Alerta Total
- Trump na Casa Branca significa derrota para a Oligarquia Financeira que especula na Nova Ordem Mundial
- Soam Trumpetes!
- Mídia Vendida!
- Por que o FBI apoiou o Trump que virou amigo íntimo de Putin?
- A República vem aí
- Flexibilidade Moral - a motivação para agir de forma correta
- Sequestro
- Trump eleito presidente dos EUA. Derrota da Oligarquia que comanda a Nova Ordem Mundial
Trump na Casa Branca significa derrota para a Oligarquia Financeira que especula na Nova Ordem Mundial
Posted: 09 Nov 2016 01:27 AM PST

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Donald Republicano, o verdadeiro Tio Patinhas, venceu a Maga Patalógica Demo-crata! Com 48% dos votos, Donald Trump faturou a eleição para a Presidência dos EUA. Não foi apenas Hillary Clinton quem perdeu. Imprevista na maioria esmagadora das pesquisas que, novamente, falharam feio nos prognósticos, a vitória do "make America great again" representa a maior derrota para a Oligarquia Financeira Transnacional que comanda a chamada Nova Ordem Mundial, e tenta subjugar os valores essenciais que fundaram os EUA como Nação Livre, Produtiva e Independente.
Análises babacas, histéricas e precipitadas pregarão que o triunfo de Trump representa uma supremacia do conservadorismo. Nada disto! A leitura correta e real é que os Estados Unidos da América saem bastante divididos da mais polêmica eleição presidencial na era pós-11 de setembro. Em número de votos do eleitorado, Trump teve 48% dos votos contra 47% de Clinton. Como a eleição é indireta, Trump venceu até com folga porque conquistou mais delegados nos estados com mais peso político: Flórida, Carolina do Norte, Iowa, Ohio e Pensilvânia. Assim, a conquista dele tem peso simbólico: pelo menos metade dos norte-americanos desejam recuperar a própria essência da Nação.
No primeiro discurso já sabendo que conquistara 276 dos 270 delegados necessários para se eleger, por volta de 5h 30min da manhã, o bilionário Donald Trump deixou as fanfarronices da campanha de lado, e adotou o estilo mais conciliador que deverá temperar sua gestão presidencial - ao contrário do que imaginam seus infantis opositores: "Acabo de receber uma ligação da secretária Clinton. Ela nos congratulou pela nossa vitória e eu congratulei ela e sua família por uma campanha muito dura. Ela lutou muito. Nós devemos a ela uma dívida de gratidão por seu serviço ao país".
Excetuando-se a previsível e educada atitude de bom mocismo para celebrar a vitória, as primeiras mensagens de Trump foram claras, objetivas e verdadeiras: "Os homens e mulheres esquecidos não serão mais esquecidos". "Vamos colocar milhões para trabalhar enquanto reconstruimos". "Vamos dobrar nosso crescimento e ter a economia mais forte do mundo". O discurso de Trump tem tudo para se tornar realidade, porque ele foi eleito pela máquina produtiva, não-rentista, dos EUA. O jeitão polêmico e histriônico do personagem e marketeiro Trump é mero jogo para a galera. O Presidente Donald Trump será bem diferente. A América vai se focar mais nela mesma.
A conquista da Casa Branca por Trump deixará o mercado financeiro nervosíssimo por algum tempo. Rentistas devem se preparar para algumas perdas imediatas - principalmente no Brasil Capimunista. A previsão agora é que o Federal Reserve - o Banco Central privado dos EUA, comandado pela Oligarquia Financeira Transnacional - fará um aumentinho nos seus juros básicos até o final do ano. O grande capital será atraído ou mantido nos EUA. Mega investimentos imobiliários entrarão em alta com o triunfo Republicano.
Por aqui, o dólar deve subir sensivelmente. Quem encheu a burra de verdinhas poderá faturar nos próximos meses com a previsível valorização da moeda norte-americana frente ao irreal Real. Exportadores brasileiros vão se dar bem. Importadores vão chiar sem parar. Na Periferia não tem outro jeito... A Bolsa de Valores deve registrar quedas iniciais, mas, depois, tudo volta ao mesmo de sempre. Quem planeja investimentos produtivos por aqui é que precisa ficar mais esperto. A grana será mais seletiva que nunca para empreendimentos realmente produtivos.
O Brasil não tem outra alternativa com a vitória de Donald Trump. Ou promovemos uma mudança estrutural em nosso modelo estatal capimunista rentista, promovendo um alinhamento produtivo com os EUA, ou seremos refém de todas as bobagens ideológicas, políticas e econômicas cometidas há muito tempo (de propósito, para nos manterem na miséria induzida, com fins meramente especulativos).
Resumindo: Trump é uma porrada na cara do rentismo. Se o Brasil ávido por mudanças souber tirar proveito desta chance histórica, pode se dar muito bem.
Agenda
Documentário "Agenda" ajuda a entender, direitinho, quem é o verdadeiro inimigo da Nação norte-americana que Donald Trump começa a derrotar...
Política no Livro
A Câmara Brasileira do Livro definiu ontem os integrantes da Comissão que dirigirá seu processo eleitoral.
Foram eleitos para a comissão eleitoral: Isis Valéria Gomes (Editora do Brasil S/A), Carlos Taufik Haddad (Imprensa Oficial de São Paulo) e Paulo Moregola (Edições Loyola).
A Assembleia convocada pelo presidente da CBL, Luís Antonio Torelli, foi presidida por Vitor Tavares e secretariada por Fernanda Gomes Garcia.
Ignorância Geral

Segredinhos

Os Imperdoáveis

Retribuição

E, por aqui, vamos aguardar as 80 delações de dirigentes da Odebrecht, para intensificar a limpeza na base do Lava Jato - que tem tudo para se fortalecer agora com a Era Trump...
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A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.
© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 9 de Novembro de 2016.
Soam Trumpetes!
Posted: 09 Nov 2016 01:23 AM PST

"País Canalha é o que não paga precatórios".
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira
A vontade dar urnas demonstrou que a maioria dos norte-americanos não foi imbecilizada pela massiva campanha midiática.
A Anta Hilária tomou uma trumpada, e Bill não será mais o primeiro-damo na parada.
"Make America great again!" não vai ser fácil, porque nunca antes a Oligarquia Financeira Globalitária sofreu uma derrota simbólica tão relevante.
Simbolicamente, Trump detonou a ideologia rentista, indicando que o espírito empreendedor e produtivo norte-americano deseja voltar a reinar contra a mera especulação de Wall Street.
Podem apostar que o Trump espetaculoso da campanha dará lugar a um Presidente dos EUA identificado com os valores essenciais que fundaram aquela Nação, que adora enfrentar guerras e ganhar dinheiro com elas.
Quem apostou alto contra a vitória de Trump é que terá de acertar as contas com a História.
Os temerários medíocres e corruptos do Brasil que se cuidem.
O dinheiro que vinha fácil para cá especular, agora só vai sobrar se o Trump deixar...
Só resta ao Brasil mudar de verdade, e se alinhar realmente com aquela Nação que foi a primeira a reconhecer nossa Independência em 1822.
Se não acabarmos com a patifaria, seremos eternamente periferia.
Que soem os trompetes, e agora vamos cuidar da nossa vitória, e não da dos outros...
Pode ter certeza: Trump é melhor que Tramp...
Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.
Mídia Vendida!
Posted: 09 Nov 2016 01:22 AM PST

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Antônio José Ribas Paiva
A convincente vitória do Presidente TRUMP comprovou, que a mídia, "politicamente correta"do Brasil, a serviço da " Nova Ordem Mundial", serviu " peixe podre ", para o público.
Esses jornalistas, a soldo do Império do Mal, não sabem o conceito de ética, ou são apenas amorais. É por causa deles , que a Nação Brasileira está acorrentada à miséria e escravizada pela criminosa classe política, desde sempre.
Por isso, o único caminho para a libertação dos brasileiros é a INTERVENÇÃO CONSTITUCIONAL!!!
Livres de verdade, temos de promover um alinhamento soberano com os EUA.
Parabéns Presidente TRUMP !!!
Antônio José Ribas Paiva, Jurista, é Presidente do Nacional Club.
Por que o FBI apoiou o Trump que virou amigo íntimo de Putin?
Posted: 09 Nov 2016 01:21 AM PST

QUE CAVALO FORTE É ESSE HEIN? PARA AGUENTAR PUTIN E TRUMP... MY GOD!!!
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Mtnos Calil
A vitória de Trump tem uma importância extraordinária sendo produto dos erros crassos do processo de globalização em curso. Porém como você mesmo deu a entender com a expressão "contradições internas", a fase que estamos passando é certamente uma das mais complexas da história da humanidade.
E para compreender o que se passa, precisamos ter uma visão ampla e multidisciplinar. Existem por exemplo, alguns elementos psicológicos comuns a Trump e Putin, o que explicaria a sua surpreendente união. Em síntese, o que os une é o narcisismo. Pode ser que existam outros fatores desta união, mas o narcisismo é evidente. A vitória de Trump implicará algumas mudanças imprevisíveis, inclusive para ele mesmo.
A complexidade em que vivemos hoje fez da imprevisibilidade um elemento básico e que nos impõe este extraordinário desafio: "gerenciar a imprevisibilidade". Esse gerenciamento não pode ser feito na base do Plano B, ou mesmo C. Eu tenho apostado na imprevisibilidade. Não apostei na vitória de Trump, mas sim numa série de fenômenos, todos imprevisíveis (ou mesmo inimagináveis). Um amigo me disse há alguns anos a frase "tudo pode acontecer". Na ocasião recebi essa comunicação com um certo desdém. Mas refletindo melhor, acabei concordando com essa imprevisibilidade radical. A eleição de Trump é um bom exemplo.
Assim voltamos ao nosso debate sobre o trumpismo. Me lembrei de um artiguete que escrevi em setembro do ano passado falando do Putin e que reproduzi abaixo.
A vitória de Trump poderia ou dar inicio a uma nova fase pós-comunista do capitalismo ou provocar uma regressão terrível. O fato é que o povo americano (ou as camadas mais pobres – e brancas – deste povo) está se INSURGINDO REVOLUCIONARIAMENTE CONTRA O ESTABLISHMENT. Se isso não for uma revolução é certamente uma "ruptura institucional democrática".
Tudo que vai acontecer (ou quase tudo) vai depender da reação dos "agentes econômicos". A economia (leia-se "dinheiro") vai continuar governando a humanidade, agora na base do "protecionismo". Trump deu um tiro na globalização. O que será que ele vai fazer com os bancos? O Banco Central americano vai continuar independente?
Quanto ao Brasil, o que se prevê é um passo atrás no processo temer-oso de recuperação em curso, com o aumento do dólar (para a alegria dos exportadores) e com o encolhimento do IED - Investimento estrangeiro direto.
E para compreendermos a personalidade de Trump, temos que dividir o sujeito em duas partes: uma maligna e outra benigna. A arte beniga eu desconheço. Mas muitos veem o nacionalismo de Trump como o fator benigno de sua personalidade narcísica.
Ocorre porém que o nacionalismo é também uma projeção do narcisismo individual para a sociedade, e que se manifesta sob a forma de "orgulho nacional" – a distância entre o orgulho e o narcisismo é bem menor do que se imagina.
No Brasil o transtorno vigente é o oposto do narcisismo – é o "complexo de vira-lata" assim explicado por Nelson Rodrigues, em sua crônica publicada na revista Manchete Esportiva, em 1958:
Por "complexo de vira-latas" entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo. Isto em todos os setores e, sobretudo, no futebol. Dizer que nós nos julgamos "os maiores" é uma cínica inverdade. Em Wembley, por que perdemos? Por que, diante do quadro inglês, louro e sardento, a equipe brasileira ganiu de humildade. Jamais foi tão evidente e, eu diria mesmo, espetacular o nosso vira-latismo. Na já citada vergonha de 50, éramos superiores aos adversários. Além disso, levávamos a vantagem do empate. Pois bem: — e perdemos da maneira mais abjeta. Por um motivo muito simples: — porque Obdulio nos tratou a pontapés, como se vira-latas fôssemos.
Eu vos digo: — o problema do escrete não é mais de futebol, nem de técnica, nem de tática. Absolutamente. É um problema de fé em si mesmo.
O brasileiro precisa se convencer de que não é um vira-latas e que tem futebol para dar e vender, lá na Suécia. Uma vez que ele se convença disso, ponham-no para correr em campo e ele precisará de dez para segurar, como o chinês da anedota.
Insisto: — para o escrete, ser ou não ser vira-latas, eis a questão.
Mtnos Calil, Psicanalista, é Coordenador do Grupo Mãos Limpas Brasil.
A República vem aí
Posted: 09 Nov 2016 01:19 AM PST

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Marco Antônio Villa
A Praça dos Três Poderes conspira abertamente contra a Lava-Jato. Teme que a República seja abalada. Apurar até o fim as acusações de corrupção colocaria em risco a estabilidade política. Sim, para os donos do poder — e não é uma simples imagem linguística — a punição dos grandes empresários, de políticos e seus asseclas não faz bem à democracia. Para eles, tudo tem de continuar como está. A Lava-Jato teria ido longe demais.
No Congresso, as principais lideranças preparam a aprovação de um projeto de lei anistiando o caixa dois. Argumentam que todos os partidos políticos tiveram de se adequar à realidade, a da violação da lei. Seria o único meio de fazer uma campanha eleitoral. Não receberam o dinheiro para usufruto pessoal — o caixa três. Não. Todos os recursos foram aplicados nas campanhas. Segundo eles, as contribuições ilícitas seriam lícitas. Neste curioso jogo de palavras não há propina, desvio de recursos públicos ou sobrepreço no pagamento de obras ou mercadorias por parte do poder público ou de suas empresas ou bancos. Mas, simplesmente, a inexistência de registro contábil de recebimento de apoio financeiro.
Se for aprovada a anistia do caixa dois, o Congresso vai concluir sua recente obra de legalizar a ilegalidade, que inclui a Lei de Leniência e a da repatriação de capitais. É o elogio ao crime, que, no Brasil, compensa. E, pior, com o objetivo de salvar dezenas de políticos de processos-crimes, acabará desmoralizando a ação da Justiça, impedindo o devido saneamento da vida pública.
Nesta conspiração antirrepublicana, que preserva o status quo, o grande capital especulativo e espoliador joga importante papel. Foi parceiro durante 13 anos do PT. Nada fez pelo impeachment. Silenciou quando das revelações dos escândalos. Participou do saque. Obteve lucros fabulosos. Glorificou Lula durante anos. E, agora, tenta esconder seus interesses — nada republicanos — sob a alcunha de "mercado." É uma enorme hipocrisia dar ao grande capital, ao "mercado", o protagonismo neste momento tão crucial da vida brasileira.
A elite político-econômica tem nas cortes superiores de Brasília aliados poderosos. A maioria dos ministros deseja limitar a ação da Lava-Jato. Creem que ela foi longe demais. Invocam preceitos jurídicos como cortina de fumaça. São tão farsantes como as lideranças políticas do Congresso. A única diferença é o uso da toga. Desejam deixar tudo como está. Afinal, são partícipes entusiastas desta República bufa.
Nos últimos dias, o desespero da Praça dos Três Poderes aumentou de intensidade. A proximidade da delação premiada de 75 diretores, altos funcionários e dos proprietários da Odebrecht intensificou as articulações. Temem que sejam atingidos em larga escala — como serão. Tudo indica que o Brasil não será o mesmo após as homologações das delações. Devem atingir todo o espectro político de Brasília. E com efeitos incalculáveis.
Daí a operação para conter seus efeitos. Buscam edificar às pressas um arcabouço legal. É uma luta de desesperados. A Lava-Jato não vai interromper sua ação. Necessitam desmoralizá-la. Tentaram. Não conseguiram. Resta a chicana jurídica, o apoio das Cortes nada superiores de Brasília e a busca de apoio na sociedade apontando o perigo de colocar em risco a recuperação econômica.
É difícil encontrar outro momento na história republicana brasileira tão propício como o que vivemos para enfrentar — e vencer — a estrutura corrupta que tomou conta do país. A Constituição de 1988 concedeu os instrumentos para o exercício da cidadania. E que nestes últimos anos estão sendo exercidos. Quando os direitos eram somente para inglês ver, não havia problema algum. Tudo mudou quando foram exercidos na sua plenitude.
As grandes mobilizações dos últimos dois anos, a presença ativa das redes sociais, a auto-organização da sociedade civil e a vitoriosa luta pelo impeachment de Dilma Rousseff deixaram os donos de poder em situação difícil. Não podem mais decidir entre quatro paredes como gerir e dominar o nosso país, como fizeram durante décadas.1
O novo Brasil que está nascendo encontra na República carcomida o seu maior adversário. É necessário destruí-la para poder edificar o pleno estado democrático de direito. Esta é a contradição principal — e antagônica. Não há qualquer possibilidade de encontrar uma conciliação entre democracia e corrupção. O velho jeitinho congressual-jurídico não conta mais com a complacência popular.
A corrupção está de tal forma entranhada na estrutura republicana que impossibilita o sistema de se autorreformar. Afinal, a corrupção é um sistema que contempla múltiplos interesses. Se fosse apenas um negócio entre corruptor e corrupto, poderia ser de fácil solução. E aí mora o nó górdio a ser desatado. Ao enfrentá-la, os moralizadores da República vão ter de travar combates com poderosos inimigos espalhados tanto na estrutura de Estado, como fora dela. A socialização da corrupção deu a ela um enorme poder de resistência.
Coincidentemente, o ápice da Lava-Jato deve ocorrer próximo à data magna da República, o 15 de novembro. Nunca estivemos tão perto de proclamá-la. Afinal, o marechal Deodoro da Fonseca simplesmente anunciou, naquela sexta-feira, logo pela manhã, a mudança do regime. A hora é agora. E é possível. Se perdermos esta oportunidade, dificilmente teremos outro momento tão propício para colocar em prática o sonho dos republicanos históricos como Silva Jardim e Saldanha Marinho.
Marco Antonio Villa é Historiador.
Flexibilidade Moral - a motivação para agir de forma correta
Posted: 09 Nov 2016 01:18 AM PST

Antonio Carlos Hencsey
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Antonio Carlos Hencsey
A dicotomia entre o ético e o não ético funciona perfeitamente em rodas de amigos, porém na realidade o tema é um pouco mais complexo. De forma geral, as empresas possuem expectativas muito polarizadas no que se refere aos preceitos éticos esperados de seus colaboradores.
Tão importante quanto conhecer as decisões feitas pelos profissionais que nos representam, é sabermos os motivos que impulsionaram suas escolhas, pois é através destes que saberemos com maior precisão o quanto os valores organizacionais serão respeitados, independentemente de qualquer fator interno ou externo.
Fazer o certo nem sempre representa uma convergência de valores. Em muitos casos, indivíduos com a flexibilidade moral ampliada aderem às regras pelo medo de uma punição, por impossibilidades em operacionalizar um ato desviante ou por estarem inseridos em uma cultura ética sólida que dificulta uma naturalização da ação indevida, sem que, de fato, tenham autonomamente o desejo de agir de maneira correta. Nestes casos, a diminuição do investimento em controles internos, a falta de ceticismo na auditoria, as mudanças estruturais ou departamentais, bem como diversos outros fatores que fragilizem a companhia, podem desencadear comportamentos ilícitos que estavam confinados no colaborador, deflagrando uma que motivação já estava presente.
O oposto também pode ser verdadeiro. Pessoas que possuem alinhamento ético com a organização podem romper a linha e seguir um rumo indesejado simplesmente por não terem a oportunidade de dividir pressões vivenciadas. A cegueira momentânea por identificar caminhos mais adequados para deslocar os seus conflitos ou a impossibilidade real de dar vazão a uma coação de um líder autoritário ou influência de grupos de trabalho, por exemplo, podem levar pessoas boas, colaboradores de boa reputação, a optarem temporariamente pelo desvio de seus caminhos éticos.
Nestes casos, não raramente, o sofrimento vivido por este profissional é intenso no processo de tomada de decisão, porém a falta de recursos oferecidos pela empresa para que este caminhe na linha desejada o forçam a ter que escolher entre enfrentar ou se submeter às pressões impostas. Canais de denúncia, políticas sólidas, espaços para orientação sobre conduta ética na empresa e até mesmo um acompanhamento e escuta disponibilizado para os colaboradores podem servir de mitigadores de pressões, abrindo outras janelas que permitam tanto o compartilhamento de um problema, como a percepção de saídas éticas para problemas vividos.
Muitos leitores devem estar se questionando neste momento e pensando que pessoas corretas enfrentam pressões e não se submetem a elas. Obviamente posicionamentos extremos, indivíduos categoricamente éticos assim como os profissionais sistematicamente predadores, existem e representam comportamentos mais rígidos em seus padrões. Porém a realidade é que um número significativo de colaboradores irá responder às influências positivas ou negativas que a organização lhes proporciona. Só para termos uma ideia, em uma análise teórica da criminologia empresarial podemos dividir os indivíduos em cinco grandes grupos de flexibilidade moral, cada um deles com percepções e motivações distintas para agir ou não agir de forma ilícita.
Desta forma se empresas desejarem aumentar o sucesso de suas políticas de compliance e manutenção da ética, cabe a elas conhecerem um leque de ações que as permitam se comunicar com os diversos tipos de perfis de flexibilidade moral, potencializando assim o sucesso de seus programas e otimizando custos destinados a este tema, tendo em vista que ações direcionadas permitem uma distribuição de recursos mais estratégica e planejada.
Antonio Carlos Hencsey é líder de prática de compliance individual da Protiviti, consultoria global especializada em finanças, tecnologia, operações, governança, risco e auditoria interna.
Sequestro
Posted: 09 Nov 2016 01:16 AM PST

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja
Dentre os atos de terrorismo contra pessoas, o seqüestro desempenha um papel especial: é a captura de reféns da guerra irregular. Ao ver seqüestradas personalidades bem conhecidas, o adversário se vê obrigado a adotar determinados comportamentos – pagamento de resgate, que vai encher a "bolsa de guerra" dos guerrilheiros, a liberação de guerrilheiros capturados ou a cessação de certas medidas de perseguição à guerrilha.
Segundo Carlos Marighella "fazer prisioneiro um agente de polícia, um espião norte-americano, um personalidade política ou um notório ou perigoso inimigo do movimento revolucionário, mantendo-os em lugar secreto". Pessoas seqüestradas são usadas por troca ou para a liberação de camaradas revolucionários capturados, ou para acabar com as torturas nas prisões da ditadura militar. O seqüestro de pessoas famosas,como artistas, atletas, professores, etc, que como já demonstrado não têm qualquer interesse púbico, poderá ser ma forma útil de propaganda dos princípios revolucionários e patrióticos da guerrilha urbana. Mas, segundo Carlos Marighella: esse seqüestro "deve ser cuidadosamente organizado e cuidadosamente executado, para que a população dia sim a ele".
A contrapartida, num certo sentido, ao seqüestro, é a liberação de prisioneiros, o que também é um ato de terrorismo na fase de combate subterrâneo. Citando novamente Carlos Marighella: "O guerrilheiro urbano aprisionado olha a prisão como o terreno que ele deve entender e dominar para se libertar; o guerrilheiro urbano considera as prisões do inimigo um alvo inevitável de suas ações, para libertar seus companheiros ideológicos.
O guerrilheiro urbano em liberdade e o guerrilheiro urbano na prisão constituem uma combinação em que se baseia a liberação da ação de guerrilha". Marighella, objetivamente, observa sobre essa associação: "Não há prisão alguma, nem numa ilha, nem na cidade e nem no campo , que consiga resistir à engenhosidade, capacidade e poder de fogo potencial do revolucionário".
A libertação de um prisioneiro foi o começo do combate subterrâneo pra os partisans de TITO – a libertação de Alexandre Ranhovich do Hospital de Belgrado, em troca de prisioneiros políticos, em 29 de julho de 1941, uma semana depois da proclamação oficial de guerra irregular pelos comunistas iugoslavos. Foi um ato de ousadia que – como Vladimir Dedijer informa e soldados alemães em ação na capital iugoslava confirmam – "causou uma imensa agitação em Belgrado". Alguns dias mais tarde, uma grande unidade partisans atacou a prisão na cidade sérvia de Saboc e conseguiu libertar 800 camaradas. Também nesse caso, o efeito da propaganda em favor dos partisans foi grande.
____________________
O texto acima é um dos capítulos do livro "A Guerra Irregular Moderna", de autoria de Friedrich August Von Der Heydte, editado em 1990 pela BIBLIEX.
A Guerra Irregular, segundo o autor, vem substituindo, gradativamente, a guerra convencional, porquanto não se prende às leis e às normas internacionais já estabelecidas. Em sua advertência, o autor cita as diferentes formas de atuação desse tipo de guerra, que já se fez presente, inclusive na América Latina.
Carlos I. S. Azambuja é Historiador.
Trump eleito presidente dos EUA. Derrota da Oligarquia que comanda a Nova Ordem Mundial
Posted: 08 Nov 2016 11:40 PM PST

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Com 48% dos votos, Donald Trump venceu a eleição para a Presidência dos EUA. Hillary Clinton tomou pau. Ainda sem terminarem as apurações, ele já conquistou 276 dos 270 votos necessários para indicar candidatos que elegem o titular da Casa Branca. O triunfo de Trump deixará o mercado financeiro nervosíssimo nesta quarta-feira. Rentistas devem se preparar para algumas perdas imediatas. A vitória dele, imprevista na maioria esmagadora das pesquisas que, novamente, falharam feio, é a maior derrota para a Oligarquia Financeira Transnacional que comanda a chamada Nova Ordem Mundial. Daqui a pouco, mais detalhes.
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