofrer uma derrota baseia-se na combinação de forças diretas e indiretas. Utiliza forças diretas para desfechar a batalha, e forças indiretas para consolidá-la. Os recursos dos que são hábeis na utilização de forças indiretas são tão infinitos quanto os do céu e da terra, e tão inesgotáveis quanto os mananciais. Ataca a descoberto, mas vence em sigilo. Eis, em poucas palavras, em que consiste a habilidade e a perfeição do comando das tropas. As luzes e as trevas; o aparente e o secreto; eis toda a arte. Aqueles que a possuem assemelham-se ao céu e à terra, cujos movimentos nunca são aleatórios. Assemelham-se aos caudais e aos mares inexauríveis. Mesmo mergulhados nas trevas da morte, podem reviver. Como o sol e a lua, eles têm um tempo para aparecer, e um tempo para desaparecer. Como as quatro estações, revestem-se de mil nuanças. Só há cinco notas musicais, mas quem jamais ouviu todas as melodias que podem resultar de uma combinação? Só há cinco cores primárias, mas quem jamais viu o espetáculo de todas as cores matizadas? Só há cinco paladares, mas deles podem resultar infinitos sabores. Quem jamais experimentou todos? Na arte militar, e na do bom caminho das tropas, há apenas duas espécies de forças. Suas combinações, entretanto, são ilimitadas. Ninguém pode abarcá-las. Essas forças interagem. Assemelham-se, na prática, a uma cadeia de operações interligadas, como anéis múltiplos ou como a roda em movimento, que não se sabe onde principia e nem onde termina. Na arte militar, cada operação particular tem partes que exigem a luz do dia, e outras que pedem as trevas do segredo. Não posso determiná-las de antemão. Só as circunstâncias podem ditá-las. Opomos grandes blocos de pedra às corredeiras que queremos represar. Empregamos redes frágeis e miúdas para capturar pequenos pássaros. Entretanto, o caudal rompe algumas vezes seus diques, após tê-los minado aos poucos, e os pássaros, as peias que os aprisionam, à força de se debaterem. É por seu ímpeto que a água das torrentes corrói os rochedos. É regulando a distância que o falcão se orienta para estraçalhar a presa. Possuem verdadeiramente a arte de bem comandar aqueles que souberam e sabem potencializar sua força; que adquiriram uma autoridade ilimitada; que não se deixam abater por nenhum acontecimento por mais desagradável que seja; que nunca agem com precipitação; que se conduzem, mesmo quando são surpreendidos, com o sangue frio que têm habitualmente nas ações meditadas e nos casos previstos antecipadamente, e agem sempre com a rapidez. Fruto da habilidade, aliada a uma longa experiência. Assim, o ímpeto de quem é hábil na arte da guerra é irrefreável, e seu ataque é regulado com precisão. O potencial desse tipo de guerreiro é como o dos arcos retesados. Tudo verga sob seus golpes, tudo é derribado. Como um globo que apresenta perfeita esfericidade em todos os pontos de sua superfície, eles são igualmente resistentes em toda a parte; em todos os pontos sua energia é a mesma. No auge de uma confusão e de uma desordem aparente, sabem conservar uma disciplina de ferro. Sabem brotar a força no seio da fraqueza. Despertam a coragem e a determinação no meio da covardia e da pusilanimidade. Mas saber manter uma ordem impecável, inclusive no meio da desordem, exige profunda reflexão sobre todos os acontecimentos que podem suceder. Transformar a fraqueza em força só é dado àqueles que têm uma energia absoluta e uma autoridade ilimitada. Pela palavra "força" não se deve entender "dominação", mas sim a faculdade que permite que se transforme em atos tudo aquilo que se propõe. Saber engendrar a coragem e o valor no meio da covardia e da pusilanimidade significa tornar-se herói e, mais do que isso, colocar-se acima dos mais intrépidos. Um comandante hábil busca a vitória baseando-se nas circunstâncias e não a exige de seus subordinados. Por mais maravilhoso que tudo isso pareça, exijo algo mais dos que comandam as tropas: é a arte de manipular o deslocamento dos inimigos. Aqueles que dominam essa arte admirável dispõem de ascendência sobre o próprio exército, de tal forma que manipulam o inimigo sempre que julgarem apropriado. Sabem ser liberais quando convém. Agem da mesma forma em relação aos que querem vencer: dão e o inimigo recebe; abandonam e o inimigo recolhe. Estão prestes a tudo. Aproveitam-se de todas as circunstâncias, sempre desconfiados; vigiam os subordinados e, desconfiando destes também, não descuram de nenhum meio que lhes possa ser útil. Consideram os homens que devem combater como pedras ou troncos que tivessem de despencar de um penhasco. A pedra e a madeira não têm movimento próprio. Uma vez em repouso, não se mexem por si mesmas, mas seguem o movimento recebido. Se são quadradas, mantêm-se paradas. Se redondas, rolam até encontrar uma resistência mais forte do que a força recebida. Age de forma que o inimigo seja, entre tuas mãos, como uma pedra redonda que teria que precipitar de um penhasco; a força necessária é insignificante; os resultados espetaculares. É nesse ponto que se reconhecerá tua força e autoridade. |
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